Terminou no mês passado mais uma edição do ELITE Training: Strategy & Finance, uma iniciativa do grupo ELITE com o apoio da Católica Porto Business School. Com foco na estratégia, finanças e internacionalização, esta é mais uma formação que reforça o compromisso da Escola com o desenvolvimento do ecossistema empresarial português.
Enquanto parceira académica da ELITE - uma plataforma da Euronext dedicada ao crescimento e capacitação de empresas privadas -, a Católica Porto Business School tem já colaborado, em conjunto com a Associação Empresarial de Portugal (AEP), na expansão, com um novo grupo de cinco empresas, da rede ELITE no norte do país.
Nesta edição do ELITE Training, os participantes exploraram, durante seis dias, conteúdos avançados nas áreas da formulação estratégica, alinhamento organizacional, operações, investimento e financiamento e desenvolvimento de competências para a atuação em contextos multiculturais e globais.
A formação contou com a intervenção de vários docentes da Católica Porto Business School, incluindo António Ramalho, Arménio Rego e Luís Marques. José Alberto Azeredo Lopes, da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa no Porto, também marcou presença, assim como o diretor executivo da Formação Executiva da Católica Porto Business School, Carlos Vieira.
Para além destes especialistas, a Católica Porto Business School conta com uma equipa alargada de docentes envolvidos em projetos ELITE, oriundos de diferentes áreas científicas, entre os quais João Pinto (diretor da Escola), Gonçalo Faria, Susana Costa e Silva, Paulo Alves e Luísa Anacoreta.
A ELITE integra mais de 2200 empresas em todo o mundo e atua como uma rede europeia que acelera o acesso a capital privado e público. Está desenhada para capacitar as equipas de liderança — não apenas CEOs e empreendedores, mas também toda a estrutura C-suite — através de formação especializada, eventos de networking e exposição a comunidades industriais e financeiras.
Toda a natureza humana resiste vigorosamente à graça,
porque a graça transforma-nos e a mudança é sempre dolorosa.
Flannery O’Connor
Celebrar a Páscoa é reconhecer que a luz rompe, inevitavelmente, a noite mais densa. É deixar que o gesto silencioso da pedra removida do sepulcro se traduza numa esperança concreta, capaz de renovar o coração humano, as comunidades e o mundo.
Num tempo em que a humanidade continua a atravessar incerteza e as feridas se aprofundam, a Páscoa é um convite a recomeçar. Não a partir do esquecimento ou do sofrimento, mas a partir da coragem — com gestos de reconciliação, com escuta, com solidariedade ativa.
Inspirados por estas palavras de Flannery O’Connor, reconhecemos que a renovação pessoal e comunitária exige a coragem de acolher a graça, mesmo quando ela desconstrói as nossas certezas. A coragem, afinal, de deixar que Deus faça novas todas as coisas — também dentro de nós, e também no seio da nossa universidade.
Na universidade, esta renovação é uma chamada diária: a educar para o bem comum, a investigar com ética, a construir pontes entre saberes e entre pessoas. A verdadeira renovação pascal passa pela coragem de imaginar o mundo não como está, mas como pode e deve vir a ser — mais justo, mais humano, mais inteiro.
Que esta Páscoa renove em nós a coragem para a transformação e que no ano do Jubileu fomente a esperança que compromete. E que sejamos enquanto comunidade académica, cada vez mais, espaço de encontro, de crescimento e de serviço.
Diogo Resende tem 27 anos e é licenciado e mestre em Psicologia pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica no Porto. Foi durante a licenciatura que se apaixonou pela área da Psicologia do Desporto. Atualmente, é Psicólogo da equipa de sub-19 do Sporting Clube de Braga e o seu dia-a-dia é passado em grande proximidade com os atletas. Dos anos passados na Católica, destaca a proximidade com os docentes e a forte componente prática do ensino. Planos para o futuro? “Continuar a sentir-me realizado.”
Porquê estudar Psicologia?
A ideia da Psicologia surge já quase no final do 12º ano. Sempre soube que queria ter uma profissão que me permitisse um contacto próximo com pessoas e essa profissão para mim, durante muito tempo, foi o jornalismo. Imaginava-me pelas ruas, a falar com as pessoas. Até que no 12º ano tive a disciplina de Psicologia e comecei-me a abrir a outras possibilidades. Comecei a interessar-me muito pelos temas e a aperceber-me que é uma área de grande relação e contacto.
Quando surge o interesse pela Psicologia do Desporto?
Foi durante a licenciatura que comecei a explorar quais os caminhos dentro da Psicologia. A Professora Lurdes Veríssimo acompanhou o meu percurso e mostrou-me que esta podia ser uma opção. Comecei a explorar e também fui falar com pessoas que já trabalhavam nesta área. Fui, também, visitar um clube e li muito sobre o tema. Foi aumentando em mim o interesse e, hoje em dia, sou completamente apaixonado por esta área.
Como é o seu dia-a-dia enquanto Psicólogo da equipa de sub-19 do Sporting Clube de Braga?
Faço o acompanhamento diária da equipa, isto significa que os acompanho no ginásio e observo a dinâmica de cada um e em grupo, estou em todos os treinos, na fisioterapia e também estou com eles no balneário. Há um contacto e uma proximidade muito grande. Faço um acompanhamento muito personalizado a todos os jogadores. Cria-se uma relação que tem potencial para se tornar muito significativa para a minha atuação enquanto psicólogo. É um fator completamente chave para o sucesso da intervenção.
Faz parte da equipa …
Exatamente. Sou mais um elemento que está diariamente com os atletas. Tal como o treinador, o preparador físico, o nutricionista da equipa, também existe o psicólogo. Somos uma equipa multidisciplinar e trabalhamos para tentar tirar o máximo de rendimento dos atletas. No meu caso em particular, para além de haver uma total abertura para falarem comigo sobre qualquer tema da sua vida, há um foco grande no trabalho da autoconfiança, no treino da concentração, o saber lidar com o erro e com a frustração. Muitas vezes o atleta não está no máximo do seu rendimento por motivos pessoais ou familiares e, por isso, a intervenção do psicólogo engloba todas as dimensões.
Quais são as especificidades do contexto desportivo?
O contexto desportivo tem até alguns pontos de contacto com o meio empresarial: há hierarquias, trabalho em equipa, rendimento e performance. Ainda assim tem muitas outras particularidades e especificidades que não se encontram num meio mais tradicional de Psicologia Clínica, que é precisamente este contacto diário e intenso que eu tenho com os jogadores.
A Psicologia do Desporto destina-se exclusivamente a atletas?
Também a atletas, mas não só. Atletas profissionais, mas, também, amadores. Destina-se a qualquer um de nós que pratica uma atividade física casual, mas, também, se destina a treinadores, dirigentes, árbitros, fisioterapeutas e outros. A Psicologia do Desporto atua em contexto desportivo e esse contexto engloba uma grande diversidade de pessoas e todas elas podem beneficiar da atuação de um Psicólogo do Desporto.
O que é que mais o marcou durante os anos de licenciatura e mestrado na Faculdade de Educação e Psicologia?
A proximidade e a disponibilidade dos professores. Sempre senti que nos procuravam ajudar e que se empenhavam em enriquecer o nosso percurso. A dimensão prática do ensino, também, marcou muito a minha experiência na Católica, principalmente durante o mestrado, foram dois anos muito marcantes. Aprendi imenso e formei-me para ser o profissional que sou hoje. Tive muito contacto com o contexto real de trabalho e tive oportunidade de fazer algumas intervenções e dar formações. A dimensão prática do ensino é um fator muito diferenciador da Católica. Fruto desta componente prática e do estágio que fiz no Futebol Clube do Porto, pude constatar que estou mesmo no sítio certo e que a Psicologia do Desporto tem de ser parte da minha vida. Identifico-me profundamente com esta área.
Ainda durante o Mestrado em Psicologia da Educação e Desenvolvimento Humano, criou uma série de entrevistas na área da Psicologia do Desporto. Em que é que consistiu o projeto?
O projeto surge com o Rúben, um colega do mestrado e um grande amigo. Estávamos os dois a iniciar-nos na Psicologia do Desporto. Decidimos criar uma rubrica de entrevistas no Youtube a atletas, treinadores, árbitros e psicólogos. Chama-se Na Desportiva e estão disponíveis online. O objetivo foi dar a conhecer diferentes perspetivas sobre a área do Psicologia do Desporto. Quisemos ir ao encontro de quem está no terreno e de quem vive diariamente a Psicologia no desporto. Fizemos uma séria de dez entrevistas que culminaram numa Mesa Redonda que decorreu no Auditório da Católica.
Os clubes estão conscientes da importância de existirem psicólogos nas suas estruturas?
Se falarmos de forma geral, talvez ainda haja alguns clubes que, por motivos vários, não tenham a possibilidade de ter uma equipa de Psicologia, alguns talvez ainda desconheçam o potencial que um psicólogo do desporto pode trazer a uma instituição desportiva. Contudo, a experiência que eu tenho no Braga é totalmente diferente. Trabalho num clube onde a figura do psicólogo está completamente normalizada. Temos um departamento de Psicologia com 15 psicólogos, um para cada escalão. No clube, os meninos, desde muito cedo, sabem o que é um psicólogo e para que serve. A figura do psicólogo está muito familiarizada e é tão normal chegar a um treino e estar lá o psicólogo como chegar ao treino e estar lá o treinador ou o fisioterapeuta. É uma figura perfeitamente normalizada.
Planos para o futuro?
Se o meu futuro passar por aquilo que já é o meu dia-a-dia profissional atualmente, serei feliz. O meu plano para o futuro é continuar a sentir-me realizado.
A FCT concluiu, a 15 de abril de 2025, os resultados preliminares da “Avaliação das Unidades de I&D 2023/2024”, mantendo o CITAR com a classificação máxima de “Excelente”. Para além disso, o centro de investigação da Escola das Artes teve classificação máxima nos três critérios analisados pelo painel internacional de avaliação.
Daniel Ribas, diretor do centro, ressalta que, com esta avaliação, “o CITAR consolida o seu lugar como um dos mais relevantes centros de investigação na área dos estudos artísticos, vendo a sua atividade e prestígio confirmados por um painel internacional”. O CITAR tem assim uma avaliação muito positiva da sua atividade durante o período de 2018 a 2024, assim como uma validação científica do Plano Estratégico para 2025-2029.
“O CITAR e a Escola das Artes têm desenvolvido uma intensa atividade de investigação artística nos últimos anos e a sua aposta na interdisciplinaridade das suas áreas-foco – Cinema e Artes Visuais; Som e New Media Art; Património, Conservação e Restauro – foi agora extensamente reconhecida por especialistas de várias áreas do saber no contexto dos estudos artísticos”, continua Daniel Ribas. “Foi um esforço continuado dos investigadores e investigadoras do Centro, assim como de uma equipa que inclui alunos de doutoramento e os professores da Escola das Artes”.
O CITAR vai receber, ao longo dos próximos cinco anos, 1,8 milhões de Euros para desenvolver o seu Plano Estratégico.
O Católica Research Centre for the Future of Law, centro de investigação da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, foi distinguido com a classificação de “Excelente” na mais recente avaliação promovida pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
Este reconhecimento destaca a qualidade da investigação desenvolvida pelo centro, o impacto do seu trabalho científico e o contributo relevante para o avanço do conhecimento jurídico em Portugal e a nível internacional.
“Desde a sua criação em 2013, que o Católica Research Centre for the Future of Law tem-se afirmado como um centro de pensamento crítico, rigor científico e compromisso académico. A classificação de Excelente é o justo reconhecimento de mais de uma década de esforço coletivo, dedicação incansável e paixão pela investigação. Este resultado pertence a todos os que acreditaram, desde o primeiro momento, na missão deste Centro”, afirma Sofia Oliveira Pais, diretora do centro.
A classificação de “Excelente” resulta de um rigoroso processo de avaliação externa, conduzido por painéis internacionais, que analisaram critérios como a produção científica, a articulação com a sociedade e a estratégia de investigação.
O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Universidade Católica Portuguesa acaba de ser distinguido, mais uma vez, com a avaliação de Excelência no processo de Avaliação das Unidades de I&D promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), alcançando a pontuação máxima em todos os critérios de avaliação.
Além da avaliação de excelência, o CBQF viu também o seu financiamento significativamente reforçado para um total de 4,8 milhões de euros.
Manuela Pintado, diretora do CBQF, sublinha que “este reconhecimento é motivo de enorme orgulho para todos nós. É o reflexo direto da dedicação, competência e excelência da nossa equipa e da qualidade do trabalho que desenvolvemos diariamente. Este resultado reforça não só a importância de uma investigação colaborativa e internacionalizada, mas também o impacto positivo que procuramos gerar na sociedade. Estamos preparados para continuar a inovar, lado a lado, com o mesmo compromisso firme com a excelência.
O período especial de candidaturas para os docentes internos da Universidade Católica decorre até ao dia 25 de abril de 2025.
A Universidade Católica Portuguesa (UCP) abriu uma época especial de candidaturas, direcionada exclusivamente aos seus Professores internos, para dois cursos inovadores focados na transformação digital do ensino e na formação a distância.
A iniciativa integra o programa Training for Digital Transformation da UCP, composto por dez cursos não conferentes de grau, que visam qualificar jovens e adultos com frequência universitária em áreas não CTEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), preparando-os para as mudanças tecnológicas. O programa decorre no âmbito da iniciativa do Governo Português “Impulso Mais Digital” e da submedida “Reforço das Competências Digitais”.
Uma oportunidade singular para os Professores da Universidade Católica
As duas formações disponíveis nesta fase especial de candidaturas para os Professores da Universidade Católica Portuguesa são o curso “Transformação Digital do Ensino” e a “Pós-Graduação em Formação a Distância”, ambos sob a coordenação da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP).
Trata-se de uma oportunidade única de formação que vem dar resposta aos novos desafios da transformação digital. Um aspeto distintivo desta oferta é a sua total gratuitidade para os docentes internos da universidade. O período de candidaturas para esta fase especial decorre até ao dia 25 de abril de 2025.
O curso de “Transformação Digital do Ensino” (12 ECTS) está programado para decorrer de 1 de julho a 25 de setembro de 2025. A sua estrutura combina 40 horas de contacto com trabalho autónomo, sendo as aulas ministradas online, com uma frequência de dois a três dias por semana.
Por sua vez, a “Pós-Graduação em Formação a Distância” (25 ECTS) terá lugar de outubro de 2025 a fevereiro de 2026, compreendendo 80 horas de contacto e trabalho autónomo. As sessões serão igualmente online, com uma frequência de dois a três dias por semana, oferecendo ainda a possibilidade de duas sessões presenciais aos sábados de manhã.
O programa “Training for Digital Transformation”
A iniciativa “Training for Digital Transformation” contempla 10 cursos não conferentes de grau, de duração variável, e com atribuição de ECTS. Os cursos permitem desenvolver as competências digitais dos públicos-alvo, em parceria com as empresas que integram o consórcio.
António Andrade, docente na Católica Porto Business School (CPBS) e coordenador do programa, enfatiza a relevância desta iniciativa face a um mercado de trabalho cada vez mais digital e exigente, que valoriza a inovação e a transformação.
Os dez cursos abrangem um leque diversificado de áreas e são coordenados pelas várias Faculdades da Católica no Porto, Braga e Lisboa.
Os docentes internos da UCP são agora convidados a aproveitar esta época especial para se candidatarem aos dois cursos mencionados, e coordenados pela FEP-UCP.
No dia 10 de abril, a Universidade Católica Portuguesa no Porto, em parceria com a Galp, lançou oficialmente o Católica Centre for Thriving Futures. Este novo centro junta três escolas — a Católica Porto Business School, a Escola Superior de Biotecnologia e a Faculdade de Direito – Escola do Porto — reconhecendo que os desafios mais urgentes da atualidade exigem respostas interdisciplinares. A pergunta que norteou o lançamento do Centro foi tão urgente quão ambiciosa: “Como pode a inovação acelerar a criação de thriving futures?”
“Hoje não inauguramos apenas um centro" afirmou Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, acrescentando "assumimos o compromisso, enquanto universidade, com as nossas escolas e investigadores, de trabalhar em conjunto por um mundo mais sustentável". A reitora reforçou a necessidade de a sustentabilidade passar a ocupar um papel central na educação e na liderança: “Num mundo cada vez mais complexo e incerto, a sustentabilidade não pode continuar a ser uma conversa paralela — tem de ser a essência do modo como educamos e lideramos.” E acrescentou: “O Católica Centre for Thriving Futures vai promover investigação interdisciplinar, ideias ousadas e parcerias com impacto. Será um ponto de encontro para empreendedores, líderes empresariais, académicos e estudantes, onde se co-criam soluções não só resilientes, mas regenerativas. O nosso objetivo não é apenas a sustentabilidade, é o thriving.”
A apresentação do novo centro ficou a cargo de Wayne Visser, diretor do Centro e Chair em Regenerative Business, Innovation and Technology na Católica Porto Business School. A liderança do Centro é também partilhada com Marta Portocarrero, da Faculdade de Direito - Escola do Porto, e Pedro Rodrigues, da Escola Superior de Biotecnologia.
Com o apoio da Galp, o Católica Centre for Thriving Futures afirma-se como um catalisador de mudança sistémica, promovendo a colaboração entre diferentes disciplinas para enfrentar desafios globais.
“Estamos muito entusiasmados com a interdisciplinaridade,” referiu Wayne Visser. “É um dos elementos chave que torna esta iniciativa única — a convergência entre política, tecnologia e análise de negócios.” Já Marta Portocarrero destacou o papel da Faculdade de Direito no apoio à missão do Centro, explicando que “o nosso trabalho passa por uma análise crítica da legislação europeia e nacional e da sua influência nas estratégias de inovação e sustentabilidade das empresas. Sempre que necessário, proporemos alterações legislativas que possam dar melhor suporte a estes objetivos.” Do lado da biotecnologia, Pedro Rodrigues salientou o papel estratégico da escola na resposta a desafios como, por exemplo, a doença de Alzheimer: “A nossa contribuição está na integração de conhecimento e na aplicação de ferramentas baseadas em IA e análise de dados para fomentar inovação em áreas como a saúde, agroalimentar e sistemas ambientais.”
Ana Casaca, diretora global de Inovação da Galp, foi a keynote speaker do evento, oferecendo uma visão valiosa sobre inovação e competitividade na Europa. Sublinhou a importância crítica da colaboração entre a academia e a indústria: “Há já muitas empresas a trabalhar com instituições de investigação, mas é preciso ir muito mais longe. Por isso, é um orgulho estar aqui como membro fundador do Católica Centre for Thriving Futures.” Terminou com um apelo: “Vamos aproveitar este Centro para reforçar a colaboração e libertar o nosso verdadeiro potencial.”
O painel de debate “O Papel da Inovação na Construção de Thriving Futures”, moderado por Wayne Visser, juntou vozes diversas: Manuel Andrade (Galp), Conceição Silva (Católica Porto Business School), Pedro Rodrigues (Escola Superior de Biotecnologia) e Pedro Cerqueira Gomes (Faculdade de Direito – Escola do Porto). A sessão reforçou o compromisso do Centro com a colaboração transdisciplinar como motor de mudança sistémica. Alinhada com a afirmação de Ursula von der Leyen de que “a Europa tem de ser melhor a transformar grandes ideias em grandes negócios”, a conversa abordou não só as oportunidades, mas também os obstáculos estruturais à inovação. Um dos maiores desafios apontados foi a complexidade dos processos de contratação pública e privada, que frequentemente atrasam a implementação de soluções inovadoras e sustentáveis.
“Na Universidade Católica Portuguesa estamos muito orgulhosos desta iniciativa — não apenas pela visão ambiciosa, mas pela forma como reúne as forças complementares das nossas escolas. É um verdadeiro esforço interdisciplinar, que cruza Direito, Política, Ciência, Tecnologia e Gestão para gerar impacto no mundo real,” afirmou Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o Porto e para a Sustentabilidade.
Com o lançamento do Católica Centre for Thriving Futures, a Universidade Católica dá um passo decidido no sentido de aproximar o conhecimento académico dos desafios concretos do mundo, afirmando-se como agente de transformação positiva e catalisador de esperança.
Empresas progressistas são convidadas a juntar-se à Galp como membros fundadores do Centro, beneficiando de análises personalizadas em política, tecnologia e gestão, alinhadas com os seus compromissos de desenvolvimento sustentável. Para mais informações, contacte Wayne Visser através do e-mail: wvisser@ucp.pt.
No seguimento do processo eleitoral recentemente concluído para os órgãos da Ordem dos Advogados, foram eleitas para o Conselho de Deontologia do Porto duas docentes da Faculdade de Direito, Catarina de Oliveira Carvalho, coordenadora da especialização em Direito do Trabalho do Mestrado em Direito, e Maria do Rosário Epifânio, especialista em Direito da Insolvência.
O Conselho de Deontologia do Porto da Ordem dos Advogados exerce o poder disciplinar em primeira instância e vela pelo cumprimento das normas de deontologia profissional relativamente aos advogados e advogados-estagiários com domicílio profissional na área do respetivo distrito.
Numa parceria entre a Psicologia e a Gestão, estudantes de 5 países participaram num Blended Intensive Programme (BIP) - um programa intensivo e inovador que combina ensino online e presencial, e que proporciona aos estudantes uma experiência internacional enriquecedora sem necessidade de deslocações prolongadas.
A Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP) e a Católica Porto Business School promoveram uma experiência académica internacional única ao organizar um Blended Intensive Programme (BIP).
Durante uma semana, estudantes de várias nacionalidades e universidades parceiras, lado a lado com alunos da UCP, reuniram-se, na Católica no Porto, para um curso intensivo, marcado pela aprendizagem interdisciplinar e networking.
Com o tema "Innovation Beyond Boundaries: Crafting Education and a Talented Workforce in an Era of Change", esta edição reuniu estudantes de 5 países numa parceria entre a Psicologia e a Gestão, com foco no cruzamento entre inteligência artificial, saúde mental e liderança empática.
Uma semana intensa de workshops, palestras e visitas a contextos no Porto
Antes do início do curso presencial, os estudantes tiveram acesso a materiais preparatórios e participaram numa sessão de abertura online. A experiência na Universidade Católica, no Porto, decorreu entre 24 e 28 de março de 2025, com um programa diversificado que integrou workshops interativos e palestras especializadas. Alguns dos temas abordados incluíram o papel da investigação na transformação organizacional, as potencialidades da educação na capacitação dos profissionais do futuro, diversidade e inclusão no contexto organizacional, comunicação sustentável, tomada de decisão e liderança empática, inteligência artificial no trabalho e saúde mental no contexto laboral.
Além das atividades académicas, os estudantes participaram em visitas institucionais a locais estratégicos, como o Lionesa Business Hub, o Estádio do Dragão e o Hospital de São João, o que proporcionou uma visão prática e aplicada dos conteúdos abordados no programa. Para além do rigor académico, a iniciativa integrou momentos culturais e de convívio, promovendo a construção de ligações entre os estudantes.
Para Filipa Sobral (FEP-UCP) e Eva Dias de Oliveira (CPBS), docentes e membros da comissão organizadora do curso intensivo, esta heterogeneidade enriqueceu os debates e proporcionou um valioso intercâmbio de ideias. "A interação entre estudantes de diferentes origens promove competências interculturais fundamentais, como a adaptação a novas realidades, a comunicação eficaz em contextos multiculturaise o trabalho colaborativo internacional", sublinham.
Uma semana que deixou marcas positivas
O impacto do BIP ecoa nas palavras dos participantes. João Mury, estudante da CPBS e participante no curso, descreveu a semana como “transformadora em vários sentidos”, sublinhando a oportunidade de partilhar experiências e ideias sobre os desafios contemporâneos da educação e do futuro do trabalho. “O contacto com professores e colegas internacionais enriqueceu ainda mais esta experiência, que, além da troca de perspetivas, permitiu a criação de amizades verdadeiramente significativas”, afirma.
Mariana Santos Almeida, estudante da FEP-UCP, partilha esta visão, realçando a “experiência marcante, que combinou de forma única o crescimento académico e a troca cultural. Entre workshops, visitas e palestras, pude refletir sobre os desafios atuais da academia e do mercado de trabalho internacional.” Para a estudante, esta vivência reforçou a certeza da importância da colaboração internacional para a formação pessoal e académica, deixando-a ainda mais motivada para futuros projetos além-fronteiras.
Vindo da Lituânia, Tomas Milius partilhou a sua gratidão pela oportunidade de conhecer a Universidade Católica e por conhecer pessoas incríveis. “Os professores foram muito acolhedores e simpáticos. Criaram um ambiente que me fez sentir em casa. Além disso, aprendi coisas novas que serão úteis na minha carreira no futuro. Estou muito grato por esta oportunidade!”, refere.
Aescolha da Universidade Católica Portuguesa no Porto para acolher o BIP reforça a sua posição na organização de programas inovadores e interdisciplinares. "A UCP destaca-se pelo seu compromisso com a excelência académica e internacionalização, e o Porto, enquanto cidade cosmopolita e dinâmica, oferece um contexto ideal para a reflexão sobre os temas abordados no curso", afirma Filipa Sobral.
"O sucesso desta edição deve-se ao empenho da equipa organizadora, à dedicação dos docentes e ao entusiasmo dos estudantes. Agradecemos a todos os participantes e esperamos continuar a fortalecer esta iniciativa nas próximas edições!", concluem as professoras da FEP-UCP e da CPBS.
Da comissão organizadora do BIP, fizeram também parte Patrícia Oliveira-Silva (FEP-UCP) e Diogo Costa, investigador no Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH).
O que é o BIP?
O Blended Intensive Programme (BIP) é uma iniciativa do programa Erasmus+ que junta, no mínimo, três instituições de ensino superior para desenvolver um curso breve, multidisciplinar e internacional, focado em estratégias inovadoras de ensino e aprendizagem.
Com um formato híbrido, que combina ensino online e presencial, permite aos estudantes uma experiência internacional sem a necessidade de deslocações prolongadas. A abordagem interdisciplinar e a forte componente prática tornam este programa essencial para o desenvolvimento de competências em inovação, colaboração e adaptação a contextos multiculturais.