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Novidades

Faculdades da Católica no Porto promovem Open Days sobre as suas licenciaturas

Já são conhecidas as datas dos Open Days das licenciaturas das faculdades da Católica no Porto, destinados aos alunos do secundário que em breve terão de escolher o seu futuro universitário.  São no total 14 Open Days, distribuídos pelas várias faculdades, e todos prometem informar e esclarecer acerca da sua oferta formativa. 

Os Open Days são oportunidades únicas que proporcionam aos estudantes do ensino secundário um contacto mais próximo com a realidade de cada licenciatura, através de testemunhos de professores, estudantes e de antigos alunos. Há sessões em regime online, outras em regime presencial e outras até em modelo híbrido. Os formatos estão concebidos de forma a que todos possam participar de forma ativa e segura.

As sessões são de participação livre, mas requerem inscrição. Apesar de se destinarem a alunos do secundário, também poderão participar psicólogos escolares, orientadores pedagógicos e encarregados de educação. Todos são bem-vindos.

Consulte a agenda e inscreva-se!

Instituto Ciências da Saúde - Enfermagem

Escola Superior de Biotecnologia - BioengenhariaCiências da NutriçãoMicrobiologia

Católica Porto Business School – EconomiaGestão e Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão

Escola do Porto da Faculdade de Direito  - Direito e Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão

Faculdade de Educação e Psicologia - Psicologia

Escola das Artes - CinemaConservação e RestauroSom e Imagem

03-03-2022

Arménio Rego: “Uma das melhores maneiras de ajudar alguém a crescer é ajudá-lo a autocompreender-se.”

Professor catedrático da Católica Porto Business School, Arménio Rego dedica-se ao estudo da Liderança e assume, também, o cargo de diretor do LEAD.Lab. Aos 19 anos começou a dar aulas e até aos dias de hoje nunca mais parou: “Na minha profissão tenho o privilégio de ser pago para aprender”. Nesta entrevista, Arménio Rego fala-nos sobre a infância, os acasos da vida e a sua missão. Através das suas palavras, viajamos, também, até à Birmânia, até ao Japão e até Timor.

 

Dedica-se ao estudo da Liderança. Como é que define um bom líder?

Não há perfis universais, isto é, pode haver alguém que pode ser muito bom líder num determinado contexto, mas não noutro. O que podemos tentar resumir são alguns aspetos que são importantes em qualquer líder e importa clarificar que tudo depende do enfoque que colocamos na avaliação: se o enfoque for o sucesso do líder, eu chego a uma conclusão, mas se o foco for o papel do líder no desenvolvimento das suas equipas ou da sua organização, eu chego a outras conclusões. Tendo em conta esta segunda opção há alguns aspetos importantes: o primeiro é o chamado “tough love”. O que é que nós precisamos num líder? Que seja apoiante, amistoso, que se preocupe com as pessoas, mas que seja, simultaneamente, exigente.  Costumo usar o exemplo dos pais que pensam ensinar o seu filho a andar de bicicleta. Há duas maneiras possíveis de lidar com o assunto: se o miúdo começar a andar sozinho vai acabar por cair e por se ferir e, por isso, o melhor é nem pegar na bicicleta; no outro extremo deixa-se que o miúdo pegue na bicicleta e se cair, paciência, leva-se ao hospital. Tanto uma como outra não são recomendáveis.  O certo é dar ao miúdo a oportunidade de pedalar e de ir aprendendo, e estar por perto para o socorrer caso seja necessário. Esta combinação é muito importante num bom líder. O segundo aspeto é que o líder tenha a capacidade de criar condições para que as pessoas lhe digam a verdade. É crucial que os líderes saibam a verdade e que tenham liderados que lhes comuniquem a verdade. Para isto, é preciso que um líder estimule o “speak up” junto das suas equipas. O terceiro aspeto prende-se com a combinação importante da determinação, garra e perseverança com a humildade. Por exemplo, um líder que é muito perseverante e muito determinado não abandona um projeto se não tiver um bocadinho de humildade. Este líder vai acabar por perseverar em prol de projetos que não têm viabilidade. Mas, se o líder for muito humilde, mas não for determinado, acaba por se tornar pouco proactivo. O importante é a combinação entre a determinação e a humildade. A virtude está no meio, não é?

 

“Enquanto liderados, também temos de ter coragem e não podemos assumir uma atitude passiva.”

 

É importante ensinar-se a ser líder, mas, também, a ser-se liderado?

Nós tendemos a colocar a tónica nos líderes e, portanto, a responsabilidade por aquilo que corre bem e corre mal é sempre dos líderes. Muitas vezes, lavamos as mãos das nossas responsabilidades, enquanto liderados. Há uma coisa que me incomoda muito: quando os trabalhadores discordam de uma decisão do seu líder, manifestam-se contra, mas quando chegam à reunião votam favoravelmente. Terminada a reunião, continuam a manifestar-se contra aquilo que votaram favoravelmente. Compreendo este comportamento nas pessoas que recebem o salário mínimo, que têm uma família para sustentar e que, por isso, não podem arriscar, mas não compreendo esta atitude em pessoas que vivem confortavelmente. Quero com isto dizer que, enquanto liderados, também temos de ter coragem e não podemos assumir uma atitude passiva.

 

“Quem sou eu? Como é que os outros me veem? Este autoconhecimento é crucial, porque se eu não sei quem sou, não posso saber em que áreas é que devo investir.”

 

Como é que se ensina isto aos alunos?

Eu não sei o que nasce e o que não nasce com as pessoas, mas há uma coisa que eu acho que posso dizer: há componentes da liderança que podem ser aprendidas e o facto de alguém não ter competências, neste momento, não significa que não as possa adquirir e desenvolver. Tento, por isso, transmitir aos meus alunos a mensagem de que não podem partir do princípio de que não são capazes. Estimulo a encararem o erro e o fracasso como uma oportunidade de aprendizagem. A participação em atividades fora da universidade é, também, uma forma muito boa de educar para estas questões. Considero que os alunos deviam trabalhar desde cedo, designadamente nas férias e fora da universidade. No trabalho e no voluntariado vivem-se experiências e enfrentam-se circunstâncias que fazem emergir diferentes competências, antes desconhecidas. Por fim, não posso deixar de referir que o autoconhecimento é crucial. Uma das melhores maneiras de ajudar alguém a crescer é ajudá-lo a autocompreender-se. Quem sou eu? Quais são as minhas forças? Como é que os outros me veem? Este autoconhecimento é importante porque se eu não sei quem sou, não posso saber em que áreas é que devo investir. Para este autoconhecimento, coloco a tónica na forma como somos vistos pelos outros, porque a liderança é relacional. Eu só sou líder na relação com os outros.

 

Quais são os grandes desafios de se ser professor?

Um professor tem de estar sistematicamente atualizado. Tenho que saber o que se passa no mundo, sob pena de não ser uma mais-valia para os meus alunos. É um desafio exigente. Para além de ensinar, um professor tem de fazer investigação e de assegurar a transferência de conhecimento. A combinação destes vários papéis é exigente, mas agrada-me imensamente porque temos o privilégio de ajudar pessoas no nosso dia-a-dia. 

 

Estudar na Católica Porto Business School é diferente porquê?

A marca e a reputação da Católica são muito importantes. Um empregador que se confronta com um aluno com o certificado Católica não tem que despender muitas energias para perceber o que é que está a receber. Depois, há aqui um constante profissionalismo com foco na melhoria, e há a combinação e o equilíbrio entre a componente científica e a componente prática. A criação e a transposição de conhecimento para a realidade das empresas. É esta a filosofia de atuação da Católica Porto Business School e é isto que nos distingue.

 

“É bom pensarmos nas complicações da vida para nos apercebermos do quão bom é tê-la.”

 

Dirige o LEAD.Lab da CPBS. Qual o foco da atividade?

Com o LEAD.Lab queremos, fundamentalmente, criar conhecimento na área da liderança. Obtendo dados no terreno, queremos criar e partilhar esse conhecimento com a comunidade científica e com as empresas. Com o LEAD.Lab temos como objetivo contribuir para criar organizações que sejam, simultaneamente, mais eficazes e mais virtuosas. E atenção que quando falo em virtuosas, não quero falar de organizações perfeitas. A humildade é uma virtude, mas tem que ser combinada com outras…

 

Nasce em Viana do Castelo… Que memória da sua infância é que não esquece?

Sim, nasci numa aldeia chamada Subportela, onde ainda hoje vou com frequência. Fiz a vida normal de escola e de aldeia. Era uma criança tímida e introvertida. Em contrapartida, a minha irmã mais nova é que era a dominadora (risos). O meu pai foi imigrante na Argentina e foi para lá quando eu tinha três anos e meio e, portanto, a memória que eu tenho do meu pai, enquanto miúdo, é muito ténue. Fiquei durante sete anos sem ver o meu pai e a minha infância ficou marcada por isso. Na minha cabeça, tenho a imagem de um momento em que vejo a minha mãe chorar, depois de ter recebido uma carta, sentada na soleira da porta, e eu pergunto-lhe “Porquê?” e a minha mãe responde “Porque eu não sei se o pai volta”. Chorava porque acabara de ler que o meu pai estava internado, com um cancro de próstata. É bom pensarmos nas complicações da vida para nos apercebermos do quão bom é tê-la.

 

Porquê a escolha pela Licenciatura em Gestão e Administração Pública?

Cheguei a querer medicina e depois veio a ideia do Direito. Aquando do momento da candidatura, coloquei em primeiro lugar Direito em Coimbra, depois Direito em Lisboa e em terceiro lugar Gestão e Administração Pública, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Se me pergunta porquê tenho de lhe responder que não faço ideia (risos). Pode parecer estranhíssimo, mas mostra-nos como a vida é muitas vezes feita de acasos. Quando entrei na minha terceira opção, percebi que tinha mesmo de ganhar juízo e, atendendo às condições financeiras, tinha mesmo de agarrar a oportunidade e de me esforçar para adquirir empregabilidade no futuro. Dediquei-me de alma e coração ao meu curso.

 

A entrada na Universidade teve, por isso, uma importância grande para si?

Sim, sem dúvida, principalmente porque resultou de uma decisão não muito fácil porque me vi confrontado com duas possibilidades. Aos 19 anos, fui lecionar matemática para Ponte de Lima, gostei muito da experiência e possibilitou a minha independência financeira. Dado isto, tinha a hipótese de continuar a trabalhar e de estudar ao mesmo tempo, que era a minha intenção, ou então ia para Lisboa fazer o curso, com as dificuldades e os desafios que isso acarretava. Por isso, a ideia de ficar 4 anos em Lisboa foi dura, mas eu sabia que isso era necessário para o futuro e nessa altura percebi a importância dos meus pais, porque só nos apercebemos disso quando saímos de casa, não é? Quando fui para Lisboa estudar, eu já não era mais trabalhador-estudante, mas trabalhei, verdadeiramente, como estudante. Estudava muito, muito, muito.

 

O que é que mais o preocupa nas gerações mais novas?

Do que tenho lido e daquilo que me é dado a observar, temos de ter cuidado com as generalizações. Hoje em dia, as gerações mais jovens são uma população muito diversa e aquilo que mais me preocupa é que, no futuro, haja um fosso ainda maior entre duas subgerações. Temos, neste momento, uma grande quantidade de pessoas jovens que, por razões várias, não investe na sua qualificação e, por isso, vai experienciar circunstâncias de precariedade e vai acabar por reproduzir na sua vida a vida dos seus pais. Noutro lado, temos um grupo de jovens que, fruto de condições socioecónomicas superiores, investe na sua educação e acaba por estar preparado para enfrentar muitos desafios. Isto é resultado de um fosso cada vez maior que se tem vindo a cavar ao nível dos rendimentos. As desigualdades são cada vez maiores e isto dificulta a mobilidade social, o que me preocupa bastante.

 

“Os frutos do desenvolvimento têm de ser mais equitativamente partilhados.”

 

Olha para o futuro de Portugal com entusiasmo?

Depende do que nós fizermos por ele. É a responsabilidade de cada um de nós. Mas receio a polarização política, porque a certa altura não há diálogo possível. Os discursos xenófobos e de ódio criam-me muita perplexidade. Há pessoas que se sentem totalmente alienadas dos frutos do desenvolvimento e, por isso, aderem a narrativas de ódio, porque no fundo essas narrativas ajudam as pessoas a lutarem contra algo que, de outra forma, não conseguem. Os frutos do desenvolvimento têm de ser mais equitativamente partilhados, caso contrário a polarização será um problema muito grave em Portugal.  

 

O que é que mais gosta de fazer nos seus tempos livres?

Adoro viajar. Gosto de conhecer outras culturas, principalmente as distintas da europeia. Se me perguntar se prefiro ir ao Nepal ou a Oslo, irei certamente dizer Nepal. Gosto, também, muito de ler e gosto de ler literatura que não seja, exclusivamente, científica. Mas, antes de tudo isto, o que gosto mesmo é de estar com os meus filhos.

 

“Para eu ensinar tenho que aprender, mas ao ensinar, também, estou a aprender. Este binómio cíclico motiva-me muito.”

 

Tem alguma viagem que tenha sido particularmente marcante para si?

Adorei conhecer o Myanmar, a Birmânia. É um país com um enorme potencial que tem sido desbaratado pelas suas lideranças terríveis, por um regime militar horrível. Tem um património monumental muito rico e gostei muito das pessoas. Foi aí que me despertou interesse pela líder que tem sido muito criticada, a Aung San Suu Kyi, e que está, novamente, presa. Gostei, também, muito do Japão e já lá estive duas vezes. Acho que é uma cultura que combina muito bem a amabilidade, a cortesia, a organização e a eficiência.

 

Como é que definiria a sua missão no mundo?

Tenho uma missão que é antes de mais para com os meus filhos. São eles que me mobilizam. Para além disto, acho que procuro fazer o bem, mas, na verdade, nem sei se o faço. Já fiz muita asneira na minha vida. Essencialmente, quero contribuir um bocadinho para ajudar os meus alunos a serem mais responsáveis como cidadãos, como membros das suas famílias, como executivos, como membros das organizações. Enquanto professor, acredito que posso ter algum impacto e isso é uma das coisas que mais prazer me dá. Na minha profissão tenho o privilégio de ser pago para aprender. Para eu ensinar tenho que aprender, mas ao ensinar, também, estou a aprender. Este binómio cíclico motiva-me muito. Ter impacto na vida dos outros, por mais pequeno que seja, vale muito a pena. A propósito disso, há uns dias os meus filhos perguntaram-me em que situação é que eu tinha sentido que o que estava a fazer estava a ter um verdadeiro impacto. Em 2000, estive em Timor a ensinar português, no âmbito de uma missão de voluntariado da Fundação das Universidades Portuguesas. Estive lá dois meses e para além de ensinar, também, estive envolvido noutras funções. Adorei. Qualquer coisa pequena que nós pudéssemos fazer tinha impacto na vida daquelas pessoas.

 

03-03-2022

Declaração da Federação Internacional das Universidades Católicas sobre o conflito na Ucrânia

Leia aqui a declaração (apenas disponível em inglês) da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC), à qual a Universidade Católica Portuguesa pertence, sobre o conflito na Ucrânia.

The International Federation of Catholic Universities strongly condemns the unprecedented and unjustified attack by the Russian Federation on Ukraine, its institutions and its people. The military violence perpetrated cannot be justified by the arguments put forward by President Putin and poses a strong challenge to the peaceful coexistence of nations worldwide.

The International Federation of Catholic Universities is a global organisation founded in 1924 with the mission of strengthening international academic cooperation, precisely in the wake of one of the most ravaging conflicts on the European continent, in the belief that a free and values-based higher education is crucial to the advancement of justice, human rights and the rule of law.

Sharing our members’ anguish and concern, we call on the Russian authorities to refrain from further hostile actions that would inflict even more suffering and disregard the principles of international law. War is a grave violation of human dignity and has no place in our world.

The Federation assures the Ukrainian people, and more particularly the Ukrainian academic community, of its unwavering support. IFCU expresses a special encouragement to its friends of the Ukrainian Catholic University (UCU) and offers assistance. We feel, as Pope Francis expressed in the general audience of February 23, great pain, concern and anguish about the conflict and, following his example, we call on all parties involved to "refrain from any action that would cause further suffering to the people", "destabilise peaceful coexistence" and "discredit international law".

The Administrative Board of the International Federation of Catholic Universities calls on all of its member universities to express concrete support for Ukrainian scholars and students, as requested by the Catholic University of Ukraine. This can take various forms, such as hosting students and scholars, scholarships, online courses, donations.

The International Secretariat of the Federation is at the disposal of its members, and more generally of those who wish to provide support, to facilitate this assistance.

02-03-2022

Novo Programa de Mentorado em Direito alia alumni e atuais estudantes

A partilha de experiências e aprendizagens entre pessoas com histórias e vivências semelhantes, ainda que separadas no tempo, é uma das dimensões mais valorizadas num programa de Mentorado, que junta alumni e atuais estudantes, numa relação de cumplicidade intergeracional e interpares.

Ainda que unidos por um percurso académico com que tiveram contacto numa fase crucial das suas vidas, encontram-se em fases totalmente distintas da criação da sua identidade profissional.

Se os alumni já a têm bem definida, os atuais estudantes estão ainda a construí-la.

É precisamente neste processo que a troca de experiências assume particular relevo, mormente numa comunidade com cerca de 45 anos de história e mais de 5.000 membros: a comunidade de Alumni e atuais alunos da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.

Neste contexto, a Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa criou o programa Mentorado Jurista, que visa promover o acompanhamento individual dos alunos por alumni experientes (mentores).

Pretende-se que o acompanhamento se faça ao ritmo da relação e das necessidades, em que os profissionais se disponibilizam para diluir hesitações normais no percurso académico e partilham experiências profissionais e opções de vida.

Mentores

Pretende-se que o mentor:

  • Acompanhe pelo menos 1 estudante por ano (online e/ou presencial), prevendo-se a realização de quatro reuniões por ano;
  • Contribua para o enriquecimento do percurso do estudante e o apoie na sua construção;
  • Partilhe a sua experiência pessoal/profissional;
  • Encoraje o envolvimento em experiências e desafios que promovam a aprendizagem e desenvolvimento do estudante;
  • Promova a reflexão do estudante sobre as experiências com que se vai deparando.


As inscrições terminam no dia 07 de março.

Para esclarecimentos, envie email para: ee.emprego@ucp.pt.

Mentorados

Os estudantes deverão iniciar o programa enquanto:

  • Estudantes do 4º ano da licenciatura em Direito;
  • Estudantes do 1º ano de mestrado em Direito e em Direito e Gestão;
  • Em cada ano, o nº de estudantes a integrar o programa dependerá do número de profissionais disponíveis.

As inscrições terminam no dia 07 de março.

Para esclarecimentos, envie email para: ee.emprego@ucp.pt.

 

02-03-2022

Projeto propõe modelo inovador de gestão de efluentes numa perspetiva de “economia circular”

A Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica no Porto participou no grupo operacional BIOCHORUME, coordenado pela Aveleda, S.A, que teve como objetivo criar um modelo inovador, alternativo ao tradicional, para minimizar os problemas do excesso de efluentes pecuários nas Explorações de Pecuárias Leiteiras na região de Entre Douro e Minho, promovendo a sua valorização como fornecedor de matéria orgânica aos solos e disponibilidade de nutrientes para a produção de biomassa para fins energéticos próprios.

“A ESB teve como principal função a aplicação de bioinoculantes que são, no fundo, microrganismos que podem ser benéficos para as plantas. Estes bioinoculantes têm a capacidade de aumentar o aporte de nutrientes para a planta e ao mesmo tempo torná-las mais resilientes a stresses ambientais, favorecendo o seu transplante e o seu estabelecimento no campo.”, explica Sofia Pereira, investigadora da ESB.

Fizeram, também, parte deste grupo o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), a Forestis - Associação Florestal de Portugal e a Federação Nacional das Uniões das Cooperativas de Leite e Lacticínios (FENALAC).

O projeto, que terminou no final de 2021, pretendeu contribuir para a valorização do chorume produzido pelas explorações pecuárias leiteiras, através da sua aplicação como fertilizante em espécies florestais de crescimento rápido (Choupo e Paulónia), com vista à produção de biomassa para fins energéticos.

O BIOCHORUME representa, assim, um modelo inovador de gestão de efluentes numa perspetiva de “economia circular” à escala da unidade da exploração, convertendo-os numa oportunidade e numa mais valia económica e ambiental.

Mais informação

28-02-2022

Research Scholarship - Project PROBIOCARE

25-02-2022

Research Scholarship - Project BUGS@PETS

24-02-2022

Diogo Mota: “A Católica era a única Universidade que me permitia fazer 2 licenciaturas num mesmo programa”

Diogo Mota é estudante do 2ª ano da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão e garante que este programa “responde a todas as expectativas”. Muito ativo e sempre com vontade de se envolver, participa em diversos projetos académicos e deseja um dia poder viver algum tempo lá fora. Seja na área do Direito ou na área da Gestão, uma coisa é certa: “estou empenhado em fazer um bom caminho para ser bem-sucedido!”

 

Porquê a escolha pela Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão?

A Católica era a única que me permitia fazer 2 licenciaturas num mesmo programa: Direito e Gestão, duas áreas pelas quais tinha interesse e duas áreas que sabia serem uma mais valia para mim.  Depois da primeira semana aqui na Católica foi fácil perceber que era mesmo isto que eu queria. Apercebi-me logo de como as duas áreas se complementavam. A Dupla Licenciatura responde a todas as minhas expectativas.

 

O que é que mais o surpreendeu?

O que mais me surpreendeu foi a ligação das duas áreas e a forma como o plano de estudos está construído. As matérias de Direito e de Gestão estão muito bem interligadas. Há uma fusão que realmente nos beneficia e que se traduz numa das grandes mais-valias deste programa. Estamos constantemente a ser estimulados em áreas diferentes do cérebro. É muito bom. Na área do Direito, especificamente, surpreendeu-me a grande componente prática e na Gestão a grande diversidade das unidades curriculares.

 

O que é que destacaria de mais positivo?

A proximidade dos professores, a atenção que cada professor dá a cada aluno, sendo que esta proximidade deixa espaço para que cada aluno desenvolva a sua autonomia, o que é muito importante. A Católica tem muitas parcerias com o mercado de trabalho e isto é muito diferenciador e é uma grande vantagem. Destacaria, também, a organização como um dos pontos fortes da Católica. Pode parecer um fator pouco relevante, mas é extremamente importante e ajuda muito à nossa vivência no campus. A nossa experiência na universidade sai muito beneficiada quando as coisas estão organizadas, quando não nos sentimos perdidos quando queremos obter alguma informação.

 

“A Dupla Licenciatura responde a todas as minhas expectativas.”

 

Para além dos conhecimentos técnicos que tem vindo a adquirir, que outras competências destacaria?

Ao longo destes semestres tenho tido a possibilidade de desenvolver algumas competências que tinha. Estou a pô-las em prática e a desenvolvê-las cada vez mais. Destaco a parte da comunicação escrita e a capacidade de relacionamento e de interajuda entre todos. No meu ano, somos 35 alunos e temos todos de conviver uns com os outros tirando todos os benefícios dessa interação. Há uma grande colaboração entre todos e isso é não só positivo do ponto de vista do apoio que temos para todos os trabalhos e exames, mas, também, do ponto de vista do relacionamento interpessoal.

 

“Esta dinâmica é muito estimulante e faz parte da cultura da Católica.”

 

Participa em diversos grupos académicos…

Sim, já estive ligado à Católica Student’s Consulting e, atualmente, participo no Católica CTC Club, um clube que presta serviços de consultoria a empresas e instituições de cariz social, no Católica Porto Investment Club, que pretende trazer alguma literacia financeira ao corpo de estudantes da universidade, e no Católica Policy Society, que nasce da vontade em se aliar o conhecimento científico à edificação de políticas públicas em contexto académico. A Católica tem esta imensa atividade que permite o cruzamento entre os alunos de todas as faculdades porque acontece tudo no mesmo campus. É importante referir que a variedade de grupos académicos que existe dá resposta à iniciativa e à vontade dos estudantes. Esta dinâmica é muito estimulante e faz parte da cultura da Católica.

 

Mas, também, está envolvido noutros projetos externos?

Sim, participo no Castellum Capital Management. É um projeto que envolve alunos da área da Gestão, Economia e Finanças e que pretende introduzir alguma literacia financeira. Neste projeto estou responsável pela Gestão de Parcerias Externas. Também já participei em muitas atividades de voluntariado, como o Banco Alimentar e a Porta Solidária.

 

Essa sua vontade em integrar diferentes projetos já vem desde criança?

Tive uma infância muito ativa, tal como hoje ainda é a minha vida (risos)! Andei sempre em várias atividades: judo, ténis, piano, guitarra e frequentei o conservatório. Sempre fui muito incentivado a participar em inúmeras atividades, sabendo organizar o meu tempo. A minha infância foi muito marcada pelo Colégio Alemão, onde andei dos 3 anos até ao 12º ano. A minha personalidade e as minhas capacidades foram profundamente marcadas pela experiência de rigor e de exigência que vivi no colégio.

 

“Estou empenhado em fazer um bom caminho para ser bem-sucedido.”

 

O que é que o motiva em todas estas atividades?

Eu odeio não ter nada para fazer, é uma coisa que me incomoda totalmente. Gosto muito de novos desafios porque adoro sentir-me estimulado. Para além disso, não tenho dúvida de que estas participações são muito valorizadas pelo mercado de trabalho e que contribuem fortemente para a nossa formação. A participação nestes projetos é prova de iniciativa e de energia.

 

Quando terminar a Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão daqui a 3 anos, o que é que ambiciona?

O que eu queria mesmo era ter uma experiência prolongada no estrangeiro e, por isso, talvez esteja nos meus planos fazer um mestrado lá fora. Na área do Direito gosto muito do Direito Internacional, tenho muito mais interesse pelo Direito Público do que pelo Direito Privado, e na área da Gestão talvez algo mais ligado ao Marketing ou à Estratégia. Mas ainda estou no 2º ano e, por isso, é difícil prever qual será a minha escolha. Sinto que tenho muitas possibilidades e que o leque de escolha é variado.

 

Perante os desafios atuais que os jovens enfrentam como é que olha para o futuro?

Com entusiasmo! Não me identifico com as visões mais pessimistas relativas ao futuro, porque gosto de pensar que estou a fazer de tudo para ter sucesso. Estou empenhado em fazer um bom caminho para ser bem-sucedido. Quero cumprir os meus objetivos e lutar por aquilo que, realmente, me realiza.

 

Quais são os seus desejos para os próximos anos?

O trabalho é muito importante para mim, porque gosto muito de me sentir útil e de contribuir para algum projeto. Ter um bom trabalho, que me desafie e que me ponha à prova, é um dos meus desejos. A par disto, adoraria que o meu trabalho me permitisse ter um horário flexível, é uma coisa que valorizo muito. Também queria que o meu futuro me desse a oportunidade de viajar muito, de conhecer novas culturas e novas ideias. A Austrália é um desses destinos de sonho!
 

24-02-2022

Sabe lidar com o stress e com a ansiedade? Católica promove cursos gratuitos para os seus estudantes aprenderem

A Universidade Católica Portuguesa no Porto está a promover um programa de formação online e gratuito desenhado para intervir na população universitária e fornecer conhecimento e ferramentas que capacitem os estudantes a tomar decisões mais eficazes e saudáveis no que toca ao stress diário.

Já decorreram três edições do curso, novembro, dezembro de 2021 e outra em janeiro de 2022, onde se inscreveram cerca de 80 estudantes. A 26 de março e a 28 de maio arrancam mais edições, cada uma a durar 6 horas, num sábado, na plataforma Zoom. As sessões contam com formadores especialistas e reconhecidos nas suas áreas: Nutrição, Saúde Mental, Psicologia, Gestão de Stress e Expressão Plástica e Artística.

Este plano de formação, gratuito e aberto a todos os estudantes dos vários centros da Católica, é promovido no âmbito do projeto ACT-19, financiado pela Católica no Porto e desenvolvido por uma equipa multidisciplinar de investigadores de várias faculdades da UCP. O objetivo é perceber o impacto que a pandemia de Covid-19 e outros contextos ansiogénicos exercem na saúde dos estudantes e ensinar como minimizar ou neutralizar as consequências do stress e da incerteza promovendo em paralelo o crescimento pessoal.

A multidisciplinaridade ao serviço da saúde dos estudantes
Marta Correia, responsável pela licenciatura em Ciências da Nutrição na Escola Superior de Biotecnologia da Católica e coordenadora do projeto, explica que o objetivo último é promover «uma abordagem integrada entre a mente e o corpo».

Os testemunhos deixados pelos estudantes participantes nas edições já realizadas falam por si. Uma participante da Católica de Lisboa escreveu: «Considero que vai ao encontro de temáticas extremamente relevantes cujas implicações se têm vindo a salientar nos dias de hoje [...]. Foi uma formação que nos forneceu uma grande compreensão dos temas e contribuiu com estratégias adaptativas para lidar com o stress. É também importante destacar não só a simpatia e empatia dos formadores, como também a sua abertura a explorar os temas e o incentivo face à nossa própria expressão [...]»

Um outro participante, do Porto, comentou: «Esta formação foi enriquecedora por dar a conhecer tanto a dimensão teórica que fundamenta a gestão do stress como variadas técnicas de apoio ao equilíbrio emocional e à revalorização de si mesmo. Tive grande gosto em participar e saliento principalmente a qualidade das apresentações, a variedade dos temas abordados e o caráter muito intimista destas sessões em que todos são estimulados a participar nas reflexões. [...] Mais um vez obrigado pela iniciativa!»

As inscrições para as duas últimas edições encontram-se abertas – está definido um máximo de 40 vagas para cada formação.

24-02-2022

Universidade Católica e Serralves juntam-se para uma exposição de João Paulo Feliciano

“Ajax et plures” é o nome de uma exposição do artista João Paulo Feliciano, uma iniciativa no âmbito da adesão da Universidade Católica Portuguesa como membro fundador da Fundação de Serralves.

A exposição, que será inaugurada a 8 de março, às 19h, apresenta um conjunto de obras dos anos 1990 e 2000 pertencentes à Coleção de Serralves e uma obra inédita concebida para o campus da Universidade Católica Portuguesa no Porto. O artista intervém nas janelas do corredor da Escola das Artes, dando continuidade a uma série de trabalhos site-specific que concebeu em 2004 para os edifícios do Museu de Serralves e da Bienal de São Paulo, no Brasil.

As obras apresentadas na exposição são representativas de momentos distintos do percurso de João Paulo Feliciano. A atitude irónica e provocadora do artista, bem como a sua vontade de implicar o espetador na interpretação da sua obra, são características que se revelam transversais no diverso corpo do seu trabalho. Se os trabalhos dos anos de 1990 gravitam em torno do mundo da música rock e da realidade urbana, as obras de 2004 e 2021 demonstram um interesse pela exploração de fenómenos de perceção e permitem distinguir uma inflexão na relação com a tecnologia.

Esta iniciativa integra o Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves que tem por objetivo tornar o acervo da Fundação acessível a públicos diversificados de todas as regiões do país.

 

A obra inédita intitulada Ajax

A par das obras pertencentes à Coleção de Serralves, a exposição irá apresentar uma obra inédita de João Paulo Feliciano encomendada pela Universidade Católica para o seu campus no Porto. O artista explora novamente as potencialidades do suporte, neste caso, da janela enquanto “interface luminoso”, que encaminha luz do exterior para o interior e vice-versa. A obra estabelece um jogo de formas e cores cambiantes, resultando numa instalação imersiva que abarca todo o espaço do corredor e transborda para o exterior.

Para João Paulo Feliciano os títulos dos seus trabalhos constituem-se enquanto “extensões linguísticas” de cada obra. Ajax evoca simultaneamente uma figura mitológica, um clube de futebol e um simples limpa-vidros, referenciando universos tão distintos quanto os que o seu corpo de trabalho tende a abarcar.

 

Obras

Artista: João Paulo Feliciano
Título: Back Home
Data: 1990
Técnicas: Metal, extintores, lâmpadas fluorescentes, vidro, espuma, telhas, folha de chumbo
Dimensões: 250 x 350 x 275 cm
Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 2006
Artista: João Paulo Feliciano
Título: Stage Real Fake
Data: 1990
Técnicas: Contraplacado, alcatifa, plástico, madeira, instalação eléctrica
Dimensões: Dimensões variáveis (53.5 x 335 x 236 cm (stage) site artisita)
Col. Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Aquisição em 1996
Artista: João Paulo Feliciano
Título: Newtron
Data: 2004
Técnicas: Painel de vídeo (LED), processador, vídeo, leitor de DVD
Vídeo: DVD, cor, sem som, 13'33'' (loop)
Dimensões: 48 x 64 x 12 cm (painel de vidro)
Col. artista, em depósito na Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto. Depósito em 2004
Artista: João Paulo Feliciano
Título: Ajax
Data: 2022
Técnicas: vinil autocolante e película dicróica autocolante sobre vidro
Dimensões: 25 m x 3,8 m
Col. artista, efetuada especialmente para o campus da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

 

Mais informação disponível: em PT e em ENG.

24-02-2022

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