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"Cuida! E tudo o que fizeres estará certo": A Última Lição da Profª Doutora Margarida Vieira

No dia 31 de janeiro, a Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, acolheu a última lição da Prof.ª Doutora Margarida Vieira sob o tema “Na senda de um Cuidado Justo para Todos”.

Num ambiente de reflexão, Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa fez a abertura desta última lição fazendo referência à trajetória memorável da docente. Também, Constança Festas, docente da Universidade Católica Portuguesa, apresentou os principais momentos profissionais e pessoais da homenageada.

O momento foi marcado por um sentimento de reencontro e celebração da vida profissional da Prof.ª Doutora Margarida Vieira, onde recebeu o reconhecimento e a gratidão de todos aqueles, que ao longo do seu percurso, a acompanharam e partilharam os desafios da vida académica e profissional.

A Profª Doutora Margarida Vieira, conhecida pelo seu compromisso com a formação de gerações de enfermeiros e a defesa de uma prática baseada na ética e na justiça, deixou uma mensagem inspiradora: "Cuida! E tudo o que fizeres estará certo". Palavras que ecoaram entre os presentes e que reforçam o seu legado de dedicação ao ensino e à profissão.

Este momento simbólico não se prende com o fim de um ciclo de entrega e excelência, mas com uma oportunidade de futuras gerações de enfermeiros, continuarem a percorrer o caminho da humanização e do compromisso com o outro, valores sempre defendidos pela docente ao longo da sua carreira.

Paulo Alves, diretor adjunto da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem, reforçou a importância do legado da Prof.ª Doutora Margarida Vieira: "Hoje reunimo-nos para celebrar não apenas uma carreira brilhante, mas um verdadeiro legado. Costuma dizer-se que um grande professor não ensina apenas conteúdos, mas inspira vidas. E é exatamente isso que a Professora Margarida tem feito – e continuará a fazer – na Universidade Católica Portuguesa e, se me permitem, na minha própria vida.

Entre os presentes estiveram presentes Vice-reitores e Pró-reitores de Instituições de Ensino, a diretora da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem, os diretores das Unidades Académicas dos Centros de investigação e dos Serviços da Universidade Católica Portuguesa, representantes do Governo, o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, para além de colegas, amigos, família e antigos alunos que se juntaram para homenagear tanto a vida como a carreira profissional da docente.

 

06-02-2025

Lurdes Veríssimo: “A Escola é um dos principais contextos e motores de promoção de saúde mental.”

Lurdes Veríssimo é docente e investigadora da Faculdade de Educação e Psicologia na área da Psicologia da Educação e do Desenvolvimento Humano. É, também, coordenadora da Clínica Universitária de Psicologia, onde é psicóloga de crianças, jovens e famílias. Nasceu na Alemanha, cresceu em Coruche, estudou em Coimbra e vive no Porto há 25 anos. Na FEP-UCP está desde 2004, ano em que é lançada a licenciatura em Psicologia. O que é que distingue a Católica? “Vestimos 100% a camisola”. Nos tempos livres? Caminhar, ler, cozinhar.

 

Que importância é que a Escola teve na sua vida?

A Escola “salvou-me” em muitos momentos…  Foi essa experiência tão positiva que criou em mim esta vontade de querer trabalhar com crianças e jovens e poder contribuir para a sua saúde mental, para o seu desenvolvimento pleno, para a sua realização e para o seu bem-estar psicológico.

 

Que memórias guarda da sua infância?

Nasci na Alemanha. Sou de uma família com dificuldades financeiras e a vida estava muito difícil em Portugal na década de 60 e 70 e, por isso, os meus pais emigraram …vivi na Alemanha até aos meus 5 anos. Acabo por crescer em Coruche, no Ribatejo.

 

Para além da experiência muito feliz na Escola, o voluntariado também acaba por definir o que virá a ser o seu percurso profissional…

Sim, foi determinante. Desde os meus 14 anos que sempre fiz voluntariado, participei em muitos projetos e integrei várias organizações. Todo o meu tempo livre era dedicado ao voluntariado. Em hospitais de saúde mental, comunidades de toxicodependentes, lares de idosos, creches... Fazia voluntariado em Coruche, mas durante as férias em vários sítios do país. Foi o que me permitiu conhecer realidades diferentes e reforçar que a Psicologia seria o meu caminho.

 

Quem é que a provocava para o voluntariado?

Talvez ninguém… É uma pergunta curiosa, mas acho que, desde cedo, senti que o meu tempo podia ser gerido de uma forma mais inteligente e ao serviço das outras pessoas. Nunca me fez muito sentido estar sem fazer nada. As férias de verão eram gigantes e em Coruche não havia nada para fazer (risos). Foram as minhas próprias motivações que me levaram a envolver-me tanto no voluntariado.

 

Quando é que sai de Coruche?

Quando entro para a Universidade e me mudo para Coimbra para estudar Psicologia. Foi uma experiência absolutamente fantástica. Gostei tanto de viver em Coimbra que depois o que me custou foi ter de sair de lá (risos)!

 

Durante a licenciatura, escolhe a área da Psicologia da educação e do desenvolvimento humano. Qual o objetivo desta área da Psicologia?

Esta área procura criar condições para que a pessoa, ao longo de todo o seu ciclo de vida, tenha oportunidades para se desenvolver até à sua máxima realização e potencial, de forma a atingir o bem-estar psicológico. Quando falamos de Psicologia da Educação, falamos de contribuir para capacitar e para elevar o potencial das pessoas. É uma área promotora, proativa, que permite prevenir muitos problemas de ajustamento psicológico e saúde mental. O psicólogo desta área não trabalha só com crianças e jovens, trabalha com pessoas ao longo de toda a sua vida. E pode intervir de forma direta ou de forma indireta, através dos educadores, dos professores, dos pais, dos cuidadores…

 

A Escola é o lugar de desenvolvimento por excelência…

A Escola é qualquer coisa de incrível... Nós não vamos todos ao hospital, não vamos todos ao tribunal, não vamos todos à prisão, ao clube desportivo... Mas vamos todos à Escola! E durante muitos anos e durante muito tempo por dia. Aquilo que acontece na Escola e a forma como nela pode ser estrategicamente promovido o desenvolvimento, o bem-estar, as competências socioemocionais é absolutamente central. A Escola é um dos principais contextos e motores de promoção de saúde mental.

 

“Levamos a formação de psicólogos muito a sério.”

 

O que se seguiu depois de terminar a sua licenciatura?

O meu primeiro trabalho foi numa casa de acolhimento ainda em Coimbra. Só depois é que venho para o Porto e é aí que começo a trabalhar em investigação e a ligar-me ao mundo académico.

 

Foi algo inesperado?

Sim, até porque se há 30 anos me dissessem que eu seguiria uma via académica, eu dava uma gargalhada das grandes. Acabou por acontecer… Um professor convidou-me para um projeto na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e eu aceitei. Foi uma questão de oportunidade. Eu agarrei a oportunidade e tudo se seguiu naturalmente. Na altura, envolvi-me na área da Psicologia Social, foi nessa área que fiz investigação e o meu mestrado. É uma área muito interessante e transversal a todas as áreas da Psicologia, mas depois voltei à Psicologia da Educação e o meu doutoramento já foi nesta área.

 

“Não abdico da proximidade, contacto e relação com as pessoas.”

 

Vem para a Católica para a equipa que criou o curso de Psicologia, em 2004. O que é que distingue a Psicologia na Católica?

No outro dia, um estudante no final de uma aula veio ter comigo e perguntou-me “Professora, aqui a formação é mesmo boa?”. Sabe o que é que eu respondi? Dei uma gargalhada (risos) e disse-lhe que o melhor era ir perguntar aos colegas já formados pela Católica! Serão eles que melhor lhe saberão responder. Quanto a mim, acredito profundamente neste projeto. Acredito, há 20 anos, e continuo a acreditar. Vestimos 100% a camisola e temos consciência da grande responsabilidade que é formar psicólogos. Levamos a formação de psicólogos muito a sério. Distingue-nos a nossa preocupação genuína com os estudantes, a formação transversal que inclui competências socioemocionais, as oportunidades que disponibilizamos, como o serviço comunitário e a aprendizagem-serviço, a nossa investigação. As pessoas já vão conhecendo as marcas do nosso trabalho e todos os anos temos mais alunos a quererem vir estudar connosco.

 

O que é que mais a motiva na sua profissão?

Aquilo que me motiva tem a ver com a oportunidade de formar psicólogos. É realmente uma grande responsabilidade e eu posso contribuir para isso. Para mim, é um grande privilégio. Quero ter impacto nas pessoas e posso tê-lo ao formar psicólogos com mais qualidade. Depois procuro sempre ter aqui uma componente mais fora dos domínios da docência e da investigação. Sou coordenadora da Clínica Universitária de Psicologia, da FEP. Sempre fiz consulta de psicologia com crianças, jovens e famílias. E, portanto, há também na minha vida profissional uma componente aplicada forte. Não abdico da proximidade, contacto e relação com as pessoas.

 

Leva isso para as aulas?

Levo muito e acho que é o que cativa os alunos. Acredito que me torna uma profissional melhor. É muito mais impactante ensinar “com um pé” na prática. Nota-se que os olhos dos alunos brilham mais quando há exemplos concretos, situações concretas e histórias reais.

 

Um professor marcante na sua vida?

A minha professora da antiga chamada Escola Primária foi mesmo uma pessoa marcante na minha vida…

 

Porquê? Acreditava no potencial dos seus alunos?

Completamente! Quando uma criança sente que acreditam nela, isso vai criar e ativar uma série de processos psicológicos que são determinantes... As crianças evoluem muito mais sempre que sentem que acreditam nas suas capacidades.

 

Mas facilmente se rotulam os alunos e se criam preconceitos …

Aí entra a Psicologia Social! As primeiras impressões, os preconceitos, os estereótipos - são tudo mecanismos de economia cognitiva para “sobrevivência” àquilo que é o boom cognitivo a que somos submetidos. Mas a verdade é que isto tem muito impacto… é de uma gravidade extrema quando pessoas que trabalham com pessoas não põem em causa os seus preconceitos, os seus estereótipos, as suas ideias, as suas primeiras impressões. Muitas vezes, quando não se confia num aluno, ainda não existem sequer indicadores suficientes para se dizer que um aluno é capaz ou não é capaz. Há muitas generalizações distorcidas e há alguns professores, desde o básico, secundário ao ensino superior, que cometem profundas injustiças com os seus alunos, porque não souberam colocar as suas próprias ideias e estereótipos em causa. Se os professores o tentassem fazer mais vezes, antes de fazerem um julgamento antecipado e provavelmente injusto, muitas situações seriam evitadas. E quando falamos de crianças e jovens, do ensino básico e secundário, a Escola tem mesmo de ser um espaço seguro do ponto de vista psicológico. É importante que os alunos saibam que podem confiar pelo menos num adulto que lhes dá oportunidades para conseguir evoluir e que não julga logo as suas dificuldades e vulnerabilidades.

 

“Basicamente, andamos nesta Vida para cuidar uns dos outros (…)”

 

O que gosta de fazer nos tempos livres?

Faço uma caminhada todos os dias às sete da manhã. Descansa-me imenso, ajuda-me a arrumar a cabeça. Descansa-me ler, ver séries e cozinhar. Adoro cozinhar. Cozinhar é, também, uma forma de cuidar e de amar.

 

O que é que a move?

Deus. O Amor. Eu tenho uma fé que me move, que me inspira. Basicamente, andamos nesta Vida para cuidar uns dos outros, e é isso o grande motor da minha vida. Como dizia Santo Agostinho, “ama e faz o que quiseres”.

 

 

06-02-2025

O Estrangeiro: Programa de Concertos, Conferências, Exposições e Performances na Escola das Artes

Arte e Pensamento em Diálogo sobre Hospitalidade e Alteridade

 

“O Estrangeiro” é o título do programa internacional de concertos, conferências, exposições e performances que se realiza entre 20 de fevereiro e 29 de maio de 2025, no Porto, para explorar os desafios da hospitalidade, da alteridade e da chegada do outro. Com curadoria de Djaimilia Pereira de Almeida, Daniel Ribas, José Alberto Gomes e Nuno Crespo, esta iniciativa convida artistas e pensadores e público para uma reflexão profunda sobre a questão do estrangeiro.

Este evento é organizado pela Escola das Artes e pelo Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Universidade Católica Portuguesa. A entrada livre está sujeita a limitação da sala.

Vivemos num tempo marcado por tensões entre hospitalidade e rejeição, entre abertura e exclusão. A arte tem o poder de nos ajudar a compreender e a transformar estas dinâmicas, oferecendo novas perspetivas sobre o modo como nos relacionamos com o outro,” referem a escritora Djaimilia Pereira de Almeida e Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, ambos curadores deste programa.

Daniel Ribas, que completa a equipa de curadoria deste programa, salienta que “o programa O Estrangeiro pretende ser um espaço de encontro e de questionamento, onde diferentes formas de expressão artística e pensamento crítico se cruzam para refletir sobre um tema fundamental da nossa contemporaneidade.

Questões estas a serem debatidas através de um programa internacional de conversas, performances e exposições guiados pela reflexão de Jacques Derrida sobre hospitalidade que nos lançam a refletir sobre o impacto e o confronto da chegada do outro e a forma como esta presença nos desafia e transforma.

Através de um cruzamento interdisciplinar entre arte, pensamento e performance, os participantes são convidados a explorar a hospitalidade e os seus detractores históricos e contemporâneos.

O programa inclui também a série de performances Dashed Concerts, com curadoria de José Alberto Gomes, onde a música se junta à exploração artística.

Estão confirmadas as presenças de Aline Motta, Arianna Casellas y Kauê, Fred Moten, Frederico Pereira, Geovani Martins, João Grilo, Marco Martins e Beatriz Batarda, Miguel Gomes, Mónica de Miranda, Rodrigo Areias com Samuel Coelho, e Vasco Araújo.

O programa O Estrangeiro decorre entre 20 de fevereiro e 29 de maio de 2025, na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Todas as atividades são de entrada livre, sujeitas a limitação da sala, e vão decorrer nos espaços do Católica Art Center que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

Agenda
20 FEV 2025, 18:30 | Djaimilia de Almeira Pereira
27 FEV 2025, 18:30 | Rodrigo Areias com Samuel Coelho
6 MAR 2025, 18:30 | Frederico Pereira
13 MAR 2025, 18:30 | Miguel Gomes
20 MAR 2025, 18:30 | Marco Martins e Beatriz Batarda
27 MAR 2025, 18:30 | Arianna Casellas e Kauê
28 MAR 2025, 18:30 | Mónica de Miranda
3 ABR 2025, 18:30 | Vasco Araújo
10 ABR 2025, 18:30 | João Grilo
24 ABR 2025, 18:30 | Fred Moten
15 MAI 2025, 18:30 | Geovani Martins
22 MAI 2025, 18:30 | Aline Motta
29 MAI 2025, 18:30 | Tomé Silva

 

Mais informações detalhadas sobre programa aqui

 

06-02-2025

FLY 2025 – O programa de Voluntariado Internacional com foco na migração, exclusão social e cuidados à comunidade

O programa FLY está de regresso e já abriram as candidaturas para todos os alunos da Universidade Católica Portuguesa que desejam realizar uma experiência de voluntariado internacional. Este programa oferece a oportunidade de participação em mais de 30 projetos de voluntariado e aprendizagem-serviço em 14 países e visa sensibilizar as comunidades universitárias para os temas da migração, exclusão social e cuidados à comunidade.

 

“O impacto positivo do programa de voluntariado na comunidade de migrantes foi ímpar.”

Francisco Cabral, aluno da Faculdade de Ciências Humanas em Lisboa, recorda a sua experiência em Melilla, trabalhando com migrantes: “O impacto positivo do programa de voluntariado na comunidade de migrantes foi ímpar. Os jovens mostraram uma enorme vontade de aprender e de se integrar. Todo o carinho e fraternidade que lhes demos foi retribuído de forma generosa. Todos nós, voluntários e migrantes, crescemos juntos.”

Catarina Almeida, estudante da Faculdade de Direito – Escola do Porto e participante no FLY 2024, no Brasil, refere que: “Um dos momentos que mais me marcou de toda a experiência foi quando o padre, durante a missa, nos contou que, antes, perguntavam às crianças o que gostariam de fazer quando fossem crescidas e estas respondiam que queriam ser pescadoras e agricultoras. E que, agora, depois de ter começado este voluntariado, quando lhes fazem exatamente a mesma pergunta, dizem que o seu maior sonho é serem universitárias.” “Saí de Vazantes com o coração cheio: cheio de alegria, de sentimento de missão cumprida, de amigos, de gratidão e, principalmente, cheio de saudades”, conclui.

 

Como participar no FLY 2025?

Para ajudar os alunos a conhecer melhor o programa, a Universidade Católica irá realizar três sessões de esclarecimento: uma presencial no dia 18 de fevereiro e duas outras online nos dias 20 de fevereiro e 24 de fevereiro. Os alunos selecionados irão ter de participar numa formação inter-universitária e ainda em encontros com as organizações de voluntariado.

O FLY é promovido pelas Universidades Jesuítas de Espanha - Comillas (Madrid), Deusto (Bilbao) e ESADE (Barcelona), Loyola (Andaluzia), IQS (Barcelona) - e pela Universidade Católica Portuguesa. Cada uma destas instituições apresenta projetos de voluntariado e/ou de aprendizagem-serviço, no país de origem, no sentido de, paralelamente, receber e convidar alunos das universidades parceiras.

06-02-2025

4.ª edição do programa da Católica para refugiados tem 14 bolsas de estudo para oferecer

A Universidade Católica Portuguesa vai abrir candidaturas para o programa de bolsas de estudo para refugiados, no dia 10 de fevereiro. Ao todo, estão disponíveis 14 vagas para cursos de licenciatura e de mestrado em Lisboa, Porto, Braga e Viseu, com isenção de propinas.

O programa, que decorre pelo 4.º ano consecutivo, destina-se a estudantes em situação de emergência humanitária, com documento que a comprove.

As candidaturas decorrem de 10 a 28 de fevereiro, à exceção Mestrado Integrado em Medicina, cujo período de candidaturas decorre de 7 de fevereiro a 12 de junho.

Para se candidatar, siga os seguintes passos:

Preparar os seguintes documentos:

 - Documento que comprove a situação de emergência humanitária;

 - Documento de identificação;

 - Certificado de conclusão do ensino secundário e exames finais, traduzido em língua portuguesa ou inglesa;

 - Curriculum Vitae;

 - Carta de motivação, em português ou em inglês;

 - Caso já tenha frequentado o ensino superior: certidão de unidades curriculares realizadas, traduzida para português e/ou inglês.

- Declaração de honra de que é elegível como “estudante internacional”
 

  • Candidatar-se através do respetivo link, até ao dia 28 de fevereiro:

 

Candidatura Geral

 

Candidatura para a Faculdade de Medicina

 

Os resultados das candidaturas serão divulgados no dia 28 de março.
 

Este programa surge no âmbito do esforço nacional de acolhimento e integração dos refugiados e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas. "A Iniciativa de Apoio a Estudantes Refugiados foi reconhecida como uma Boa Prática pelo Global Compact on Refugees."

05-02-2025

A Comunidade da Universidade Católica Portuguesa no Porto celebrou o Dia da Universidade na Sé do Porto

A comunidade académica da Universidade Católica no Porto esteve reunida na emblemática Sé do Porto para celebrar o Dia da Universidade, este ano sob o mote "O saber como esperança”. A cerimónia, que decorreu a 2 de fevereiro, revestiu-se de especial significado no contexto do Jubileu da Esperança e no dia em que se celebrava a Festa das Candeias.

A celebração eucarística foi presidida por D. Manuel Linda, Bispo do Porto, tendo sido concelebrada pelo capelão da Universidade, Padre Zé Pedro Azevedo. O momento congregou diversos membros da comunidade académica, incluindo colaboradores, corpo docente e antigos alunos, contando ainda com a presença da pró-reitora, Isabel Braga da Cruz.

Após a celebração religiosa, os participantes tiveram a oportunidade de realizar uma visita cultural à Sé Catedral, um dos monumentos mais emblemáticos da cidade invicta. Sob a orientação do Padre Zé Pedro Azevedo, o grupo percorreu o museu da Sé e subiu à torre, de onde pôde contemplar uma vista privilegiada sobre o Rio Douro e o centro histórico do Porto.

Esta iniciativa permitiu aliar a dimensão espiritual às vertentes cultural e histórica, proporcionando um momento de união e partilha entre os diversos membros da comunidade universitária, num dos locais mais significativos do património portuense.

 

04-02-2025

A Felicidade é lucrativa? Debate na Universidade Católica sobre a felicidade nas organizações junta mais de 200 pessoas

A Felicidade é lucrativa? Esta foi a pergunta que esteve em debate na Universidade Católica Portuguesa  (UCP), no Porto, com Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP, Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP), Ricardo Costa, chairman do Grupo Bernardo da Costa e autor do livro "A Felicidade é lucrativa" e Sofia Mexia Alves, presidente da direção da Associação Unificar.

Isabel Braga da Cruz afirmou que as pessoas são “sempre uma preocupação das Universidades e, no caso concreto da Universidade Católica, as pessoas estão no centro de toda a ação.” A pró-reitora da Católica destacou as várias medidas implementadas na Universidade que contribuem para o bem-estar da comunidade e afirmou, também, que no âmbito do processo de transformação interna pelo qual a UCP está a passar, será criado um Happiness Office, cujo “objetivo central é ouvir e escutar as pessoas”.

Rui Moreira relembrou que “as pessoas passam um terço da sua vida adulta a trabalhar” e que “a infelicidade destrói a qualidade de vida”. O presidente da CMP destacou que “na função pública, por natureza, há dificuldades acrescidas” e que “o reconhecimento das pessoas é muito importante” para que possam “sentir orgulho por aquilo que fazem”.

“O Departamento da Felicidade do Grupo Bernardo da Costa é a consequência de uma cultura organizacional que valoriza as pessoas e que eu tive a sorte de herdar do meu avô”, partilhou Ricardo Costa. Para o chairman do Grupo, “ouvir é muito importante”, “o envolvimento das pessoas no processo de decisão tem um enorme impacto” e o “autocuidado não é egoísmo, mas a única forma de estarmos bem para também podermos fazer pelas pessoas que estão à nossa volta.”

Liderança humanizada é um conceito que Ricardo Costa aborda no seu livro e que também orientou o debate. Para o autor, “quem decide se somos líderes é a nossa equipa e não o cargo que ocupamos”. 

Sofia Mexia Alves abordou os desafios existentes no setor social e partilhou que uma liderança humanizada “implica inovação, congruência, criatividade e muita escuta, numa lógica de não julgamento.” Sobre o livro, a presidente da direção da Unificar afirmou ser “um oásis” que aborda valores tão importantes como “a compaixão, a humildade e a partilha”.

O debate, moderado por Rui Couceiro, editor do livro “A Felicidade é lucrativa”, realizou-se a 30 de janeiro, no Auditório Carvalho Guerra, e permitiu, através de diferentes experiências, exemplificar a felicidade como prática de gestão no seio das organizações.

03-02-2025

Nova exposição de Adriana Molder integra obras de Serpentina

Antares · Adriana Molder
7 FEV – 4 MAI, 2025
Curadoria: Nuno Crespo

Inaugura no próximo dia 6 de fevereiro, às 18:00, na Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional em Lisboa, “Antares”, a mais recente exposição de Adriana Molder que reúne várias séries de trabalho da artista, incluindo Serpentina, exposição apresentada na Escola das Artes em 2023.

Antares, uma superestrela vermelha pertencente à constelação de Escorpião, considerada uma das quatro estrelas guardiãs do céu, dá nome à exposição que reúne um conjunto de obras inéditas: Aleph, Antares, Serpentina e Sombras.

Serpentina, exposição resultante da residência artística da artista na Escola das Artes em 2023, apresenta um conjunto de nove desenhos de grande escala, com formas irregulares e orgânicas, feitos também a tinta-da-china sobre papel esquisso. Serpentina também é um filme, uma fantasia em stop motion com um amor particular ao cinema mudo, na qual os desenhos e a figura da artista se encontram e perdem de forma inusitada.

As novas séries de trabalhos surgem em diálogo com trabalhos mais antigos datados de 1998, uma junção que permite articular tempos muito distintos no interior destas obras ainda que não haja qualquer ambição antológica. Paralelamente, este encontro permite perceber a amplitude de referências usadas por esta artista para construir as personas dos seus desenhos e pinturas.

Para além da apresentação de novos trabalhos e da maneira como nesta exposição surgem novas formas de desenvolver o desenho expositivo, intensificando uma ideia muito própria de instalação, realiza-se uma aproximação ao processo de pesquisa desta artista. Um processo que se tem vindo a transformar e a ganhar novas configurações e formulações. A junção entre uma vídeo-performance, desenhos sobre papel, e pinturas-objecto-escultura suspensas no espaço, densifica e complexifica a maneira como Molder tem vindo a trabalhar, mas também nos desafia a desenvolver novas formas de experimentar e entender as suas obras.

 

Mais informações sobre o evento aqui

 

30-01-2025

Apresentação do Estudo de Caracterização das Organizações da Sociedade Civil do Distrito do Porto

No dia 29 de janeiro de 2025, a Universidade Católica no Porto foi palco do quarto evento de referência do programa "Juntos! Porto", onde foi apresentado o Estudo de Caracterização das Organizações da Sociedade Civil (OSC) do distrito do Porto. O evento contou com 96 inscritos, representantes de diversas organizações parceiras, como a UDIPSS - Porto, EAPN-NRP e FAJDP, além de promotores do estudo, Fundação Aga Khan (AKF) e a Fundação La Caixa.

A sessão foi enriquecida pela presença da Pro Reitora da Universidade Católica do Porto, Isabel Braga da Cruz, e do Vereador do Pelouro da Educação e do Pelouro da Coesão Social da Câmara Municipal do Porto, Fernando Paulo. O convidado António Batista também se fez presente, contribuindo para o debate de forma ativa na segunda parte do evento, esclarecendo e comentando algumas das questões colocadas pela audiência.

A apresentação dos resultados do estudo ficou a cargo da equipa da ATES, composta por Filipe Pinto, Hélder Pires, Leonor Abreu, Mariana Vareta e Américo Mendes. O estudo abrangeu 195 OSC e revelou um perfil significativo das organizações, onde a maioria se caracteriza como associações e atuando predominantemente em serviços sociais, com 60% das OSC focadas nesta área.

O estudo destacou a perceção positiva das OSC sobre o funcionamento dos seus órgãos executivos, embora tenha identificado desafios relacionados com a renovação de lideranças e a necessidade de um planeamento estratégico mais robusto. Além disso, as OSC expressaram a necessidade de formação, especialmente nas áreas de gestão estratégica e angariação de fundos, preferindo formatos como workshops de curta duração.

Os desafios enfrentados pelas OSC são significativos, sendo a sustentabilidade financeira um dos principais pontos de preocupação, uma vez que 76,9% das organizações respondem ter como uma das principais fontes de financiamento o financiamento público, o que as torna vulneráveis a mudanças nas políticas governamentais. Apesar do aumento nas parcerias, apenas 15,4% das OSC se sentem em posições de liderança ativa nas redes e plataformas que integram, o que evidencia a necessidade de maior proatividade na aprendizagem coletiva e na partilha de boas práticas.

As recomendações do estudo incluem o fortalecimento da formação nas áreas identificadas e a promoção de parcerias que incentivem a colaboração entre OSC, visando uma sociedade civil mais coesa e resiliente.

O evento foi uma oportunidade valiosa para discutir as necessidades e desafios das OSC no distrito do Porto, promovendo um diálogo construtivo entre as partes interessadas e reforçando o compromisso do programa "Juntos! Porto" em fortalecer a sociedade civil, porque "Juntos, podemos construir uma sociedade civil mais forte e resiliente".

30-01-2025

Escola das Artes e Galeria Vera Cortês iniciam ciclo de conversas sobre Arte

Já arrancou o ciclo In-Person, o ciclo de Conversas sobre Arte, organizado pela Galeria Vera Cortês em colaboração com a Escola das Artes.

In-Person integra o programa de exposições da galeria e reúne artistas, curadores, colecionadores e investigadores para refletir sobre arte.

No âmbito da inauguração da exposição de Ignasi Aballí, a conversa abordou questões relacionadas com a exposição e com o trabalho do artista de forma mais ampla — explorando como ele repensa a disciplina da pintura, a partir de uma prática conceptual.

A conversa contou com a participação de Vasa Perović, arquiteto sérvio e colecionador das obras de Ignasi Aballí, que se interessa sobretudo pela forma como o artista questiona os conceitos, os contextos e os limites da arte. A moderação ficou a cargo de Nuno Crespo, curador e crítico de arte, que continuará a marcar presença nas próximas conversas deste ciclo, a serem anunciadas em breve.

A gravação na íntegra da conversa estará brevemente disponível no Canal de YouTube da Escola das Artes.

30-01-2025

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