X

Novidades

Conferência debateu Educação, Imigração e Qualidade de Vida nas Cidades

Líderes empresariais, especialistas em sustentabilidade e decisores políticos reuniram-se ontem na Católica Porto Business School para discutir temas centrais como educação, imigração e a melhoria da qualidade de vida nas cidades. A conferência social: “Educação, Imigração e Qualidade de Vida. Que Caminhos?” realizou-se na manhã de 29 de janeiro, uma parceria entre a Católica Porto Business School e o Jornal de Negócios no âmbito da iniciativa Negócios Sustentabilidade 20|30. 

Na abertura da sessão, que sucedeu à nota introdutória da diretora do Jornal de Negócios, Diana Ramos, o diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, exemplificou a importância desta temática para a Escola: “a sustentabilidade e a regeneração são pilares estratégicos para a Católica Porto Business School, refletindo-se na oferta formativa inovadora e na nossa ligação a redes internacionais de liderança responsável.” 

A conferência arrancou com uma abertura institucional da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, que garantiu que o Governo está empenhado em “assegurar a sustentabilidade do sistema”. Seguiu-se uma conversa com o keynote speaker, Carlos Moreira da Silva (presidente da Associação Business Roundtable Portugal [BRP] e fundador e CEO da Teak Capital), que defendeu que o custo laboral deve baixar para aumentar os rendimentos dos trabalhadores e tornar as empresas nacionais mais competitivas

No primeiro painel, “O futuro da educação em tempos de transições”, moderado por Helena Garrido (jornalista e curadora da iniciativa Negócios Sustentabilidade), participaram Afonso Mendonça Reis (empreendedor social de educação e presidente do júri do Global Teacher Prize Portugal), André Rosendo (fundador da Open Learning School), Mónica Vieira (coordenadora-geral da Teresa e Alexandre Soares dos Santos – Iniciativa Educação) e Sofia Salgado (docente da Católica Porto Business School), que destacou a necessidade de promover mais aproximação entre a academia e o tecido empresarial para que os currículos sejam cada vez mais próximos das necessidades do mercado de trabalho

A secção seguinte trouxe um momento de testemunho pessoal, onde foi partilhada a história de Adalécio, um motorista de São Tomé e Príncipe que é condutor de autocarros em Aveiro. Seguiu-se o debate “Imigração. Da economia à integração social”, que contou com Pedro Portugal Gaspar (presidente do Conselho Diretivo da Agência para a Integração Migrações e Asilo – AIMA), Paulo Fernandes (presidente da Câmara Municipal do Fundão), Olga Pereira (vereadora da Câmara Municipal de Braga) e Pedro Afonso (CEO da Vinci Energies Portugal), com moderação de Helena Garrido. 

Na sessão “Conversa com… Como viver melhor nas cidades?”, Miguel Anxo Fernández Lores (Alcalde de Pontevedra) partilhou a sua visão, numa conversa moderada por Carlos Marçalo (diretor de Conteúdos e Projetos Especiais, Medialivre). 

O evento terminou com o debate “Território, cidades e casas. Como planear para a qualidade de vida”, que juntou António Carlos Rodrigues (CEO do Grupo Casais), Fernando Paulo (vereador do Pelouro da Educação e da Coesão Social da Câmara Municipal do Porto), Isabel Matias (arquiteta, Leiras do Carvalhal) e Rogério Carlos (vice-presidente da Câmara Municipal de Aveiro), com moderação de Diana Ramos (diretora do Jornal de Negócios). 

Esta conferência foi a segunda de um ciclo dedicado às temáticas ESG (Ambiental, Social e Governança), no âmbito da iniciativa Negócios Sustentabilidade 20|30, associada ao Prémio Nacional de Sustentabilidade. 

Sobre a Católica Porto Business School: A Católica Porto Business School está entre as melhores escolas de negócios do mundo, fazendo parte de um grupo muito restrito, a nível global, de 1% de escolas com distinções de acreditação EQUIS, AMBA e AACSB. Integra também o Top100 do Financial Times European Business School Rankings – 2024. Este reconhecimento atesta a excelência de toda a atividade, incluindo Ensino, Investigação e Impacto na Sociedade. A Católica Porto Business School é uma faculdade da Universidade Católica Portuguesa reconhecida internacionalmente pelo desenvolvimento integral de profissionais para uma sociedade sustentável e global, assim como pela produção de conhecimento nas áreas da Gestão e da Economia. https://catolicabs.porto.ucp.pt

30-01-2025

Campanha de Natal Solidária da Católica mobiliza mais de 300 voluntários

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) promoveu a Campanha de Natal Solidária “A Alegria do Dar” na Sede, em Lisboa, e nos seus 3 campi Porto, Braga e Viseu –, envolvendo mais de 300 voluntários e beneficiando 44 organizações sociais.

Na Sede, em Lisboa, a angariação de produtos alimentares e de bebé para a Comunidade Vida e Paz, CASA e Apoio à Vida resultou na recolha de 1.716 produtos. A Campanha do Banco Alimentar contou com 76 voluntários, que somaram 228 horas de serviço. O voluntariado corporativo no CASA envolveu 51 voluntários, entre docentes, investigadores e colaboradores, que dedicaram 229 horas de apoio a instituições como o CASA, o Apoio à Vida e as Irmãs de S. Vicente de Paulo. Por fim, a 3.ª edição do Mercado de Natal Solidário reuniu 21 organizações sociais.

No Porto, a Campanha do Banco Alimentar mobilizou 41 voluntários para a gestão de três supermercados, totalizando 128 horas de voluntariado. Adicionalmente, foram recolhidos bens alimentares, materiais didáticos e peças de roupa. Também foram realizadas várias iniciativas, como o 3.º Bingo D’Eficiência Solidário, que reuniu 22 participantes, a montagem da árvore de Natal com utentes da AAPACDM-Porto e uma Oficina de Natal – Reinventa o Natal –, onde foram feitas 35 peças de Natal com material têxtil “lixo”. A Feira Solidária de Natal contou com a presença de oito instituições parceiras, e foram ainda entregues 16 cabazes de Natal a famílias apoiadas pela Cáritas. A dádiva de sangue no campus registou 46 inscritos, resultando em 26 colheitas.

No Campus da Católica em Braga, a campanha integrou várias atividades, incluindo a participação na iniciativa “De luto e em luta pelas mulheres vítimas de violência de género”, em parceria com a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que incluiu uma exposição e dois workshops, com o envolvimento de 9 voluntários. No Dia Internacional do Voluntariado, celebrado a 5 de dezembro, a comunidade participou na campanha “Voluntariado em ação: ao serviço da casa comum”, que incluiu a plantação de árvores, em parceria com a Câmara Municipal de Braga e o projeto "Florestar Braga 2024", com a presença de 50 voluntários. Além disso, houve um workshop sobre voluntariado, dinamizado pela Synergia, uma cerimónia de reconhecimento a instituições e voluntários, e o “Laboratório de Ideias”, envolvendo 70 estudantes. A campanha “O Natal é para todos: A Alegria do Dar” incluiu a recolha de donativos para a Vida Norte e a entrega de cerca de 200 refeições a pessoas em situação de sem-abrigo, numa parceria com a associação Virar a Página.

Já na Universidade Católica Portuguesa, em Viseu, a campanha foi marcada pela recolha de bens alimentares, roupas, eletrodomésticos e pilhas, além da colaboração com a Refood Viseu na entrega de alimentos.

Para Rita Paiva e Pona, Assessora da Reitoria e Coordenadora do Gabinete de Responsabilidade Social da Católica, “a forte adesão da comunidade académica às várias iniciativas promovidas no âmbito da Campanha de Natal Solidária, assim como os diversos testemunhos partilhados, revelam o compromisso solidário da comunidade Católica. A participação ativa de estudantes, docentes e colaboradores demonstra que a verdadeira alegria está no ato de dar e que, quando damos, somos também nós que recebemos!”.

A Campanha de Natal Solidária “A Alegria do Dar” reforça o papel da Universidade Católica como agente de mudança social, promovendo a solidariedade e o voluntariado como valores fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e humana.

29-01-2025

Juliana Oliveira, alumna da Católica Porto Business School, distinguida pela AACSB como uma Influential Leader

Juliana Oliveira, alumna da Católica Porto Business School e CEO da OLIMEC, foi distinguida como uma AACSB Influential Leader 2025.  

A Católica Porto Business School é uma das escolas de negócios acreditadas pela AACSB a participar na iniciativa Influential Leaders, que reconhece anualmente alumni e professores de destaque, cujos percursos têm um impacto positivo e duradouro na sociedade.  

Autodenominada “economista de formação, serralheira de coração”, Juliana é licenciada em economia e mestre em gestão pela Católica Porto Business School, onde escolheu estudar pelo “percurso prático” que proporciona, com uma “ligação muito forte ao mundo empresarial” e uma valorização do “desenvolvimento de soft skills”. Destaca, também, as visitas e o contacto com as empresas e o estudo através de case studies.  

Juliana caminhou para o mundo do empreendedorismo juntamente com o seu sócio, Luís Tavares, e fundaram a OLIMEC, empresa especializada na venda, reparação e manutenção de equipamentos para veículos pesados, bem como manutenção industrial, no setor do ambiente e resíduos.   

Sob a liderança de Juliana, a empresa adotou várias práticas sustentáveis ​​e apresenta uma abordagem empreendedora que cria valor para os negócios e para a sociedade. Para promover ainda mais práticas empresariais sustentáveis, Juliana atua como membro do conselho da GRACE – Empresas Responsáveis, uma associação sem fins lucrativos de responsabilidade social e sustentabilidade. 

Para João Pinto, Diretor da Católica Porto Business School, “é uma grande alegria celebrar mais uma conquista da Juliana, os nossos estudantes são os grandes embaixadores da Católica Porto Business School! É com orgulho e admiração que vemos como a Juliana procura criar um impacto duradouro na sociedade e tornar os negócios mais sustentáveis.” 

Em 2023, Juliana já tinha sido vencedora do Prémio Executivas na categoria Revelação.  

Este ano, a Influential Leaders distinguiu 24 alumni empreendedores de escolas de negócios credenciadas pela AACSB em todo o mundo, que criaram impacto através de ideias e abordagens inovadoras para os negócios e a sociedade.

 

28-01-2025

Vida de fé e serviço: Patriarca Emérito homenageado pela Universidade Católica Portuguesa

A Universidade Católica Portuguesa homenageou D. Manuel Clemente, Patriarca Emérito e Magno Chanceler da universidade durante 10 anos, numa cerimónia realizada no dia 23 de janeiro, em Lisboa, um dia após ter celebrado o 25.º aniversário da sua ordenação episcopal.

O antigo Magno Chanceler, que foi também docente e estudante da UCP, começou por destacar a ligação de 50 anos que tem com a universidade.

“Entrei como aluno em 1973, na Faculdade de Teologia, e estive até 2023, quando cessei as funções como Chanceler da universidade”, recordou. “A minha vocação académica acabou por ficar ligada à minha vocação pastoral que se sobrepôs a tudo mais”.

Fazendo uma retrospetiva histórica sobre a Universidade Católica, D. Manuel Clemente destacou a aspiração que existia, desde o final do século XIX, para que houvesse uma Escola Superior Católica de Estudos em Portugal.

“Católica é uma palavra que significa Universal e que transporta em si a inspiração que a define, a inspiração cristã, mas também a ambição de chegar da melhor maneira a todos e acolher todos aqueles que a procuram e são tantos”, refletiu.

Para o atual patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, D. Manuel Clemente tem um “sentido profundo eclesial” e é “um construtor de pontes que promove a abertura da Fé com a Cultura, da Igreja com a sociedade”. O atual Magno Chanceler da UCP destacou ainda a sua “capacidade de inteligência contemplativa que nos faz reencontrar com as motivações interiores profundas do que sucede, daquilo que perpassa pelas páginas dos livros da história”.

“D. Manuel Clemente continua a olhar para as coisas, para os factos, para as pessoas e acontecimentos com o olhar de Cristo”, concluiu o Patriarca D. Rui Valério.

Já a Reitora da UCP, Isabel Capeloa Gil, agradeceu “a liderança próxima, a defesa inabalável e a confiança que D. Manuel Clemente colocou na nossa instituição”.

“Nestes 10 anos na Católica o seu propósito temporal fez história. A longa expectativa que a universidade foi, é agora plataforma de Esperança para o futuro. E deste futuro faz parte o legado do Patriarca Emérito com a sua visão universalista e na verdade intemporal, do diálogo infinito entre saberes, pessoas e geografias”, afirmou a Reitora.

A encerrar o evento esteve o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que descreveu D. Manuel Clemente como um “dos maiores pensadores católicos sobre Portugal contemporâneo” e um “pensador acerca de Portugal, da portugalidade, acerca da nossa identidade, acerca das nossas vicissitudes e de permeio historiador da Igreja em Portugal”.

“Tem uma compreensão de Portugal e toda a sua obra, como Pastor Diocesano, foi uma obra fundada na visão que tem do país, da história de Portugal, da evolução história do Portugal contemporâneo, e disso fez uma simbiose entre a prossecução da fé e uma visão muito realista dos desafios que se colocavam à sociedade portuguesa e também à Igreja dentro da sociedade portuguesa”.

A sessão de homenagem contou também com as intervenções de José Manuel Pereira de Almeida, Vice-Reitor da UCP, de José Lobo Moutinho, Diretor da Faculdade de Direito, de Teresa Andresen, Arquiteta Paisagista e de João Clemente, Diretor do Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa e com o descerrar do retrato de D. Manuel Clemente, da autoria do Mestre António Macedo.

28-01-2025

A tecnologia na educação: Transformar a aprendizagem e preparar o futuro


No Dia Internacional da Educação, destaca-se o papel transformador da tecnologia no ensino, uma abordagem essencial para responder às exigências do mundo contemporâneo.

Andreia Magalhães, investigadora no Católica Learning Innovation Lab (CLIL), sublinha que "a tecnologia apresenta-se como um catalisador de inovação pedagógica capaz de transformar a cinética de ensino-aprendizagem num mecanismo que favorece o desenvolvimento de competências técnicas e analíticas, altamente valorizadas no mundo atual".

O CLIL tem sido um pilar na implementação de metodologias ativas com recurso a ferramentas digitais, disponibilizando suporte à comunidade docente da Católica.

"A Universidade Católica Portuguesa já recorre a algumas destas metodologias ativas com recurso à Inteligência Artificial e Internet das Coisas (AIoT), que permitem a abertura da sala de aula ao exterior, para a exploração de situações reais", acrescenta Andreia Magalhães.

A investigadora, que desenvolveu um projeto de doutoramento na Faculdade de Educação e Psicologia (FEP-UCP) focado na utilização da Internet das Coisas na área da Educação, reforça a relevância da inovação pedagógica em todos os níveis de ensino. Segundo Andreia Magalhães, "a FEP-UCP tem contribuído para o desenvolvimento da inovação pedagógica em toda a Universidade Católica".

Com estas iniciativas, a Universidade Católica Portuguesa não prepara apenas os seus estudantes para os desafios do presente e do futuro, mas também se posiciona na vanguarda da transformação educacional, aproveitando o potencial da tecnologia para criar um impacto positivo e duradouro.

 

24-01-2025

Investigadora do CBQF envolvida no projeto premiado "Conserva Azul" na Expo Fish Portugal

O projeto "Conserva Azul", fruto de uma parceria entre a Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP), a Faculdade de Biotecnologia e o Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Universidade Católica Portuguesa, foi distinguido com o segundo lugar na prestigiada Expo Fish Portugal, na categoria de Novos Produtos de Marisco. Este reconhecimento destaca a abordagem inovadora das conservas de sardinha premium, desenvolvidas especificamente para o mercado japonês.

A nova conserva de sardinha não só promove a responsabilidade ambiental, como também adapta a formulação do produto aos gostos japoneses, onde a qualidade e a sustentabilidade são fundamentais. O projeto distingue-se pela sua abordagem sustentável e holística, desde a formulação até à embalagem.

O desenvolvimento deste produto inovador está a cargo da Professora Manuela Pintado e da sua equipa de investigação do CBQF, que combina a inovação tecnológica de ponta com um profundo respeito pelas tradições portuguesas. O prémio marca um marco importante para o projeto, proporcionando os recursos necessários para avançar na criação desta conserva de sardinha premium.

O projeto Conserva Azul representa um passo estratégico para as exportações portuguesas, alinhando-se com a missão mais ampla de fortalecer os laços culturais e comerciais entre Portugal e o Japão. Ao promover as conservas de sardinha portuguesas como um produto premium e sustentável, o projeto reforça a presença internacional de Portugal na indústria alimentar.

 

Sobre a Expo Fish Portugal

A Expo Fish Portugal é o maior evento virtual dedicado ao marisco português, promovendo a inovação e a colaboração internacional no setor da pesca.

 

24-01-2025

Plataforma para o Crescimento Sustentável integra Insure.hub

Foi estabelecida uma parceria entre o Insure – Innovation in Sustainability and Regeneration Hub (iniciativa conjunta da Universidade Católica Portuguesa, no Porto e da Planetiers New Generation) e a Plataforma para o Crescimento Sustentável que visa o desenvolvimento de atividades conjuntas para a promoção do Conhecimento, da Inovação e do Empreendedorismo Sustentável.

A integração da Plataforma para o Crescimento Sustentável no Insure.Hub reflete o alinhamento de valores e de missão de mais um parceiro na prossecução da dinamização da sustentabilidade e regeneração em diferentes dimensões, num ecossistema de cocriação intersectorial.

A cerimónia de assinatura do Memorando de Entendimento contou com a presença de Ivone Rocha, presidente da Plataforma para o Crescimento Sustentável, Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o Centro Regional do Porto, João Pinto, diretor da Católica Porto Business School e co-Founder do Insure.hub, e de Maria Lopes Cardoso, directora executiva do mesmo Hub.

23-01-2025

Fátima Poças: “A Embalagem é uma área fundamental na indústria.”

É docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia. Coordena o CINATE, o Laboratório de Análises e Ensaios a Alimentos e Embalagens, reconhecido pelo Ministério da Agricultura como laboratório de referência na área dos materiais em contacto. Tem dedicado a sua vida ao trabalho e investigação na área das Embalagens, área que descreve como muito “versátil e ampla”. A reciclagem e o conhecimento em toda a cadeia são alguns dos grandes desafios que esta área enfrenta. Nos tempos livres? Muito desporto e sempre a sonhar com a próxima viagem.

 

Tem dedicado a sua vida ao estudo das Embalagens. Como surgiu este caminho?

Formei-me em Engenharia Química e, algures no último ano do curso, um professor, que orientava ações de formação em empresas, desafiou-me e a uma outra colega para darmos formação a colaboradores da fábrica das bolachas Triunfo em Coimbra. Durante esse período, além de aprendermos muito, tive a perceção de que a Embalagem é uma área fundamental na indústria e que é, por si só, uma disciplina de estudo.

 

Área que abraça até hoje …

Foi na Escola Superior de Biotecnologia que fui desafiada a criar um centro dedicado à Embalagem. A partir daí, dediquei toda a minha vida a esta área.

 

“Pensar uma embalagem implica pensar de forma transversal e global.”

 

O que é que a fascina?

A versatilidade e o facto de ser muito ampla. Trabalhamos todas as componentes, desde a ciência dos materiais, ao sistema que protege o alimento, ao impacto no ambiente, entre outras. Pensar uma embalagem implica pensar de forma transversal e global. Todos os elementos têm de ser ponderados e há muitos critérios a ter em conta. Quando comecei, a Embalagem era uma área muito pouco sólida. Sabia-se pouco, investia-se pouco. A Escola Superior de Biotecnologia era uma exceção e foi pioneira. Fomos a primeira faculdade a ter uma disciplina chamada Materiais e Embalagens.

 

É uma área multidisciplinar?

Sim, porque envolve várias áreas e é preciso saber um bocadinho de tudo e ser capaz de unir e reunir conhecimento, pensando nos elementos de todo o sistema. Acho que isso é o que mais gosto. Eu sou uma pessoa bastante horizontal, que gosta de ir buscar um bocadinho a cada área.

 

Quais são os grandes desafios que esta área enfrenta atualmente?

O principal desafio é o conhecimento da cadeia, desde a produção dos materiais até ao consumidor. A falta de informação é uma grande limitação que impede que se façam as coisas de forma mais sustentável. A participação do consumidor nos sistemas de recuperação é fundamental. Fala-se muito de embalagens e materiais biodegradáveis, mas parece-me que, na área das embalagens para alimentos, a reciclagem é muito mais importante. A implementação desta prática ainda é um grande desafio. Requer a intervenção do consumidor e para o consumidor intervir tem de saber o que está a fazer e porque o está a fazer. Ao nível dos industriais do setor alimentar também é necessário ter conhecimento dos impactos que diferentes embalagens têm a vários níveis. O conhecimento tem de estar em toda a cadeia - do industrial alimentar que seleciona o material até ao nível dos retalhistas e, por fim, dos próprios consumidores. Se a informação fluísse melhor, e com uma boa gestão de stocks, não precisávamos de ter tempos de validade tão longos. O fluxo de conhecimento ao longo da cadeia é um grande desafio. É a falta de conhecimento que gera grandes limitações na implementação de melhores soluções.

 

“Como coordenadora do CINATE, tenho sempre muitos casos práticos para levar aos meus alunos.”

 

Este é um tema que atrai o interesse dos alunos?

Na Escola Superior de Biotecnologia, atrai sobretudo os alunos do European Master of Science in Sustainable Food Systems Engineering, Technology and Business. Tenho sempre turmas com um bom número de estudantes. Uma das coisas que mais gozo me dá é que depois alguns dos alunos voltam para fazer a tese de mestrado. Neste mestrado, os alunos podem escolher o país para a realização da sua tese. É sempre gratificante quando os alunos escolhem teses ligadas a esta disciplina. E até há alguns que depois ficam para o doutoramento.  

 

De que forma é que a docência e a investigação se vão alimentando uma à outra?

Não as separo. As aulas que eu dou são sempre muito práticas e relacionadas com a realidade. Fazemos visitas a empresas, contamos com a intervenção de especialistas de diferentes áreas e estudamos casos concretos da indústria. Como coordenadora do CINATE, tenho sempre muitos casos práticos para levar aos meus alunos.

 

“Somos um laboratório privado e mantemos até hoje esta posição, continuando a ser o laboratório de referência a nível nacional.”

 

Qual é a atividade do CINATE?

O CINATE - Laboratório de Análises e Ensaios a Alimentos e Embalagens – é uma estrutura da Escola Superior de Biotecnologia. Fazemos prestação de serviços e é daqui que surge grande parte do conhecimento prático que levo para os meus alunos. Temos uma atuação muito abrangente. Todos os dias lidamos com as necessidades das empresas, quer alimentares quer da embalagem nas suas várias vertentes, fazemos controlo de qualidade, apoiamos o diagnóstico e a resolução de problemas, desenvolvemos estudos de vida-útil e pequenos projetos de investigação.

 

O que é que distingue o CINATE?

Em 2004, fomos reconhecidos pelo Ministério da Agricultura como laboratório de referência na área dos materiais em contacto. Foi na altura em que saiu uma lei Europeia que determinava que cada Estado-membro tivesse um laboratório nacional de referência para esta área. Somos um laboratório privado e mantemos até hoje esta posição, continuando a ser o laboratório de referência a nível nacional. No CINATE, estamos em muitas frentes e isso é muito desafiante e, sem dúvida, que nos distingue, porque nos dá muita diversidade de conhecimentos e de competências. Atualmente, somos uma equipa de 16 pessoas. Uma equipa grande e muito empenhada.

 

Como é que gere a equipa no dia-a-dia?

Com muito trabalho e muita disciplina. Quase sempre há dias dedicados a projetos específicos, o que nos ajuda na organização do trabalho.

 

“Mergulhar é como meditar.”

 

O que é que gosta de fazer nos tempos livres?  

Faço muitas atividades. O meu problema é que gosto sempre de muita coisa. (risos)
Faço algum desporto. Jogo voleibol na praia duas vezes por semana, sempre que o tempo deixa. Também faço ginásio e mergulho de garrafa. Gosto muito de viajar.

 

O que procura conhecer nos mergulhos que faz?

Fascinam-me imenso os animais e as plantas. Aliás, sempre tive a mania do snorkeling e andava sempre para todo o lado com as barbatanas e máscara. Em 2015, aventurei-me num curso de mergulho. Mergulhar é como meditar.

 

Algum mergulho para recordar?

Na Austrália, mergulhar na Grande Barreira de Corais.

 

Última viagem?

Indonésia.

 

Próxima viagem?

Talvez Japão. Não pelo mergulho, embora vá aproveitar para isso também, mas pela cultura.

 

O que é que a move?

O compromisso que tenho com os que de alguma forma dependem de mim. Seja com as pessoas que integram a minha equipa no trabalho, seja com os investigadores e alunos que oriento, seja com a minha família. É esta responsabilidade e compromisso de estar lá para eles que me faz levantar da cama todos os dias.

 

 

23-01-2025

Escola Superior de Biotecnologia lança novo Mestrado em Biotecnologia para a Bioeconomia

Biotecnologia para a Bioeconomia é o novo mestrado da Escola Superior de Biotecnologia (ESB), da Universidade Católica Portuguesa. Um programa único em Portugal, desenhado para responder aos desafios globais de sustentabilidade, saúde e inovação tecnológica. Destaca-se pela sua abordagem prática e interdisciplinar, preparando uma nova geração de profissionais para liderar o progresso científico em áreas como bioquímica, biologia, agricultura, conservação ambiental e biomedicina.

“Este mestrado visa formar profissionais capazes de responder aos desafios mais prementes da bioeconomia, combinando o melhor da ciência com uma visão prática e orientada para a inovação”, explica Marta Vasconcelos, coordenadora do Mestrado em Biotecnologia para a Bioeconomia. “Queremos que os nossos estudantes não só desenvolvam competências científicas de excelência, mas também se tornem líderes que façam a diferença num mundo em transformação”, acrescenta.

“O lançamento deste mestrado reflete o compromisso da Escola Superior de Biotecnologia em oferecer formação de excelência, alinhada com as necessidades do mercado e com os desafios globais”, destaca Paula Castro, diretora da ESB.

Com uma duração de quatro semestres, o mestrado combina uma sólida formação científica com ferramentas de gestão orientadas para a inovação. Os estudantes terão a oportunidade de explorar temas avançados, como Biologia Integrativa, Ómicas, Edição Genética, Inteligência Artificial e os fundamentos da bioeconomia, culminando num projeto em contexto profissional e numa tese de mestrado.

O curso destina-se a titulares de licenciaturas em Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Química, Bioengenharia ou áreas afins, bem como a todos os que acreditam que a ciência trará soluções para as questões significativas que afetam a humanidade, tais como as alterações climáticas, a sustentabilidade ambiental e a saúde.

O Mestrado em Biotecnologia para a Bioeconomia representa uma oportunidade ímpar para aqueles que desejam integrar um dos setores mais inovadores e promissores da atualidade, abrindo portas para uma carreira internacional e com impacto direto na melhoria da qualidade de vida e da sustentabilidade do planeta.

23-01-2025

Novo protocolo entre a Faculdade de Direito e o ICFML marca criação do Centro de Mediação do Porto

A Faculdade de Direito reforçou o seu compromisso com a modernização da Justiça ao assinar um novo protocolo com o Instituto de Certificação e Formação de Mediadores Lusófonos (ICFML), que estabelece a criação do "Centro de Mediação do Porto". Realizado no âmbito da cerimónia de abertura da 14.ª edição da Pós-Graduação em Negociação, Mediação e Resolução de Conflitos, o evento contou com a participação de diversos especialistas da área, numa aula que promoveu a reflexão sobre os desafios e o futuro da mediação de conflitos em Portugal.

Este novo centro surge com o objetivo de prestar serviços de resolução de litígios à comunidade portuense, criando ainda uma oportunidade para os estudantes da Faculdade se envolverem diretamente na área da mediação e aprenderem com a prática. O Centro de Mediação do Porto será um espaço dedicado à promoção de soluções eficazes e pacíficas para disputas, oferecendo serviços como mediação e negociação. Além disso, funcionará como uma plataforma de formação prática, permitindo aos estudantes desenvolver competências essenciais e contribuir para o avanço desta área em Portugal.

“Numa Faculdade de Direito temos de procurar contribuir para a resolução de conflitos de acordo com o critério de justiça”, salientou Manuel Fontaine Campos, Diretor da Faculdade, que sublinhou os mais de 14 anos de colaboração entre a Faculdade e o ICFML na promoção da formação e ensino avançado em mediação. “Esperamos também poder contribuir com esta criação para a reforma governamental”, acrescentou, numa referência ao plano estratégico do Governo para a modernização da resolução de conflitos.

“Este é um momento único para debater as questões da mediação em Portugal, reunindo especialistas e inspirando novas iniciativas”, salientou Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora do Centro Regional do Porto que abriu a aula da formação avançada. “A 14.ª edição da Pós-Graduação demonstra que o tema continua muitíssimo pertinente”, afirmou.

A aula aberta contou com a intervenção de Giuseppe De Palo, ex-Provedor da ONU, que abordou temas como a obrigatoriedade e a voluntariedade da mediação, explorando os modelos “opt-in” e “opt-out”, bem como o conceito de “nudging”, que visa incentivar as partes a tentar a mediação de uma forma mais facilitada.
Outro contributo marcante veio de Marta San-Bento, Coordenadora da Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) para os meios RAL. A especialista apresentou as linhas gerais da Estratégia Nacional para os Meios de Resolução Alternativa de Litígios (ENRAL 2025-2028), que prevê iniciativas como a expansão da mediação em contextos escolares, administrativos e juvenis, bem como a revisão do referencial de qualidade de certificação e a implementação de campanhas de sensibilização para a população.

A fundadora do ICFML, Ana Maria Gonçalves, partilhou também reflexões sobre o momento decisivo que o país vive para consolidar a mediação como um instrumento eficaz na resolução de conflitos. De acordo com a também docente convidada da Escola do Porto, são necessários três pilares fundamentais para a mediação ganhar força: financiamento sustentável, integração de políticas públicas estruturadas e a adoção de novas tecnologias para a tornar mais eficiente e acessível. “O momento de agir é agora”.

Agostinho Guedes, por sua vez, destacou o papel fundamental dos advogados em representação da mediação pelo seu expertise e conhecimento do sistema judicial. “Os advogados são pacificadores sociais e devem ser as primeiras pessoas a envolver-se neste processo”, afirmou. Já Cátia Cebola reforçou a necessidade de uma mudança cultural no setor académico. “É uma área transversal a todas as áreas de Direito”, comentou. Para a coordenadora do ICFML, a Academia ainda não reconhece a mediação como deveria, o que limita o seu potencial de crescimento.

O evento encerrou com a intervenção de Maria José de Barros, Secretária de Estado da Justiça, nossa alumna e antiga docente, que sublinhou a relevância do Centro de Mediação do Porto. Nas suas palavras, esta iniciativa "pode contribuir e muito para a reforma de mentalidades por parte de quem precisa dos serviços de Justiça" e representa "um passo muito relevante para a criação de canais qualificados, próximos do cidadão".

23-01-2025

Pages