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Novidades

Investigadores do CBQF destacam-se no Concurso Individual de Estímulo ao Emprego Científico

Ezequiel Coscueta, Joana Cristina Barbosa, João Botelho, Marta Nunes Silva, Raquel Mesquita, Ricardo Garcia e Viviana Ribeiro são os investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia cujos projetos individuais foram selecionados no Concurso Individual de Estímulo ao Emprego Científico (CEEC), promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Esta iniciativa visa fornecer apoio financeiro para aprofundar e especializar o exercício de atividades de investigação científica e desenvolvimento tecnológico em Portugal.

Manuela Pintado, diretora do CBQF, comentou: “Este programa é fundamental para reter talentos excelentes no nosso centro. A seleção destes projetos reflete o nosso compromisso em promover a investigação de excelência e a formação de novos talentos nestas áreas de investigação.”

Os projetos realizados no CBQF estão enquadrados em cinco áreas de investigação: Biologia Experimental e Bioquímica, Ciências Animais e Veterinárias, bem como Biotecnologia Alimentar, Química e Ciências Agrárias e Biológicas.

O apoio à contratação de investigadores doutorados através do CEEC Individual tem como objetivo “reforçar o sistema científico e tecnológico nacional, criando oportunidades de emprego para investigadores doutorados, promovendo a formalização do emprego científico de doutorados, ajudando a atrair e reter doutorados qualificados em Portugal, e contribuindo para o rejuvenescimento das instituições científicas,” de acordo com o aviso publicado pela FCT.

Mais informação

 

22-10-2024

“O papel da Universidade e o seu contributo na sociedade” marca cerimónia de abertura do ano letivo 24-25

“A Universidade implica a formação estrutural da pessoa, mas também o contributo para a melhoria da sociedade e do planeta”. Palavras da Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, na Sessão de Abertura do Novo Ano Letivo 2024-2025, realizada no dia 18 de outubro, no auditório Cardeal Medeiros, em Lisboa.

Num evento que reuniu a comunidade académica na celebração dos recém-graduados e no acolhimento aos novos estudantes, Isabel Capeloa Gil afirmou que “para ser universidade no verdadeiro sentido do termo, a Instituição deve entender-se como espaço de exploração, eterno projeto e obra sempre inacabada.”

E enquanto projeto contínuo, a Universidade deve ser "incontornavelmente centrada na promoção da dignidade das pessoas através do ensino, da investigação e de transferência de conhecimento”, salientou.

Isabel Capeloa Gil deixou ainda uma palavra de parabéns à Escola Superior de Biotecnologia que celebra 40 anos "de inovação em prol de uma área inexistente em Portugal, em 1984 quando a Escola foi fundada, e que a UCP tem um enorme orgulho de ter iniciado e liderado”. Aos docentes de carreira, que receberam pela primeira vez as Medalhas de Mérito por 25 e 40 anos de serviço, agradeceu "a generosidade com que contribuíram e continuam a contribuir para a história de sucesso que a Católica é”.

 Miguel Freitasalumnus da Escola Superior de Biotecnologia e convidado a regressar à sua Alma Mater para falar e inspirar os novos estudantes e recém-graduados, recordou, “a Universidade Católica sempre me incentivou a questionar a rotina e a procurar soluções criativas para os desafios diários".

“A excelência do corpo docente e o ensino dinâmico muito focado na prática e no desenvolvimento de projetos de trabalhos em equipa, foram fundamentais para a minha formação”, acrescentou o vice-presidente de Scientific Affairs na Danone, em Nova Iorque.

Nesta ocasião, foram também entregues, por Luís Bandeira da CGD, os Prémios UCP/Caixa Geral de Depósitos aos estudantes com as melhores notas de cada licenciatura.

Também presente na cerimónia esteve Aníbal Cavaco Silva que entregou o Prémio Democracia e Desenvolvimento, instituído pelo próprio em 1995, a duas estudantes da Católica Lisbon School of Business and Economics. Nesta oportunidade expressou o enorme orgulho que sente pela Universidade onde já lecionou, destacando que “tal como muitos portugueses vê na Católica uma árvore que produz bons frutos".

O Patriarca de Lisboa e Magno Chanceller da Universidade Católica, D. Rui Valério encerrou a cerimónia com palavras de esperança a toda a comunidade académica realçando a “importância do legado vocacional que a Universidade Católica Portuguesa tem nos seus mais elevados valores e padrões de humanismo cristão”. "A Universidade é uma oficina de esperança e também o lugar do laboratório de humanidade”, concluiu numa nota de esperança para a comunidade académica.

21-10-2024

Candidaturas Abertas: T4EU PhD Conference e Matchmaking sobre Inteligência Artificial

A Aliança Transform4Europe (T4EU) tem o prazer de convidar investigadores, jovens investigadores e estudantes de doutoramento de todas as universidades T4EU a participar no primeiro Matchmaking Event e PhD Conference, a realizar-se em Saint-Étienne, França, nos dias 13 e 14 de novembro de 2024. Organizado pela Universidade Jean Monnet, este evento centrar-se-á no tema “IA e Sociedade: O compromisso dos investigadores para uma transformação positiva”.

A PhD Conference oferece também uma excelente oportunidade para os jovens investigadores e doutorandos da Aliança T4EU apresentarem a sua investigação em Inteligência Artificial num formato conciso de 3 minutos. Procuramos a participação de um estudante de doutoramento de cada universidade T4EU. Trata-se de uma plataforma ideal para estabelecer contactos, trocar ideias e apresentar investigação a um público diversificado de colegas e especialistas.

Os tópicos de discussão incluem:

  • Aspectos jurídicos da IA
  • Ferramentas de IA no meio académico
  • IA para ciências como a astronomia, a biologia e a medicina
  • IA e linguagem do ponto de vista da conceção e do marketing
  • Questões éticas, preconceitos e segurança na IA

O evento contará com:

  • Painéis de discussão e workshops
  • Apresentação de posters de investigação
  • Sessões de networking e visitas a laboratórios
  • Apresentações de trabalhos de doutorandos

As candidaturas estão abertas até 28 de outubro de 2024 e devem ser submetidas online. Os estudantes devem preencher o formulário de candidatura abaixo e enviar uma carta de motivação em inglês, explicando a sua escolha de cursos e o impacto da participação no evento. A seleção será feita com base no nível de interesse e na experiência profissional e pessoal nas áreas temáticas propostas para a Conferência.

Os resultados do processo de seleção serão anunciados até 30 de outubro de 2024.

 

INSCRIÇÕES PROGRAMA REGULAMENTO

21-10-2024

Carlos Natálio: “Um bom filme é um filme que não tem respostas.”

Carlos Natálio é investigador e docente da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e crítico de Cinema. Natural de Lisboa, é licenciado em Cinema e mestre e doutorado em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias. O Cinema está presente na sua vida desde cedo e para si um bom filme é “um filme que não tem respostas”. Através do Cinema é possível “conhecer melhor o mundo e as pessoas”. Um filme marcante? “O Sangue” (1989), de Pedro Costa.

 

O que é um bom filme?

É um filme que não tem respostas. É uma obra que, por mais anos que passem, nunca vai acabar de dizer aquilo que tem para dizer. Os bons filmes são aqueles que não são feitos para fechar, mas são feitos para abrir. São aqueles que nos deixam a pensar, que nos mostram que há sempre mais para explorar. Um filme que responde a tudo não permite essa abertura. Aqueles filmes que tentam ser demasiado racionais acabam por fechar todas as portas e isso, para mim, é menos interessante. Os maus filmes esgotam-se rapidamente, mas os bons filmes podem ser revisitados inúmeras vezes e continuam a ter algo novo para oferecer. É isso que define uma boa obra de arte: a sua capacidade de resistir ao tempo e de nos provocar sempre algo diferente.

 

É licenciado em Direito. Porquê estudar Direito?

Na altura da escola lembro-me de equacionar entre Direito e Comunicação Social. Fui influenciado pelos meus pais, principalmente pelo meu pai, que considerava a carreira de Direito mais segura. Comecei o curso até com algum interesse, porque as primeiras cadeiras eram mais teóricas e abordavam as fundações do Direito, a História, a Filosofia, as questões do justo e do injusto. Esta parte mais de cultura geral interessou-me muito. Foi precisamente quando o curso começou a ficar mais prático que eu comecei a perder o interesse e a perceber que talvez o meu caminho não fosse aquele. Quando terminei o curso, já tinha a certeza de que a minha vida profissional não passaria pelo Direito. Sempre fui mais ligado a questões imateriais, mais artísticas, e aquele universo não me cativava. 

 

O interesse pelo Cinema surge em que altura?

O Cinema sempre esteve presente. Mesmo antes da universidade, durante a infância e adolescência. Os videoclubes estavam em alta nos anos 80 e eu passava muito tempo a alugar e ver filmes. Tenho, também, memória de ver muitos filmes com a minha mãe. Quando comecei a ganhar alguma mobilidade, ia muito ao Cinema e na universidade, perante um curso que não me agradava muito, o Cinema foi uma grande companhia.

 

Valia faltar às aulas para ir ver filmes? (risos)  

Sim, claro (risos). Depois das aulas, enquanto os meus colegas ficavam a discutir as questões do Direito, eu ia para a Cinemateca. Havia duas sessões diárias, uma às seis e outra às nove e eu ia regularmente às duas. Lá pelas onze da noite, atravessava a cidade e apanhava o último autocarro de regresso para casa. Era um ritual.

 

Apesar de tudo, concluiu o curso de Direito…

Sim e até me cheguei a inscrever na Ordem dos Advogados, embora tenha cancelado a inscrição no mesmo dia (risos). Fiz a inscrição e, quando estava a voltar para casa, comecei a pensar: "Estiveste os últimos anos em esforço e agora vais inscrever-te numa coisa que vai exigir mais um ano e meio de esforço? Isto é masoquismo." Quando cheguei a casa, liguei para a Ordem e cancelei a inscrição.

 

Depois disso, seguiu os estudos em Cinema?

Sim, licenciei-me em Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema. Mais tarde, na Universidade Nova, faço o mestrado e depois o doutoramento na área da Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias. Pelo caminho, fiz estágios na Cinemateca, na programação e produção, e também estive em Amsterdão a trabalhar na área da distribuição e produção. 

 

“O Cinema tem a capacidade de nos proporcionar experiências emocionais muito intensas.”

 

Qual é o impacto do Cinema em si?

Quanto mais filmes vejo, mais sinto que cresço como indivíduo. Não é só uma questão de escapar à realidade, é mais uma forma de conhecer melhor o mundo e os outros. O Cinema tem esse poder de nos ensinar sobre a vida, de nos fazer entender os outros, as suas emoções, os seus problemas. Isso é essencial para desenvolver a nossa capacidade de observação e, consequentemente, a nossa inteligência emocional.

 

Há várias formas de Arte. O que acha que distingue o Cinema?

O cinema é considerado uma arte "impura" porque convoca outras artes. Há quem diga que as outras artes vêm ao tribunal do Cinema para serem julgadas. O Cinema tem a capacidade de nos proporcionar experiências emocionais muito intensas. Por exemplo, ver um rosto do tamanho de uma parede é uma experiência difícil de explicar em palavras. Acho que essa é a particularidade do Cinema: ele é uma lente que usamos para olhar o mundo e as pessoas de uma forma única.

 

É um dos fundadores do À Pala de Walsh. Em que é que consiste o projeto?

O projeto começou, em 2012, com mais três colegas, todos ligados ao Cinema – alguns professores, outros programadores. O À Pala de Walsh é um site dedicado à crítica e à cinefilia. Na altura, estávamos a atravessar uma transição entre a crítica em papel e a crítica digital e fomos pioneiros ao tentar criar algo mais profundo, sem ser estritamente académico, mas, também, sem a rapidez e o cada vez menor espaço nos jornais para abordar criticamente o cinema. A ideia era criar um espaço onde se pudesse discutir o Cinema de forma mais elaborada.

 

“Os maus filmes esgotam-se rápido, mas os bons filmes são inesgotáveis.”

 

Está na Católica desde 2020. Como se dá a sua vinda para a Escola das Artes?

Candidatei-me a uma bolsa no Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes e fui contratado como investigador doutorado. Comecei também a dar aulas nesse período. Passei um ano a fazer viagens entre Lisboa e Porto até decidir mudar-me para o Norte com a minha mulher, que é de Famalicão. 

 

O que tenta transmitir essencialmente aos seus alunos?

O que mais lhes quero passar é que, independentemente dos seus gostos pessoais, é importante manterem uma mente aberta. Nos primeiros anos, o que queremos é que os alunos vejam o maior número possível de coisas. A curiosidade é essencial. Podemos até não gostar de algo, mas é importante dar-lhe uma oportunidade e ver se isso nos toca de alguma forma. Esta é uma das principais preocupações que tenho, permitir que os alunos não fechem portas. 

 

Acha que ao teorizar sobre a Arte estamos a retirar liberdade ao espetador?

Acho que não. Mais informação é sempre melhor do que menos informação. As coisas não se devoram, acumulam-se. Claro que, se alguém ler um ensaio muito específico antes de ver um filme, pode ficar condicionado. Mas, no geral, não há versões certas na arte.

 

Acredita que cada pessoa cria o seu próprio filme ao assistir?

Cada espectador faz o seu próprio filme na sua cabeça. O realizador dá o seu olhar, mas na verdade, cada um de nós é que cria o seu filme. As perspetivas são sempre diferentes. Um crítico de Cinema, por exemplo, vai ter um olhar diferente de alguém que analisa o filme com um propósito científico. Por exemplo, um sociólogo pode querer explorar um determinado tópico. Os filmes prestam-se a serem observados através de diferentes filtros.

 

Não se esgota o potencial dos filmes?

Não, de forma alguma. Os maus filmes esgotam-se rápido, mas os bons filmes são inesgotáveis. É sempre possível, daqui a 50 anos, continuar a produzir discursos sobre eles. Um bom filme é aquele que não oferece respostas prontas. Não há manuais na arte, e o que define um bom filme é justamente a sua capacidade de nos fazer pensar, de não fechar todas as portas. Um filme que é demasiado preocupado com a lógica, onde tudo está "fechado", acaba por ser menos interessante.

 

“Quando vejo um filme com mais atenção aos detalhes, sinto que aprecio mais o filme.”

 

Vê filmes com papel e caneta para anotar ideias?

Depende do contexto. Por exemplo, se estiver a ver filmes para programar algum evento, como estou a fazer agora, não sinto tanta necessidade de tirar notas. Mas, se tenho de escrever sobre o filme, sim, tomo notas, mesmo que seja um processo às vezes meio estranho. Às vezes, no cinema, escrevo coisas que depois nem consigo entender, mas ajudam-me a fixar as ideias. As notas podem até não ser utilizadas no texto final, mas servem como um registo de pensamentos.

 

Acha que ver filmes com esse olhar mais técnico retira a espontaneidade da experiência?

Pelo contrário, eu acho que torna a experiência mais gratificante. Quando vejo um filme com mais atenção aos detalhes, sinto que aprecio mais o filme. Não me tira o prazer, antes pelo contrário.

 

No caso da crítica de Cinema, além das notas, também faz muita pesquisa?

Sim, principalmente para textos mais científicos, que envolvem mais leituras e notas. Na crítica, o que importa é o contacto direto com o filme, o contexto em que foi feito, o contexto da obra do realizador e, claro, o conteúdo do filme. Tecnicamente, tentamos perceber quais são os elementos mais interessantes e se o filme cumpre as suas intenções. 

 

Algum filme português que tenha sido especialmente marcante para si?

Há um filme de que gosto muito, até porque trabalhei bastante sobre ele, que é O Sangue, do Pedro Costa. É o primeiro filme dele, uma ficção a preto e branco, que conta a história de dois irmãos que têm de reaprender a viver depois do desaparecimento do pai. É um filme muito misterioso, onde o que aconteceu ao pai é um mistério. O filme fala sobre a relação entre a cidade e a periferia e o processo de crescimento dos dois jovens.

 

 

21-10-2024

Estudo sobre gestão escolar em Portugal apresentado no Brasil

José Matias Alves, docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP), apresentou recentemente os resultados da sua investigação sobre o sistema de gestão escolar em Portugal, durante um simpósio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no Brasil. O evento contou com a participação de diversos especialistas em educação de ambos os países.

O docente integrou uma mesa-redonda dedicada ao tema “Investigações sobre gestão escolar em Portugal e Brasil”, onde destacou várias ideias-chave sobre o modelo de governação português.

Segundo Matias Alves, a escola nacional enfrenta desafios como um mandato excessivo, um sistema complexo e debilmente articulado, e uma matriz de gestão democrática, mas ambígua e tendencialmente “anárquica”. Além disso, apontou as dificuldades das lideranças em promover aprendizagens eficazes e a resistência das escolas em se afirmarem como agentes de desenvolvimento local.

Na mesa-redonda participaram representantes da Unesp – Universidade Estadual Paulista, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). A troca de experiências permitiu concluir que existem diferenças significativas nos sistemas de gestão escolar de ambos os países, nomeadamente no que diz respeito à estrutura hierárquica e ao grau de centralização. Enquanto o sistema de governo das escolas é mais centralizado em Portugal, no Brasil, as escolas estaduais e municipais gozam de maior poder de regulação.

O benefício da partilha de conhecimento

José Matias Alves destacou a importância da troca de conhecimento entre países, afirmando que “a partilha de experiências e de problemas ajuda a pensar a estrutura de governo das escolas, já que o objetivo maior é proporcionar uma melhor educação para todos os cidadãos.” Embora não tenham sido previstas ações de investigação futuras, o docente acredita que a participação no II Simpósio da REIPEGE - Diálogos em Rede – Brasil e Portugal abre portas para o desenvolvimento e aprofundamento desta problemática.

A apresentação foi bem recebida pelo público, que parece ter demonstrado interesse em aprofundar e desenvolver a temática abordada. A participação online de Matias Alves no Simpósio, que decorreu no dia 8 de outubro de 2024, reforça o compromisso da Faculdade de Educação e Psicologia em investigar e partilhar conhecimento na área da gestão escolar.

21-10-2024

Última Aula de João Costa Amado sobre Cuidar do Cuidar

“Saúde Comunitária: Cuidar do cuidar – Da pré-conceção ao post mortem: o curso de um percurso” foi o tema escolhido por João Costa Amado, docente da Universidade Católica Portuguesa, para a sua última aula que se realizou a 16 de outubro no Auditório Carvalho Guerra, na Universidade Católica Portuguesa no Porto.

Num ambiente descontraído, mas de reflexão, João Neves Amado, também docente da Universidade Católica Portuguesa, fez a abertura do evento destacando os principais momentos profissionais e pessoais do homenageado.

Ao longo da aula, João Costa Amado falou sobre o cuidar do cuidar e da atividade docente que desenvolveu fora e, em particular, na Universidade Católica Portuguesa.

Profissionalmente, foi para os alunos que vivi, com os colegas da instituição onde trabalhei: os da Saúde Comunitária e os do antigo Instituto de Ciências da Saúde, agora Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem e Escola de Enfermagem (Porto). Todos: superiores, pares [“iguais”], quaisquer outros funcionários, licenciados ou não, qualificados ou indiferenciados.” No final da aula deixou uma reflexão: “Cuidar do cuidar, quer centralizar-nos, umbilicar-nos pois, no eixo da vida: porque eu sou porque somos.

Entre os presentes estiveram Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, além de colegas, amigos, família e antigos alunos que se juntaram para homenagear tanto a vida como a carreira profissional do docente.

O momento foi marcado por um sentimento de reencontro e celebração, onde João Costa Amado sentiu a gratidão de estar entre aqueles que, ao longo da sua vida, o acompanharam e partilharam os compromissos e desafios da vida. Este momento não foi apenas uma última aula, mas também uma oportunidade de refletir sobre o cuidar, enfatizando o percurso de uma vida.

18-10-2024

Conferência sobre Segurança Alimentar marca início das comemorações dos 40 anos da Escola Superior de Biotecnologia


No dia 16 de outubro a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto celebrou o Dia Mundial da Alimentação e iniciou as comemorações do seu 40.º aniversário com a conferência "Segurança Alimentar: Perspetivas e Prospetiva". O evento reuniu especialistas, antigos alunos e colaboradores da faculdade para discutir como garantir alimentos seguros, nutritivos e acessíveis para todos num mundo que enfrenta desafios inquietantes.

A conferência começou com uma estatística que fala por si: em 2023, cerca de 2,33 mil milhões de pessoas em todo o mundo enfrentaram insegurança alimentar moderada ou grave, um número que se mantém estável desde o aumento acentuado em 2020 provocado pela pandemia de COVID-19. Dessas, cerca de 860 milhões passam fome diariamente. O problema é de tal ordem que tem de ser considerado a todos os níveis de estudo e atuação pelo que nenhuma instituição se pode alhear.

"Ao longo destes 40 anos, a Escola Superior de Biotecnologia tem sido um exemplo de inovação, investigação de excelência e formação de profissionais altamente qualificados, com atividades de alto impacto", referiu Isabel Braga da CruzPró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa. Já a Diretora da Escola Superior de BiotecnologiaPaula Castro, refletiu: "não faltam razões de orgulho nesta história de 40 anos e os próximos 40 perspetivam-se igualmente intensos e transformadores. Sabemos que, num mundo em mudança constante como é o atual, uma boa parte dos nossos diplomados provavelmente não vai trabalhar estritamente na sua área de estudo. Mesmo que não houvesse outras razões esta é suficiente para demonstrar que assentar o foco no desenvolvimento de pessoas com capacidade para desenvolver as suas competências ao longo do tempo, muito mais do que de especialistas pré-definidos, é a estratégia desejável para o futuro". No final da sua intervenção Paula Castro agradeceu formalmente a Francisco Carvalho Guerra por ter sido o visionário que tornou a Escola Superior de Biotecnologia uma realidade diferenciadora no panorama nacional.

A conferência propriamente dita iniciou-se com a palestra do especialistas Roy Kirby, que conta com vasto currículo internacional em segurança alimentar. Kirby, que abordou as principais questões globais na área da segurança alimentar, destacou a necessidade de soluções inovadoras e colaborativas. Após esse contributo seguiu-se uma mesa-redonda sobre "Engenharia e Segurança Alimentar em Portugal", moderada por Tim Hogg (docente da ESB) e que contou com a participação de Ana Veiga de Macedo (engenheira alimentar e consultora em segurança alimentar), António Vicente (engenheiro alimentar e representante da Ordem dos Engenheiros), Lilia Ahrné (engenheira alimentar e professora na Universidade de Copenhaga) e Nuno Soares (engenheiro alimentar e autor de “How to Sell Food Safety”). O foco esteve nas soluções e práticas para enfrentar os desafios atuais no setor alimentar.

Isabel Capeloa GilReitora da Universidade Católica Portuguesa, encerrou o evento com uma mensagem de futuro: "Estamos aqui para celebrar os 40, 50 e 60 anos futuros da ESB. Entretanto saliento quatro características essenciais desta Faculdade: visionarismo, capacidade de acreditar, trabalho e, por fim, genialidade. A Escola Superior de Biotecnologia mudou o paradigma da Universidade Católica Portuguesa, afirmando-se e transformando a área da ciência".

Com este evento a Escola Superior de Biotecnologia reafirma o seu compromisso em continuar a promover soluções inovadoras e sustentáveis para os desafios globais, preparando-se para enfrentar as exigências futuras e contribuir de forma significativa para o desenvolvimento sustentável da sociedade, do país e do planeta.

17-10-2024

Faculdade de Direito acolhe edição especial do podcast Bloco Central no ADN Jurista


A Escola do Porto da Faculdade de Direito foi palco de uma edição especial ao vivo do Bloco Central, o mais antigo programa de análise política em Portugal, atualmente um podcast do jornal Expresso. A gravação foi inserida no âmbito do programa ADN Jurista, um projeto da Faculdade que visa formar futuros juristas mais críticos, conscientes e ativos na sociedade. A sessão contou com a presença dos comentadores Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes que, sob a moderação do jornalista Paulo Baldaia, analisaram os temas da semana e discutiram o impacto da sua formação jurídica nas suas leituras políticas.

Paulo Baldaia abriu a sessão com uma questão que norteou a conversa - o modo como a formação em Direito de ambos os comentadores, influencia a maneira como analisam os grandes temas da atualidade. Esta pergunta levou os comentadores a refletir sobre como a lógica jurídica permeia o pensamento crítico e a independência intelectual que ambos valorizam nas suas análises. Pedro Siza Vieira começou por explicar: "A maneira como nós pensamos pela vida fora é muito marcada pelos quadros mentais e raciocínio que adquirimos nos primeiros anos. E, obviamente, o curso de Direito é muito marcante na reflexão sobre o mundo, sobre a sociedade em que vivemos". Pedro Marques Lopes corroborou esta visão, sublinhando que o curso de Direito “dá-nos sempre uma vantagem perante as pessoas com quem falamos. Não ponham duvidas nenhumas”.

Quando o tema da polémica entre Luís Montenegro e André Ventura foi mencionado, Siza Vieira e Marques Lopes demonstraram o valor do pensamento jurídico. O líder do Chega acusou o primeiro ministro de lhe propor, em privado, um acordo político para aprovar o Orçamento do Estado, uma alegação prontamente negada por Montenegro. “Nós, enquanto advogados, sabemos o que é o dever da reserva”. “É muito importante que se preserve relações de confiança entre os atores políticos para que se possa sair de impasses e situações difíceis”. “O André Ventura está-se a desqualificar como parceiro e agente político”, salientou Siza Vieira.

A análise crítica esteve também presente no caso de Pedro Nuno Santos, líder do PS, que lançou confusão no próprio partido quando exigiu aos camaradas que ocupam o espaço mediático que respeitem o partido e falem a uma só voz. “Revela uma insegurança brutal”, anuiu Pedro Marques Lopes. “É normalíssimo que haja militantes que tenham opiniões diferentes”, afirmou. De acordo com Siza Vieira é essencial filtrar “as opiniões, percebendo quais são os interesses de quem fala, perceber porque uma mensagem nos chega ao telemóvel, nos chega às redes sociais de terminada maneira ou de outra”. “Nós somos uma pessoa a quem o Estado nos dá um voto igual ao de todos os outros e o nosso voto contribui para aquilo que é o destino do nosso país”.

Ao falar sobre as tentativas de Luís Montenegro de estabelecer "regras" para a comunicação social, Siza Vieira foi direto: “Eu acho que todos nós ficamos empobrecidos enquanto cidadãos”. Marques Lopes foi ainda mais incisivo, descrevendo a atual precarização dos jornalistas em Portugal, o que, segundo ele, enfraquece a sua independência e compromete a própria democracia. “Não há democracia sem jornalistas”, declarou, sublinhando a importância de um jornalismo livre e vigoroso.

Ao longo da sessão, foi evidente que a formação em Direito dos comentadores lhes ofereceu não só o vocabulário, mas a metodologia para desmontar os acontecimentos da semana. Para Siza Vieira, “a essência da atividade de um jurista é exercermos o nosso espírito crítico” e foi essa essência que permeou todas as análises da sessão. O confronto de ideias entre Montenegro e Ventura, a liderança de Pedro Nuno Santos no PS e as relações entre políticos e a imprensa não foram apenas discutidos de forma superficial, mas aprofundados e filtrados através de um pensamento rigoroso. “Todas estas coisas nós treinamos enquanto somos juristas”, salientou.

No final da sessão, os estudantes de Direito tiveram a oportunidade de colocar questões aos comentadores, aprofundando o debate, trazendo-se inclusive as eleições norte-americanas para a discussão.

A sessão especial do Bloco Central foi uma oportunidade única para os estudantes verem como o pensamento jurídico se cruza com a análise política, reafirmando a importância de uma educação que fomente o espírito crítico e a independência intelectual. Paulo Baldaia resumiu bem o tom do evento: "Este episódio não é especial apenas por ser ao vivo, mas porque os dois comentadores procuraram dar mais contexto à forma como fazem a análise de uma realidade que muda a uma velocidade, por vezes, difícil de entender para quem não tem experiência no terreno".

Aceda ao podcast completo aqui.

 

17-10-2024

José Gagliardini Graça: “Continuar na Católica permite-me ver a Universidade a crescer e a desenvolver-se.”

Natural do Porto, José Gagliardini Graça é alumno da Faculdade de Direito e atualmente também docente convidado. É advogado, foi um dos fundadores da Tuna da Católica e é, atualmente, o presidente da Associação Alumni da faculdade, cujo objetivo se prende com “alimentarmos a nossa contínua formação e desenvolvermos o espírito e os valores da Católica”. Tempos livres? Atividade associativa, desporto e leitura. A família? “São o meu projeto de vida”.

 

É licenciado e mestre em Direito pela Universidade Católica. Porquê estudar Direito?

A minha família, quer de um lado, quer do outro, tem bastante tradição no Direito. Quer como magistrados, quer como advogados. Desde novo que oiço estes temas. Começaram por ser temas dos mais velhos, mas depois também eu me comecei a interessar, principalmente movido pela vontade de proteger quem mais precisa.

 

Entra para a Universidade Católica em 1989…

Sim, entrei para o Ano Zero, que, atualmente, já não existe. Foram anos muito intensos. Fui fundador da Tuna e foi muito marcante. Sou, também, do tempo em que começou a ELSA. Fui presidente deste grupo que trazia para quem nele participava a possibilidade de abertura ao mundo exterior. Não tínhamos Erasmus na altura. Lembro-me de ir a reuniões da ELSA na Holanda, em Amesterdão.

 

“Dar aulas é um privilégio.”

 

Ir a Amesterdão naquela altura não era como ir nos dias de hoje…

Pois não, porque, naquele tempo, era um mundo completamente diferente do mundo português. Foi uma experiência. Aliás, os meus anos de Universidade foram anos de grande transição e de grandes mudanças no país.

 

É docente convidado na Escola do Porto da Faculdade de Direito. Como é que surge esta oportunidade?

Comecei a exercer as funções de docente convidado na Católica em 2010. A Faculdade de Direito considera que a formação que oferece deve estar aberta à experiência prática dos advogados e, portanto, considera que os advogados devem estar dentro do curso. O objetivo é que possamos transmitir os nossos conhecimentos mais práticos em disciplinas opcionais.

 

Que significado é que tem dar aulas numa universidade onde também foi aluno?

Faz muito sentido! Desde logo, porque estamos na Universidade em permanente atualização. É engraçado, porque o tempo passa e os espaços permanecem. Há uns tempos estive na Católica para a inauguração de um novo auditório e, quando entrei no local, comentei com uma colega que aquele local era o mesmo onde há muitos anos tínhamos aulas e onde também ensaiávamos com a Tuna. Continuar na Católica permite-me ver a Universidade a crescer e a desenvolver-se. Dar aulas é um privilégio. As pessoas que estão connosco na sala nunca envelhecem (risos). Só nós, professores, é que ficamos mais velhos! Os alunos são sempre gente nova e desafiam-nos. Não nos deixam cristalizar.

 

A sua atividade profissional fica marcada pela sua atividade como advogado e também por alguma intervenção cívica.

Sou advogado e também formador na Ordem dos Advogados. É curioso, porque muitas vezes reencontro estudantes que vêm da Católica e até alguns que foram meus alunos. É interessante ir acompanhando o seu percurso. Para além disto, fui sendo autarca e tenho ocupado diferentes funções. No final do curso, em 1997, fui desafiado aqui na Junta de Freguesia da Foz do Douro para concorrer e ganhamos, fui eleito Presidente da Assembleia de Freguesia. Hoje em dia, curiosamente, voltei a ser autarca dessa freguesia, em união de freguesias. Tenho também experiência na Assembleia Municipal e também na Câmara, como adjunto. Sinto-me comprometido com a minha cidade.

 

Nasce no Porto, mas é em Ponte de Lima que passa parte da sua infância …

Nasci em 1972 no Porto, mas era eu pequenino, talvez uns dois anos, quando fomos para Ponte de Lima. O meu pai foi para lá trabalhar. Naquela altura, sair para o interior era uma jogada muito arriscada. Fomos viver para uma quinta, mas que não tinha luz elétrica e a água era servida por gravidade. Tudo isto significou uma aventura incrível. Tenho memórias muito boas, de uma grande liberdade para brincar. No fundo, era uma vida um bocado rural, com tudo o que isso implica e com tudo o que tem de bom. Foi um privilégio ver como tudo acontece na natureza.

 

“A Associação quer ser um espaço de encontro entre todos os que partilham o mesmo passado de Direito na Católica.”

 

Que importância é que a intervenção cívica tem na sua vida?

A vontade associativa fica em nós para sempre. Ficou-me na pele, desde os tempos da Universidade. Hoje em dia, esta dimensão está um bocadinho fora de moda, infelizmente. Porque ser associativo e trabalhar por carolice implica algum altruísmo e uma vontade grande de viver em comunidade. As pessoas que andam nestas atividades é porque, realmente, têm também esse espírito mais inquieto, mais aventureiro e mais dado aos outros. Acho que estes também são os valores da Católica! Foi isto que aprendi na Universidade. Na Católica, não entramos para estudar, para tirar um curso e para sair com um diploma. Na Católica, procuramos ser mais do que isso.

 

No meio de uma vida profissional bastante diversificada, o que é mais desafiante?

Essa diversidade é o próprio desafio. Na minha vida profissional, tenho procurado fazer coisas diferentes. Sou um bocado desprendido, na medida em que acredito que devemos cumprir os nossos mandatos e os nossos tempos. Depois temos de dar lugar aos outros. Recentemente fui nomeado Presidente da Associação Alumni da Escola do Porto da Faculdade de Direito. Estou comprometido com esta minha nova função, mas vai haver depois um tempo onde terei de dar lugar a outro. As gerações sucedem-se…

 

“O dia em que nos licenciamos é sempre marcante de alguma forma.”

 

Qual é o objetivo da Associação Alumni da Escola do Porto da Faculdade de Direito?

Um dos nossos grandes objetivos é alimentarmos a nossa contínua formação e desenvolvermos o espírito e os valores da Católica. A Associação quer ser um espaço de encontro entre todos os que partilham o mesmo passado de Direito na Católica. Trocamos experiências, desenvolvemos o nosso trabalho em networking, mantemos vivos os valores que a Católica nos transmitiu. Para além disso, misturamos gerações!

 

Um momento marcante dos seus anos como aluno da Católica?

O dia em que nos licenciamos é sempre marcante de alguma forma. No meu caso, lembro-me bem do dia da minha última prova oral. Mas um momento mesmo muito marcante foi quando fomos em digressão para Estrasburgo com a Tuna. Na altura, não se viajava com facilidade. Tínhamos pouca capacidade de movimentação dentro da Europa. Foi uma aventura! Tivemos imensas peripécias e criou-se um espírito de grupo muito forte.

 

O que gosta de fazer nos tempos livres?

O desporto é importante. Sempre foi. Aos 18 anos fiz o curso para ser árbitro de futebol e durante a licenciatura arbitrava jogos. Hoje em dia, vou procurando adaptar o desporto na minha vida de acordo com a idade. Há uns anos decidi deixar os desportos mais de contacto e dediquei-me ao surf. Vivemos mesmo aqui ao lado do mar e, às vezes, tenho a sensação de que não aproveitamos bem o seu potencial. Para além do desporto, a parte associativa ocupa algum tempo dos meus tempos livres e, também, gosto de me dedicar à leitura. Tenho, graças a Deus, uma família grande. Sou casado há 24 anos e tenho quatro filhos. É uma casa cheia e um barco grande para gerir. É, com alegria e amor, um projeto de vida.  De todos!

 

17-10-2024

Escola das Artes inaugura exposição “Dança do Labirinto” de Ricardo Jacinto

Ricardo Jacinto, artista sonoro e músico que se concentra principalmente na relação entre som e espaço, vai ter uma exposição patente na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa no Porto intitulada “Dança do Labirinto”. A inauguração está agendada para 24 de outubro, pelas 19h00, dia em que também vai ser apresentado o seu segundo disco a solo, para violoncelo, eletrónica, áudio feedback e objetos ressonantes.

“Dança do Labirinto”, de Ricardo Jacinto, é um projeto onde a figura ancestral do labirinto surge como desenho-força para orientar a relação dos muitos corpos, fantasmas e tempos que serão convocados para o seu interior. Uma instalação feita da matéria de muitas músicas, ou talvez, uma dança para um ruído infinito.

Nesta exposição o artista cria uma experiência sensorial imersiva, onde o espaço físico e o som atuam como elementos estruturantes para o movimento. A ideia central é a criação de um "labirinto" sonoro e físico, que guia os participantes/visitantes através de um espaço com diferentes estímulos auditivos e visuais. Promovendo interações não convencionais entre corpo, espaço e som, propondo um tipo de experiência que vai além do visual, envolvendo diretamente a perceção corporal e auditiva dos participantes.

Ricardo Jacinto explora o conceito de "coreografia invisível", onde a música e o som desempenham o papel de moldar os movimentos dos corpos no espaço, sem que esses corpos estejam necessariamente visíveis ou tangíveis.

“Para nós é motivo de orgulho contar com a obra diferenciadora do artista e músico Ricardo Jacinto. “Dança do Labirinto” cria uma espécie de jogo sensorial, no qual os visitantes se deslocam por ambientes cujo desenho não é meramente físico, mas também acústico”, refere Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

Ricardo Jacinto é membro fundador e diretor artístico do coletivo OSSO e realizou a sua pesquisa de doutoramento no Sonic Arts Research Centre, Queens University Belfast. Desde 1998, tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e coletivas, concertos e espetáculos em Portugal e Europa, tendo colaborado frequentemente com outros artistas, músicos, arquitetos e performers. A sua música foi editada pela Clean Feed, Shhpuma Records e Creative Sources. É representado pela Galeria Bruno Múrias e as suas instalações estão presentes em várias coleções nacionais: Fundação de Serralves, Caixa Geral de Depósitos, Fundação Leal Rios ou Fundação António Cachola. Foi co-representante (c/ Pancho Guedes) de Portugal na 10.ª Bienal de Arquitetura de Veneza 2006 e o ​​seu trabalho foi apresentado em diferentes locais como Culturgest (Lisboa e Porto), Fundação de Serralves, Fundação Calouste Gulbenkian, Palais de Tokyo, MUDAM, Teatro Maria Matos, Museu Vostell, Casa da Música, CCB, Manifesta 08_Bienal Europeia de Arte Contemporânea, Frac Loraine_Metz ou OK CENTRE_Linz, entre outros.

 

A Sala de Exposições da Escola das Artes faz parte do Católica Art Center que integra desde o início de setembro a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a nível nacional. De referir que além da Sala de Exposições, o Católica Art Center integra mais dois espaços: o Auditório Ilídio Pinho, que tem programação semanal de cinema e encontros com artistas; e a Blackbox mais vocacionada para as artes performativas.

Mais informações sobre a exposição: Dança do Labirinto · Ricardo Jacinto | Escola das Artes (ucp.pt)

Exposição “Dança do Labirinto”
Artista: Ricardo Jacinto
Curadoria: Nuno Crespo
Inauguração · 24 OUT · 19h00
Sala de Exposições da Escola das Artes
Entrada livre
Patente entre 24 de outubro e 13 de dezembro

Biografia de Ricardo Jacinto
Músico, artista visual e arquiteto com pesquisa artística e académica focada na relação entre som e território em práticas transdisciplinares.

É membro fundador e director artístico do colectivo OSSO e realizou a sua pesquisa de doutoramento no Sonic Arts Research Centre, Queens University Belfast. Desde 1998, tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e colectivas, concertos e espectáculos em Portugal e Europa, tendo colaborado frequentemente com outros artistas, músicos, arquitectos e performers. A sua música foi editada pela Clean Feed, Shhpuma Records e Creative Sources.

É representado pela Galeria Bruno Múrias e as suas instalações estão presentes em várias colecções nacionais: Fundação de Serralves, Caixa Geral de Depósitos, Fundação Leal Rios ou Fundação António Cachola. Foi co-representante (c/ Pancho Guedes) de Portugal na 10.ª Bienal de Arquitetura de Veneza 2006 e o ​​seu trabalho foi apresentado em diferentes locais como Culturgest (Lisboa e Porto), Fundação de Serralves, Fundação Calouste Gulbenkian, Palais de Tokyo, MUDAM, Teatro Maria Matos, Museu Vostell, Casa da Música, CCB, Manifesta 08_Bienal Europeia de Arte Contemporânea, Frac Loraine_Metz ou OK CENTRE_Linz, entre outros.

17-10-2024

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