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Novidades

Reitora da Católica eleita membro da Direção da European Women Rectors Association (EWORA)

Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, foi eleita membro da Direção da European Women Rectors Association (EWORA) pela Assembleia Geral no dia 3 de maio, em Valência.

A associação internacional sem fins lucrativos trabalha desde 2015 na promoção do “papel das mulheres em posições de liderança no sector académico” e na defesa da “igualdade de género no ensino superior e na investigação à escala europeia e internacional”. 

05-05-2022

Centro de Conservação e Restauro é responsável pela conservação e pelo restauro das quatro esculturas do retábulo da Capela-mor da Sé do Porto

O Centro de Conservação e Restauro da EA foi responsável pela intervenção de conservação e restauro das quatro esculturas do retábulo da Capela-mor da Sé do Porto.
 
A equipa técnica do CCR realizou o estudo técnico e a intervenção nas esculturas em madeira policromada que representam São Bento, São Basílio, São João Nepomuceno e São Bernardo. As esculturas foram executadas em 1729, em resultado da encomenda realizada pelo Cabido aos mestres Santos Pacheco (1684-1768) e Claude Laprade (1675-1738). A autoria das esculturas está atribuída a Claude Laprade, enquanto o trabalho ao nível da superfície, policromia e douramento, está atribuído a José Salutin.
 
Este projeto foi promovido pelo Cabido Portucalense e coordenado pela Direção Regional da Cultura do Norte.

 
Nos registos fotográficos é possível identificar etapas do processo e o antes e depois das esculturas:















03-05-2022

Católica no TOP 5 mundial no objetivo para a promoção da “Paz, Justiça e Instituições Eficazes” no THE Impact Rankings



A Universidade Católica Portuguesa (UCP) está entre as 5 instituições com melhores resultados no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável para a promoção da “Paz, Justiça e Instituições Eficazes” (ODS 16), mantendo a sua posição global no ranking (301-400).
 
No Times Higher Education (THE) Impact Rankings de 2022, composto pelos 17 objetivos para o desenvolvimento sustentável (ODS), a Católica encontra-se no Top 5 mundial no Objetivo de Desenvolvimento Estratégico 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes (ODS 16).
 
A UCP subiu 25 posições, em relação ao ano passado, num ODS que registou um aumento do nº de instituições participantes para 809 (mais 156 que no ano anterior).
 
Este é um dos 17 objetivos definidos na agenda 2030 das Nações Unidas para promover uma sociedade pacífica e inclusiva, com acesso universal à justiça e a existência de instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis.
 
O ranking divulgado pelo Times Higher Education, contou este ano com a participação de 1.406 instituições (um aumento de 22 %), com o consequente crescimento do nível de competitividade.
 
O THE Impact Rankings visa avaliar o impacto social das ações desenvolvidas pelas universidades, enfrentando questões como desigualdade de género, educação de qualidade, mudanças climáticas, paz mundial e crescimento económico.
03-05-2022

Artistas Visitantes 2022/2023 na Escola das Artes

Todos os anos a Escola das Artes convida um conjunto de artistas a desenvolver projetos e a trabalhar com os alunos dos vários cursos. Já estão confirmados alguns dos artistas que irão passar pela EA durante o ano letivo de 2022-23: Ângela Ferreira, Carla Filipe, João Canijo, João Pedro Rodrigues, João Braz, Luís Urbano, Mariana Ricardo, Ricardo Jacinto e Sandro Aguilar. Conhece-os aqui.


 

Ângela Ferreira
Ângela Ferreira nasceu em Maputo (1958), actualmente vive e trabalha em Lisboa. Estudou escultura (1983) na Cape Town University, África do Sul. Desde 2003, é professora assistente na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Em 2007, foi convidada a representar Portugal na Bienal de Veneza, Itália. Também participou na Bienal de Istambul (1999), Turquia; Bienal de São Paulo (2008), Brasil; e Bienal de Gotemburgo (2015), Suécia. Vence em 2015 o Prémio Novo Branco Photo, Lisboa, Portugal. Participou em diversas exposição individuais e colectivas em instituições públicas e privadas por todo o mundo, tais como: Galeria Filomena Soares, Lisboa; Haus de Kulturen der Welt, Berlim, Alemanha; Marborough Contemporary, Londres; Michael Stevenson Gallery, Cidade do Cabo, África do Sul; Frieze Art Fair, Londres; ARCO, Madrid, Espanha; Museu Serralves, Porto, Portugal; Chinati Foundation, Marfa, Texas, E.U.A.; Centro de Artes Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, Brasil; MARCO, Vigo, Espanha; MACBA, Barcelona, Espanha; Art Gallery NSW, Sydney, Austrália; De Appel Foundation, Amesterdão, Holanda; Parasol Unit (2008), Londres. O seu trabalho está presente em diversas colecções públicas, tais como: CGAC, Santiago de Compostela, Espanha; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal; Fundação Serralves, Porto, Portugal; Market Gallery Foundation. Joanesburgo, África do Sul; South African National Gallery, Cidade do Cabo, África do Sul; The Johannesburg Art Gallery, Joanesburgo, África do Sul; MEIAC – Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz, Espanha; Museion – Museum of Modern and Contemporary Art, Bolzano, Itália; The Walther Collection Neu-Ulm/Bulafingen, Alemanha; e Middlesbrough Institute of Modern Art, Inglaterra.

 
Carla Filipe 
A obra de Carla Filipe é composta a partir da apropriação de objetos e documentos, ou construída através da relação permeável entre objetos de arte, cultura popular e ativismo. Na sua pesquisa, a artista utiliza materiais e elementos, como bandeiras, cartazes, jornais e artefatos ferroviários. O seu percurso artístico iniciou-se na cidade do Porto em 2001, fazendo parte do fluxo artist run spaces, foi co-fundadora do "Salão Olímpico" e do " Projecto Apêndice" , em 2009 ganha a bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para a residência artística na ACME Studios ( UK ) , desde então tem tido um percurso nacional e internacional mais afirmado, desde a Bienal Manifesta 8 “ Diálogo entre região de Múrcia e Norte de África “ curadoria Tranzit.org, Múrcia / Espanha ( 2010); Prémios EDP - Novos artistas, curadoria João Pinharanda, Nuno Crespo, Delfim Sardo, Lisboa / Portugal (2011); V Bienal de Jafre, Curadoria Carolina Grau e Mário Flecha, Jafre / Espanha (2011); "Deaf / Dumb Archive", curadoria Zbyněk Baladrán, Tranzit.Display, República Checa / Praga (2011) ; "Mon, am i barbarian?", curadoria Fulya Erdemci, 13 th Biernal de Istambul / Turquia (2013); " da cauda à cabeça" curad. Pedro Lapa, Museu Berardo, Lisboa / Portugal (2014); "Air Traces" curated by Alan Quireyns, Antuerpia / Bélgica (2014) ;"12 contemporâneos, Estados Presentes” curadoria Suzanne Cotter e Bruno Marchand, Museu Serralves, Porto / Portugal (2014); Re-Discovery III- curadoria Ulrich Loock, Autocenter , Berlim / Alemanha (2015)," Natural Instincts" curadoria Samuel Leuenberger , Les Urbaines, Lausanne / Suiça (2015); “Le Lynx ne connait mas de frontières" curadoria Joana Neves, Fundação D ́Entreprise Ricard, Paris / França (2015); “Au sud d’aujourd’hui” curadoria Miguel Von Hafe Pérez; Fundação Calouste Gulbenkian, Paris / França ( 2015); Residência Artística (2015) Fundação Robert Rauschenberg, Captiva, Florida / E.U.A.; " Incerteza Viva" curadoria Jochen Volz, 32" Bienal de S.Paulo / Brasil (2016); Incerteza viva : uma exposição a partir da 32o Bienal de S. Paulo, curadoria João Ribas e Jochen Volz, Museu de Serralves, Porto/ Portugal (2017); 4th Ural Industrial Biennial curadoria João Ribas, Ural / Rússia (2017); “ Extática Esfinge- Desenho e Animismo Parte II ” curadoria Nuno Faria, CIAJG, Guimarães / Portugal; “ O ontem morreu hoje, o hoje morre amanhã", curadoria Carla Filipe e Ulrich Loock, Galeria Municipal do Porto, Porto / Portugal ( 2018).
 
 
João Canijo
João Canijo é conhecido por filmes como "Sangue do Meu Sangue"(2011), que foi o filme português seleccionado para concorrer ao Óscar de Melhor Filme, ou "Fátima"(2017), que passou na RTP1 em 5 episódios.
Frequentou o curso de História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e, no início dos anos 80, descobriu a sua paixão pelo cinema tendo começado a trabalhar como assistente de realização em filmes como Der Stand der Dinge (O Estado das Coisas, 1982), de Wim Wenders; Fim de Estação (1982), de Jaime Silva; e O Desejado (1987), de Paulo Rocha, entre outros.
Em 1983, estreou-se como realizador com a curta-metragem A Meio-Amor. Cinco anos depois, realizou a sua primeira longa-metragem intitulada Três Menos Eu, cujo argumento foi também da sua responsabilidade, onde atuavam Rita Blanco e Isabel de Castro. Trabalhou depois para televisão, realizando a série Alentejo Sem Lei para a RTP.
Voltou a trabalhar com Rita Blanco no seu filme seguinte, o thriller Filha da Mãe (1991), com argumento escrito a meias com Olivier Assayas. Seguiu-se no cinema o thriller Sapatos Pretos (1998), uma coprodução com a França com Ana Bustorff e Vítor Norte nos principais papéis, que conta a história baseada num caso verídico de uma mulher de Sines que contratou um assassino para matar o marido. O filme obteve bastante aclamação da crítica. Em 2001, realizou Ganhar a Vida, um drama trágico protagonizado por Rita Blanco.
Em 2004, entre onze filmes candidatos, o seu filme Noite Escura foi escolhido pelo Instituto de Cinema, Audiovisual e Multimédia como o candidato português às nomeações para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

 
João Pedro Rodrigues
João Pedro Rodrigues é um realizador e artista reconhecido internacionalmente, residente em Lisboa. Começou por estudar Biologia na Universidade de Lisboa para ser ornitólogo mas desisitiu e estudou Cinema na ESTC, tendo terminado o curso em 1992. A sua carreira internacional começou com a curta-metragem PARABÉNS!, que conquistou o Leão de Prata no 54º Festival Internacional de Cinema de Veneza. Além de um número considerável de curtas-metragens, escreveu e realizou cinco longas-metragens, desde a sua primeira obra, intitulada O FANTASMA, estreada em competição no 57º Festival Internacional de Cinema de Veneza, e que causou polémica em Itália quando o jornal oficial do Vaticano pediu a demissão do director do festival por ter programado o filme, até à sua mais recente obra, O ORNITÓLOGO, que lhe valeu o Leopardo de Prata de Melhor Realizador no 69º Festival Internacional de Cinema de Locarno em 2016. O trabalho de Rodrigues explora o género e o desejo humano em todas as suas formas e disfarces, reflectindo a múltipla História do Cinema, desde os géneros do cinema clássico até ao documentário e ao cinema experimental.

 
João Braz
Aprendeu montagem na Escola Superior de Teatro e Cinema. Montou dezenas de longas-metragens, documentários, assim como séries de ficção e publicidade. Entre eles, “Os Maias”, ”Alice", "Noite Escura", "Linha Vermelha", "Sangue do meu Sangue" e “Os filhos do Rock”.

 
Luís Urbano
Um dos mais importantes produtores de cinema portugueses, Luís Urbano tem desenvolvido a sua atividade à volta de O Som e a Fúria, uma das mais relevantes casas de produção atuais. A sua experiência atravessa vários filmes ao longo de duas décadas de trabalho, muitas delas premiadas, ou feitas em coprodução. Entre outros, produziu filmes de Miguel Gomes, Manoel de Oliveira, Salomé Lamas, Ira Sachs ou Lucrecia Martel. É membro da Academy of Motion Picture Arts and Sciences.

 
Mariana Ricardo
Mariana Ricardo nasceu em 1980 em Lisboa. Divide-se entre a música independente e o cinema. Iniciou a atividade musical em 1994 participando em diversos projectos, com destaque para Pinhead Society e München. Compôs e interpretou bandas sonoras para filmes de João Nicolau, Manuel Mozos e Miguel Gomes. Trabalha como argumentista desde 2005, tendo já co-assinado argumentos para filmes destes mesmos realizadores.

 
Sandro Aguilar 
Sandro Aguilar (1974) iniciou uma carreira de cineasta, montador e produtor, depois de concluir o curso de cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema, em 1997. Fundou, em 1998, a produtora O Som e a Fúria, que se tornaria, nas décadas seguintes, numa das mais importantes casas de produção portuguesas.
Como realizador, Aguilar é autor de cerca de duas dezenas de curtas-metragens, tendo todas elas circulado pelos principais festivais de cinema, e duas longas, uma das quais, Mariphasa, teve estreia no Festival de Berlim, em 2018. A sua obra já foi alvo de retrospectivas no BAFICI e no Festival de Roterdão.
 
 
02-05-2022

Research Scholarship - Project FISHCOLBOOSTER

28-04-2022

Projeto transforma excedentes de cereais em novos produtos de alto valor para consumo humano e animal

Todos os anos, toneladas de resíduos de cereais são desperdiçados ou tratados para que possam ser canalizados para a alimentação animal. Esta situação pode mudar depois dos resultados do projeto Co-CerealValue, que permitiu transformar estes resíduos em novos produtos para a alimentação humana com alto valor nutricional. O Co-CerealValue é um projeto 100% português que resulta de um consórcio entre os Silos de Leixões (entidade que lidera o projeto) e a empresa Germen, responsável pela moagem dos cereais, em parceria com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto e o Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI). Os resultados do projeto foram apresentados a 27 de abril.

O défice na produção de cereais é um fator crónico em Portugal. A volatilidade dos preços, a livre circulação de mercadorias e a especialização de produções a nível global criaram elevados riscos de interdependência. Em paralelo, o sector agro-alimentar é fortemente afetado pela pressão exercida pelos custos de disposição de resíduos, regulações ambientais e preocupações sobre a degradação ambiental. As empresas têm que inovar nos seus processos de forma a aplicar o conceito de Economia Circular e, por isso, necessitam de rever as suas estratégias e definir políticas que estabeleçam relações benéficas entre as empresas integrantes de um ecossistema industrial. Assim, a sustentabilidade do sector pode ser alcançada através do aproveitamento e valorização dos desperdícios das atividades de outra empresa, criando assim uma relação sinérgica e mentora do desperdício zero.

Neste enquadramento o projeto Co-CerealValue permitiu desenvolver produtos inovadores para a alimentação humana (Food), ricos em fibras, proteínas e antioxidantes, e animal (Feed) a partir da valorização de subprodutos do processamento e armazenamento de cereais, mas também desenvolver um smart-object que monitoriza a cadeia de valor, permitindo o controlo da qualidade da matéria-prima durante todo o transporte (desde o porto de origem ao destino final), garantindo a sua segurança e integridade durante todo o processo.

“O sector dos cereais gera uma grande quantidade de subprodutos, que ainda mantêm na sua composição um manancial de nutrientes e compostos bioativos, que bem geridos podem voltar a ter valor acrescentado e contribuir com benefícios económicos e ambientais para os produtores/processadores e benefícios de saúde para o consumidor,” esclarece Manuela Pintado, investigadora e diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Universidade Católica Portuguesa no Porto.  “O reaproveitamento destes sub-produtos foi uma mais-valia significativa pois permitiu enriquecer a alimentação humana com ingredientes nutritivos que podem trazer benefícios para a saúde, e que são provenientes de fontes naturais,” acrescenta Ana Maria Gomes, também investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF).

Ema Dias, responsável de Qualidade e I+D da GERMEN – Moagem de Cereais S.A, acrescenta que “a transformação de cereais em farinhas gera anualmente cerca de 20 mil toneladas de subprodutos de grande valor nutricional e que são encaminhados atualmente para a alimentação animal. Estamos a falar do gérmen e sêmea de trigo que contribuem com dois nutrientes fundamentais para a alimentação humana: a fibra e a proteína. O Co-CerealValue permitiu valorizar esses subprodutos, desenvolvendo produtos ou formulados funcionais com alegações únicas de mercado,” acrescentando “reunimos num só produto a proteína e a fibra, sem adição de açúcares, que podem ser aplicados em cereais de pequeno-almoço, barras energéticas, granola, entre outros”.

Nuno Fernandes, diretor-geral da Silos de Leixões, explica que “o projecto Co-CerealValue foi desenvolvido para potenciar o hub existente, beneficiando já das sinergias e capacidade instalada, e permitiu que fosse desenvolvido um smart sensor em resposta à necessidade de controlar a temperatura dos agro-alimentares em instalações que não disponham de controlo termométrico.” Utilizando as suas competências na área da Indústria 4.0, uma equipa de investigação do INEGI desenvolveu o smart-object capaz de fazer a medição contínua da temperatura de cereais e farinhas armazenados em grandes silos. As medições são transmitidas através de um protocolo sem fios para um servidor central, integrado com um sistema monitorização logística. “Com este sensor, é possível identificar e prevenir contaminações e outros problemas no interior do volume de cereal armazenado, em zonas até hoje inacessíveis, melhorando a rastreabilidade e reduzindo o desperdício alimentar” explica António Baptista, investigador coordenador do INEGI. Foi ainda desenvolvida uma abordagem inovadora, em colaboração com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e Universidade de Cambridge, denominada de SymbioSPOTS, para a avaliação de Simbioses Industriais complexas, incluindo as sinergias logísticas.  Esta abordagem alia o mapeamento de excedentes com a avaliação do seu potencial de valorização económica e redução sustentada de impactos ambientais.

No Seminário “Co-CerealValue: Economia Circular, Simbiose Industrial e a Cadeia de Abastecimento de Cereais”, que se realizou a 27 de abril, Deolinda Silva (Diretora Executiva da PortugalFoods) moderou uma mesa redonda que contou com a presença de Gisela Santos (Diretora do Grupo de Gestão e Engenharia Industrial do INEGI), Luís Ramos (Administrador da Germen - Moagem de Cereais), Ana Maria Gomes (Investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina / ESB/UCP), Luísa Magalhães (Diretora Executiva da Smartwaste) e de Miguel Tomé (Diretor de Operações da Silos de Leixões). Os participantes tiveram também a oportunidade de conhecer os principais resultados do projeto através de um momento de exposição onde os novos produtos foram apresentados.

28-04-2022

João Neves Amado: “Um enfermeiro tem de querer o bem do outro e fazer disso uma prioridade na sua vida.”

Enfermeiro, docente e investigador do Instituto de Ciências da Saúde da Católica no Porto. Chama-se João Neves Amado e assume a sua missão de enfermeiro de corpo e alma: “A missão do enfermeiro é estar sempre disponível para os outros”. Sempre comprometido e profundamente apaixonado pela sua profissão, afirma que é a prevenção e a promoção da saúde que mais o realizam. Criativo e curioso, gosta de inovar e de pensar fora da caixa.

 

Qual é a missão de um enfermeiro?

É estar sempre disponível para os outros. Ser enfermeiro é trabalhar em prol de um outro que não o próprio. Existe esta profunda e completa ligação entre a missão do enfermeiro e aqueles que são os valores da Universidade Católica.  Um enfermeiro tem de querer o bem direto do outro e fazer disso uma prioridade na sua vida.

 

“Os enfermeiros também estão nas escolas, nas instituições e nas casas das pessoas.”

 

O que é que o fez querer ser Enfermeiro?

A escolha da Enfermagem foi algo muito natural da minha vida. Tanto o meu pai, como a minha mãe são profissionais de saúde e, por isso, tanto a Enfermagem, como a Medicina foram o meu berço. A minha mãe, enfermeira de saúde pública, falava com grande afeição da importância e da diferença positiva que uma deslocação a casa de cada família que acabava de acolher um bebé tinha para promover a saúde de todos e o quão importantes são estes pequenos gestos. No caso do meu pai, que é médico, admiro esta total disponibilidade para os outros e o seu trabalho pelo estudo das populações e pelo trabalho de sistematização de registos de cancro em Portugal. Eu cresci com estas realidades muito presentes e, por isso, considero que o meu caminho pela Enfermagem aconteceu de forma muito natural. Lembro-me que algures no secundário, quando eu refletia acerca do caminho que devia seguir, procurei que a minha opção pela área da saúde não se limitasse a uma atuação no tratamento das doenças, mas sim que incidisse numa oportunidade de contribuir para a saúde da população pelo caminho da prevenção e pela promoção de estilos de vida saudáveis.

 

Um enfermeiro tem, por isso, uma atuação muito mais vasta do que aquela que é reconhecida pela maioria das pessoas?

Um enfermeiro, para além do papel importantíssimo que tem no tratamento de doenças, tem um papel essencial na promoção de estilos de vida saudáveis. Um enfermeiro tem de ser um exemplo dessa atuação. Os enfermeiros estão em todo o lado e não apenas e só nos hospitais. Os enfermeiros, também, estão nas escolas, nas instituições e nas casas das pessoas. 

 

Estudou na Escola Superior de Enfermagem da Imaculada Conceição, a escola que foi integrada pela Universidade Católica em 2006.

Sim, estudei Enfermagem na Escola da Imaculada Conceição e é importante o local onde estudei, porque foi nesse lugar onde encontrei realmente uma partilha de valores. É uma escola que é hoje o atual ICS e que leciona desde 1935 e, por isso, estamos a falar de um histórico muito grande. É um local onde se aposta na intervenção na comunidade e onde se está, verdadeiramente, atento a novas estratégias inovadoras de abordagem no ensino. O curso foi uma grande experiência de vida, porque não se trata apenas de conhecimentos adquiridos para uma atuação profissional, mas são, também, ferramentas para agir no dia-a-dia.

 

A docência e a investigação vão ao encontro daquilo que mais gosta?

Sim, quando eu percebi que queria atuar nas áreas da prevenção e da promoção da saúde fui tentando procurar ou selecionar as opções. Na altura, uma das propostas que me fizeram foi a de eu poder integrar um novo serviço inovador que é o atual Centro de Enfermagem da Católica, que alia a prática do dia-a-dia da Enfermagem, na prestação de cuidados à população, com a componente da docência e da investigação. Foi este o caminho que fui escolhendo e do qual falo com brilho nos olhos, porque a Enfermagem é a minha vida, é nisso que penso todos os dias e é um privilégio poder assumir esta missão para com os outros.

 

“É essencial esta capacidade que a Católica tem de continuar a promover esta inovação, mantendo toda a tradição e todo o conhecimento.”

 

De que forma é que a docência e a investigação o desafiam?

A docência é uma forma de podermos contribuir para que exista conhecimento da ciência da Enfermagem nas próximas gerações de profissionais, mas é, simultaneamente, um processo complexo que envolve, obrigatoriamente, uma relação entre pessoas e é um envolvimento mútuo, que faz da docência uma atividade muito cativante. Foi através da docência que me fui obrigando a aprender a gerir aprendizagens, a aprender e a ser elemento de aprendizagem para os outros. Costumo reforçar aos alunos, nomeadamente no ensino clínico de intervenção na comunidade, que somos elementos da mesma equipa, que exploramos e aprendemos juntos. A investigação vem completar a minha vocação de ser professor. Trata-se da necessidade de explorar vários aspetos e de procurar a razão de algo acontecer de uma maneira para melhor se atuar no futuro, com vista a beneficiar outras pessoas e comunidades. A investigação é uma busca incessante pelo conhecimento! Sinto que, cada vez mais, precisamos de dar estas ferramentas aos nossos estudantes, porque serão elas que lhes permitirão ser autónomos e críticos de tudo o que o futuro lhes vai reservar.

 

Como é que se ensina a Enfermagem e o cuidado pelo outro no ICS-Porto?

A Enfermagem aqui ensina-se fazendo. Sendo exemplo! Ensinar Enfermagem na Católica caracteriza-se pelo cuidado ao outro, este darmo-nos aos outros, o estarmos sempre disponíveis para os nossos estudantes. Ensinamos Enfermagem através da proximidade que temos com os nossos alunos e o exemplo que todos os dias tentamos ser. É a nossa forma de ensinar.  No futuro, os nossos estudantes serão certamente nossos colegas e vão sê-lo mantendo esta forma de estar, mas podendo progredir e inovar, melhorando sempre o conhecimento desta ciência da Enfermagem e, isso também só é possível com a componente da investigação. É por este motivo que a proposta que se faz aqui na Católica é tão inovadora, porque integramos todos os ciclos de estudo, promovendo este contacto entre estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento com diferentes especialidades. É essencial esta capacidade que a Católica tem de continuar a promover esta inovação, mantendo toda a tradição e todo o conhecimento adquirido até aqui. Neste modelo, onde sou também alumni, existe uma visão marcada pela atenção aos outros que é essencial no ensino da Enfermagem. Para além disto, estimulamos o envolvimento comunitário, articulando o próprio ensino, a responsabilidade social e a investigação.

 

“Temos o dever de atuar junto das populações vulneráveis, promover a literacia, prestar cuidados de saúde, sermos agentes de mudança.”

 

Para além de muitas formações realizadas dentro da área da Enfermagem, também, frequentou o Curso Geral de Gestão da Católica Porto Business School …

Foi, efetivamente, uma experiência interessante e foi um desafio imenso, porque é uma área que me é muito útil e, também, que aprecio muito. Foi nesta formação que tive oportunidade de compreender e de ter conhecimento de muitas coisas que não foram abordadas na minha formação académica anteriormente. Esta multiplicidade de saberes só nos pode ser muito benéfica! Este curso foi também essencial para suportar as várias atividades de gestão que me têm sido solicitadas no âmbito da minha prática profissional.

 

“Guia-me uma formação cristã católica com um sentido de missão.”

 

Quais são os grandes desafios da Enfermagem no mundo de hoje?

A literacia em saúde é um grande desafio. É preciso orientar a sociedade para escolhas saudáveis e opções informadas. Existe um grande número de informação disponível e é preciso saber diferenciar para se escolher de forma ponderada. Temos de perceber o motivo pelo qual um determinado utente não foi à segunda dose de uma vacina. Será que tinha medo? Será que não tinha horário disponível para se deslocar a um centro de vacinação? Será que ouviu alguém a dizer que fazia mal? É através da promoção de uma literacia em saúde que conseguimos informar de forma correta as pessoas para que estas possam ser capazes de tomar decisões conscientes. Outro grande desafio é a dignidade do cuidar, porque apesar da tecnologia, nada irá substituir a interação com o outro e as relações que se estabelecem. É preciso que todas estas competências sejam desenvolvidas e nunca descuradas, porque é neste contacto próximo que podemos fazer a verdadeira diferença. Os enfermeiros, nos cuidados que prestam e nas suas atividades de promoção e prevenção da saúde, são, também, agentes no combate às desigualdades sociais. É importante que lutem pelo acesso aos cuidados de saúde de qualidade para todos.

Do ponto de vista da instituição, temos também como um grande desafio o estabelecimento de parcerias, promovendo uma cada vez maior abertura ao exterior. É fundamental trabalharmos para uma comunidade que ultrapassa as barreiras do campus da universidade onde nos inserimos. É importante envolver os parceiros da comunidade e criar laços que representem melhorias bidirecionais. Temos o dever de atuar junto das populações vulneráveis, promover a literacia, prestar cuidados de saúde, sermos agentes de mudança. Este é um grande desafio, mas tem de ser a nossa prioridade.

 

“Aplico a minha criatividade para cativar os alunos para uma aprendizagem mais enriquecida.”

 

O que é que o move?

Guia-me uma formação cristã católica com um sentido de missão e de me dar aos outros. Complementarmente, motiva-me muito o criar e o inovar. Move-me o cuidar com sentido de missão. A minha missão é ser quem eu sou e estar ao serviço dos outros dessa forma: seja como pai, marido, enfermeiro ou professor.

 

Na sua profissão e nos seus tempos livres o que é que o diverte?

Em criança, eu dizia que queria ser inventor e, por isso, sempre gostei de criar coisas.  Profissionalmente, aplico a minha criatividade para cativar os alunos para uma aprendizagem mais enriquecida e para na minha investigação ser mais fora da caixa. Nos meus tempos livres, o meu maior gosto é dar asas à imaginação: gosto de criar objetos, gosto de fazer trabalhos manuais e de fazer construções em Lego® ou robótica. Também gosto muito de passear para conhecer novos lugares e contactar diretamente com a natureza. Gosto de andar de bicicleta e jogar voleibol, que foi o meu desporto, embora agora já não tenha o tempo disponível que gostaria, mas ainda assim privilegio-os nos meus tempos de férias.

 

28-04-2022

Católica no TOP 5 mundial no objetivo para a promoção da “Paz, Justiça e Instituições Eficazes” no THE Impact Rankings

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) está entre as 5 instituições com melhores resultados no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável para a promoção da “Paz, Justiça e Instituições Eficazes” (ODS 16), mantendo a sua posição global no ranking (301-400).

No Times Higher Education (THE) Impact Rankings de 2022, composto pelos 17 objetivos para o desenvolvimento sustentável (ODS), a Católica encontra-se no Top 5 mundial no Objetivo de Desenvolvimento Estratégico 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes (ODS 16).

A UCP subiu 25 posições, em relação ao ano passado, num ODS que registou um aumento do nº de instituições participantes para 809 (mais 156 que no ano anterior).

Este é um dos 17 objetivos definidos na agenda 2030 das Nações Unidas para promover uma sociedade pacífica e inclusiva, com acesso universal à justiça e a existência de instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis.

O ranking divulgado pelo Times Higher Education, contou este ano com a participação de 1.406 instituições (um aumento de 22 %), com o consequente crescimento do nível de competitividade.

O THE Impact Rankings visa avaliar o impacto social das ações desenvolvidas pelas universidades, enfrentando questões como desigualdade de género, educação de qualidade, mudanças climáticas, paz mundial e crescimento económico.

28-04-2022

Susana Costa e Silva reeleita representante nacional na European Marketing Academy Conference

Susana Costa e Silva, docente da Católica Porto Business School, foi reeleita ‘National Representative for Portugal´ da European Marketing Academy Conference (EMAC), de cujo Board fará parte no próximo triénio.

A European Marketing Academy, fundada em Bruxelas em 1975, é uma organização de profissionais de marketing  ligados à investigação, ensino e prática profissional, que procura funcionar como uma rede para a disseminação de conhecimento em marketing e promoção de trocas de informação entre os seus mais de 1000 membros, representando cerca de 50 países em 5 continentes. 

Enquanto representante nacional, Susana Costa e Silva deve trabalhar no sentido de promover a academia europeia de marketing em Portugal, estreitando relações entre as organizações de caráter local e nacional e os membros desta organização. A tomada de posse decorrerá no dia 26 de maio, na Assembleia Geral da EMAC, em Budapeste, na Hungria.

28-04-2022

Alunos de Som e Imagem realizam ativação da exposição de Tarek Atoui em Serralves


 

Um grupo de alunos de Som e Imagem realiza no próximo sábado, 30 de abril, às 17h, uma ativação da exposição de Tarek Atoui em Serralves. Duarte Maltez, Luana Santos, Mariana Rocha, Miguel Ribeiro, Maria Miguel e Beatriz Chagas participam da atividade.

Para assistir à ativação é necessário adquirir bilhetes do Museu de Arte Contemporânea da Fundação Serralves. A lotação é limitada.
 
Uma importante vertente que atravessa desde sempre as experiências sonoras de Tarek Atoui é a colaboração. A grande maioria dos seus trabalhos envolve e desenvolve-se a partir da participação de outros. Pode tratar-se de designers, instaladores, músicos, especialistas de gravações de campo, ouvintes. Acontece muitas vezes que as suas instalações se oferecem como plataformas relacionais muito diretas, uma vez que podem ser ativadas pelo público e por outros artistas. Em Serralves, a sua exposição O Testemunho das Águas contará com o artista sonoro Alan Affichard e abrir-se-á a um grupo de músicos e de artistas portugueses, assim como a estudantes de escolas de artes convidados a dialogar e interagir com os trabalhos instalados.
27-04-2022

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