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Novidades

Escola do Porto da Faculdade de Direito distinguida pelo Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados


A Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa recebeu a Medalha de Reconhecimento do Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados, no Palácio da Bolsa do Porto, numa cerimónia simbólica de homenagem ao Direito e à Justiça.
 

Depois da oração laudatória, a cargo do advogado Duarte Nuno Correia, a medalha foi entregue  por Jorge Barros Mendes - presidente do Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados.

No seu discurso de agradecimento, Manuel Fontaine - diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito, destacou a trajetória histórica da instituição e o “papel que tem vindo a desempenhar desde que foi fundada” para a cidade e para a região.

O curso de Direito, que foi o primeiro no Norte de Portugal, teve o seu início em 1978 na cidade do Porto. Durante os últimos 45 anos, aproximadamente 5500 estudantes concluíram a licenciatura na UCP no Porto.

Manuel Fontaine reforçou ainda que a Universidade Católica Portuguesa não se limita a conceder diplomas, mas destaca-se “pela exigência académica reconhecida por todos, o que se tornou uma marca distintiva”. “Com um conhecimento rigoroso das matérias jurídicas e uma competência sólida em raciocínio jurídico, os 5500 licenciados estão preparados para ingressar nas profissões jurídicas clássicas, como advocacia, magistratura, notariado ou registos, além de outras áreas em que a formação em Direito é uma mais-valia”, reforçou Manuel Fontaine.

Para o diretor da Escola do Porto, o facto de os licenciados da instituição ocuparem posições de destaque nas diferentes profissões jurídicas reforça a confiança na qualidade da formação oferecida. Contudo, a Escola do Porto almeja ir além, numa busca constante de inovação e diferença, com o objetivo de “melhorar continuamente o ensino e a investigação” realizados. “Fazer novo e diferente é condição para continuarmos a afirmar-nos no panorama jurídico nacional e internacional”, prossegue.

“Contribuir para realizar o Direito, e foi por isso que a Escola do Porto da Faculdade de Direito recebeu esta medalha, tem de passar e passa necessariamente por fazer doutrina, por olhar de modo crítico para a legislação em vigor, por enquadrá-la hermenêuticamente, por contribuir para a sua revisão, por ser, em suma, no modo de ver dos antigos, verdadeira fonte de Direito” - Manuel Fontaine


Para além da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica foi ainda distinguida a Juíza Conselheira Dulce Neto - presidente do Supremo Tribunal Administrativo e Albérico Lopes - destacado advogado da região.

 

14-06-2023

Mais de 20 empresas participam na apresentação de projetos dos finalistas da Católica Porto Business School

No dia 6 de junho, os finalistas das licenciaturas da Católica Porto Business School, realizaram, com sucesso, as suas apresentações finais de projeto. Este momento contou com a participação de 21 representantes de importantes empresas nacionais e multinacionais, enquanto júris externos.

O evento marcou o encerramento de um ciclo de aprendizagem, que se dedicava ao desenvolvimento de três vetores de competência - pensar, comunicar e agir - e representou uma oportunidade única para os estudantes apresentarem as suas ideias e demonstrarem as capacidades adquiridas ao longo desta jornada académica.

Com uma participação expressiva de 136 alunos envolvidos nas três modalidades possíveis - Plano de Negócio, Economia e Gestão, e Estágio - as apresentações destacaram a diversidade e a excelência dos projetos desenvolvidos por estes futuros profissionais das áreas da gestão e economia.

Por sua vez, a presença destas empresas enquanto júris do evento é mais uma prova da estreita ligação da Católica Porto Business School com o mundo empresarial, onde grandes nomes do setor, desde multinacionais a startups em ascensão ou empresas já consolidadas, aceitaram o convite para avaliar as propostas dos estudantes e fornecer-lhes valiosos feedbacks. Estiveram presentes representantes da BA Glass, Experis, Insignya, Klockner Pentaplast, KPMG, Lusilectra, MDS Group,  Meadow Group, Mice, NOS, Oporto British School, Paralab, Pessoas e Sistemas, PwC, Kelly Services, Sonae MC, Triple A, Yes Crédito e Xplora.

"Esta parceria entre a academia e o setor empresarial é fundamental para a formação dos nossos alunos, proporcionando-lhes uma experiência enriquecedora com ligação à prática e aproximando-os do mercado de trabalho", afirmou Rui Sousa, diretor da Católica Porto Business School.

A interação entre os alunos e os representantes das empresas permitiu uma troca de experiências extremamente relevante, na qual os estudantes obtiveram insights e orientações personalizadas para o seu futuro académico e profissional. É ainda de destacar que alguns destes representantes são Alumni da Católica Porto Business School, o que é também um indicador muito positivo da representatividade da escola de negócios no mercado empresarial.  

As apresentações de projeto dos alunos finalistas das licenciaturas da Católica Porto Business School são mais uma prova do compromisso da instituição em formar profissionais altamente qualificados e preparados para os desafios do mercado de trabalho.

07-06-2023

Delegação da Universidade Católica participa na 75.ª edição da NAFSA

De 30 de maio a 2 de junho, Francisco Mendes-Palma, Diretor de Global Engagement, Catarina Mendes, Relações Internacionais, Magda Ferro, Head International Office do Centro Regional do Porto, Michael Baum, docente da Faculdade de Ciências Humanas e Patrícia Oliveira-Silva, Vice-Diretora da Faculdade de Educação e Psicologia, participaram na 75.ª edição da NAFSA, em representação da Universidade Católica Portuguesa.

A presença da UCP na conferência anual da NAFSA, a maior e mais diversa conferência internacional de educação, permitiu reforçar as parcerias bilaterais e globais, promovendo a qualidade e diversidade da oferta académica e de investigação da Universidade Católica.

No decorrer da feira, o Diretor de Global Engagement da UCP, Francisco Mendes-Palma, teve a oportunidade de se encontrar com o Embaixador de Portugal nos EUA, Francisco Duarte Lopes, e com a Ministra da Ciência e Ensino Superior, Elvira Fortunato, e a Diretora da Agência Erasmus+ Portugal, Cristina Perdigão.

"Inspiring an Inclusive Future" foi o tema da edição de 2023 da feira de networking da NAFSA: Association of International Educators, organização sem fins lucrativos para profissionais de todas as áreas da educação internacional. A Universidade Católica tem marcado presença neste encontro internacional desde 2013.

07-06-2023

Jill Biden na Universidade Católica: "A arte é sobre ligação, é a prova e a expressão da nossa humanidade"

Arte e Diplomacia. Foram estas as palavras centrais do discurso de Jill Biden na Universidade Católica Portuguesa, sublinhando a primeira-dama dos Estados Unidos que “a arte é sobre ligação” e que “num mundo em que corremos de um lado para o outro, a arte faz-nos parar. Alimenta o nosso espírito quando ansiamos por algo mais. E mesmo quando é fácil ficarmos presos nas nossas diferenças, a arte pode unir-nos."

Em Portugal, para participar no programa do 60.º aniversário do “Art In Embassies” promovido pela embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Lisboa, a primeira-dama lembrou que “a arte é a evidência da Humanidade, mesmo quando é fácil ficar perdido nas diferenças. A arte ajuda-nos.”

Perante um auditório repleto de artistas, curadores, professores, alunos, diplomatas, e muitos outros convidados, a Reitora da UCP e anfitriã da visita de Jill Biden, Isabel Capeloa Gil, qualificou a presença da primeira-dama na Universidade Católica, como “sintomática, pois engloba todo um programa que fala, em primeiro lugar, do papel das universidades como transmissoras de valores democráticos e do papel da educação como caminho para um futuro melhor e inclusivo; em segundo lugar, do papel da arte na promoção do diálogo global e da importância da diplomacia cultural e, em terceiro lugar, do valor do diálogo transatlântico entre os EUA e Portugal para promover a democracia, a dignidade e a inclusão.”

Destacando que a “arte está no centro da missão da universidade de trazer sabedoria ao mundo”, a Reitora lembrou que essa missão é materializada “não só através da formação de artistas, curadores, críticos e historiadores, mas também através da promoção de uma compreensão das linguagens artísticas em todos os programas, desde as ciências aos negócios, das humanidades à biotecnologia e à medicina.”

Para Isabel Capeloa Gil, “a linguagem da arte preenche as lacunas de significação do discurso corrente. Torna visível o que os debates tradicionais obscurecem, reprimem ou condenam. Abre um espaço de diálogo onde este parece ter-se tornado impossível”.

Por sua vez, a embaixadora dos Estados Unidos da América em Portugal, Randi Levine, agradeceu à Reitora da UCP, “a graciosa hospitalidade”, enaltecendo “a sua liderança e o trabalho da Universidade que estabelecem o padrão de ouro aqui em Portugal”. Razão pela qual, acrescentou: “não poderia pensar num lugar melhor do que a Católica”, para este evento.

Aos discursos, seguiu-se uma mesa-redonda moderada por Ellen Susman, com a participação de Mónica Dias, Vice-Diretora do Instituto de Estudos Políticos, e artistas autores das obras da exposição “Democracy Collection: Advocacy Through Art", patente na Galeria Fundação Amélia de Mello, da UCP de 6 a 11 de julho.

Os participantes refletiram sobre o impacto que o seu trabalho tem tido na promoção do diálogo e na abordagem de questões sociais, reconhecendo o poder da arte para moldar narrativas e desencadear a mudança.

07-06-2023

EA apresenta os Artistas Visitantes para o ano letivo de 2023-24

De ano para ano, a Escola das Artes tem vindo a garantir a presença de um conjunto de artistas e realizadores que são convidados a a trabalhar com os estudantes dos vários cursos dos diferentes níveis de ensino, durante o ano letivo.  


Dessa forma, os alunos orientados de perto por artistas e realizadores visitantes de renome, encontros que potenciam nos estudantes o desenvolvimento de competências transversais, constituindo um importante fator na otimização das aprendizagens. Para além disso, os estudantes são também seguidos por profissionais e criativos, que prestam um acompanhamento técnico e artístico, complementando a formação regular.

As interações com estes convidados permitem que os alunos sejam orientados por tutores de prestígio, captando conhecimentos que os permitam aperfeiçoar características académicas e profissionais, estimulando o seu desenvolvimento, bem como os prepararando para enfrentar o mercado nacional e internacional. 

No ano letivo de 2023-24 já estão confirmados os nomes que irão passar pela EA. Conhece-os aqui:

Artistas

Sandro Aguilar
João Canijo
Marco Martins
Salomé Lamas
Cláudia Varejão
Hugo Canoilas
João Maria Gusmão
Rosângela Renno
Francisco Tropa

Profissionais

Luís Urbano
Mariana Ricardo
Mariana Gaivão
Paulo Américo

Durante as próximas semanas a EA dará a conhecer a história e o percurso profissional de cada uma das pessoas mencionadas. 

07-06-2023

Vamos falar de Segurança Alimentar?: causas, dúvidas e desafios

“Se não é seguro, não é alimento”: este é um dos slogans que melhor explica a Segurança Alimentar e a sua importância.

As perguntas sobre esta área são muitas e, por isso, no âmbito do Dia Mundial da Segurança Alimentar, comemorado a 7 de junho e que resulta de uma iniciativa conjunta da Organização Mundial da Saúde e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, desafiamos a docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia Paula Teixeira para uma entrevista que promete informar, esclarecer, alertar e valorizar.

UCP: O que é a Segurança Alimentar e porque é que é um tema tão importante?

PT: A Segurança Alimentar é uma abordagem multidisciplinar que envolve ciência, processos, práticas e regulamentação, para garantir que os alimentos não são veículo de transmissão de doenças. Apesar de todos os esforços da indústria, da comunidade científica e das entidades oficiais, incluindo as reguladoras, as doenças causadas pelo consumo de alimentos e de água contaminadas continuam a ser um dos grandes problemas de saúde pública em todo o mundo. Anualmente, cerca de 600 milhões de pessoas - uma em cada 10 - fica doente por ter consumido alimentos contaminados, resultando em mais de 420 mil mortes, das quais 125.000 são crianças com menos de cinco anos. Embora o impacto não seja comparável, para uma ideia da dimensão, 767 milhões foi o número casos de COVID-19 reportados em mais de três anos de pandemia (31 de maio de 2023). A distribuição geográfica destas doenças não é uniforme, dependendo de fatores como as condições higiossanitárias, o acesso a água potável, os sistemas de vigilância de doenças, o clima e até mesmo os hábitos alimentares específicos de cada região. Mas se as regiões com menor desenvolvimento socioeconómico enfrentam maiores desafios na segurança alimentar, desenganem-se os que pensam que as doenças veiculadas por alimentos contaminados não são um problema em países desenvolvidos.  Três exemplos que inundaram as notícias... O surto de infeção causado pela bactéria Escherichia coli, (erradamente) associado a pepinos cultivados em Espanha, que em 2011 afetou quase 4000 pessoas e causou 53 mortes, maioritariamente na Alemanha. O surto de listeriose (infeção grave causada pela bactéria Listeria monocytogenes) em Espanha, em 2019, que atingiu 204 pessoas, causou três mortes e provocou cinco abortos devido ao consumo de produtos de charcutaria da marca "La Mechá". O nosso “jardim à beira-mar plantado” foi palco de um dos mais graves surtos de listeriose de que há registo, associado ao consumo de um queijo contaminado, produzido por uma empresa localizada no Alentejo: 30 pessoas adoeceram e 11 morreram[1].  E a contaminação dos alimentos tem implicações que vão para além das consequências diretas para a saúde pública.  Por exemplo, quando são detetadas contaminações por agentes causadores de doenças (micróbios ou químicos) ou quando são suspeitos de terem causado doenças, os alimentos podem ter que ser recolhidos do mercado para evitar (mais) doenças e depois destruídos, o que causa perdas e desperdícios alimentares significativos, com impacto para a economia e para o ambiente. Estas recolhas podem também afetar a disponibilidade e a acessibilidade dos produtos recolhidos, bem como a reputação das empresas associadas e a confiança dos consumidores, com grandes prejuízos para os negócios, levando, muitas vezes, ao encerramento das organizações envolvidas. O Dia Mundial da Segurança Alimentar pretende ser um momento de reflexão, de consciencialização e de inspiração de todos - “Food safety is everyone’s business” – para promover ações que permitam prevenir, detetar e gerir os riscos de origem alimentar, fortalecendo assim a segurança alimentar e contribuindo para uma melhor saúde, o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável.

UCP: Quais são os principais desafios que se colocam, atualmente, à Segurança Alimentar?

PT: Se não há grandes dúvidas de que, globalmente, os alimentos nunca foram tão seguros como hoje também é certo que, do “prado ao prato”, são muitos os desafios que se colocam à Segurança Alimentar. A sair de uma pandemia, o mundo foi confrontado com uma guerra. A falta de recursos, os desastres ambientais, os colapsos económicos, as migrações e as crises humanitárias geram situações em que a segurança ao longo da cadeia alimentar é comprometida a vários níveis. A população mundial já ultrapassou os 8 biliões e, em muitos países, está a envelhecer. Os mais velhos são um grupo de risco para as doenças causadas pelo consumo de alimentos contaminados. Com a globalização dos mercados, muitos alimentos são provenientes de regiões com diferentes práticas de higiene e segurança alimentar. Fatores ambientais como as alterações climáticas, a degradação dos solos, a sobre-exploração dos recursos naturais e a escassez de água aumentam os riscos de contaminação ao longo da cadeia alimentar. E as novas tendências... As expectativas dos consumidores são complexas. Ao mesmo tempo que se exigem alimentos seguros e convenientes com um longo prazo de validade, assistimos a um aumento da procura de produtos "naturais", "sem conservantes" e "menos processados". Para aumentar a complexidade, os consumidores esperam que todos os tipos de alimentos estejam disponíveis em todos os lugares e a qualquer momento. Estes são, sem dúvida, grandes desafios para a indústria alimentar.

 

“…a maioria das toxinfeções alimentares são evitáveis.”

 

UCP: A Segurança Alimentar está intimamente ligada à saúde. Quais são os riscos para a saúde associados à falta de segurança alimentar e como podemos mitigá-los?

PT: Muitos dos episódios de diarreia, de vómitos e de mal-estar geral de que sofremos são toxinfeções alimentares (vulgarmente referidas como intoxicações alimentares), causadas pela presença de micróbios nos alimentos que consumimos. Embora estas situações não sejam normalmente graves, e a sintomatologia desapareça ao fim de poucos dias, muitas vezes sem recurso ao uso de medicamentos, alguns casos são graves e podem ser fatais. As grávidas, os idosos e os doentes apresentam um maior risco de contrair estas doenças. Mas a maioria das toxinfeções alimentares são evitáveis. Na Europa, cerca de 40% das toxinfeções alimentares têm origem nas nossas casas e resultam de um pequeno número de erros: a exposição dos alimentos a temperaturas de aquecimento ou de refrigeração inadequadas e algumas práticas de higiene incorretas são os erros mais comuns. Se as nossas práticas estão na origem de alguns problemas então a sua prevenção estará também ao nosso alcance. O que podemos fazer nós, consumidores, para as evitar?  A Organização Mundial da Saúde resume a cinco as regras de higiene e segurança alimentar:

  • Manter a limpeza (mãos, equipamentos, superfícies);
  • Prevenir a contaminação cruzada (separar alimentos crus – em particular carnes, ovos, peixes e vegetais - de alimentos prontos a comer);
  • Cozinhar os alimentos por tempos/temperaturas suficientes;
  • Manter os alimentos a temperaturas seguras (os pratos quentes a temperaturas superiores a 60 ºC e os alimentos refrigerados a 4 ºC ou menos);
  • Utilizar água e ingredientes de fontes seguras.

“…a ESB foi pioneira no lançamento da formação em Engenharia Alimentar em Portugal, em 1984, e oferece há mais de 20 anos uma Pós-graduação em Segurança Alimentar.”

 

UCP: De que forma é que a investigação e a educação podem desempenhar um papel fundamental na promoção da Segurança Alimentar nas comunidades?

PT: A investigação e a educação desempenham um papel fundamental na promoção da segurança alimentar, fornecendo o conhecimento científico, desenvolvendo tecnologias, consciencializando os consumidores e fundamentando políticas e regulamentações eficazes. O ensino e a investigação na ESB/CBQF têm contribuído para garantir que os alimentos sejam seguros para o consumo, promovendo a saúde e o bem-estar dos consumidores. Há mais de 30 anos que a ESB forma profissionais de referência que atuam, a diversos níveis, no complexo processo que constitui a cadeia alimentar moderna. Por exemplo, a ESB foi pioneira no lançamento da formação em Engenharia Alimentar em Portugal, em 1984, e oferece há mais de 20 anos uma Pós-graduação em Segurança Alimentar. No CBQF avaliamos os riscos associados aos alimentos, desenvolvemos métodos de deteção de contaminantes e temos vários projetos de investigação nacionais e internacionais em curso, muitos deles em parceria com empresas, para desenvolver estratégias de controlo inovadoras e “clean label” (novos conservantes, processos alternativos, embalagens ativas, etc.). Uma outra linha de investigação no CBQF tem focado os seus trabalhos na avaliação do impacto dos conhecimentos, perceções e práticas dos consumidores na segurança alimentar com vista ao desenvolvimento de estratégias de comunicação eficazes. A comunicação sobre segurança alimentar é também uma das atividades da ESB. “De pequenino se torce o pepino: lições de segurança alimentar para os mais novos”, “É sempre tempo de aprender: lições de segurança alimentar para os mais velhos” e “Listeriose: uma infeção grave, mas fácil de prevenir” são exemplos dos muitos projetos de educação em segurança alimentar que a ESB tem desenvolvido com a comunidade.


[1] Magalhaes R, Almeida G, Ferreira V, Santos I, Silva J, Mendes MM, Pita J, Mariano G, Mancio I, Sousa MM, Farber J, Pagotto F, Teixeira P. Cheese-related listeriosis outbreak, Portugal, March 2009 to February 2012. Euro Surveill. 2015 Apr 30;20(17):21104. doi: 10.2807/1560-7917.es2015.20.17.21104. PMID: 25955775.

06-06-2023

Artigo da Católica Porto Business School publicado no Journal of Corporate Finance

O artigo "Pricing of project finance bonds: A comparative analysis of primary market spreads", realizado pelo Professor João Pinto em co-autoria com Sebastião Guedes, foi aceite para publicação no Journal of Corporate Finance.

O artigo está já disponível online, em modo In Press aqui, e apresenta uma análise comparativa dos spreads e dos processos de pricing de obrigações emitidas em operações de project finance (PF) face às emitidas de forma tradicional pelas empresas (CF), demonstrando que as duas tipologias de obrigações têm preços diferentes. Esta investigação contribui para uma interpretação mais detalhada da dinâmica de fixação de preços das obrigações de PF face a CF e sublinha a importância de se considerarem vários fatores para além das avaliações de risco de crédito, tais como os termos contratuais, as condições macroeconómicas e as características específicas das empresas emitentes.

Para João Pinto, Professor da Católica Porto Business School e Vice-Presidente da Universidade Católica Portuguesa no Porto, “este artigo é mais um exemplo da qualidade dos nossos alunos da Católica Porto Business School. E, claro, do compromisso contínuo da Católica Porto Business School em promover pesquisas relevantes e de alta qualidade, fornecendo informações valiosas para investidores, profissionais e decisores políticos no campo do financiamento de projetos”.

Por sua vez, Sebastião Guedes, alumno de mestrado de finanças da Católica Porto Business School e do double degree com a Lancaster University, realça todo o trabalho que foi retirado da sua tese de mestrado, revelando “o orgulho que é ver o seu esforço reconhecido por esta revista e o impacto que a publicação terá no seu currículo”.

O Journal of Corporate Finance, pela sua qualidade e rigor académico, é uma prestigiada revista internacional que se dedica à publicação de pesquisas relevantes e inovadoras no campo das finanças empresariais, sendo uma referência para estudantes, investigadores e profissionais da área.

05-06-2023

Novo projeto propõe abordagem inovadora para a saúde intestinal com tecnologia micro-robótica

gBiot é o nome do novo projeto de investigação que pretende desenvolver um protótipo micro-robótico, também chamado de microbot, para nutracêuticos e alimentos terapêuticos executando funções inteligentes para tratar distúrbios gastrointestinais. Um projeto desenvolvido por investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF/ESB/Universidade Católica Portuguesa) e do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) que teve início em março de 2023.

Indo ao encontro de necessidades ainda não atendidas na área dos distúrbios gastrointestinais, o gBiOT pretende criar micro-robôs biocompatíveis capazes de identificar ativamente áreas inflamadas e fornecer tratamentos medicamentosos direcionados. Este projeto marca um passo em frente na procura de metodologias sustentáveis ​​e na melhoria da qualidade de vida do paciente.

"Os atuais sistemas de administração de medicamentos para a saúde intestinal são limitados na sua eficácia e muitas vezes enfrentam desafios significativos para atingir as áreas-alvo do trato gastrointestinal", enfatiza Ezequiel Coscueta, jovem investigador do CBQF e líder do projeto. “Com o gBiOT, estamos a criar micro-robôs biocompatíveis que podem identificar ativamente áreas inflamadas e libertar compostos bioativos naturais, fornecendo uma abordagem mais proativa e eficiente para o tratamento de distúrbios gastrointestinais”.

Os objetivos do projeto englobam o desenvolvimento de micro-robôs funcionalizados capazes de avaliar as interações da microbiota e realizar testes pré-clínicos. Ao combinar tecnologia avançada e compreender os distúrbios gastrointestinais, o gBiOT visa desenvolver soluções práticas que irão gerir e controlar profilaticamente as doenças gastrointestinais, minimizando o impacto na qualidade de vida do paciente.

Os distúrbios gastrointestinais são prevalentes e têm consequências de longo alcance, incluindo neoplasia e cancro. Reconhecendo a necessidade urgente de avanços neste campo, o gBiOT aproveita os recentes avanços da nanotecnologia para aprimorar o desenvolvimento de produtos alimentícios saudáveis ​​com ingredientes de micro-dimensão.

Reconhecendo o impacto potencial e a abordagem do projeto, o gBiOT foi selecionado para estar presente no XXIX Porto Cancer Meeting que decorreu de 11 a 12 de maio de 2023. Este encontro internacional, organizado pelo Ipatimup e ancorado no i3S, teve como tema a glicosilação em biologia do tumor e as suas implicações clínicas e explorou o papel fundamental que os carboidratos complexos, conhecidos como glicanos, desempenham na biologia do cancro e a sua importância no diagnóstico, progressão do cancro e tratamento.

Ana Sofia Sousa, investigadora representante do gBiOT (à esquerda),
e Gabriel Rabinovich, Diretor do Laboratório de Glicomedicina
no Instituto de Biologia e Medicina Experimental (Argentina)
e orador no XXIX Porto Cancer Meeting (à direita)

 

“O projeto gBiOT representa um passo positivo na melhoria de nutracêuticos e alimentos terapêuticos para os distúrbios do trato gastrointestinal,” refere. Ao aproveitar a tecnologia micro-robótica, o gBiOT pretende fornecer opções de tratamento proativas e direcionadas que podem aliviar anormalidades no trato gastrointestinal.

Poderá acompanhar as últimas atualizações e os desenvolvimentos do projeto gBiOT no Twitter e também no LinkedIn.

05-06-2023

Católica em 4.º lugar mundial no ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes no THE Impact Rankings

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) alcançou a 4.ª posição mundial no ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições eficazes, subindo uma posição face à classificação do ano anterior, segundo o THE Impact Ranking 2023, divulgado pelo Times Higher Education.

Este é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos na agenda 2030 das Nações Unidas para promover uma sociedade pacífica e inclusiva, com acesso universal à justiça e a existência de instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis.

A melhoria de resultados da Universidade Católica foi também alcançada no Ranking Global, com a UCP a subir para o intervalo 201–300, quando na passada edição ficou classificada no escalão 301–400.   

Cada vez mais valorizado pelas instituições de ensino superior em todo o mundo, o THE Impact Ranking 2023, contou nesta edição, com a participação de 1591 instituições (mais 13%, face ao ano anterior).

De destacar ainda a obtenção da 79.ª posição mundial no ODS 5 (Igualdade de Género) e a subida no ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), para o intervalo 101-200. 

No ODS 10 (Reduzir as desigualdades) a UCP manteve a sua classificação (101-200).

O THE Impact Ranking University visa avaliar o desempenho das universidades em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, medindo o impacto social e ambiental das ações desenvolvidas pelas universidades, em temas como desigualdade de género, educação de qualidade, mudanças climáticas, paz mundial e crescimento económico.

Estes resultados vêm consolidar o excelente desempenho da Universidade Católica Portuguesa, reconhecida, pelo 4.º ano consecutivo, como a melhor universidade portuguesa pela Times Higher Education, no THE World University Rankings 2023.

02-06-2023

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