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Novidades

Alunas da Católica Porto Business School e da Escola Superior de Biotecnologia na Final Nacional de concurso de Literacia Financeira

Uma equipa multidisciplinar da Universidade Católica Portuguesa no Porto, que integra alunas da Católica Porto Business School e da Escola Superior de Biotecnologia, é uma das cinco selecionadas para a Final Nacional do concurso "O Meu Futuro Financeiro", promovido pelo Banco de Portugal e pela CFA Society Portugal.  

Carolina Mendonça (Licenciatura em Bioengenharia), Francisca Sousa (Mestrado em Engenharia Biomédica), Rafaela Melo (Licenciatura em Gestão) e Vitória Afonso (Licenciatura em Gestão) destacaram-se entre 124 equipas de 27 universidades, num universo de mais de 390 estudantes. 

A Final Nacional realiza-se no Museu do Dinheiro, em Lisboa, no dia 17 de março, às 14 horas, onde as alunas vão disputar a última fase da competição. Nesta última fase, os finalistas são desafiados a apresentar oralmente as suas conclusões e a responder a questões colocadas pelo júri, num exercício que testa o seu conhecimento financeiro e capacidade de argumentação.

A competição, realizada no âmbito da celebração da Semana da Formação Financeira e da Global Money Week 2025, tem como objetivo promover a literacia financeira entre os estudantes universitários, incentivando a adoção de boas práticas na gestão orçamental, poupança, utilização responsável do crédito e segurança financeira digital. 

20-02-2025

Božidar Vlačić: “O conhecimento é um dos poucos recursos que não perde valor quando o partilhamos.”

Božidar Vlačić é Professor Auxiliar da Católica Porto Business School e coordenador do Centro de Estudos em Gestão e Economia. Com 34 anos e nascido na antiga Jugoslávia, Božidar Vlačić vive em Portugal desde 2019. Desde 2018 é doutorado com distinção em Análise Económica e Estratégia Empresarial pela Universidade de Vigo, Universidade de Santiago e Universidade da Corunha (Espanha). Para ele, “aprender é uma necessidade” e “os valores são fundamentais”.

 

Quais são as suas principais memórias de infância?

Quando penso na minha infância, lembro-me de viajar muito, sempre com a família.  Venho da antiga Jugoslávia, por isso é um tipo de viagem diferente do que estamos agora habituados. Durante a minha infância, passei muito tempo com a minha avó e o meu avô. Gostava de assistir a jogos de basquetebol e havia um livro fantástico que o meu avô me deu, chamado Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Também joguei xadrez com ele. Boas memórias.

 

Durante os anos de ensino secundário, quais eram os seus sonhos profissionais? 

Cresci com os meus avós e ambos estavam ligados às áreas da Economia e dos Negócios por isso sabia que faria algo dentro do tema, só nunca pensei que seria professor. Comecei a trabalhar no setor do turismo, como era normal na minha cidade junto à praia. Foi a área onde trabalhei até iniciar o doutoramento.

 

Tornar-se professor foi inesperado...

Nem tinha a certeza de que me tornaria professor até começar a trabalhar na Católica. Muitas coisas contribuíram para que eu chegasse até aqui. Uma delas foi conhecer a minha mulher, que é portuguesa, e, claro, terminar o doutoramento em Espanha. Quando terminei o doutoramento, nunca pensei em desistir da investigação, porque a curiosidade nunca acaba.

 

“Desde o início, senti-me muito acolhido pela Católica Porto Business School.”

 

O que o fascina nesta área?

Desde muito jovem que sou fascinado por processos, como algo funciona a nível organizacional e descobrir como atravessamos fronteiras porque foi isso que me trouxe até aqui. Depois, quando mudei para a indústria do turismo, deparei-me com hóspedes estrangeiros, línguas novas e exposição a diferentes culturas de uma forma muito positiva, o que realmente despertou o meu interesse e me fez estudar negócios internacionais.
Tenho por hábito combinar esse tipo de conhecimento com sistemas de informação e desenvolvimento tecnológico. A minha investigação centra-se na forma como as empresas atravessam fronteiras, quais são os melhores padrões e quais as abordagens que lhes permitem permanecer competitivas através de muitos aspetos diferentes, incluindo serem inovadoras e resilientes.

 

Quando veio para Portugal e para a UCP?

Conheci a minha mulher e decidi mudar-me para Portugal. Só um ano depois comecei a trabalhar na UCP. Houve uma chamada internacional para professores auxiliares e então inscrevi-me. Lembrar-me-ei para sempre do processo de uma forma muito positiva. Desde o início senti-me muito acolhido pela Católica Porto Business School.

 

É coordenador do CEGE. Sente que é um desafio?

Há bastante para fazer. Há muitas coisas boas que estamos a desenvolver, mas nunca as considerei um desafio porque, para mim, um desafio é quando acordamos e adormecemos a pensar na mesma coisa.

 

E quantos investigadores são?

Neste momento, temos 38 e aspiramos crescer.

 

“Algo que também distingue o centro é a nossa visão de transformar a investigação num ativo impactante.”

 

Quais são as principais áreas de pesquisa?

Temos três áreas-chave - Mercados e Política, Gestão e Desempenho de Serviços e Ética e Sustentabilidade. Os investigadores estão predominantemente afiliados a uma dessas áreas, no entanto, isso não os impede de trabalhar em qualquer outra ou de colaborar entre si, uma vez que o centro foi criado de baixo para cima. Apoiamos colegas que desejam colaborar e também apoiamos os colegas a abraçar uma colaboração interdisciplinar com outros centros.

 

O que distingue o CEGE?

Dado que o centro existe há mais de 20 anos, as áreas de especialização evoluíram devido à sua natureza dinâmica. E penso que a nossa especialização nas três áreas principais mencionadas acima fala por si - as contribuições dos membros do CEGE são reconhecidas mundialmente. Algo que também distingue o centro é a nossa visão de transformar a investigação num ativo impactante. Tentamos que as atividades realizadas tenham a investigação como componente principal, mas ligamo-las à aplicação para que, sempre que possível, partilhemos as grandes coisas que fazemos para além dos corredores da academia.

 

Como é que os alunos do CPBS se relacionam com o CEGE? 

Temos vários mecanismos à nossa disposição. Um deles é, sem dúvida, o programa de mentoria CEGE que iniciámos. Porém, caso os alunos demonstrem interesses específicos, o CEGE tenta encontrar a melhor correspondência entre o aluno e os projetos em curso, onde tenham oportunidades de colaborar em diferentes capacidades. Também organizamos vários eventos, alguns deles com mais de 40 participantes, incluindo estudantes.

 

Porque são hoje as universidades tão importantes para o desenvolvimento das sociedades? 

Enquanto as universidades, na minha opinião, se concentrarem em coisas importantes (promover o conhecimento e transferir conhecimento), a sua relevância será mantida. No entanto, acho que se elas abandonarem qualquer um desses dois, o que espero que nunca aconteça, começaremos realmente a questionar se precisamos delas. Penso que se as universidades estiverem focadas no progresso do conhecimento, ultrapassando as fronteiras do que sabemos e, ao mesmo tempo, transferindo-o para as próximas gerações, então o seu papel é fundamental na sociedade porque o conhecimento é um dos poucos recursos que não perde valor quando o partilhamos.

 

A universidade mudou a sua vida?

Sempre gostei muito de aprender e saber mais. Quando fiz uma licenciatura pensei “OK, aprendi o básico, mas quero aprender algo mais específico”. Por isso, fiz o mestrado em sistemas de informação e terminei-o com especialização em negócio internacional. Ao concluir o mestrado, embarquei na jornada do doutoramento, onde me apaixonei pela investigação.

 

“Para mim, os valores, principalmente na nossa universidade, são fundamentais.”

 

Considera que, na sua vida, aprender é um privilégio?

Aprender é uma necessidade porque existem muitos tipos diferentes de aprendizagem. Muitas vezes penso nas coisas que aprendi e que têm muito pouco a ver diretamente com o que estou a investigar, como basquetebol ou culinária.

 

O que mais gosta em Portugal?

Primeiro, a minha esposa (risos). Em Portugal existe uma cultura familiar, muito parecida com aquela de onde venho. Para mim, os valores, principalmente na nossa universidade, são fundamentais.

 

Sente a falta de Montenegro? 

Vou muito a Montenegro porque encontro forças na vida através da minha família. E a família é muito, muito importante. Vou a Montenegro sempre que possível, a cada dois ou três meses.

 

Por que deveríamos visitar Montenegro? O que é inesquecível e imperdível?

Acho que algo que gosto muito é a natureza selvagem. No mesmo dia podemos esquiar e praticar snowboard no norte ou nadar em água quente no sul. O país também bastante acessível, com várias ligações que nos permitem ir de norte a sul em apenas duas horas. Acho que a natureza e todas as coisas bonitas que esta oferece, aliadas à gastronomia, tornam a estadia muito agradável. As pessoas podem ficar em Montenegro, mas também podem usá-lo como ponto de partida para explorar os países à volta, como a Croácia, a Albánia, a Sérvia ou a Bósnia e Herzegovina.

 

É difícil aprender português?

Morei em Espanha desde 2015 até vir para Portugal. Especificamente, morei em Vigo onde tive a oportunidade de aprender galego. O meu sogro dizia que ficamos para sempre marcados pelo espanhol e pelo galego. Acho que nunca falarei português perfeito. Porém, atualmente conheço mais palavras em português do que em espanhol. Costumo combinar as duas línguas, mas sou sincero: nunca fui a uma aula de português para estrangeiros (risos).

 

 

19-02-2025

Mestrado Europeu da ESB reúne estudantes de várias nacionalidades

A Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa acolheu, uma vez mais, estudantes de diferentes partes do mundo para uma nova edição do European Master of Science in Sustainable Food Systems Engineering, Technology and Business (BiFTec-FOOD4S). Este semestre, 45 alunos frequentam o 1ºano deste prestigiado mestrado europeu, representando 23 países e 4 continentes. Na ESB encontram-se ainda 11 alunos, no 2ºano do mestrado, a realizarem as suas dissertações.

O BiFTec-FOOD4S é um Mestrado Conjunto Erasmus Mundus, organizado por um consórcio de quatro instituições europeias: Universidade Católica Portuguesa, KU Leuven (Bélgica), Universidade de Ciências Aplicadas Anhalt (Alemanha) e University College Dublin (Irlanda). O programa visa impulsionar a inovação, a tecnologia e a sustentabilidade no setor alimentar.

Rui Morais, coordenador do BiFTec-FOOD4S na ESB, destaca o impacto desta parceria: "A indústria alimentar é um setor estratégico para a economia portuguesa, com uma forte ligação ao ecossistema empresarial. A colaboração entre unidades de investigação de excelência científica e com uma aplicação prática relevante pode ter um papel decisivo no desenvolvimento do setor."

18-02-2025

Reitora da Universidade Católica Portuguesa participa no Jubileu dos Artistas em Roma

A Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, foi uma das oradoras da conferência internacional que reuniu representantes das mais conceituadas instituições artísticas e museológicas do mundo, este sábado, em Roma, durante o Jubileu dos Artistas e do Mundo da Cultura.

Dedicado ao tema “Sharing Hope – Horizons of Cultural Heritage”, o encontro pretendeu refletir sobre as possibilidades, os métodos e as linguagens atuais de promoção e valorização do património religioso e artístico, terminando com a assinatura de um manifesto educativo sobre a transmissão do código cultural das religiões. Contou com a participação de curadores, académicos do mundo das artes e diretores de prestigiadas instituições como os Museus do Vaticano, a National Gallery de Londres, o Museo Nacional del Prado, a National Gallery Washington, o Museo Egizio ou a Accademia Nazionale dei Lincei.

“Argumentar que a mudança de códigos culturais oblitera o património, pressupõe uma visão estática da cultura. A própria história do Cristianismo ilustra um padrão de integração, incorporando diversas influências da Ásia à Grécia, das tradições festivas das tribos do Norte ao simbolismo indígena das civilizações pré-colombianas. Mesmo uma tradição cultural historicamente dominante não é definida por homogeneidade nem permanência, mas por pluralismo e evolução”, salientou Isabel Capeloa Gil, que discursou enquanto Presidente da Federação Internacional de Universidades Católicas.

“Novos protagonistas estão a reconfigurar a forma como os legados artísticos e culturais do passado são percebidos, mediados e transformados através de plataformas tecnológicas”, sublinhou na sua intervenção, na qual também analisou diferentes obras como “Altar” de Kris Martin, “L’Agneau Mystique” dos irmãos Van Eyck e um dos videoclips da dupla The Carters, formada por Beyonce e Jay Z, filmado no Louvre.

“A nossa responsabilidade é proporcionar coligações novas e inesperadas que convidem novos protagonistas para o discurso do património”, defendeu a Reitora da Católica.  

Esta conferência internacional integra o programa dedicado ao Jubileu dos Artistas e do Mundo da Cultura, entre 15 e 18 de fevereiro, em Roma, que incluiu também a inauguração de exposições e encontros com artistas, entre outros eventos.

O Jubileu dos Artistas e do Mundo da Cultura é organizado pelo Dicastério para a Cultura e Educação da Santa Sé, liderado pelo Cardeal português D. José Tolentino de Mendonça.

 

Isabel Capeloa Gil, Reitora da Católica, Yan Pei-Ming, artista, e D. José Tolentino de Mendonça, Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé

 

18-02-2025

EA recebeu conferência sobre Pedagogia Fílmica: o cinema como âmbito de educação

No passado dia 14 de Fevereiro, a Escola das Artes recebeu a conferência “Pedagogia Fílmica: o cinema como âmbito de educação”, orientada pelo investigador Álvaro Dosil Resende, do Departamento de Pedagoxía e Didáctica da Universidade de Santiago de Compostela, no âmbito de uma visita ao CITAR.

A conferência abordou temas como o cinema e o audiovisual, destacando o seu lugar de relevancia entre as manifestações culturais e artísticas do nosso tempo e a capacidade de gerar mudanças nos sistemas de valores dos indivíduos.

Assumimos que o cinema é um âmbito geral da educação porque reúne as condições dos âmbitos gerais da educação que estão incluídos na educação geral.

Nesta sessão, a Pedagogia do Cinema como âmbito de educação e a educação cinematográfica foram defendidas desde a perspectiva mesoaxiológica e no contexto do trabalho de investigação da tese de Álvaro Dosil.

Na ocasião foi também proposta uma recolha de dados em torno dos valores educativos dos projectos INSERT, Plano Nacional de Cinema e também entorno da Educação Fílmica nas leis educativas de Portugal.

 

17-02-2025

Startup de investigadora do CBQF vence programa EIT Food Accelerator Network

A start-up AgroGrIN Tech, co-fundada pela investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina, Débora Campos, venceu o 1.º prémio no programa EIT Food Accelerator Network (EIT FAN) no hub de Paris. Este prestigiado prémio inclui um financiamento de 50.000€ para acelerar o crescimento e a inovação da start-up, que se dedica a levar ao mercado ingredientes alimentares Clean Label através de soluções sustentáveis e circulares.

A AgroGrIN Tech foi também selecionada como beneficiária da iniciativa Women TechEU, promovida pelo European Innovation Council (EIC), para o período de 2023-2024. Esta iniciativa concedeu um apoio de 75.000€ para o desenvolvimento do negócio e para reforçar ainda mais a posição da start-up no mercado.

Estas distinções representam um marco significativo para a AgroGrIN Tech, reforçando o seu compromisso com a criação de soluções inovadoras e sustentáveis no setor alimentar.

O CBQF orgulha-se de apoiar investigadores como Débora Campos, que contribuem para avanços pioneiros alinhados com os objetivos globais de sustentabilidade.

 

Sobre a AgroGrIN Tech

A AgroGrIN Tech é uma start-up dedicada ao desenvolvimento de ingredientes alimentares naturais e sustentáveis, seguindo a abordagem Clean Label. Através de processos biotecnológicos inovadores, a empresa transforma subprodutos agrícolas em soluções de alto valor, promovendo práticas de economia circular.

 

13-02-2025

Training for Digital Transformation: Universidade Católica lança 10 novos cursos para reforçar competências digitais

A Universidade Católica Portuguesa reforçou a sua oferta de formação com dez novos cursos que visam qualificar jovens e adultos com frequência universitária em áreas não CTEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) na preparação para as mudanças tecnológicas. Os cursos vão desde a área do analytics nas ciências sociais ao multimédia e produção de conteúdos, passando pela transformação digital do ensino e pelas tecnologias no suporte à gestão, entre muitos outros.

A iniciativa - Training For Digital Transformation contempla cursos não conferentes de grau, de duração variável, com atribuição de ECTS, que permitem desenvolver as competências digitais dos grupos-alvo, em parceria com as empresas do consórcio, que atuam nas áreas relevantes para a formação prevista e que terão um contributo decisivo no desenvolvimento do percurso formativo dos formandos. O Training For Digital Transformation decorre no âmbito da iniciativa do Governo Português Impulso Mais Digital e da submedida Reforço das Competências Digitais.

António Andrade, coordenador do programa Training for Digital Transformation, afirma que “o mercado de trabalho é cada vez mais exigente, em permanente, acelerada e profunda mudança, intensificando a digitalização do ambiente de trabalho e ambicionando a inovação e a transformação digital. Este fenómeno de ContinuousNext interpela a Universidade Católica a desenhar propostas de formação diversificadas, em parceria com empresas, que propiciam uma aprendizagem mais imersiva nos contextos profissionais.”

 

10 cursos para desenvolver competências digitais

Os 10 novos cursos têm diferentes durações e modos de funcionamento (presencial, a distância ou híbrido). As formações são coordenadas por diversas Faculdades da Católica em Braga, Porto e Lisboa.

A Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, em Braga, disponibiliza os cursos em “Analytics para Ciências Sociais”, “Formação de Professores TIC - Gestão de Dados e Sistemas Informáticos” e “Formação de Professores TIC - Ensino de Informática”. No Porto, a Católica Porto Business School promove os cursos “Digital Office para Juristas” e “Tecnologias para a Transformação Digital”. Já a Faculdade de Educação e Psicologia oferece a Pós-graduação em “Formação à Distância” e o curso “Transformação Digital do Ensino”. A Faculdade de Ciências Humanas, em Lisboa, oferece as Pós-Graduações em “Comunicação e Produção de Conteúdos Multimédia” e em “Comunicação e Transformação Digital” e uma formação em “Transmédia e Storytelling Digital”.

Porquê Training for Digital Transformation? António Andrade explica “porque acreditamos que pessoas com formação e experiência, em áreas menos dinamizadas pela tecnologia, estão muito bem apetrechadas com competências e valores para compreender contextos e culturas organizacionais, sendo particularmente capazes de incorporar princípios éticos e de sustentabilidade numa sociedade cada vez mais digital.”

Todas as formações visam requalificar jovens e adultos desenvolvendo competências que reforçam a preparação para as mudanças tecnológicas que exigem abordagens sempre inovadoras; a abertura a novas profissões; a redução do desemprego tecnológico; a inclusão digital e social; o aumento da empregabilidade, ao permitirem destacar-se com competências úteis às organizações; o estímulo da inovação e da criatividade; a relevância do seu contributo para a sociedade digital ao incorporar princípios éticos e de sustentabilidade nos desafios apresentados.

No âmbito do programa Impulso Mais Digital e da submedida Reforço das Competências Digitais, financiado pelo PRR, serão atribuídas Bolsas de Estudo de acordo com as regras e os critérios constantes em regulamento específico.

Mais informações sobre os programas e candidaturas aqui.

 

13-02-2025

Católica Porto Business School lança novo Curso Intensivo em Analytics e AI para Negócios

A Católica Porto Business School acaba de anunciar o lançamento do Curso Intensivo em Analytics e AI para Negócios, cuja primeira edição tem início previsto para maio. Esta nova formação representa um reforço estratégico no portefólio de Formação Executiva da Escola, e procura responder à crescente necessidade do mercado empresarial por competências em Business Analytics e Inteligência Artificial. Segundo Conceição Silva, diretora do curso e diretora adjunta da Católica Porto Business School para as áreas de Research, Innovation, and Sustainability, "o programa permite que profissionais de diversas áreas adquiram competências essenciais para a transformação digital das organizações". 

Num mundo cada vez mais orientado por dados, as áreas de Business Analytics e Inteligência Artificial têm um papel fundamental na tomada de decisões estratégicas e operacionais das empresas. "A Inteligência Artificial Generativa está a revolucionar a criação de conteúdos, a automação de tarefas e a inovação de produtos, enquanto Business Analytics permite transformar grandes volumes de dados em insights acionáveis", destaca Conceição Silva. A integração destas tecnologias nas organizações é essencial para garantir competitividade e preparação para os desafios do futuro. 

O Curso Intensivo em Analytics e AI para Negócios foi concebido também para atuar como uma porta de entrada para a Pós-Graduação em Managing with Analytics. "A estrutura modular e introdutória do curso permite que os profissionais ganhem confiança e compreensão sobre os conceitos-chave, facilitando a transição para uma aprendizagem mais aprofundada", explica a diretora do programa. Assim, o curso intensivo possibilita um primeiro contacto estruturado com os fundamentos de Business Analytics, Inteligência Artificial Generativa, Power BI e Data Mining, preparando os participantes para um estudo mais avançado. 

As candidaturas para a primeira edição já estão a decorrer e podem ser feitas através da página oficial do curso.

 

13-02-2025

José Vasco Carvalho: “O Som é um elemento essencial das estórias.”

José Vasco Carvalho é alumnus e docente da Escola das Artes. É natural do Porto, mas passou parte da sua infância em Chaves, de onde guarda muito boas memórias. Dedica a sua vida ao Som, pelo qual tem fascínio devido à “sua dimensão analítica e matemática.” É, também, autor do som de muitos filmes premiados nos melhores festivais internacionais. Sobre a Escola das Artes, destaca a seu contexto artístico e o project-based learning.

 

Em 1997, entra na licenciatura em Som e Imagem na Católica. Acabada de estrear …

Digamos que até chegar à Universidade eu experimentei um bocadinho de tudo. Passei pela Economia, depois pelas Ciências a pensar nas Engenharias e depois também cheguei a equacionar o Desporto, porque fui jogador de basquetebol. Na altura, quando me candidatei a Som e Imagem na Escola das Artes também me candidatei a Engenharia do Ambiente na Escola Superior de Biotecnologia. Houve ali um momento de indecisão. Foi absolutamente decisivo eu ter ouvido uma entrevista do Padre Luís Proença, na altura coordenador do curso. Lembro-me que na entrevista apresentou o curso e descreveu-o como sendo disruptivo e abrangente nos novos e velhos media. A partir daí, não tive mais dúvidas.

 

Porquê o interesse pelo Som?

Eu tinha tido formação musical, tocava instrumentos, tinha uma série de bandas. Tinha, também, alguma experiência de palco. Havia já uma certa ligação à área do Som. Em 2001, o Porto foi Capital da Cultura e, de repente, havia tanto movimento na Cultura que a cidade nem tinha meios de produção disponíveis. Foi nessa altura que comecei a fazer a captura de som para filmes. Eu estava ainda no terceiro ano do curso e já estava a trabalhar. Tive logo muito interesse na área e é a minha vida até hoje…

 

O que é que despertou o seu interesse?

É uma área fascinante. Na altura, lembro-me que fiquei muito entusiasmado com a captura sonora no contexto, com o contexto de rodagem e com o contacto próximo com os atores. Mas o que me prende até hoje a esta área é a dimensão matemática e analítica. Há uma relação analítica sempre que trabalhamos com processamento de sinal.

 

“Acreditamos que é pelo projeto e pela prática que os alunos evoluem.”

 

Para se trabalhar o Som, precisamos de ter uma audição especialmente apurada?

Antes de mais, trabalhar o Som exige uma capacidade física, ou seja, nem todas as pessoas têm uma capacidade auditiva apurada. Mas o treino é essencial. Treina-se a audição e apura-se esse sentido. A perda auditiva começa a aparecer entre os 50 e os 55 anos. Vamos perdendo a capacidade auditiva, mas essa perda pode ser compensada com experiência e com a capacidade de prestação dos sons. Há muitos sons que nos passam totalmente despercebidos. O ouvido atento treina-se. Falamos sempre muito de silêncio, mas o silêncio absoluto nem sequer existe. Tenho a minha audição tão desperta que sou péssimo para conversar no meio de ambientes muito ruidosos, porque facilmente me distraio com o que está à minha volta.

 

É coordenador do Mestrado em Som e Imagem. Qual é a grande marca da Escola das Artes?

A Escola das Artes tem duas coisas absolutamente distintivas. A primeira é o seu contexto artístico. Trabalhamos cinema, arte sonora e música num contexto artístico. Temos um conjunto de artistas residentes convidados que vêm trazer olhares diferentes. Vivemos uma comunidade artística interna e externa e deixamo-nos contaminar.  O outro fator que nos distingue é o project-based learning. Acreditamos que é pelo projeto e pela prática que os alunos evoluem e que conseguem encontrar também as suas definições conceptuais e artísticas.

 

Porque é que a uma dada altura a vida académica começou a fazer sentido na sua vida?

Sentia-me confortável a ensinar, porque, de facto, eu já tinha alguma experiência acumulada. Desde que comecei a trabalhar nunca mais parei e fiz muito Som para Cinema. A uma dada altura começa a fazer sentido sistematizar o conhecimento que tinha adquirido. Para além disso, também comecei a trabalhar com os nimes, que são os novos instrumentos musicais. No fundo, criar interfaces que medeiam o computador e a nossa prática musical. Tive muita vontade de investigar nessa área. Fiz o mestrado e depois segui para o doutoramento, onde explorei o tema da arte pública e das esculturas sonoras. Quando comecei a dar aulas na Católica, continuei sempre a fazer filmes. Nunca foi uma hipótese estar só dedicado à vida académica e, por isso, a minha vida faz-se entre a Universidade e o Som para Cinema. A prática é crucial. Desde logo, porque é esta experiência que enriquece as minhas aulas.

 

O som para Cinema é sempre trabalhado em pós-produção?

O som que ouvimos nos filmes é 90% das vezes feito em pós-produção, ou seja, nunca é feito em produção. Nada do que nós ouvimos em Cinema é a realidade. Aliás, não importa aquilo que é, mas o que nos parece que é.

 

“O Som faz 50% da história.”

 

Nem tudo o que parece é …

Há uma coisa que eu conto aos meus alunos e que ilustra bem esta situação. Uma vez fiz um filme de época. Havia um carro absolutamente lindíssimo, era um Porsche dos anos 60. Na altura, a Porsche já pertencia ao Grupo Volkswagen e tinha o mesmo motor do Carocha (risos). Como será fácil de perceber, a figura do carro não combinava minimamente com o seu som, então criou-nos ali uma situação estranhíssima, porque o som do motor não fazia jus ao carro. Usar o som real do carro seria muito mais estranho do que trabalhar o som em pós-produção.

 

Trabalhar o som implica estar totalmente por dentro daquilo que é o filme?

Sim, há um alinhamento total com o realizador e com a produção. No fundo, há um esforço de narrativa, porque o Som é um elemento essencial da história. O Som faz 50% da história. Os filmes de terror são um bom exemplo para explicar a importância do Som. Se virmos um filme de terror sem Som vamos ter diante de nós um filme absolutamente ridículo. O Som dá autenticidade, dá textura às coisas e até dá o próprio peso aos objetos. Quando falamos do decór de um filme, falamos muitas vezes de paredes que são construídas em esferovite. Apesar de serem de esferovite, no filme não pode parecer que são e vai ser o Som que lhe vai dar estrutura e a realidade que queremos.

 

Já vimos que na realidade não existe silêncio absoluto, mas nos filmes existe?

Pode existir, embora seja muito raro. Chamamos a isso silêncio radical e só é usado quando temos vontade de colocar o espetador na cadeira da sala de cinema. É de tal forma radical que não há ninguém que não esteja na sala de cinema e que de repente não se desligue da ação e se sinta na sala de cinema a ver um filme. Há uma quebra total.

 

Já alguma vez usou o silêncio radical?

Apenas duas ou três vezes. Uma vez foi com o Atsushi Funahashi, um realizador japonês. Ele queria mesmo silêncio total na última cena em que a personagem se atira de um penhasco. O realizador queria silêncio absoluto, porque isso enfatizava e dramatizava aquele momento.

 

“Anima-me poder aprender um bocadinho mais todos os dias.”

 

Já fez filmes que estiveram em praticamente todos os festivais de classe um e alguns deles até vencedores. Algum que seja especialmente bom de recordar?

O maior festival de animação do mundo é o Annecy e fiz a mistura de som para o filme que ganhou esta última edição. Percebes, de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires. É o prémio de animação mais importante do mundo. Fiz, também, o som de um filme do Gabe Klinger que ganhou o prémio do melhor documentário em Veneza - Jogo Duplo: James Benning e Richard Linklater.

 

Os prémios são importantes?

Não são muitos importantes. Mais do que os prémios, o mais importante é a presença nestes festivais, porque traz visibilidade e é isso que ajuda na captação de investimento.

 

O que é que o move?

A família é o principal motor da minha vida. O trabalho, também, me move imenso. A construção sonora para filmes e, claro, a Escola das Artes onde estou há tantos anos. Anima-me poder aprender um bocadinho mais todos os dias. Há sempre uma vontade de fazer mais e de conseguir apresentar novas perspetivas e de levar o melhor para os meus alunos.

 

 

13-02-2025

UCP4SUCCESS lança II Ciclo de Webinars para Estudantes: "Descomplicar a Universidade"

O UCP4SUCCESS lançou o II Ciclo de Webinars “Descomplicar a Universidade” desenvolvido, especialmente, para estudantes que frequentam o Ensino Superior pela primeira vez.

Este II Ciclo pretende criar oportunidade para os estudantes refletirem sobre o percurso de carreira que estão a construir, tendo em conta a importância da sua história de vida e das suas vivências académicas no desenvolvimento de competências essenciais. Uma reflexão pensada não só para a posterior entrada no mercado de trabalho, mas também para a conciliação de papéis de vida e alcance de metas pessoais e profissionais no futuro.

Com início a 26 de fevereiro sob tema “De que forma o meu percurso de carreira é enriquecido na universidade?”, o primeiro webinar conta com Íris Martins Oliveira e Ângela Sá Azevedo, docentes da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa.

O Ensino Superior é apenas uma etapa do percurso de carreira. Ao refletir sobre as nossas histórias de vida, os motivos que nos levaram a escolher um curso superior e as nossas ambições, podemos aproveitar as oportunidades que o Ensino Superior enceta para continuarmos a desenvolver competências e construir um percurso de carreira com significado e valor pessoal”, salientam as docentes.

As sessões seguintes decorem a 19 de março sob o tema “Desenvolver competências para o futuro” e a 9 de abril sobre “À descoberta do meu potencial”. Todas as sessões serão online, com início às 16 horas e com a duração de uma hora.

Inscreva-se nos webinars 

13-02-2025

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