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26-04-2022

Já Disponível · EA DASHED CONCERTS #5 · Ece Canli

EA DASHED CONCERTS #5 · Ece Canli



Foto Rita Queiroz

Os EA DASHED CONCERTS são momentos concentrados de máxima potência sonora. Estes concertos, promovidos e organizados pela Escola das Artes, com a duração de 15-20 minutos, serão o local onde todos os meses músicos e bandas convidadas de diferentes origens geográficas e artísticas irão apresentar o seu trabalho. A gravação já está disponível no canal de YouTube da Escola das Artes.
 
Para a quinta edição do programa EA Dashed Concerts, a Escola das Artes convida a artista, designer e investigadora Ece Canli a apresentar a solo o seu trabalho no domínio das práticas vocais expandidas. A obra de Ece Canli explora estados liminares de corpos demonizados, narrativas contrafactuais e táticas de desvinculação mental através de operações extralinguísticas e técnicas vocais estendidas. Membro integrante de grupos como NOOITO, Live Low e Cobra’Coral, Ece Canli é ainda investigadora do CECS — Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, e do Decolonising Design Group. 


 


BIO:

Ece Canli é artista, compositora e investigadora na área do Design. Nasceu na Turquia e vive no Porto. Na sua prática artística e vocal, explora estados liminares de corpos demonizados, narratividade contrafactual e desvinculação mental através de expressões extralinguísticas e técnicas vocais alargadas. Compõe e atua no projeto Nooito, duo com a harpista Angélica V. Salvi (ES), no Live Low, coletivo musical iniciado por Pedro Augusto (PT) e no Cobra’Coral, um trio vocal experimental com as artistas Cléila Colonna (FR) e Catarina Miranda (PT). Em novembro de 2020, ela lançou seu primeiro álbum solo Vox Flora, Vox Fauna. +info
22-04-2022

Atom Egoyan, Lucrecia Martel e Céline Sciamma encabeçam o grupo de professores da Formação Avançada em Realização de Cinema e Televisão




A Escola das Artes e a Fundação Calouste Gulbenkian organizam um Curso de Formação Avançada em Realização em Cinema e Televisão a realizar-se entre os meses de setembro e dezembro no Porto. Os alunos serão acompanhados por cinco realizadores, que passarão pela Escola das Artes para falarem do seu trabalho, em modo de masterclass, mas também para conduzir tutorias individuais sobre os projetos em curso. O prazo para candidaturas foi alargado até o dia 9 de maio (às 17h).

A encabeçar este grupo de professores, estão Atom Egoyan, Lucrecia Martel e Céline Sciamma – todos eles nomes fundamentais do cinema contemporâneo de ficção e com experiências em diversos campos artísticos – para além dos cineastas portugueses Marco Martins e João Canijo (cuja obra dispensa apresentação).
 
Os flmes destes realizadores mostram-nos a complexidade das sociedades contemporâneas – entre eles, A Mulher Sem Cabeça (Martel), Retrato de Uma Rapariga em Chamas (Sciamma), O Futuro Radioso (Egoyan), São Jorge (Martins) ou Sangue do Meu Sangue (Canijo) – e as tensões do ser humano face às dificuldades que o mundo apresenta.
 
A complementar estes realizadores-tutores, o curso apresenta ainda uma série de criativos das diversas áreas da produção de cinema: Pedro Lopes (escrita de argumento e showrunning), Rui Poças (direção de fotografia), Luís Urbano (produção), João Rui Guerra da Mata (Direção de Arte), Mariana Gaivão (montagem), Andreia Bertini (correção de cor) e Graça Castanheira (realização e argumento). Associam-se a estes criativos, programadores e gestores com vasta experiência em televisão e cinema: Nuno Artur Silva e Teresa Paixão.

As candidaturas estão abertas a partir de 4 de abril, até as 17:00 do dia 9 de maio de 2022. +info


BIOGRAFIAS

Lucrecia Martel
A realizadora argentina é uma das mais importantes cineastas contemporâneas, tendo estreado os seus filmes nos principais festivais de cinema. Desde O Pântano (2001) até Zama (2017), Martel tem consolidado a sua posição como criadora de atmosferas ficcionais que retratam a claustrofobia e a solidão dos nossos tempos. 
 
Atom Egoyan
Nomeado para dois óscares pelo filme O Futuro Radioso (1997), Atom Egoyan é um cineasta canadiano de ascendência arménia que acompanhou o renascimento do cinema indie americano durante os anos 1990. É um artista multifacetado, com obras para cinema, televisão, mas também para teatro, ópera e instalações artísticas. O seu trabalho lida, sobretudo, com a alienação e o impacto da tecnologia na vida moderna.
 
Céline Sciamma
Uma das mais promissoras cineastas francesas, Céline Sciamma surpreendeu o mundo cinéfilo com Retrato de Uma Rapariga em Chamas (2019), um drama queer no universo do filme de época (final do século XVIII), que estreou na competição oficial de Cannes. Bando de Raparigas (2014) ou Petite Maman (2021) são obras que demonstram uma vontade de olhar para o universo feminino e para a fluidez das suas identidades.
 
Marco Martins
Artista e cineasta português, Marco Martins tem desenvolvido um trabalho diverso que vai, para além do cinema mais clássico, à televisão e ao teatro, performance e instalação. Entre os seus filmes, Alice (2005), a sua primeira longa, foi um dos filmes mais celebrados da década, e São Jorge (2016) mostrou a face escondida da grande crise de 2008-2012. Lidando com personagens em perigo, o cineasta examina o lado mais íntimo da nossa sociedade.
 
João Canijo
Um dos mais importantes cineastas portugueses, João Canijo tem uma obra longa, onde coloca as suas personagens a discutir as mudanças sociais de Portugal, e a partir das quais demonstra a violência subterrânea da sociedade (como em Noite Escura, 2004, ou Sangue do Meu Sangue, 2011). Tendo já passado pelas seleções oficiais de Cannes e Veneza, Canijo tem também um apurado método de trabalho com atores. Foi ainda encenador de teatro.
 
Luís Urbano
Um dos mais importantes produtores de cinema portugueses, Luís Urbano tem desenvolvido a sua atividade à volta de O Som e a Fúria, uma das mais relevantes casas de produção atuais. A sua experiência atravessa vários filmes ao longo de duas décadas de trabalho, muitas delas premiadas, ou feitas em coprodução. Entre outros, produziu filmes de Miguel Gomes, Manoel de Oliveira, Salomé Lamas, Ira Sachs ou Lucrecia Martel. É membro da Academy of Motion Picture Arts and Sciences.
 
Pedro Lopes
Um dos mais reputados showrunners portugueses e responsável pela primeira série portuguesa produzida para a Netflix: Glória (2021). Desde 2007, é diretor de Conteúdos da produtora SP Televisão. Tem escrito para cinema e televisão, sendo da sua autoria mais de vinte títulos, entre curtas e longas-metragens, mini-séries, séries e telenovelas. As suas obras têm estado presentes nos principais festivais internacionais de televisão, como os Emmy Internacional.
 
Graça Castanheira
Há longo de mais de duas décadas, Graça Castanheira tem construído um percurso sólido no terreno do cinema documental. Destacam-se, entre outros, os filmes Angst (2010), A Rua da Estrada (2012) e a série documental Herdeiros de Saramago (2020). É, atualmente, professora na Escola Superior de Teatro e Cinema.
 
Rui Poças
Talvez um dos mais internacionais diretores de fotografia portugueses, Rui Poças tem um currículo invejável de colaborações, de que se destacam os portugueses Miguel Gomes ou João Pedro Rodrigues. Tem trabalhado em muitas produções brasileiras e argentinas, tendo fotografado filmes para Lucrecia Martel ou Ira Sachs. Tem também um percurso pela publicidade.
 
João Rui Guerra da Mata
Mais conhecido pelos filmes que realizou – quer a solo (O Que Arde Cura), quer em dupla com João Pedro Rodrigues (A Última Vez que Vi Macau) –, João Rui Guerra da Mata é também diretor de arte, sobretudo nos filmes de João Pedro Rodrigues e Carlos Conceição. Foi também professor dessa área na Escola Superior de Teatro e Cinema.
 
Mariana Gaivão
Cineasta com uma obra com várias curtas-metragens, Mariana Gaivão tem também uma carreira como montadora, sobretudo para filmes de Marco Martins, João Pedro Rodrigues ou Carlos Conceição.
 
Andreia Bertini
Uma das mais ativas criativas da correção de cor da indústria portuguesa, com mais de uma centena de créditos, tanto para cinema, como para televisão. Tem trabalhado com os principais cineastas portugueses contemporâneos.
 
Nuno Artur Silva
Fundador do coletivo Produções Fictícias, Nuno Artur Silva tem uma longa experiência de escrita e produção para cinema e televisão. Foi ainda administrador da RTP entre 2015 e 2018, e Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Média entre 2019 e 2022.
 
Teresa Paixão
É a atual diretora da RTP2, para a qual tem gerido os conteúdos há mais de duas décadas. Pelas suas mãos têm passados inúmeros projetos de cinema e televisão, que a RTP2 tem coproduzido.
 

Parceria

22-04-2022

Centro de Conservação e Restauro participa de intervenção na Sé do Porto

O Centro de Conservação e Restauro (CCR) da Escola das Artes é um dos responsáveis pela intervenção e restauro da Capela-mor da Sé do Porto. O trabalho foi desenvolvido em colaboração com a empresa Nova Conservação.
A equipa técnica do CCR foi responsável pelo estudo técnico e intervenção na pintura sobre madeira que representa a Assunção de Nossa Senhora, atribuída a Simão Rodrigues, com possível colaboração de André Reinoso (pintores portugueses que viveram entre os séculos XVI e XVII).
 
A Direção Regional da Cultura do Norte coordena a intervenção e a promoção é feita pelo Cabido Portucalense. É possível conferir em vídeo da evolução da intervenção aqui.

Registos feitos no estudo técnico e durante a intervenção:
 
 
 
    
 
 
Antes e após a intervenção:

 


 
 
 
21-04-2022

Francisca Guedes de Oliveira: “Temos de ter um modelo de crescimento e desenvolvimento económico que permita o bem-estar, sem prejuízo das gerações futuras.”

Otimista, curiosa e imensamente maravilhada com a sua atividade profissional. Chama-se Francisca Guedes de Oliveira e é economista e docente da Católica Porto Business School. Cresceu numa família grande, onde recorda uma infância muito animada e divertida, e foi através do seu gosto pela Matemática, História e Filosofia que se aventurou na Licenciatura em Economia, tendo-se mais tarde especializado na área da economia política e da política pública. Nesta entrevista, fala-nos sobre o seu percurso profissional, os principais desafios da economia e o futuro de Portugal.

 

“É preciso não fazer o mesmo de sempre, sob pena de se conseguir o mesmo de sempre…”

 

Olha para o futuro de Portugal com entusiasmo?

Eu sou uma pessoa bastante otimista (risos). Acho que Portugal tem problemas complicados que tivemos oportunidade de resolver num passado relativamente recente, mas não o fizemos. Agora, vamos ter novamente oportunidade de os resolver, mas eu, confesso, que receio que não a consigamos aproveitar. Portugal tem tido um crescimento morno, tem feito uma convergência fraca com a Europa e precisava, mais que nunca, de dar um salto. Temos uma estrutura produtiva ainda muito frágil. Tivemos uma recuperação absolutamente extraordinária do ponto de vista do ensino e da qualificação nos últimos 30 anos. Temos de facto muito talento criado e talento que dá provas pelo mundo fora. Temos é de arranjar forma de ter empresas com outra escala, com valor acrescentado e com um setor industrial forte e vigoroso que faça subir o salário médio. É preciso pensar fora da caixa, é preciso ter coragem, é preciso não fazer o mesmo de sempre, sob pena de se conseguir o mesmo resultado de sempre…

 

Atualmente quais são os grandes desafios da economia?

Temos desafios brutais. O desafio do preço dos combustíveis e do gás e o desafio da inflação, que já existia antes da guerra. O principal problema é que as economias não estão suficientemente robustas para conseguirem começar a fazer uma política monetária de combate à inflação e, claro, vemo-nos perante um período de guerra que está a provocar a regressão das economias. Mas estes desafios são claros e devemos estar preparados para as suas consequências e impactos. Mais a médio e longo prazo, temos, também, o desafio da sustentabilidade. Temos de ter um modelo de crescimento e desenvolvimento económico que permita todo o bem-estar a que estamos habituados, sem prejuízo do ponto de vista do impacto ambiental e da sustentabilidade para as gerações futuras.

 

“Temos de facto muito talento criado e talento que dá provas pelo mundo fora.”

 

Identifica nas gerações mais novas maior preocupação com as questões da sustentabilidade?

Creio que há uma grande duplicidade de comportamentos. Uma das coisas que sinto de muito diferente relativamente à minha geração é o facto de andarem muito mais de transportes públicos e de manifestarem esse alerta. Em simultâneo, são gerações extremamente consumistas. A facilidade com que trocam de telemóvel, por exemplo, é tremenda. Creio que talvez ainda não tenham percebido que uma coisa tem implicação na outra e que a sustentabilidade tem de estar refletida nesta multiplicidade de comportamentos.

 

“O extraordinário na economia é a possibilidade que temos de pensar e analisar no concreto a vida das pessoas.”

 

Cresceu no seio de uma família grande. Quais as suas principais memórias de infância?

As memórias mais marcantes da minha infância são em casa da minha avó rodeada de muita gente, sempre com muito movimento e agitação. Ainda hoje temos todos uma relação muito próxima! Tive uma infância absolutamente feliz, sempre muito aconchegada. Eu era uma maria-rapaz, gostava muito de jogar futebol, de subir às árvores, a minha avó tinha um jardim enorme com um galinheiro e eu, os meus irmãos e primos andávamos sempre todos sujos por lá a correr. Foi uma infância muito alegre.

 

Que disciplinas é que mais gostava e como é que se dá a escolha pela área da Economia?

Eu sempre gostei muito de matemática e sempre tive alguma facilidade. Gostava, também, muito de Filosofia e adorava História. Acho que em certa medida, este é o motivo pelo qual escolhi Economia na universidade. Cheguei a pensar em Direito, mas não tinha matemática e, por isso, coloquei de lado essa hipótese. Economia absorvia a História, a Filosofia e a Matemática. A minha escolha, mais do que vocacional, foi ir ao encontro das coisas que eu gostava de fazer e pelas quais me interessava.

 

Quando ingressou na faculdade, com que percurso profissional sonhava?

Durante os cinco anos do meu curso, nunca pensei muito bem naquilo que queria fazer profissionalmente. O caminho mais normal era seguir pelas carreiras em empresas ou consultoras. Quando comecei a ir a entrevistas, percebi que não me identificava e que não era o que eu procurava. Lembro-me de me sentir um bocado perdida, sem saber para onde ir. Foi nesse preciso momento que surgiu a possibilidade de vir dar aulas de econometria para a Católica Porto Business School, oportunidade que decidi agarrar. Em simultâneo, surgiu a possibilidade de ir fazer um estágio para o Instituto Nacional de Estatística (INE). Foram tempos muito bons, gostei imenso de dar aulas e também adorei o estágio no INE, porque estive envolvida no Gabinete de Estudos Regionais onde contactava diretamente com a economia, facto que me fez perceber como é que o país se mexia.

 

“Proporcionamos uma preparação profundamente global.”

 

Foi no seu doutoramento que se especializou na área da economia política e da política pública…

Sim, até então o meu percurso foi muito direcionado para a matemática em si. Foi a partir do doutoramento que comecei a perceber que o extraordinário na economia é a possibilidade que temos de pensar e analisar no concreto a vida das pessoas, que é, no fundo, a relação entre os agentes económicos e a maneira como isso condiciona a vida das pessoas, bem como a forma como uma entidade definidora de políticas públicas consegue ser capaz de condicionar e moldar a vida da sociedade.  

 

É docente na Católica Porto Business School há mais de vinte anos. Como é que esta escola se destaca na formação das próximas gerações de economistas e gestores?

Em primeiro lugar, importa referir que os alunos das nossas licenciaturas em Economia e em Gestão partilham um primeiro ano comum, o que significa que proporcionamos uma preparação profundamente global, que muito contribui para o desenvolvimento dos estudantes, não só ao nível técnico, mas, também, comportamental. Temos uma grande preocupação com a preparação holística dos nossos estudantes. Atentamos a todo o envolvimento de forma a que as suas competências sejam desenvolvidas ao máximo e temos um Career and Development Office que presta apoio e acompanhamento a todos os alunos. Das cadeiras de Projeto nascem sempre ideias muito interessantes e é através desse desafio que os nossos alunos trabalham a comunicação, a empatia, a criatividade. Está, também, na nossa natureza uma profunda ligação ao tecido empresarial e isso é muito diferenciador, porque proporciona aos nossos estudantes um contacto próximo com a realidade e com o mercado de trabalho. Todos estes elementos são amplamente reconhecidos pelo mercado, facto que diferencia os nossos alunos.

 

“É absolutamente enriquecedora a diversidade.”

 

Para além da sua atividade como académica, integra, também, o Conselho de Administração da AICEP, entre várias outras posições em diversas instituições, sendo mãe de 3 filhos. É fácil conciliar a vida profissional com a vida pessoal? Para as mulheres é mais difícil ainda?

Muitíssimo mais. Qualquer ideia de que as coisas estão a ficar equilibradas é completamente falsa. Evidentemente, que as coisas estão muito melhores, mas há ainda um desequilíbrio enorme e a pandemia veio agravar a situação. Temos uma visão muito tradicional do papel da mulher e isto é culpa da sociedade, não só dos homens, mas, também, das próprias mulheres. No início cheguei a ser contra as quotas, mas, hoje em dia, sou totalmente a favor, porque já percebi que se não for pela discriminação positiva não vamos lá. As quotas são uma forma de criar condições para haver uma oportunidade de mostrarmos o que valemos e daquilo que somos capazes. É verdade que já se vai ouvindo falar de alguns casos de sucesso e de mulheres com cargos importantes, mas ainda são poucos, porque ainda os conseguimos nomear. Só estaremos bem quando lhes perdermos a conta e quando for uma coisa normal.

 

A defesa da igualdade de género é uma das suas causas?

Faço questão de me envolver na defesa da igualdade de género. A diversidade é absolutamente enriquecedora, seja de género, de raça, de opções políticas ou religiosas ou de outro aspeto qualquer. Quanto maior for a diversidade, maior é a capacidade de se pensar de forma diferente e de se chegar a conclusões inovadoras. Tenho escrito sobre este assunto e, inclusivamente, também já orientei algumas teses na área. É muito importante que haja conhecimento científico objetivo sobre o tema. Tenho, também, uma preocupação muito grande em transmitir isto aos meus filhos. Para quem é mãe de rapazes, como é o meu caso, a preocupação deve ser ainda maior.

 

O que é que a move?

A minha família. É sempre a primeira coisa que me vem à cabeça quando que me perguntam isso. A família está no centro de tudo aquilo que faço e sou. Adoro trabalhar e adoro os projetos nos quais estou envolvida. Movem-me as causas em que acredito e das quais sou militante como a desigualdade social, a desigualdade de género, a desigualdade na distribuição de rendimento, a proteção dos mais frágeis.

 

21-04-2022

Docentes integram órgãos sociais da Fundação AEP

Sofia Salgado Pinto, docente da Católica Porto Business School, é um dos membros do novo Conselho de Administração da Fundação AEP. A nova equipa é liderada por Luis Miguel Ribeiro e integra também Fernando Paiva de Castro, Henrique Veiga de Macedo e Miguel Pinto

Para além do Conselho de Administração, os restantes órgãos sociais serão presididos por José António Barros (Conselho de Curadores) e pelo também docente da Católica Porto Business School Alberto Castro (Conselho Fiscal), ambos reconduzidos nos cargos. O Conselho Fiscal é ainda composto pelos vogais Henrique Cruz e pelos revisores  Santos Carvalho & Associados SROC S.A.

Os novos órgãos sociais da Fundação AEP foram eleitos para um mandato que se prolonga até 31 de dezembro de 2025.  

Recorde-se que a Católica Porto Business School, no âmbito da sua Formação Executiva, e a AEP gozam de uma relação de parceria de mais de 15 anos, parceria essa ainda anterior à constituição da Fundação AEP (reconhecida em Diário da República em Agosto de 2010).

21-04-2022

Rita Lobo Xavier assume Presidência da Comissão Portuguesa de Direito de Família e das Sucessões da ADFAS

A Prof. Doutora Rita Lobo Xavier assumiu no passado dia 23 de março a Presidência da Comissão Portuguesa de Direito de Família e das Sucessões da ADFAS (Associação de Direito de Família e das Sucessões)

A ADFAS é uma Associação brasileira, mas com âmbito internacional, com objetivos de incentivar o estudo, investigação, divulgação do Direito de Família e das Sucessões, promovendo a definição jurídico-institucional da Família, como núcleo fundamental da sociedade, a tutela dos direitos da personalidade dos membros da Família, segundo o princípio da monogamia nas relações conjugais, de casamento e de união de facto/união estável, incentivando a adoção de políticas públicas nestas áreas.

A sua Presidente e Fundadora é a Senhora Professora Doutora Regina Beatriz Tavares da Silva, Doutora e Mestre em Direito Civil pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. 

Embora com sede em São Paulo (Brasil) a ADFAS tem Comissões Internacionais na Argentina, Espanha e México.

21-04-2022

Mensagem de Páscoa da Presidente da Católica no Porto

Estimada Comunidade Académica da Universidade Católica Portuguesa, no Porto,

Aproxima-se um dia especial, o domingo de Páscoa. O dia em que o amor venceu a morte.

Este ano, ao contrário do ano passado, poderá haver oportunidades de encontros familiares, abraços, conversas. No entanto, vivemos tempos de incerteza. O mundo está diferente. Primeiro um vírus silencioso que nos aprisionou numa prisão sem grades, e agora uma guerra, que nos leva a refletir sobre os novos caminhos que a sociedade pode trilhar e qual o papel de cada um nesta mudança. Qual o compromisso de e com a humanidade?

A Páscoa ajuda-nos a olhar a vida sob múltiplos ângulos, a enfrentar a realidade com coragem, determinação e confiança, a alcançar o sentido mais amplo de tudo o que nos rodeia. A Páscoa é também renovação, recomeço. É tempo de também nós recomeçarmos – em cada um de nós e em comunidade. É este o apelo que nos deixa o nosso capelão Padre José Pedro Azevedo:

“Páscoa coloca-nos diante de uma notícia que todos esperamos ouvir hoje: a morte não é a última palavra e a esperança é a chave que abre caminhos novos à humanidade. 

A pandemia e agora a guerra parecem contradizer esta mensagem. No entanto, como comunidade académica devemos ter dentro este  horizonte de sentido, pessoal e coletivamente. Vamos contagiar todos com a esperança! 

Desejo a todos uma Santa Páscoa, cheia de contágios de esperança e vontade de recomeçar!

 

Isabel Braga da Cruz
Presidente

13-04-2022

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