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Novidades

Escola das Artes e Fundação Calouste Gulbenkian lançam Formação Avançada em Realização de Cinema e Televisão





A Escola das Artes e a Fundação Calouste Gulbenkian organizam um Curso de Formação Avançada em Realização em Cinema e Televisão a realizar-se entre os meses de setembro e dezembro no Porto. Combinando perfis e processos do cinema contemporâneo e do showrunning televisivo, o curso permitirá desenvolver um projeto original entre as duas áreas. Ao longo de 15 semanas, os alunos serão acompanhados por realizadores e profissionais de renome internacional (mais informações sobre os formadores aqui), em contexto de residência artística.

Lecionado em português e inglês, o curso é gratuito e oferece um programa de criação artística direcionado para oito profissionais ou artistas em início de carreira. O projeto final a realizar pelos participantes será uma curta-metragem ou um episódio-piloto de uma série televisiva com transmissão prevista na RTP2.
 
A residência artística funcionará em regime de tempo integral, ao longo de 13 semanas distribuídas entre 15 de setembro e 16 de dezembro de 2022 (pré-produção e rodagem), acrescidas de duas semanas a definir entre janeiro e fevereiro de 2023 (para montagem e pós-produção).
 
Podem candidatar-se artistas e profissionais portuguese(a)s ou estrangeiro(a)s residentes que trabalham em território nacional, que apresentem uma primeira ideia ou abordagem conceptual para o projeto a realizar – nota de intenções, sinopse estendida ou memória descritiva –, ainda que esta possa ser modificada ou melhorada ao longo do curso.
 
As candidaturas estão abertas a partir de 4 de abril, até às 17:00 do dia 9 de maio de 2022.
 
 

Parceria
04-04-2022

Sandra Martins Pereira copreside à Comissão Científica do 18º Congresso Mundial da Associação Europeia de Cuidados Paliativos

Sandra Martins Pereira, investigadora principal FCT no CEGE, Católica Porto Business School, e diretora do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, copreside à Comissão Científica do 18º Congresso Mundial da Associação Europeia de Cuidados Paliativos que se realizará em Roterdão nos dias 15 a 17 de junho de 2023. 

 


 

Sandra Martins Pereira co-chairs the Scientific Committee of the 18th World Congress of the European Association for Palliative Care 

Sandra Martins Pereira, FCT Principal Investigator at CEGE, Católica Porto Business School, and Director of the Institute of Bioethics, Universidade Católica Portuguesa, is co-chair of the Scientific Committee of the 18th World Congress of the European Association for Palliative Care (EAPC) that will take place in Rotterdam, from June 15 to 17, 2023. 

Under the theme “Equity and Diversity in Palliative Care”, the 18th World Congress of the EAPC will draw attention to the utmost need and goal of creating equity of fair access, opportunity, and advancement in palliative care for all people in need of this care. Promoting equity and taking diversity into account is not only the theme of the 18th World Congress of the EAPC but is also at the heart of palliative care practice, organisation, research, education, advocacy and policy.

04-04-2022

Já Disponível · EA DASHED CONCERTS #4 · João Pais Filipe e Jorge Queijo

 

EA DASHED CONCERTS #4 · João Pais Filipe e Jorge Queijo

Os EA DASHED CONCERTS são momentos concentrados de máxima potência sonora. Estes concertos, promovidos e organizados pela Escola das Artes, com a duração de 15-20 minutos, serão o local onde todos os meses músicos e bandas convidadas de diferentes origens geográficas e artísticas irão apresentar o seu trabalho. Nesta quarta sessão recebemos João Pais Filipe e Jorge Queijo. As gravações dos concertos e performances ficarão disponíveis no canal de YouTube da Escola das Artes.

Na quarta iteração do programa Dashed Concerts, a Escola das Artes — UCP apresenta a primeira colaboração ao vivo dos percussionistas João Pais Filipe e Jorge Queijo. Ambos criadores de um corpo de trabalho idiossincrático no que diz respeito aos seus modos de investigação e construção sonoplástica, os percursos dos dois multi-intrumentalistas partilha uma visão alargada e continuamente expansiva no que diz respeito às possibilidades materiais e rítmicas da percussão. Confluem nesse prisma a construção autoral de instrumentos, a manipulação de objetos incomuns e a preferência por tempos obscuros.

 
 
NOTAS BIOGRÁFICAS
João Pais Filipe é baterista, percussionista e escultor sonoro nascido no Porto nos anos 80. Sua trajetória como músico é marcada pela colisão com uma ampla gama de estilos e linguagens. A sua música surge da construção de gongos, címbalos e outros instrumentos metálicos de percussão, a partir dos quais explora as dimensões escultóricas e as propriedades acústicas do instrumento. Como artista solo, persegue uma exploração das tensões que podem ser criadas entre o mecânico e o orgânico, a repetição e o loop, a pista de dança e o mantra.
 
Jorge Queijo é multi-instrumentista, improvisador, compositor e produtor. Estudou percussão clássica e é licenciado em Jazz pela ESMAE e mestre em Music Leadership pela Guildhall School of Music and Drama. Seus encontros musicais desenvolveram seu gosto por composições contemporâneas, rock, thrash metal, jazz, free jazz, improvisação, minimalismo, música gamelan e formas de música drone profunda. Sua produção inclui encomendas musicais para dança, teatro e exposições, além de seus discos solo e instalações sonoras.
 

 

01-04-2022

ALUMNI da Católica estão Mobilizados para ajudar a Integrar Refugiados da Ucrânia

A Reitora da Universidade Católica Portuguesa apela a todos os ALUMNI que se envolvam nesta iniciativa.

No Porto, as Associações Alumni da Escola do Porto da Faculdade de Direito, da Escola Superior de Biotecnologia e da Faculdade de Educação e Psicologia aderem com entusiasmo a esta interpelação da Senhora Reitora.

Todos os Alumni são convidados a participar!

 

Neste momento estamos todos com a Ucrânia, com o povo ucraniano e com os milhares, já milhões, de pessoas refugiadas. Portugal irá receber muitas e deverá recebê-las bem. Para além de alojamento condigno – que já está a ser tratado por diversas organizações – será necessário disponibilizar condições de vida e de sobrevivência.

Sabemos que muita desta população é altamente qualificada e Portugal precisa de mão-de-obra bem preparada.

Querendo juntar os dois lados, a Universidade Católica Portuguesa, através da Alumni Association Católica-Lisbon (AACL), propõe a construção de uma base de dados, a nível nacional, para poder vir a dar trabalho a quem for chegando ao nosso país.

Para tal, contamos consigo! Basta preencher e/ou reencaminhar o questionário que está disponível através deste link.

Os seus dados não serão cedidos individualmente e serão contactados de forma institucional, através da AACL ou do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS).

Muito obrigada por colaborar!

Isabel Capeloa Gil
Reitora

31-03-2022

Daniel Ribas: “As obras de arte têm a capacidade de nos confrontar com o mundo.”

Daniel Ribas é docente e investigador da Escola das Artes. Foi nesta mesma Escola que começou o seu percurso universitário, onde integrou a primeira turma da licenciatura em Som e Imagem (1997-2002). Coordenador do Mestrado e da Licenciatura em Cinema, dedica-se ao estudo e à investigação do cinema português, que caracteriza como sendo “ambicioso” e “entusiasmante”. Verdadeiramente apaixonado por livros e filmes, confessa que o que o move é a “infindável capacidade de poder saber e conhecer coisas novas.” Nesta entrevista, Daniel Ribas fala-nos sobre o seu primeiro sonho de ser jornalista, sobre algumas das suas referências, sobre o quão diferenciador é estudar na Escola das Artes e ainda partilha a sugestão de dois imperdíveis filmes.

 

O que é que mais gostava de fazer durante a sua infância e adolescência?

Eu era um miúdo fanático por futebol e, por isso, jogava horas a fio e eram tardes sempre muito felizes! Um bocadinho mais velho, comecei a ter um gosto especial pela imprensa e fazia pequenos jornais em casa, fazia relatos de futebol para a rádio e punha-me a escrever. Na adolescência, ocupava grande parte do meu tempo a ler jornais.

 

Na altura, havia alguma pessoa que fosse uma referência para si?

Eu adorava ler um intelectual que escreveu muitos anos no Público que era o Eduardo Prado Coelho. Para mim, é uma grande referência porque escrevia sobre tudo, de temas mais sofisticados, à telenovela e ao futebol. Também nesta área da escrita, o meu avô é uma referência para mim. Nunca o cheguei a conhecer, chamava-se Manuel Ribas e era jornalista. Eu tinha um fascínio muito grande em ver fotografias dele no jornal. Apesar de eu não ser Ribas de último nome, optei por usá-lo porque era o nome do meu avô. Quis manter esta ligação pelo gosto da escrita que partilhamos…

 

Também pensou em ser jornalista …

Sim, o lado da escrita, da leitura e da literatura fizeram-me sonhar com a profissão de jornalista. Na altura, os dois melhores cursos nesta área eram em Lisboa e em Coimbra. Acabei por entrar em Braga e não fiquei muito satisfeito com esta possibilidade e soube que estava a abrir o curso de Som e Imagem na Católica no Porto e no plano de estudos havia a oportunidade de fazer uma especialização em escrita de argumento. Como eu já tinha um interesse imenso pelo cinema, a possibilidade deste curso fez todo o sentido para mim. Nele conseguia aliar o cinema ao meu gosto pela escrita.

 

“As obras de arte têm a capacidade de nos confrontar com o mundo.”

 

Que memórias tem dos seus anos de licenciatura na Escola das Artes?

Havia um espírito muito grande de novidade porque era o primeiro ano do curso. Tudo estava a acontecer pela primeira vez! Uma das coisas que mais me marcou foi o termos tido muitos professores americanos que vinham para cá e com quem aprendíamos imenso. Ensinavam-nos a olhar para o cinema de uma forma mais profunda e mais teórica e, talvez, tenha sido isso que acabou por influenciar o meu percurso. Na altura, com um dos professores (o Van Watson), aconteceu uma coisa que eu achava impossível que foi termos uma cadeira onde passamos o semestre inteiro a ver filmes do Alfred Hitchcock e a falar sobre eles.

 

Começou com um grande interesse pela literatura e o cinema aparece depois. Como é que surge este interesse na sua vida?

Quando chego ao secundário, na Escola Carolina Michaelis, no Porto, encontro-me com pessoas com gostos diferentes dos meus que acabaram por me influenciar. Nessa altura, o Porto era uma cidade com muitos cinemas de bairro e eu comecei a frequentar esses lugares. Comecei a ver muito cinema e a ver coisas diferentes daquelas que davam na televisão.

 

“Aqui encontramos alunos, verdadeiramente, apaixonados pelo seu trabalho.”

 

Ora quando lê um livro, ora quando assiste a um filme: o que é que procura?

Procuro algo novo. Procuro algum elemento que de alguma forma me possa emocionar e esse elemento pode ser uma história, pode ser a maneira como a história está contada, pode ser a maneira como as personagens estão construídas ou até um lugar especial. Tudo isto acontece ou num filme ou num livro. As obras de arte têm a capacidade de nos confrontar com o mundo e de nos desafiar a ver o mundo de uma maneira diferente.

 

Que ambiente é que se vive na Escola das Artes?

A Escola das Artes tem um ambiente bastante relaxado e descontraído, aliado a uma grande paixão por aquilo que se faz. Isso é essencial. Aqui encontramos alunos, verdadeiramente, apaixonados pelo seu trabalho e isso significa que as suas obras artísticas são também resultado da sua intimidade. A relação e o ambiente que se vive cá dentro proporciona uma proximidade e uma partilha muito grande entre os professores e os alunos. Aprendem-se e discutem-se as práticas artísticas e existe uma agenda cultural muito intensa. O ambiente é de constante curiosidade e vontade de saber mais.

 

“Estudar Cinema na Escola das Artes faz-nos entender o cinema de uma forma muito mais abrangente e ampla.”

 

Será que as pessoas têm, hoje em dia, mais acesso a uma vasta cultura cinematográfica?

Diria que não, porque apesar de haver uma oferta grande de serviços de streaming, o mercado está organizado de maneira a que se concentre muito em determinado tipo de filmes. Mesmo nas plataformas de streaming, e apesar da variedade do material que disponibilizam, a verdade é que a maneira como navegamos nos serviços nos leva sempre para o mesmo tipo de cinema. Há, também, uma barreira enorme com a língua e, confesso, que nunca percebi muito bem o porquê de isso existir. Existe a ideia de que os filmes que são em inglês é que são bons… claro que isto faz com que as pessoas acabem por não ver filmes noutras línguas e a sua cultura cinematográfica sai, consideravelmente, afetada.

 

É coordenador do Mestrado em Cinema. O que é que se faz de diferente na Escola das Artes?

Quando criamos o mestrado em cinema tivemos, inevitavelmente, de ter em conta o universo das escolas de cinema que já existem. Foi a partir daí que começámos a desenhar um programa diferenciador. Aquilo que, essencialmente, nos distingue é o facto de colocarmos o cinema num campo mais artístico e experimental e isso significa que o nosso curso tanto pode dar origem a obras para uma sala de cinema clássica, como para uma sala de exposições. Estudar cinema na Escola das Artes faz-nos entender o cinema de uma forma muito mais abrangente e ampla. Queremos que dentro do cinema haja um campo variado de possibilidades. A forma como ensinamos, também, é diferenciadora, porque tem por base o desenvolvimento de projetos. No caso concreto do mestrado, os estudantes, para além das unidades curriculares que frequentam durante o 1º ano, estão durante dois anos a trabalhar num projeto. Os alunos, durante este tempo, são desafiados a experimentar e a pesquisar formas de fazer cinema. É uma experimentação muito individual que vai conduzir a uma obra artística no final do mestrado que passa a ser uma parte decisiva do portefólio do aluno e que pode começar também a circular em festivais de cinema ou galerias de arte.

 

“Estou imerso em cinema português há quinze anos.”

 

O que é que o cativa na investigação e qual é a sua principal área de estudo?

Diria que, provavelmente, é a possibilidade de olhar para as coisas, refletir sobre elas, cruzar a teoria com o cinema. Esta dimensão de ler textos e perceber que eles nos ajudam a compreender um conjunto de filmes é mesmo entusiasmante. Aquilo que me interessa realmente é o estudo da contemporaneidade. Exploro aquilo que está a ser feito agora na área do cinema A minha tese de doutoramento foi sobre um realizador português (João Canijo) e acabei por interagir com muitas pessoas nesta área e, por isso, posso dizer que o cinema português é a minha grande área de especialização. Estou imerso em cinema português há quinze anos (risos). Tenho-me dedicado a descobrir o que é o cinema português, não só através dos filmes que produzimos, como através de toda a dinâmica envolvida no cinema português enquanto indústria.

 

Temos bom cinema em Portugal?

O cinema português é, provavelmente, um dos cinemas mais entusiasmantes do cinema contemporâneo. Curiosamente, é um cinema muito internacionalizado, os nossos filmes atravessam o mundo e são muito conhecidos fora de Portugal, principalmente aqueles que são mais artísticos e que saem fora das convenções. Tenho uma ideia muito positiva do cinema português contemporâneo e é um cinema muito ambicioso.

 

Cinema português contemporâneo: há algum filme que o tenha marcado especialmente?

Há dois filmes que gostei particularmente nos últimos tempos. O primeiro é o “Sangue do meu sangue” do João Canijo. É um filme que se propõe a contar muito bem uma história, mas, também, faz uso de uma estética capaz de contar um quotidiano bastante banal das pessoas e ao mesmo tempo mostrar como, apesar de acharmos que somos uma sociedade muito pacífica, somos também uma sociedade muito violenta. Há muita violência subterrânea e este filme espelha essa realidade. Num registo mais fantasioso, gostei muito do “Tabu” de Miguel Gomes. O filme passa-se em dois tempos: no tempo contemporâneo e nos anos sessenta em África. O filme foi todo filmado em película e tem em simultâneo o prazer da ficção e o prazer estético. É absolutamente maravilhoso em termos visuais.

 

Um estudante ou um profissional da área do cinema revê os filmes muitas vezes? Tira notas durante os filmes?

Nós vemos bastantes filmes em aula até porque os alunos têm que ter essa experiência de sentir o filme e o momento de visualização tem de ser sagrado. Não podem ver um filme enquanto mandam mensagens ou enquanto estão a fazer múltiplas tarefas. Para além disto, aconselho-os a visualizarem o filme com um caderno ao lado para poderem ir tirando algumas notas. Não precisam de ser extensas, têm como função ajudar a recordar alguns momentos-chave. Para além disto, quem estuda cinema facilmente percebe que ao se ver o filme apenas uma vez, não se consegue captar tudo. Na primeira vez sente-se o filme, percebe-se a história e alguns dos seus elementos, mas é impossível compreender todas as camadas e toda a complexidade.

 

“O que me move é esta infindável capacidade de saber e conhecer coisas novas.”

 

O que é que o move?

Uma das coisas que é mais importante para mim é a capacidade que o ser humano tem de apreender conhecimento. Conhecimento este que é infinito, não é? O que me move é esta infindável capacidade de saber e conhecer coisas novas. Uma das forças motrizes da minha vida é saber que ainda não vi muitos filmes, não li muitos livros e há tantas pessoas que eu nunca ouvi falar. É esta imensidão de coisas que eu possa um dia vir a saber que me move e que me desafia.  

 

 

31-03-2022

Mais de 30 entidades associam-se ao INSURE.hub

Lançado em outubro de 2021, num evento público, o INSURE.hub está já a cumprir o seu grande objetivo: criar um ecossistema vibrante, nacional e internacional, de conhecimento transdisciplinar de âmbito circular, sustentável e regenerativo. São já mais de 30 as entidades que se associaram a esta iniciativa que resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation, em conjunto com organizações nacionais e internacionais que se constituem como líderes de pensamento e agentes de transformação para a Sustentabilidade e a Regeneração.

João Pinto, da Católica Porto Business School, explica “o INSURE.hub atua em quatro eixos fundamentais: apoio a empresas e clusters no desenvolvimento de negócio e novos investimentos; promoção de empreendedorismo sustentável/regenerativo; mobilização da sociedade; e formação académica”. Neste sentido, “termos já mais de 30 organizações associadas ao INSURE.hub, é um enorme orgulho e demonstra a importância da existência de uma iniciativa como esta,” conclui.

Temos vindo a desenvolver um conjunto de ações junto das entidades que se associaram ao INSURE.hub, mas estamos também a preparar formação pós-graduada que virá suprir uma necessidade premente das organizações nestas áreas da Sustentabilidade e Regeneração,” refere Manuela Pintado, diretora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Universidade Católica no Porto. Outras atividades da equipa do INSURE.hub têm sido o desenvolvimento de projetos, a preparação e submissão de candidaturas a fundos europeus em vários setores, incluindo uma parceria de co-criação entre dois hubs europeus. Em paralelo, tem havido um estreitar de relações internacionais com líderes de conhecimento na área da sustentabilidade.

António Vasconcelos, da Planetiers New Generation, reitera que “o compromisso da Planetiers New Generation, criada com a ambição de desenvolver um programa de transformação para Portugal orientado pela Sustentabilidade e a Regeneração, está muito ativo com o INSURE.hub, e uma caraterística muito distintiva do mesmo consiste no crescente envolvimento de líderes de conhecimento e agentes de transformação a nível internacional”, acrescentando “estamos constantemente a ser desafiados pelas organizações, mas também por investigadores da Escola Superior de Biotecnologia e da Católica Porto Business School.”.

Até ao final do mês de março, foram várias as organizações que se associaram ao INSURE.hub: Águas de Monchique; APICCAPS; Aquitex; Associação Comercial do Porto – CCIP; Aveleda; BLC3; Bondalti; Bosch; Cabelte; Câmara Municipal do Porto; Cerealis; Clusaga; Comunidade Portuária de Leixões; Decorgel; ETSA, S.A.; Frutus; GERMEN - Moagem de Cereais, S.A.; Greenvolt; Grupo Soja; Imperial; KPMG; Lipor; MDS; Mendes Gonçalves, S.A.; Mota Engil Capital; Mota Engil Renewing; New-Normal Consulting; Nutripar; Real Companhia Velha; Sarcol; SuperBock Group; Vieira de Castro; Vitacress.

Em breve, no âmbito do INSURE.hub será lançada uma nova Pós-Graduação, serão criadas formações executivas de curta duração, mas também continuarão as ser promovidas dinâmicas de empreendedorismo de projetos fortemente inovadores no domínio da economia circular.

Notícias relacionadas:
INSURE.hub: Católica na vanguarda da promoção da Sustentabilidade e Regeneração | Universidade Católica Portuguesa - Porto (ucp.pt)

31-03-2022

Novo Laboratório de Inovação Pedagógica promove metodologias de ensino-aprendizagem inovadoras

No âmbito do 1.º Encontro de Inovação Pedagógica da Universidade Católica Portuguesa, que decorreu no dia 30 de março de 2022, foi lançado um novo Laboratório de Inovação Pedagógica designado Católica Learning Innovation Lab (CLIL). Um projeto colaborativo interdisciplinar, com representantes das várias Faculdades da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Coordenado pela investigadora Diana Soares, da Faculdade de Educação e Psicologia, o CLIL terá como scientific advisor Paul Trowler, investigador e docente da Lancaster University.

A formação pedagógica dos docentes do ensino superior tem sido enfatizada pela literatura enquanto questão central a desenvolver, particularmente premente no atual contexto pandémico. A transição de ensino remoto de emergência para a consolidação de um verdadeiro campus híbrido implica uma transformação das metodologias de ensino-aprendizagem e a reconfiguração do papel do docente e das suas competências pedagógicas. Assim nasce o Católica Learning Innovation Lab, orientado para e na Inovação Pedagógica. Este novo laboratório  pretende constituir-se como um espaço de projeção e experimentação de novas metodologias de ensino-aprendizagem, assente na capacitação pedagógica e no estabelecimento de redes e parcerias entre a comunidade docente.

Diana Soares, membro da direção da Faculdade de Educação e Psicologia e coordenadora desta nova iniciativa, explica que “o Católica Learning Innovation Lab nasce de uma Iniciativa Estratégica da Faculdade de Educação e Psicologia, reforçada no interesse comum pela Inovação Pedagógica das várias Unidades Académicas da Universidade Católica Portuguesa.

Um dos primeiros projetos será o “Mapeamento das Práticas Pedagógicas na Universidade Católica Portuguesa” através de um Inventário de Práticas Pedagógicas desenvolvido pela equipa do CLIL. Seguir-se-á o projeto “Learning for Sustainability: Designing an Innovative Pedagogy for Sustainable Development in UCP Porto” que visa a promoção de projetos interdisciplinares, na resposta a um problema comum como as Alterações Climáticas (ODS 13).

Para mais informações consulte: Católica Learning Innovation Lab | Universidade Católica Portuguesa - Porto (ucp.pt)

31-03-2022

Projeto promove experiências de Aprendizagem-Serviço inovadoras no ensino superior

Liderado por docentes da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) e por membros da Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP), está em curso o projeto CApS: Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social. Os objetivos principais são implementar e institucionalizar a metodologia de aprendizagem-serviço (ApS) em áreas curriculares específicas, transversais e extracurriculares dentro da Universidade Católica e criar linhas orientadoras para outras Instituições do Ensino Superior que queiram seguir os mesmos passos.

A Aprendizagem-Serviço é uma metodologia de ensino que combina a aprendizagem académica com o serviço à comunidade por forma a que os/as estudantes se formem, pessoal e profissionalmente, a partir do trabalho com necessidades reais da comunidade. Nesta metodologia são valorizadas a participação ativa dos/as estudantes e dos membros da comunidade e a reflexão sobre a experiência vivida.

Coordenar o projeto CApS tem sido um privilégio,” realçam Luisa Mota Ribeiro, docente da Faculdade de Educação e Psicologia, e Carmo Themudo, da Unidade para o Desenvolvimento Integral da pessoa, coordenadoras do CApS. Acrescentam ainda que o “poder proporcionar aos nossos estudantes estas experiências de Aprendizagem-Serviço que são inovadoras e diferenciadoras no contexto do ensino superior em Portugal é muito estimulante pois acreditamos estar a contribuir para a formação dos nossos alunos enquanto pessoas, comprometidos com os mais vulneráveis e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao longo deste projeto, que decorre durante três anos, é possível “trabalhar com a comunidade, a partir de necessidades reais, refletindo sobre a ação vivida, o que torna a aprendizagem mais significativa e transformadora.”, refere Carmo Themudo. O Projeto CApS: Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social é o primeiro projeto a nível nacional que envolve docentes, estudantes e parceiros da comunidade dos 4 campi da Universidade Católica Portuguesa. “Este envolvimento torna a coordenação mais desafiadora, mas sentir a dedicação e entusiasmo de todos quantos se vão juntando ao projeto até agora, dá-nos motivação para continuar”, salienta Luísa Mota Ribeiro.

Carina Cabral, estudante do mestrado em Psicologia que participou no projeto realça:
A experiência ApS significou para mim uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional e de me colocar à “prova” pelo facto de estar a intervir num contexto real. Em termos de sentimentos, destaco o empoderamento pelo facto de poder estar a contribuir para colmatar uma necessidade identificada, mas mais ainda por estar a fazer a diferença na vida daquelas crianças e adolescentes, ajudando-os a colmatar os seus medos e ansiedades. Por vezes, só quando estamos em contexto real é que tomamos consciência do papel que um psicólogo poderá ter na vida das pessoas. Para além das aprendizagens realizadas, se elegesse uma palavra para descrever esta experiência escolheria gratidão, pois foi o que senti no momento que estava a dinamizar a ação de formação com os dois acolhidos, sentindo também uma proximidade à realidade do meu futuro profissional.”

Durante o ano letivo de 2020/2021, no decorrer do Projeto CApS: Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social foram desenvolvidas mais de 30 experiências piloto: desde unidades curriculares a extracurriculares, disciplinares e interdisciplinares, em licenciatura e mestrado, e em várias unidades académicas. “Até hoje foram desenvolvidos múltiplos projetos sobre os mais diversos temas e com múltiplas entidades,” conclui Carmo Themudo.

31-03-2022

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