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Vacancy Junior Doctoral Researcher - Project STARGATE

20-06-2023

Alunos do secundário criam nova relação com o mar através de trabalhos artísticos distinguidos em concurso

Já são conhecidos os vencedores do concurso que desafiou professores e alunos do ensino secundário de todo o país a explorar de forma artística o lixo que o Oceano deixa na praia. Uma iniciativa da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica que ganhou forma nas mãos de 17 grupos de alunos de todo o país. Os premiados são três grupos de diferentes instituições de ensino: Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira (Ilha do Corvo), Colégio Valsassina (Lisboa), e Externato de Santa Clara (Porto).

“Como Escola Superior de Biotecnologia que produz conhecimento nas áreas da sustentabilidade e da economia circular, temos uma preocupação acrescida quando vemos que ainda há muito a fazer para preservar os Oceanos,” refere Ana Maria Gomes, docente e diretora adjunta da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. “No Dia Nacional do Mar lançamos o desafio aos estudantes do secundário para recolheram e trabalharem com o lixo que chega às praias e os resultados foram extraordinários,” acrescenta.

O concurso envolveu a recolha de lixo transportado pelas águas e a transformação desses recursos em manifesto artístico lato sensu (os estudantes optaram sobretudo pela montagem escultural). Entre os grupos vencedores estão o Grupo Corvimar, da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira (Ilha do Corvo), com o trabalho “Caravela-Portuguesa; o grupo Os Pegadas”, do Colégio Valsassina (Lisboa), com o trabalho “Stop Now!” e o Grupo AquaArt, do Externato (Santa Clara do Porto), com o trabalho “Arte e Alma”. As menções honrosas foram atribuídas ao Grupo Lix(a)rte, da Escola Secundária Dr. Serafim Leite (S. João da Madeira) com o trabalho “O gémeo de WALL-E”; ao grupo BrigadaECO, do Externato de Santa Clara (Porto), com o trabalho “Um ‘Bonfim’ para o Lixo” e ao grupo O Outro Lado do Plástico, do Externato de São José (Lisboa), com o trabalho “Save the Sea”.

Este concurso permitiu aliar a criatividade artística ao conhecimento científico e fomentar a cooperação e ligação ao mundo real. Contribui ainda para elevar a literacia sobre os oceanos e, ao mesmo tempo, empoderar a juventude face a problemas que tendem a ser vistos como esmagadores. O concuro “Em Defesa dos Oceanos” foi lançado no dia em que se comemora o Dia Nacional do Mar, a 16 de novembro e no total foram 17 os grupos que participaram no concurso optando sobretudo pela montagem escultural. No final foram escolhidos 3 grupos vencedores que irão receber 150€ a distribuir pelos vários membros do grupo e atribuidas 3 menções honrosas no valor de 50€ cada. A iniciativa foi realizada no âmbito do projeto BLUE DESIGN ALLIANCE, financiado pelos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para 2021-2026.

 

Vencedores:

  • Grupo Corvimar, da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira (Ilha do Corvo), com o trabalho “Caravela-portuguesa (Physalia physalis)”
    Vídeo em https://youtu.be/TwoRLlhijtA 
     
  • Grupo Os Pegadas, do Colégio Valsassina (Lisboa), com o trabalho “Stop Now!”
    Vídeo em https://youtu.be/Iq12_Pd-uPE
     
  • Grupo AquaArt, do Externato de Santa Clara (Porto), com o trabalho “Arte e Alma”
    Vídeo em https://youtu.be/TLUDXIYk24o

 

Menções honrosas:

  • Grupo Lix(a)rte, da Escola Secundária Dr. Serafim Leite (S. João da Madeira) com o trabalho «O gémeo de WALL-E»
    Vídeo em https://youtu.be/pxkdoZYuySo
     
  • Grupo BrigadaECO, do Externato de Santa Clara (Porto), com o trabalho «Um "Bonfim" para o Lixo»
    Vídeo em https://youtu.be/qNgNn9OV6-M
     
  • Grupo O Outro Lado do Plástico, do Externato de São José (Lisboa) com o trabalho «Save the Sea»
    Vídeo em https://youtu.be/4XtGyXBYS9o

Mais informações em https://esb.ucp.pt/pt-pt/sobre/comunidade/em-defesa-dos-oceanos

 

19-06-2023

Agenda do Trabalho Digno esteve em debate na Escola do Porto da Faculdade de Direito

A Escola do Porto da Faculdade de Direito recebeu a Conferência “Agenda do Trabalho Digno: um passo em frente na reforma da legislação laboral?", num evento que contou com mais de 100 inscritos, no âmbito da “Agenda do Trabalho Digno e de Valorização dos Jovens no Mercado de Trabalho”, que altera o Código do Trabalho e legislação conexa.

O evento aconteceu no passado dia 16 de junho, no Auditório Carvalho Guerra, com diversas sessões previstas ao longo de todo o dia.

Catarina Carvalho, Professora da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica, salientou que a análise e debate incidiram "sobre todas as alterações ao regime laboral constantes do Código do Trabalho e de legislação avulsa que regula contratos de trabalho especiais", num objetivo que considerou "ambicioso de abordar num único dia de evento".

A conferência abordou a nova legislação em seis sessões, que incluem as temáticas:

  • “Apreciação global da reforma e do procedimento legislativo”;
  • “Alargamento do âmbito de aplicação do Código do Trabalho? Plataformas, dependência económica e situações equiparadas” e “Condições de Trabalho”;
  • “Parentalidade e Conciliação”;
  • “Créditos laborais e cessação do contrato de trabalho”;
  • “Contratos especiais ou com particularidades de regime”
  • “Direito coletivo do trabalho”

A “Agenda do Trabalho Digno e de Valorização dos Jovens no Mercado de Trabalho” consiste num conjunto de medidas apresentadas com o objetivo de melhorar as condições de trabalho e a conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional.

Esta reforma inclui um conjunto de soluções controversas, analisadas nesta conferência por um painel de reconhecidos juslaboralistas, quer da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, quer de outras Faculdades e Centros de Investigação de Direito.

 

19-06-2023

Let's talk about Food Security: causes, doubts and challenges

19-06-2023

ENRICH in Africa visits the CBQF

19-06-2023

Católica: Escola de Enfermagem do Porto reforça ligação com Cáritas Diocesana do Porto

A promoção do conhecimento, da capacitação e dos cuidados de Enfermagem, são os grandes objetivos do protocolo de colaboração assinado pela Escola de Enfermagem, do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica no Porto e pela Cáritas Diocesana do Porto. Uma parceria formalizada em 2019, através da qual se instituiu uma relação de estreita colaboração entre as duas instituições, que se tem vindo a materializar em diferentes ações e iniciativas para a promoção do conhecimento, da capacitação e dos cuidados de Enfermagem.

Esta instituição parceira da Universidade Católica tem vindo a receber estudantes finalistas e docentes de Enfermagem, no âmbito do Ensino Clínico de Intervenção na Comunidade e em estreita colaboração com os projetos do Centro de Enfermagem da Católica e do +Saúde na Família (CDP). Fruto desta colaboração, têm-se realizado diversas ações de capacitação dos cuidados, dos voluntários e dos cuidadores, assim como atividades de gestão de casos. No âmbito da parceria, foi ainda possível operacionalizar o plano de contingência e apoiar na tomada de decisão sobre os equipamentos adequados às condições de utentes.

A sessão, que decorreu a 15 de junho, contou com a presença de Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, de Paulo Gonçalves, presidente da Cáritas Diocesana do Porto (CDP), de Paulo Alves, diretor da Escola do Enfermagem do ICS – Porto, de João Amado, docente do ICS e vogal da CDP, e de vários docentes e estudantes.

16-06-2023

Bárbara Ferreira: “Em Erasmus, experienciei uma multiculturalidade incrível”

Bárbara Ferreira tem 23 anos, é do Porto e é estudante da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão, um programa conjunto da Escola do Porto da Faculdade de Direito e da Católica Porto Business School. Esteve na Holanda no âmbito do programa Erasmus e confessa que “cresceu muito com a experiência”. Foi também voluntária e responsável da CAtólica SOlidária: “através do voluntariado pude continuar a estar próxima das pessoas”. Depois de concluir a Dupla Licenciatura, uma coisa é certa: “Quero continuar a trabalhar para ter todas as portas abertas.”

 

O que motivou a sua escolha pela Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão da Universidade Católica?

Desde miúda que tenho o bichinho da Arquitetura e cheguei mesmo a entrar em Arquitetura na primeira fase. O meu pai falou-me da Dupla Licenciatura da Católica quando as candidaturas para a mesma estavam a decorrer. Foi uma novidade para mim, mas captou muito a minha atenção. Fiquei tão curiosa que no dia seguinte já estava na Católica para obter mais informações.

 

“A Dupla Licenciatura é um curso completamente inovador e distinto.”

 

O que é que captou mais a sua atenção para este curso?

No concurso nacional de acesso, na primeira fase, para além da Arquitetura, eu também tinha como segunda hipótese estudar Gestão, por isso enveredar por esta área não foi assim tão surpreendente. O que foi realmente novidade para mim foi estudar Direito. Isso é que nunca me tinha passado pela cabeça (risos). Aquilo que mais me fez tomar a decisão de escolher a Dupla foi saber que é um curso único em Portugal e que me ia abrir muitas portas para o futuro, precisamente por causa da complementaridade entre as duas áreas. Ao longo do curso apercebi-me que o mercado tem mesmo necessidade de pessoas que tenham competências dos dois mundos. É um curso completamente inovador e distinto.

 

“Aqui na Católica vive-se ao máximo a experiência académica!”

 

Direito ou Gestão? Como é que é estudar duas áreas em simultâneo?

Confesso que estou inclinada para as duas áreas, embora o Direito me tenha surpreendido muito. É, verdadeiramente, exigente estudar as duas áreas em simultâneo, mas, certamente que será recompensador. Têm sido anos muito desafiantes, que me têm permitido desenvolver capacidades muito diferentes. Destaco o tipo de ensino que a Católica proporciona. É um ensino que privilegia um equilíbrio muito positivo entre a teoria e a prática. Os professores partilham muitos casos práticos, estão constantemente a fazer pontes para a realidade profissional.  

 

O que é que diria a alguém que está a ponderar candidatar-se a uma licenciatura na Católica?

Diria para escolherem a Católica, não apenas pelos seus cursos de excelência, mas, sim, por tudo o que oferece e pela forma como nos prepara para o mercado de trabalho. Refiro-me à CASO, ao Career Office, às várias associações. A Católica oferece um alargado leque de atividades e facilidades que ajudam imenso no nosso crescimento e desenvolvimento. Tudo isto é a vida académica. Aqui na Católica vive-se ao máximo a experiência académica!

 

“Não estamos sozinhos no mundo.”

 

Esteve na Holanda no âmbito do programa ERASMUS. Como foi a experiência?

Estive em Groningen, que fica no norte da Holanda. O critério da minha escolha prendeu-se com o facto de querer ter uma experiência num país substancialmente diferente de Portugal. Queria sentir o contraste de culturas. Gostei imenso! É uma cidade muito bonita, com uma grande qualidade de vida e com um povo muito simpático e acolhedor, ao contrário daquilo que podemos imaginar. Fazia a minha vida de bicicleta. Percorria a cidade a pedalar e era maravilhoso. Para além disso, é uma cidade universitária, cheia de vida e dinamismo. Cresci muito com esta experiência. Saí da minha zona de conforto e aprendi que estamos todos cá para o mesmo. Experienciei uma multiculturalidade incrível.

 

Foi voluntária e responsável da CASO. Porque é que o voluntariado é importante para a sua vida?

Sou uma pessoa muito sociável e gosto muito do contacto e da proximidade com as
pessoas. O voluntariado permitiu-me continuar a ser próxima das pessoas.
Foi uma experiência que exigiu muita responsabilidade e empenho e valeu muito a pena. Como fui responsável de várias áreas de voluntariado, também exigiu de mim competências de coordenação e gestão de equipas, horários e o contacto com as instituições parceiras.

 

“Quero continuar a trabalhar para ter todas as portas abertas.”

 

Qual é a importância da CASO para a vida dos estudantes?

A CASO põe-nos em contacto com realidades diferentes e mostra-nos que há mais mundo. Mudar o mundo está na capacidade que temos de transformar o dia de alguém. Não estamos sozinhos no mundo, somos os motores uns dos outros.



É finalista da Dupla Licenciatura. Quais são os próximos planos?

Tenho muitas ideias (risos). Já decidi que vou querer fazer a admissão à Ordem dos Advogados, mas até lá tenho a hipótese de ou ir estagiar na área da Gestão ou ir fazer voluntariado durante algum tempo. Quero continuar a trabalhar para ter todas as portas abertas. Se há coisa que aprendi com a Dupla Licenciatura é que não quero limitar as minhas escolhas, quero trabalhar o meu potencial de forma transversal. Sinto-me muito realizada no caminho que tenho vindo a percorrer.

 

Algum sonho profissional?

Gostava de ir para fora trabalhar numa organização não governamental. Gostava que esse desafio profissional me permitisse aliar a Gestão e o Direito. A área social e de apoio às comunidades carenciadas interessa-me muito.

 

O que é que a move?

Não quero ficar fechada na minha bolha, quero estar aberta a outras realidades e culturas. Sinto-me grata pela vida que tenho e quero devolver ao mundo e às pessoas tudo o que tenho recebido.

 

15-06-2023

Estudo relaciona dor crónica e país de origem em residentes nos EUA ou em Portugal

“Pain-related beliefs, coping, and function: An observational study on the moderating influence of country of origin” é o nome do artigo publicado no The Journal of Pain, uma das principais revistas da área de especialidade da dor. O artigo reporta os resultados de um estudo transcultural que envolveu 561 adultos com dor crónica, nascidos e residentes nos EUA ou em Portugal.

Este estudo comparou a forma como as pessoas dos dois países lidam com a sua dor, e aquilo que pensam sobre a dor crónica, e o quanto estas estratégias de lidar com a dor e as crenças acerca da dor são adaptativas ou maldaptativas em pessoas com dor crónica oriundas destes países.

Alexandra Ferreira Valente, investigadora auxiliar do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH) da Faculdade de Educação de Psicologia da Universidade Católica, responsável pelo estudo refere que os resultados deste estudo permitem concluir que o “país de origem modera a relação entre algumas crenças e formas de lidar com a dor, por um lado, e a capacidade funcional e saúde física e mental”.

Persistir na tarefa que se está a realizar apesar da dor experimentada, e a crença de que se é capaz de controlar a sua dor são preditores de maior capacidade funcional e melhor saúde. Mas o primeiro é um preditor mais forte de bons resultados de saúde em adultos dos EUA, e o segundo em adultos portugueses com dor crónica. O evitamento de atividades que se antecipa poderem causar dor, e as crenças de que de que dor origina incapacidade, de que as emoções influenciam a experiência de dor, e de que o uso de analgésicos é o curso de tratamento para a dor crónica mais adequado, são preditores de piores resultados de saúde. Mas enquanto o evitamento é um preditor mais importante nos adultos dos EUA, as crenças referidas são-no em adultos portugueses com dor crónica.

“Embora os resultados preliminares sugiram que os antecedentes culturais podem influenciar a dor e a funcionalidade através dos seus efeitos nas crenças e na capacidade de lidar com a dor, nenhum estudo anterior tinha testado diretamente se o país de origem modera as associações entre estes fatores psicológicos e a dor e a funcionalidade”, explica a investigadora do CEDH. “Face a estes resultados, podemos concluir que pequenas adaptações culturais das intervenções psicossociais para pessoas com dor crónica podem contribuir para melhorar a sua eficácia”, conclui.

 

Dor crónica: uma experiência multidimensional

Os participantes portugueses referiram uma maior concordância com a crença de que a dor é um sinal da presença de uma lesão, de que o uso de analgésicos é o curso de tratamento mais adequado, e um uso mais frequente do relaxamento e da procura de suporte social e um uso menos frequente do descanso e do exercício físico como formas de lidar com a dor.

“A dor é uma experiência multidimensional e os tratamentos da dor crónica que focam os fatores psicossociais que a investigação demonstrou estarem associados a resultados de saúde em pessoas com dor crónica, reduzem a dor e melhoram a capacidade funcional e a saúde física e mental. Estes tratamentos ignoram frequentemente os fatores psicológicos e socioculturais que se sabem ser importantes na modulação da experiência de dor e para a qualidade de vida das pessoas com dor crónica”, explica a investigadora.

Os resultados da investigação transcultural podem fornecer uma base empírica para determinar se, e como, os tratamentos para a dor crónica podem ter de ser adaptados para se tornarem mais adequados e eficazes em populações de diferentes países.

O artigo “Pain-related beliefs, coping, and function: An observational study on the moderating influence of country of origin” está disponível https://www.jpain.org/article/S1526-5900(23)00403-0/fulltext e tem como autores Alexandra Ferreira Valente, Saurab Sharma, Joy Chan, Sónia Bernardes, José Pais-Ribeiro e Mark P. Jensen.

15-06-2023

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