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Mariana Rossi: “Com o voluntariado abro-me a realidades diferentes e aprendo a adaptar-me a elas.”

Mariana Rossi tem 22 anos, vive em Santo Tirso, licenciou-se em Psicologia na Faculdade de Educação e Psicologia e, atualmente, frequenta o Mestrado em Psicologia da Educação e Desenvolvimento Humano na mesma faculdade. Começou por achar que seguiria Medicina, mas a vontade de compreender as pessoas levaram-na para a Psicologia. Foi através da CAtólica SOlidária, da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa, que começou a fazer voluntariado e até hoje nunca mais parou: “No voluntariado aprendo a lidar com pessoas e o meu futuro vai ser a lidar com pessoas.” Muito ativa e sempre com energia, Mariana Rossi garante que quer ser “parte da construção de um futuro melhor.”

 

De que forma é que o voluntariado ajuda a formar melhores profissionais?

O voluntariado abre-nos para a sensibilidade e para a importância da compreensão. No meu caso concreto, o voluntariado ensina-me a saber lidar com pessoas e o meu futuro vai ser a lidar constantemente com pessoas e a perceber como é que as pessoas se sentem e de que forma é que eu as posso ajudar. Com o voluntariado abro-me a realidades diferentes e aprendo a adaptar-me a elas.

 

“A excelente formação que oferece vai refletir-se na garantia de um futuro profissional cheio de oportunidades.”

 

Porquê a escolha por estudar Psicologia?

Desde os meus 13 anos que a minha ideia era estudar Medicina, mas por volta do 11º ano comecei a perceber que afinal não gostava assim tanto de biologia e que se calhar não era a Medicina que me ia realizar. Ainda quando eu queria medicina, o meu fascínio era mais orientado para a parte mental e psíquica e não tanto para a dor física. Seguindo esta minha lógica, acabei por me perguntar “Porque não Psicologia?”. Psicologia respondia àquilo que eu queria. Foi uma descoberta muito pessoal, porque eu não tinha nenhuma referência nesta área, mas acabei por ir explorando e por perceber que o meu caminho era por aqui.

 

E como surge a escolha de estudar Psicologia na Católica?

Eu tinha entrado na universidade pública, mas acabei por optar por vir para a Faculdade de Educação e Psicologia da Católica. Já tinha muito boas referências desta universidade porque a minha mãe estudou aqui e foi sempre quem mais me aconselhou. A escolha pela Católica residiu no facto de ser uma universidade muito conceituada e também porque a excelente formação que oferece vai refletir-se na garantia de um futuro profissional cheio de oportunidades. Também me aconselhei com uma amiga minha que já estudava aqui e que me falou muito bem da sua experiência. Pode-se dizer que não foi uma decisão difícil de tomar porque todos os caminhos apontavam para aqui.

 

“Tentamos seguir o exemplo de Jesus: no nosso serviço, na forma como nos relacionamos com as pessoas e também no desprendimento. “

 

Quais são os pontos diferenciadores de estudar na Católica?

Eu acho que uma marca óbvia é a proximidade que nós temos com os professores. Os professores sabem o nome de cada aluno e isso é muito diferenciador. Outro aspeto marcante é o conjunto de atividades e de oportunidades de desenvolvimento que a Católica oferece aos seus estudantes. Apesar de, atualmente, ser estudante do Mestrado em Psicologia, não sinto que seja apenas uma aluna deste curso específico. Sinto, sim, que sou uma estudante que usufrui muito para além das aulas do meu mestrado porque há um conjunto muito grande de oportunidades que me formam enquanto profissional e, mais importante ainda, enquanto pessoa.

 

E nesse leque variado de atividades que a Católica oferece, o voluntariado ocupa um lugar importante …

Sem dúvida! Eu envolvi-me logo quando entrei na Católica, porque já era uma vontade minha. Mal soube que ia haver a sessão de apresentação da CAtólica SOlidária inscrevi-me. Durante o primeiro e o segundo ano da licenciatura, estive a fazer voluntariado com crianças numa associação onde ajudava nos trabalhos de casa e colaborava noutras atividades. No terceiro ano, já estive encarregue de gerir um grupo de voluntários. Em paralelo, participei na preparação para o GAS’África e fui em missão em 2020. Não fui para África por causa dos constrangimentos relacionados com a pandemia, mas fiz a minha missão no Algarve e realizei trabalhos junto de um acampamento de ciganos, de uma casa de acolhimento, de uma família de refugiados e até de pessoas desempregadas que precisavam de formação. Foram cinco semanas muito intensas e muito boas e eu sinto uma identificação muito grande com o projeto, com o qual ainda colaboro. As missões do GAS’África têm como pilares o Serviço, a Comunidade, a Simplicidade e a Oração. Naquilo que fazemos tentamos seguir o exemplo de Jesus: no nosso serviço, na forma como nos relacionamos com as pessoas e também no desprendimento.

 

O que é que aprendeu durante essa missão?

Nesta missão aprendi que dentro do meu país há realidades muito diferentes. Teve muito impacto em mim, porque me abri a situações que desconhecia e que durante 5 semanas fizeram parte do meu dia-a-dia. Em Portugal há mesmo muito trabalho para se fazer. Às vezes, distraímo-nos com o que vemos lá fora e esquecemo-nos que o nosso país também precisa de voluntários. Eu fiz a formação do GAS’África para ir para África e acabei por calhar no Algarve e ainda bem. Fez todo sentido que essa tivesse sido a minha missão.

 

“Porque não ir a um psicólogo quando, também, se está bem? É preciso normalizar!”

 

Terminada a licenciatura, porquê a escolha do Mestrado em Psicologia da Educação e Desenvolvimento Humano?

É este mestrado que me coloca em contacto com os contextos com os quais eu trabalhei durante a minha missão no Algarve. Contrariamente ao que eu achava quando entrei na licenciatura, acabei por me aproximar mais desta área e o voluntariado foi muito importante nesta descoberta. Dentro desta área ainda estou a explorar as várias possibilidades porque são muitas e eu gosto de várias.  Receio que não vá ser uma escolha fácil (risos).

 

Que características considera indispensáveis num bom psicólogo?

Um bom psicólogo tem de ser empático e criativo. Empático porque sem empatia um psicólogo não consegue pôr-se no lugar da outra pessoa para o compreender e criativo porque é com criatividade que vai conseguir adaptar-se a diferentes realidades e conseguir arranjar formas de as ajudar.

 

“O poder está na minha mão.”

 

Acha que a sociedade está mais alerta para a importância de cuidarmos da nossa saúde mental?

Ainda há muito caminho a percorrer… A pandemia foi um alerta e mesmo a guerra na Ucrânia também o está a ser. A sociedade tem um estigma enorme em relação à saúde mental. Há uma vergonha muito grande em dizer-se que se vai ao psicólogo, provavelmente porque ainda se mantém a ideia de que os psicólogos são para malucos e que só se vai a um psicólogo quando se está em delírio. Porque não ir a um psicólogo quando, também, se está bem? É preciso normalizar!

 

O que é que a move?

O que me move é perceber que tenho o poder de fazer alguma coisa ou de mudar alguma coisa, ainda que de forma pequena, na vida das outras pessoas ou até na minha. No fundo, o poder está na minha mão e, por isso, não é sentada no sofá ou deitada na cama que vou ser útil para o mundo. O que dá sentido à minha vida é esta possibilidade de fazer coisas, de criar, de me envolver e de ser parte da construção de um futuro melhor. Espero consegui-lo ao longo da minha vida, quer seja com a minha família, na minha profissão, no voluntariado que realizo ou na forma como me relaciono com as pessoas.

 

24-03-2022

Ink and Motion decorre nos dias 23, 24 e 25 de março na Escola das Artes

A primeira edição da Ink and Motion, conferência internacional de Animação e Banda Desenhada, decorre entre os dias 23 e 25 de março na Escola das Artes. A conferência terá como conferencistas principais os realizadores Abi Feijó e Michael Dudok de Wit. O programa ainda conta com a presença dos realizadores Jorge Ribeiro, Paulo Patrício e Sofia Neto.

Esta conferência constitui-se como uma plataforma interdisciplinar pioneira em Portugal, promovendo um diálogo entre os campos da Animação e da Banda Desenhada. Respondendo a um crescente interesse artístico e académico nestes dois media e aos novos desafios conceptuais, práticos e teóricos que colocam, sentimos a necessidade de criar um espaço para académicos e artistas discutirem ideias sobre estas matérias.

Estas são muito dinâmicas e frequentemente fundamentam algumas das mais bem sucedidas produções cinemáticas do nosso tempo. Como tal, marcam lugar cada vez mais na consciência mainstream, atraindo uma vasta audiência e reconhecimento crítico.

Alunos da Escola das Artes e investigadores do CITAR estão isentos de taxa de inscrição.
 


 

 

21-03-2022

Marta Correia: “A Nutrição é, provavelmente, a área com maior potencial de promover a saúde de forma sustentável e eficaz.”

Chama-se Marta Correia e é a atual coordenadora da licenciatura em Ciências da Nutrição da Escola Superior de Biotecnologia. Docente e investigadora por paixão, assume-se como uma curiosa que não se satisfaz. É na investigação que “com criatividade” consegue dar resposta às questões científicas e é na docência que partilha conhecimento e que se sente desafiada pelos seus estudantes. É mãe, gosta muito de ler, de música e de cinema e é, também, praticante de Iyengar ioga. Prato favorito? Comidas tipicamente mediterrânicas como ovos escalfados com ervilhas. Nesta entrevista, Marta Correia fala-nos sobre o seu percurso profissional, sobre a importância da alimentação e o longo caminho que ainda há a percorrer rumo a uma alimentação mais saudável e sustentável.

 

É verdade que “somos aquilo que comemos”?

Claro que sim. A nutrição e a dieta interagem com o nosso potencial genético, influenciando a saúde, e também os nossos hábitos de sono, a nossa performance física e as nossas emoções. O nosso potencial de nos concretizarmos em corpo, em órgãos, em ações e em crescimento celular depende muito dos nutrientes que comemos e, por isso, não há dúvida alguma de que a Nutrição ocupa um papel muito especial.

 

Qual é o seu prato favorito?

Ervilhas com ovos escalfados e favas estufadas com coentros (risos). Gosto muito de comer e estas são as minhas comidas favoritas, são pratos muito mediterrânicos.

 

“A nutrição está na interface de inúmeras outras áreas, a nutrição é esta linguagem que se fala em todos os sítios.”

 

Porquê a escolha de estudar Ciências da Nutrição?

Quando escolhi estudar Ciências da Nutrição, não tinha sequer perceção deste mundo imenso. Estamos a falar da década de 90 e, por isso, refiro-me a tempos muito diferentes dos de hoje em dia. Quando ingressei na faculdade, eu não tinha qualquer expetativa nem conhecimento sobre o que era a Nutrição. Candidatei-me a este curso porque achei que era interessante e porque tinha a ver com saúde. Estava longe de imaginar o mundo que me esperava. Felizmente vim aqui parar porque a área das Ciências da Nutrição é provavelmente a área da saúde com maior potencial de promover a saúde de forma sustentável e eficaz.

 

O que é que mais a fascina nesta área?

Sou totalmente apaixonada por esta área em termos científicos e é por isso que estou na área da investigação e da docência. O que me move é a minha vontade em querer compreender os mecanismos pelos quais a dieta, os nutrientes e outras moléculas que existem nos alimentos conseguem promover a saúde. Coisas tão simples como modelar a inflamação, impedir aumento da pressão arterial ou uma tiroide que não funciona bem. Há uma esfera de ação que é muito maior do que aquela que as pessoas pensam e que consiste numa oportunidade de sermos agentes da nossa própria saúde. A partir do momento em que sentimos este empoderamento enquanto cidadãos, esta área torna-se imensamente fascinante. A nutrição está na interface de inúmeras outras áreas, a nutrição é esta linguagem que se fala em todos os sítios. É isto que me apaixona.

 

“Sou muito curiosa! Tenho uma curiosidade que não se satisfaz.”

 

Será que quando era mais nova já algo indiciava que seria por aqui o seu caminho?

Aprendi com a minha família a importância do momento da refeição. Não tanto o requinte ou a sofisticação da ementa, mas o momento de convívio e o momento de trazer para a mesa o nosso passado gastronómico. Eu nasci e cresci em Lisboa, mas tenho raízes Algarvias. A minha mãe e a minha avó, as mulheres da família, foram quem mais me influenciou gastronomicamente. As favas, as ervilhas, o azeite, os coentros, em suma, todo este padrão mediterrânico cresceu comigo. É engraçado como nunca tinha pensado nisto, mas é muito provável que estas influências me tenham impactado e tenham, também, decidido o meu caminho.

 

“É a docência que dá sentido à minha investigação.”

 

Doutorou-se em Biomedicina (2012) pela Universidade do Porto e pela Université Paris-Sud XI. Como surgiu a oportunidade deste doutoramento?

Quando terminei a licenciatura comecei a trabalhar. Posteriormente, quando fiz o mestrado apercebi-me que aquilo que eu gostava, verdadeiramente, era de investigar. Sou muito curiosa! Tenho uma curiosidade científica que não se satisfaz. Para mim foi fácil perceber que era a investigação que ia permitir aliar a minha curiosidade constante à vontade de encontrar respostas às questões que eu levantava. Acabei por me despedir e em 2006 inicio o meu doutoramento com o IPATIMUP, atual i3S, para desenvolver o tema centrado na oncologia, por forma a compreender o impacto que a dieta e os nutrientes têm na prevenção. Acabei por estar envolvida num doutoramento em cotutela, porque acabei por fazer metade do Doutoramento em Portugal e a outra em França, na Université Paris-Sud XI. Tive a sorte de investigar no Instituto Pasteur, um instituto onde as possibilidades de investigação são imensas. Foi uma experiência muito enriquecedora!

 

“As recomendações nutricionais, com as crises climatéricas que temos, têm que ir mais além do que meramente a promoção da saúde.”

 

Qual é a importância da docência na sua vida profissional?

É a docência que dá sentido à minha investigação. A investigação só tem sentido se for partilhada, porque de outra forma é estéril. E desta partilha eu aprendo muito porque os alunos fazem perguntas e colocam hipóteses que me fazem sair da zona de conforto e porque me fazem pensar sobre outras perspetivas. É esta dialética que realmente me motiva.

 

Para além dos vários conhecimentos científicos e técnicos que partilha com os seus alunos o que é que lhes tenta, essencialmente, transmitir?

Tento ensiná-los a pensarem por eles próprios e a terem espírito crítico. Independentemente da área onde estejam, isto é mesmo o mais importante. Gostaria que todos nós tivéssemos mais espírito crítico; incutir essa mentalidade nos jovens é muito crucial.  

 

Os seus interesses científicos incluem nutrição e modelação da inflamação, nutrição e cancro e o estudo da relação entre dieta e sustentabilidade ambiental. Apesar de serem temas diferentes, qual é o denominador comum entre todos?

Todos esses temas são muito diferentes, mas no final do dia, o que me interessa é a forma como o nutriente que está na minha comida vai influenciar a doença e promover a saúde e se isso puder ser feito de forma sustentável, melhor ainda! Hoje em dia não faz sentido promovermos a ingestão de alimentos, se sabemos que a produção desses, têm forte pegada ambiental. As recomendações nutricionais, com as crises climatéricas que temos, têm que ir mais além do que meramente a promoção da saúde.

 

“O nosso corpo precisa de tempo para ingerir e absorver os alimentos. Por exemplo, o cheiro é muito importante para iniciar o processo de digestão.”

 

Em que é que estudar Ciências da Nutrição na Escola Superior de Biotecnologia é diferente de se estudar noutro sítio?

Eu sou a atual coordenadora, mas vim depois de duas grandes coordenadoras que trabalharam imenso para que a licenciatura fosse aquilo que é hoje e, por isso, tenho o meu trabalho muito facilitado (risos). A licenciatura em Ciências da Nutrição da ESB tem uma grande ligação à indústria e isto é único desta casa. Os alunos que estudam connosco são desafiados não só por professores excelentes, mas também por pessoas que trabalham no terreno. Esta forte ligação ao mundo empresarial e à indústria dá aos nossos alunos ferramentas que os capacitam a encontrar soluções adequadas às necessidades atuais, porque não basta ser-se cientificamente e tecnicamente excelente, é preciso, também, saber-se vender o produto e adequar o produto numa cadeia de fornecimento alimentar. Um segundo fator que nos distingue é o forte pendor da investigação. Colocamos à disposição dos nossos estudantes o acesso à investigação desde o primeiro ano do curso, o que contribui para o desenvolvimento do seu raciocínio em termos científicos e académicos.

 

Como é que Portugal olha para a Alimentação? Estamos no bom caminho?

Em Portugal coabitam várias realidades e, por isso, é difícil definir uma média ou uma norma, mas se eu tiver de generalizar, diria que ainda temos um longo caminho a fazer. Já temos dado alguns passos importantes, como no aumento da consciência da necessidade de se reduzir o consumo de sal e de açúcar, por exemplo, mas na verdade estamos ainda muito longe daquilo que seria um modelo mais plant-riched e mais mediterrâneo, onde a refeição não só é um momento onde ingerimos alimentos saudáveis e sustentáveis, mas onde, também, convivemos com os outros, sem televisão ou outras distrações, e onde se partilham experiências. Ainda há um longuíssimo caminho a percorrer.

 

Não é só o que comemos, mas a forma como comemos …

Claro que sim e há estudos muito interessantes que falam sobre isso e que nos mostram como é diferente ingerir o mesmo número de calorias numa hora ou em vinte minutos. O nosso corpo precisa de tempo para ingerir e absorver os alimentos. Por exemplo, o cheiro é muito importante para iniciar o processo de digestão. Mas para tudo isto é necessário alterar o modo como comemos e como olhamos para as refeições.

 

A gastronomia portuguesa é compatível com uma alimentação saudável?

Claro que sim! A gastronomia portuguesa é uma gastronomia muito rica, embora tenha acabado por se ocidentalizar mais, fruto da globalização, tendo-se perdido alguns hábitos que importa retomar. É claro que comprar uma lata de salsichas é mais fácil que comprar um saco de favas ou de grão. Mas, tradicionalmente, a nossa alimentação assenta naquilo a que chamamos de uma alimentação mediterrânica, embora este conceito seja muito variável, porque a bacia do mediterrâneo é enorme e o que se come na Tunísia, na Argélia, no Líbano ou em Marrocos, não é o mesmo que se come na Grécia, em Espanha, em França ou em Portugal. Há alguns denominadores comuns: refeições em convívio, as bebidas são na maioria das vezes infusões, ou águas com sabores, onde a base alimentar é com cereais integrais e leguminosas e um bocadinho de peixe, muito pouca carne. Claro que este paradigma se alterou porque se modificou a forma como vivemos, preparamos alimentos e produzimos alimentos, sendo que o acesso aos alimentos era mais escasso. Mas devemos fazer um esforço para selecionar melhor aquilo que comemos e temos de retomar a introdução de mais leguminosas, hortícolas, cereais integrais, pães de cereais, a batata doce. São tudo produtos excelentes que têm uma razão caloria-nutriente interessante e que nos dão, acima de tudo, mais saciedade e mais nutrientes.

 

“A tendência do futuro da educação é precisamente dar ao futuro profissional uma educação plural.”

 

Como é que se educa para a alimentação?

O primeiro passo começa em casa com a alimentação que os nossos pais e família nos dão. A família tem de estar envolvida neste processo. O truque é aproveitarmos todo o nosso espólio gastronómico e sabermos tirar o melhor partido dele. Para além disto, o pedido de ajuda de um profissional é importante. Muitas vezes basta uma consulta, ou duas, para se reorientarem as escolhas alimentares.

 

Coordena, atualmente, o ACT-19, um projeto multidisciplinar que pretende promover o bem-estar junto dos estudantes da UCP. Em que é que consiste?

É um projeto multidisciplinar que tem como motivação ajudar os jovens alunos no desenvolvimento de capacidades para saberem lidar com o stress e com a ansiedade. Sentimos que os nossos alunos têm poucas ferramentas sobre como lidar com situações causadoras de stress e de ansiedade: o luto de uma perda, o insucesso escolar, o divórcio, o término de uma relação, as incertezas da vida. Esta é uma geração que se viu pela primeira vez privada de socialização e convívio, com restrições sem precedentes, e a sua saúde mental tem de ser cuidada e protegida. Neste projeto, usamos a multidisciplinaridade, as artes, a meditação, um maior conhecimento sobre as sua próprias emoções e pensamentos, como estratégia de capacitar os nossos estudantes com ferramentas que os ajudem a agir perante os desafios da vida, as incertezas da vida.  

 

“O ioga ajuda-me a ser capaz de responder com mais tranquilidade à minha família e às exigências do meu dia a dia.”

 

A multidisciplinaridade é a chave deste projeto?

Sim, somos 13 pessoas de áreas muito diferentes como a nutrição, a psicologia, as artes e entre outras. Acreditamos que a educação de futuro tende a ser mais plural. No campus da Católica no Porto vive-se essa multidisciplinaridade que é tão benéfica para os alunos e também para nós docentes e investigadores. O ACT-19 é uma grande prova disso.

 

Como é que gosta de ocupar os seus tempos livres?

Sou mãe e tenho a minha família e, por isso, dedico-lhes todo o meu tempo. Fora isso, gosto de ler, cinema e pratico Iyengar ioga, que me dá muita tranquilidade e paciência. O ioga ajuda-me a ser capaz de responder aos desafios e às exigências da minha família e às exigências do meu dia a dia, ajuda-me a pôr tudo em perspetiva, não numa perspetiva de relativismo irresponsável, mas antes de aceitar o que não se pode mudar e que praticamente tudo é contornável, quando estamos em paz. Tento viver com alegria e cultivar esta forma de estar, sentir e viver junto da minha família.

 

17-03-2022

Amyris integra Clube de Empresas do MBA Executivo da Católica Porto Business School

A Amyris, empresa americana na área da biotecnologia, é o membro mais recente do Clube de Empresas do MBA Executivo da Católica Porto Business School (CPBS). O protocolo, assinado a 14 de março, pelo diretor da CPBS, Rui Sousa, e pelo CEO da Amyris, John Melo, estabelece a entrada da empresa nesta interface universidade – empresa, uma plataforma de residência de vários projetos que partilham em comum o envolvimento das empresas no processo de formação e desenvolvimento dos gestores, tendo em vista profissionais mais bem preparados para as empresas.

“A entrada da Amyris no Clube de Empresas do MBA Executivo reforça a estratégia de internacionalização da escola, oferecendo uma importante oportunidade de exposição dos nossos alunos à realidade internacional desta empresa e desta indústria,” salienta Rui Sousa, diretor da Católica Porto Business School, acrescentando “esperamos agora que a Amyris nos desafie e desafie os nossos alunos do MBA com case studies e diferentes iniciativas multidisciplinares.”

John Melo, CEO da Amyris, partilha que este protocolo “é uma oportunidade importante de interligação com a academia e de criação de sinergias. A Amyris está ansiosa por desafiar os estudantes do MBA Executivo e por conhecer as suas respostas a esses desafios.”

O Clube de Empresas do MBA Executivo é composto por 22 empresas que se disponibilizam para acolher projetos de investigação, visitas de estudos, seminários e iniciativas para o desenvolvimento de casos de estudo; apresentar projetos ou problemas para trabalhos a desenvolver por alunos; participar em seminários; participar em dinâmicas com os alunos do MBA Executivo, através dos seus CEOs/Diretores

São inúmeras as iniciativas ao abrigo deste protocolo que colocam as empresas e a universidade em contacto estreito, criando importantes contributos para o desenvolvimento da missão de ambas as entidades.

Isabel Braga da Cruz, presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, destacou que “este protocolo reforça a ligação da Católica e da Amyris, uma ligação já muito profícua nas áreas da Biotecnologia e que agora se estende à nossa Business School. É um enorme orgulho promover estas sinergias que nos desafiam a aumentar os nossos padrões de internacionalização e ligação às empresas.”

A ligação da Amyris à Universidade Católica Portuguesa estreita-se, desta forma, com a afirmação de mais uma parceria. De recordar que o projeto Alchemy resulta de uma parceria estratégica entre a Universidade Católica Portuguesa e a Amyris. O Alchemy visa a promoção da transferência de tecnologia que se traduzirá num crescimento de competitividade das empresas na área da bioeconomia. Acrescente-se, ainda, que este projeto de investigação se materializa num centro de competências de excelência em biotecnologia, promovendo Portugal na linha da frente nas áreas da bioeconomia e economia circular.

15-03-2022

Alunos da Escola das Artes vencem quatro prémios Sophia

A Academia Portuguesa de Cinema anunciou no último domingo, 13 de março, em evento no auditório Municipal de Albufeira, os vencedores dos Prémios Sophia Estudante 2022. A Escola das Artes obteve o seu melhor resultado de sempre com quatro prémios, nas categorias Curta-Metragem Experimental, Curta-Metragem Documentário e Design de Cartaz.

O filme Hysteria, de Luísa Campino, obteve o 1º lugar na categoria Curta-Metragem Experimental, enquanto Ata Eterna, de José Fernando Pimenta, obteve o 3º lugar na mesma categoria. Na categoria Design de Cartaz, o filme Sónia, de Maria Moreira, ficou em 1º lugar (design de Maria Moreira). Já o filme Terra à Vista, de Ema Lavrador, obteve o 3º lugar na categoria Curta-Metragem Documentário. 

 

Cursos nesta área

  

  

 

 


Filmes vencedores

Melhor Curta-Metragem Documentário
Terra à Vista
De Ema Lavrador
3º lugar na categoria Curta-Metragem Documentário






Melhor Curta-Metragem Experimental

Ata Eterna 
De José Fernando Pimenta
3º lugar na categoria Curta-Metragem Experimental




 

Hysteria 
De Luísa Campino
1º lugar na categoria Curta-Metragem Experimental




 


Design de Cartaz
Sónia
De Maria Moreira
(Design de Cartaz de Maria Moreira)
1º lugar na categoria Design de Cartaz

 

 

14-03-2022

Ajuda à Ucrânia

Partilhamos diferentes formas de ajudar a Ucrânia:

 

  1. DOAR BENS – átrio principal da Católica

Uma iniciativa da Associação de Ucranianos em Portugal, em parceria com o Consulado da Ucrânia e a Camara Municipal do Porto. No átrio principal do campus Porto da Universidade Católica haverá um ponto de recolha de bens, que posteriormente serão entregues no Seminário Redentorista de Cristo Rei em Gaia. 

+ informação 933 159 266 / 933 159 267 | apoio.ucrania.cristorei@gmail.com

  

 

  1. REZAR PELA PAZ – capela da católica

Momento de oração todas as 5ªs feiras entre as 12h50 e as 13h00 (início 10 de março)

 

  1. ACOLHER REFUGIADOS | Serviço Jesuíta aos Refugiados / PAR Linha da Frente UCRÂNIA

Iniciativa da Plataforma de Apoio aos Refugiados com o objetivo de mapear voluntários e soluções de alojamentos para acolhimento de refugiados ucranianos em Portugal. Se tem algum espaço que possa disponibilizar para acolhimento de refugiados, preencha este formulário.
+ informações Ajudar e rezar pela Ucrânia - Ponto SJ

 

  1. DOAÇÕES FINANCEIRAS

Nos links em baixo encontra os dados para transferência

  • A Universidade associa-se à Cáritas Portuguesa, que lançou a Campanha “Cáritas ajuda Ucrânia” para recolha de ajudas financeiras.

Cáritas Ucrânia | Salvar e Proteger Vidas - Cáritas Portuguesa (caritas.pt)

Diferentes Associações de Estudantes e Grupos Académicos estão a divulgar também iniciativas nas suas redes sociais, designadamente as Associações de Estudantes de Direito, CPBS, Educação e Psicologia, Biotecnologia; Católica CTC Club; Católica Policy Society; Comissão de Praxe de Direito, Artes e Psicologia; Mentoria da Faculdade de Direito – Porto; Tuna Feminina.

11-03-2022

Doctorate Hiring in the scientific field of Chemistry

11-03-2022

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