Um biscoito salgado com chutney de tomate, uma bolacha feita à base de algas selvagens e um pão sem glúten feito à base de perdas vegetais/hortícolas da indústria alimentar foram os três produtos premiados este ano pelo concurso integrado no Programa de Mentoria Comendador Arménio Miranda. Houve também espaço para a atribuição do Prémio Inovação a uma equipa que desenvolveu talheres comestíveis 100% biodegradáveis Uma iniciativa que motiva e desafia os estudantes dos Mestrados e Pós-graduações da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa para a identificação e aplicação, com base científica, das mais recentes tendências alimentares, alinhadas com as exigências de saúde e bem-estar da vida pessoal e familiar, num contexto ambiental cada vez mais crítico.
O programa, que se destaca pelo acompanhamento que o Senhor Comendador Arménio Miranda poderá dar aos projetos, desafia ao desenvolvimento de um produto alimentar inovador e sustentável nas diferentes fases, desde o conceito, a formulação, o processo de fabrico, a embalagem até ao mercado e ao plano de negócios.
Biscoito salgado com chutney de tomate
O grupo, constituído por Ana Mota, Jazmin Osório, Liliana Ribeiro, estudantes do Mestrado em Engenharia Alimentar, foi distinguido com o 1º lugar no Programa Comendador Arménio Miranda, recebendo um prémio monetário de 2000€. O grupo criou o produto Appetito, o qual consiste num biscoito salgado recheado com um chutney de tomate proporcionando uma experiência de sabores contrastantes.
Ingrediente principal: algas selvagens da costa portuguesa
O produto Algabite, uma bolacha feita à base de algas selvagens da costa portuguesa da espécie “Kombu Laminária” com chocolate e pedaços de amêndoa, criado pelo grupo constituído por Beatriz Ferreira, Duarte Araújo, Nádia Canavezes, estudantes do Mestrado em Engenharia Alimentar, foi distinguido com o 2º lugar no Programa Comendador Arménio Miranda, recebendo um prémio monetário de 1500€.
Pão produzido com perdas da indústria alimentar
O grupo, constituído pelos estudantes Alex Andrade Lima e João Vasques de Almeida, também do Mestrado em Engenharia Alimentar, foi distinguido com o 3º Prémio no Programa Comendador Arménio Miranda, tendo recebido um prémio monetário de 1000€. O grupo criou o Mill, um pão sem glúten feito à base de perdas vegetais/hortícolas da indústria alimentar, incorporando o milho-painço.
Talheres comestíveis? É verdade!
O produto Eat With Me, criado por Catarina Lourenço e Francisco Carvalho, estudantes do Mestrado em Engenharia Alimentar, consiste em talheres comestíveis 100% biodegradáveis, uma solução facilmente substituível dos talheres de plástico e produzida utilizando menos energia do que os utensílios de plástico. Estes talheres são fabricados com ingredientes de origem vegetal: farinha de aveia, farinha de arroz e farinha de grão de bico. Ao produto Eat With Me foi atribuído o Prémio de Inovação.
O Programa de Mentoria Comendador Arménio Miranda tem como objetivo motivar e desafiar os estudantes dos Mestrados e Pós-graduações da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa para a identificação e aplicação, com base científica, das mais recentes tendências alimentares, alinhadas com as exigências de saúde e bem-estar da vida pessoal e familiar, num contexto ambiental cada vez mais crítico.
A sessão de apresentação decorreu a 28 de junho de 2023, na Escola Superior de Biotecnologia (ESB), com a presença de um júri especializado, do qual fez parte o Senhor Comendador Arménio Miranda, doutor honoris causa pela Escola Superior de Biotecnologia.
Alberto Castro, professor catedrático convidado da Católica Porto Business School, da qual foi o primeiro diretor, e provedor do estudante da Universidade Católica Portuguesa no Porto, foi distinguido com o Lifetime Achievement Award na 35ª edição dos Investor Relations and Governance Awards.
Os IRGAwards são uma iniciativa que a Deloitte promove há mais de três décadas em Portugal, com o propósito de premiar as organizações e as personalidades que mais e melhor tenham contribuído para tornar o mercado mais eficiente, transparente, socialmente responsável e útil à economia e à sociedade portuguesa.
O Lifetime Achievement Award é um reconhecimento das personalidades cuja carreira tenha tido impacto significativo no desenvolvimento do mercado. Nas palavras de Vítor Bento, Presidente do Júri dos IRGAwards, Alberto Castro é “uma figura notável (…) um “economista pouco teórico”, cuja visão transcende os limites tradicionais da disciplina e reside numa perspetiva mais humanitária. A sua compreensão acerca do potencial transformador da economia ultrapassa assim o meramente teórico, entrando num terreno onde a teoria encontra a realidade vivida pelas Pessoas.” A criação, logo no início do seu mandato, em 1991, do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada é testemunho dessa sua preocupação de ligar a dimensão académica da economia e gestão à envolvente económica e empresarial.
Nas quase 5 décadas da sua atividade profissional, Alberto Castro “percebeu que uma instituição académica não poderia prosperar unicamente através de resultados, mas que o foco do seu sucesso estava na gestão, no cuidado, no incentivo e na motivação das Pessoas. Com esta conduta e modo de encarar a Educação, foi incansável na missão de diferenciar a Universidade Católica no Porto pela sua elevada qualidade e espírito inovador, onde há mais de 30 anos inspira professores e alunos”. O seu trabalho e a sua postura levaram várias empresas e instituições a convidá-lo para integrar os seus órgãos sociais. Mais uma vez, nas palavras de Vítor Bento “também nas empresas onde trabalhou, ocupando cargos relevantes, deixou a sua marca em todos aqueles que consigo colaboraram”.
Paralelamente, em representação da Universidade, ou a título pessoal, tem vindo a prestar a sua colaboração em várias organizações da sociedade civil, desde a Associação Empresarial de Portugal à Associação Comercial do Porto, do Museu dos Transportes à Orquestra de Jazz de Matosinhos, passando pela Cruz Vermelha Portuguesa ou o Conselho Económico da Diocese.
Alberto Castro afirma que este prémio representa “Uma enorme responsabilidade. Sendo um prémio carreira, não o vejo como prémio “fim de carreira”. É um prémio com um histórico de galardoados notável, com a chancela da Deloitte e de um júri constituído por pessoas que admiro. Este reconhecimento dá-me uma visibilidade que não busquei e com a qual nem sequer estou, por maneira de ser, confortável. Vai ser preciso fazer jus à distinção. Um prémio que se deve, em grande medida, às instituições em que trabalhei, máxime a Universidade Católica e, sobretudo, àqueles com quem trabalhei ou para quem trabalhei: alunos, colegas, funcionários. E a figuras inspiradoras, como o Professor Carvalho Guerra ou Dom José Policarpo. Ou ao suporte de vida que têm sido a minha mulher Ana e o nosso filho, João. Mas, também, aos amigos, “compagnons de route” dos bons e maus momentos. Ou, ainda, nos últimos anos, a vários líderes associativos e empresariais com quem convivi.
A motivação para o futuro dão-ma os meus netos, Tomás e Pedro. Como diz a canção, continuo empenhado em fazer o que ainda não foi feito.”
Como disse Vítor Bento, a terminar “concedemos o Lifetime Achievement Award a quem se tornou um líder inspirador, que assumiu o compromisso de transformar o estudo da economia, utilizando-a como ferramenta a favor das Pessoas. É um grande exemplo a ser seguido, e esperamos que sirva de inspiração de inovação e humanismo para lidar com as grandes transformações que o mundo está a viver.”
Mais de 250 pessoas de todo o país passaram pela Escola das Artes para assistir a uma conversa com o cantor brasileiro Tim Bernardes, no arranque do programa público da 5ª edição da Summer School on Art & Cinema 2023. A terminar a sua tourné pela Europa, com concertos em França, Inglaterra e Espanha, Tim Bernardes regressou ao Porto - depois de ter esgotado a Casa da Música em outubro de 2022 - para uma Conferência-Performance moderada por Nuno Crespo, curador e diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa.
Em palco, com o intimismo que já nos habituou, Tim Bernardes conversou sobre música, poesia e sentimentos, explorando a ideia de como é que num mundo automatizado e “tecnologizado” se pode compor de modo artesanal, resistindo poeticamente aos automatismos e imediatismos da tecnologia contemporânea. Durante a conversa, houve ainda espaço para interpretar temas reconhecidos e celebrados pelos fãs, com recurso ao piano e à guitarra. A conversa terminou com duas canções escolhidas pelo público.
“Uma experiência inesquecível, divertida e motivadora!” É assim que a Católica Porto Teen Academy é descrita ao longo das várias edições e este ano não será exceção. Pelo campus da Universidade Católica no Porto já circulam jovens do ensino secundário oriundos de norte a sul do país. Já se sente a alegria e o entusiasmo de quem quer explorar o mundo das profissões.
Cerca de 300 jovens participam nos oito cursos da Teen Academy durante as duas primeiras semanas de julho. O sucesso de mais uma edição da academia de verão da Católica no Porto está no compromisso que a Universidade assume em proporcionar uma experiência imersiva, única e completa em ambiente universitário.
Podemos encontrá-los nas salas, nos laboratórios, nas oficinas de conservação e restauro, nos estúdios de gravação, nos jardins e até em visitas ao exterior. É num ambiente verdadeiramente multidisciplinar que os estudantes do secundário participam em atividades, tais como a criação de um negócio, a produção de um filme, a aventura de um geocaching, a realização de experiências científicas em laboratório, a visita a um estabelecimento prisional e a uma instituição hospitalar.
São semanas repletas de partilhas, novas amizades, projetos desafiantes e experiências que ficam para a vida e que ajudarão na decisão de que curso ou profissão abraçar num futuro próximo. Com a Teen Academy, a academia de verão para alunos do ensino secundário, a Católica no Porto pretende contribuir com conhecimento e informação para uma decisão tão importante como é a escolha do curso superior ou da universidade, dando a conhecer o mundo das profissões e os seus desafios.
A Universidade Católica Portuguesa (UCP) e a Economia de FranciscoPortugal(EoF Portugal) vão abrir as portas da Casa da Economia de Francisco durante a semana da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). O evento, que também conta com a colaboração da ACEGE Next, visa abordar os desafios económicos e ecológicos prementes através da lente da fraternidade e da solidariedade.
“Esta iniciativa dá seguimento aos encontros promovidos pela Economy of Francesco, um movimento global de jovens que, em resposta ao apelo do Papa Francisco, constroem pontes para ‘re-animar’ a economia de hoje e empenham-se na construção de uma economia de amanhã que cuide da casa comum e de todas as pessoas”, explica Margarida Bragança, da EoF Portugal. O evento decorre no edifício da Católica Lisbon School of Business and Economics durante toda a semana de 31 de julho a 4 de agosto, e centra-se nos principais temas do pontificado do Santo Padre: Ecologia Integral; Fraternidade Universal; e Economia e Bem-Comum.
A Casa da Economia de Francisco abre com o 4.º Congresso Internacional sobre o Cuidado da Criação: O compromisso dos jovens com a ecologia integral – Estilos de vida para uma nova humanidade, promovido pela Fundação Giovanni Paolo II per la Gioventú. Neste congresso, jovens e especialistas vão refletir sobre cinco áreas: a economia, a educação e a vida familiar, os recursos naturais, a política e a tecnologia. O encontro será "habitado" por experiências virtuais, através da utilização de tecnologia imersiva (metaverse), permitindo uma participação mais inclusiva e acessível.
Além disso, a Casa da Economia de Francisco inclui exposições e espetáculos artísticos alinhados com uma visão de desenvolvimento sustentável. Os participantes vão poder envolver-se em debates, palestras e sessões interativas, com o objetivo de gerarem um impacto positivo nas suas comunidades.
De 2 a 4 de agosto, vários oradores de renome, incluindo o economista Padre Gael Giraud, S.J., e o antigo Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos da Argentina, Gustavo Béliz, vão abordar temas como a ecologia integral e a justiça social, e o papel da economia na promoção de uma sociedade mais equitativa.
“Ao reunir diversas vozes e perspetivas, a UCP tem como objetivo desencadear mudanças significativas e inspirar a próxima geração de líderes a enfrentar as questões mais prementes do mundo. A Casa da Economia de Francisco na nossa Universidade promete ser um evento marcante, inspirando ações concretas para um futuro mais justo”, refere o capelão da Sede da UCP, P. Miguel Cabedo e Vasconcelos.
No dia 3 de julho de 2023, o CLIL | Católica Learning Innovation Lab organizou um novo Encontro de Inovação Pedagógica na UCP, para celebrar o final do seu primeiro ciclo de atividades. O evento decorreu na Universidade Católica Portuguesa, no Porto, ao longo de todo o dia, e contou com a presença de vários membros da comunidade UCP. No Encontro, participaram especialistas das Universidades de Stanford, Kent e da UCL - University College London
O momento de celebração iniciou na manhã do dia 3, com uma sessão reservada aos docentes da UCP que se inscreveram nas Comunidades de Aprendizagem e Prática (CAP), organizadas pelo CLIL, entre março e junho deste ano.
Ao todo, 23 docentes participaram na sessão, marcada pela partilha de experiências e de aprendizagens e pela celebração dos resultados alcançados no âmbito das CAP. Neste espaço, os participantes integraram uma dinâmica coletiva orientada por Gloriana Trujillo, da Universidade de Stanford, e por Karen Matthewman, da UCL. Debate sobre como instituir e tornar sustentável a Inovação Pedagógica no ensino superior
Já no Auditório Carvalho Guerra, da parte da tarde, para além de uma breve apresentação sobre as principais atividades dinamizadas pelo CLIL, no último ano letivo, houve espaço para se discutir a institucionalização e a sustentabilidade da Inovação Pedagógica no ensino superior, com convidadas das Universidades de Stanford, Kent e da UCL.
Foram várias as perguntas colocadas pelos cerca de 80 participantes nesta sessão aberta à comunidade UCP. Alguns dos tópicos abordados incidiram sobre o papel das estruturas académicas no suporte da inovação pedagógica, formas de tornar os estudantes parceiros no processo educativo, dúvidas sobre o uso do método expositivo (deve ser eliminado ou integrado com outro tipo de metodologias?), e a utilização da inteligência artificial como recurso pedagógico e como competência de integração no mundo do trabalho.
“Acreditamos que este Encontro foi um importante momento de celebração da Inovação Pedagógica na Universidade Católica Portuguesa. Tivemos a oportunidade de refletir em conjunto sobre o caminho até agora percorrido pelo CLIL, e de debater desafios pedagógicos que são comuns a vários contextos”, referem Diana Soares e Paulo Dias, da equipa de coordenação do CLIL e docentes na Faculdade de Educação e Psicologia (FEP) e na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FFCS), respetivamente.
“As atividades realizadas, integrando docentes e investigadores de diferentes áreas científicas e unidades orgânicas, sublinham o potencial da colaboração na UCP para a criação de um ambiente mais rico para as aprendizagens dos estudantes”, acrescentam.
No Encontro estiveram também presentes a Vice-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Vasconcelos, e os Pró-Reitores Isabel Braga da Cruz e João Duque.
Sobre o CLIL
O CLIL foi criado com o objetivo de identificar, experimentar e ensaiar abordagens pedagógicas inovadoras, contando com a colaboração de docentes, investigadores e estudantes da UCP, assim como com o apoio de um conselho de parceiros estratégicos do tecido empresarial e da sociedade civil.
O laboratório é apoiado pelo projeto “Skills 4 Pós COVID - Competências para o futuro no Ensino Superior”, financiado pelo Fundo Social Europeu, no âmbito do PO CH – Programa Operacional Capital Humano (POCH- 02-53I2-FSE-000012), do Portugal 2020.
A CAtólica SOlidária (CASO) celebra 20 anos! 20 anos dedicados ao serviço e ao voluntariado universitário, uma missão que a Universidade Católica Portuguesa no Porto assume enquanto parte da sua génese e identidade.
Fundado em 2002, este núcleo de voluntariado da Católica no Porto reúne estudantes, mas, também, docentes, funcionários e antigos alunos da Universidade, em torno do voluntariado ao serviço das necessidades da comunidade. Serviço, compromisso e aprendizagem são as suas palavras de ordem.
Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa que faz a gestão da CASO, explica que “o maior privilégio é testemunhar como o voluntariado transforma.”
Mas transforma como?
“Acreditamos que o voluntariado é transformador de vidas”, explica Carmo Themudo, porque “o serviço traz muito de desenvolvimento de competências, de saída da zona de conforto e de conhecimento de outras realidades. Aprende-se a empatia, a saber ouvir o outro, a trabalhar em equipa, a adotar uma atitude de permanente serviço para com os outros e com o mundo.”
Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, afirma que, enquanto Universidade Católica, a missão consiste em “proporcionar uma formação integral aos estudantes, assente em valores humanistas e cristãos.” O voluntariado não podia, pois, ficar de fora da equação e, por isso, é um eixo central na formação que a Católica dá aos seus alunos.
Carmo Themudo acrescenta, também, que “muitos dizem que recebem mais do que dão, porque, de facto, o voluntariado é capaz de tirar o melhor de cada um de nós. É o amor que habita cada ser humano e que nestas alturas sai de nós para os outros”.
20 anos, muitas horas de voluntariado
Ao longo dos 20 anos de atividade da CASO, totalizaram-se 1500 voluntários e 65 mil horas de voluntariado em diversas instituições: centros sociais, escolas, lares, associações de apoio à deficiência, museus, centros comunitários, entre outros. São números que revelam a dimensão e a importância do trabalho desenvolvido pela CASO e que refletem o envolvimento com a comunidade. São sinais de que “vale a pena continuar” e de que é um projeto, verdadeiramente, centrado nas pessoas.
Bárbara Ferreira, estudante e voluntária da CASO, explica que a CASO “relembra os valores essenciais da vida, como a partilha, a solidariedade e a gratidão” e acrescenta, também, que “é a CASO que nos faz perceber que, apesar de sermos alunos e de sermos chamados a estudar, esse não é o nosso único papel na sociedade”.
No âmbito da celebração dos 20 anos da CASO em 2023, está a ser produzido um estudo de impacto da CASO, desenvolvido pela Faculdade de Educação e Psicologia. Com este estudo, pretende-se que haja evidências relativamente ao impacto e aos efeitos que o voluntariado tem na vida dos estudantes e antigos estudantes da Universidade Católica no Porto, através das perceções que estes têm de como a CASO impactou as suas vidas.
Os estudantes atuais destacam que o voluntariado os impactou ao nível da consciência política, da empatia e da capacitação pessoal: “experiência muito enriquecedora que me ligou a realidades muito diferentes do meu lugar de privilégio”, “ajudou-se a ganhar novas perspetivas e a cultivar empatia por todos” e “uma experiência enriquecedora para o meu crescimento”.
Os alumni formados recentemente afirmam que o impacto da CASO se revela na empregabilidade, na medida em que o voluntariado ajudou a orientar as escolhas profissionais, e, também, na aprendizagem, e os alumni que já estão no mercado de trabalho há algum tempo destacam que o impacto da CASO se revela na ação cívica e na participação. São dados preliminares de um estudo que está ainda em desenvolvimento, mas que trará evidências importantes que permitirão justificar o trabalho da CASO e reforçar a sua missão e compromisso.
A missão da CASO é estar sempre em missão
Através de uma equipa de estudantes “responsáveis” criteriosamente selecionados para apoiar o seu respetivo grupo de voluntários, a CASO promove um voluntariado com qualidade que poderá assumir uma periodicidade regular (em 8 áreas SER+ Abrigo, Ambiente, Cultura, Especial, Exemplo, Profissional, Sabedoria e Vida.) e/ou pontual. A cada uma das áreas de voluntariado correspondem diferentes instituições parceiras, no total são mais de 35 as que colaboram com a CASO.
Acreditando no impacto positivo que a partilha de experiências possibilita, os voluntários são convidados a participar em diversas reuniões e encontros, no decorrer do ano letivo. Os voluntários participam, também, em formações gerais e específicas para potenciar a qualidade na realização do seu voluntariado.
A CASO promove, assim, o voluntariado como “marca educativa que transforma para a vida”, fortalecendo as ligações entre a Católica no Porto e a Sociedade envolvente.
Fernando Paulo, vereador do pelouro da Educação e da Coesão Social da Câmara Municipal do Porto (CMP), afirma que a CASO “tem sido um parceiro muito importante da CMP” e que os voluntários têm realizado um “trabalho extraordinário” que é um exemplo grande de “altruísmo, de espírito solidário, de compaixão e de paixão pelas pessoas e pela dignidade humana.”
O Centro Social da Foz do Douro (CSFD) é a instituição parceira mais antiga a colaborar com a CASO. São 20 anos de trabalho em conjunto. Daniela Pereira, diretora técnica do CSFD, afirma que “os voluntários têm um impacto muito positivo no dia-a-dia dos utentes do Centro, mas também de toda a equipa, porque trazem uma lufada de ar fresco, trazem novas ideias, ajudam nas rotinas e implicam-se nisso.”
O trabalho da CASO “tem trazido uma mais-valia para os nossos alunos que crescem, mas, também, para a sociedade e para as instituições. O serviço prestado pelos nossos alunos fá-las repensar nelas próprias e a crescermos todos em conjunto. É por isso que dizemos que não trabalhamos para a comunidade, mas trabalhamos com a comunidade”, afirma Carmo Themudo.
Cá dentro, mas lá fora também
As diferentes oportunidades de voluntariado regular que a CASO oferece aos alunos são de âmbito nacional, mas também existem projetos internacionais que se realizam durante o verão. São o GAS’África e o FLY.
Dois projetos de voluntariado internacional que desafiam os estudantes a sair da zona de conforto e a rumar a uma realidade completamente diferente da sua.
O GAS’África é um grupo católico de voluntariado missionário, com mais de 30 anos, que promove missões nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa com o objetivo de promover o desenvolvimento integral das comunidades locais, através de ações de formação e outras atividades que respondam às necessidades identificadas pelas comunidades. Este grupo assenta em 4 pilares: serviço, comunidade, simplicidade e oração.
O FLY caracteriza-se por ser intercultural, interdisciplinar, intensivo e interuniversitário. Trata-se de um programa coordenado pelas Universidades Jesuítas de Espanha: Comillas (Madrid), Deusto (Bilbao) e ESADE (Barcelona) ao qual se juntaram as Universidades Loyola (Andaluzia), LUMSA (Roma, Itália), Mateja Bela (Banská Bystrica, Eslováquia) e a Católica (Portugal). Cada universidade envolvida apresenta projetos de voluntariado e/ou de aprendizagem-serviço no país de origem, com a possibilidade de receber estudantes de outras universidades parceiras, tendo em simultâneo a possibilidade de enviar alunos para projetos das outras universidades parceiras. Os projetos estão divididos em 3 grandes grupos de trabalho: Pessoas Migrantes, Pessoas em Risco de Exclusão e Cuidado de Pessoas e Comunidade.
Para além das possibilidades de voluntariado nacional (regular ou pontual) e internacional que dispõe à comunidade académica, a CASO está, também, envolvida em diferentes projetos com as faculdades do campus da Católica no Porto, nomeadamente o Serviço Comunitário que através da metodologia Aprendizagem – Serviço (ApS), ensina os alunos de Psicologia a aplicar as aprendizagens da sala de aula ao serviço de instituições da comunidade numa lógica de aprender servindo. Está também a decorrer uma colaboração com a Escola do Porto da Faculdade de Direito para implementar a metodologia ApS num projeto com estudantes de Direito.
Para o resto da vida
Raquel Montenegro entrou para a Católica para estudar Direito em 2002, ano que coincidiu com a fundação da CASO. Pertenceu à equipa coordenadora e garante que o voluntariado é uma mais-valia “pessoal e humana”. “Oferece uma experiência de vida emocional, intelectual também, e de dinâmica que se vai manter e mantém para o resto da vida”, acrescenta.
De que forma é que o voluntariado contribui positivamente para a formação pessoal? “O voluntariado faz-nos melhores pessoas, porque ficamos mais alertas para aquilo que nos rodeia. Ainda hoje continuo a fazer voluntariado. Não vivemos sozinhos, vivemos em comunidade e precisamos uns dos outros”, explica.
Também Rodrigo Beires foi voluntário da CASO, durante o seu período de estudante na Católica: “A CASO impactou muito o meu percurso académico. No meio académico contactamos com professores, colegas e empresas, mas foi através da CASO que também se abriram portas para um outro mundo, que é tão importante.”
Venham mais 20!
“O que desejo para os próximos 20 anos da CASO é que tenha voluntários suficientes para abraçar ainda mais causas, porque o que não faltam são causas aqui bem perto da Universidade”, afirma Rodrigo Beires.
Para o vereador da Educação e da Coesão Social da CMP, “a CASO tem uma história muito gloriosa de trabalho, serviço e missão. São 20 anos de uma experiência muito interessante e de um capital humano rico.” “O futuro vai ser muito promissor para a CASO”, acrescenta.
Para a coordenadora da UDIP, Carmo Themudo, tem sido um privilégio e responsabilidade acompanhar o crescimento da CASO: “este tem sido um trabalho de crescimento conjunto, por onde já passaram muitos rostos. Eu dou a cara, mas represento todos os que por aqui passaram e passam, pessoas concretas, coordenadores, responsáveis, alunos, instituições.”
Que venham mais 20 anos, sempre convictos da importância do voluntariado para a formação de protagonistas capazes de transformar o mundo. Parabéns, CASO!