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Patrícia Oliveira-Silva: “A internacionalização já não é uma matéria de opção no Ensino Superior.”

Patrícia Oliveira-Silva é neurocientista, docente da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) e coordenadora do Human Neurobehavioral Laboratory (HNL). É, também, membro da direção da faculdade para a Investigação, Transferência de Conhecimento e Internacionalização e explica que o que melhor define o ambiente da FEP é o “compromisso autêntico” com a educação e a investigação. Nos tempos livres? Gosta de saborear música, como quem saboreia comida, e gosta de ir para o Gerês fazer caminhadas!

 

Nasceu em Mossoró, uma cidade no Nordeste do Brasil. Quais são as suas principais memórias?

Sim e talvez seja uma cidade que poucos conheçam. A minha infância foi passada muito em contacto com a natureza. Fascinava-me explorar a natureza, brincar com a terra e com os animais. Lembro-me que, sem grandes recursos disponíveis, inventava os meus próprios brinquedos. Com pouca coisa era feliz.

 

Foi esse seu contacto com a natureza que explicou a sua escolha pela Licenciatura em Ciências Biológicas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte?

Sim, este contacto com a natureza sempre me definiu e acho que, naturalmente, também acabou por orientar a minha escolha. Mas também tive muitas dúvidas e cheguei a estar indecisa entre muitas áreas. Ciências Biológicas dava-me a segurança de ter uma maior variedade de opções de escolha no meu futuro profissional.

 

“Cada vez que leio um artigo científico deparo-me com a minha própria ignorância.”

 

Mais tarde fascina-se pelo mundo das neurociências. Porquê?

Não consigo olhar para as neurociências como uma área isolada. Aquilo que me atrai, verdadeiramente, é a possibilidade de diálogo com outras áreas de estudo. No HNL não estamos, unicamente, a olhar para os neurónios, mas sim a observar o cérebro no que se refere ao comportamento, através de fenómenos elementares na regulação emocional, na tomada de decisão, enquanto consumidores ou na interação diária entre as pessoas. Talvez aquilo que mais me agrade nesta área seja a possibilidade que ela me dá de cruzar o meu trabalho com áreas diferentes. Quase que podemos dizer que as neurociências são uma manta de retalhos, mas é isso que faz dela uma área tão fascinante. É isto que me faz sentido enquanto profissional, é esta diversidade que não me deixa estar presa a um só tópico e que, por isso, me desafia e estimula tanto.

 

É uma área onde está sempre a surgir algo de novo…

Há sempre algo novo para nos encantar e por isso há sempre muito trabalho para a investigação. Essa frustração é algo que o neurocientista tem de aceitar e que deve ser vista como um estímulo, temos de nos alimentar dessa curiosidade sem fim. Cada vez que leio um artigo científico deparo-me com a minha própria ignorância quanto ao comportamento do cérebro. Não será a geração de neurocientistas a que pertenço, nem a próxima que vai compreender de forma muito clara como é que o cérebro funciona. Há sempre caminho para fazer e isso é verdadeiramente estimulante.

 

Fez o Doutoramento em Psicologia Clínica e focou-se no tema da empatia.

Através das técnicas das neurociências estudei a empatia, mas numa perspetiva mais objetiva. Não me interessava tanto se o indivíduo sentia empatia, mas sim o que é que ele fazia com ela. Quando eu sinto empatia por alguém de que forma é que a manifesto no meu comportamento?

 

A empatia é e será sempre a base daquilo que define as nossas relações?

Sim, a empatia está na base das nossas relações sociais e nunca foi tão urgente e tão premente que tivéssemos realmente alianças sociais, locais, nacionais e internacionais. As pessoas precisam de trabalhar juntas para que possam responder aos problemas complexos que temos. A empatia passa muito por esta dimensão: Quão disponível estou para me dedicar e prestar atenção aos outros? Quão disposta estamos em perceber as necessidades dos outros? Tenho a certeza absoluta que o tema da empatia será continuamente abordado, principalmente porque é necessário desenvolver, educar e consciencializar as próximas gerações para isto.

 

“Já não conseguimos fazer investigação de impacto, nem formar profissionais para o futuro, se estivermos fechados na nossa comunidade.”

 

Veio para a Católica, em 2015, para coordenar o HNL. Como é que este laboratório se distingue?

São poucos os laboratórios de neurociências que abandonam a neurociência mais pura, mais crua de estudar o cérebro e os neurónios em particular e se abrem para criar pontes com outras áreas. O HNL tem uma visão muito multidisciplinar que nos identifica e que nos distingue relativamente aos restantes. É esta nossa missão que também nos tem permitido ter muitos parceiros internacionais pelo mundo fora: Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Itália e até com o Leste Europeu. Assumimos um compromisso grande com a nova geração de neurocientistas, dando-lhes a oportunidade de participarem e crescerem connosco. Temos na equipa alunos do primeiro, segundo e terceiro ano de licenciatura, mestrado, doutoramento e pós-doutoramento, alunos nacionais e internacionais. A diversidade habita o nosso laboratório.

 

Como descreve o caminho que tem sido feito até aqui?

Ainda que com um investimento relativamente reduzido temos conseguido participar em redes de investigação e estar próximos da comunidade. Aumentamos, consideravelmente, o número de estudos feitos com empresas. Com a parceria com outras faculdades da Católica no Porto, como são exemplo a Escola Superior de Biotecnologia e a Escola das Artes, temos conseguido chegar ao nosso objetivo da investigação aplicada. Temos o compromisso de fazer investigação que um cidadão comum seja capaz de perceber e que no limite até possa participar connosco. É a nossa comunidade que nos tem de desafiar para aquilo que é realmente relevante. As neurociências, enquanto metodologia, têm de se aplicar a diferentes focos e a multidisciplinaridade que distingue o HNL é crucial neste desafio.

 

Integra a Direção da Faculdade de Educação e Psicologia e é responsável pela pasta da Internacionalização. Que importância é que a internacionalização tem para a faculdade?

A internacionalização já não é uma matéria de opção no Ensino Superior. Já não conseguimos fazer investigação de impacto, nem formar profissionais para o futuro se estivermos fechados na nossa comunidade. Na FEP queremos promover esta abertura e queremos facilitar aquilo que é o desenvolvimento de competências como o combater a inibição de falar outro idioma, ou a aceitar a diversidade cultural, mesmo quando ainda nos causa estranheza. Enquanto faculdade, o nosso principal compromisso é permitir que os alunos estejam bem preparados para o desafio da globalização, que não diz unicamente respeito à mobilidade dos nossos alunos, mas, também, à internacionalização da nossa casa. Queremos ser casa para alunos estrangeiros. A ideia de internacionalização é uma ideia que é transversal a toda a nossa atuação: no ensino, na investigação, nas experiências académicas, no voluntariado.

 

“Quero que os meus alunos se emocionem com a própria investigação que fazem.”

 

Como é que define o ambiente que se vive na FEP?

Se só pudesse usar uma palavra diria “compromisso”. Desde a investigação até ao ensino, a atitude que vejo dos meus colegas é uma preocupação genuína e um compromisso autêntico de poder ter impacto na investigação, na educação e na preparação desses jovens. Define-nos também a nossa abertura e disponibilidade para trabalhar juntamente com a comunidade.

 

“Experimentar músicas é como saborear culinárias diferentes.”

 

Tem-se dedicado ao estudo da música. Qual é o seu interesse por esta área?

Inicialmente surge por um interesse pessoal. Gosto muito de música, sou uma grande consumidora de música. Também tenho músicos na família e, por isso, é fácil perceber esta identificação. A música sempre foi um tipo de estímulo utilizado nos meus estudos como forma de indução emocional. Mais tarde recebi um pedido para orientar um músico no seu doutoramento e foi aí que se iniciou esta linha de investigação. Muitos acreditam que ouvir música é apenas uma experiência sensorial, mas é muito mais que isso. A música influencia o nosso comportamento de uma forma que nós nem conseguimos dimensionar. Seria impossível estudar a regulação emocional, que é uma das outras linhas de investigação do HNL, sem que a música estivesse associada.

 

Como é que um bom investigador deve ser?

Um bom investigador tem que ser muito humilde para não se deixar enviesar pelas suas próprias questões de investigação, ou seja, tem que aceitar que, muito provavelmente, estará errado. A investigação pode ser uma frustração, mas, também, é esta dimensão que faz de nós pessoas mais resilientes. Ao investigador não basta ter curiosidade, isso não chega, porque para além disso tem de criar uma profunda empatia pelo tópico da investigação. É esta empatia e este envolvimento que vão gerar o compromisso e que vão dar um propósito ao trabalho. É importante que o investigador saiba o porquê de estar a implementar uma determinada linha de investigação. Os desafios a que queremos dar resposta são mais facilmente ultrapassados, quando conseguimos ver claramente a razão que me leva a querer explorar e descobrir mais e melhor. Insisto muito nisto com os meus alunos, porque quero que eles se emocionem com a própria investigação e quero que tenham orgulho naquilo que publicam, não quero que banalizem o fim de um mestrado ou de um doutoramento. Quero que reconheçam o facto de terem criado valor e que a investigação também é uma descoberta pessoal.

 

Que tipo de música gosta de ouvir?

Muito variada (risos)! Normalmente, gosto de músicas mais calmas, são as que me trazem mais conforto e tranquilidade. O meu marido é músico clássico e sofro algumas dessas influências. Gosto de experimentar estilos diferentes e uma das minhas últimas descobertas foi a ópera. Experimentar músicas é como saborear culinárias diferentes. É uma experiência que leva o seu tempo e muitas vezes nem penso se estou a gostar ou não, mas deixo-me simplesmente ouvir a peça até ao fim e perceber o que emerge em mim. Ouvir música também é para mim uma espécie de experiência científica.

 

Para além de ouvir música, o que é que também gosta de fazer nos seus tempos livres?

Estar no meio da natureza, caminhar livremente. Tenho dois cães que me convidam a isso. Seja num dia de sol ou de chuva, estar ao ar livre, para mim, é revigorante, são diferentes formas de me emocionar com a natureza. Mesmo no Inverno, não abdico de ir caminhar para o meio da natureza. Visto um bom casaco e umas galochas e lá vou eu.

 

Tem algum local favorito por onde goste de caminhar?

Aos fins-de-semana poderão encontrar-me facilmente pelo Gerês.

 

02-06-2022

Research Scholarship - Project HAC4CG

01-06-2022

Research Grant - Project RE-EAT ROCHA PEAR

01-06-2022

Lab Assistant position

26-05-2022

Católica inaugura exposição de fotografia “Cuidar da Casa Comum”

Um ano após a conclusão das iniciativas desenvolvidas no âmbito Ano Laudato si’ na Universidade Católica Portuguesa (25 de maio de 2020 a 25 de maio de 2021 ), está patente uma exposição no átrio principal do Edifício Central da Católica no Porto uma exposição de fotografia «Cuidar da Casa Comum», assinalando também a Semana internacional Laudato si’ 2022. A exposição, que foi inaugurada nos 4 campi da Universidade Católica Portuguesa em simultâneo, resulta do concurso de fotografia que fez parte das atividades do Ano Laudato si’, que foi coordenado pela Escola das Artes. A exposição estará patente até 15 de julho e passará pelos diferentes edifícios do campus Porto.

No mesmo dia foi lançado o livro «As coisas podem mudar», com os textos das conferências de abertura e encerramento do Ano Laudato si’, proferidas pelo Cardeal Luis Antonio Tagle e Cardeal José Tolentino Mendonça, respetivamente.

26-05-2022

Escola Superior de Biotecnologia celebra o 25º Aniversário do Mestrado Europeu em Estudos Alimentares

O grupo Alumni do European Master in Food Studies (EMFS) reuniu-se a 20 de maio na Escola Superior de Biotecnologia (ESB) para celebrar o 25º aniversário deste mestrado, um projeto pioneiro da ESB criado em 1995, com âmbito internacional e foco na indústria, orientado para a Ciência e Tecnologia Alimentar.

A diretora da Escola Superior de Biotecnologia, Professora Paula Castro, deu início ao evento relembrando a história da Escola e destacando a contínua evolução da oferta formativa.

Depois da apresentação do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), por parte da Professora Manuela Pintado, diretora do centro de investigação, o Professor Jorge Oliveira, Head of School of Engineering and Architecture, da University College Cork, explicou a ideia por detrás da criação do mestrado e relembrou alguns dos momentos marcantes da altura.

De seguida, o Alumni Christian Jung, Global Engineering Packaging Lead, na Mondelez (Global Engineering Enterprise), falou sobre a 1ª edição do mestrado, momento que precedeu a apresentação de cada um dos alunos dessa edição e onde cada um pode expor as aprendizagens-chave que retirou do mestrado e do percurso resultante do mesmo, que os levarou a ocupar hoje lugares de destaque profissional a nível internacional.

O evento proporcionou aos 13 Alumni presentes e aos atuais alunos nas áreas da Ciência, Tecnologia e Engenharia Alimentar a oportunidade de partilhar experiências e discutir os desafios atuais e futuros da área, nomeadamente durante a Mesa Redonda “Ciência e Engenharia Alimentar: Antes e Depois”, moderada pelo Professor Tim Hogg. Após o fecho do evento com a Pró-Reitora da UCP no Porto, Professora Isabel Braga da Cruz, o grupo Alumni teve a oportunidade fazer uma visita ao novo edifício da Escola Siperior de Biotecnologia e de conhecer as atividades de investigação que ali são realizadas.

26-05-2022

Rita Vedor: “Fascina-me contribuir para melhorar a vida das pessoas.”

Rita Vedor tem 22 anos e é estudante do mestrado em Microbiologia Aplicada da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) e, também, é bolseira de investigação no Centro de Biotecnologia e Química Fina. O seu principal tema de investigação são os probióticos e é nessa área que pretende impactar positivamente o mundo. Apaixonada pela vida académica, assume o cargo de Presidente da Associação de Estudantes e tem como principal objetivo promover a igualdade entre todos.

 

Porquê a Microbiologia?

Eu andei no Colégio Alemão do Porto e até ao final do ensino secundário tive sempre todas as disciplinas das diferentes áreas. No fundo, sempre gostei de tudo, das letras e das ciências, e essa foi a dificuldade da minha escolha.  Acabei por ter a ideia de ir para farmácia, por causa da investigação. Via nas séries e ficava fascinada (risos)! Aquele ambiente de laboratório associado a muito conhecimento despertava em mim um interesse enorme. Já tinha a certeza de que queria Farmácia, quando descobri a Escola Superior de Biotecnologia, através de uma amiga minha, e a Licenciatura em Microbiologia, que até aí desconhecia. Porque não? Decidi experimentar e gostei muito.  

 

Porquê o fascínio pela investigação?

O que me fascina é a possibilidade de contribuirmos para melhorar a vida das pessoas, a possibilidade de impactarmos positivamente a vida do outro. Sempre quis ajudar as pessoas e sempre tive a consciência de que para ajudarmos a saúde dos outros não precisamos de ser médicos, porque há um trabalho enorme de bastidores que é assegurado pela investigação.

 

Como é que foi a sua experiência na licenciatura?

A Licenciatura em Microbiologia é bastante abrangente e, por isso, quando a terminei é que tive a total consciência da globalidade do curso e de como isto me dava ferramentas para a minha vida profissional. Durante o curso, gostei muito da vida académica e acho que foi aqui que me descobri, neste ambiente de muitas atividades, desafios e oportunidades. A minha experiência durante a licenciatura não se limitou às aulas, mas sim a toda a envolvente. Foi aqui que descobri realidades diferentes e que pude crescer com elas.

 

Como é que descreve o ambiente que se vive na ESB?

Somos uma verdadeira família. A nossa dimensão permite-nos criar uma ligação muito forte. A ligação que existe não é apenas entre os estudantes de cada um dos cursos, mas sim entre os três cursos (Bioengenharia, Ciências da Nutrição e Microbiologia) . Há, também, uma proximidade muito grande com os professores. Desde a primeira aula que os professores dizem “o meu gabinete é aquele e a porta está sempre aberta”. É esta ligação que nos faz gostar tanto de estar cá. É um ambiente muito acolhedor, muito convidativo. Aqui formamo-nos não só como bons profissionais, mas, também, enquanto boas pessoas.

 

“Quero que todos compreendam que a Associação de Estudantes tem um papel importante e que está cá para promover a igualdade entre todos.”

 

É, atualmente, a Presidente da Associação de Estudantes da ESB. Como é que surge esta vontade?  

Eu sempre quis pertencer à Associação de Estudantes (AE), sempre me senti chamada a participar e a estar envolvida em projetos académicos. Esta oportunidade só se tornou possível quando, no ano passado, integrei a direção da AE. A oportunidade de ser a presidente surge de um acaso. O antigo presidente da AE queria que o seu mandato tivesse uma continuidade, e como praticamente toda a gente se ia embora, ele perguntou-me “Porque é que não ficas tu, Rita?”. Confesso que até esse momento nunca me tinha imaginado no lugar de presidente, até porque nunca reconheci em mim muitas capacidades de liderança, mas decidi arriscar e hoje aqui estou eu! Tem sido uma experiência muito rica.

 

Como é que define a principal missão do seu mandato?

Estou a virar-me para dentro, o meu interesse são os nossos alunos. O meu objetivo é fazer com que os alunos participem nas iniciativas e se envolvam verdadeiramente. Quero que todos compreendam que a associação tem um papel importante e que está cá para promover a igualdade entre todos. Todos devem ter o direito de participar integralmente na vida académica.

 

Esteve envolvida no projeto piloto de Aprendizagem Serviço que pretendia dar a conhecer os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Há algum objetivo que a tenha marcado de forma particular?

O meu grupo focou-se muito na igualdade de género. Sei bem que é uma realidade que já tem vindo a ser trabalhada, mas ainda há muito caminho a percorrer. Apesar disso, sinto que vivo num meio privilegiado e estou agradecida por isso. O mundo da Ciência em particular ainda não é muito associado às mulheres, no entanto a minha experiência no Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) é precisamente a contrária, porque é um centro que tem vindo a ser gerido por mulheres o que é uma grande inspiração para mim.

 

De que forma é que acha que as atividades extracurriculares são um desafio para os estudantes? 

Todas estas atividades exigem que tenhamos uma boa capacidade de organização e gestão de tempo. Para além disto, todos os projetos põem-nos em contacto com realidades diferentes, ajudam-nos a sair da zona de conforto e abrem-nos caminhos para o mundo profissional. Outro elemento importante é que nos ensinam a comunicar. Eu era uma pessoa muito tímida e reconheço que foi nesta dinâmica de atividades e projetos que estou a conseguir comunicar melhor e dar-me mais aos outros. 

 

“Na ESB sinto-me sempre acompanhada, nunca estou sozinha.”

 

Na sua investigação tem-se focado nos probióticos. Porquê o interesse neste tema?

Dentro da Microbiologia nunca gostei muito da parte que faz mal ao nosso corpo e, por isso, optei por explorar a parte dos probióticos. Desde o primeiro ano da licenciatura que em trabalhos de tema livre explorava os probióticos. Percebi, desde cedo, que era por aqui o meu caminho. Atualmente é, também, o tema da minha tese.  

 

Em paralelo com o seu mestrado, foi contratada como bolseira de investigação pelo CBQF. Como encara esta oportunidade?

Primeiro, encaro como uma excelente oportunidade de desenvolvimento e aprendizagem, especialmente porque completa o meu mestrado, na medida em que investigo os mesmos microrganismos. Também é um grande voto de confiança no meu trabalho e sinto uma grande responsabilidade. Sinto-me a ganhar uma grande autonomia e quero poder contribuir com as minhas capacidades e aprender cada vez mais.

 

Quais considera serem as características mais importantes para alguém que quer fazer investigação?

A resiliência, porque o nosso trabalho é muito baseado na tentativa e no erro. É importante que um investigador seja muito focado e determinado e, também, é essencial que tenha confiança no seu trabalho. É isto que eu procuro ser.

 

“O que me move é poder servir os outros e o mundo.”

 

Que planos tem para o futuro?

Gostava de continuar aqui pela ESB a fazer o doutoramento. Aqui há imensas oportunidades e o melhor é que me sinto sempre acompanhada, nunca estou sozinha. Também gostava de poder explorar no futuro a parte ligada à indústria alimentar. Aquilo que experimento em laboratório poderá ser aplicado em novos produtos e isso entusiasma-me!

 

O que é que a move?

O meu objetivo em tudo é querer ajudar. Em todos os projetos em que me envolvo tenho sempre como missão contribuir para alguma coisa. Seja na minha investigação, seja no voluntariado, seja na Associação de Estudantes. O que me move é poder servir os outros e o mundo, na certeza de que, se cada um fizer o seu pequeno contributo, conseguimos grandes mudanças e transformações positivas.

 

26-05-2022

Católica adere à Aliança Universitária Europeia Transform4Europe

No Dia da Europa, 9 de maio de 2022, a Universidade Católica Portuguesa (Lisboa, Portugal) e a Universidade de Primorska (Koper, Eslovénia) assinaram uma Carta de Intenções para aderirem à Aliança Universitária Europeia Transform4Europe (T4EU), que conta já com 7 universidades europeias.

Este estreitar de relações representa mais uma etapa no plano estratégico da Católica e na sua internacionalização, através do desenvolvimento de um objetivo comum: transformar a Europa através da educação e formação de empresários do conhecimento e da superação conjunta dos desafios modernos.

Os membros da T4EU não só partilham os nossos grandes valores humanistas e a postura do serviço para o bem comum, como também diversificam e reforçam o nosso posicionamento geográfico e linguístico, e em conjunto fortaleceremos experiências e ideias no empreendedorismo do conhecimento para a transformação digital, sustentável, ambiental e social.

A Aliança Transform4Europe mostrou o seu forte apoio à Ucrânia, acolhendo a Universidade Estatal de Mariupol, atualmente a operar no exílio de Kyiv, como parceiro associado do Consórcio, defendendo assim os valores europeus e a liberdade científica.

26-05-2022

Carla Felizardo: “Todos os objetos artísticos têm uma mensagem e uma história e estes elementos podem ser tão ou mais importantes que a sua leitura estética.”

É docente da Escola das Artes e coordenadora do Centro de Conservação e Restauro (CCR), um centro de transferência de conhecimento e tecnologia. Chama-se Carla Felizardo e foi num encontro com uma pintura de Hieronymus Bosch que descobriu a sua paixão pela arte e o seu fascínio pelo passado. Nasceu e cresceu em Ílhavo, mais tarde foi estudar para Tomar e, posteriormente, no seu encontro com a Escola das Artes, vem para o Porto. Nesta entrevista, conta-nos a descoberta da Conservação e Restauro, o seu percurso de crescimento e afirmação e alguns dos projetos mais desafiantes.

 

Como é que se sente em ambiente de oficina?  

Sinto-me numa bolha de tranquilidade, que é algo que eu não sinto a fazer muitas outras coisas. Estar numa oficina, focada numa peça, é um privilégio. Desligo-me dos telefonemas e dos e-mails e invade-me uma imensa tranquilidade.

 

“Quando eu vi pela primeira vez as Tentações de Santo Antão, de Hieronymus Bosch, fiquei totalmente deslumbrada e fascinada.”

 

Como é que começou a sua ligação com o mundo da arte?

Eu sempre gostei mais das letras. O que eu gostava na escola era do português, da história e mais tarde da sociologia. Não sentia o apelo das artes, nunca me senti minimamente capacitada para ter um percurso artístico e da minha família nunca recebi esse estímulo. Mas houve um momento de viragem que despertou a minha atenção para o mundo da arte. Foi numa visita de estudo ao Museu Nacional de Arte Antiga. Quando eu vi pela primeira vez as Tentações de Santo Antão, de Bosch, fiquei totalmente deslumbrada e fascinada. Tanto é que a visita de estudo continuou e eu fiquei em frente ao quadro, sentada num banquinho que lá havia. Aquilo mexeu muito comigo e lembro-me de pensar para mim como é que foi possível alguém fazer aquela pintura no século XV. Ainda hoje, quando vou ao Museu Nacional de Arte Antiga, não consigo passar pela pintura sem ficar a olhá-la pelo menos uns 30 minutos. Este meu primeiro encontro com esta pintura fez-me perceber o fascínio que eu tinha pelo passado, fascínio este que já estava muito presente nos livros que eu lia e nos filmes que eu via.

 

Deixou Ílhavo, em Aveiro, para ir estudar Conservação e Restauro em Tomar. Como é que surgiu esta opção na sua vida?

Apesar de eu ter frequentado o secundário na área das Económico-Sociais e de haver alguma pressão por parte da minha família para seguir um curso mais tradicional, eu sabia que não queria nada daquilo, mas também não sabia bem o que escolher. Lembro-me que peguei no Guia de Acesso ao Ensino Superior e me pus a explorar que opções que tinha.  Acabei por me candidatar em primeiro lugar a Psicologia, em Coimbra, pelo interesse que tinha pelo funcionamento da mente humana e até pela empatia que sentia em relação aos outros, e, em segundo lugar, a Conservação e Restauro, no Instituto Politécnico de Tomar. É engraçado, porque eu já tinha ouvido falar em Conservação e Restauro, mas de uma forma muito vaga e, por isso, havia todo um mundo para descobrir.

 

Acabou por ficar muitos anos em Tomar …

Sim, acabei por ficar durante 15 anos em Tomar. Foi nesta cidade que me formei, foi onde, também, conheci o meu marido e onde fui mãe. Só saí de Tomar quando o meu primeiro filho tinha cerca de um ano e meio. É uma cidade pequena, muito bonita e fascinante. Está repleta de elementos muito interessantes e é muito rica em património. Toda a cidade respira a história do Convento de Cristo.

 

A Conservação e Restauro acabou por ser uma surpresa para si?

Foi surpreendente, porque eu não estava à espera de gostar tanto. Pintura e escultura foram as duas áreas que me fascinaram mais e depois lembrava-me do episódio com a pintura do Bosch e comecei a perceber que as coisas faziam sentido. Só quando comecei com a prática da Conservação e Restauro é que percebi que era algo que podia estar ao meu alcance, porque mesmo em criança nunca fui muito dada aos trabalhos manuais e às artes. Foi um gosto totalmente adquirido, que hoje me preenche imensamente.  

 

“Os primeiros anos na Católica foram verdadeiros anos de afirmação.”



Quando é que o seu caminho se cruza com a Escola das Artes?

Há uma altura em que decido sair de Tomar. Quando terminei o curso comecei logo a colaborar em aulas práticas e à medida que o tempo foi passando fui conseguindo a minha estabilidade. Eu dava aulas práticas e, em simultâneo, trabalhava na oficina. Foram anos de muita aprendizagem e crescimento e de muito boas memórias. Em meados de 2005, regresso com o meu marido e com o meu primeiro filho a Aveiro. Tinha decidido que iria trabalhar por conta própria e que precisava de um novo desafio, porque acreditava que me ia ajudar a descobrir profissionalmente. Quando apresentei a minha demissão em Tomar toda a gente ficou surpreendida. É tramado não querer uma coisa que à partida toda a gente quer e eu tinha um bom lugar, tinha um bom contrato e tinha uma estabilidade que muitos procuram e que me fez crescer imenso. Mas eu precisava de algo diferente. Posteriormente, é em Aveiro que monto o meu atelier em casa e que recebo, logo e praticamente no imediato, 5 pinturas para restaurar. O engraçado desta história é que eram 5 pinturas de Hélène de Beauvoir, irmã da Simone de Beauvoir, doadas à Universidade de Aveiro. Já tinha as 5 pinturas em minha casa quando recebo um telefonema de uma amiga a dizer-me que a Católica no Porto estava à procura de alguém para dinamizar o Centro de Conservação e Restauro. A vaga interessou-me, porque eu não queria seguir apenas a carreira académica. Ainda hoje aquilo que me faz mesmo feliz é estar na oficina. Acabei por ser selecionada e confesso que fiquei um bocadinho desconcertada. Tinha acabado de chegar a Aveiro e tinha 5 pinturas para restaurar (risos).


Quando é que surge a possibilidade de dar aulas?

Convidaram-me para dar aulas de História, Teoria e Deontologia do Restauro. Tirarem-me da oficina é tirarem-me o meu elemento. Escusado será dizer que eu estava nervosíssima na primeira aula. Era a primeira vez que eu ia lecionar uma disciplina teórica, porque até aí eu só tinha dinamizado aulas práticas. Lembro-me que não dormi nada na noite anterior (risos)! Mas é curioso porque foi aqui na Católica que aconteceu um fenómeno interessante. Se os anos em Tomar foram anos de crescimento e amadurecimento, aqui na Católica os primeiros anos foram verdadeiros anos de afirmação. Descobri coisas em mim que não sabia que tinha. Deixei-me surpreender por aptidões que nem sabia que existiam em mim.  

 

“Estamos a construir pontes para que a Conservação e Restauro não se feche numa cápsula do tempo e para que o CCR seja um terreno prático das investigações.”  

 

De que forma é que o trabalho como coordenadora do CCR foi tão desafiante e estimulante nesses primeiros anos?

De repente, eu estava no mercado a ver potenciais trabalhos, a fazer orçamentos, a compreender o custo dos materiais, a gerir equipas, a desmontar altares, a carregar pinturas, esculturas, a assegurar a coordenação das obras e a orientação técnica e, no terreno, a angariar novos projetos e a explicar às pessoas a importância do nosso trabalho.

 

Mas, atualmente, o CCR tem uma visão um bocadinho diferente. Já não se dedica, exclusivamente, ao fornecimento de serviços para o exterior.  

Em 2017, a direção da Escola das Artes muda e com ela altera-se também a visão e o propósito do CCR. Deixamos de ser um centro só virado para o exterior e dedicado, praticamente em exclusivo, ao fornecimento de serviços para fora e passamos a ligá-lo muito mais à missão da escola e aos alunos, que são a nossa prioridade. Atualmente, assumimo-nos como um centro de transferência de conhecimento e tecnologia. É nossa prioridade manter esta ligação com a comunidade e possibilitar o desenvolvimento de projetos que possam ser relevantes objetos de estudo e de investigação. Somos um centro que proporciona aos alunos oficinas abertas para que eles possam vir trabalhar não só nas peças de aula, mas também noutras intervenções, e mantemos, também, alguns protocolos com algumas instituições, como Serralves, o Centro de Arte Oliva e a Santa Casa da Misericórdia. Para além disto, queremos promover cada vez mais a ligação entre a Conservação e Restauro e a área do Som e Imagem e do Cinema. Estamos a construir pontes para que a Conservação e Restauro não se feche numa cápsula do tempo e para que o CCR seja um terreno prático das investigações que são desenvolvidas.  

 

Quais são as características indispensáveis de um conservador-restaurador?  

Sentido crítico, primeiramente. É essencial que tenha uma grande capacidade de reflexão e, também, a autoconfiança suficiente para tomar decisões justificáveis. O profissional, também, nunca pode perder o receio e o respeito pela peça que tem à sua frente. Não podemos deixar que o nosso receio nos impeça de avançar, mas ele também é importante, porque nos vai mostrar que não podemos fazer mais do que aquilo que devemos e mais do que aquilo que é necessário. Encontrar este equilíbrio não é fácil.  

 

Ainda há muitos equívocos sobre a Conservação e Restauro em Portugal?  

Sim, e essa é uma questão muito complexa. Todos os objetos artísticos têm uma mensagem e uma história e estes elementos podem ser tão ou mais importantes que a sua leitura estética. Há muitas pessoas que acham que uma peça restaurada tem de parecer nova. Isto é absolutamente contraditório relativamente àquilo que nós ensinamos e queremos praticar. Há que respeitar a passagem do tempo e a nossa política é sempre a de intervir o mínimo possível. A isto chamamos o Princípio da Intervenção Mínima, que é uma das nossas regras. Regras estas que orientam aquilo que deve ser o trabalho de um Conservador-Restaurador. As outras são o respeito pelo original, em caso algum devemos retirar material original da peça; a reversibilidade, todas as operações de conservação e restauro têm de ser reversíveis, porque a uma dada altura pode surgir uma melhor solução; a compatibilidade entre os materiais, daí a importância do lado científico da formação; e, por último, a regra da diferenciação da intervenção, ou seja, toda a intervenção deve ser facilmente discernível e não se deve fingir que não houve restauro. A nossa intenção é fazer um restauro respeitoso que integre e que permita uma leitura unitária da obra e nunca devemos criar um “falso histórico”. A orientação por estas regras evitaria muitos dos equívocos que ainda persistem no mundo da Conservação e Restauro.

 

“Aqui vive-se um ambiente muito dinâmico, cheio de possibilidades, onde se cruzam áreas diferentes e onde os alunos se sentem muito estimulados.”

 

De que forma é que o ensino da Conservação e Restauro na Escola das Artes se distingue?  

O que nos distingue é o equilíbrio entre a vertente prática e a vertente científica. Não nos podemos focar em exclusivo na parte prática, mas, também, não nos podemos cingir apenas e só à análise e ao diagnóstico. O equilíbrio que conseguimos aqui na Escola das Artes distingue-nos claramente. Para além disso, também, trabalhamos para oferecer aos nossos estudantes uma experiência rica que vai muito para além das aulas. Aqui vive-se um ambiente muito dinâmico, cheio de possibilidades, onde se cruzam áreas diferentes e onde os alunos se sentem muito estimulados. A Escola das Artes é um sítio especial.  

 

Há algumas intervenções que recorde de forma especial?  

São muitas, mas consigo identificar duas muito marcantes por motivos diferentes. Uma delas foi trabalhar na requalificação da Sé de Santarém. A Sé tinha um espólio muito grande e em 2013 resolveu montar um museu diocesano, aproveitando a requalificação do edifício da Sé. Foi um privilégio trabalhar num projeto tão bem pensado e organizado. O espólio artístico foi dividido em diferentes lotes e nós ficamos com um muito interessante para o qual acho que éramos muito capacitados. Foi um trabalho maravilhoso, não só porque as peças eram muito boas, mas, também, porque possibilitou o envolvimento de muitas pessoas, o estudo científico de todas as obras, a produção com o devido tempo de todos os relatórios e uma interação grande entre o corpo docente e o Centro de Conservação e Restauro. O resultado foi fantástico e a recuperação ganhou o Prémio Europa Nostra.  

Outro projeto que nos marcou muito foi a recuperação do espólio desportivo do Futebol Clube do Porto para o seu museu. O projeto foi marcante não pelo espólio em si, mas porque tratámos quase 600 peças em três meses: taças de metal, bandeiras, fotografias, documentos, equipamentos de jogadores, chuteiras, uma bicicleta, entre outros. Talvez o facto de na equipa do projeto sermos todos portistas tenha ajudado (risos). Foi um desafio inesperado e irresistível, uma verdadeira loucura.  

 

“Sou sempre mais feliz com os outros.”

 

Se pudesse um dia intervir numa obra de arte qual escolheria?  

Desde aquele encontro no Museu Nacional de Arte Antiga que continuo fascinada por Bosch. Seria um enorme privilégio poder trabalhar em qualquer pintura dele.

 

O que é que a move na sua vida?  

Profissionalmente e pessoalmente, sou uma conciliadora por natureza e por isso, em tudo o que faço, não consigo evitar a empatia. Sou sempre mais feliz com os outros. No meu trabalho, move-me o dinamismo, a proatividade, o espírito de equipa e a transparência. Em privado, valorizo muito o sentido de humor e rir é sempre muito importante, quer das coisas que correm bem, quer das coisas que correm menos bem. Talvez tenha sido um dos melhores elogios que ouvi quando alguém me disse que “quem não souber acha que na vida nunca te aconteceu nada de mal”.

 

 

19-05-2022

Câmara de Comércio Americana integra INSURE Hub

A Universidade Católica no Porto e a Planetiers New Generation, enquanto fundadores do INSURE – Innovation in Sustainability and Regenaration Hub, firmaram, no dia 13 de maio, um Memorando de Entendimento com a Câmara de Comércio Americana (AmCham), que visa o desenvolvimento de atividades conjuntas para a promoção do conhecimento, da inovação e do empreendedorismo sustentável. O momento contou com a presença de Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, e António Martins da Costa, presidente da direção da AmCham.

Através deste memorando, as duas instituições comprometem-se a trabalhar em conjunto nas temáticas da sustentabilidade e regeneração, contribuindo cada uma e com os restantes parceiros do INSURE.Hub para a persecução das áreas prioritárias do INSURE Hub , , em linha com o proposto pelo European Green Deal. O INSURE.hub é uma iniciativa que tem como grande objetivo criar um ecossistema internacional vibrante de conhecimento transdisciplinar que promova soluções de negócio de âmbito circular, sustentável e regenerativo, potenciadas por tecnologias disruptivas e resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation. As suas linhas de intervenção posicionam-se ao nível da consultoria, formação e contributo para a literacia nas áreas referidas.

Até agora, foram várias as organizações que se associaram ao INSURE.hub: Águas de Monchique; AmCham, APICCAPS; Aquitex; Associação Comercial do Porto – CCIP; Aveleda; BLC3; Bondalti; Bosch; Cabelte; Câmara Municipal do Porto; Cerealis; CITEVE; Clusaga;; Comunidade Portuária de Leixões; Decorgel; ETSA, S.A.; Frutus; GERMEN - Moagem de Cereais, S.A.; Greenvolt; Grupo Soja; Imperial; KPMG; Lipor; MDS; Mendes Gonçalves, S.A.; Mota Engil Capital; Mota Engil Renewing; New-Normal Consulting; Nutripar; Real Companhia Velha; Sarcol; SuperBock Group; Vallis Capital Partner; Vieira de Castro; Vitacress.

18-05-2022

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