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Católica concede título de Professora Honorária a Randi Levine, Embaixadora dos Estados Unidos em Portugal

A Universidade Católica Portuguesa atribuiu o título de Professora Honorária de Arte e Diplomacia à Embaixadora dos Estados Unidos em Portugal, Randi Charno Levine, numa cerimónia de homenagem realizada no dia 9 de janeiro, seguida de um jantar.

Randi Charno Levine passará a integrar, como palestrante, os programas de mestrado e doutoramento em Estudos de Cultura da Faculdade de Ciências Humanas da UCP, um mestrado reconhecido pelo Eduniversal Ranking como o segundo melhor do mundo na área de Gestão Artística.

Este título honorário reflete o compromisso da Católica em promover uma intersecção dinâmica entre a diplomacia e as artes, campos nos quais Randi Charno Levine sempre revelou capacidades excecionais de liderança e visão estratégica.

Durante a cerimónia, a Reitora da Universidade Católica, Isabel Capeloa Gil, sublinhou que “os esforços de Randi Levine para promover laços económicos e culturais profundos entre Portugal e os Estados Unidos são notáveis e deixam um legado duradouro. Estamos confiantes de que a sua distinta carreira e experiência vão enriquecer a comunidade académica e inspirar os nossos alunos”.

Randi Charno Levine é uma defensora da diplomacia cultural e tem liderado com sucesso a missão dos Estados Unidos da América em Portugal, promovendo uma diplomacia cultural com impacto significativo na sociedade.

Anteriormente, foi Comissária na Smithsonian National Portrait Gallery em Washington, D.C., curadora e responsável pela expansão da coleção permanente do museu.  Exerceu, também, funções como trustee do Meridian International Center em Washington, D.C, onde presidiu o Meridian Center for Cultural Diplomacy, orientando e liderando programas de intercâmbio internacional, desenvolvimento de exposições e parcerias estratégicas e comerciais. 

Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Missouri-Columbia, a Embaixadora Randi Charno Levine é também uma autora publicada.

 

13-01-2025

Equipa Nacional do Projeto CApS reúne para avaliar e perspetivar o futuro


No dia 7 de janeiro decorreu, na sala da presidência da Universidade Católica Portuguesa (UCP) – Braga, a reunião sobre o impacto da metodologia aprendizagem serviço (ApS) nos cursos da UCP, ao longo dos últimos cinco anos.

Esta reunião contou com a presença do Pró-Reitor da Católica Braga, Paulo Dias, assim como os elementos nacionais que integram a equipa do Projeto CApS – Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social, que pretende contribuir para a formação de alunos comprometidos com o futuro e com os  Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), sensíveis aos problemas dos mais vulneráveis e capazes de liderar mudanças.

Luísa Mota Ribeiro e Carmo Themudo, Coordenadoras do Projeto, definiram este encontro como "caloroso e produtivo" e do qual saíram com um "sentimento de gratidão". "Tivemos oportunidade de avaliar, refletir e celebrar as conquistas alcançadas nos últimos cinco anos, mas também de pensar no futuro. Saímos todos motivados a continuar a institucionalizar a ApS, que para todos é mais do que uma metodologia, colaborando assim na missão identitária da Universidade com a educação integral dos alunos e o serviço à comunidade", afirmam.

Esta metodologia de ensino combina a aprendizagem académica com o serviço à comunidade onde são valorizadas a participação ativa dos estudantes e dos membros da comunidade e a reflexão sobre a experiência vivida.

Este modelo de aprendizagem integra-se em linhas de inovação pedagógica e de responsabilidade social em que a UCP tem vindo a apostar, seja através dos profissionais que forma ou do trabalho que desenvolve em parceria com múltiplos interlocutores, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A ApS é uma metodologia educativa que promove nos estudantes uma compreensão mais abrangente e aprofundada dos temas curriculares, a par de um maior sentido de responsabilidade cívica. Nesta experiência, os estudantes desenvolvem os seus conhecimentos e as suas competências quer através da vivência e intervenção numa atividade de serviço que responde a necessidades previamente identificadas na comunidade, quer através de um processo contínuo de reflexão guiada.

As coordenadoras do CApS explicam, também, que a metodologia traz inúmeros benefícios para todos os envolvidos, com destaque para o desenvolvimento de competências por parte dos estudantes, no domínio académico e cognitivo, vocacional e profissional, pessoal, social, cívico, e ético moral.

Lares de idosos, centros de dia, jardins de infância, instituições de apoio a famílias vulneráveis e até a própria Universidade foram alguns dos locais que foram palco das iniciativas e projetos desenvolvidos no âmbito da metodologia ApS, que, na sua maioria, atuaram nas áreas da solidariedade e cooperação, apoio educativo e escolar, promoção da saúde e promoção dos direitos das pessoas.

O projeto conta com o apoio de especialistas internacionais, como consultores e avaliadores externos. O impacto e a eficácia do CApS são avaliados cientificamente, produzindo um conjunto de conhecimentos para melhorar as ações futuras. Os resultados serão divulgados nacional e internacionalmente.

 

09-01-2025

Universidade Católica Portuguesa no Porto e SEAL Group unidos no desenvolvimento de empresas e executivos

O SEAL Group e o Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa formalizaram um protocolo de colaboração, com o objetivo de fortalecer os laços entre as duas instituições.

A cerimónia de assinatura contou com a presença de Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, de João Pinto, Dean da Católica Porto Business School e de Sérgio Almeida, Fundador e CEO do SEAL Group. Este acordo reflete um compromisso conjunto em fomentar iniciativas inovadoras para o desenvolvimento das competências de executivos e empresas, alinhado com as missões de ambas as entidades, com especial enfoque no capital humano e na sustentabilidade. 

Entre os objetivos delineados, destacam-se a promoção de programas de formação avançada para empresas e executivos, apoio as organizações, desenvolvimento de projetos de investigação e internacionalização. Além disso, o protocolo prevê ações concretas no âmbito do Global Healthcare Forum, reforçando o posicionamento das instituições no setor da saúde e a presença no Insure.Hub, iniciativa na área da regeneração e sustentabilidade. O SEAL passa também a integrar o Corporate Club da Católica Porto Business School, o que lhe garante um papel ativo numa plataforma de excelência dedicada à transferência de conhecimento, inovação e empregabilidade.

Para Isabel Braga da Cruz, Pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, este protocolo pressupõe a “promoção de iniciativas referentes a estágios, apoio a alunos, programas de formação, ofertas de emprego, bolsas e prémios, projetos de investigação e outros de intervenção que possam contribuir para a atividade de cada entidade, a serem despoletados por iniciativa da Universidade Católica e de cada uma das Faculdades com atividade no Porto ou pelo Seal Group.

Sérgio Almeida, fundador do SEAL Group e participante em diversas iniciativas da Universidade Católica Portuguesa no Porto, sublinhou a importância desta parceria:

"Estamos a construir uma base sólida com base em valores e propósitos comuns, para a criação de projetos de valor que irão beneficiar, não apenas as nossas organizações, mas também a sociedade como um todo."

Com este protocolo, as entidades comprometem-se a aprofundar as sinergias entre os setores académico e empresarial, explorando novas oportunidades de colaboração e desenvolvimento de projetos futuros.

08-01-2025

Candidaturas abertas | Prémios Inovação Transform4Europe

A Transform4Europe premeia a inovação dos docentes e do pessoal não académico das universidades parceiras da aliança, através de dois prémios, cujas candidaturas estão abertas até ao dia 31 de janeiro.

O Prémio de Inovação no Ensino, destinado a docentes, pretende reconhecer práticas de ensino inovadoras. Tem como objetivo a partilha e promoção de boas práticas nesta área e encorajar a cooperação entre instituições de ensino superior da T4EU.

Já o Prémio para Pessoal Não-Académico visa reconhecer e destacar soluções inovadoras e revolucionárias que reforcem uma mudança sólida no ensino superior, através da inovação não académica.

O âmbito das inovações deve estar de acordo com as áreas de atuação da T4EU, nomeadamente a Transformação Digital e Regiões Inteligentes, a Transformação Social e Inclusão, e a Transformação Ambiental e Sustentabilidade.

Saiba mais sobre cada prémio, os critérios de candidatura e prazos nos documentos abaixo:

NON-ACADEMIC STAFF AWARDS | INNOVATIVE TEACHING AWARDS

08-01-2025

Artigo analisa o fenómeno “needle spiking” e o discurso de terror sexual na cobertura mediática

Cristiana Vale Pires, investigadora do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica (FEP-UCP), assina um artigo que lança uma nova perspetiva sobre o fenómeno de needle spiking — a administração clandestina e predatória de substâncias psicoativas por via injetada.

O artigo, intitulado “Sexual terrorism in the post-pandemic nightlife? A feminist critical discourse analysis of the needle spiking media coverage”, analisa o modo como as narrativas mediáticas e sociais em torno deste fenómeno amplificam o medo e condicionam a liberdade das mulheres nos espaços de lazer noturno.

 

O fenómeno needle spiking: medo, rumores e impacto mediático

Em outubro de 2021, um número crescente de mulheres denunciou casos de needle spiking no Reino Unido, um fenómeno que emergiu no contexto da reabertura dos estabelecimentos de lazer noturno, após dois anos de medidas de isolamento social para conter a pandemia de COVID-19.

Apesar de as evidências científicas demonstrarem a baixa prevalência de ocorrências e existirem dificuldades em comprovar a incidência do fenómeno, a cobertura mediática amplificou rumores e especulações, gerando ondas de alarme e medo, sobretudo entre jovens mulheres.

Para chegar a estas conclusões, a autora analisou 213 fontes mediáticas em língua inglesa, recolhidas através de pesquisa online, utilizando uma abordagem feminista de análise crítica do discurso.

De acordo com Cristiana Vale Pires,o needle spiking tem funcionado como uma forma de “terror sexual”, ativando nas jovens mulheres o medo da violação e limitando a sua participação em espaços públicos e ambientes de lazer.”

A investigadora concluiu que as narrativas mediáticas, para além de instaurarem o pânico, agem como um discurso disciplinador que instrui as mulheres “a adotarem uma etiqueta anti-spiking para se protegerem de agressões sexuais.”

 

O papel dos media como "terceiros educadores"

A investigação destaca o papel central dos media na construção destas narrativas, atuando como "terceiros educadores" que moldam comportamentos e perceções de género.

“No caso do spiking, mesmo antes de começarem a sair à noite as mulheres aprendem, através de rumores, mas também de histórias de terror sexual disseminadas pelos media, que podem ser vítimas de violência sexual facilitada pelo uso de drogas, e que devem implementar um conjunto de estratégias comportamentais e sociais para as prevenir.”, refere.

No entanto, as histórias de spiking são baseadas em rumores e especulação que reproduzem mitos da violação e estereótipos que cristalizam as relações de género e tendem a responsabilizar unicamente as mulheres pela sua proteção e pela violência que possam vir a experienciar.” 

 

A importância de uma análise crítica

Cristiana Vale Pires enfatiza a necessidade de uma abordagem crítica e abrangente para analisar fenómenos como o needle spiking. Para além de compreender a sua real incidência, a investigadora defende que é essencial questionar os impactos sociais e psicológicos de rumores e especulações amplificados pelos media.

 

08-01-2025

Investigação do CBQF vence categoria Health na Grande Final do EIT Jumpstarter

O projeto BioChip PathFinder, liderado por uma equipa de investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa, foi o grande vencedor na categoria Health da Grande Final do EIT Jumpstarter – um dos mais prestigiados programas europeus de aceleração, promovido pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT).

A equipa do CBQF, constituída por Cláudia Maciel, Sérgio Sousa e Paula Teixeira, destacou-se entre centenas de projetos de excelência científica, evidenciando o papel de liderança do CBQF na investigação aplicada e a sua capacidade para desenvolver soluções inovadoras e disruptivas na área da saúde global.

O BioChip PathFinder apresenta um sistema inovador lab-on-a-chip plasmónico, capaz de detetar, de forma rápida, precisa e não invasiva, o fenótipo de resistência a antibióticos em bactérias multirresistentes. Num momento crítico em que a resistência antimicrobiana representa uma séria ameaça aos avanços da medicina, esta tecnologia pioneira assume-se como um contributo fundamental para a prevenção de epidemias globais e a preservação da saúde pública.

A distinção foi atribuída por um painel internacional de peritos, composto por figuras de renome, como Moredreck Chibi (Organização Mundial da Saúde), Zsolt Bibity (IQVIA) e Balazs Furjes (EIT Health). Os avaliadores reconheceram o potencial de impacto, a inovação e a escalabilidade do projeto.

Ao longo de sete meses de preparação no âmbito do EIT Jumpstarter, os investigadores do CBQF participaram em formação especializada, focada na identificação e validação de modelos de negócio eficazes para tecnologias emergentes. Entre 600 candidaturas iniciais, apenas 186 projetos foram selecionados para a fase de formação e, destes, 49 equipas, provenientes de 21 países, acederam à final que decorreu em Budapeste.

O primeiro lugar alcançado pelo BioChip PathFinder na categoria Health sublinha o compromisso do CBQF com a excelência científica e a inovação tecnológica, destacando o talento português e o impacto global das soluções desenvolvidas pelo centro. Como reconhecimento pelo mérito, a equipa recebeu um prémio de 10 mil euros, que irá apoiar a consolidação e implementação desta solução pioneira.

Esta vitória não só reflete a qualidade e relevância da investigação conduzida no CBQF, como reforça o seu papel enquanto instituição líder na produção de conhecimento aplicado, com impacto direto na sociedade e na resposta a desafios globais.

 

07-01-2025

Vice-diretor da Católica Porto Business School integra o Conselho de Guardiões do GRLI

A Globally Responsible Leadership Initiative (GRLI), uma plataforma global dedicada à promoção da liderança responsável e da sustentabilidade na educação empresarial e de gestão, nomeou Paulo Alves, vice-diretor da Católica Porto Business School, como membro do Conselho de Guardiões do GRLI

O Conselho de Guardiões do GRLI representa o Conselho de Parceiros e colabora com a Direção para garantir que a visão, missão e princípios operacionais do GRLI são sustentados, implementados e visíveis em todas as atividades do GRLI. 

John North, Diretor Executivo do GRLI, demonstrou entusiasmo pela nomeação: “Estamos muito satisfeitos por dar as boas-vindas ao Paulo ao Conselho de Guardiões do GRLI neste período crítico de renovação e evolução. Os Guardiões desempenham um papel fundamental no assegurar que os princípios e valores do GRLI são incorporados no ecossistema mais amplo da educação, negócios e sociedade. A experiência do Paulo em fomentar colaborações entre instituições e o seu forte compromisso com a educação para uma liderança responsável vai trazer uma perspetiva única ao grupo. A sua nomeação surge numa altura em que estamos concentrados em repensar e ampliar o papel dos Guardiões na catalisação da responsabilidade global.” 
 
Paulo Alves reforçou a relevância desta nomeação, afirmando: “Integrar o Conselho de Guardiões do GRLI é uma honra e uma responsabilidade. Este convite demonstra o compromisso da Católica Porto Business School em promover uma liderança transformadora e práticas sustentáveis. Estou empenhado em contribuir ativamente para a missão desta comunidade global, promovendo um futuro mais responsável através da educação e da inovação.” 

Esta nomeação reforça a posição da Católica Porto Business School como líder global na educação empresarial responsável. Ao participar nos programas inovadores da GRLI, incluindo um desenvolvido em colaboração por professores de sete universidades da GRLI na Ásia, Europa e América do Norte, a Escola continua a capacitar os alunos em todo o mundo. 

Para mais informações sobre o GRLI e as suas iniciativas, visite GRLI.org.

 

06-01-2025

Isabel Braga da Cruz: “Somos uma Universidade sempre de portas abertas para a sociedade.”

Isabel Braga da Cruz foi reconduzida como pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o Campus do Porto e assumirá o tema da Sustentabilidade. Lidera o Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa desde 2017 e tem abraçado temas como a responsabilidade social, a sustentabilidade e a melhoria das infraestruturas como pilares da sua ação nos últimos anos, e a manter como objetivos de futuro. Engenheira de formação – e alumna da Católica! -, garante ser pragmática e ponderada e reforça que o seu trabalho “é sempre um trabalho de equipa”.

 

Foi reconduzida como pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa. Como encara esta missão?

Precisamente como uma missão. Mantenho e reforço o meu compromisso, com muita dedicação e empenho. A minha agenda chama-se Católica.

 

O que é que marca o seu percurso na liderança do Centro Regional do Porto da UCP desde 2017?

Tem sido um percurso motivante, onde os novos desafios e as metas alcançadas andam a par. Houve iniciativas bem-sucedidas e que considero marcas fortes do meu trabalho e de toda a minha equipa. Isto é sempre um trabalho em equipa, acredito que nunca se faz nada sozinho. A melhoria das infraestruturas foi sempre uma prioridade e os últimos anos foram muito marcantes a esse nível. A construção e a inauguração do Edifício de Biotecnologia é um exemplo claro disso, mas temos, também, paulatinamente conseguido fazer obras e melhorias significativas no campus. A preocupação com a sustentabilidade é também uma marca destes anos. É uma área que, efetivamente, não se esgota. A par da sustentabilidade está a responsabilidade social e a inovação pedagógica. São áreas que assumimos de forma transversal, quer ao nível das infraestruturas, quer através da investigação e da transferência de conhecimento gerado no campus e que promove interação com a sociedade e para o tecido empresarial. Há aqui uma clara sinergia. Estar de portas abertas para a cidade, para a região e para o país é parte da nossa identidade e, por isso, privilegiamos muito o trabalho com e para a comunidade. Também têm sido dados passos muito importantes no campo da inovação pedagógica, área, aliás, que está a ser trabalhada a nível nacional pela Universidade. São tudo temas que marcam os últimos anos, mas que pretendo que continuem a marcar os próximos também. É um trabalho contínuo que requer, foco, consistência e persistência.

 

A pandemia marca também fortemente os últimos anos …

É impossível não pensar na pandemia quando penso em momentos que marcaram o meu último mandato. Tínhamos inaugurado há pouco tempo o Edifício de Biotecnologia e já o estávamos a fechar, ou a “semiencerrar”, para ser mais precisa, já que durante esse período algumas atividades nunca pararam. Foi muito desafiante a todos os níveis. De repente, uma comunidade inteira – estudantes, professores, investigadores e colaboradores – teve de se adaptar e de encontrar uma nova forma de trabalhar. Nós estávamos preparados e habituados a trabalhar de uma determinada forma e, de repente, com maior ou menor preparação, tivemos de encarar uma nova realidade. Adaptámo-nos em tempo recorde. A nossa comunidade esteve muitíssimo bem, verdadeiramente à altura do desafio, que foi convertido numa oportunidade. Atualmente, temos implementado na Universidade o trabalho remoto, mas não dispensamos a proximidade e a presença, duas grandes marcas da Católica. A cultura da Católica passa pela presença, pelas interações, pelo convívio e partilha. Há um outro aspeto que foi reforçado durante a pandemia e que tem merecido a nossa especial atenção: a saúde mental. Temos várias iniciativas em curso que trabalham esta vertente junto dos vários elementos da nossa comunidade.

 

Para este novo mandato (2024-28) junta às suas responsabilidades o pelouro da Sustentabilidade…

A principal missão é ligar as várias iniciativas na área da sustentabilidade que já existem a nível nacional. Os quatro campi da Católica têm diversas iniciativas a decorrer neste âmbito e a ideia é pensar a sustentabilidade de uma forma integrada. Queremos conseguir um alinhamento nacional, ainda que a ação seja local. A sustentabilidade é um tema que não se esgota e a Universidade assumiu verdadeiramente este compromisso. Gosto muito deste tema, sinto uma grande afinidade com a área da sustentabilidade. Aqui no Porto, temos inúmeras iniciativas a decorrer. Ao nível do campus, têm sido dados passos importantes para a redução da nossa pegada ambiental. A implementação de medidas nesta área exige também disponibilidade para fazer investimentos. É preciso investir hoje para depois, a médio e a longo prazo, se obterem os resultados. Por exemplo, estamos já há algum tempo a trabalhar sobre o tema dos painéis fotovoltaicos e, conseguimos, só recentemente a aprovação para a instalação. Há inúmeros fatores que não dependem de nós e, por isso, é muito importante sermos persistentes. O INSURE.hub é um outro exemplo do trabalho da Universidade no domínio da sustentabilidade. Um projeto altamente inovador que trabalha no cruzamento de várias áreas de conhecimento pela sustentabilidade, inovação e regeneração. O grande objetivo é capacitar a sociedade e estarmos de portas abertas para colaborar com as empresas e com a sociedade civil por um planeta mais sustentável.

 

“Não nos podemos distinguir apenas a nível nacional, porque disputamos alunos, projetos e talento num mercado global.”

 

A Católica é uma Universidade voltada para a sociedade?
Sim, somos uma Universidade que olha para fora, que tem muito para dar e receber da comunidade. Procuramos interação, articulação e intervenção local. Estamos despertos para as necessidades da comunidade e exploramos muito a especificidade local e as nossas relações com as instituições e com as forças da cidade e da região. É estratégico e prioritário para nós. Estamos de portas abertas em todos os domínios, porque só assim é que faz sentido. A nossa atividade é desenvolvida no Porto, com especial foco na interação com o tecido empresarial e com sociedade do Norte, no entanto, trabalhamos para o país e para o mundo. O impacto da nossa atividade é global.

 

O número de alunos internacionais tem vindo a aumentar de ano para ano. O que é necessário fazer para consolidar este crescimento?

Os números têm sido cada vez mais expressivos, mas ainda há muito caminho a fazer. Aliás, devemos olhar para a internacionalização não apenas através do número de estudantes matriculados, mas, também, por exemplo, por via dos projetos de investigação internacionais que integramos ou por via dos docentes internacionais que conseguimos captar. A internacionalização trabalha-se em várias frentes e é um dos grandes desafios para os próximos anos. Não nos podemos distinguir apenas a nível nacional, porque disputamos alunos, projetos e talento num mercado global. Exige sermos cada vez melhores, mais inovadores, explorarmos os nossos pontos de diferenciação, estreitarmos relações com outras Universidades, com empresas e instituições em todo o mundo. Os formatos de ensino/aprendizagem têm mudado e criado a oportunidade de trazer outros públicos para a universidade, quer a nível nacional quer internacional. As mudanças demográficas e sociais trazem inúmeras oportunidades.

 

O que é que essa procura pela diversificação de segmentos implica?

Implica conhecer o mercado, analisar as tendências e conhecer os públicos e as suas necessidades. Que oportunidades é que o mercado nos está a apresentar? O que é que as pessoas procuram? Que tipo de respostas podemos dar? O que podemos oferecer a estes públicos para ir ao encontro do que precisam? As faculdades têm aqui um trabalho muito importante e, uma vez mais, o nosso campus multidisciplinar tem um caráter único e diferenciador. Muitas das respostas para os grandes desafios do futuro estão na abordagem multidisciplinar, no cruzamento entre diferentes áreas e nos contributos de cada uma para a análise e resposta ao desafio. Essa é uma característica diferenciadora do campus do Porto da Católica. Temos Direito, Artes, Ciências da Saúde, Enfermagem, Psicologia, Teologia, Economia e Gestão e Biotecnologia. Temos um ecossistema único que permite explorar diversos e diferentes projetos. A nossa dimensão também nos posiciona de forma interessante. Somos uma Universidade com uma dimensão que não é pequena, mas, também, não é demasiado grande. É uma dimensão que nos permite ser ágeis e trabalhar de forma próxima.

 

Atualmente, a Católica tem em curso o Athena, um programa de transformação organizacional.

A Católica está num processo de transformação. O Athena é uma iniciativa nacional, que implica todos os campi. Somos a única Universidade em Portugal com presença verdadeiramente nacional, com campi em Braga, Porto, Viseu e Lisboa, facto que é diferenciador e uma grande vantagem competitiva. O projeto Athena tem como objetivo a criação de serviços nacionais que possam potenciar essa diferenciação da Universidade, tornando-a mais eficiente e aumentando o nível de serviço aos seus diversos públicos.

 

Como é que mobiliza a sua equipa?

A minha equipa, tal como eu, assume verdadeiramente o espírito de missão. Tenho tido a sorte de trabalhar com pessoas excecionais. À equipa que trabalhou comigo nos últimos anos, nomeadamente à Professora Célia Manaia e ao Professor João Pinto, devo um agradecimento reconhecido, também ao Professor Manuel Fontaine, no primeiro mandato. Foram anos de muitos desafios, mas ficam todos os nossos conseguimentos. Fizemos acontecer, temos obra feita nos últimos anos e lançamos muitos projetos que espero concretizar e desenvolver no atual mandato. Para além da equipa que me acompanha diretamente, há uma comunidade muito envolvida – as faculdades e os serviços partilhados do Centro Regional do Porto. Somos uma comunidade, ouvimo-nos uns aos outros, apoiamo-nos, completamo-nos...

 

“A Católica, também, é uma força da cidade.”

 

Qual o papel das Universidades?

Sabemos bem que, em regiões onde temos uma universidade, há todo um ecossistema que se desenvolve, em vários domínios. Este ecossistema vai ter inegavelmente um retorno para a sociedade e para a economia. A Católica tem uma grande pegada na região, não só na população que formamos e que elevamos em termos de conhecimento, mas, também, no potencial que essa mesma população traz para a vida em sociedade. O trabalho que fazemos primeiramente tem de trazer respostas para a sociedade onde estamos inseridos e depois para o mundo. Para além do ensino, fazemos investigação, desenvolvemos a capacidade para refletir criticamente sobre grandes temas e para induzir políticas públicas, desenvolvemos uma estreita colaboração com a comunidade e com o tecido empresarial. Tudo isto tem repercussão e ressonância em múltiplos setores.

 

Como é o seu dia-a-dia na Católica?

O meu trabalho na Católica é tudo menos monótono. Passo muitas horas cá e os dias são sempre muito diversos e preenchidos com atividades que vão desde funções mais estratégicas a uma gestão de intervenção técnica e direta nas operações. Sendo membro da equipa reitoral, vou com frequência a Lisboa. Há sempre muito trabalho, muitas iniciativas a acontecer e muitas solicitações e convites de representação institucional a que acedo sempre que possível. Uma vez mais, a proximidade e a presença junto das instituições da região são uma prioridade para nós. Queremos estar perto das forças da cidade. A Católica, também, é uma força da cidade.

 

O que é que é mais desafiante no seu trabalho?

As pessoas. As pessoas são o maior ativo e, por isso, são elas que me desafiam a fazer melhor. Para além disto, há um enorme estímulo intelectual nesta interação, o que também é muito desafiante. A Católica traz uma enorme variedade de temas. Ora estamos a trabalhar em projetos na área da Biotecnologia, ora do Direito, da Gestão, das Artes, da Saúde ou da Teologia. Aprendo todos os dias.

 

“Penso que sou uma pessoa ponderada, gosto de compromissos e de equilíbrio.”

 

É engenheira de formação. Que competências é que a Engenharia lhe deu, indispensáveis para o cargo que ocupa?

A Engenharia traz muito pragmatismo e traz muita análise e otimização de processo. Desenvolve a capacidade de olhar para o problema e de o dividir em partes. Sou filha de um engenheiro e de alguma forma cresci a pensar assim. Tenho um perfil prático e penso logo na forma como vou abordar ou solucionar o problema. Claro que nem tudo é uma folha de Excel. Há muito valor que não se consegue mensurar numa tabela e, embora tenha um perfil pragmático, estou muito atenta a outras dimensões de valor.

 

Como é que se tomam decisões difíceis?

Eu tendo a não ser muito impulsiva, portanto, penso e discuto com outros se necessário. A diversidade de perspetivas é sempre enriquecedora. Apesar disso, há decisões que requerem quase uma resposta imediata e eu tenho de estar confortável para a tomada de decisão. A experiência de estar à frente do CRP, desde 2017, também traz essa confiança e determinação. Penso que sou uma pessoa ponderada, gosto de compromissos e de equilíbrio.

 

O que gosta de fazer nos tempos livres?

Gosto imenso de estar com a minha família e com os meus amigos. Os meus amigos são aqueles de longa data. É sempre bom estarmos juntos e socializar. Gosto de ler, imenso de viajar, de passear e de fazer caminhadas à beira-mar. Também me divirto com trabalhos manuais. Não gosto de cozinhar, mas gosto de fazer cake design. Ensinei a minha filha que agora é muito melhor que eu (risos). Nos próximos tempos, quero fazer um curso de cerâmica.

 

Gosta de pôr as mãos na massa?

Gosto muito! Em tudo na vida em que me envolvo.

 

19-12-2024

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