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Research Grant - Project ALPHAMAIS

21-01-2022

Manuel Fontaine: “Para entender o Direito, temos de entender a humanidade!”

Devorador de livros desde criança e com origens familiares belgas, Manuel Fontaine achava que em adulto seria Engenheiro. Mas, afinal, não! O Direito acabou por ser uma surpresa na sua vida e é nesta área que se sente, verdadeiramente, feliz. Alumni da Universidade Católica e com especial gosto pela área do Direito Público, foi reconduzido como diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito pelo 4º mandato consecutivo. Assume que encara este cargo como uma “missão” e que se trata de um “trabalho extremamente aliciante”. A Inovação é uma das palavras de ordem do seu mandato e garante que a Escola do Porto está na “crista da onda do progresso no ensino do Direito”.

 

Quais são as grandes transformações que estão a acontecer na área do Direito?

As grandes transformações são a europeização/internacionalização e a digitalização. O Direito passa a ter de regular estes aspetos da vida comum e é essencial que a faculdade ofereça formação a este nível. Outro aspeto importante tem a ver com a prática do Direito. Como é que o mundo digital transforma o modo como os juristas, advogados e os juízes trabalham? Por exemplo, os advogados poderão ter de realizar menos tarefas repetitivas em massa e passarão a dedicar mais tempo ao raciocínio jurídico propriamente dito, isto é, na criatividade e na interpretação da lei. E o que é que isso significa para o nosso ensino? Significa que nós temos de saber dar resposta a estas necessidades, fomentando não só o raciocínio, mas, também, a criatividade, a capacidade de argumentação e de negociação.

 

Perante estas transformações, como é que olha para o Futuro do Direito?

Com grande entusiasmo! Procuramos estar e estamos, realmente, na crista da onda do progresso no ensino do Direito. Há dois anos, antes da pandemia chegar a Portugal, alguém me dizia com alguma graça “vem aí um tsunami” e eu “é verdade, mas o que precisamos é de surfar o tsunami!” e, portanto, o que precisamos é de fazer face às transformações que ocorrem com energia e vontade de aproveitar as oportunidades, projetando a Faculdade de Direito para o futuro!

 

É diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito desde 2013. Como é que encara este cargo?

Encaro como uma missão. É uma missão ao serviço dos nossos estudantes, ao serviço dos docentes e colaboradores e, claro, ao serviço da Universidade Católica. Apesar de todos os sacrifícios que a função exige, é, sem dúvida, um trabalho extremamente aliciante porque vejo passar à prática as ideias que temos e que ajudam a melhorar e a fazer crescer a faculdade.

 

“O segredo está nas pessoas que estão à nossa volta e com as quais trabalhamos.”

 

Que balanço é que faz dos seus dois últimos mandatos? 

Há uma frase que eu não esqueço do Presidente do Futebol Clube do Porto, clube do qual eu sou adepto. Numa entrevista que lhe fizeram, perguntaram “Qual é o segredo do seu sucesso?” e a sua resposta foi “o segredo do sucesso é rodear-me dos melhores”. Isto marcou-me, porque é precisamente aquilo que acontece também no cargo que eu ocupo e é isso que também marca estes últimos mandatos. O segredo está nas pessoas que estão à nossa volta e com as quais trabalhamos.

 

Quais foram as principais conquistas do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos?

Ao longo destes dois últimos mandatos fizemos uma aposta grande no corpo docente. Empenhamo-nos em promover a formação dos professores que já cá estavam connosco e em contratar, também, docentes de outras universidades. Acredito no potencial da diversidade e, hoje, posso afirmar que temos um corpo docente mais sólido. Para além disto, também é importante referir que houve uma aposta na renovação do corpo de funcionários. Tudo isto é imprescindível para o sucesso destes anos. A Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão marca também estes últimos anos, porque reflete a aposta na interdisciplinaridade e porque constitui um projeto completamente inovador, tão inovador que não existe nada igual a nível nacional e com tanto sucesso. Apostamos, também, na criação de um centro de investigação nacional - que até já recebeu por duas vezes a avaliação de Muito Bom pela FCT – e apostamos, também, numa maior abertura e numa maior colaboração nacional. A Faculdade de Direito da Universidade Católica é uma realidade nacional, constituída pela Escola do Porto e pela Escola de Lisboa, e esta colaboração deve ser mantida e fomentada, razão pela qual continuará a ser, também, uma das prioridades para o meu próximo mandato.

 

Como é que se dá a descoberta do Direito na sua vida?

Isso é muito curioso, porque o que estava nos meus planos era seguir Engenharia Eletrónica. Até que, quando comecei a projetar a minha vida e a pensar que ia entrar em breve na universidade, me apercebi de que, afinal, não é era bem o que eu queria. Embora, também não soubesse o que queria realmente! Acabei por constatar que as disciplinas que eu mais tinha gostado no secundário eram as de filosofia e de português e que talvez o meu caminho fosse por aí…. Foi neste contexto que se colocou a hipótese do Direito. Na altura, a Católica no Porto oferecia a possibilidade de se frequentar um ano zero, que equivalia ao 12º ano. Acabei por me candidatar, ainda sem saber bem se era o que eu queria. A verdade é que no final do 1.º ano do curso tive a certeza de que esta escolha, um bocadinho arriscada, tinha sido a acertada! Senti que estava no caminho certo.

 

Será que em criança já algo indiciava de que a sua área era a das humanidades?

Pode-se dizer que eu era o protótipo daquilo que se chama de nerd, não é? Adorava ler, devorava tudo o que eram livros. Os meus pais tinham uma biblioteca muito diversificada em casa e, portanto, sempre fui habituado a ler e em várias línguas. A minha mãe é belga e, por isso, a minha língua materna foi o francês e, quase ao mesmo tempo, o português. Mas, para além disto, fiz aquilo que todas as crianças fazem: o meu desporto era o Ténis e gostava de carros! 

 

“O direito situa-se entre a ciência, a técnica e a arte.”

 

Pode-se concluir que o Direito foi uma descoberta surpreendente?

Sim, foi uma grande surpresa para mim. Especialmente para mim que, anteriormente, achava que ia seguir Engenharia e que tinha feito o liceu com disciplinas de Eletrónica, Física, Química. Mas acabei por sentir que estava, realmente, no sítio certo. Gostei imenso de fazer o curso principalmente porque o Direito tem uma imensa vertente humanista. Em Direito, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não se decoram as regras dos códigos porque para isso temos os códigos ao nosso lado. O que aprendemos é o seu enquadramento. O direito situa-se entre a ciência, a técnica e a arte. Para conseguirmos entender devidamente o Direito e para o conseguirmos aplicar, temos de entender a humanidade.

 

Foi reconduzido como diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito para o triénio 2022-2025. Quais são os principais desafios do mandato que agora começa?

Um dos primeiros desafios tem que ver com o ensino online e com a forma como aproveitamos as oportunidades que a pandemia nos trouxe.  O ensino online é uma grande oportunidade, mas ainda temos de perceber qual é o equilíbrio adequado entre o ensino presencial e o online. Este vai ser um dos grandes desafios para os próximos 3 anos. Outro dos desafios é o da internacionalização. Neste mandato queremos aumentar a oferta formativa em língua inglesa, para que possamos captar mais alunos estrangeiros, e queremos oferecer LLMs. Para além disto, continuo empenhado em aproveitar uma das grandes potencialidades do nosso campus que é a interdisciplinaridade: uma Dupla Licenciatura em Direito e em Psicologia é uma das metas definidas até 2025. Outro dos objetivos, prende-se com a criação de uma clínica legal, que preste aconselhamento jurídico a pessoas com mais dificuldades económicas. Com esta iniciativa estamos a servir a comunidade e estamos a permitir que os nossos estudantes ponham em prática os conhecimentos adquiridos. Alicerçado a tudo isto, é sempre prioridade e nossa obrigação continuar a manter e a fomentar o ensino personalizado e a proximidade entre toda a comunidade.

 

Enquanto alumni, docente e diretorda Escola do Porto da Faculdade de Direito em que é que considera que estudar Direito na Católica é diferente de estudar noutra universidade?

A Universidade Católica é muito exigente. Não somos uma fábrica de diplomados, nem pouco mais ou menos. Exigimos muito dos nossos alunos porque queremos retirar o melhor deles e aqui reside também a nossa diferença e a vantagem em se estudar connosco. Paralelamente a isto, há um conjunto de fatores, de iniciativas e de oportunidades que fazem com que estudar na Católica seja uma opção de valor: o ensino personalizado e de proximidade; a possibilidade de se estudar num campus multidisciplinar; o International Law Program, que oferece aos estudantes a possibilidade de frequentarem um conjunto de cadeiras em língua inglesa; muitas iniciativas que promovem o desenvolvimento de diferentes competências, como o ADN Jurista; um programa de transição do ensino secundário para o ensino superior; a oferta de um grande número de cadeiras opcionais, permitindo que os alunos possam organizar o seu percurso e o seu plano de estudos; o apoio na transição para o mercado de trabalho; e entre outros.

 

Isso implica que a Escola do Porto da Faculdade de Direito esteja em constante inovação …

A Faculdade de Direito tem a inovação no seu ADN! Estamos constantemente a pensar no que é que podemos fazer de diferente para incrementar valor à nossa oferta. E para sabermos o que é que temos de transformar temos de compreender o que se está a transformar à nossa volta.

 

“Desempenho uma atividade que me realiza imenso e que me faz gostar do que faço todos os dias, venho sempre para a universidade com muito entusiasmo.”

 

Quer seja no seu trabalho, enquanto diretor e enquanto docente, ou quer seja na sua vida pessoal, em sua casa, com a sua família e nos seus tempos livres, o que é que realmente o anima?

Acho que a questão é muito mais simples do que essa, porque eu não tenho motivo algum para o desânimo.  Desempenho uma atividade que me realiza imenso e que me faz gostar do que faço todos os dias, venho sempre para a universidade com muito entusiasmo. E, claro, na minha família sou intensamente e verdadeiramente feliz. Como é que nestas circunstâncias poderia andar desanimado? Para além disto, há algo fundamental para mim que é a fé. Tenho fé de que alguém cuida de nós e eu só posso estar muito agradecido.

20-01-2022

Católica Porto Business School Integra CFA University Affiliation Program

A Católica Porto Business School, através do Mestrado em Finanças, é o mais recente membro do CFA University Affiliation Program, a associação mundial de profissionais de investimento. Com este reconhecimento, a Escola passa a integrar um grupo restrito de programas nacionais reconhecidos pelo CFA Institute e os alunos da Católica Porto Business School passarão a ter acesso a workshops, competições e eventos exclusivos sobre temas financeiros.

Paulo Alves, Diretor do Mestrado em Finanças, reconhece também a importância desta certificação, que garante um altíssimo nível de exigência e qualidade: “O Mestrado em Finanças tem por objetivo desenvolver as dimensões profissional e humana dos nossos alunos, para que tenham as competências necessárias para promover a criação de valor social e económico no exercício das suas funções. A nossa preocupação contínua com a exigência e atualidade do programa curricular é agora reconhecida pelo CFA Institute. Esta distinção é motivo de orgulho para a Católica Porto Business School e reforça a nossa responsabilidade em oferecer um ensino de qualidade e diferenciador.”

“É com muito gosto que, em nome da CFA Society Portugal, dou os parabéns à Católica Porto Business School por estar agora integrada no Affiliation Program do CFA Institute.É incontestável o crescente reconhecimento da designação CFA no meio Universitário, e a Católica Porto Business School junta-se agora a um conjunto de Universidades portuguesas reconhecidas pelo CFA Institute. Este reconhecimento internacional demonstra o valor da complementaridade entre a certificação CFA e a formação académica.” – afirma Marcos Soares Ribeiro, CFA – Presidente da CFA Society Portugal. O CFA Institute é uma associação global de profissionais de investimento, que atua como defensora do comportamento ético nos mercados de investimento e uma fonte respeitada de conhecimento na comunidade financeira global. A sua missão é criar um ambiente em que os interesses dos investidores vêm em primeiro lugar, os mercados funcionam no seu melhor e as economias crescem. A Organização oferece a certificação Chartered Financial Analyst (CFA), o Certificado Investment Performance Measurement (CIPM), a Certificação Investment Foundations e o Certificado ESG Investing.

Existem mais de 170.000 detentores de CFA®️ charterholders em todo o mundo. O CFA Institute possui nove escritórios em todo o mundo e existem sociedades de membros locais espalhadas por 165 países. Para mais informações, visite www.cfainstitute.org.

20-01-2022

Católica participa no III Encontro Nacional sobre Responsabilidade e Ensino Superior

O III Encontro Nacional sobre Responsabilidade e Ensino Superior, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Direção Geral do Ensino Superior, decorreu em formato on-line no passado dia 14 janeiro de 2022. 

A iniciativa promovida pelo ORSIES (Observatório para a Responsabilidade Social e Instituições de Ensino Superior), contou com a presença de mais de uma centena de pessoas, a maioria representantes das 29 instituições de ensino superior (IES) pertencentes a esta rede.

A Universidade Católica Portuguesa apresentou as atividades do  grupo de trabalho Aprendizagem-Serviço, grupo dinamizado por Ana Maria da Costa Oliveira, da Faculdade de Ciências Humanas em Lisboa e Carmo Themudo, da Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) no Porto. 

O encontro contou ainda com a apresentação dos projetos, Transforma Portugal, Práticas Inspiradoras de Responsabilidade Social e ainda a apresentação do relatório dos Indicadores de Responsabilidade Social – O autodiagnóstico das IES.

No final, encerrou a sessão o Senhor Ministro Manuel Heitor (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), que agradeceu o importante papel que as IES têm vindo a fazer ao nível da responsabilidade social e sustentabilidade, sobretudo contribuindo para o aumento significativo de estudantes envolvidos nestas práticas.

Segundo a organização “Foi um momento de celebração e partilha dos projetos que a nossa rede tem desenvolvido nestes anos de pandemia, assegurando que é possível continuar a trabalhar e a desenvolver ligações entre todos”.


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19-01-2022

Curta-metragem de Carlos Lobo selecionada para 72ª edição da Berlinale

 



Aos Dezasseis, curta-metragem do realizador e professor da Escola das Artes Carlos Lobo, foi selecionada para 72ª edição da Berlinale - Berlin International Film Festival. A curta-metragem integra a Competição Generation 14Plus, dedicada a obras contemporâneas que exploram a vida e o mundo juvenil, e fará sua estreia mundial no festival alemão.

O filme nasce da experiência pessoal do realizador, que quis escrever uma carta de amor à beleza da juventude e a todas as suas lutas, esperanças e frustrações.

"Não consigo imaginar uma estreia internacional melhor para um filme que foi rodado com uma equipa muito pequena e a trabalhar apenas com miúdos locais. Penso que é um prémio para todos que acreditaram e investiram o seu tempo nesta história de crescimento e de procura de afirmação de uma personalidade", afirma o realizador Carlos Lobo.

Alumni da EA integram a equipa técnica da produção: Miguel Santa, André Guiomar, Tiago Carvalho, Luís Costa e Maurício d'Orey. O filme também teve a colaboração do professor da EA e supervisor de composição digital Ricardo Ferreira nos efeitos especiais.

Aos Dezasseis foi produzido por Olhar de Ulisses e Cimbalino Filmes, e distribuído pela Agência da Curta Metragem. O projeto tem financiamento do Município de Guimarães e Compete 2020. A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa apoia a produção.
 

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14-01-2022

Docentes da FEP e investigadores do CEDH publicam artigo conjuntamente com Alumnus na revista Neuropsychiatrie de l'enfance et de l'adolescence

Lurdes Veríssimo, Pedro Dias e Alexandra Carneiro, docentes da FEP e investigadores do CEDH, conjuntamente com Diana Santos, alumnus do Mestrado em Psicologia da FEP, publicam artigo na revista "Neuropsychiatrie de l'enfance et de l'adolescence". O artigo, intitulado "Low academic achievement as a predictor of test anxiety in secondary school students", resulta da dissertação de Mestrado em Psicologia de Diana Santos. O estudo evidencia que um baixo rendimento académico prediz níveis elevados de ansiedade aos testes em estudantes do ensino secundário.

Veríssimo, L., Dias, P., Santos, D. & Carneiro, A. (2022). Low academic achievement as a predictor of test anxiety in secondary school students. Neuropsychiatrie de l'enfance et de l'adolescence. Doi: https://doi.org/10.1016/j.neurenf.2021.12.002
 

14-01-2022

Nomeada a Direção da Faculdade de Direito para 2022-2025

No dia 10 de janeiro, deu-se a Cerimónia de tomada de posse da Direção da Faculdade de Direito, na Reitoria da Universidade Católica em Lisboa.

Para o triénio de 2022-2025, o Magno Chanceler nomeou os seguintes cargos:

Diretor da Faculdade de Direito

Prof. Doutor José Augusto Lobo Moutinho, Professor Associado da Faculdade de Direito

Diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito

Prof. Doutor Manuel António Fontaine de Campos, Professor Associado da Faculdade de Direito

Diretora da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito

Prof. Doutora Ana Maria Taveira da Fonseca, Professora Auxiliar da Faculdade de Direito

Director da Católica Global School of Law

Prof. Doutor Luís Miguel Poiares Pessoa Maduro, Professor Catedrático da Faculdade de Direito

De acordo com Manuel Fontaine, o plano estratégico da Escola do Porto fixa um conjunto de metas a atingir até 2025, como a Dupla Licenciatura em Direito e em Psicologia, a oferta do mestrado em língua inglesa, a oferta de dois ou três LLMS, a oferta de mais duplos graus com universidades estrangeiras, a criação de uma verdadeira clinica legal, a inovação contínua nos métodos pedagógicos e a exploração adequada do ensino online, a criação de condições para que o Centro de Estudos e Investigação em Direito tenha a classificação de Excelente, a criação de programas que potenciem o desenvolvimento ético dos estudantes e, ainda, a criação de condições para que nenhum estudante com dificuldades económicas deixe de frequentar a Escola por esse motivo, entre outros.

Os membros do Conselho de Direção da Escola do Porto nomeados pela Reitora tomaram posse na mesma ocasião:

Diretora-adjunta e Coordenadora para a Inovação Pedagógica

Prof. Doutora Marta Vaz Canavarro Portocarrero Carvalho, Professora Auxiliar da Faculdade de Direito

Coordenadora do Doutoramento

Prof. Doutora Sofia Oliveira Pais Cunha, Professora Associada da Faculdade de Direito

Coordenadora dos Mestrados

Prof. Doutora Catarina Isabel Tomaz Santos Botelho, Professora Auxiliar da Faculdade de Direito

Coordenadora da Licenciatura

Prof. Doutora Ana Teresa Da Silva Ferreira Ribeiro, Professora Auxiliar da Faculdade de Direito

Coordenador da Internacionalização

Prof. Doutor Pedro Miguel Fernandes Freitas, Professor Auxiliar da Faculdade de Direito

Para a Reitora Isabel Capeloa Gil, “este é um momento feliz para a instituição, de afirmação renovada de confiança no serviço de liderança e no empenho do projeto da Universidade Católica Portuguesa.”

13-01-2022

Católica Porto Business School lança novo Double Degree internacional em Gestão

A Católica Porto Business School, em parceria com a Corvinus University of Budapest, tem, na sua oferta formativa de segundo ciclo, um novo programa de double degree. Em apenas dois anos os estudantes obtêm dois diplomas: um em Gestão pela Católica Porto Business School e outro em Marketing ou em Gestão Informática pela Corvinus University of Budapest. 

É com enorme entusiasmo que a Católica Porto Business School dá início a este conjunto de programas de mestrado Double Degree com a Corvinus University of Budapest, juntando-se aos que já temos em funcionamento com Lancaster University Management School e com Aston Business School”, refere Gonçalo Faria, diretor do 2º Ciclo da Católica Porto Business School. ”É nossa convicção que se trata de propostas de alto valor acrescentado para os nossos alunos, permitindo-lhes o enriquecimento do seu curriculum em instituições com as mais elevadas acreditações internacionais, o alargamento das suas redes e desse modo uma experiência internacional académica e pessoal de excelência”.

O double degree está em linha com a importância cada vez maior da exposição académica internacional dos estudantes e com a estratégia de internacionalização da Católica Porto Business School (CPBS). A seleção dos candidatos é efetuada pela Católica Porto Business School e comunicada à Corvinus University of Budapest. No primeiro ano deste programa, os estudantes devem frequentar as aulas da Católica Porto Business School e no segundo ano transitam para Budapeste. A dissertação será realizada e apresentada na instituição de origem dos estudantes.

Com um número muito limitado de vagas, para se candidatarem a este double degree, entre a Católica Porto Business School a Corvinus University of Budapest, os candidatos devem possuir um excelente currículo académico e científico.

13-01-2022

Inês Moreira: “A missão de ajudar, colaborar e ser capaz de melhorar a vida do outro”

21 anos, natural do Porto, estudante do 3º ano da licenciatura em Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde da Católica no Porto. É na Enfermagem que projeta o seu futuro porque o que a fascina é a possibilidade de ser próxima das pessoas. Depois de uma infância animada, assume que o que a faz acordar todos os dias de manhã é a vontade em dar a sua voz por uma causa. Prova disso é ser Presidente da Associação de Estudantes do ICS pelo 2º mandato. A bandeira desta sua missão? Ser a voz dos estudantes e ser capaz de criar pontes. Cheia de energia e sem nunca cruzar os braços, a futura Enfermeira Inês assume que é ambiciosa e que pelos seus sonhos está disposta a trabalhar e a não desistir.

O que é que os seus 21 anos já lhe trazem?

Acho que só com 21 é que atingi a maioridade. Eu sinto que só hoje é que me estou a conhecer verdadeiramente e que estou a assumir inteiramente as minhas responsabilidades cívicas. Depois deste último ano de pandemia, sinto que cresci muito e é agora com 21 anos que me sinto adulta.

 

O que é que marcou a sua infância?

Eu tive uma infância muito feliz, muito agitada e ocupada. Andei no basquetebol e na natação, andei, também, nos escuteiros, na guitarra e no piano. A minha infância foi muito vivida e os meus pais, sem saberem, acabaram por fazer com que eu aprendesse imensa coisa desde pequena: a gerir o meu tempo, a organizar-me em tudo e a ter sempre muita energia e muita vontade. Para além disto, cresci sempre aqui no Porto, mais concretamente na Baixa do Porto. O Porto é uma cidade que eu adoro e quanto mais viajo mais percebo que esta é a minha casa e que é aqui que eu sou feliz.

 

Quando é que surgiu o gosto pela área da saúde e por ajudar o outro?

Desde pequena que gostava de acompanhar as consultas no pediatra com a minha irmã mais nova e sempre fui fascinada por livros sobre o corpo humano.  Sempre adorei ver com o pai aquelas séries do estilo do Dr. House, adorava ver operações e era muito curiosa por perceber e por compreender o que estavam a fazer. O gosto em ajudar o outro acho que também está relacionado com o facto de ter sido escuteira e de sempre ter sentido muito a missão de ajudar, colaborar e ser capaz de melhorar a vida do outro.

 

Ao longo da licenciatura como é que tem sido a sua experiência de proximidade com os professores?

Os professores são todos enfermeiros, conhecem muito bem a realidade que será o nosso futuro. No fundo, vamos ser todos futuros colegas, não é? Os professores estão sempre à distância de uma chamada, de uma mensagem ou de um email. Mas mais importante que isto é que a missão dos professores é ensinar a enfermagem, que no fundo é ensinar a cuidar de pessoas. Os professores, através de uma proximidade muito grande, conseguem transpor a responsabilidade da Enfermagem, não nos assustando, mas mostrando que temos que ter gosto pela profissão. O facto de o curso ser muito prático e de ter muitos ensinos clínicos também propicia uma proximidade muito grande porque trabalhamos em grupos muito pequenos e muitas horas seguidas. A proximidade que os professores têm connosco e o ensino próximo da Católica é a melhor forma de nos ensinarem Enfermagem porque é uma profissão muito ligada às pessoas e que exige muita cumplicidade e proximidade.

 

“É isto que me move, é isto que me faz feliz, dar voz e cara por um propósito”

 

Onde é que a podemos encontrar aqui pelo campus?

Na associação de estudantes! É onde eu estou sempre. Se eu não atender o telefone, já sabem onde muito provavelmente me poderão encontrar. Para além disso, os laboratórios de ensaio clínico no Edifício do Restauro também são especiais.

 

Enquanto Presidente da Associação de Estudantes ou enquanto militante de um partido de onde é que surge a vontade de querer ser a voz de alguém ou de alguma causa?

Eu sempre quis ser a voz de alguma causa, sempre fui reivindicativa e sempre senti capacidade de liderar. É isto que me move, é isto que me faz feliz, dar voz e cara por um propósito. É isto que me faz acordar todos os dias de manhã.

 

O seu primeiro mandato foi vivido em plena pandemia …

Sim, foi logo uma experiência totalmente diferente. Como é que se é Presidente de uma Associação de Estudantes à distância? Estar em casa sem poder ter contacto com as pessoas foi muito difícil porque tornou ainda mais exigente a missão de ser Presidente. O primeiro mandato acabou por ser aproveitado para regressar à base e arrumar os cantos à casa que bem precisava. Não havia Associação de Estudantes do ICS-Porto há praticamente 6 anos. Foi preciso organizar a parte burocrática e, em paralelo, fazermo-nos presentes mesmo quando a distância dos alunos era grande. Com este segundo mandato já foi possível começar a pegar em coisas mais palpáveis e fazer acontecer, nomeadamente, por exemplo, dar início ao processo de entrada da nossa AE na Federação Académica do Porto.

 

Quais são as principais bandeiras do seu mandato?

Queremos ser próximos dos alunos com tudo o que isso implica. Queremos promover palestras e momentos de discussão e partilha, por exemplo, organizamos em conjunto com a Faculdade de Educação e Psicologia uma palestra sobre o tema da saúde mental na gestão do stress durante a época de exames. Queremos, também, organizar festas e jantares de curso, queremos colocar ao dispor dos alunos os meios que lhes permitam ser melhores alunos e enfermeiros, por exemplo, fechamos uma parceria com uma app destinada a ajudar os enfermeiros no seu dia-a-dia ou os estudantes nos ensinos clínicos. Por fim, e não menos importante, estamos empenhados e é nosso compromisso fazer a ponte entre os alunos e os professores e também entre os alunos do ICS-Porto e os restantes alunos da Católica no Porto. Queremos facilitar e promover o encontro entre todos e as Associações de Estudantes têm um papel essencial nisto até porque somos todos estudantes da Católica no Porto, somos e representamos uma só Universidade.

 

“O meu lema de vida é ser capaz de olhar para as coisas más e ver coisas positivas e eu acho que também foi por isso que escolhi ser Enfermeira.”

 

Na sua opinião, o que é que faz de si uma boa líder?

Acho que é a minha capacidade de gestão de pessoas e de situações. Desde pequenina que aprendi a gerir o meu tempo, a conviver em ambientes distintos e a gerir personalidades diferentes. Para além disso, sou, também, uma pessoa muito disponível. Os estudantes de enfermagem têm visto coisas que há muito tempo não viam e isso é resultado do trabalho que eu tenho realizado em conjunto com a minha equipa. Eu, enquanto líder, sou a cara do projeto, mas só em equipa é que somos capazes de fazer grandes coisas.

 

De que forma é que com a pandemia os estudantes de enfermagem terão sentido a sua missão reforçada?

Nós vivemos intensamente a pandemia, porque enquanto estagiários acompanhamos de perto muitos doentes. Andávamos para trás e para a frente sempre acompanhados da declaração para podermos circular. Durante o período mais crítico da pandemia, os enfermeiros eram a companhia das pessoas. Havia doentes internados durante três meses sem poderem receber a visita de um único familiar. Nós éramos a companhia deles.

 

Como é que gere as expectativas que tem com o seu futuro?

Não olho para o futuro nem desanimada, nem superconfiante. Olho com realismo, mas com vontade de que seja diferente e isso só é possível se formos capazes de fazer das coisas más, coisas boas. Por exemplo, a pandemia trouxe muita coisa má, mas também trouxe coisas boas. O meu lema de vida é ser capaz de olhar para as coisas más e ver coisas positivas e eu acho que também foi por isso que escolhi ser Enfermeira. Um enfermeiro tem de fazer diariamente este exercício. Vamos receber diariamente notícias de que alguém pode ter poucos dias de vida, mas mesmo assim vamos ter de ser capazes de fazer com que esses dias sejam bons.

 

O que sonha fazer depois de terminado o seu curso?

Eu adoro comunicar, adoro conviver, adoro socializar, principalmente com todo o tipo de idades: bebés, crianças, idosos, adultos. Este gosto por trabalhar com idades tão diferentes tem-me feito pensar que se calhar aquilo que eu quero é trabalhar num Centro de Saúde. Não gosto de rotinas e num centro de saúde dificilmente encontrarei monotonia. Há muita gente que ainda desconhece a existência de um enfermeiro de família, por exemplo. Gosto da ideia de poder acompanhar a evolução das pessoas e de conhecer a história de vida delas. Para além disto, também gostaria de estar ligada à enfermagem desportiva e quem sabe se ligada ao Futebol Clube do Porto, clube do qual sou sócia antes de ter sido registada como cidadã portuguesa (risos)!

 

Atualmente, integra a Assembleia de Freguesia da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto. Também imagina o seu futuro com ligações à política?

Sim, idealmente quero conseguir alinhar a enfermagem com a política. Por exemplo, na Ordem dos Enfermeiros ou quem sabe um dia ser a Ministra da Saúde. Vou querer que estas duas áreas estejam ligadas porque sinto que aqui posso contribuir e servir.

 

E o que é que está disposta a fazer pelos seus sonhos?

Sou muito ambiciosa e estou disposta a trabalhar o que for preciso para chegar ao topo. Dando sempre o meu melhor e colocando as minhas qualidades ao serviço dos outros.

 

12-01-2022

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