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Novidades

ALUMNI da Católica estão Mobilizados para ajudar a Integrar Refugiados da Ucrânia

A Reitora da Universidade Católica Portuguesa apela a todos os ALUMNI que se envolvam nesta iniciativa.

No Porto, as Associações Alumni da Escola do Porto da Faculdade de Direito, da Escola Superior de Biotecnologia e da Faculdade de Educação e Psicologia aderem com entusiasmo a esta interpelação da Senhora Reitora.

Todos os Alumni são convidados a participar!

 

Neste momento estamos todos com a Ucrânia, com o povo ucraniano e com os milhares, já milhões, de pessoas refugiadas. Portugal irá receber muitas e deverá recebê-las bem. Para além de alojamento condigno – que já está a ser tratado por diversas organizações – será necessário disponibilizar condições de vida e de sobrevivência.

Sabemos que muita desta população é altamente qualificada e Portugal precisa de mão-de-obra bem preparada.

Querendo juntar os dois lados, a Universidade Católica Portuguesa, através da Alumni Association Católica-Lisbon (AACL), propõe a construção de uma base de dados, a nível nacional, para poder vir a dar trabalho a quem for chegando ao nosso país.

Para tal, contamos consigo! Basta preencher e/ou reencaminhar o questionário que está disponível através deste link.

Os seus dados não serão cedidos individualmente e serão contactados de forma institucional, através da AACL ou do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS).

Muito obrigada por colaborar!

Isabel Capeloa Gil
Reitora

31-03-2022

Daniel Ribas: “As obras de arte têm a capacidade de nos confrontar com o mundo.”

Daniel Ribas é docente e investigador da Escola das Artes. Foi nesta mesma Escola que começou o seu percurso universitário, onde integrou a primeira turma da licenciatura em Som e Imagem (1997-2002). Coordenador do Mestrado e da Licenciatura em Cinema, dedica-se ao estudo e à investigação do cinema português, que caracteriza como sendo “ambicioso” e “entusiasmante”. Verdadeiramente apaixonado por livros e filmes, confessa que o que o move é a “infindável capacidade de poder saber e conhecer coisas novas.” Nesta entrevista, Daniel Ribas fala-nos sobre o seu primeiro sonho de ser jornalista, sobre algumas das suas referências, sobre o quão diferenciador é estudar na Escola das Artes e ainda partilha a sugestão de dois imperdíveis filmes.

 

O que é que mais gostava de fazer durante a sua infância e adolescência?

Eu era um miúdo fanático por futebol e, por isso, jogava horas a fio e eram tardes sempre muito felizes! Um bocadinho mais velho, comecei a ter um gosto especial pela imprensa e fazia pequenos jornais em casa, fazia relatos de futebol para a rádio e punha-me a escrever. Na adolescência, ocupava grande parte do meu tempo a ler jornais.

 

Na altura, havia alguma pessoa que fosse uma referência para si?

Eu adorava ler um intelectual que escreveu muitos anos no Público que era o Eduardo Prado Coelho. Para mim, é uma grande referência porque escrevia sobre tudo, de temas mais sofisticados, à telenovela e ao futebol. Também nesta área da escrita, o meu avô é uma referência para mim. Nunca o cheguei a conhecer, chamava-se Manuel Ribas e era jornalista. Eu tinha um fascínio muito grande em ver fotografias dele no jornal. Apesar de eu não ser Ribas de último nome, optei por usá-lo porque era o nome do meu avô. Quis manter esta ligação pelo gosto da escrita que partilhamos…

 

Também pensou em ser jornalista …

Sim, o lado da escrita, da leitura e da literatura fizeram-me sonhar com a profissão de jornalista. Na altura, os dois melhores cursos nesta área eram em Lisboa e em Coimbra. Acabei por entrar em Braga e não fiquei muito satisfeito com esta possibilidade e soube que estava a abrir o curso de Som e Imagem na Católica no Porto e no plano de estudos havia a oportunidade de fazer uma especialização em escrita de argumento. Como eu já tinha um interesse imenso pelo cinema, a possibilidade deste curso fez todo o sentido para mim. Nele conseguia aliar o cinema ao meu gosto pela escrita.

 

“As obras de arte têm a capacidade de nos confrontar com o mundo.”

 

Que memórias tem dos seus anos de licenciatura na Escola das Artes?

Havia um espírito muito grande de novidade porque era o primeiro ano do curso. Tudo estava a acontecer pela primeira vez! Uma das coisas que mais me marcou foi o termos tido muitos professores americanos que vinham para cá e com quem aprendíamos imenso. Ensinavam-nos a olhar para o cinema de uma forma mais profunda e mais teórica e, talvez, tenha sido isso que acabou por influenciar o meu percurso. Na altura, com um dos professores (o Van Watson), aconteceu uma coisa que eu achava impossível que foi termos uma cadeira onde passamos o semestre inteiro a ver filmes do Alfred Hitchcock e a falar sobre eles.

 

Começou com um grande interesse pela literatura e o cinema aparece depois. Como é que surge este interesse na sua vida?

Quando chego ao secundário, na Escola Carolina Michaelis, no Porto, encontro-me com pessoas com gostos diferentes dos meus que acabaram por me influenciar. Nessa altura, o Porto era uma cidade com muitos cinemas de bairro e eu comecei a frequentar esses lugares. Comecei a ver muito cinema e a ver coisas diferentes daquelas que davam na televisão.

 

“Aqui encontramos alunos, verdadeiramente, apaixonados pelo seu trabalho.”

 

Ora quando lê um livro, ora quando assiste a um filme: o que é que procura?

Procuro algo novo. Procuro algum elemento que de alguma forma me possa emocionar e esse elemento pode ser uma história, pode ser a maneira como a história está contada, pode ser a maneira como as personagens estão construídas ou até um lugar especial. Tudo isto acontece ou num filme ou num livro. As obras de arte têm a capacidade de nos confrontar com o mundo e de nos desafiar a ver o mundo de uma maneira diferente.

 

Que ambiente é que se vive na Escola das Artes?

A Escola das Artes tem um ambiente bastante relaxado e descontraído, aliado a uma grande paixão por aquilo que se faz. Isso é essencial. Aqui encontramos alunos, verdadeiramente, apaixonados pelo seu trabalho e isso significa que as suas obras artísticas são também resultado da sua intimidade. A relação e o ambiente que se vive cá dentro proporciona uma proximidade e uma partilha muito grande entre os professores e os alunos. Aprendem-se e discutem-se as práticas artísticas e existe uma agenda cultural muito intensa. O ambiente é de constante curiosidade e vontade de saber mais.

 

“Estudar Cinema na Escola das Artes faz-nos entender o cinema de uma forma muito mais abrangente e ampla.”

 

Será que as pessoas têm, hoje em dia, mais acesso a uma vasta cultura cinematográfica?

Diria que não, porque apesar de haver uma oferta grande de serviços de streaming, o mercado está organizado de maneira a que se concentre muito em determinado tipo de filmes. Mesmo nas plataformas de streaming, e apesar da variedade do material que disponibilizam, a verdade é que a maneira como navegamos nos serviços nos leva sempre para o mesmo tipo de cinema. Há, também, uma barreira enorme com a língua e, confesso, que nunca percebi muito bem o porquê de isso existir. Existe a ideia de que os filmes que são em inglês é que são bons… claro que isto faz com que as pessoas acabem por não ver filmes noutras línguas e a sua cultura cinematográfica sai, consideravelmente, afetada.

 

É coordenador do Mestrado em Cinema. O que é que se faz de diferente na Escola das Artes?

Quando criamos o mestrado em cinema tivemos, inevitavelmente, de ter em conta o universo das escolas de cinema que já existem. Foi a partir daí que começámos a desenhar um programa diferenciador. Aquilo que, essencialmente, nos distingue é o facto de colocarmos o cinema num campo mais artístico e experimental e isso significa que o nosso curso tanto pode dar origem a obras para uma sala de cinema clássica, como para uma sala de exposições. Estudar cinema na Escola das Artes faz-nos entender o cinema de uma forma muito mais abrangente e ampla. Queremos que dentro do cinema haja um campo variado de possibilidades. A forma como ensinamos, também, é diferenciadora, porque tem por base o desenvolvimento de projetos. No caso concreto do mestrado, os estudantes, para além das unidades curriculares que frequentam durante o 1º ano, estão durante dois anos a trabalhar num projeto. Os alunos, durante este tempo, são desafiados a experimentar e a pesquisar formas de fazer cinema. É uma experimentação muito individual que vai conduzir a uma obra artística no final do mestrado que passa a ser uma parte decisiva do portefólio do aluno e que pode começar também a circular em festivais de cinema ou galerias de arte.

 

“Estou imerso em cinema português há quinze anos.”

 

O que é que o cativa na investigação e qual é a sua principal área de estudo?

Diria que, provavelmente, é a possibilidade de olhar para as coisas, refletir sobre elas, cruzar a teoria com o cinema. Esta dimensão de ler textos e perceber que eles nos ajudam a compreender um conjunto de filmes é mesmo entusiasmante. Aquilo que me interessa realmente é o estudo da contemporaneidade. Exploro aquilo que está a ser feito agora na área do cinema A minha tese de doutoramento foi sobre um realizador português (João Canijo) e acabei por interagir com muitas pessoas nesta área e, por isso, posso dizer que o cinema português é a minha grande área de especialização. Estou imerso em cinema português há quinze anos (risos). Tenho-me dedicado a descobrir o que é o cinema português, não só através dos filmes que produzimos, como através de toda a dinâmica envolvida no cinema português enquanto indústria.

 

Temos bom cinema em Portugal?

O cinema português é, provavelmente, um dos cinemas mais entusiasmantes do cinema contemporâneo. Curiosamente, é um cinema muito internacionalizado, os nossos filmes atravessam o mundo e são muito conhecidos fora de Portugal, principalmente aqueles que são mais artísticos e que saem fora das convenções. Tenho uma ideia muito positiva do cinema português contemporâneo e é um cinema muito ambicioso.

 

Cinema português contemporâneo: há algum filme que o tenha marcado especialmente?

Há dois filmes que gostei particularmente nos últimos tempos. O primeiro é o “Sangue do meu sangue” do João Canijo. É um filme que se propõe a contar muito bem uma história, mas, também, faz uso de uma estética capaz de contar um quotidiano bastante banal das pessoas e ao mesmo tempo mostrar como, apesar de acharmos que somos uma sociedade muito pacífica, somos também uma sociedade muito violenta. Há muita violência subterrânea e este filme espelha essa realidade. Num registo mais fantasioso, gostei muito do “Tabu” de Miguel Gomes. O filme passa-se em dois tempos: no tempo contemporâneo e nos anos sessenta em África. O filme foi todo filmado em película e tem em simultâneo o prazer da ficção e o prazer estético. É absolutamente maravilhoso em termos visuais.

 

Um estudante ou um profissional da área do cinema revê os filmes muitas vezes? Tira notas durante os filmes?

Nós vemos bastantes filmes em aula até porque os alunos têm que ter essa experiência de sentir o filme e o momento de visualização tem de ser sagrado. Não podem ver um filme enquanto mandam mensagens ou enquanto estão a fazer múltiplas tarefas. Para além disto, aconselho-os a visualizarem o filme com um caderno ao lado para poderem ir tirando algumas notas. Não precisam de ser extensas, têm como função ajudar a recordar alguns momentos-chave. Para além disto, quem estuda cinema facilmente percebe que ao se ver o filme apenas uma vez, não se consegue captar tudo. Na primeira vez sente-se o filme, percebe-se a história e alguns dos seus elementos, mas é impossível compreender todas as camadas e toda a complexidade.

 

“O que me move é esta infindável capacidade de saber e conhecer coisas novas.”

 

O que é que o move?

Uma das coisas que é mais importante para mim é a capacidade que o ser humano tem de apreender conhecimento. Conhecimento este que é infinito, não é? O que me move é esta infindável capacidade de saber e conhecer coisas novas. Uma das forças motrizes da minha vida é saber que ainda não vi muitos filmes, não li muitos livros e há tantas pessoas que eu nunca ouvi falar. É esta imensidão de coisas que eu possa um dia vir a saber que me move e que me desafia.  

 

 

31-03-2022

Mais de 30 entidades associam-se ao INSURE.hub

Lançado em outubro de 2021, num evento público, o INSURE.hub está já a cumprir o seu grande objetivo: criar um ecossistema vibrante, nacional e internacional, de conhecimento transdisciplinar de âmbito circular, sustentável e regenerativo. São já mais de 30 as entidades que se associaram a esta iniciativa que resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation, em conjunto com organizações nacionais e internacionais que se constituem como líderes de pensamento e agentes de transformação para a Sustentabilidade e a Regeneração.

João Pinto, da Católica Porto Business School, explica “o INSURE.hub atua em quatro eixos fundamentais: apoio a empresas e clusters no desenvolvimento de negócio e novos investimentos; promoção de empreendedorismo sustentável/regenerativo; mobilização da sociedade; e formação académica”. Neste sentido, “termos já mais de 30 organizações associadas ao INSURE.hub, é um enorme orgulho e demonstra a importância da existência de uma iniciativa como esta,” conclui.

Temos vindo a desenvolver um conjunto de ações junto das entidades que se associaram ao INSURE.hub, mas estamos também a preparar formação pós-graduada que virá suprir uma necessidade premente das organizações nestas áreas da Sustentabilidade e Regeneração,” refere Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Universidade Católica no Porto. Outras atividades da equipa do INSURE.hub têm sido o desenvolvimento de projetos, a preparação e submissão de candidaturas a fundos europeus em vários setores, incluindo uma parceria de co-criação entre dois hubs europeus. Em paralelo, tem havido um estreitar de relações internacionais com líderes de conhecimento na área da sustentabilidade.

António Vasconcelos, da Planetiers New Generation, reitera que “o compromisso da Planetiers New Generation, criada com a ambição de desenvolver um programa de transformação para Portugal orientado pela Sustentabilidade e a Regeneração, está muito ativo com o INSURE.hub, e uma caraterística muito distintiva do mesmo consiste no crescente envolvimento de líderes de conhecimento e agentes de transformação a nível internacional”, acrescentando “estamos constantemente a ser desafiados pelas organizações, mas também por investigadores da Escola Superior de Biotecnologia e da Católica Porto Business School.”.

Até ao final do mês de março, foram várias as organizações que se associaram ao INSURE.hub: Águas de Monchique; APICCAPS; Aquitex; Associação Comercial do Porto – CCIP; Aveleda; BLC3; Bondalti; Bosch; Cabelte; Câmara Municipal do Porto; Cerealis; Clusaga; Comunidade Portuária de Leixões; Decorgel; ETSA, S.A.; Frutus; GERMEN - Moagem de Cereais, S.A.; Greenvolt; Grupo Soja; Imperial; KPMG; Lipor; MDS; Mendes Gonçalves, S.A.; Mota Engil Capital; Mota Engil Renewing; New-Normal Consulting; Nutripar; Real Companhia Velha; Sarcol; SuperBock Group; Vieira de Castro; Vitacress.

Em breve, no âmbito do INSURE.hub será lançada uma nova Pós-Graduação, serão criadas formações executivas de curta duração, mas também continuarão as ser promovidas dinâmicas de empreendedorismo de projetos fortemente inovadores no domínio da economia circular.

Notícias relacionadas:
INSURE.hub: Católica na vanguarda da promoção da Sustentabilidade e Regeneração | Universidade Católica Portuguesa - Porto (ucp.pt)

31-03-2022

Novo Laboratório de Inovação Pedagógica promove metodologias de ensino-aprendizagem inovadoras

No âmbito do 1.º Encontro de Inovação Pedagógica da Universidade Católica Portuguesa, que decorreu no dia 30 de março de 2022, foi lançado um novo Laboratório de Inovação Pedagógica designado Católica Learning Innovation Lab (CLIL). Um projeto colaborativo interdisciplinar, com representantes das várias Faculdades da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Coordenado pela investigadora Diana Soares, da Faculdade de Educação e Psicologia, o CLIL terá como scientific advisor Paul Trowler, investigador e docente da Lancaster University.

A formação pedagógica dos docentes do ensino superior tem sido enfatizada pela literatura enquanto questão central a desenvolver, particularmente premente no atual contexto pandémico. A transição de ensino remoto de emergência para a consolidação de um verdadeiro campus híbrido implica uma transformação das metodologias de ensino-aprendizagem e a reconfiguração do papel do docente e das suas competências pedagógicas. Assim nasce o Católica Learning Innovation Lab, orientado para e na Inovação Pedagógica. Este novo laboratório  pretende constituir-se como um espaço de projeção e experimentação de novas metodologias de ensino-aprendizagem, assente na capacitação pedagógica e no estabelecimento de redes e parcerias entre a comunidade docente.

Diana Soares, membro da direção da Faculdade de Educação e Psicologia e coordenadora desta nova iniciativa, explica que “o Católica Learning Innovation Lab nasce de uma Iniciativa Estratégica da Faculdade de Educação e Psicologia, reforçada no interesse comum pela Inovação Pedagógica das várias Unidades Académicas da Universidade Católica Portuguesa.

Um dos primeiros projetos será o “Mapeamento das Práticas Pedagógicas na Universidade Católica Portuguesa” através de um Inventário de Práticas Pedagógicas desenvolvido pela equipa do CLIL. Seguir-se-á o projeto “Learning for Sustainability: Designing an Innovative Pedagogy for Sustainable Development in UCP Porto” que visa a promoção de projetos interdisciplinares, na resposta a um problema comum como as Alterações Climáticas (ODS 13).

Para mais informações consulte: Católica Learning Innovation Lab | Universidade Católica Portuguesa - Porto (ucp.pt)

31-03-2022

Projeto promove experiências de Aprendizagem-Serviço inovadoras no ensino superior

Liderado por docentes da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) e por membros da Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP), está em curso o projeto CApS: Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social. Os objetivos principais são implementar e institucionalizar a metodologia de aprendizagem-serviço (ApS) em áreas curriculares específicas, transversais e extracurriculares dentro da Universidade Católica e criar linhas orientadoras para outras Instituições do Ensino Superior que queiram seguir os mesmos passos.

A Aprendizagem-Serviço é uma metodologia de ensino que combina a aprendizagem académica com o serviço à comunidade por forma a que os/as estudantes se formem, pessoal e profissionalmente, a partir do trabalho com necessidades reais da comunidade. Nesta metodologia são valorizadas a participação ativa dos/as estudantes e dos membros da comunidade e a reflexão sobre a experiência vivida.

Coordenar o projeto CApS tem sido um privilégio,” realçam Luisa Mota Ribeiro, docente da Faculdade de Educação e Psicologia, e Carmo Themudo, da Unidade para o Desenvolvimento Integral da pessoa, coordenadoras do CApS. Acrescentam ainda que o “poder proporcionar aos nossos estudantes estas experiências de Aprendizagem-Serviço que são inovadoras e diferenciadoras no contexto do ensino superior em Portugal é muito estimulante pois acreditamos estar a contribuir para a formação dos nossos alunos enquanto pessoas, comprometidos com os mais vulneráveis e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao longo deste projeto, que decorre durante três anos, é possível “trabalhar com a comunidade, a partir de necessidades reais, refletindo sobre a ação vivida, o que torna a aprendizagem mais significativa e transformadora.”, refere Carmo Themudo. O Projeto CApS: Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social é o primeiro projeto a nível nacional que envolve docentes, estudantes e parceiros da comunidade dos 4 campi da Universidade Católica Portuguesa. “Este envolvimento torna a coordenação mais desafiadora, mas sentir a dedicação e entusiasmo de todos quantos se vão juntando ao projeto até agora, dá-nos motivação para continuar”, salienta Luísa Mota Ribeiro.

Carina Cabral, estudante do mestrado em Psicologia que participou no projeto realça:
A experiência ApS significou para mim uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional e de me colocar à “prova” pelo facto de estar a intervir num contexto real. Em termos de sentimentos, destaco o empoderamento pelo facto de poder estar a contribuir para colmatar uma necessidade identificada, mas mais ainda por estar a fazer a diferença na vida daquelas crianças e adolescentes, ajudando-os a colmatar os seus medos e ansiedades. Por vezes, só quando estamos em contexto real é que tomamos consciência do papel que um psicólogo poderá ter na vida das pessoas. Para além das aprendizagens realizadas, se elegesse uma palavra para descrever esta experiência escolheria gratidão, pois foi o que senti no momento que estava a dinamizar a ação de formação com os dois acolhidos, sentindo também uma proximidade à realidade do meu futuro profissional.”

Durante o ano letivo de 2020/2021, no decorrer do Projeto CApS: Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social foram desenvolvidas mais de 30 experiências piloto: desde unidades curriculares a extracurriculares, disciplinares e interdisciplinares, em licenciatura e mestrado, e em várias unidades académicas. “Até hoje foram desenvolvidos múltiplos projetos sobre os mais diversos temas e com múltiplas entidades,” conclui Carmo Themudo.

31-03-2022

CAtólica SOlidária distinguida em Concurso de Voluntariado promovido pela Rede de Voluntariado no Ensino Superior

A CAtólica SOlidária (CASO), núcleo de voluntariado da Católica no Porto,  venceu o 2º lugar no I Concurso de Voluntariado promovido pela  Rede de Voluntariado no Ensino Superior (R-VES) em 2021, que tem como objetivo incentivar a prática do voluntariado, a investigação e a formação nesta área e o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela comunidade do Ensino Superior.

Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP), afirma que este prémio é “o reconhecimento do trabalho de muitas pessoas ao longo de quase 20 anos e a valorização do empenho dos nossos alunos na construção de um mundo melhor” e acrescenta que este deve ser, também, encarado como um “estímulo para continuar, pois vem reforçar a aposta que a universidade tem feito no voluntariado formativo”.

O concurso, patrocinado pela Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Noroeste, CRL, distinguiu projetos em três áreas do voluntariado - “Ações de Voluntariado”, “Investigação em Voluntariado” e “Formação em Voluntariado” - realizadas por membros da R-VES e das suas comunidades académicas, bem como de outras Instituições de Ensino Superior.

“O prémio recebido irá permitir alargar as oportunidades de voluntariado internacional para estudantes da Católica”, afirma Carmo Themudo.

A Universidade Católica Portuguesa é membro fundador da R-VES, que nasceu no dia 18 de outubro de 2019, por ocasião do I Simpósio Internacional de Voluntariado no Ensino Superior, na Universidade do Algarve. Esta rede conta com a participação de 20 instituições de Ensino Superior e visa a promoção e divulgação das práticas de voluntariado, gestão do voluntariado e investigação no ensino superior em Portugal.

A CASO foi fundada em 2002 e tem como missão promover a solidariedade e estruturar o voluntariado, enquanto “marca educativa que transforma para a vida”, fortalecendo as ligações entre a Católica no Porto e a Sociedade envolvente.

Saiba mais sobre a CASO

28-03-2022

Embaixadora dos Países Baixos visita Escola Superior de Biotecnologia

Nienke Trooster, embaixadora dos Países Baixos em Portugal, esteve na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto no dia 23 de março para conhecer o trabalho que tem sido desenvolvido com entidades dos Países Baixos, mas também para identificar potenciais áreas de colaboração.

Em 2021, o Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF/ESB/UCP) publicou mais de 44 artigos em parceria com entidades dos Países Baixos. Outro aspeto realçado durante a visita foi a estreita colaboração em projetos de investigação no âmbito do Horizon 2020:

  • STARGATE - Sensors and daTA tRaininG towards high-performance Agri-food sysTEms
  • REPARES – Research Platform on antibiotic resistance spread through wastewater treatment plants
  • RADIANT – ReAlising Dynamic vAlue chains for uNduruTilised crops
  • MIRACLE – Mid-infrared arthroscopy innovative imaging system for real-time clinical in-depth examination and diagnosis of degenerative joint diseases

Após a reunião com a presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica, Isabel Braga da Cruz, a diretora da Escola Superior de Biotecnologia, Paula Castro, com a diretora do CBQF, Manuela Pintado, a embaixadora teve a oportunidade de visitar os laboratórios e conhecer melhor o projeto Alchemy, desenvolvido com a empresa de biotecnologia Amyris, mas, também, de ver o Pavilhão Tecnológico e o Kitchen Lab.

25-03-2022

Mariana Rossi: “Com o voluntariado abro-me a realidades diferentes e aprendo a adaptar-me a elas.”

Mariana Rossi tem 22 anos, vive em Santo Tirso, licenciou-se em Psicologia na Faculdade de Educação e Psicologia e, atualmente, frequenta o Mestrado em Psicologia da Educação e Desenvolvimento Humano na mesma faculdade. Começou por achar que seguiria Medicina, mas a vontade de compreender as pessoas levaram-na para a Psicologia. Foi através da CAtólica SOlidária, da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa, que começou a fazer voluntariado e até hoje nunca mais parou: “No voluntariado aprendo a lidar com pessoas e o meu futuro vai ser a lidar com pessoas.” Muito ativa e sempre com energia, Mariana Rossi garante que quer ser “parte da construção de um futuro melhor.”

 

De que forma é que o voluntariado ajuda a formar melhores profissionais?

O voluntariado abre-nos para a sensibilidade e para a importância da compreensão. No meu caso concreto, o voluntariado ensina-me a saber lidar com pessoas e o meu futuro vai ser a lidar constantemente com pessoas e a perceber como é que as pessoas se sentem e de que forma é que eu as posso ajudar. Com o voluntariado abro-me a realidades diferentes e aprendo a adaptar-me a elas.

 

“A excelente formação que oferece vai refletir-se na garantia de um futuro profissional cheio de oportunidades.”

 

Porquê a escolha por estudar Psicologia?

Desde os meus 13 anos que a minha ideia era estudar Medicina, mas por volta do 11º ano comecei a perceber que afinal não gostava assim tanto de biologia e que se calhar não era a Medicina que me ia realizar. Ainda quando eu queria medicina, o meu fascínio era mais orientado para a parte mental e psíquica e não tanto para a dor física. Seguindo esta minha lógica, acabei por me perguntar “Porque não Psicologia?”. Psicologia respondia àquilo que eu queria. Foi uma descoberta muito pessoal, porque eu não tinha nenhuma referência nesta área, mas acabei por ir explorando e por perceber que o meu caminho era por aqui.

 

E como surge a escolha de estudar Psicologia na Católica?

Eu tinha entrado na universidade pública, mas acabei por optar por vir para a Faculdade de Educação e Psicologia da Católica. Já tinha muito boas referências desta universidade porque a minha mãe estudou aqui e foi sempre quem mais me aconselhou. A escolha pela Católica residiu no facto de ser uma universidade muito conceituada e também porque a excelente formação que oferece vai refletir-se na garantia de um futuro profissional cheio de oportunidades. Também me aconselhei com uma amiga minha que já estudava aqui e que me falou muito bem da sua experiência. Pode-se dizer que não foi uma decisão difícil de tomar porque todos os caminhos apontavam para aqui.

 

“Tentamos seguir o exemplo de Jesus: no nosso serviço, na forma como nos relacionamos com as pessoas e também no desprendimento. “

 

Quais são os pontos diferenciadores de estudar na Católica?

Eu acho que uma marca óbvia é a proximidade que nós temos com os professores. Os professores sabem o nome de cada aluno e isso é muito diferenciador. Outro aspeto marcante é o conjunto de atividades e de oportunidades de desenvolvimento que a Católica oferece aos seus estudantes. Apesar de, atualmente, ser estudante do Mestrado em Psicologia, não sinto que seja apenas uma aluna deste curso específico. Sinto, sim, que sou uma estudante que usufrui muito para além das aulas do meu mestrado porque há um conjunto muito grande de oportunidades que me formam enquanto profissional e, mais importante ainda, enquanto pessoa.

 

E nesse leque variado de atividades que a Católica oferece, o voluntariado ocupa um lugar importante …

Sem dúvida! Eu envolvi-me logo quando entrei na Católica, porque já era uma vontade minha. Mal soube que ia haver a sessão de apresentação da CAtólica SOlidária inscrevi-me. Durante o primeiro e o segundo ano da licenciatura, estive a fazer voluntariado com crianças numa associação onde ajudava nos trabalhos de casa e colaborava noutras atividades. No terceiro ano, já estive encarregue de gerir um grupo de voluntários. Em paralelo, participei na preparação para o GAS’África e fui em missão em 2020. Não fui para África por causa dos constrangimentos relacionados com a pandemia, mas fiz a minha missão no Algarve e realizei trabalhos junto de um acampamento de ciganos, de uma casa de acolhimento, de uma família de refugiados e até de pessoas desempregadas que precisavam de formação. Foram cinco semanas muito intensas e muito boas e eu sinto uma identificação muito grande com o projeto, com o qual ainda colaboro. As missões do GAS’África têm como pilares o Serviço, a Comunidade, a Simplicidade e a Oração. Naquilo que fazemos tentamos seguir o exemplo de Jesus: no nosso serviço, na forma como nos relacionamos com as pessoas e também no desprendimento.

 

O que é que aprendeu durante essa missão?

Nesta missão aprendi que dentro do meu país há realidades muito diferentes. Teve muito impacto em mim, porque me abri a situações que desconhecia e que durante 5 semanas fizeram parte do meu dia-a-dia. Em Portugal há mesmo muito trabalho para se fazer. Às vezes, distraímo-nos com o que vemos lá fora e esquecemo-nos que o nosso país também precisa de voluntários. Eu fiz a formação do GAS’África para ir para África e acabei por calhar no Algarve e ainda bem. Fez todo sentido que essa tivesse sido a minha missão.

 

“Porque não ir a um psicólogo quando, também, se está bem? É preciso normalizar!”

 

Terminada a licenciatura, porquê a escolha do Mestrado em Psicologia da Educação e Desenvolvimento Humano?

É este mestrado que me coloca em contacto com os contextos com os quais eu trabalhei durante a minha missão no Algarve. Contrariamente ao que eu achava quando entrei na licenciatura, acabei por me aproximar mais desta área e o voluntariado foi muito importante nesta descoberta. Dentro desta área ainda estou a explorar as várias possibilidades porque são muitas e eu gosto de várias.  Receio que não vá ser uma escolha fácil (risos).

 

Que características considera indispensáveis num bom psicólogo?

Um bom psicólogo tem de ser empático e criativo. Empático porque sem empatia um psicólogo não consegue pôr-se no lugar da outra pessoa para o compreender e criativo porque é com criatividade que vai conseguir adaptar-se a diferentes realidades e conseguir arranjar formas de as ajudar.

 

“O poder está na minha mão.”

 

Acha que a sociedade está mais alerta para a importância de cuidarmos da nossa saúde mental?

Ainda há muito caminho a percorrer… A pandemia foi um alerta e mesmo a guerra na Ucrânia também o está a ser. A sociedade tem um estigma enorme em relação à saúde mental. Há uma vergonha muito grande em dizer-se que se vai ao psicólogo, provavelmente porque ainda se mantém a ideia de que os psicólogos são para malucos e que só se vai a um psicólogo quando se está em delírio. Porque não ir a um psicólogo quando, também, se está bem? É preciso normalizar!

 

O que é que a move?

O que me move é perceber que tenho o poder de fazer alguma coisa ou de mudar alguma coisa, ainda que de forma pequena, na vida das outras pessoas ou até na minha. No fundo, o poder está na minha mão e, por isso, não é sentada no sofá ou deitada na cama que vou ser útil para o mundo. O que dá sentido à minha vida é esta possibilidade de fazer coisas, de criar, de me envolver e de ser parte da construção de um futuro melhor. Espero consegui-lo ao longo da minha vida, quer seja com a minha família, na minha profissão, no voluntariado que realizo ou na forma como me relaciono com as pessoas.

 

24-03-2022

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