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Novidades

Docentes da FEP e investigadores do CEDH publicam artigo conjuntamente com Alumnus na revista Neuropsychiatrie de l'enfance et de l'adolescence

Lurdes Veríssimo, Pedro Dias e Alexandra Carneiro, docentes da FEP e investigadores do CEDH, conjuntamente com Diana Santos, alumnus do Mestrado em Psicologia da FEP, publicam artigo na revista "Neuropsychiatrie de l'enfance et de l'adolescence". O artigo, intitulado "Low academic achievement as a predictor of test anxiety in secondary school students", resulta da dissertação de Mestrado em Psicologia de Diana Santos. O estudo evidencia que um baixo rendimento académico prediz níveis elevados de ansiedade aos testes em estudantes do ensino secundário.

Veríssimo, L., Dias, P., Santos, D. & Carneiro, A. (2022). Low academic achievement as a predictor of test anxiety in secondary school students. Neuropsychiatrie de l'enfance et de l'adolescence. Doi: https://doi.org/10.1016/j.neurenf.2021.12.002
 

14-01-2022

Nomeada a Direção da Faculdade de Direito para 2022-2025

No dia 10 de janeiro, deu-se a Cerimónia de tomada de posse da Direção da Faculdade de Direito, na Reitoria da Universidade Católica em Lisboa.

Para o triénio de 2022-2025, o Magno Chanceler nomeou os seguintes cargos:

Diretor da Faculdade de Direito

Prof. Doutor José Augusto Lobo Moutinho, Professor Associado da Faculdade de Direito

Diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito

Prof. Doutor Manuel António Fontaine de Campos, Professor Associado da Faculdade de Direito

Diretora da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito

Prof. Doutora Ana Maria Taveira da Fonseca, Professora Auxiliar da Faculdade de Direito

Director da Católica Global School of Law

Prof. Doutor Luís Miguel Poiares Pessoa Maduro, Professor Catedrático da Faculdade de Direito

De acordo com Manuel Fontaine, o plano estratégico da Escola do Porto fixa um conjunto de metas a atingir até 2025, como a Dupla Licenciatura em Direito e em Psicologia, a oferta do mestrado em língua inglesa, a oferta de dois ou três LLMS, a oferta de mais duplos graus com universidades estrangeiras, a criação de uma verdadeira clinica legal, a inovação contínua nos métodos pedagógicos e a exploração adequada do ensino online, a criação de condições para que o Centro de Estudos e Investigação em Direito tenha a classificação de Excelente, a criação de programas que potenciem o desenvolvimento ético dos estudantes e, ainda, a criação de condições para que nenhum estudante com dificuldades económicas deixe de frequentar a Escola por esse motivo, entre outros.

Os membros do Conselho de Direção da Escola do Porto nomeados pela Reitora tomaram posse na mesma ocasião:

Diretora-adjunta e Coordenadora para a Inovação Pedagógica

Prof. Doutora Marta Vaz Canavarro Portocarrero Carvalho, Professora Auxiliar da Faculdade de Direito

Coordenadora do Doutoramento

Prof. Doutora Sofia Oliveira Pais Cunha, Professora Associada da Faculdade de Direito

Coordenadora dos Mestrados

Prof. Doutora Catarina Isabel Tomaz Santos Botelho, Professora Auxiliar da Faculdade de Direito

Coordenadora da Licenciatura

Prof. Doutora Ana Teresa Da Silva Ferreira Ribeiro, Professora Auxiliar da Faculdade de Direito

Coordenador da Internacionalização

Prof. Doutor Pedro Miguel Fernandes Freitas, Professor Auxiliar da Faculdade de Direito

Para a Reitora Isabel Capeloa Gil, “este é um momento feliz para a instituição, de afirmação renovada de confiança no serviço de liderança e no empenho do projeto da Universidade Católica Portuguesa.”

13-01-2022

Católica Porto Business School lança novo Double Degree internacional em Gestão

A Católica Porto Business School, em parceria com a Corvinus University of Budapest, tem, na sua oferta formativa de segundo ciclo, um novo programa de double degree. Em apenas dois anos os estudantes obtêm dois diplomas: um em Gestão pela Católica Porto Business School e outro em Marketing ou em Gestão Informática pela Corvinus University of Budapest. 

É com enorme entusiasmo que a Católica Porto Business School dá início a este conjunto de programas de mestrado Double Degree com a Corvinus University of Budapest, juntando-se aos que já temos em funcionamento com Lancaster University Management School e com Aston Business School”, refere Gonçalo Faria, diretor do 2º Ciclo da Católica Porto Business School. ”É nossa convicção que se trata de propostas de alto valor acrescentado para os nossos alunos, permitindo-lhes o enriquecimento do seu curriculum em instituições com as mais elevadas acreditações internacionais, o alargamento das suas redes e desse modo uma experiência internacional académica e pessoal de excelência”.

O double degree está em linha com a importância cada vez maior da exposição académica internacional dos estudantes e com a estratégia de internacionalização da Católica Porto Business School (CPBS). A seleção dos candidatos é efetuada pela Católica Porto Business School e comunicada à Corvinus University of Budapest. No primeiro ano deste programa, os estudantes devem frequentar as aulas da Católica Porto Business School e no segundo ano transitam para Budapeste. A dissertação será realizada e apresentada na instituição de origem dos estudantes.

Com um número muito limitado de vagas, para se candidatarem a este double degree, entre a Católica Porto Business School a Corvinus University of Budapest, os candidatos devem possuir um excelente currículo académico e científico.

13-01-2022

Inês Moreira: “A missão de ajudar, colaborar e ser capaz de melhorar a vida do outro”

21 anos, natural do Porto, estudante do 3º ano da licenciatura em Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde da Católica no Porto. É na Enfermagem que projeta o seu futuro porque o que a fascina é a possibilidade de ser próxima das pessoas. Depois de uma infância animada, assume que o que a faz acordar todos os dias de manhã é a vontade em dar a sua voz por uma causa. Prova disso é ser Presidente da Associação de Estudantes do ICS pelo 2º mandato. A bandeira desta sua missão? Ser a voz dos estudantes e ser capaz de criar pontes. Cheia de energia e sem nunca cruzar os braços, a futura Enfermeira Inês assume que é ambiciosa e que pelos seus sonhos está disposta a trabalhar e a não desistir.

O que é que os seus 21 anos já lhe trazem?

Acho que só com 21 é que atingi a maioridade. Eu sinto que só hoje é que me estou a conhecer verdadeiramente e que estou a assumir inteiramente as minhas responsabilidades cívicas. Depois deste último ano de pandemia, sinto que cresci muito e é agora com 21 anos que me sinto adulta.

 

O que é que marcou a sua infância?

Eu tive uma infância muito feliz, muito agitada e ocupada. Andei no basquetebol e na natação, andei, também, nos escuteiros, na guitarra e no piano. A minha infância foi muito vivida e os meus pais, sem saberem, acabaram por fazer com que eu aprendesse imensa coisa desde pequena: a gerir o meu tempo, a organizar-me em tudo e a ter sempre muita energia e muita vontade. Para além disto, cresci sempre aqui no Porto, mais concretamente na Baixa do Porto. O Porto é uma cidade que eu adoro e quanto mais viajo mais percebo que esta é a minha casa e que é aqui que eu sou feliz.

 

Quando é que surgiu o gosto pela área da saúde e por ajudar o outro?

Desde pequena que gostava de acompanhar as consultas no pediatra com a minha irmã mais nova e sempre fui fascinada por livros sobre o corpo humano.  Sempre adorei ver com o pai aquelas séries do estilo do Dr. House, adorava ver operações e era muito curiosa por perceber e por compreender o que estavam a fazer. O gosto em ajudar o outro acho que também está relacionado com o facto de ter sido escuteira e de sempre ter sentido muito a missão de ajudar, colaborar e ser capaz de melhorar a vida do outro.

 

Ao longo da licenciatura como é que tem sido a sua experiência de proximidade com os professores?

Os professores são todos enfermeiros, conhecem muito bem a realidade que será o nosso futuro. No fundo, vamos ser todos futuros colegas, não é? Os professores estão sempre à distância de uma chamada, de uma mensagem ou de um email. Mas mais importante que isto é que a missão dos professores é ensinar a enfermagem, que no fundo é ensinar a cuidar de pessoas. Os professores, através de uma proximidade muito grande, conseguem transpor a responsabilidade da Enfermagem, não nos assustando, mas mostrando que temos que ter gosto pela profissão. O facto de o curso ser muito prático e de ter muitos ensinos clínicos também propicia uma proximidade muito grande porque trabalhamos em grupos muito pequenos e muitas horas seguidas. A proximidade que os professores têm connosco e o ensino próximo da Católica é a melhor forma de nos ensinarem Enfermagem porque é uma profissão muito ligada às pessoas e que exige muita cumplicidade e proximidade.

 

“É isto que me move, é isto que me faz feliz, dar voz e cara por um propósito”

 

Onde é que a podemos encontrar aqui pelo campus?

Na associação de estudantes! É onde eu estou sempre. Se eu não atender o telefone, já sabem onde muito provavelmente me poderão encontrar. Para além disso, os laboratórios de ensaio clínico no Edifício do Restauro também são especiais.

 

Enquanto Presidente da Associação de Estudantes ou enquanto militante de um partido de onde é que surge a vontade de querer ser a voz de alguém ou de alguma causa?

Eu sempre quis ser a voz de alguma causa, sempre fui reivindicativa e sempre senti capacidade de liderar. É isto que me move, é isto que me faz feliz, dar voz e cara por um propósito. É isto que me faz acordar todos os dias de manhã.

 

O seu primeiro mandato foi vivido em plena pandemia …

Sim, foi logo uma experiência totalmente diferente. Como é que se é Presidente de uma Associação de Estudantes à distância? Estar em casa sem poder ter contacto com as pessoas foi muito difícil porque tornou ainda mais exigente a missão de ser Presidente. O primeiro mandato acabou por ser aproveitado para regressar à base e arrumar os cantos à casa que bem precisava. Não havia Associação de Estudantes do ICS-Porto há praticamente 6 anos. Foi preciso organizar a parte burocrática e, em paralelo, fazermo-nos presentes mesmo quando a distância dos alunos era grande. Com este segundo mandato já foi possível começar a pegar em coisas mais palpáveis e fazer acontecer, nomeadamente, por exemplo, dar início ao processo de entrada da nossa AE na Federação Académica do Porto.

 

Quais são as principais bandeiras do seu mandato?

Queremos ser próximos dos alunos com tudo o que isso implica. Queremos promover palestras e momentos de discussão e partilha, por exemplo, organizamos em conjunto com a Faculdade de Educação e Psicologia uma palestra sobre o tema da saúde mental na gestão do stress durante a época de exames. Queremos, também, organizar festas e jantares de curso, queremos colocar ao dispor dos alunos os meios que lhes permitam ser melhores alunos e enfermeiros, por exemplo, fechamos uma parceria com uma app destinada a ajudar os enfermeiros no seu dia-a-dia ou os estudantes nos ensinos clínicos. Por fim, e não menos importante, estamos empenhados e é nosso compromisso fazer a ponte entre os alunos e os professores e também entre os alunos do ICS-Porto e os restantes alunos da Católica no Porto. Queremos facilitar e promover o encontro entre todos e as Associações de Estudantes têm um papel essencial nisto até porque somos todos estudantes da Católica no Porto, somos e representamos uma só Universidade.

 

“O meu lema de vida é ser capaz de olhar para as coisas más e ver coisas positivas e eu acho que também foi por isso que escolhi ser Enfermeira.”

 

Na sua opinião, o que é que faz de si uma boa líder?

Acho que é a minha capacidade de gestão de pessoas e de situações. Desde pequenina que aprendi a gerir o meu tempo, a conviver em ambientes distintos e a gerir personalidades diferentes. Para além disso, sou, também, uma pessoa muito disponível. Os estudantes de enfermagem têm visto coisas que há muito tempo não viam e isso é resultado do trabalho que eu tenho realizado em conjunto com a minha equipa. Eu, enquanto líder, sou a cara do projeto, mas só em equipa é que somos capazes de fazer grandes coisas.

 

De que forma é que com a pandemia os estudantes de enfermagem terão sentido a sua missão reforçada?

Nós vivemos intensamente a pandemia, porque enquanto estagiários acompanhamos de perto muitos doentes. Andávamos para trás e para a frente sempre acompanhados da declaração para podermos circular. Durante o período mais crítico da pandemia, os enfermeiros eram a companhia das pessoas. Havia doentes internados durante três meses sem poderem receber a visita de um único familiar. Nós éramos a companhia deles.

 

Como é que gere as expectativas que tem com o seu futuro?

Não olho para o futuro nem desanimada, nem superconfiante. Olho com realismo, mas com vontade de que seja diferente e isso só é possível se formos capazes de fazer das coisas más, coisas boas. Por exemplo, a pandemia trouxe muita coisa má, mas também trouxe coisas boas. O meu lema de vida é ser capaz de olhar para as coisas más e ver coisas positivas e eu acho que também foi por isso que escolhi ser Enfermeira. Um enfermeiro tem de fazer diariamente este exercício. Vamos receber diariamente notícias de que alguém pode ter poucos dias de vida, mas mesmo assim vamos ter de ser capazes de fazer com que esses dias sejam bons.

 

O que sonha fazer depois de terminado o seu curso?

Eu adoro comunicar, adoro conviver, adoro socializar, principalmente com todo o tipo de idades: bebés, crianças, idosos, adultos. Este gosto por trabalhar com idades tão diferentes tem-me feito pensar que se calhar aquilo que eu quero é trabalhar num Centro de Saúde. Não gosto de rotinas e num centro de saúde dificilmente encontrarei monotonia. Há muita gente que ainda desconhece a existência de um enfermeiro de família, por exemplo. Gosto da ideia de poder acompanhar a evolução das pessoas e de conhecer a história de vida delas. Para além disto, também gostaria de estar ligada à enfermagem desportiva e quem sabe se ligada ao Futebol Clube do Porto, clube do qual sou sócia antes de ter sido registada como cidadã portuguesa (risos)!

 

Atualmente, integra a Assembleia de Freguesia da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto. Também imagina o seu futuro com ligações à política?

Sim, idealmente quero conseguir alinhar a enfermagem com a política. Por exemplo, na Ordem dos Enfermeiros ou quem sabe um dia ser a Ministra da Saúde. Vou querer que estas duas áreas estejam ligadas porque sinto que aqui posso contribuir e servir.

 

E o que é que está disposta a fazer pelos seus sonhos?

Sou muito ambiciosa e estou disposta a trabalhar o que for preciso para chegar ao topo. Dando sempre o meu melhor e colocando as minhas qualidades ao serviço dos outros.

 

12-01-2022

Universidade Católica Portuguesa lança iniciativa estratégica inovadora: "Cadeiras ODS"

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas é constituída por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) que visam a criação de um modelo global para erradicar a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas. 

Para a consciencialização de todos para estes desafios comuns e globais, a Universidade Católica Portuguesa lançou, no âmbito do seu Plano de Desenvolvimento Estratégico, a Iniciativa Estratégica inovadora designada de “Cadeiras ODS”. Esta iniciativa visa introduzir no curriculum académico dos estudantes de 1.º ciclo, disciplinas dedicadas especificamente ao estudo e compreensão de vários ODS.

Com o arranque marcado para o início do segundo semestre do atual ano letivo (2021/22), a "Cadeira ODS" cobrirá, numa primeira fase experimental, o ODS #13 (Ação Climática), pela sua importância no âmbito de todos os grandes desafios. 

Para o ano letivo de 2022/23 serão programadas mais três cadeiras ODS, que poderão vir a abranger estudantes de outros ciclos de estudos.

Clique aqui para consultar o syllabus da cadeira.

 

11-01-2022

Docentes da FEP e investigadores do CEDH publicam artigo em coautoria no Journal of Child and Family Studies

Vânia Sousa Lima e Pedro Dias, docentes da Faculdade de Educação e Psicologia (UCP-Porto) e investigadores do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) publicam artigo no Journal of Child and Family Studies, em co-autoria com Anna Vilaregut (Universitat Ramón Llull) e Antonino Callea (LUMSA). O artigo - Assessment of Basic Family Relationships: Portuguese Validation of the “Cuestionario de Evaluación de las Relaciones Familiares Básicas” (CERFB) - apresenta o processo de adaptação para contexto português de um instrumento de avaliação do funcionamento familiar, útil para a avaliação clínica e processos de intervenção psicológica com famílias.
DOI: https://doi.org/10.1007/s10826-021-02215-8


 

10-01-2022

Isabel Braga da Cruz: “Há que perpetuar e fazer crescer a Católica no Porto.”

O Porto é a sua casa, mas assume que a experiência de viver e trabalhar na Suíça a marcou profundamente. Contactou com diferentes realidades e novas formas de fazer e de investigar. Engenheira de formação e com um percurso empresarial, assume a presidência da Católica no Porto em 2017, cargo que exerce como “uma missão acima de tudo”. Alumni de Biotecnologia, a Católica é a sua Alma Mater. Nesta entrevista fala-nos da sua infância, das suas influências, da curiosidade por questionar tudo o que a rodeia e do seu grande desafio atual.

O que é que a move?
O que realmente me move são projetos que deixem uma marca, com valor e com propósito. É minha ambição colaborar e contribuir para projetos estimulantes que tenham metas e objetivos concretos e, essencialmente, que envolvam equipas com capacidade de fazer acontecer e com as quais eu possa aprender. Eu aprendo com toda a gente. Tenho aprendido sempre ao longo da minha vida e é isto que me faz abraçar esta missão, a certeza de que a Católica tem imensas possibilidades e de que aqui podemos fazer diferente, mais e melhor. Esta é a minha ambição e estou inteiramente focada nela.

 

Em 2017 assumiu o desafio de ser Presidente da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Como encara esse desafio?
Acima de tudo é uma missão. Quando eu recebi o convite para este lugar senti uma responsabilidade muito grande em manter um legado, o nome Católica e um percurso para o qual já tantos contribuíram. Enquanto Presidente e agora, também, Pró-reitora, tenho a obrigação de o manter e o fazer crescer de forma sustentável. É uma missão sempre comprometida, na medida em que estou a lidar com pessoas, com um projeto de grande dimensão, com uma integração na região e com uma história. Há que perpetuar e fazer crescer a Católica no Porto.

 

Preside a um campus com 7 unidades académicas e 7 centros de investigação de áreas muito distintas. De que forma é que a junção num só campus de várias áreas do conhecimento é uma vantagem?
A grande decisão de fazer coligir todas as Unidades Académicas aqui do Porto num só campus foi muito com o propósito de termos aqui uma oportunidade única e que constitui um aspeto diferenciador da Católica face a outras universidades. No mesmo campus temos várias áreas do conhecimento e é nas interfaces que conseguimos explorar e encontrar oportunidades e potenciar esta diversidade. Aqui, na Católica no Porto, um estudante de biotecnologia pode ir de manhã a um concerto das Artes e à tarde a uma tertúlia em Teologia.  Há uma série de oportunidades e sinergias que a proximidade permite potenciar e isto é um estímulo enorme e é uma grande mais-valia que deve continuar a ser explorada.

 

Ser, também, uma alumni da Católica contribui para o seu papel enquanto Presidente da Católica no Porto?
O facto de ter estudado aqui faz com que eu sinta o nome Católica de outra forma. É a nossa alma mater, não é? Se fizer uma retrospetiva, vejo uma experiência, enquanto aluna, de todo o ecossistema da Católica. Tenho a experiência da cultura da casa, há um conhecimento dos professores e de toda a componente humana que aqui é tão querida e verdadeiramente sentida.

 

“Nós temos uma vantagem muito grande: não somos excessivamente grandes, mas, também, não somos pequenos.”

 

Temos de falar da proximidade, algo que tão bem caracteriza a Católica. Como é que se continua a conseguir proporcionar uma proximidade grande entre os estudantes e os professores?
Isso é o pulsar da Católica. Nós temos uma vantagem muito grande: não somos excessivamente grandes, mas, também, não somos pequenos. A Católica no Porto tem a dimensão ideal que lhe permite explorar essa proximidade e essa interação muito pessoal. Este formato tem trazido um grande retorno, os alunos valorizam essa proximidade e proporciona-se uma relação continuada que acaba por trazer frutos. Para além disto, a Católica no Porto também não se esquece que vive integrada numa cidade e numa comunidade. Esta proximidade que tão bem nos caracteriza não se limita a atuar dentro do campus. A nossa proximidade também tem reflexo lá fora. Há uma relação bilateral entre a Católica e a cidade e a região. São exemplo disso a relação que promovemos com diversas entidades da sociedade civil e com a Igreja, com as quais colaboramos. É nesta interação com o exterior que conseguimos passar os nossos valores e concretizar a nossa missão de relação, de proximidade e de responsabilidade social.

 

Nasceu em Coimbra, no seio de uma família numerosa, mas viveu praticamente toda a sua vida no Porto. É aqui que se sente em casa?
Sem dúvida, é no Porto que me sinto em casa. É verdade que nasci em Coimbra, mas só nasci lá porque os meus avós eram de lá. Nunca vivi em Coimbra, só vivi no Porto e em Lausanne, na Suíça.
Foi no Porto que cresci, que estudei até concluir a minha licenciatura na Católica. É nesta região que tenho desenvolvido grande parte da minha atividade profissional e onde vivo atualmente com a minha família. O Porto é uma cidade especial, aberta ao mundo e que sabe acolher muito bem.

 

Quais são as suas principais memórias de infância?
Eu sou a segunda de cinco irmãos. Venho uma família bastante numerosa, tanto do lado do meu pai, como do da minha mãe. Estou habituada a casas com muita gente e com muito barulho.
Tenho recordações de infância muito boas e muito bonitas, em particular dos verões passados em casa dos meus avós, os Natais muito preenchidos e, acima de tudo, sempre com muito calor humano. O que também marcou a minha infância foi o facto de, apesar de ter crescido no Porto, ter tido a oportunidade de passar muitos fins de semana em ambiente rural com os meus pais e meus irmãos. No fundo, acabei por conseguir ter a sorte desta dualidade de experiências que muito me marcou e ensinou.  Para além disso, para quem vem de famílias numerosas sabe bem que são sempre ambientes muito agitados e muito pouco apáticos, onde há sempre que lutar por um espaço e por uma voz. Eu sempre fui bastante curiosa e sempre gostei muito desta interação com a natureza. Por influência do meu pai, por ser engenheiro, aprendi a questionar tudo o que via à minha volta. Acho que este olhar atento que me foi transmitido, ainda que muito naturalmente, acabou por me oferecer um estímulo constante que me ensinou a olhar para a vida de uma forma diferente, questionando-a e procurando compreendê-la.

 

Durante a sua infância quem é que a desafiava a sair da zona de conforto?
O meu pai e a minha mãe. Ensinaram-me que o caminho é em frente. Desafiavam-me a ultrapassar barreiras e inseguranças. Ensinaram-me a seguir em frente e a não perder o foco com minudências.

 

Há alguma figura internacional ou nacional que seja uma referência para si tanto ao nível profissional como pessoal?
Eu sempre tive a sorte de trabalhar com pessoas que me estimulavam. Uma pessoa que impactou verdadeiramente a minha vida profissional, e também pessoal, foi o meu orientador de doutoramento que tive na Suíça, na Nestlé. Era uma figura muito particular: canadiano de origem escocesa, budista, sempre vestido de vermelho, marinheiro, porque vivia num barco, e físico de formação. Foi uma pessoa que teve muito impacto na minha vida porque, para além da forte componente humana, não tinha limites de pensamento. Também trago sempre referências pessoais e familiares que me inspiram e neste caso refiro o meu pai, enquanto exemplo de rigor, princípios, de trabalho e de qualidade.

 

Fale-nos um pouco sobre o Doutoramento em Biotecnologia pela Escola Superior de Biotecnologia em colaboração com a Nestlé, Nestlé Research Centre, em Lausanne, na Suíça. Estava nos seus planos?
De facto, o doutoramento não estava nos meus planos. A Católica, no âmbito do meu estágio de fim de curso, proporcionou-me um ambiente internacional numa multinacional, na Nestlé. Foi uma oportunidade excelente e que moldou a minha vida. O facto dessa primeira experiência ter sido bem-sucedida, levou a outras oportunidades. Seguiu-se um primeiro contrato de trabalho e mais tarde a proposta de financiamento para o meu programa de doutoramento, suportado pela empresa. Foi este contexto que me permitiu pensar na possibilidade de fazer um doutoramento em contexto empresarial, num ambiente internacional, que permitia desenvolver ciência com potencial de aplicação pratica, foi isso que me atraiu verdadeiramente. Foi a investigação com um propósito.

 

“O grande desafio da sociedade de hoje é o da humanização. Olhar para o outro e cuidar do outro.”

 

De que forma é que acha que está na Educação a solução para a minimização das desigualdades sociais?
A educação e a cultura são as vias para combatermos qualquer tipo de preconceito. Não tenho dúvidas de que quanto mais instruídos e mais educados formos, melhor podemos contribuir para minimizar as desigualdades da sociedade. Este é o caminho, sempre alicerçado no conhecimento e na educação. Quanto mais acesso ao conhecimento e quanto mais refletirmos sobre o tema e o discutirmos, mais facilmente seremos capazes de atuar no sentido da igualdade das oportunidades.

 

Em tempos de pandemia, como é que sente a geração mais jovem?
Estamos a passar uma experiência totalmente nova que tem consequências em todas as gerações. Uma das que tenho sentido nos mais jovens é algum desânimo. É importante que se contrarie esta apatia incentivando e promovendo nos mais jovens, e não só claro, a importância do pensamento crítico e, também, a importância de se saber valorizar cada momento. Arriscar, sair da zona de conforto e empenhar energia ao serviço do mundo e do outro. O sabermos colocar tudo em cada pequena coisa, seja num jantar de família, seja numa aula ou num simples momento, é parte essencial do caminho que dá resposta ao desafio da humanização.

 

06-01-2022

Projeto da Escola das Artes quer incluir e educar através da literacia fílmica

Educar e incluir, através da promoção de uma linguagem artística em torno do Cinema, é o objetivo do projeto INSERT do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Escola das Artes, da Universidade Católica no Porto. Será desenvolvido ao longo de 18 meses entre 2022 e 2023 e envolverá também investigadores do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) da Faculdade de Educação e Psicologia, contando ainda com a Direção-Geral da Educação como parceira.

Coordenado por Pedro Alves, docente da Escola das Artes e investigador do CITAR, o projeto pretende desenhar, implementar, testar e disseminar uma metodologia teórico-prática de literacia fílmica e produção cinematográfica capaz de combater e ultrapassar as barreiras geográficas, culturais ou económicas que tantas regiões ainda hoje enfrentam.

Através do INSERT será desenvolvido um conjunto de recursos que orientarão professores e alunos no contacto e na experimentação em torno da sétima arte, devidamente contextualizados, apresentados e acompanhados pela equipa de investigação. A metodologia será testada em cinco escolas do Norte do país para depois poder ser disseminada numa escala mais global, quer nacional quer internacional.

 

Diminuir as desigualdades sociais através da promoção da literacia fílmica

Pedro Alves explica que a importância desta iniciativa para a comunidade educativa reside na possibilidade de se “diminuírem as desigualdades no acesso a diferentes oportunidades e estratégias de ensino ou aprendizagem”. Através do INSERT, um “projeto perfeitamente integrado e fundamentado em atuais estratégias nacionais e internacionais de literacia e pedagogia fílmicas”, procurar-se-á “fazer chegar a mais escolas, docentes e estudantes a oportunidade de contactar com o cinema”.

O projeto vem responder à necessidade contemporânea de flexibilidade e inclusão nas escolas, promovendo uma linguagem artística e uma estratégia de aprendizagem e ação que aproximará todos os intervenientes da comunidade escolar.

 

 

Uma ferramenta para todos

O que é que se pode esperar do projeto INSERT? Pedro Alves afirma que dentro de 18 meses se espera “ter testado e aprimorado devidamente uma metodologia de aprendizagem e experimentação cinematográficas que faça sentido disseminar num sentido amplo e aberto”.

Em 2023, prevê-se que o INSERT possa “ser uma ferramenta online de acesso aberto, cientificamente sólida e pedagogicamente rica, passível de ser utilizada em diferentes contextos, por diferentes intervenientes, com diferentes objetivos e abordagens”. 

Desenvolvido pelo Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Escola das Artes, da Universidade Católica no Porto, o projeto de investigação INSERT é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

06-01-2022

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