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Novidades

Programa “Escolhas” financia projeto que envolve Faculdade de Educação e Psicologia

O Raiz - um projeto de intervenção comunitária dirigido às crianças e jovens do bairro de Ramalde e bairro das Campinas, no Porto - do qual faz parte a Faculdade de Educação e Psicologia da Católica no Porto, vai ser financiado no âmbito da 7ª geração do programa Escolhas. Em 103 candidaturas selecionadas, o projeto Raiz ficou classificado em 5º lugar a nível nacional e em 2º no Norte.

Coordenado pelo Colégio Nª Sr.ª do Rosário, no Porto, o projeto Raiz tem vindo a ser financiado pelo programa governamental “Escolhas” desde 2004, envolvendo mais de uma dezena de entidades: Junta de Freguesia de Ramalde, Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, Agrupamento de Escolas do Viso, Associação de Solidariedade e Ação Social de Ramalde, Associação Católica Internacional ao Serviço da Juventude Feminina, Sociedade de Promoção Social Obra do Frei Gil, Centro Social do Exército de Salvação e Paróquia de Ramalde.

Mais de 140 crianças e jovens e respetivas famílias são abrangidas pelo projeto Raiz, que tem como grandes eixos de intervenção: a dinamização comunitária; a educação, formação e emprego, e a mediação familiar.

Entre as 142 candidaturas recebidas na 7.ª geração do programa Escolhas, que terminará em 31 de dezembro de 2020, foram aprovados 30 projetos para a NUT II (Norte), 19 projetos para a NUT II (Centro), 36 projetos para a NUT II (Lisboa), 11 projetos para a NUT II (Alentejo), 4 projetos para a NUT II (Algarve) e 3 projetos para as Regiões Autónomas.

Fevereiro de 2019

27-02-2019

Falecimento de Frei Bernardo Domingues

A Universidade Católica Portuguesa no Porto comunica o falecimento de Frei Bernardo Domingues, op da Ordem dos Dominicanos. Primeiro Capelão do Centro Regional do Porto, antigo docente e atual membro do conselho consultivo do Instituto de Bioética. 

O funeral será amanhã, dia 23 de fevereiro, às 14h30 na Igreja Paroquial de Cristo Rei (Porto).

Homem de Fé, referência e extrema atenção ao Outro. Somos gratos!

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22-02-2019

Católica no Porto de portas abertas no Católica Open Day

A Universidade Católica Portuguesa abriu as suas portas a nível nacional, no dia 20 de fevereiro, para receber potenciais alunos, pais, professores, psicólogos escolares e diretores de escola. No 1º Católica Open Day, a Universidade deu a conhecer a oferta formativa, permitiu um amplo debate sobre “O Talento para o Futuro” e uma reflexão sobre “Portugal, Universidade e o Futuro”.

Os corredores do átrio principal do campus Foz da Católica no Porto encheram-se para ouvir o que alunos, antigos alunos e professores tinham a dizer sobre as diferentes áreas que convivem no mesmo campus, mas também sobre o que é lecionado nos polos de Braga, Lisboa e Viseu. Nos espaços dedicados a cada uma das Unidades Académicas – Artes, Biotecnologia, Bioética, Direito, Economia e Gestão, Bioética, Psicologia, Teologia - era notório o interesse dos mais jovens, mas também dos seus pais, para ouvirem as oportunidades, os desafios e os fatores diferenciadores da formação da Universidade Católica Portuguesa.

A partir das 17h30, os participantes dirigiram-se ao Auditório Carvalho Guerra para ouvir as palavras de boas-vindas da Reitora da Universidade Católica Portuguesa transmitidas por streaming para todos os polos da Universidade no país. No seu discurso, Isabel Capeloa Gil realçou os valores da Universidade, o seu compromisso com a sociedade e com a comunidade, bem como referiu: “uma Universidade livre, autónoma, de utilidade pública e sem fins lucrativos”.

Seguiram-se as palavras de boas-vindas de Isabel Braga da Cruz, presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa. No seu discurso, a presidente fez uma pequena apresentação da Católica no Porto e reforçou que “a presença académica, cultural e social, ao longo destes 40 anos no Porto, testemunham o desígnio da nossa existência. O de formar cidadãos ativos, responsáveis e interventivos para a construção de um mundo melhor”, sublinhando que “não queremos apenas formar bons profissionais. Pretendemos sobretudo formar cidadãos ativos e responsáveis.”

A mesa redonda sobre "O Talento para o Futuro" foi moderada por Manuel Fontaine, vice-presidente do Centro Regional do Porto para os Assuntos da Academia e Internacionalização. Os participantes no debate - António Fonseca (professor da Universidade na área da Psicologia) António Maia Gonçalves (diretor da Unidade dos Cuidados Intensivos e diretor de Medicina Interna da Casa de Saúde da Boavista), Maria Antónia Torres (partner da PwC), Ondina Afonso (da Sonae e presidente da Comissão Alimentar do Eurocommerce) e o Padre Rui Nunes (membro da comunidade jesuita da Casa da Torre - Soutelo) - tiveram a oportunidade de debater o impacto da robotização no futuro do trabalho, as competências-chave que as empresas procuram, mas também a inexistência de uma certeza relativamente ao trabalho no futuro. Neste sentido, os palestrantes concordaram que: os jovens devem ter uma maior capacidade de resiliência, bem como de adaptação aos diferentes cenários que se lhes apresentam.

No Porto, o 1º Católica Open Day terminou com uma palestra de Joaquim Azevedo, professor da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, sobre “Portugal, Universidade e o Futuro".

 

Algumas ideias relevantes:

  • o futuro reserva-nos muita tecnologia, mas também uma necessidade premente de cuidados a pessoas, nomeadamente numa sociedade na qual se prevê que em 2030, 1 em cada 3 pessoas tenham mais de 60 anos
  • haverá muitos empregos que ainda não se antecipam
  • a Católica é a marca mais internacional do Ensino Superior português
  • a Católica tem um cariz humanista ímpar, associado a uma excelente capacidade tecnológica
  • a resiliência e a capacidade de aguardar o “tempo” das coisas é atitude essencial

 

Futuro da Universidade:

Mais multidisciplinaridade

Mais aprendizagem digital

Mais literacia digital

Mais colaboração

Maior intensidade de relação

Maior envolvimento dos estudantes

Macro competência: pensamento crítico capaz de analisar a diversidade de informação que nos chega

 

  

Fevereiro de 2019

22-02-2019

Alumna da ESB recebe menção honrosa nos Prémios Bial

Mafalda Bourbon, coordenadora do estudo, licenciou-se em Microbiologia na Católica Porto

2019/02/19 - Mafalda Bourbon, antiga aluna da ESB, acaba de conquistar uma menção honrosa no novo Prémio Bial de Medicina Clínica. A distinção foi atribuída à investigação centrada na Hipercolesterolemia Familiar (HF) - considerada uma das patologias genéticas mais frequentes e a que mais se associa ao aumento do risco cardiovascular. O estudo, liderado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge que Mafalda Bourbon atualmente integra, desenvolveu metodologias sistemáticas de deteção precoce da HF por forma a chegar à prevenção da doença cardiovascular prematura nos casos identificados.

Com base na experiência da equipa de investigação - e como é demonstrado neste trabalho - a correta determinação da via metabólica afetada, assim como o tipo de defeito genético que a afeta, permite um melhor aconselhamento e adequação do tratamento e leva a uma melhor adesão à terapêutica (e a um melhor prognóstico). A este nível refira-se que o correto diagnóstico numa criança é particularmente relevante, uma vez que quanto mais cedo ela for tratada melhor se poderá prevenir o aparecimento da doença cardiovascular na idade adulta.

50% da população portuguesa com níveis de colesterol elevados

Refira-se que, em Portugal, mais de 50 por cento da população possui níveis de colesterol acima dos recomendados pela Sociedade Europeia de Cardiologia, o que contribui para aumentar o risco cardiovascular nacional. Infelizmente, 20 a 40 mil portugueses apresentam esses valores elevados logo desde o nascimento, devido a uma alteração num gene responsável pela remoção do colesterol do sangue. Isso confere um risco muito elevado de virem a sofrer de doença cardiovascular prematura. No entanto, se os indivíduos afetados forem identificados em idade jovem e receberem, desde logo, aconselhamento e tratamento adequado, esse risco poderá diminuir prevenindo eventos cardiovasculares (nomeadamente enfarte agudo do miocárdio e morte súbita).

21-02-2019

Artigo identifica no conto de Peter Pan alguns lugares secretos do imaginário infantil

Joaquim Machado de Araújo, docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Católica no Porto, e Alberto Filipe Araújo, da Universidade do Minho, publicaram artigo intitulado “Peter Pan e os lugares secretos da infância: da ilha da Terra do Nunca ao aconchego da casa debaixo do chão” na Revista Textura, dossiê: Literatura na Educação Básica – do texto literário ao ensino de literatura.

Este artigo identifica no conto de Peter Pan alguns lugares secretos do imaginário infantil: uma ilha situada num algures, o voo, uma casinha debaixo do chão, e particularmente o presente eterno. Estes lugares são outros modos da infância (Wendy) e da juventude (Peter Pan) se dizerem, se revelarem. O autor explica que “a análise da obra permite uma aproximação da infância imaginal, complementa as dimensões da infância desveladas pela psicologia infantil, pela sociologia da infância, e ilustra como o olhar dos Estudos do Imaginário muito enriquece, numa perspetiva interdisciplinar, os estudos da literatura infanto-juvenil.”

Fevereiro 2019

21-02-2019

CASO promove formação intermédia para voluntários

Mais de 50 jovens da Católica no Porto participaram no encontro de formação intermédia para voluntários da CASO no dia 13 de fevereiro. O objetivo foi o de proporcionar aos voluntários novas ferramentas para uma continuação positiva e pró-ativa no campo do voluntariado.

Este ano a formação foi composta por três workshops que pretenderam responder às inquietações e dúvidas que vão surgindo nos voluntários e na dinâmica social e solidária das suas atividades. “Desafios do Voluntário na prestação de Primeiros Socorros: Como interpretar? Como atuar?” foi o tema do workshop da área da saúde que ficou a cargo de Constança Festas e de Tânia Costa, docentes do Instituto de Ciências da Saúde. Durante o workshop os voluntários tiveram oportunidade de aprender técnicas de primeiros socorros e de aprofundar aspetos associados ao consumo de droga e comportamentos que daí advêm: como interpretar e como interagir em casos específicos.  

A psicóloga Rosário Brito Cunha, da Faculdade de Educação e Psicologia, foi responsável pela dinamização do workshop direcionado para a psicologia e a educação intitulado “Eu voluntário: curvas, obstáculos e pontes”. Através de dinâmicas de grupo, criou espaços privilegiados de partilha sobre obstáculos pessoais subjacentes ao voluntariado e, posteriormente, orientou os voluntários para que eles mesmos fossem pontes para a resolução de problemas dos outros voluntários.

Finalmente, o workshop associado às artes com o título “Dos textos ao desenho quotidiano” ficou a cargo do designer Mário Linhares, diretor de educação dos Urban Sketchers, falou do seu modo de vida que passa por “desenhar o quotidiano” inspirando os voluntários a encontrar o seu caminho.

Depois de duas horas de partilha de experiências e aquisição de novas técnicas e ferramentais essenciais no desempenho do voluntariado, a noite conclui-se com um momento mais lúdico. Através do humor do programa “Você na CASO”, quatro voluntários da CASO partilharam as suas vivências de voluntariado e foram também eles fonte de inspiração para os presentes.

A CASO agradece a cada voluntário pela presença e contributo pessoal durante a formação, e de forma especial dirige uma palavra de gratidão aos formadores dos workshops que contribuíram de forma muito positiva e significativa para um dos principais objetivos do voluntariado da CASO: o desenvolvimento integral da pessoa.

Fevereiro 2019

21-02-2019

Mostra Bibliográfica: "Leonardo Coimbra: Divulgação do Homem e do Filósofo"

No próximo dia 22 de fevereiro celebra-se o Dia do Pensamento, e a Biblioteca e Gestão de Informação tem o gosto de divulgar perante a comunidade um dos maiores filósofos nacionais, Leonardo Coimbra, cuja Biblioteca-Memorial faz parte das suas coleções especiais.

A Mostra com o título "Leonardo Coimbra: Divulgação do Homem e do Filósofo", pretende dar a conhecer diversas obras nas quais o autor serviu de inspiração e reflexão. Reflexão essa que é trazida através de frases icónicas que brindarão à entrada os nossos utilizadores no LCD, mas também, pelo espaço da Biblioteca, através de roll-ups distribuídos para o efeito.

Convidamos também os nossos utilizadores a levarem, num livro, um dos nossos marcadores alusivos a Leonardo Coimbra.

 

 

19-02-2019

Uma das maiores especialistas mundiais de Inteligência Artificial esteve na Universidade Católica no Porto

 

Manuela Veloso, especialista mundial na área da Inteligência Artificial, esteve na Católica no Porto para a Conferência Premium “Fatores para o Sucesso da Interação com a Inteligência Artificial”, organizada no âmbito das celebrações dos primeiros 40 anos da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Isabel Braga da Cruz, presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, deu as boas-vindas e agradeceu a presença da investigadora da Universidade Carnegie Mellon e atual líder do Centro de Investigação em Inteligência Artificial da J.P. Morgan. No seu discurso de abertura, Isabel Braga da Cruz realçou a “presença ativa e interventiva na região e na sociedade” da Universidade e reforçou que “ao longo deste ano vão ser muitas as iniciativas com o objetivo de alicerçar e promover a cultura do encontro”.

Com um tom suave e uma enorme simpatia, Manuela Veloso começou por expor a sua parte mais humana, enquanto mulher, mãe e avó que adora a família e a proximidade a Lisboa. Otimista na forma de ver o Mundo, Manuela Veloso há mais de 30 anos que se dedica às áreas da robótica e inteligência artificial, sendo muito conhecida pelos robots que desempenham tarefas ou jogam futebol. Tendo como cenário os corredores da Universidade Carnegie Mellon, Manuela Veloso mostrou vídeos do CoBot, um robot que percorre a Universidade para desempenhar pequenas tarefas. “O robot sozinho não consegue chamar um elevador, tirar um café ou abrir uma porta,” refere Manuela Veloso mostrando que nestes casos o robot pede ajuda falando para as pessoas, ou mandando email ao grupo de investigação se não recebe ajuda.

Para Manuela Veloso, a Inteligência Artificial ainda tem um longo caminho a percorrer e os humanos têm que se centrar naquilo em que são diferenciadores. Neste sentido, a investigadora salientou a importância das questões éticas, bem como realçou que é muito relevante que nos preocupemos em ter valores em tudo o que fazemos na vida. Referiu também que deve existir regulação na área da Inteligência Artificial, mas que esta não deve limitar a capacidade de inovação dos investigadores.

Em relação ao seu papel na J.P. Morgan, Manuela Veloso referiu que ao contrário de todas as empresas que nasceram na era digital - dando como exemplos a Google, Apple e o Facebook – há empresas que fazem parte do esqueleto da sociedade e que precisam do apoio da Inteligência Artificial para as auxiliarem a lidar com a enorme quantidade de dados que são produzidos: bancos, cidades, hospitais, entre outros. “O meu papel na J.P. Morgan é o de incorporar a Inteligência Artificial em beneficio dos seus clientes e da sociedade”, refere Manuela Veloso.

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“Os algoritmos foram pensados para aprender de dados objetivos, como classificar objetos numa imagem. Como também usamos agora dados do comportamento humano, uma grande questão em termos de investigação atualmente é: como é que se juntam aos dados, também princípios?”
Manuela Veloso, diretora do Centro de Investigação de Inteligência Artificial da J.P. Morgan Chase.
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Na sua intervenção, Manuela Veloso referiu ainda que “há uma grande diferença entre os humanos, criaturas de Deus, e a ciência que não caiu do céu, mas que foi criada por nós,” acrescentando “as descobertas que fazemos têm de ser para bom uso da sociedade e da humanidade”. Manuela Veloso acredita que “podemos ser ajudados pela IA e podemos continuar a ser humanos”. No final reiterou: “O desafio é as pessoas serem mais humanas mesmo sem inteligência artificial.”

“A saúde é das áreas que mais precisa do apoio da IA para que possa ser acessível a todos”, referiu. No final da sua intervenção, a investigadora lançou uma questão aos presentes: “se estivessem doentes com uma doença rara e precisassem de consultar um médico qual escolheriam: um que só usasse a sua experiência, ou um médico que, para além da sua experiência, também tivesse um assistente com inteligência artificial capaz de processar os imensos dados existentes de modo a poder encontrar casos com características semelhantes?”

Quando questionada sobre os potenciais problemas do futuro no uso da inteligência artificial, Manuela Veloso apelou para a responsabilidade de todos, ao lembrar que “nós não somos expectadores do futuro, mas somos construtores do futuro.”

Em forma de conclusão, Isabel Braga da Cruz salientou três ideais-chave “a Inteligência Artificial é uma ciência de integração de diferentes componentes, em particular machine-learning; não é ilimitada, pelo que existe uma inteligência simbiótica de colaboração com humanos; e não pode ser uma caixa negra, dado que deverá incluir transparência na decisão e nos valores éticos”.

 

Fevereiro 2019

15-02-2019

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