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Novidades

Revista Portuguesa de Investigação Educacional: novo número faz balanço dos últimos 50 anos da Educação em democracia

O número 28 da Revista Portuguesa de Investigação Educacional é dedicado ao tema “Educação, espaço público, democracia e justiça (nos 50 anos do 25 de abril)”.

Nesta edição, que comemora os 50 anos do 25 de abril, a Revista propõe alguns balanços acerca do caminho feito nas últimas cinco décadas, nas áreas do acesso e massificação da educação, educação de infância, administração escolar, regulação e autonomia e educação intercultural.

A democracia muito deve à educação e esta muito deve às políticas democráticas, num movimento em espiral e de interação contínua, com ganhos claros no desenvolvimento humano e social, na equidade e na justiça social.”, refere Joaquim Azevedo, docente na FEP e diretor da Revista.

Esta edição contém ainda resultados de investigação sobre a justiça curricular e autorregulação das aprendizagens.

“Percorrido este meio século, novos e grandes desafios emergem na sociedade e nas escolas, fruto sobretudo das céleres mudanças socioculturais e tecnológicas. As políticas públicas de educação, é sempre bom relembrá-lo, dependem das nossas escolhas, não caem do céu. Permanece tudo em aberto, nas nossas mentes e nas nossas mãos. E é muito bom termos uma estrada para andar!”, acrescenta o docente.

A edição número 28 da Revista é composta por oito artigos científicos, sujeitos a revisão por pares, e que se debruçam sobre os seguintes temas:

 

Sobre a Revista Portuguesa de Investigação Educacional

A Revista, editada pela Universidade Católica Editora, dedica-se ao estudo, à prática e à investigação no âmbito das Ciências da Educação ou das Ciências Sociais e Humanas com relevância para a área da Educação. Era publicada tradicionalmente em formato papel e, a partir de 2011, passou a ser publicada em formato eletrónico.

A Revista está associada ao Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) e é cofinanciada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

31-07-2024

Inovação Pedagógica: CLIL lança workshops itinerantes nos quatro campi da Católica

Sob o mote “CLIL on the road”, o Católica Learning Innovation Lab (CLIL) deu início aos workshops Itinerantes - uma nova iniciativa de formação e desenvolvimento pedagógico que irá levar a inovação pedagógica aos quatro campi da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

Com a duração de 2 horas, e em formato presencial, os workshops itinerantes destinam-se aos docentes e investigadores dos quatro campi da UCP, e visam debater a inovação pedagógica e experimentar novas metodologias de ensino e aprendizagem, aplicadas ao contexto de cada faculdade.

“Com esta experiência, queremos fazer-nos à estrada, e levar a inovação pedagógica a todos os campi da nossa Universidade. Trata-se de um projeto ambicioso, mas verdadeiramente essencial para a criação de uma comunidade docente ativa na área da inovação pedagógica, e com vontade de explorar novas metodologias em contexto de aula”, refere Diana Soares, coordenadora do CLIL - Laboratório de Inovação Pedagógica da UCP.

 

Primeiro workshop presencial decorreu na Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem

A Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE), no Porto, foi a primeira faculdade da Universidade Católica a receber os workshops itinerantes. A formação decorreu no dia 24 de julho e contou com um grupo de docentes bastante interessados em explorar novas metodologias de ensino-aprendizagem, aplicadas ao contexto da enfermagem.

Para Maitê Gil, Especialista em Educação e Desenvolvimento Profissional Docente do CLIL: “Este primeiro workshop foi uma verdadeira partilha de experiências e de conhecimento. Conseguimos perceber o que de bom já é feito a nível pedagógico nesta faculdade e, em conjunto, pensar em novas possibilidades a explorar em sala de aula”.


Os workshops são dinamizados pela equipa do CLIL, contando com a participação dos representantes das diferentes Unidades Académicas que integram a equipa alargada do laboratório. Neste workshop, estiveram envolvidos João Neves Amado e Constança Festas, docentes na Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE), e membros da equipa alargada do CLIL.

O CLIL volta “à estrada” já em setembro, para visitar outras faculdades da UCP.

 

31-07-2024

Projeto “O FUTURO” Impulsiona a Reflorestação e Conservação na Área Metropolitana do Porto

O projeto “O FUTURO”, uma iniciativa conjunta da Área Metropolitana do Porto (AMP) e da Universidade Católica Portuguesa, tem sido um pilar essencial na conservação ambiental e na promoção da sustentabilidade na região. Desde a sua criação em 2011, o projeto tem dedicado esforços significativos ao restauro ecológico, plantando mais de 137.000 árvores e arbustos nativos e transformando áreas degradadas em exuberantes florestas urbanas. Através da combinação de plantação de espécies autóctones, monitorização contínua e envolvimento da comunidade, o “O FUTURO” não só enriquece a biodiversidade local, mas também educa e mobiliza cidadãos em prol da conservação da natureza. A celebração do Dia Mundial da Conservação da Natureza sublinha a importância deste trabalho, destacando a necessidade urgente de ações que protejam e restauram os nossos ecossistemas.

 

Pode-nos falar um pouco sobre "O FUTURO – projeto das 100.000 árvores" e os seus principais objetivos?

O projeto FUTURO germinou em 2011 no contexto do CRE.Porto e resulta do conhecimento acumulado e da dinâmica de participação e colaboração gerada durante a elaboração do Plano Estratégico de Ambiente da Área Metropolitana do Porto (2003-2008). O FUTURO é coordenado pela Área Metropolitana do Porto (AMP) e pela Universidade Católica Portuguesa, sendo um esforço planeado que resulta da sinergia entre os municípios da AMP, organizações locais e de cidadãos. O objetivo é criar e manter florestas urbanas nativas na região, com o intuito de enriquecer a sua biodiversidade, sequestrar carbono, melhorar a qualidade do ar, proteger os seus solos e contribuir para uma melhor qualidade de vida das pessoas. Ao mesmo tempo, espera-se informar e formar os cidadãos sobre a importância da floresta nativa e estimular a participação de todos os interessados em atividades de criação e melhoria das florestas metropolitanas. O FUTURO surge como o primeiro grande esforço de restauro ecológico de áreas florestais da região, que não se preocupa apenas com a plantação de árvores, mas também com a monitorização das áreas nos primeiros anos pós plantação, de modo a verificar o bom desenvolvimento do bosque nativo plantado e ajustando as operações de manutenção no terreno de acordo com o necessário. Para isso também, o FUTURO dedica-se à produção de espécies nativas características da região e dos seus habitats, em viveiro certificado, para promover o património natural. A transformação do território acontece também proporcionando experiências ao cidadão através da participação ativa em ações de voluntariado (plantação, controlo de plantas invasoras e manutenção), visitas guiadas e ações de capacitação que pretendem aumentar o conhecimento sobre as espécies nativas e a importância das árvores. O projeto FUTURO está alinhado e contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: ação climática (ODS 13) e proteger a vida terreste (ODS 15).

 

Qual é o papel específico da Universidade Católica no Porto, no desenvolvimento deste projeto?

A Universidade Católica no Porto assegura a equipa técnica que realiza a gestão do projeto, a nível regional e junto dos parceiros municipais. Uma equipa multidisciplinar, em áreas de formação que se complementam, em engenharia do ambiente, biologia e inovação. As principais contribuições da equipa técnica materializam-se no: planeamento das intervenções no terreno; apoia à preparação de novas áreas de intervenção (angariação de recursos materiais e financeiros); gestão de um viveiro certificado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas; mobilização do cidadão e a gestão da bolsa de voluntariado; promoção e dinamização de formação de técnicos, operacionais, comunidade escolar e público em geral; e a alimentação da rede de parceiros, organizações não governamentais, especialistas, empresas e outros stakeholders que possam contribuir para o enriquecimento do projeto.

 

Como é que este projeto contribui para a conservação da natureza e a sustentabilidade na Área Metropolitana do Porto?

Desde 2011, o projeto conta com 212 hectares de área intervencionada e plantadas mais de 137.000 árvores e arbustos nativos nos 17 Municípios da AMP, contribuindo para aumentar e enriquecer a mancha verde na região com espécies autóctones, que potenciam os serviços de ecossistema na sua plenitude. As áreas FUTURO, outrora terrenos incultos, degradados, queimados e/ ou com a presença de espécies invasoras foram e são recuperados para albergar mais vida com a plantação de espécies autóctones que atraem a flora e fauna respetiva e promovem a regeneração espontânea nos locais. A “Rede de Biospots do Porto” e os “Bosques Norte Litoral” são exemplos de iniciativas em contexto urbano e periurbano, respetivamente, de como se pode recuperar áreas sem uso, para promover bosques nativos que aumentam a biodiversidade local, contribuem para uma amenização paisagística, e as árvores e arbustos, com a sua maturidade, serão sequestradores de carbono e contribuirão para a regulação do clima e para absorção dos poluentes atmosféricos. (O FUTURO de 2011-2018)

 

Qual é a importância do Dia Mundial da Conservação da Natureza para iniciativas como esta?

Em Portugal, neste dia também se celebra o Dia Nacional da Conservação da Natureza, instituído pela Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 73/98, de 29 de junho, em homenagem ao movimento associativo de defesa do ambiente, demonstrando que os projetos de conservação da nossa biodiversidade são relevantes na sociedade. O projeto FUTURO aposta na educação-ação no seu dia-a-dia de implementação junto dos parceiros municipais e cidadãos, de modo a angariar novas áreas para promover a sua valorização ecológica, como também proporcionar momentos profícuos aos que querem contribuir de forma ativa na conservação da Natureza.

 

Quais são os próximos passos e as metas futuras do projeto "O FUTURO"?

O projeto FUTURO está a caminhos dos seus 13 anos de atuação na Área Metropolitana do Porto e afirma a sua pertinência para a promoção e valorização do património ambiental na região com o contínuo trabalho de zelar pelas áreas florestais intervencionadas, mas com a ambição de alcançar mais 100 hectares de área nova e plantar mais 75.000 árvores nativas até 2026. No próximo inverno, as ações de restauro ecológico com voluntários irão retomar e o leitor poderá participar ativamente na transformação nativa do território. As oportunidades de voluntariado são sempre divulgadas no site do projeto, onde também as entidades que queiram contribuir para a floresta nativa, podem conhecer o HECTARE, um programa de Mecenato, que pretende apoiar diretamente os bosques do FUTURO.

 

Qual é a importância de celebrar o Dia Mundial da Conservação da Natureza

Celebrar o Dia Mundial da Conservação da Conservação da Natureza, instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, é reconhecer o desequilíbrio dos ecossistemas, a extinção das espécies, a desfragmentação e perda de habitat e, consequentemente, tornar estas fragilidades em oportunidades para sensibilizar a população, assim como dar voz para que estes problemas sejam tidos em conta nas agendas políticas. Em fevereiro de 2024, assinalou-se uma decisão importante, a favor da Natureza, com a aprovação pelo Parlamento Europeu da Lei do Restauro da Natureza, onde se prevê que os 27 Estados-membros da União Europeia recuperem pelo menos 90% dos habitats em mau estado até 2050. Enaltecendo a urgência da Conservação da Natureza para o bem comum. Ao celebrar este dia, a comunidade UCP afirma-se no papel, nas palavras do Papa, de “zeladores da Natureza… uma dádiva que recebemos e da qual temos que cuidar para o futuro”.

26-07-2024

Consórcio INOV-NORTE reúne na Universidade Católica no Porto

A Assembleia que compõe o Consórcio INOV-NORTE - Centro de Excelência de Inovação Pedagógica na Região Norte, do qual a Universidade Católica Portuguesa (UCP) faz parte, reuniu no dia 23 de julho na UCP Porto, para assinalar a 2ª reunião plenária presencial deste Consórcio.

Nesta reunião presencial, participaram mais de 30 elementos que compõem o Consórcio, pertencentes a seis Instituições de Ensino Superior da Região Norte: a Universidade do Porto (que lidera o projeto), a Universidade Católica Portuguesa, o Politécnico do Porto, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto Politécnico de Bragança e a Escola Superior de Enfermagem do Porto

A Pró-Reitora da Universidade Católica do Porto, Isabel Braga da Cruz, e a Vice-Reitora, Isabel Vasconcelos, abriram a sessão, dando as boas-vindas aos participantes, e realçando a importância do projeto INOV-NORTE, num contexto em que a inovação pedagógica tem vindo a assumir uma relevância cada vez mais significativa no ensino superior.

Diana Soares, coordenadora e fundadora do Católica Learning Innovation Lab (CLIL), o Laboratório de Inovação Pedagógica da UCP, que integra o Consórcio, e Maitê Gil, Especialista em Educação e Desenvolvimento Profissional Docente deste Laboratório, foram as representantes da UCP na reunião, onde se abordou o andamento do plano de trabalhos relacionado com a execução do projeto.

Este encontro surge na sequência da reunião de lançamento do projeto, que aconteceu no passado mês de maio, na Reitoria da Universidade do Porto. A próxima reunião plenária presencial, realizar-se-á daqui a três meses, no dia 29 de outubro, no Instituto Politécnico de Bragança.

Recorde-se que o INOV-NORTE visa impulsionar mudanças pedagógicas para um ensino de excelência, de acordo com tendências contemporâneas de referência a nível nacional e internacional.

O projeto é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), ao abrigo do Programa «Impulso Mais Digital» (Investimento RE-C06-i07), submedida Inovação e Modernização Pedagógica no Ensino Superior – Criação de centros de excelência de inovação pedagógica.

 

 

26-07-2024

Inovar em sala de aula: estudantes de Psicologia criam podcasts sobre teletrabalho e novas tecnologias

Os estudantes do 3º ano da licenciatura em Psicologia da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP) utilizaram o formato podcastpara apresentarem os trabalhos finais da unidade curricular (UC) optativa “Desafios Contemporâneos do Trabalho e das Relações Laborais”. A iniciativa, existente nesta UC desde 2021, tem contribuído para promover várias competências nos estudantes.

A utilização do podcast como formato de apresentação de trabalhos surgiu da necessidade de inovar nas metodologias de ensino e de avaliação. “O formato tradicional de apresentação muitas vezes não permite que os alunos expressem a sua criatividade e capacidade de comunicação de forma plena”, assegura Filipa Sobral, responsável desta UC.

“Por essa razão, em conjunto com os estudantes, decidimos utilizar esta plataforma para explorar novas formas de comunicação e de envolvimento com os conteúdos abordados nesta unidade curricular”, adianta.

 

Estudantes mais envolvidos e motivados para a aprendizagem

A reação dos estudantes à proposta foi bastante positiva, tendo muitos demonstrado entusiasmo e curiosidade por trabalhar num formato diferente. Além do mais, a criação do podcast, que envolveu a preparação de um guião de entrevista a convidados, e a estruturação da apresentação da entrevista em áudio, permitiu que os alunos desenvolvessem não só competências tecnológicas e criativas, mas também competências como a capacidade de síntese, de comunicação oral e de trabalho em equipa.

Filipa Sobral considera que os trabalhos apresentados, muito focados no teletrabalho e nas novas tecnologias, corresponderam plenamente aos objetivos de aprendizagem definidos: “os podcasts permitiram uma análise crítica e aprofundada dos desafios contemporâneos do trabalho e das relações laborais, conforme esperado. Os alunos não só compreenderam os conceitos teóricos, como também foram capazes de aplicá-los em contextos práticos relevantes”.

A experiência nasceu no ano letivo 2021/2022 e será repetida no próximo ano. A docente não tem dúvidas: “os feedbacks positivos dos estudantes e a qualidade dos trabalhos apresentados indicam que o formato podcast é uma estratégia eficaz.”

 

Seis podcasts sobre temas atuais no mundo do trabalho

Neste ano letivo (2023/2024), nasceram na UC “Desafios Contemporâneos do Trabalho e das Relações Laborais” 6 podcasts que abordaram temas como o mundo do trabalho contingente e dos freelancers, a reconversão de carreiras, as vantagens e desvantagens do teletrabalho e do trabalho presencial, a flexibilidade laboral, e o impacto da pandemia no mundo do trabalho.

Os podcasts dos estudantes são listados abaixo:

 

26-07-2024

Católica Porto Business School e Vienna University of Economics and Business organizam 3ª Summer School sobre Negócios Sustentáveis

A Porto Sustainable Business Summer School é uma Summer School realizada em parceria entre a Católica Porto Business School e a WU - Wirtschafts Universität Wien (Vienna University of Economics and Business). A iniciativa entre as duas escolas, detentoras da tripla acreditação (EQUIS, AMBA e AACSB), pretende reunir todos os anos estudantes e docentes de ambas as instituições para fomentar o debate e a reflexão em torno de um programa inovador e desafiador sobre Negócios Sustentáveis.

Para a diretora adjunta para a Internacionalização na Católica Porto Business School, Alexandra Leitão, a ideia é expor os estudantes a outras realidades. “Com estas experiências internacionais, queremos proporcionar aos alunos diferentes perspetivas e formas de pensar, promover uma mentalidade global que vai ser muito importante na nossa economia globalizada”, sublinhou.

A terceira edição decorreu durante o mês de julho na Católica Porto Business School. Ao longo das três semanas, os 40 participantes puderam trabalhar temas como Economia Circular, Liderança ou Investimento de Impacto e Obrigações de Impacto Social, sempre com um foco na interligação entre a Sustentabilidade e várias temáticas que assumem um caráter crítico na atualidade, contando com palestras dadas por responsáveis de empresas como a Sogrape e a KPMG.

Associado ao trabalho em sala, a summer school teve no seu programa uma visita à BIORBIS Portugal, uma empresa do ramo da biotecnologia que tem desenvolvido projetos de investigação inovadores ligados à agricultura e alimentação, e uma MasterClass sobre “Disruptive Innovation Strategies & Exponential Organisations”, com Diego Soroa, chief transformational officer da Capital Certainty, e docente da IE Business School, como orador principal.

A Católica Porto Business School vai voltar a acolher, em julho de 2025, a próxima edição da Porto Sustainable Business Summer School, continuando, dessa forma, a parceria com a WU - Wirtschafts Universität Wien (Vienna University of Economics and Business), bem como o trabalho desenvolvido na área de Programas Internacionais, onde constam mais quatro summer schools ligadas ao Marketing e às Novas Tecnologias.

 

25-07-2024

Francisco Dias: “A melhor forma que tenho de materializar o que sinto é fazer um filme.”

Francisco Dias tem 25 anos e é natural do Porto. É licenciado em Som e Imagem e mestre em Cinema pela Escola das Artes. “Na Católica temos liberdade”, confessa. O seu premiado filme “I don’t like 5pm”, feito a partir de fotografias suas, tem uma importância grande no seu percurso. Depois deste, destaque para o “Litoral”, onde retrata uma realidade singular. Viveu na Noruega e em Paris e afirma que é importante “sair da zona de conforto”. Porquê o cinema? “Para mim, toda a arte acaba por girar à volta do cinema.”

 

De onde surge o interesse pelas Artes?

A minha mãe tirou o curso de Pintura e o meu pai de Arquitetura, por isso a cultura sempre esteve presente na minha vida. Levavam-me a museus, ao cinema…  Acho que fui cultivando este lado artístico ainda que de forma inconsciente.

 

Começou cedo a fazer curtas-metragens…

Com 12 anos. As férias de verão eram quase infinitas, tínhamos de nos entreter de alguma forma. Divertíamo-nos muito. Algures nessa idade também comecei a ver muito cinema. O gosto pela fotografia surge quando eu estava no ensino secundário. A fotografia também me levou ao cinema. Fui percebendo que para mim era muito intuitivo expressar-me através de imagens.

 

“O que pretendo é criar uma experiência para onde o espectador se sinta verdadeiramente transportado.”



“I don’t like 5pm” foi o seu projeto de fim de licenciatura.

O meu projeto final do curso foi muito importante para mim. “I don’t like 5pm” estreou no Curtas Vila do Conde e na competição Take One! acabou por ganhar o prémio principal. Este prémio deu-me muita força. O “I don’t like 5pm” é difícil de categorizar, está entre o experimental, o documentário e a ficção. É feito através de fotografias que tinha tirado no ano anterior, sem nunca ter o objetivo de fazer um filme com elas. Acaba por ser um processo muito orgânico em que o filme quase se constrói a si próprio. O filme é um percurso de descoberta do primeiro amor, que espelha as minhas próprias experiências. É o que tento fazer nos meus filmes – em vez de falar do que não me diz nada, tento falar daquilo que me é próximo. Não tanto através de palavras, porque eu sou mais uma pessoa que pensa através de imagens e de sons. Por isso, o filme acaba por ser praticamente sem diálogo.

 

Quando cria um filme o que é que mais quer que o espetador sinta?

O que pretendo é criar uma experiência para onde o espectador se sinta verdadeiramente transportado.

 

“Litoral” é o nome do seu filme de final de mestrado.

Venceu o Prémio PrimeirOlhar Cineclubes dos XXIV Encontros de Cinema de Viana e ficou em terceiro lugar no Sophia Estudante 2024, na categoria de Curta-Metragem de Mestrado e Doutoramento. É um filme que fala sobre uma problemática que toca a muita gente. Muitas pessoas que vivem na costa veem cada vez mais as praias a ficarem mais pequenas e o mar a ficar cada vez mais próximo. Há pessoas que se veem obrigadas a sair das suas casas. É uma realidade forte e singular. Neste filme já uso personagens. É uma ficção mais clássica. Para este filme trabalhei com uma equipa muito generosa, que se dedicou muito a este projeto.

 

Depois de licenciado em Som e Imagem, porquê continuar a sua formação no mestrado em Cinema?

Quis especializar-me. A licenciatura em Som e Imagem é muito abrangente e eu procurei alguma especialização. Quanto ao cinema, não tive dúvidas. Desde que entrei para a licenciatura que soube que era este o meu caminho. Procurei mais bases teóricas e procurei conhecer mais sobre a arte e a contemporaneidade. Também sentia que queria ter mais uma oportunidade para fazer um filme num contexto académico, onde podia experimentar à vontade, errar, demorar o tempo que fosse necessário. O que me interessava era mesmo aprender e fazer o melhor projeto possível.

 

“O mais importante é que a Escola das Artes nos desafia a encontrarmos a nossa singularidade enquanto artistas.”

 

Porquê a Católica?

Porque a Católica tem uma dimensão muito contemporânea, que me interessa muito. A Escola das Artes também tem uma dimensão histórica e cultural muito forte. Para além disto, na Católica temos liberdade.

 

O que é que destaca do ensino da Escola das Artes?

Destaco a diversidade de matérias. Como me licenciei em Som e Imagem tive a oportunidade de conhecer muitas outras áreas e isso enriqueceu muito o meu percurso. Ficamos a dominar uma linguagem comum. Mas o mais importante é que a Escola das Artes nos desafia a encontrarmos a nossa singularidade enquanto artistas. Na Católica, não somos incentivados a copiar ou a reproduzir o que os outros já fizeram. A Católica desafia-nos a encontrarmos o nosso olhar próprio. É isso que vai fazer de nós artistas únicos.

 

Cada um deve contar as suas próprias histórias?

Sim, temos de tentar contar as nossas histórias, aquilo que nos é próximo.

 

A sua inspiração são as suas histórias?

Sim, há qualquer coisa dentro de mim que é impossível de conter e é assim que nasce a vontade de contar as histórias. A melhor forma que tenho de materializar o que sinto é fazer um filme. O que me inspira é a minha própria vida, as minhas experiências e as de quem me rodeia. A relação dos nossos corpos com a arquitetura e com a paisagem também me inspira muito.

 

Depois do mestrado ruma a Paris…

Fui para Paris fazer um estágio na Luxbox, uma empresa de vendas internacionais, com presença nos principais festivais do mundo. Fui à procura de mergulhar na indústria do cinema. Quis perceber o que é que acontecia depois de um filme ser feito. Como é que é vendido? Como é que passa em vários países? Porque é que passa nuns e noutros não? Fui à procura de respostas para estas perguntas.

 

Gostou de viver fora de Portugal?

Sim, e também já tinha tido a experiência de Erasmus na Noruega. Quando saímos da nossa zona de conforto, acabamos por aprender muito mais.

 

Porque é que o cinema é especial?

Gosto muito de pintura, escultura, música e fotografia. A fotografia foi, aliás, a minha porta de entrada para o cinema. De repente, o cinema permite-me criar uma fotografia que tem movimento, som, música. O cinema é uma arte muito completa. Cada vez mais ao ir a museus, galerias, exposições e concertos, começo logo a juntar tudo na minha cabeça e a pensar em imagens em movimento. Para mim, toda a arte acaba por girar à volta do cinema.

 

Referências nacionais do cinema?

Cláudia Varejão e Marco Martins. São muito importantes porque orientaram o meu projeto final de licenciatura e o meu projeto final de mestrado, respetivamente. Para além disso, destaco o Sandro Aguilar, sobre quem tive a oportunidade de falar na minha tese. E também o Pedro Costa. Estou agora a fazer um ensaio audiovisual sobre o seu primeiro filme, “O Sangue”, com o professor Carlos Natálio. Estas quatro pessoas, pela relação que têm com o meu corpo de trabalho, são das minhas principais referências nacionais.

 

Vê muito cinema?

O mais possível. E sempre que posso tento ver em sala. Ver em sala é uma experiência única. Como estou do outro lado, sei que um realizador quando faz um filme está a fazê-lo para que seja visto em sala e por isso só vendo em sala é que se tem uma experiência completa. Os realizadores e as equipas pensam em fazer um filme para uma sala, ou seja, para que tenha a melhor imagem possível, o som com a maior qualidade possível e para ser uma experiência partilhada.

 

O cinema é uma experiência de ligação entre as pessoas?

Sim, é tão bom que a experiência seja partilhada. Vivemos num mundo cada vez mais individual e acho que isso se nota muito no facto de haver muitas pessoas que preferem ver filmes sozinhas em casa. É muito bonito quando as pessoas vão ao cinema e podem conversar e trocar impressões sobre um filme.

 

Um filme marcante?

“O Espelho”, de Tarkovsky. É um filme muito pessoal, se calhar é o mais pessoal da sua filmografia. E, de repente, ele teve de convencer todas as pessoas com quem trabalhava a fazer algo tão pessoal. Qual era a relação que elas iriam conseguir criar com o filme? Que relação é que o espectador iria conseguir criar com o filme? Ele resolveu todas estas questões muito bem e conseguiu criar uma obra que lhe é próxima e familiar e ao mesmo tempo é relevante para os espectadores. Consegue criar um filme que acaba por ir muito para além da vida dele e isso é extraordinário.

 

Mais uma vez as histórias… Tarkovsky trabalhou a partir das suas histórias…

Não foi à procura de histórias de outros, mas das suas. Tarkovsky procurava sempre a singularidade. É isto que eu valorizo num filme.

 

25-07-2024

International Negotiation and Mediation Summer Program junta cerca de 15 nacionalidades no Porto

A Escola do Porto da Faculdade de Direito, em parceria com o Instituto de Certificação e Formação de Mediadores Lusófonos (ICFML), acolheu a 3ª edição do International Negotiation and Mediation - Summer Program, que decorreu de 15 a 20 de julho, tanto no campus Porto como em formato online. O evento reuniu participantes de diversas partes do mundo, proporcionando uma experiência cultural e educacional enriquecedora.

Projetado para capacitar os participantes com conhecimentos e habilidades essenciais em Mediação e Negociação, o curso destacou-se pelo seu caráter internacional e pela qualidade da aprendizagem proporcionada por professores de todos os continentes, especialistas e referências internacionais nas suas áreas de atuação.

O programa teve a participação presencial de vários professores. A abertura foi conduzida pelo advogado e professor suíço Jeremy Lack. No segundo dia, tivemos a participação de Catherine Davidson, da Austrália, e de Franco Gevaerd, Gustavo Milaré e Marina Gouveia, do Brasil. O programa continuou com a participação presencial Ellen Waldman, dos Estados Unidos, e encerrou com uma palestra do professor Hal Abramson, da Touro Law University, também dos Estados Unidos.

Contou também com a participação de Dorcas Quek Andersen e Eunice Chua, de Singapura, de Jonathan Rodrigues, da India, Daniel Rainey, dos Estados Unidos, Jinzhe Tan, do Canada e Mariana Freitas de Souza, Marília Teles, Sandra Bayer, Juliana Loss, Mônica de Salles Lima, Gabriel Ribeiro e Marcelo Perlman, do Brasil. De Portugal participaram académicos como Cátia Marques Cebola e Carlos Vieira, e advogados como Miguel Pereira da Silva, Bárbara Sousa Bastos, António Júdice e Renata Valenti, entre outros.

Durante uma semana intensa, os participantes tiveram acesso a uma variedade de sessões interativas que permitiram aprofundar as tendências e práticas atuais da Mediação e Negociação, através de temas como “Multi-door Dispute Resolution”, “Online Dispute Resolution” e a “IA & Mediation”. Os workshops “Insolvency Mediation”, “Negotiation” e “Mediation Advocacy”, permitiram aos estudantes aplicar conceitos teóricos em situações práticas.

O curso de verão também incluiu eventos sociais, como a visita ao Palácio da Bolsa, com uma conferência na Câmara de Comércio do Porto e o jantar gastrodiplomático de Azeredo Lopes, coordenador do International Studies Pogramme da Faculdade de Direito, que demonstrou através da francesinha a importância da gastronomia no contexto da diplomacia global.

“Programas como estes são cruciais para a criação de uma rede global de profissionais qualificados e comprometidos com a resolução pacífica de conflitos", afirmou Ana Maria Maia Gonçalves, coordenadora do Programa, fundadora do ICFML e Mediadora Certificada pelo IMI, ADRg e ICFML.

A terceira edição deste programa consolida e reforça o compromisso da Escola do Porto da Faculdade de Direito e do ICFML em promover a excelência na formação de profissionais nas áreas de Mediação e Negociação.

 

 

23-07-2024

Seminário Final da 14ª Edição da Pós-Graduação em Gestão da Qualidade em Saúde

No dia 18 de julho de 2024 decorreu na Universidade Católica Portuguesa (UCP), no Porto, o Seminário Final da 14ª edição da Pós-Graduação em Gestão da Qualidade em Saúde, subordinado ao tema “Sistema de Gestão da Qualidade na Saúde: visão integrativa da certificação e da legalidade”.

O evento contou com a presença de estudantes, profissionais de diversas áreas da saúde e representantes de entidade certificadora e parceira, APCER, destacando a importância da qualidade e da legalidade no setor.

A sessão de abertura contou com a presença de Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da UCP, e João Neves Amado, Prof. Auxiliar na Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE) e coordenador da Pós Graduação. Destacaram a relevância deste programa na formação de profissionais capacitando-os não só academicamente, mas também na componente profissional relativamente aos desafios profissionais da gestão da qualidade em saúde.

A temática do seminário deu origem à mesa-redonda que contou com a participação de Sofia Nunes, da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE), e Lurdes Pereira, auditora na Associação Portuguesa de Certificação (APCER). Durante o debate, moderado por Mariana Carrilho (APCER) e Carolina Monteiro (FCSE), foram abordados aspetos cruciais para a implementação de sistemas de gestão da qualidade eficazes, destacando a importância da interligação entre processos de certificação e o cumprimento de requisitos legais no setor da saúde.

Como tem sido habitual no seminário do final deste curso, foram entregues de certificados de conclusão aos estudantes da 14ª Edição da Pós-Graduação em Gestão da Qualidade em Saúde, tendo a coordenação, João Amado e Mariana Carrilho, enfatizado a importância deste feito de cada um dos participantes, valorizando o empenho e dedicação ao longo do curso.

Foi ainda formalizada a abertura da 15ª Edição desta mesma Pós-Graduação (ano letivo 2024/2025).

Este seminário não é apenas um momento de reconhecimento dos esforços dos estudantes ao longo do curso, mas também um reforço do compromisso com a excelência na educação e promoção da qualidade em saúde no presente ano, com enfoque nos aspetos da certificação e da conformidade legal como pilares fundamentais para garantir a qualidade dos serviços prestados pelas instituições de saúde, bem como o aumento da confiança dos utentes.

 

23-07-2024

Curtas 2024: Alumnus da EA vence grande prémio da Competição Internacional e é candidato ao European Film Awards

Mário Macedo, alumnus da Escola das Artes, vence o Grande Prémio DCN Beers, no valor de dois mil euros, e é o novo Candidato ao European Film Awards, ambos inseridos na Competição Internacional da 32ª edição do Festival Internacional de Cinema Curtas Vila do Conde

Segundo o júri da competição, That's how I love you é uma curta-metragem que não deixou dúvidas. O filme, realizado entre Portugal e Croácia, é uma co-produção com a Olhar de Ulisses que é uma produtora fundada pelos realizadores André Guiomar e Luís Costa, alumni da EA.

Para mais informação sobre o filme, visitar a página da produtora.

 

23-07-2024

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