X

Novidades

Doutorando de Enfermagem distinguido pela Ordem dos Enfermeiros na III Convenção Internacional dos Enfermeiros

Filipe Pires, estudante do Doutoramento em Enfermagem, da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE), da Universidade Católica Portuguesa, foi distinguido pela Ordem dos Enfermeiros com a comunicação oral “Caraterização do impacto da Pandemia por COVID-19 nos estilos de vida e competências dos adolescentes da Região Autónoma da Madeira”.

A distinção de Filipe Pires, que decorreu a 23 de novembro em Fátima, na III Convenção Internacional dos Enfermeiros, sob o mote «Tempo de Respostas», representa uma parte do processo de investigação que desenvolve no âmbito do Doutoramento em Enfermagem. Na fase final da tese, onde tem investigado sobre os processos de Capacitação de Competências Pessoais, Sociais e Emocionais dos Adolescentes em Contexto Escolar, tem produzido evidência sustentada e significativa para a tomada de decisão em saúde, sendo orientado pelos docentes da FCSE Constança Festas e João Costa Amado.

27-11-2024

Academia e Advocacia lado a lado no Rumo Especial Advocacia

A Faculdade de Direito voltou a receber o Rumo Especial Advocacia, um evento anual que promove o encontro entre os estudantes, alumni e representantes de escritórios e sociedades de advogados. Este ano participaram 30 entidades que trouxeram ao campus várias oportunidades ligadas ao mundo da advocacia.

Apresentando uma vasta gama de estágios curriculares, estágios de acesso à Ordem e até ofertas de emprego, a variedade dos stands refletiu a diversidade de áreas de especialização por explorar. Por sua vez, a “Hora do Sócio” permitiu aos participantes compreender de perto as exigências do mercado de trabalho, as perspetivas de crescimento e os desafios específicos da advocacia através da experiência dos sócios. Já a presença de alguns alumni nos stands reforçou o vínculo entre diferentes gerações de estudantes e diplomados, criando um ambiente de proximidade e de inspiração, sublinhando a importância da Faculdade como verdadeiro elo entre os envolvidos.

O evento encerrou com um painel dedicado ao Regulamento Europeu de Inteligência Artificial recentemente implementado na União Europeia. O painel contou com a participação de Bárbara Lencastre, advogada na IBM/Softinsa e alumna da Escola de Lisboa; de Carlos Coelho, diretor de Inovação e Conhecimento na Morais Leitão, e de Nuno Sousa e Silva, docente da Faculdade e investigador neste domínio. A moderação esteve a cargo do Diretor da Faculdade, Manuel Fontaine Campos.

Durante o debate, foram discutidos os impactos da IA no setor jurídico na análise de processos e/ou contratos nas mais diversas dimensões, incluindo nos processos de recrutamento e nos possíveis vieses que tal acarreta. A consolidar-se pelo mundo fora, foi consensual nesta sessão que esta legislação vem desempenhar um papel crucial para equilibrar os riscos e benefícios desta tecnologia emergente.

Estiveram presentes nesta edição as seguintes entidades: Abreu Advogados; AdC Advogados; Andreia Lima Carneiro e Associados; Antas da Cunha Ecija e Associados; Caiado Guerreiro; Cavaleiro & Associados; Cerejeira Namora, Marinho Falcão; CMS Portugal; CRS Advogados; Cuatrecasas; Dower CMNS; Eversheds Sutherland; Garrigues; GFDL Advogados; Linklaters; Miranda & Associados; Morais Leitão Soares da Silva e Associados; Nuno Fonseca Alves, Fabiana Azevedo & Associados; PA Advogados; Pérez-Llorca; Pinto Ribeiro Advogados; PLMJ Advogados; Raposo, Sá Miranda & Associados; PwC Legal; SRS Legal; TELLES; Uría Menéndez; Vieira de Almeida; Vieira Rocha Advogados; Yolanda Busse; Oehen Mendes e Associados.

25-11-2024

Patente Europeia concedida à Católica pode prevenir infeções por listeriose


Acaba de ser concedida ao Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa uma Patente Europeia com a designação "Lactobacillus Alimentarius MK426 for use in preventing infections with Listeria species, compositions comprising said strain and uses thereof".

Parabéns aos Inventores: Paula Teixeira, Cláudia Maciel, Nórton Komora, Vânia Ferreira, Sérgio Sousa e ao Centro de Investigação CBQF - Centro de Biotecnologia e Química Fina que enquadrou os trabalhos de Investigação, Desenvolvimento e Inovação que foram necessários, bem como ao Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia que acompanhou mais este processo de proteção de conhecimento produzido.

Esta tecnologia, desenvolvida no âmbito do doutoramento de Cláudia Maciel sob orientação científica da Professora Paula Teixeira, demonstrou um potencial profilático notável na prevenção de infeções, particularmente a listeriose. O projeto compreendeu o isolamento de uma nova estirpe bacteriana com potencial probiótico, Lactobacillus alimentarius, que biossintetiza uma bacteriocina, identificada por espectrometria de massa como coagulina A. Ensaios de invasão, realizados num modelo celular que mimetiza o epitélio intestinal, utilizando  a estirpe wild-type (geneticamente caracterizada) e o respetivo mutante (coagulina A-negativo) revelaram que a administração de L. alimentarius preveniu eficazmente a infeção por um cocktail de Listeria monocytogenes. Estes resultados evidenciaram o efeito antagonista exercido pela coagulina A na invasão do hospedeiro por L. monocytogenes, confirmando que a bacteriocina é um mediador crucial na proteção contra infeções sistémicas, impedindo a colonização de órgãos vitais.

Subsequentemente, por forma a garantir a biodisponibilidade, e consequente potencial anti-infecioso da bacteriocina, L. alimentarius foi utilizado como cultura starter para formular um novo produto fermentado plant-based. Em paralelo, os investigadores têm explorado aplicações biomédicas da coagulina A na sua forma de péptido purificado, nomeadamente o seu potencial terapêutico como alternativa promissora aos antibióticos convencionais, bem como em técnicas de “cell sorting” para sistemas de diagnóstico de infeções.

 

22-11-2024

Católica celebra um ano de atividades pioneiras na Transform4Europe

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) celebra, em novembro de 2024, um ano de participação na Aliança Transform4Europe (T4EU). Este consórcio reúne 11 universidades europeias, com o objetivo de formar jovens europeus altamente qualificados para a resolução dos desafios atuais e do futuro.

Ao longo deste ano, 445 estudantes e 50 colaboradores da UCP participaram em atividades da aliança, como conferências, cursos de verão e workshops, entre outras, que incluíram viagens às universidades parceiras.

A Universidade Católica Portuguesa foi ainda responsável por organizar diversas iniciativas pioneiras dentro da T4EU, como o Global Partnership Forum, o Science Café, a Summer School, o Science Communication Course e o Service-Learning Workshop.

A contribuição da Católica passou também pelos nove grupos de trabalho da T4EU, com 48 pessoas ativas em diversas áreas de atuação: governação; mobilidade; currículos académicos; educação doutoral; excelência profissional; sustentabilidade; multilinguismo; outreach e comunicação.

A Transform4Europe vai continuar a oferecer oportunidades à comunidade académica nos próximos anos e todos são convidados a participar.

Sobre a T4EU

Fundada em 2020, a Transform4Europe foca-se em três áreas de atuação: transformação digital e regiões inteligentes; transformação ambiental e sustentabilidade; e transformação social, construção de comunidades e inclusão. Inicialmente com sete universidades, tem agora 11 instituições de ensino superior parceiras:

  • Universidade do Sarre, Alemanha
  • Universidade de Sofia St. KlimeUnt Ohridski, Bulgária
  • Universidade de Primorska em Koper, Eslovénia
  • Universidade de Alicante, Espanha
  • Academia de Artes da Estónia, Estónia
  • Universidade Jean Monnet em Saint-Étienne, França
  • Universidade de Trieste, Itália
  • Universidade Vytautas Magnus, Lituânia
  • Universidade da Silésia em Katowice, Polónia
  • Universidade Católica Portuguesa, Portugal
  • Universidade Estatal de Mariupol, Ucrânia

O seu grande objetivo é criar uma universidade europeia sustentável, com governação conjunta, mobilidades acessíveis, focada no empreendedorismo e com parcerias inovadoras. Com a missão de transformar as áreas de estudo, a investigação, a vida comunitária, a T4EU pretende formar uma nova geração de jovens europeus que trabalharão num espírito de cooperação em torno das grandes transformações societais que exigem o desenvolvimento de novas competências académicas, empresariais, digitais e interculturais.

22-11-2024

Católica Porto Business School acolhe delegação de conselheiros da América Latina

Na passada quinta-feira, dia 21 de novembro, a Católica Porto Business School recebeu 28 conselheiros de prestigiados colégios internacionais da América Latina. A Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Braga da Cruz, deu as boas-vindas, apresentando o Centro Regional do Porto da Universidade Católica e destacando a relevância da ligação entre a Universidade e instituições de ensino internacionais. 

A visita incluiu uma sessão conduzida pelo Admissions Office, onde os conselheiros tiveram a oportunidade de conhecer em detalhe os programas da Escola e os processos de admissão. O itinerário incluiu ainda uma visita guiada às instalações e momentos de interação com representantes das várias unidades académicas, reforçando a conexão com o ecossistema académico da Católica Porto Business School. 

Este encontro reflete o compromisso da Escola com a internacionalização, promovendo parcerias estratégicas com instituições de referência e atraindo talento global. Ao receber esta delegação, a Católica Porto Business School reafirma o seu papel como uma das principais escolas de negócios em Portugal, apostando na diversidade cultural e na criação de uma comunidade académica global.

22-11-2024

Candidaturas abertas para a Assembleia Europeia de Estudantes 2025

Estão abertas as candidaturas para a Assembleia Europeia de Estudantes 2025 até ao dia 1 de dezembro.

A quarta edição da Assembleia Europeia de Estudantes irá reunir estudantes universitários das várias alianças de universidades europeias, com o objetivo de debater e elaborar recomendações políticas sobre oito tópicos relacionados com o futuro da Europa.

A assembleia terá lugar no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, de 26 a 28 de maio de 2025.

Os temas em debate serão a saúde mental; clima e políticas ambientais; inteligência artificial; inovação; educação; habitação; desigualdades; e diversidade.

Porquê participar?

Participar neste evento traz aos alunos a oportunidade de:

  • Representar as vozes de estudantes de diferentes países, áreas científicas e graus de ensino
  • Colaborar com colegas de outras Alianças de Universidades Europeias para fortalecer a comunidade estudantil na Europa
  • Contribuir para a criação de processos que visam reduzir o distanciamento entre os cidadãos europeus e os decisores políticos.
  • Interagir com a política europeia e contribuir para a regeneração da democracia a vários níveis – local, nacional e europeu.

Quem pode candidatar-se?

Podem candidatar-se estudantes de qualquer nacionalidade, área de estudo, ou grau de ensino (a partir do segundo ano da licenciatura até ao doutoramento), desde que façam parte de uma das 64 Alianças de Universidades Europeias. Os estudantes da Universidade Católica Portuguesa são elegíveis, dado que a UCP faz parte da Transform4Europe.

Antes de fazer a candidatura, os alunos devem ler o regulamento cuidadosamente.

 

Regulamento | Candidatura

22-11-2024

André Guimarães: “A seleção de investimentos sustentáveis está a crescer.”

André Guimarães é alumni da Católica Porto Business School e diretor executivo no Banco J. Safra Sarasin. O Banif e o Credit Suisse são duas instituições que marcam a sua carreira, a par, também, de uma experiência “muito enriquecedora” enquanto empresário e empreendedor. Aos 34, depois de licenciado pela Católica em Gestão, regressa à Universidade para o mestrado em Finanças - “Quis redirecionar a minha carreira para a área dos investimentos financeiros”. Natural de Santo Tirso, já viveu em França, na Suíça e, atualmente, em Inglaterra, Londres. Nesta entrevista falamos, entre outras coisas, de Sustentabilidade e Inteligência Artificial na Banca de Investimento.

 

Vive há muitos anos fora de Portugal. A vontade de trabalhar no estrangeiro começou quando?

Desde muito cedo, durante a adolescência. Tive a sorte de viajar bastante com a minha família, o que despertou em mim a curiosidade pelo resto do mundo e pelas oportunidades que podia encontrar lá fora. A ideia de viver e trabalhar fora foi-se consolidando com o tempo e esteve sempre nos meus desejos.

 

Quando é que surge a ideia de estudar Gestão?

A ideia de seguir Gestão começou a formar-se durante a minha adolescência. A minha família esteve sempre ligada à gestão de empresas, o que acabou por influenciar as minhas escolhas. Com 16 anos, comecei a pensar mais a sério no que queria seguir e tive várias conversas com o meu pai, que me incentivava a escolher Economia na Faculdade de Economia do Porto. Contudo, era a Gestão que me entusiasmava. Nunca tive medo de desafios e sempre me cativou o diferente e o inovador. Em 1989, entro para o ano zero do curso de Gestão na Universidade Católica no Porto.

 

Que memórias guarda dos anos na Católica?

O curso de Gestão na Católica foi uma experiência muito enriquecedora, foram anos de um grande desenvolvimento intelectual e pessoal. Guardo memórias muito boas. Gostei muito do curso que, embora generalista, incluía disciplinas desde a Gestão de Investimentos, Investigação Operacional ou disciplinas relacionadas com fiscalidade ou directo comercial. A diferença face ao curso de Economia é que enquanto a Economia se foca no cenário mais macro, a Gestão concentra-se na microeconomia e no funcionamento das empresas. Ao longo do curso, percebi que estava no caminho certo. Além disso, o meu interesse pelas áreas das finanças e da banca foi crescendo. Sempre gostei muito de matemática e, aos 18 anos, já investia na bolsa. No terceiro e quarto ano, percebi que o meu futuro poderia passar pela consultoria ou pela banca de investimento. Foram anos de grande descoberta e desafio.

 

Como é que fica marcado o início da sua carreira?

Antes de terminar o curso, o Professor Mário João Coutinho dos Santos sugeriu o meu nome para uma vaga no Banif. Embora estivesse mais inclinado para a consultoria, aceitei a oportunidade. Digamos que este foi o início do desvio da minha carreira (risos). Com 22 anos, comecei a trabalhar no Banif, inicialmente a assessorar um diretor no desenvolvimento de novas agências no Norte de Portugal. Foi uma experiência muito enriquecedora. Foi no Banif que também tive a oportunidade de ter uma visão transversal e muito completa sobre a organização de um banco. Foi uma excelente escola, embora tivesse sido aqui que percebi que a banca de retalho não seria bem o meu caminho e que talvez gostasse de ir experimentar outras coisas. Aos 27 saí do banco e comecei a trabalhar por conta própria e a ser empreendedor.

 

“O curso de Gestão na Católica foi uma experiência muito enriquecedora, foram anos de um grande desenvolvimento intelectual e pessoal.”

 

O que o motivou a tomar essa decisão?

A vontade de enfrentar novos desafios e de inovar foi o que me moveu. Comecei uma empresa nova. A tradição familiar ligada aos negócios influenciou-me e sempre quis explorar novas ideias. Foi nesta altura que fiz a minha primeira saída de Portugal em trabalho e fui viver para Paris. Passei de um formato de estar a trabalhar numa instituição financeira estável para um formato completamente diferente, onde era empreendedor, onde cada dia tinha de fazer tudo. Cada dia era bastante diferente! Era grande o entusiasmo de, através de uma ideia, criar um negócio e desenvolver as operações necessárias para pôr a empresa a crescer. Foi uma experiência extraordinária. Mais tarde, decido sair da empresa e sou convidado para ter uma experiência numa empresa industrial, onde estive quatro anos. Passei pelas diferentes secções da empresa, primeiro como responsável da área comercial para um determinado grupo de clientes e depois, numa segunda fase, estive como responsável de compras da empresa.

 

Até que volta o apelo pela área dos investimentos …

Sim, na verdade o gosto pela área dos investimentos financeiros esteve sempre lá. Desde a faculdade. Mas é nesta minha experiência na indústria que comecei a pensar em redirecionar a minha carreira. Tinha eu 34 anos.

 

Foi um processo difícil?

Não foi fácil. Eu já estava afastado da área financeira há algum tempo. Percebi que era importante voltar a estudar. Percebi, também, que a gestão de patrimónios poderia ser uma possibilidade. Voltei à Universidade Católica para fazer um mestrado em Finanças e comecei a trabalhar numa gestora de investimentos independente. Depois destes dois anos a estudar e a adquirir experiência, surgiu a oportunidade de integrar o Credit Suisse, em Zurique e Genebra. Passados cerca de 5 anos sou convidado para chefiar a equipa Ibérica do Wealth Management em Londres. No total estive 13 anos no Credit Suisse, uma instituição de bastante prestígio na altura.

 

É uma vida que implica alguns sacrifícios pessoais?

Claro. Do ponto de vista pessoal, isto tem algumas, muitas aliás, implicações. A maioria das pessoas nem sequer imagina. Embora numa posição privilegiada, mas, na verdade, revejo-me também no papel do emigrante. Ao fim de dois anos no Credit Suisse, a minha família juntou-se a mim. Quando sou convidado a ir para Londres, foi necessário tomar novamente a decisão e envolver novamente toda a família nesta mudança. São sempre decisões difíceis de tomar.

 

“No Safra Sarasin temos uma equipa enorme a fazer a seleção de investimentos sustentáveis.”

 

De que forma aconselha as gerações mais novas a procurarem mais formação?

É absolutamente fundamental. Tem sido uma prioridade na minha carreira. Estamos numa era em que a digitalização dos serviços financeiros está a transformar o setor. É crucial investir em formação contínua e adquirir competências que nos diferenciem. Em muitos setores, há uma verdadeira rutura com o convencional e acompanhar estas mudanças é essencial para o sucesso. É muito importante perceber-se o que está a acontecer em termos de transição nos setores em específico em que as pessoas estão inseridas. Aconselho a que se procure formação específica e direcionada a determinados temas e desafios, em vez de se fazer uma espécie de atualização convencional. Hoje em dia tudo muda muito rapidamente. Temos de acompanhar e de estar à frente dos problemas.

 

Atualmente trabalha no banco J. Safra Sarasin. O que é que mais o desafia?

Actualmente sou responsável por uma equipa que gere patrimónios de clientes localizados em diversas partes do mundo. Um dos grandes desafíos é ter a perceção da cultura desses países e adaptar os procedimentos internos a cada uma dessas regiões na Gestão de Investimentos. Por exemplo, desde a saída do Reino Unido da União Europeia a prestação de serviços financeiros passou a ter um regime diferente uma vez que deixou de ter livre acesso ao mercado único que facilitava o aconselhamento de investimentos financeiros em qualquer país do espaço europeu. O Banco J. Safra Sarasin é um Banco global com escritórios em 27 países, desde Hong-Kong e Singapura, como em vários países do Médio Oriente e principais cidades da Europa. O grupo Safra tem ainda o Banco Safra no Brasil com sede em S. Paulo e o Safra National Bank of New York com sede em Nova Iorque.

 

Londres continua a ser um dos financeiros mais importantes do mundo?

É um centro financeiro de excelência. Apesar de ter havido um movimento com o Brexit e alguns serviços terem ido para algumas cidades europeias, a verdade é que Londres continua a ter um papel central. Desde logo, porque a lei inglesa é muito sólida e célere. A indústria do private equity e a indústria dos hedge funds estão em ascensão. Têm tido crescimentos exponenciais e vão continuar a ter, porque Londres conseguiu segurar todo esse ecossistema. Na área de serviços financeiros digitais fintech, Londres tem sido o grande impulsionador na criação de novos conceitos. Os investimentos dos grandes bancos americanos continuam a manter aqui uma presença forte. Li um artigo recentemente que dizia que Londres recuperou em relação a Nova Iorque. Desde o Brexit que tinha perdido o estatuto de ser o centro financeiro número 1 do mundo. Entretanto recuperou e está praticamente ao mesmo nível de Nova Iorque outra vez.

 

“Haverá dificuldades e desafios, mas acredito que a mudança é essencial para o progresso.”

 

A Sustentabilidade no setor financeiro é uma prioridade?

Sim, e cada vez mais. A sustentabilidade no setor bancário tem duas vertentes: a própria sustentabilidade das instituições financeiras e a sustentabilidade dos investimentos. Muitos bancos têm adotado práticas mais ecológicas e a seleção de investimentos sustentáveis está a crescer. No Banco Safra Sarasin, por exemplo, começámos há mais de 30 anos a criar portfólios sustentáveis. Temos fundos de investimento totalmente sustentáveis em diversas áreas. A tendência é aumentar cada vez mais. No Safra Sarasin temos uma equipa enorme a fazer a seleção de investimentos sustentáveis. Estamos extremamente bem preparados.

 

A IA é um dos grandes desafios da banca?

Estamos no início de uma disrupção sobre a qual tenho dificuldade neste momento em ter uma imagem clara, embora tenhamos cada vez mais pistas de como as coisas vão acontecer. A Inteligência Artificial é, sem dúvida, um dos grandes desafios da banca e estamos a assistir a uma verdadeira revolução tecnológica. Estamos numa fase de transição na área da gestão de investimentos. Uma área em que não sabemos se, um dia, a inteligência artificial vai ou não substituir os gestores de portfólios de investimentos. Existem poucos gestores no mundo que consigam estar consecutivamente acima das performances dos índices de mercado. Já começamos a ver fundos quânticos que utilizam inteligência artificial. O nível de eficiência de gestão pode vir a ser superior à que o Homem pode fazer. Estamos numa fase de transformação e também de revisão dos custos associados a isso.

 

Assusta-o ou entusiasma-o esta transformação?

Sou naturalmente otimista, por isso estas mudanças entusiasmam-me, embora saiba que haverá sempre danos colaterais. Haverá dificuldades e desafios, mas acredito que a mudança é essencial para o progresso.

 

21-11-2024

UCP2 Mental Health: está a nascer o sistema integrado de promoção de saúde mental da Universidade Católica

English version

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) está a dar um passo significativo na promoção do bem-estar e da saúde mental dos seus estudantes com o lançamento do UCP2 Mental Health. Esta iniciativa, que abrange a sede e os três centros regionais da UCP – Lisboa, Viseu, Porto e Braga e – visa criar um sistema integrado de promoção de saúde mental, através do qual existirão novos recursos de promoção de saúde mental para os estudantes e onde se procurará que os serviços já existentes se articulem e sejam potenciados.

“O UCP2 Mental Health é o embrião do que será o sistema integrado de promoção de saúde mental da Universidade Católica, e deverá estar estabilizado dentro de dois anos, em 2026”, afirma Luísa Campos, docente da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP-UCP) e coordenadora deste projeto pioneiro na UCP, que tem na sua equipa psicólogos, docentes e investigadores da área da Psicologia dos diferentes centros regionais e sede da UCP.

Este sistema pretende responder às necessidades de saúde mental dos estudantes dos 4 Campi da Universidade, indo desde a promoção da saúde mental até à deteção precoce e intervenção nas chamadas “perturbações mentais comuns”, como a depressão e a ansiedade.

Os estudantes poderão aceder a uma plataforma digital que funcionará como uma “porta de entrada única” para todas as respostas de saúde mental na Universidade Católica.  A plataforma, inspirada em projetos internacionais como o BeyondBlue da Austrália, oferecerá recursos e informação sobre saúde mental aos estudantes, assim como respostas ao nível de triagem, avaliação e intervenção psicológica. Este sistema integrado também prevê o encaminhamento de alunos com perturbações mentais moderadas ou graves para serviços de saúde especializados, conforme estabelecido nas orientações do programa de promoção de saúde mental lançado pela DGES.

Luísa Campos destaca: “estamos a iniciar a consolidação de acordos e protocolos com o SNS e instituições públicas e privadas de saúde para o encaminhamento de alunos com perturbações mentais que necessitam de respostas muito específicas e que, no fundo, saem do âmbito da intervenção psicológica no contexto do ensino superior”.

“A construção do sistema não será possível sem a participação dos estudantes e dos profissionais de saúde mental que já fazem intervenção psicológica em diversos departamentos/faculdades da UCP”, afirma.

A equipa contará com dois painéis de consultores - estudantes e psicólogos que serão convidados a acompanhar toda a construção do sistema. O U©P2 Mental Health contempla ainda a monitorização e avaliação do sistema.

 

Um desafio ambicioso e uma grande oportunidade

A implementação do UCP2 Mental Health representa um desafio ambicioso, mas também uma grande oportunidade para a UCP. Para Catarina Ribeiro, docente da FEP-UCP e membro da equipa do projeto, “este sistema é extremamente pertinente e é uma excelente oportunidade para a Universidade continuar a ter como prioridade a formação integral dos estudantes e o seu desenvolvimento adaptativo e bem-sucedido”.

Sandra Sousa, membro da equipa em Lisboa, reforça a importância da criação deste sistema para a existência de uma resposta integrada e única da Universidade para os problemas de saúde mental da comunidade académica: A articulação entre todos os Campi permitirá um trabalho em rede e uma resposta global da UCP para as questões da saúde mental, promovendo a saúde mental positiva, através de diversas iniciativas, numa cultura que se pretende promotora da saúde.”

Por sua vez, Célia Ribeiro, do Centro Regional de Viseu, indica que o sistema integrado de saúde mental da UCP objetiva a promoção de um ambiente de bem-estar.

 

Incremento das respostas ao nível de saúde mental na Universidade Católica

Na perspetiva de Débora Passos, psicóloga júnior da Ordem dos Psicólogos Portugueses e membro da equipa, o UCP2 Mental Health permitirá reorganizar os serviços já existentes na UCP, garantindo consistência e comunicação entre todos. Além disso, “será possível atender às necessidades dos estudantes com maior complementaridade,afirma.

Para dar resposta a este sistema complexo, e com várias frentes de atuação, foram criadas várias subequipas, como atesta Ana Rita Pontes. A psicóloga explica que existirá uma equipa responsável pelas ações de promoção e prevenção de problemas de saúde mental e de desenvolvimento de competências, e outra pela triagem, avaliação e intervenção psicológica e encaminhamento. Haverá ainda uma equipa dedicada à monitorização e avaliação do sistema e outra de coordenação.

 

A importância da promoção e da prevenção

As vertentes da promoção e da prevenção são cruciais para o sistema integrado de promoção de saúde mental que a Universidade está a construir. Luísa Campos considera que este sistema permitirá criar as tão necessárias respostas da Universidade em matéria de promoção e prevenção de problemas de saúde mental.

Nas palavras de Cátia Branquinho, membro da equipa em Lisboa, estes dois aspetos “são fundamentais para criar uma comunidade universitária mais forte e mais resiliente. Ao promovermos a saúde mental, apoiamos os estudantes a compreender de forma mais facilitada os seus desafios e a identificar sinais de alerta, tanto em si mesmos como no seu grupo de pares. Isso significa que podem agir mais cedo, antes que os problemas se agravem.”

Com o lançamento do UCP2 Mental Health, a UCP reafirma o seu compromisso com o bem-estar dos seus estudantes, alinhando-se com os objetivos da Direção Geral do Ensino Superior (DGES) quanto à promoção da saúde mental neste contexto.

O UCP2 Mental Health foi financiado no âmbito do Programa de Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior, da DGES.

A reunião de kick-off do sistema aconteceu no dia 16 de setembro de 2024, marcando o início de uma nova era na promoção da saúde mental na Universidade Católica Portuguesa.

 

 


 

UCP2 Mental Health: the Universidade Católica’s integrated mental health promotion system is born

Universidade Católica Portuguesa (UCP) is taking a significant step towards promoting the well-being and mental health of its students with the launch of UCP2 Mental Health. This initiative, which covers the headquarters and the three regional centres of the UCP - Lisbon, Viseu, Porto and Braga - aims to create an integrated mental health promotion system, through which there will be new mental health promotion resources for students and where existing services will be articulated and enhanced.

“UCP2 Mental Health is the embryo of what will be the Universidade Católica’s integrated mental health promotion system, and it should be stabilised within two years, in 2026”, says Luísa Campos, faculty member of Faculty of Education and Psychology (FEP-UCP) and coordinator of this pioneering project at the UCP, whose team includes psychologists, faculty members and researchers in the field of psychology from the different regional centres and the UCP headquarters.

This system aims to respond to the mental health needs of students at the university's four campuses, ranging from mental health promotion to early detection and intervention in so-called “common mental disorders” such as depression and anxiety.

Students will be able to access a digital platform that will act as a “single gateway” to all mental health responses at UCP.  The platform, inspired by international projects such as Australia's BeyondBlue, will offer mental health resources and information to students, as well as psychological screening, assessment and intervention. This integrated system also provides for the referral of students with moderate or severe mental disorders to specialised health services, as established in the guidelines of the mental health promotion programme launched by DGES.

Luísa Campos emphasises: “We are starting to consolidate agreements and protocols with the SNS and public and private health institutions for the referral of students with mental disorders who need very specific responses and who, in essence, fall outside the scope of psychological intervention in the context of higher education.”

“Building the system will not be possible without the participation of students and mental health professionals who already carry out psychological intervention in various departments/faculties at UCP”, she says.

The team will have two panels of consultants - students and psychologists - who will be invited to monitor the entire construction of the system. UCP2 Mental Health also includes monitoring and evaluating the system.

 

An ambitious challenge and a great opportunity

The implementation of UCP2 Mental Health represents an ambitious challenge, but also a great opportunity for UCP. For Catarina Ribeiro, faculty member of FEP-UCP and a member of the project team, “this system is extremely pertinent and is an excellent opportunity for the University to continue prioritising the comprehensive training of students and their adaptive and successful development”.

Sandra Sousa, a member of the team in Lisbon, emphasises the importance of creating this system so that there is an integrated and unique response from the university to the mental health problems of the academic community: “The articulation between all the campuses will allow for networking and a global response from the UCP to mental health issues, promoting positive mental health through various initiatives, in a culture that is intended to promote health.”

Célia Ribeiro, from the Viseu Regional Centre, says that the UCP's integrated mental health system aims to promote an environment of well-being.

 

Increasing mental health responses at Universidade Católica

Débora Passos, a junior psychologist at the Portuguese Psychologists' Association and a member of the team, says that UCP2 Mental Health will make it possible to reorganise the services that already exist at UCP, ensuring consistency and communication between them. In addition, “it will be possible to meet the needs of students with greater complementarity”, she says.

In order to respond to this complex system, with several fronts of action, several sub-teams have been created, as Ana Rita Pontes points out. The psychologist explains that there will be a team responsible for promoting and preventing mental health problems and developing competences, and another for screening, assessment, psychological intervention and referrals. There will also be a team dedicated to monitoring and evaluating the system and another for coordination.

 

The importance of promotion and prevention

The promotion and prevention aspects are crucial to the integrated mental health promotion system that the University is building. Luísa Campos believes that this system will enable the University to create much-needed responses in terms of promoting and preventing mental health problems.

Cátia Branquinho, a member of the Lisbon team, shared that these two aspects “are fundamental to creating a stronger and more resilient university community. By promoting mental health, we make it easier for students to understand their challenges and identify warning signs, both in themselves and in their peer group. This means they can act sooner, before problems get worse.”

With the launch of UCP2 Mental Health, UCP is reaffirming its commitment to the well-being of its students, in line with the objectives of the Directorate-General for Higher Education (DGES) regarding the promotion of mental health in this context.

UCP2 Mental Health is funded under the DGES Programme for the Promotion of Mental Health in Higher Education.

The system's kick-off meeting took place on 16 September 2024, marking the beginning of a new era in mental health promotion at Universidade Católica Portuguesa.

 

21-11-2024

Célia Manaia: Uma das investigadoras mais citadas do mundo, pelo quinto ano consecutivo

A investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, Célia Manaia é uma das cientistas mais citadas do mundo pelo quinto ano consecutivo.

Este reconhecimento mostra que o trabalho que desenvolvemos tem impacto e relevância na comunidade científica,” refere a investigadora, sublinhando: “A ciência é um esforço coletivo e global, e é muito gratificante perceber que contribuímos para esse diálogo internacional.

Dedicando-se à área da microbiologia, com especial foco no estudo da resistência bacteriana aos antibióticos, Célia Manaia vê esta distinção como “um estímulo para continuar a investigar e a contribuir para avanços que beneficiem a sociedade.”

A investigadora deixa ainda um conselho aos novos investigadores: “Mais importante do que perseguir rankings ou métricas, é trabalhar com paixão, criatividade e honestidade. Encontrem sentido no que fazem e entreguem-se ao processo, independentemente de ser algo simples ou complexo.

A lista “Highly Cited Researchers 2024”, elaborada pela Clarivate Analytics, empresa norte americana especializada em gestão de informação científica, identifica os 6,636 investigadores a nível mundial que demonstraram influência significativa na sua área de investigação ou áreas científicas, o que corresponde a 1% de todos os cientistas no mundo. Em Portugal, Célia Manaia é um dos 18 cientistas portugueses que integram a lista.

A metodologia que determina o "quem é quem" de investigadores influentes baseia-se nos dados e análises realizadas por especialistas em bibliometria e cientistas de dados no Institute for Scientific Information™ da Clarivate.

 

21-11-2024

Católica no combate ao insucesso e abandono universitário

English version

A Universidade Católica Portuguesa lança o UCP4SUCCESS, com o objetivo de promover o sucesso dos estudantes e combater o abandono universitário.

Este lançamento vem alavancar iniciativas da UCP, como o "Católica In! Inovar para Incluir", implementado nos campi de Porto e Braga, e o "Proteus", implementado na Sede – Lisboa.

Financiado pela Direção-Geral do Ensino Superior e pelo Plano de Recuperação e Resiliência, o UCP4SUCCESS segue um modelo colaborativo, reunindo docentes e investigadores dos quatro campi da Católica: Lisboa, Porto, Braga e Viseu.

Com especial foco nos estudantes inscritos pela primeira vez no Ensino Superior, mas pensado para toda a comunidade académica, este projeto engloba um conjunto de seis iniciativas. Entre estas destaca-se a criação de um sistema inteligente para identificar o risco de abandono escolar e o desenvolvimento de um portal interativo com informação e recursos de apoio para estudantes e docentes.

Pretende-se igualmente incentivar estudantes mais experientes a orientar colegas mais novos, social e academicamente, através da Mentoria entre Pares, bem como promover Tutoria por Docentes, oferecendo orientação personalizada.

Reconhecendo as dificuldades que os estudantes enfrentam na transição para o ensino superior, o projeto prevê premiar o esforço e progresso no primeiro ano de licenciatura, através das BolsasUCP4SUCCESS. A sexta e última iniciativa está ligada com a promoção de momentos de atividades culturais, fortalecendo também por essa via a integração e a criação de laços entre os alunos.

Segundo Armanda Gonçalves, docente da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais, o UCP4SUCCESS “representa uma oportunidade para fortalecer e expandir iniciativas já existentes e de desenvolver novas estratégias e recursos, garantindo que cada estudante recebe o suporte que necessita para atingir o seu potencial.”

Enquanto membro da equipa de coordenação, a docente reitera: “estamos motivados para continuarmos a construir um contexto de ensino e aprendizagem inclusivo e de apoio, onde cada desafio seja uma oportunidade de crescimento e sucesso”.

No dia 25 de novembro, a UCP4SUCCESS apresenta já o primeiro webinar sobre Transição e Adaptação ao Ensino Superior, aberto a todos os estudantes da Universidade Católica.

A fase zero deste projeto, realizada em maio deste ano, partiu da auscultação de estudantes e docentes, no sentido de dar voz às suas necessidades. As próximas etapas do projeto contemplam a apresentação do regulamento e processos de candidatura das BolsasUCP4SUCCESS, a capacitação de Mentores e o lançamento de atividades culturais nos quatro campi.

 


 

Católica in the fight against underachievement and university abandonment

Universidade Católica Portuguesa is launching UCP4SUCCESS, with the aim of promoting student success and tackling university abandonment.

This launch leverages UCP initiatives such as "Católica In! Inovar para Incluir‘ (Innovate to Include), implemented at the Porto and Braga campi, and "Proteus", implemented at the Lisbon headquarters.

Funded by the Directorate-General for Higher Education and the Recovery and Resilience Plan, UCP4SUCCESS follows a collaborative model, bringing together professors and researchers from the four Católica campi: Lisbon, Porto, Braga and Viseu.

With a particular focus on students enrolling for the first time in higher education, but designed for the entire academic community, this project encompasses a set of six initiatives. These include the creation of an intelligent system to identify the risk of students dropping out of school and the development of an interactive portal with information and support resources for students and teachers.

It also aims to encourage more experienced students to mentor younger colleagues, both socially and academically, through Peer Mentoring, as well as promoting Tutoring by Professors, offering personalised guidance.

Recognising the difficulties that students face in the transition to higher education, the project plans to reward effort and progress in the first year of a degree through the UCP4SUCCESS Scholarships. The sixth and final initiative is linked to the promotion of cultural activities, which also strengthens integration and bonding between students.

According to Armanda Gonçalves, professor at the Faculty of Philosophy and Social Sciences, UCP4SUCCESS ‘represents an opportunity to strengthen and expand existing initiatives and to develop new strategies and resources, ensuring that each student receives the support they need to fulfil their potential.’

As a member of the coordination team, she reiterates: ‘we are motivated to continue building an inclusive and supportive teaching and learning environment, where every challenge is an opportunity for growth and success’.

On 25 November, UCP4SUCCESS will present its first webinar on Transition and Adaptation to Higher Education, open to all students at Universidade Católica.

Phase zero of this project, which took place in May this year, was based on a survey of the students and teaching staff needs. The next stages of the project include the presentation of the regulations and application processes for the UCP4SUCCESS Scholarships, the training of Mentors and the launch of cultural activities on the four campi.

21-11-2024

Pages