X

Novidades

Católica Porto Business School e Fundação José Neves fazem parceria na área da Formação Executiva

Mais de oito cursos executivos e dezenas de bolsas reembolsáveis ISA da Fundação José de Neves com o objetivo de contribuir para transformar Portugal numa sociedade do conhecimento através da educação alinhada com as necessidades do futuro. Este é o âmbito da mais recente parceria da Católica Porto Business School com a Fundação José de Neves.

Carlos Vieira, diretor executivo para a Formação Executiva da Católica Porto Business School, reforça a importância desta parceria: “pretendemos apoiar todas as iniciativas que permitam o acesso a formação de qualidade a quem tem potencial humano, mas que tem limitações financeiras”.

"A parceria com a prestigiada Católica Porto Business School permite à Fundação alargar a oferta das bolsas reembolsáveis ISA FJN e continuar a cumprir a sua missão de democratizar o acesso à educação e de preparar os portugueses para os empregos do futuro”, refere Carlos Oliveira, presidente executivo da Fundação José Neves (FJN).

Os cursos executivos abrangidos são Gestão Financeira, Controlo de Gestão e em Fiscalidade Intensiva, o Curso Geral de Gestão, o MBA Executivo, a Pós-Graduação ‘Driving Marketing Transformation’, a Pós-Graduação ‘Hospitality Management’ e o Programa Intensivo de Gestão.

São dezenas as vagas disponíveis para os oito cursos da Formação Executiva da Católica Porto Business School que estão abrangidos pelas bolsas reembolsáveis ISA FJN, da Fundação José Neves, um programa de apoio ao desenvolvimento de competências para o futuro. O programa garante o pagamento integral da propina e o investimento só é reembolsado se, e quando, o estudante atingir as condições para o fazer de forma sustentada. 

No total, entre mais de 30 universidades, institutos politécnicos e diversas escolas de formação prática e intensiva parceiras da FJN, são mais de 250 os cursos elegíveis para financiamento. Desde setembro de 2020, a FJN já investiu cerca de 1.6 milhões de euros no pagamento de propinas a 213 portugueses.

10-03-2022

Fernando Silva: “Quero participar, ativamente, na valorização do papel do conservador-restaurador”

Fernando Silva tem 36 anos, trabalha na Biblioteca Municipal de Vila Real, cidade onde também vive, e frequenta o 3º ano da Licenciatura em Conservação e Restauro na Escola das Artes. Cresceu rodeado de livros, jornais e documentos antigos e, hoje, tem a certeza de que quer trabalhar na Conservação e Restauro de documentos gráficos e, quem sabe também, na área da pintura a óleo sobre tela, ramo que o surpreendeu muito nestes anos da licenciatura. Nos tempos livres? Ainda que raros, gosta de dar passeios pela natureza com o Parque Natural do Alvão como fundo.

 

De onde é que surge o seu interesse pela área da Conservação e Restauro?

A paixão pela Conservação e Restauro é antiga, porque desde a adolescência que me vejo rodeado por livros, documentos e jornais antigos. Tenho familiares ligados a esta área do colecionismo e desde muito novo, com 12 anos, que comecei a ajudar na catalogação dos vários objetos. Por força de influência, acabei por, também, frequentar alguns eventos culturais nesta área.

 

E hoje em dia trabalha numa biblioteca …

Sim, exatamente. Trabalho na Biblioteca Municipal de Vila Real há 15 anos e por isso sou muito ligado ao mundo dos livros. Quando saí do Ensino Secundário, quis ir logo trabalhar, queria fazer uma pausa nos estudos e foi nessa altura que apareceu a Biblioteca.

 

O que é que faz na biblioteca?

Ocupo funções muito diversas, mas na maioria do meu tempo ocupo-me da conservação do acervo da biblioteca e o engraçado é que quando entrei na biblioteca estava longe de perceber que ia acabar por trabalhar nesta área, mas a verdade é que surgiu muito naturalmente e comecei a perceber que havia algo intrínseco em mim que me ligava a isto.  Em paralelo também colaboro na montagem de exposições e dou apoio aos nossos utilizadores.

 

“É para este curso que eu estou a direcionar todo o meu esforço e dedicação.”

 

Deve gostar muito de viver no meio dos livros …

Gosto muito e dentro da Conservação e Restauro espero poder trabalhar na área dos documentos gráficos, julgo que será por aqui que farei o meu percurso depois de terminar a minha licenciatura. Gosto dos papéis, das páginas, gosto do toque e do cheiro dos livros. E os antigos têm um charme especial! Não há nada igual que possa substituir o prazer físico dos livros! Não há nada digital que possa roubar isto e eu sou um fã da tecnologia e tento estar sempre na vanguarda de tudo, mas não há sombra de dúvidas que o digital não consegue competir com o prazer de se ter um livro nas mãos.

 

Quando é que decide ingressar na Licenciatura em Conservação e Restauro?

Dentro daquilo que gosto mesmo de fazer sentia que precisava de evoluir, mas foi uma ideia que ainda se demorou a efetivar. Já há alguns anos que comecei a procurar a oferta que existia em Portugal. Só a possibilidade de estudar na Católica é que me permitia, ainda que com muito esforço, ter uma vida de trabalhador-estudante. Tenho aulas quatro dias por semana e faço diariamente viagens entre Vila Real e o Porto. Antes da pandemia, eu vinha às oito e meia para a universidade, saía por volta das cinco e ia diretamente trabalhar para a Biblioteca até às onze da noite que era quando fechava. Mas quem corre por gosto não cansa …

 

Foi uma decisão difícil?

Tomar a decisão de aos 33 anos começar uma licenciatura foi muito simples, porque era mesmo isto que eu queria. Não deixa, claro, de ser uma decisão que tem implicações grandes e que exige alguma ginástica e muita vontade. Mas eu tenho a sorte de me sentir motivado desde o primeiro dia. É para este curso que eu estou a direcionar todo o meu esforço e dedicação.

 

“Um percurso muito intenso e muito desafiante, mas sempre com muita vontade de fazer este meu caminho.”

 

O que é que tem gostado mais na licenciatura de Conservação e Restauro da Escola das Artes?

A proximidade, sem dúvida. A qualquer momento consigo falar com os professores e com os funcionários da universidade. Sinto-me mesmo em casa porque a proximidade é imensa. Temos muito apoio e há uma interajuda muito grande e isto faz-me sentir que não vou ficar para trás, porque estou constantemente apoiado e seguro. No meu caso particular também tenho sentido uma grande compreensão com a minha condição de trabalhador-estudante e isso é muito importante porque de outra forma seria muito difícil conseguir conciliar o trabalho com a faculdade.

 

Está no terceiro e último ano da licenciatura. Como descreveria o seu percurso até aqui?

Muito intenso e muito desafiante, mas sempre com muita vontade de fazer este meu caminho. Acho que é isto que caracteriza estes meus três anos. Não digo que tem sido um sacrifício – embora às vezes essa palavra surja – porque eu quero muito isto e faço aquilo que, verdadeiramente, gosto. Mas não vou mentir e dizer que não deixei muita coisa para trás porque, claro, que tive de abdicar de algumas coisas, mas tenho um objetivo muito específico e quero muito cumpri-lo, na expectativa de que o esforço é recompensado. Estou a construir o meu caminho. 

 

“Quando nos colocam uma pintura à frente, sentimos o peso da responsabilidade.”

 

Apesar do seu gosto pela área dos documentos gráficos, que outra área dentro da Conservação e Restauro é que o surpreendeu?

Pintura a óleo sobre tela, sem dúvida. Foi uma grande descoberta. Muito surpreendente! É engraçado porque eu não tinha qualquer formação no campo artístico e a pintura deixava-me um bocadinho de pé atrás e quando nos colocam uma pintura à frente sentimos o peso da responsabilidade porque o nosso trabalho não pode ser feito de ânimo leve, sob pena de estragarmos obras de arte valiosas. Acabei por ultrapassar esses constrangimentos e por perceber que até tinha jeito e, hoje, acredito que esta área também fará parte do meu percurso.

 

Qual a importância do papel de um conservador-restaurador?

Um profissional desta área agrega em si conhecimentos variados que vão desde a biologia, à química, ao teor dos materiais, à arte. Para além de tudo isto, um conservador-restaurador, também, domina as técnicas artísticas. Um profissional desta área tem um perfil muito completo que tem de ser valorizado. Acho que esta profissão ainda não é do domínio público e, por isso, ainda há muito caminho a percorrer no que diz respeito à valorização e ao reconhecimento desta atividade profissional.

 

Termina o curso no final deste ano letivo. Quais são os seus planos para o futuro?

Em princípio, continuarei o meu percurso aqui na Escola das Artes da Católica. Quero seguir o Mestrado com a especialização em Conservação e Restauro de documentos gráficos. Quero muito prosseguir estudos nesta área porque é importante uma especialização e aqui estou muito bem entregue. Com este mestrado acredito que vou conseguir multiplicar a minha capacidade em dominar o assunto e ganhar mais ferramentas. Para além do mestrado, quero continuar na Biblioteca Municipal de Vila Real. É uma grande Biblioteca que tem uma matéria-prima muito boa edetém desde a sua fundação dois importantes fundos com centenas de anos que são o seu ex-líbris: o fundo do Convento de São Domingos e o do Convento de São Francisco. Quero colocar ao serviço da Biblioteca tudo o que aprendi até aqui.



Qual é o segredo para se conseguir conciliar o trabalho e os estudos com sucesso?

Escolher-se fazer aquilo de que se gosta e ter uma grande capacidade de adaptação. Neste percurso foi essencial eu ter a capacidade de me adaptar às circunstâncias e a cada desafio e de ter a capacidade de abdicar de certas coisas. Para além disto e não menos importante, faço-me rodear de pessoas que me apoiam e que me dão força e coragem.

 

“Tenho a certeza que é por aqui que quero ir e estou empenhado em dar o meu melhor.”

 

O que é que mais gosta de fazer nos tempos livres?

Fui desde pequeno um incessante praticante de desporto, algo que fui obrigado a abrandar pela agitação entre o trabalho na Biblioteca Municipal de Vila Real e o curso de Conservação e Restauro na Escola das Artes. Ainda assim, não dispenso fazer as minhas deslocações a pé, sempre que posso, e passeios pela natureza, na maioria das vezes com o Parque Natural do Alvão como fundo. Gosto imenso de passear ao ar livre e de me fazer acompanhar pelos meus 2 cães. Com tempo, gostava também de poder voltar às corridas.

 

Esse seu gosto pela natureza e pelo ar livre já vem desde criança …

Vivi uma infância muito divertida em Vila Real e, também, muito diferente daquela que as crianças de hoje vivem. Saía para as aulas de manhã e só chegava a casa à hora de jantar porque depois das aulas ia para a rua brincar. Fui um privilegiado!

 

Encontrou na Conservação e Restauro o seu caminho?

Este é mesmo o meu caminho, já não há volta a dar (risos). Tenho a certeza que é por aqui que quero ir e estou empenhado em dar o meu melhor e em evoluir e participar, ativamente, não só na valorização do património, como na valorização do papel do Conservador-Restaurador no mundo.

 

10-03-2022

Conflito na Ucrânia: partilha de reflexões sobre o papel do Direito Internacional

O atual conflito na Ucrânia convoca, pela gravidade e impacto global, inúmeros regimes jurídicos internacionais. Estão em causa, nomeadamente, as regras aplicáveis no domínio do uso da força nas relações internacionais, ou as ditas “sanções económicas”, passando pelo direito internacional humanitário e a responsabilização pela prática de crimes internacionais, ou finalmente, o fluxo de refugiados que é já certo no quadro europeu

A sucessão rápida dos acontecimentos faz com que, ao mesmo tempo que nos sentimos assoberbados pela informação, nem sempre temos o tempo e o momento para uma reflexão com o afastamento crítico possível.

Dando resposta à necessidade de reflexão sobre o tema, os professores de Direito Internacional da Faculdade de Direito realizaram uma sessão aberta sobre o atual conflito na Ucrânia que contou com cerca de 600 pessoas.

O Professor José Alberto Azeredo Lopes iniciou a sessão realçando que “qualquer um de nós tem uma sensibilidade muito aguda quanto àquilo que representa um momento decisivo da história europeia.” Ao constatar que tudo o que se passa no mundo pode ter um impacto “quase instantâneo” na qualidade de vida e perceção de segurança de todos, admite que nunca acreditou que este tipo de abuso de força se concretizasse “de forma tão massiva e racional”.

Seguiu-se a apresentação da Professora Benedita Menezes Queiroz acerca dos refugiados de guerra ucranianos que, neste momento, já são mais de um milhão. Ainda que os Estados-Membros estejam a acolher um enorme número de refugiados, a docente recorda os vários episódios discriminatórios nas fronteiras da Ucrânia que já foram condenados pelas Nações Unidas e pela União Africana: “Espero que não seja com a guerra que alimentamos os discursos xenófobos daqueles que há tantos anos ameaçam a nossa democracia.”, remata.

Já a apresentação de Nuno Pinheiro Torres centrou-se nos crimes que estão a ser praticados na Ucrânia — desde os métodos e meios que estão a ser utilizados até ao desrespeito total pela proteção de civis. Contudo, o docente relembra que cabe também à Ucrânia respeitar estas regras “sob pena de ser responsabilizada por crimes de guerra”.
As sanções económicas à Rússia foram abordadas pelo Professor Manuel Fontaine Campos que aproveitou para explicar que não se podem adotar restrições quantitativas, ou seja, não se pode proibir a importação ou exportação de mercadorias. Ainda assim, há uma exceção: “Se os estados invocarem preocupações legitimas relativas a questões de segurança e sempre que estiver em causa uma situação de guerra, podem adotar medidas que, em princípio, seriam proibidas.” Com o objetivo de convencer a Rússia a adotar uma postura militar diferente, o docente alerta que as sanções poderão vir a ser “duplicadas, triplicadas ou quadruplicadas” de modo a pôr um fim à guerra.

Por último, a Professora Maria Isabel Tavares elucidou os presentes acerca do papel do Direito Internacional Humanitário, sendo que neste cenário parte sempre de uma tentativa de “humanizar o conflito e minimizar os efeitos irreparáveis da guerra”. A docente aconselha “prudência e sensatez” na análise do conflito, tendo em conta que o público está sujeito a muita informação e contrainformação: “Se quisermos fazer uma análise rigorosa em relação ao cumprimento das regras do Direito Internacional Humanitário, temos de procurar fontes independentes que possam assegurar essa informação.”

No final, a plateia física e virtual teve a oportunidade de esclarecer várias dúvidas acerca do conflito.

10-03-2022

Exposição “Ajax et plures” de João Paulo Feliciano inaugurada na Católica no Porto

Patente até 1 de novembro.

A 8 de março realizou-se a inauguração da nova exposição “Ajax et plures”, de João Paulo Feliciano, que apresenta um conjunto de obras dos anos 1990 e 2000, pertencentes à Coleção de Serralves, e uma obra inédita concebida especificamente para o campus da Universidade Católica no Porto. A exposição enquadra-se na adesão da Universidade Católica Portuguesa como membro fundador da Fundação de Serralves.

Isabel Braga da Cruz, presidente do Centro Regional do Porto e pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, destacou a importância da consolidação da relação com a Fundação Serralves e fez um especial elogio à obra desenvolvida para o campusde que muito gostamos e que nos deixa muito orgulhosos”.

O diretor da Escola das Artes e curador da exposição, Nuno Crespo, enalteceu a forma como a Fundação e a Escola têm vindo a colaborar em diferentes iniciativas, seja ao nível de conservação e restauro de obras do depósito de Serralves, na colaboração em exposições e na integração de estudantes. “É um prazer e uma honra receber e podermos conviver até novembro com obras das quais não só gostamos muito, mas que também nos interpelam de uma forma muito original e pertinente,” concluiu.

Joana Valsassina, curadora do Programa Nacional de Itinerâncias na Fundação de Serralves, elogiou a iniciativa e a multidisciplinaridade do trabalho de João Paulo Feliciano e o que se procura mostrar na exposição “Ajax et plures”.

O artista João Paulo Feliciano destacou a obra inédita – Ajax - que concebeu para o campus da Católica no Porto, mais especificamente para as janelas do corredor do Edifício das Artes. Através desta obra, o artista pretendeu usar a janela como “interface luminoso, que encaminha luz do exterior para o interior e vice-versa”. A obra estabelece um jogo de formas e cores cambiantes, resultando numa instalação imersiva que abarca todo o espaço do corredor e transborda para o exterior. Uma vez que para João Paulo Feliciano os títulos dos seus trabalhos se constituem enquanto “extensões linguísticas” de cada obra, “Ajax et Plures” evoca simultaneamente uma figura mitológica, um clube de futebol e um simples limpa-vidros, referenciando universos tão distintos quanto os que o seu corpo de trabalho tende a abarcar.
 
Ana Pinho, durante a sua intervenção, sublinhou “a importância desta parceria” e a certeza de que “as possibilidades de projetos comuns com a Universidade Católica são imensas”. A presidente do Conselho de Administração de Serralves fez, também, referência ao brilhante trabalho do artista e à sua “vontade de impactar o espetador na interpretação da sua obra”.

A cerimónia de inauguração terminou com o discurso da reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, que enalteceu a importância da parceria estabelecida entre a Universidade e Serralves para “a concretização de projetos comuns quer na área da investigação científica quer no domínio cultural”. “Queremos que os campi da Universidade Católica sejam lugares onde se respira cultura e onde os nossos estudantes também se sintam desafiados a criar”, acrescentou.

A exposição “Ajax et Plures” de João Paulo Feliciano

As obras apresentadas na exposição são representativas de momentos distintos do percurso de João Paulo Feliciano, onde será possível assistir à atitude irónica e provocadora do artista, bem como a sua vontade de implicar o espetador na interpretação da sua obra, características que se revelam transversais no diverso corpo do seu trabalho. Os trabalhos dos anos 90 caracterizam-se por gravitarem em torno do mundo da música rock e da realidade urbana. Já as obras de 2004 e 2021 demonstram um interesse pela exploração de fenómenos de perceção e permitem distinguir uma inflexão na relação com a tecnologia.

A exposição “Ajax et Plures” de João Paulo Feliciano tem curadoria de Joana Valsassina, curadora do Programa Nacional de Itinerâncias na Fundação de Serralves, e de Nuno Crespo, curador e diretor da Escola das Artes da Universidade Católica. No total, são quatro obras distintas de João Paulo Feliciano que são apresentadas nas janelas do corredor do Edifício das Artes e do Edifício do Restauro, dando assim continuidade a uma série de trabalhos site-specific que o próprio concebeu em 2004 para os edifícios do Museu de Serralves e da Bienal de São Paulo, no Brasil. A exposição estará patente até 1 de novembro de 2022.

 

 

@Fotografias: Rita Queiroz

09-03-2022

Notícia 02 - Curabitur ullamcorper ultricies nisi

Lorem ipsum pain sit amet, consectetuer adipiscing elit. Aenean commodo ligula eget pain. Aenean massa. Cum sociis natoque penatibus et magnis dis parturient montes, nascetur ridiculus mus. Donec quam felis, ultricies nec, pellentesque eu, pretium quis, sem. Nulla consequat massa quis enim. Donec pede just, fringilla vel, aliquet nec, vulputate eget, arcu. In enim just, rhoncus ut, imperdiet a, venenatis vitae, just. Nullam dictum felis eu pede mollis pretium. Integer tincidunt. Cras dapibus. Vivamus elementum semper nisi. Aenean vulputate eleifend tellus. Aenean leo ligula, porttitor eu, consequat vitae, eleifend ac, enim. Aliquam lorem ante, dapibus in, viverra quis, feugiat a, tellus.

08-03-2022

Notícia 01 - Phasellus viverra nulla ut metus varius laoreet

Phasellus viverra nulla ut metus varius laoreet. Quique rutrum. Aenean imperdiet. Etiam ultricies nisi vel augue. Curabitur ullamcorper ultricies nisi. Nam eget dui. Etiam rhoncus. Maecenas tempus, tellus eget condimentum rhoncus, sem quam semper libero, sit amet adipiscing sem neque sed ipsum. Nam quam nunc, blandit vel, luctus pulvinar, hendrerit id, lorem. Maecenas nec hate et ante tincidunt tempus. Donec vitae sapien ut libero venenatis faucibus. Nullam quis before. Etiam sit amet orci eget eros faucibus tincidunt. Duis leo. Sed fringilla mauris sit amet nibh. Donec sodales sagittis magna. Thirst consequat, leo eget bibendum sodales, augue velit cursus nunc, quis gravida magna mi a libero. Fusce vulputate eleifend sapien.

08-03-2022

Research Scholarship - Project HAC4CG

08-03-2022

Universidade Católica promove 4ª edição do “Católica, Talento para o Futuro”

A Universidade Católica Portuguesa está a promover a 4ª edição do “Católica, Talento para o Futuro”, um evento em formato digital que pretende esclarecer as dúvidas dos estudantes do ensino secundário que em breve ingressarão no ensino superior.

As 16 faculdades que compõem a UCP integram este evento através da presença em stand e da participação no evento principal que será conduzido pela radialista Joana Cruz e que contará com a presença de Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa.

Das 10h às 19h dos dias 9 e 10 de março, os estudantes poderão visitar stands virtuais das faculdades de todos os campi da UCP: Braga, Lisboa, Porto e Viseu. Será às 16h30 do dia 9 que decorrerá o evento principal, na qual participarão diferentes personalidades que vão partilhar as suas experiências enquanto docentes, empregadores, atuais alunos e antigos alunos.

Na sessão principal irá marcar presença, entre muitos outros, Carlos Andrade, da Michael Page, que colabora com a  Católica Porto Business School, anualmente, em disciplinas de projeto e que recruta estudantes muito frequentemente; Tiago Brandão, do Super Bock Group, empresa parceira da Escola Superior de Biotecnologia, quer em Ensino, quer em I&D; Tiago Novais, atual aluno da licenciatura em Psicologia da Faculdade de Educação e Psicologia; Nuno Brochado de Agarez, estudante da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão, da Católica Porto Business School e da Escola do Porto da Faculdade de Direito; Isabel Salgueiro Maia, estudante da licenciatura em Conservação e Restauro da Escola das Artes; e Beatriz Louro, estudante da licenciatura em Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica. 

Quais as principais dúvidas no momento de escolher um curso e como ultrapassá-las? Como é ser estudante na Católica? Que competências procuram os empregadores e como veem o futuro das suas áreas profissionais? O evento promovido pretende dar resposta a estas e outras perguntas e ajudar os estudantes do secundário na escolha do seu percurso universitário. Ao longo dos dois dias, os stands virtuais de cada faculdade podem ser visitados e através deles os estudantes poderão colocar as suas dúvidas via chat e consultar recursos como brochuras e vídeos.

A participação no evento é gratuita, mas a inscrição é obrigatória.

Mais informação

03-03-2022

Faculdades da Católica no Porto promovem Open Days sobre as suas licenciaturas

Já são conhecidas as datas dos Open Days das licenciaturas das faculdades da Católica no Porto, destinados aos alunos do secundário que em breve terão de escolher o seu futuro universitário.  São no total 14 Open Days, distribuídos pelas várias faculdades, e todos prometem informar e esclarecer acerca da sua oferta formativa. 

Os Open Days são oportunidades únicas que proporcionam aos estudantes do ensino secundário um contacto mais próximo com a realidade de cada licenciatura, através de testemunhos de professores, estudantes e de antigos alunos. Há sessões em regime online, outras em regime presencial e outras até em modelo híbrido. Os formatos estão concebidos de forma a que todos possam participar de forma ativa e segura.

As sessões são de participação livre, mas requerem inscrição. Apesar de se destinarem a alunos do secundário, também poderão participar psicólogos escolares, orientadores pedagógicos e encarregados de educação. Todos são bem-vindos.

Consulte a agenda e inscreva-se!

Instituto Ciências da Saúde - Enfermagem

Escola Superior de Biotecnologia - BioengenhariaCiências da NutriçãoMicrobiologia

Católica Porto Business School – EconomiaGestão e Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão

Escola do Porto da Faculdade de Direito  - Direito e Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão

Faculdade de Educação e Psicologia - Psicologia

Escola das Artes - CinemaConservação e RestauroSom e Imagem

03-03-2022

Arménio Rego: “Uma das melhores maneiras de ajudar alguém a crescer é ajudá-lo a autocompreender-se.”

Professor catedrático da Católica Porto Business School, Arménio Rego dedica-se ao estudo da Liderança e assume, também, o cargo de diretor do LEAD.Lab. Aos 19 anos começou a dar aulas e até aos dias de hoje nunca mais parou: “Na minha profissão tenho o privilégio de ser pago para aprender”. Nesta entrevista, Arménio Rego fala-nos sobre a infância, os acasos da vida e a sua missão. Através das suas palavras, viajamos, também, até à Birmânia, até ao Japão e até Timor.

 

Dedica-se ao estudo da Liderança. Como é que define um bom líder?

Não há perfis universais, isto é, pode haver alguém que pode ser muito bom líder num determinado contexto, mas não noutro. O que podemos tentar resumir são alguns aspetos que são importantes em qualquer líder e importa clarificar que tudo depende do enfoque que colocamos na avaliação: se o enfoque for o sucesso do líder, eu chego a uma conclusão, mas se o foco for o papel do líder no desenvolvimento das suas equipas ou da sua organização, eu chego a outras conclusões. Tendo em conta esta segunda opção há alguns aspetos importantes: o primeiro é o chamado “tough love”. O que é que nós precisamos num líder? Que seja apoiante, amistoso, que se preocupe com as pessoas, mas que seja, simultaneamente, exigente.  Costumo usar o exemplo dos pais que pensam ensinar o seu filho a andar de bicicleta. Há duas maneiras possíveis de lidar com o assunto: se o miúdo começar a andar sozinho vai acabar por cair e por se ferir e, por isso, o melhor é nem pegar na bicicleta; no outro extremo deixa-se que o miúdo pegue na bicicleta e se cair, paciência, leva-se ao hospital. Tanto uma como outra não são recomendáveis.  O certo é dar ao miúdo a oportunidade de pedalar e de ir aprendendo, e estar por perto para o socorrer caso seja necessário. Esta combinação é muito importante num bom líder. O segundo aspeto é que o líder tenha a capacidade de criar condições para que as pessoas lhe digam a verdade. É crucial que os líderes saibam a verdade e que tenham liderados que lhes comuniquem a verdade. Para isto, é preciso que um líder estimule o “speak up” junto das suas equipas. O terceiro aspeto prende-se com a combinação importante da determinação, garra e perseverança com a humildade. Por exemplo, um líder que é muito perseverante e muito determinado não abandona um projeto se não tiver um bocadinho de humildade. Este líder vai acabar por perseverar em prol de projetos que não têm viabilidade. Mas, se o líder for muito humilde, mas não for determinado, acaba por se tornar pouco proactivo. O importante é a combinação entre a determinação e a humildade. A virtude está no meio, não é?

 

“Enquanto liderados, também temos de ter coragem e não podemos assumir uma atitude passiva.”

 

É importante ensinar-se a ser líder, mas, também, a ser-se liderado?

Nós tendemos a colocar a tónica nos líderes e, portanto, a responsabilidade por aquilo que corre bem e corre mal é sempre dos líderes. Muitas vezes, lavamos as mãos das nossas responsabilidades, enquanto liderados. Há uma coisa que me incomoda muito: quando os trabalhadores discordam de uma decisão do seu líder, manifestam-se contra, mas quando chegam à reunião votam favoravelmente. Terminada a reunião, continuam a manifestar-se contra aquilo que votaram favoravelmente. Compreendo este comportamento nas pessoas que recebem o salário mínimo, que têm uma família para sustentar e que, por isso, não podem arriscar, mas não compreendo esta atitude em pessoas que vivem confortavelmente. Quero com isto dizer que, enquanto liderados, também temos de ter coragem e não podemos assumir uma atitude passiva.

 

“Quem sou eu? Como é que os outros me veem? Este autoconhecimento é crucial, porque se eu não sei quem sou, não posso saber em que áreas é que devo investir.”

 

Como é que se ensina isto aos alunos?

Eu não sei o que nasce e o que não nasce com as pessoas, mas há uma coisa que eu acho que posso dizer: há componentes da liderança que podem ser aprendidas e o facto de alguém não ter competências, neste momento, não significa que não as possa adquirir e desenvolver. Tento, por isso, transmitir aos meus alunos a mensagem de que não podem partir do princípio de que não são capazes. Estimulo a encararem o erro e o fracasso como uma oportunidade de aprendizagem. A participação em atividades fora da universidade é, também, uma forma muito boa de educar para estas questões. Considero que os alunos deviam trabalhar desde cedo, designadamente nas férias e fora da universidade. No trabalho e no voluntariado vivem-se experiências e enfrentam-se circunstâncias que fazem emergir diferentes competências, antes desconhecidas. Por fim, não posso deixar de referir que o autoconhecimento é crucial. Uma das melhores maneiras de ajudar alguém a crescer é ajudá-lo a autocompreender-se. Quem sou eu? Quais são as minhas forças? Como é que os outros me veem? Este autoconhecimento é importante porque se eu não sei quem sou, não posso saber em que áreas é que devo investir. Para este autoconhecimento, coloco a tónica na forma como somos vistos pelos outros, porque a liderança é relacional. Eu só sou líder na relação com os outros.

 

Quais são os grandes desafios de se ser professor?

Um professor tem de estar sistematicamente atualizado. Tenho que saber o que se passa no mundo, sob pena de não ser uma mais-valia para os meus alunos. É um desafio exigente. Para além de ensinar, um professor tem de fazer investigação e de assegurar a transferência de conhecimento. A combinação destes vários papéis é exigente, mas agrada-me imensamente porque temos o privilégio de ajudar pessoas no nosso dia-a-dia. 

 

Estudar na Católica Porto Business School é diferente porquê?

A marca e a reputação da Católica são muito importantes. Um empregador que se confronta com um aluno com o certificado Católica não tem que despender muitas energias para perceber o que é que está a receber. Depois, há aqui um constante profissionalismo com foco na melhoria, e há a combinação e o equilíbrio entre a componente científica e a componente prática. A criação e a transposição de conhecimento para a realidade das empresas. É esta a filosofia de atuação da Católica Porto Business School e é isto que nos distingue.

 

“É bom pensarmos nas complicações da vida para nos apercebermos do quão bom é tê-la.”

 

Dirige o LEAD.Lab da CPBS. Qual o foco da atividade?

Com o LEAD.Lab queremos, fundamentalmente, criar conhecimento na área da liderança. Obtendo dados no terreno, queremos criar e partilhar esse conhecimento com a comunidade científica e com as empresas. Com o LEAD.Lab temos como objetivo contribuir para criar organizações que sejam, simultaneamente, mais eficazes e mais virtuosas. E atenção que quando falo em virtuosas, não quero falar de organizações perfeitas. A humildade é uma virtude, mas tem que ser combinada com outras…

 

Nasce em Viana do Castelo… Que memória da sua infância é que não esquece?

Sim, nasci numa aldeia chamada Subportela, onde ainda hoje vou com frequência. Fiz a vida normal de escola e de aldeia. Era uma criança tímida e introvertida. Em contrapartida, a minha irmã mais nova é que era a dominadora (risos). O meu pai foi imigrante na Argentina e foi para lá quando eu tinha três anos e meio e, portanto, a memória que eu tenho do meu pai, enquanto miúdo, é muito ténue. Fiquei durante sete anos sem ver o meu pai e a minha infância ficou marcada por isso. Na minha cabeça, tenho a imagem de um momento em que vejo a minha mãe chorar, depois de ter recebido uma carta, sentada na soleira da porta, e eu pergunto-lhe “Porquê?” e a minha mãe responde “Porque eu não sei se o pai volta”. Chorava porque acabara de ler que o meu pai estava internado, com um cancro de próstata. É bom pensarmos nas complicações da vida para nos apercebermos do quão bom é tê-la.

 

Porquê a escolha pela Licenciatura em Gestão e Administração Pública?

Cheguei a querer medicina e depois veio a ideia do Direito. Aquando do momento da candidatura, coloquei em primeiro lugar Direito em Coimbra, depois Direito em Lisboa e em terceiro lugar Gestão e Administração Pública, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Se me pergunta porquê tenho de lhe responder que não faço ideia (risos). Pode parecer estranhíssimo, mas mostra-nos como a vida é muitas vezes feita de acasos. Quando entrei na minha terceira opção, percebi que tinha mesmo de ganhar juízo e, atendendo às condições financeiras, tinha mesmo de agarrar a oportunidade e de me esforçar para adquirir empregabilidade no futuro. Dediquei-me de alma e coração ao meu curso.

 

A entrada na Universidade teve, por isso, uma importância grande para si?

Sim, sem dúvida, principalmente porque resultou de uma decisão não muito fácil porque me vi confrontado com duas possibilidades. Aos 19 anos, fui lecionar matemática para Ponte de Lima, gostei muito da experiência e possibilitou a minha independência financeira. Dado isto, tinha a hipótese de continuar a trabalhar e de estudar ao mesmo tempo, que era a minha intenção, ou então ia para Lisboa fazer o curso, com as dificuldades e os desafios que isso acarretava. Por isso, a ideia de ficar 4 anos em Lisboa foi dura, mas eu sabia que isso era necessário para o futuro e nessa altura percebi a importância dos meus pais, porque só nos apercebemos disso quando saímos de casa, não é? Quando fui para Lisboa estudar, eu já não era mais trabalhador-estudante, mas trabalhei, verdadeiramente, como estudante. Estudava muito, muito, muito.

 

O que é que mais o preocupa nas gerações mais novas?

Do que tenho lido e daquilo que me é dado a observar, temos de ter cuidado com as generalizações. Hoje em dia, as gerações mais jovens são uma população muito diversa e aquilo que mais me preocupa é que, no futuro, haja um fosso ainda maior entre duas subgerações. Temos, neste momento, uma grande quantidade de pessoas jovens que, por razões várias, não investe na sua qualificação e, por isso, vai experienciar circunstâncias de precariedade e vai acabar por reproduzir na sua vida a vida dos seus pais. Noutro lado, temos um grupo de jovens que, fruto de condições socioecónomicas superiores, investe na sua educação e acaba por estar preparado para enfrentar muitos desafios. Isto é resultado de um fosso cada vez maior que se tem vindo a cavar ao nível dos rendimentos. As desigualdades são cada vez maiores e isto dificulta a mobilidade social, o que me preocupa bastante.

 

“Os frutos do desenvolvimento têm de ser mais equitativamente partilhados.”

 

Olha para o futuro de Portugal com entusiasmo?

Depende do que nós fizermos por ele. É a responsabilidade de cada um de nós. Mas receio a polarização política, porque a certa altura não há diálogo possível. Os discursos xenófobos e de ódio criam-me muita perplexidade. Há pessoas que se sentem totalmente alienadas dos frutos do desenvolvimento e, por isso, aderem a narrativas de ódio, porque no fundo essas narrativas ajudam as pessoas a lutarem contra algo que, de outra forma, não conseguem. Os frutos do desenvolvimento têm de ser mais equitativamente partilhados, caso contrário a polarização será um problema muito grave em Portugal.  

 

O que é que mais gosta de fazer nos seus tempos livres?

Adoro viajar. Gosto de conhecer outras culturas, principalmente as distintas da europeia. Se me perguntar se prefiro ir ao Nepal ou a Oslo, irei certamente dizer Nepal. Gosto, também, muito de ler e gosto de ler literatura que não seja, exclusivamente, científica. Mas, antes de tudo isto, o que gosto mesmo é de estar com os meus filhos.

 

“Para eu ensinar tenho que aprender, mas ao ensinar, também, estou a aprender. Este binómio cíclico motiva-me muito.”

 

Tem alguma viagem que tenha sido particularmente marcante para si?

Adorei conhecer o Myanmar, a Birmânia. É um país com um enorme potencial que tem sido desbaratado pelas suas lideranças terríveis, por um regime militar horrível. Tem um património monumental muito rico e gostei muito das pessoas. Foi aí que me despertou interesse pela líder que tem sido muito criticada, a Aung San Suu Kyi, e que está, novamente, presa. Gostei, também, muito do Japão e já lá estive duas vezes. Acho que é uma cultura que combina muito bem a amabilidade, a cortesia, a organização e a eficiência.

 

Como é que definiria a sua missão no mundo?

Tenho uma missão que é antes de mais para com os meus filhos. São eles que me mobilizam. Para além disto, acho que procuro fazer o bem, mas, na verdade, nem sei se o faço. Já fiz muita asneira na minha vida. Essencialmente, quero contribuir um bocadinho para ajudar os meus alunos a serem mais responsáveis como cidadãos, como membros das suas famílias, como executivos, como membros das organizações. Enquanto professor, acredito que posso ter algum impacto e isso é uma das coisas que mais prazer me dá. Na minha profissão tenho o privilégio de ser pago para aprender. Para eu ensinar tenho que aprender, mas ao ensinar, também, estou a aprender. Este binómio cíclico motiva-me muito. Ter impacto na vida dos outros, por mais pequeno que seja, vale muito a pena. A propósito disso, há uns dias os meus filhos perguntaram-me em que situação é que eu tinha sentido que o que estava a fazer estava a ter um verdadeiro impacto. Em 2000, estive em Timor a ensinar português, no âmbito de uma missão de voluntariado da Fundação das Universidades Portuguesas. Estive lá dois meses e para além de ensinar, também, estive envolvido noutras funções. Adorei. Qualquer coisa pequena que nós pudéssemos fazer tinha impacto na vida daquelas pessoas.

 

03-03-2022

Pages