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GAS ÁFRICA organiza Missa de Envio para a missão Albufeira 2020

No sábado, 18 de julho, o GAS ÁFRICA organizou no campus Porto da Universidade Católica Portuguesa, a Missa de Envio para a Missão 2020, que este ano pelas circunstâncias da pandemia será em Portugal, mais concretamente em Albufeira, no Algarve. A Ana, a Inês, a Maria, a Maria Inês e a Mariana vão estar no Algarve, entre 2 de Agosto e 5 de Setembro, para dar formação a diferentes públicos: crianças e adolescentes em centros de acolhimento, refugiados e ciganos.

A missa foi celebrada pelo Padre José Pedro Azevedo, no relvado da Universidade, que desafiou os presentes a manterem um coração pequenino, mas aberto para que cresça com o Amor de Deus. Dadas as restrições da Direção-Geral de Saúde e o Plano de Contingência da Universidade estiveram presentes: elementos da direção do GAS, as 5 missionárias e os respetivos pais e avice-presidente do Centro Regional do Porto, Célia Manaia. Foi um momento muito bonito de paragem, oração e muita gratidão pelo caminho realizado durante o ano que culminará na missão, no Algarve.

Foi um ano muito especial para o GAS África, que teve que se reinventar e fazer um discernimento especial sobre qual seria o caminho a seguir, uma vez que em Março foi posta de lado a possibilidade de fazer a habitual missão em África. Mas a vontade de Deus fala sempre mais alto e por isso, o ano acabou da melhor forma possível. Estamos juntos!

Julho 2020

20-07-2020

Complexidade, gestão de riscos e estratégia entre os caminhos para Portugal em discussão na Conferência Executive Digest

“10 ideias para Portugal” foi o tema da XVIII Conferência Executive Digest, iniciativa organizada pela Multiplicações em parceria com a Católica Porto Business School que decorreu a 14 de julho, no auditório da AEP. O evento contou com um painel de convidados de vários setores empresariais, que foram desafiados a apresentar uma ideia para Portugal no sentido de apoiar o desenvolvimento e crescimento do país.

“O que aí vem vai ser muito exigente”, na opinião de Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, que abriu o evento realçando os desafios que as empresas terão de enfrentar daqui para a frente. Isabel Braga da Cruz, presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, falou nos desafios sociais e nos desafios do ensino que, em período de pandemia, rapidamente passou para “aprendizagem de ensino em formato blended (presencial e on-line).” Outro aspeto realçado foi que o ensino superior tem agora a oportunidade de ser cada vez mais “o centro gerador de conhecimento; o núcleo de interação com múltiplos setores da sociedade; mas também como potenciador de espaço de relação, onde se fomenta o desenvolvimento integral da pessoa.” Já Ana Côrte-Real, associate dean da Católica Porto Business School, defende a importância de “retomar a normalidade” dando o exemplo deste evento como “um pequeno passo nesse sentido”.

As dez ideias foram enunciadas ao longo de toda a manhã pelos vários oradores, onde foi possível detetar denominadores comuns como a necessidade crescente de criatividade, reinvenção, dinamismo e de ação por parte das empresas. Paulo Américo Oliveira, CEO da Amorim Florestal, Pedro Duarte, corporate, external & legal affairs da Microsoft, Rodrigo Pinto Barros, Presidente da APOHRT, Mário Carvalho Fernandes, chief investment officer do Banco Carregosa, Isabel Barros, Administradora da Sonae MC, Hugo Ribeiro da Silva, CEO do Centro Porsche Porto/Braga, Luís Avides Moreira, administrador adjunto da Ramirez & Ca, Luís Martins, administrador da Sogrape e Maria João Carioca, administradora da Caixa Geral de Depósitos foram os empresários que marcaram presença na iniciativa.

O programa do evento contou ainda com dois debates, onde foi possível explorar as ideias apresentadas, corporizando-as em vivências e experiências dos elementos das mesas redondas. O primeiro debate, moderado por Maria João Vieira Pinto, diretora de redação da Executive Digest, contou com Álvaro Nascimento, professor da Católica Porto Business School, Joana Almeida, Diretora-geral do Sheraton Porto Hotel & Spa e Paulo Vaz, Administrador da AEP. A discussão de fecho foi moderada por António Sarmento, jornalista da Executive Digest, e contou com Filipe Aguilar, Business Operations Director da Farfetch e com Maria João Carioca, administradora da CGD.

Conheça as ideias apresentadas aqui.

Julho 2020

16-07-2020

Investigadores da Católica criam biosílica extraída da cana-de-açúcar

Um dos maiores projetos de investigação na área da biotecnologia, liderado pelo laboratório associado CBQF da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade da Católica Portuguesa, em parceria com a empresa Amyris Bio Products Portugal, apresentou um importante resultado: a primeira biosílica extraída da cana-de-açúcar com aplicação na indústria cosmética. Um ingrediente inovador que já deu origem a um produto que está a ser comercializado a nível internacional.

Manuela Pintado, investigadora do CBQF e coordenadora do projeto Alchemy em Portugal, refere que “esta primeira descoberta que dá origem a um produto inovador resulta de um conhecimento mútuo entre as duas entidades envolvidas – CBQF/ESB/UCP e Amyris -, de um alinhamento estratégico, mas acima de tudo do empenho de mais de 100 investigadores do projeto”. Manuela Pintado refere que a multidisciplinaridade da equipa - bioengenharia, microbiologia, bioanalítica entre outras áreas – permitiu “em dois anos criar um novo ingrediente bem aceite pelo mercado e que respeita os princípios da economia circular e do desenvolvimento sustentável”.

A biosílica sustentável é obtida a partir de cinzas de cana-de-açúcar, provenientes da queima de subprodutos das indústrias produtoras de açúcar para geração de energia, incluindo as folhas resultantes do processo da colheita da planta e do bagaço, material fibroso obtido após extração do xarope de açúcar. O novo ingrediente, o primeiro do mundo a ser criado com base em recursos sustentáveis, poderá ser usado, agora, na indústria cosmética, assumindo-se como uma alternativa sustentável e com melhor desempenho à sílica tradicional, extraída da areia, um recurso com intensa exploração no planeta.

“Este ingrediente vem tornar a cosmética limpa – clean beauty – ainda mais limpa e é, digamos assim, a ‘primeira pedra’ da implantação de um hub internacional de inovação na área da Biotecnologia com uma forte cultura de ciência aplicada, espirito empreendedor e empresarial, fortemente orientada ao mercado,” refere Miguel Barbosa, da Amyris Bio Products Portugal. A Amyris Bio Products Portugal é uma subsidiária da norte-americana Amyris Inc., cotada no NASDAQ, sedeada em Emeryville, Califórnia, e cujo CEO é o luso-americano John Melo.

Ciência ao serviço da sustentabilidade dos recursos mundiais
Raquel Madureira, investigadora do projeto, explica “mais do que um ingrediente sustentável, a biosílica mostra como a ciência pode ajudar a valorizar o desperdício de qualquer indústria, a salvaguardar a sustentabilidade dos recursos mundiais e, paralelamente, a promover uma ‘beleza limpa’, ao permitir o desenvolvimento de cosméticos limpos e seguros.” A este nível, refira-se que a indústria da beleza/estética produz milhões de toneladas de resíduos, desde o fornecimento de ingredientes até à criação da embalagem do produto. Este novo produto será comercializado pela Aprinnova, empresa norte-americana líder no campo da biotecnologia aplicada à cosmética sustentável e parceira da Amyris.

O projeto Alchemy que deriva de uma parceria estratégica entre a Universidade Católica Portuguesa, a empresa Amyris Bio Products Portugal e o Governo de Portugal, através da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), é financiado pelo Portugal 2020 e pelo Programa Operacional FEDER. Teve início em 2018 com o objetivo principal de estudar e desenvolver novas aplicações para os subprodutos/resíduos dos processos de fermentação da Amyris e da produção de cana-de-açúcar, potenciando assim o desenvolvimento de novas moléculas de elevado interesse comercial, com destaque para a indústria da cosmética, mas também para nutrição animal e humana, novos materiais e farmacêutica.

Para o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, “este primeiro resultado que advém do projeto Alchemy é muito importante. A AICEP tem acompanhado o processo desde o início, através do contrato de I&D estabelecido com a Amyris e a Universidade Católica Portuguesa, em 2018, e acreditamos que dará um contributo relevante para o aumento das exportações com alta intensidade tecnológica. A parceria com a UCP é um reconhecimento da qualidade do sistema universitário e da capacidade de investigação de Portugal e mais uma vez o talento português está a ser fundamental para o sucesso do projeto. Parabéns à Amyris e à UCP!” 

O Alchemy visa, simultaneamente, a promoção da transferência de tecnologia que se traduzirá num crescimento de competitividade das empresas na área da bioeconomia. Acrescente-se, ainda, que este projeto de investigação se materializa num centro de competências de excelência em biotecnologia, promovendo Portugal na linha da frente nas áreas da bioeconomia e economia circular.

Julho 2020

 

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16-07-2020

ADN Jurista: Direito e Cidadania, a visão de empregabilidade da Faculdade de Direito

Existe há 8 anos, desde o ano letivo 2012/2013
85 alumni já frequentaram o programa
Conta com 25 entidades parceiras
Já se realizaram 6 sessões Premium e 25 workshops Think Link

O programa ADN do Jurista foi desenhado em interação com parceiros de diferentes setores empresariais e visa desenvolver nos estudantes de Direito fatores críticos de sucesso no exercício das diferentes profissões jurídicas.

Ana Martins, coordenadora executiva do programa, explica em que consiste:

Há várias definições do que é um jurista. Aquela em que assentamos o nosso programa resulta do paradigma de que um jurista é um profissional da resolução de problemas - com soluções jurídicas. A essência, o ADN do Jurista será, então, a capacidade de resolver problemas.

Acontece que o Direito não ocorre nem se aplica no vazio, acontece num determinado contexto. Se, em abstrato, uma determinada solução jurídica pode ser a mais interessante, mediante o contexto concreto outra solução jurídica poderá ser mais exequível. Assim sendo, a capacidade de ler o contexto potencia o conhecimento técnico-científico de um jurista, independentemente da profissão jurídica que escolha. Por outras palavras, o conhecimento do mundo à nossa volta não só faz de nós melhores cidadãos, como majora a nossa empregabilidade. Esta capacidade de leitura do contexto tem um nome: literacia. No caso do ADN, literacia política, mediática e europeia.

E com que ferramenta é que os alunos aprendem a resolver problemas?

Aprendendo a pensar criticamente (Argumentação e Retórica), a comunicar eficazmente (Oratória e Escrita Jurídica) e a agir eticamente (Negociação e tomada de decisão). Por outro lado, com a ferramenta do pensamento crítico, colocamos os nossos alunos, em role play, a aplicar todos estes conhecimentos na resolução de problemas da comunidade - desde a crise dos refugiados na UE à equidade salarial.

Os alunos podem inscrever-se, gratuitamente, até ao fim do primeiro ano letivo na licenciatura em Direito. No final do programa, tem sido providenciado um estágio com o objetivo de alargar horizontes sobre o que é a prática jurídica em diferentes setores, permitindo o contacto - ainda durante a licenciatura - com uma organização em ambiente de trabalho real.

julho 2020

16-07-2020

Estudantes fazem estágios curriculares na Clínica Universitária de Psicologia da Católica

Integrado no Mestrado em Psicologia, todos os anos há estudantes que fazem o seu estágio curricular na Clínica Universitária de Psicologia (CUP) da Faculdade de Educação e Psicologia da Católica no Porto. Alexandra Carneiro, coordenadora da CUP, explica: “a CUP tem quatro objetivos principais: fazer o atendimento à comunidade através da prestação de consultas de psicologia; oferecer supervisão clínica a psicólogos da comunidade e supervisão a Casas de Acolhimento; apoiar a realização de projetos de investigação; e apoiar a formação de alunos da FEP-UCP.”  Neste sentido, este ano foram duas as estudantes que realizaram os seus estágios curriculares.

Face à pandemia que se vive no país e no mundo, os estágios que decorreram entre setembro do ano anterior e maio deste ano, tiveram um desafio acrescido. Após uma rápida adaptação dos serviços da CUP, do modelo presencial para à distância, Alexandra Carneiro esclarece que “durante os estágios as nossas estudantes desenvolveram atividades e materiais muito úteis para as novas formas de atendimento!” Apesar de, numa fase inicial, este ter sido um desafio, a coordenadora da CUP faz um balanço positivo: “esta mudança contribuiu para que fossem desenvolvidas competências quanto à atuação do psicólogo neste novo formato, abrindo assim novos horizontes!”

As duas estudantes que realizaram os seus estágios curriculares na CUP, Beatriz Silva e Evanilse Diogo, explicam que o estágio “proporcionou o nosso desenvolvimento tanto a nível pessoal como profissional, tendo sido possível o contato com o contexto real de trabalho de um psicólogo clínico e da saúde nas suas diversas, porém interligadas, formas de atuação - avaliação e intervenção psicológica, investigação - o que se constituiu como uma experiência muito enriquecedora.”

Face ao cancelamento das atividades presenciais, em consequência da pandemia COVID-19, “a situação que num primeiro momento, nos suscitou preocupação sobre o ‘rumo’ que o estágio teria, a CUP mostrou-se um contexto de múltiplas possibilidades, tendo sido possível continuar o estágio, mesmo que, com atividades e desafios diferentes, demostrando a importância de sermos resilientes e abertfos à mudança, tendo sempre como foco a atualização e formação constante do psicólogo clínico e da saúde.” As duas estudantes recordam “o estágio na CUP foi uma experiência que não trocávamos por outra!”f

Julho 2020

15-07-2020

Docentes da FEP publicam em coautoria um artigo na revista Educação & Pesquisa

Lurdes Veríssimo e Pedro Dias, docentes da FEP e investigadores do CEDH, publicam, conjuntamente com Elodie Santos e Sofia Ortigão, alumni da FEP, um artigo na revista Educação & Pesquisa, intitulado "Academic Achievement and internalizing problems in primary and secondary school students in Portugal".

Veríssimo, L., Dias, P., Santos, E., & Ortigão, S. (2020). Academic Achievement and internalizing problems in primary and secondary school students in Portugal. Educação & Pesquisa, 46.

https://doi.org/10.1590/S1678-4634202046218667

10-07-2020

Católica assina protocolo com a Associação do Distrito Rotário 1970 de Rotary International e com a Fundação AEP

Liderança, cultura, solidariedade, empreendedorismo e aprendizagem foram o mote para um acordo tripartido, assinado a 9 de julho de 2020, entre a Universidade Católica Portuguesa no Porto, a Associação do Distrito Rotário 1970 de Rotary International e a Fundação AEP.

O novo projeto do Rotary Distrito 1970, Academia Paul Harris, tem como objetivos o desenvolvimento de jovens líderes profissionais de elevado potencial e portadores de sólidos padrões éticos e morais, preparando assim os participantes para melhor enfrentarem o mercado de trabalho e os desafios globais. Para tal, o Distrito Rotário 1970 aliou-se aos objetivos da Católica no Porto de incremento cultural, de ensino e investigação de qualidade, e aos objetivos da Fundação AEP, de contribuir para o desenvolvimento do empreendedorismo e para a modernização e melhoria de condições na área empresarial.

Isabel Braga da Cruz, presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, refere que “a Universidade Católica se junta assim a instituições que têm um alinhamento em termos de missão - servir o outro -, num projeto que tem como grande objetivo capacitar a sociedade, providenciando aos mais jovens uma formação de relevo internacional e uma exposição para que se tornem melhores líderes amanhã.”

Para Sérgio Almeida, governador do Distrito Rotário 1970, que pretende que esta iniciativa abranja no primeiro ano 300 jovens Rotários, esclarece que “a assinatura deste protocolo entre três instituições de grande prestigio é para nós Rotários do Distrito 1970, motivo de grande orgulho e satisfação,” reforçando que “com base nesta parceria iremos apoiar jovens líderes de grande potencial a desenvolverem as suas capacidades, sabendo que este ano (2020) 50% dos trabalhadores ativos nas organizações de todo o mundo serão millennials e que esta é a maior geração da história da humanidade.”

Luís Miguel Ribeiro, presidente do Conselho de Administração da Fundação AEP, salienta que “em tempos de incerteza, é fundamental dar passos concretos para o desenho de um futuro melhor para os nossos jovens cidadãos no caminho seguro do conhecimento e da qualificação, acrescentando que “envolver estes jovens no desenho do nosso futuro coletivo, inspirando-os com os saudáveis valores do movimento Rotário e colhendo de forma totalmente gratuita da experiência, da qualidade científica e pedagógica de uma prestigiada instituição de ensino superior, como é a Universidade Católica, torna esta Academia uma oferta que muito nos honra e enriquece acolher e promover.”

O protocolo assinado entre as três instituições prevê ações de formação gratuitas para os jovens, criação de uma bolsa de mentores, projetos de empreendedorismo social, condições especiais nos programas executivos da Universidade Católica no Porto, e uma ligação privilegiada ao mundo empresarial permitindo a entrada dos jovens no mercado de trabalho. Este protocolo visa alcançar o objetivo comum de trabalhar em prol de um mundo um melhor.

Junho 2020

09-07-2020

Prémios de Excelência na Licenciatura em Direito: As histórias e rostos por detrás do esforço

Todos os anos, dezenas de alunos da licenciatura em Direito da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Católica são premiados pela sua excelência académica. Através da redução do valor das propinas, os estudantes sentem que o seu esforço é recompensado e a motivação para serem cada vez melhores aumenta.

 

Para a finalista Margarida Vasconcelos, a obtenção deste prémio é o resultado do seu empenho: “Não raras vezes me inscrevi em exames de melhoria e subida de nota, com o duplo propósito de alcançar uma nota melhor e de aumentar as perspetivas de acesso às bolsas.”
Apesar do estímulo do prémio de excelência, Catarina Nogueira considera que o ponto de partida é a vontade de superação: “Alcançar uma média que me permita obter uma bolsa de mérito significa atingir um objetivo, orgulhar-me de mim própria e, além disso, ajudar a minha família e fazê-la igualmente orgulhosa.” A aluna do 3ºano descarta a existência de um método de estudo superior, afirmando que “não há nenhum truque, nenhuma poção mágica, é preciso estudar.”
Em alternativa, a finalista Ana Sofia Silveira confia que a “receita ideal” existe e consiste no aproveitamento das aulas: “Permitem um primeiro contacto com os temas objeto de avaliação, facilitando a sua assimilação e compreensão no estudo.” Em conjunto com o estudo da bibliografia recomendada, as melhores notas podem ser alcançadas.
Ainda que André Barbieri não soubesse da existência de prémios para os melhores alunos antes de entrar na Faculdade, constata que é uma ferramenta motivacional importante: “É sempre positivo saber que o esforço tem uma recompensa mais direta e imediata.” Para o finalista, a obtenção de resultados acima da média é conseguida através do estudo diário. Assim, pode desfrutar do seu tempo livre durante o fim-de-semana.

Do mesmo modo, Margarida Matos acredita que o equilíbrio é essencial para conseguir manter as notas que sempre teve, pelo que procura “não colocar essa pressão aquando dos momentos de estudo bem como do momento da sua planificação.”

Mesmo que o fator económico seja importante, Leonor Pizarro Monteiro admite que a existência de prémios acaba por estimular a sua estratégia de estudo “não tanto porque precisamos, mas sob o ponto de vista de o nosso trabalho e esforço constante ser devidamente reconhecido.”

De forma a aumentar a probabilidades de conquistar o prémio, Margarida Campelo marca presença em todas aulas, considerando a sua assiduidade um fator determinante “não só pela relação que criamos com os professores”, mas também por possibilitar “uma visão mais concreta das matérias que nem sempre está espelhada nos livros.”

Atualmente, o estudo de Rita Costa é encorajado pela hipótese de receber uma redução no valor das propinas, “mas também atendendo à entrada no mercado de trabalho”.

Também Tiago Ribeiro dos Santos identifica a diminuição no preço das propinas como “o maior incentivo para continuar a lutar por ter as melhores notas possíveis”. Para além da ajuda financeira, “é um indicador de que estou entre os melhores do curso.”

Já João Oliveira, aluno do 3ºano, sentiu “uma motivação adicional” quando se apercebeu que poderia receber um dos prémios de excelência, o que levou a um maior “espírito de sacrifício” para alcançar esse objetivo.

No ano passado, Diana Camões foi a melhor aluna do 1º ano com uma média de 18 valores, o que lhe exigiu “uma grande entrega, dedicação e paixão pela área.” Para a estudante de Direito, “o estudo tem de ser constante e diário, pois só assim é possível obter resultados de excelência.”

Contudo, Henrique Varino da Silva destaca a existência de outros fatores que contribuem para o sucesso académico. Nomeadamente, saber gerir o tempo livre: “A realização de atividades permitiram-me, o máximo quanto foi possível, manter uma vida social saudável (desde a Sociedade de Debates até a Associação de Estudantes ou a Mentoria), cuja manutenção em tempos de pandemia, em que o leitmotiv é o distanciamento social, tem constituído um grande desafio.”

“Foi uma grande surpresa para mim”, afirma Catarina Ferreira da Silva. Ainda que não contasse com o prémio de excelência logo no primeiro ano da licenciatura, refere que é “algo importante no currículo e que me fará destacar futuramente.” Acima de tudo, acredita que cada aluno deve perceber qual é a estratégia de aprendizagem que funciona melhor para si.

De igual forma, Inês Santos Silva tentou perceber qual era o método que funcionava para si ao participar em programas disponibilizados pela Faculdade: “Ter frequentado o programa GPS ajudou a perceber como devo planificar o meu estudo, tanto que subi exponencialmente de notas do primeiro semestre (semestre da adaptação) para o segundo.”

Relativamente ao plano de estudo, o finalista João Filipe Cruz acredita que a avaliação contínua é uma aliada na obtenção de resultados de excelência: “É fundamental para nos incentivar a estudar ao longo do semestre em vez de deixarmos tudo para a última da hora. Essencialmente, eu procurava estudar grande parte da matéria durante o semestre e depois, na altura dos exames, voltava a rever essa matéria.”

Embora reconheça o valor do prémio, Margarida Bettencourt atenta que nunca foi competitiva: “Para mim o que mais conta, é saber que dei o meu melhor. Mas claro que se conseguisse manter a bolsa, era espetacular e, obviamente, um incentivo, mas não quis colocar isso como um objetivo principal.”

Similarmente, Clara Coutinho constata que a aquisição de uma boa média sempre foi relevante para si, independentemente da obtenção do prémio: “Indica, à partida, uma melhor preparação para o exercício da minha futura profissão.” Para além disso, o gosto pela sua área de estudo “é um fator que me permite dedicar mais tempo ao meu estudo e estruturá-lo de forma organizada.”, conclui.

 

Os prémios de excelência são atribuídos aos estudantes de cada ano de entrada na Faculdade de Direito que tenham obtido as classificações mais elevadas no ano anterior.

Julho 2020

 

09-07-2020

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