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Novidades

Câmara Municipal de Matosinhos integra INSURE hub, uma iniciativa da Católica

A Câmara Municipal de Matosinhos é o membro mais recente do INSURE.hub - Innovation in Sustainability and Regeneration Hub, uma iniciativa da Universidade Católica Portuguesa no Porto e da Planetiers New Generation, que visa o desenvolvimento de atividades conjuntas para a promoção do conhecimento, da inovação e do empreendedorismo sustentável. A assinatura do memorando de entendimento decorreu no dia 15 de setembro.

Quase um ano depois de ter sido criado, o INSURE.hub conta com cerca de 40 entidades que acreditam na iniciativa que se traduz num espaço de inovação e gestão, numa perspetiva circular,” explica Isabel Braga da Cruz, presidente da Universidade Católica no Porto.

Através da assinatura deste memorando, as instituições envolvidas comprometem-se a trabalhar em conjunto nas temáticas da sustentabilidade e regeneração, contribuindo cada uma e com os restantes parceiros do INSURE.Hub.

Lançado em outubro de 2021, num evento público, o INSURE.hub está já a cumprir o seu grande objetivo: criar um ecossistema vibrante, nacional e internacional, de conhecimento transdisciplinar de âmbito circular, sustentável e regenerativo. São já mais de 40 as entidades que se associaram a esta iniciativa que resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation, em conjunto com organizações nacionais e internacionais que se constituem como líderes de pensamento e agentes de transformação para a Sustentabilidade e a Regeneração.

 

As entidades parceiras:

   

 

 

 

21-09-2022

Universidade Católica no Porto adere ao Pacto do Porto para o Clima

Promovido pela Câmara Municipal do Porto (CMP), o Pacto do Porto para o Clima, concebido com a finalidade de defender o sistema climático global, conta com a Universidade Católica Portuguesa no Porto como subscritora.

Este pacto procura promover a importância da ação coletiva em torno da estabilidade do sistema climático global que se encontra em risco devido à elevada concentração de Gases com Efeito de Estufa (GEE) na atmosfera. Urge um alívio destas emissões para evitar consequências imprevisíveis ao nível dos sistemas natural, económico e social.

O município considera que o caminho rumo à neutralidade carbónica no Porto “é exigente e convoca uma ação coletiva para benefícios coletivos” e que “só poderá ser atingida com ações concretas levadas a cabo por todos os atores.”

A adesão da Católica no Porto a este pacto reflete o compromisso assumido com a promoção do desenvolvimento sustentável e com a proteção da Casa Comum. Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, afirma que a “sustentabilidade está no centro dos objetivos estratégicos da Católica” e que é com “convicção e empenho que a universidade adere a este pacto pelo clima, na certeza de que será uma peça importante neste caminho de sustentabilidade na Cidade do Porto. Estamos fortemente comprometidos com os propósitos do Pacto do Porto para o Clima. Queremos aportar valor científico e de gestão aos nossos parceiros, à nossa cidade.

Através da associação a este pacto, a Católica assume a responsabilidade de estabelecer e partilhar metas e ações concretas; envolver redes de atores no processo de redução de emissões de GEE do Porto; colaborar com o governo local e nacional para definir um contexto favorável para a descarbonização; monitorizar e comunicar o programa e os impactos das medidas implementadas na redução das emissões de GEE; divulgar o progresso conseguido no cumprimento das metas e ações desenvolvidas.

A cerimónia de adesão oficial ao Pacto do Porto para o Clima decorreu a 16 de setembro, na Casa do Roseiral, nos jardins do Palácio de Cristal. O evento contou com a presença de Rui Moreira, presidente da CMP, de Duarte Cordeiro, ministro do Ambiente e da Ação Climática, e de muitas empresas e instituições da região que aderiram ao pacto. A Católica no Porto, enquanto subscritora, esteve representada por João Pinto, vice-presidente da instituição.

21-09-2022

Nova pós-graduação em Inovação Alimentar e Recursos Marinhos na Católica no Porto oferece 10 Bolsas de Estudo

Inovação alimentar, sustentabilidade, economia azul e valorização de recursos: são estes alguns dos temas centrais da Pós-Graduação em Design Circular e Sustentável da Água – Ramo Inovação Alimentar que foi desenvolvida pela Blue Design Alliance (BDA) e que é da responsabilidade da Escola Superior de Biotecnologia (ESB).

Financiada pelos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência, a formação está com candidaturas abertas e tem 10 bolsas de estudo para atribuir no valor de 2966 euro/cada. Ana Maria Gomes, coordenadora científica da pós-graduação no ramo alimentar, afirma que “se pretende que os estudantes desenvolvam diferentes competências que lhes garantam um conhecimento científico e tecnológico cada vez mais qualificado e fundamentado”.

O programa visa atuar como suporte à especialização dos profissionais envolvidos, direta ou indiretamente, na Inovação Alimentar incluindo o desenvolvimento de Novos Produtos e Processos e a Distribuição e a Gestão. Pretende-se contribuir para a consolidação e melhoria de exercício das empresas da cadeia de valor do sector alimentar, associado à exploração dos recursos marinhos e fluviais.

Ana Maria Gomes explica, também, que se pretende “proporcionar uma formação sólida, integrada e atualizada em diferentes áreas estratégicas como o marketing, gestão de inovação, ingredientes emergentes, logística da cadeia alimentar e sustentabilidade.”

A ESB é parceira fundadora da Blue Design Alliance, que desenvolveu esta pós-graduação com 45 ECTS e que está estruturada em torno de 4 macro áreas: Design, Marketing & Gestão de Recursos Hídricos; Cultura e Literacia da Água; Logística, Transporte Marítimo & Construção Naval e Saúde & Bem-estar: Turismo, Desporto & Biotecnologia. Respetivamente cada área é da da responsabilidade de instituições de ensino superior parceiras da BDA: Escola Superior de Artes e Design, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Instituto Politécnico de Bragança e Escola Superior de Biotecnologia, e abrangendo sub-áreas de formação específicas.

O plano de estudos distribui‐se por 12 unidades curriculares e um projeto final. Cada unidade curricular poderá incluir uma componente teórica, teórico-prática, visitas, seminários ou estudos de caso. O projeto final contribui para a consolidação e aplicação dos conhecimentos adquiridos, enquanto proporciona aos participantes a oportunidade de integrar os diversos conceitos e de os transferir para uma situação real. O diploma da pós-graduação é atribuído em conjunto pelas quatro instituições que integram a BDA.

20-09-2022

Professor da Católica Porto Business School nomeado Secretário de Estado da Saúde

Ricardo Mestre, docente da Pós-Graduação em Gestão na Saúde da Católica Porto Business School (CPBS), foi nomeado Secretário de Estado da Saúde. 

Conselho das Finanças Públicas, Administração Central do Sistema de Saúde, Hospital de S. Paulo e Administração Regional de Saúde Alentejo foram algumas das instituições que marcaram o percurso do docente da CPBS. As suas áreas de investigação são a contratualização e financiamento de cuidados de saúde; acesso aos cuidados de saúde; análise económico-financeira; organização e gestão de entidades prestadoras de cuidados; integração de cuidados; cuidados continuados e de longa duração; e sistemas de codificação clínica e de classificação de doentes. Na Pós-Graduação em Gestão da Saúde, Ricardo Mestre coordenava o módulo de Economia da Saúde.

16-09-2022

Research Scholarship - Project cLabel+

16-09-2022

Doclisboa seleciona filme da Escola das Artes

 

O documentário Febre Postal, do realizador Vasco Vasconcelos, aluno do Mestrado em Cinema da Escola das Artes, integra a programação da 20ª edição do Doclisboa - Festival Internacional de Cinema. O festival decorre entre os dias 6 e 16 de outubro de 2022.
Febre Postal será exibido na seção Verdes Anos, mostra competitiva que acompanha e apresenta os trabalhos de realizadores emergentes de toda a Europa. Neste ano, a seção reúne 21 estreias provenientes de 13 países diferentes.

Febre Postal (Portugal, 2022, 32', DOC.)

Sinopse
Formas ocultas, de trás para a frente, na luz flutuante. Apenas alguns vestígios de sentido. Impressões fugazes, no limiar da destruição. Reveladas numa tela sem trama. A quem se endereçam as imagens, lançadas em voos rasantes? As mensagens perdidas inventam sempre quem deve encontrá-las.

Bio
Vasco Vasconcelos (Porto, 1985). Em 2010 concluiu o mestrado em Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 2017, na mesma instituição, defendeu a sua tese de doutoramento. Em 2022 termina o mestrado em Cinema na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Procura desenvolver trabalho teórico e artístico que promova o diálogo entre cinema e outras artes.

Trailer

16-09-2022

Céline Sciamma, Lucrecia Martel, Atom Egoyan, Marco Martins e João Canijo participam em sessões de cinema no Porto

Entre setembro de 2022 e janeiro de 2023, a Fundação Calouste Gulbenkian e Escola das Artes da Universidade Católica no Porto, em parceria com o Cinema Trindade, vão promover sessões de cinema seguidas de debate com nomes fundamentais do cinema contemporâneo. Os realizadores Céline Sciamma, Lucrecia Martel, Atom Egoyan, Marco Martins e João Canijo integram o programa.

No dia 24 de setembro, às 21h30, será exibido o filme Retrato da Rapariga em Chamas (2019), com a presença de uma das mais promissoras realizadoras francesas Céline Sciamma. No final da sessão, a realizadora participará numa conversa com o público. Um filme de 2019, que conta a história de Marianne, uma pintora encarregue de fazer o retrato de casamento de Héloïse, uma jovem que acaba de sair do convento. Com este filme, a cineasta surpreendeu o mundo cinéfilo, fazendo um drama queer no universo do filme de época (final do século XVIII), que estreou na competição oficial de Cannes. Outras obras que demonstram uma vontade de olhar para o universo feminino e para a fluidez das suas identidades são os filmes Bando de Raparigas (2014) ou Petite Maman (2021).

Mais uma vez, a Escola das Artes, agora em parceria com a Fundação Gulbenkian, proporciona, ao público do Porto, o contacto direto com obras e autores tão relevantes como Lucrecia Martel, Céline Sciamma ou Atom Egoyan. É um verdadeiro privilégio tê-los connosco e partilhar com eles as suas visões do cinema,” salienta Daniel Ribas, coordenador do Mestrado em Cinema da Escola das Artes.

Esta iniciativa da Escola das Artes e da Fundação Calouste Gulbenkian, com o Cinema Trindade, tem início a 24 de setembro, às 21h30, no Cinema Trindade, no Porto. Em outubro será a vez de Lucrecia Martel, em novembro de Atom Egoyan, em dezembro de Marco Martins e em janeiro de 2023 o ciclo de cinema termina com João Canijo (janeiro 2023).

15-09-2022

Carmo Themudo: “A dimensão do serviço está sempre presente na minha vida.”

Carmo Themudo é alumna da Católica Porto Business School e coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP), cuja missão é dar rosto à missão evangelizadora da universidade e proporcionar aos estudantes a oportunidades de SER+. Oriunda de uma família numerosa, Carmo Themudo garante que foi através do exemplo que aprendeu a importância do serviço aos outros e é, por isso, que faz do voluntariado e da entrega dimensões essenciais na sua vida. Nos tempos livres? Gosta do contacto com a natureza e gosta de jogar Padel.

 

Que dimensão é que o voluntariado tem na sua vida?

Comecei a fazer voluntariado no colégio, a dar explicações e catequese, mais tarde fiz, também, uma missão em Cabo Verde e, já na universidade fui animadora de campos de férias e orientadora de grupos de jovens numa paróquia, e estive também envolvida em associações de estudantes e organização de eventos para os meus colegas. Hoje em dia acompanho uma família carenciada há já vários anos e colaboro em campanhas pontuais. Acredito que quem começa a fazer voluntariado de forma sustentada, nunca mais o consegue largar, ainda que deixe de ser praticado de forma tão regular e estruturada. Mas há um olhar atento que se treina e que nunca mais se desliga. Esta dimensão de serviço está sempre presente na minha vida. Eu entendi que a minha missão é dar-me aos outros. Eu tenho fé e, por isso, entendo que é isso que Deus quer de mim: que faça do serviço um desafio permanente no meu dia-a-dia. Como é que no quotidiano da minha vida eu consigo facilitar a vida aos outros? Com pequenos gestos, um sorriso, uma mão que ajuda.

 

“Queremos dar a oportunidade aos estudantes de conhecerem Jesus, a Sua vida e a forma como se podem relacionar com Ele.”

 

Como é que se educa para o serviço?

É pelo exemplo. Vamos absorvendo os bons exemplos que vemos à nossa volta.  No meu caso, foi a minha mãe e a minha avó que me ensinaram a importância do serviço e da entrega aos outros. Não há melhor forma de educar que bons testemunhos e exemplos. É, por isso, que na UDIP fazemos, também, sempre questão de trazer bons exemplos à universidade, porque acreditamos que eles podem contagiar e impactar positivamente os estudantes.

 

É alumna de Gestão da Católica Porto Business School. Que recordações tem desses tempos?

Enquanto estudante, passei momentos maravilhosos aqui na Católica. A minha vida universitária foi espetacular, havia uma relação muito boa com os professores e com os colegas. Foram anos muito animados, estive envolvida em imensos projetos: na AIESEC, na Associação de Estudantes, nas comissões de ano e organizei a viagem de fim de curso.

 

“No seu início, a CASO tinha 4 instituições parceiras e neste momento estamos com mais de 40.”

 

Acabou por ficar a trabalhar na Católica …

Sim, quando terminei o curso fui convidada a ficar a trabalhar a área das Relações Públicas. Só mais tarde, em 2008, é que surge a UDIP. Nasceu da vontade de afirmar a identidade católica desta instituição, contribuindo para uma formação integral dos nossos estudantes e, também, da comunidade. O Professor Joaquim Azevedo, que na altura era o presidente da Católica no Porto, tinha, também, esta visão. Compreendeu a importância de haver uma unidade que traz estrutura à dimensão da espiritualidade, do serviço e da formação alinhada com os valores e princípios fundamentais da dignidade e da integridade da pessoa, que enquadram a matriz humanista cristã da universidade. No fundo, a UDIP dá corpo ao compromisso que a universidade, sendo católica, assume perante os seus estudantes.

 

De que forma é que a UDIP procura aproximar os estudantes da fé?

Essencialmente, queremos dar a oportunidade aos estudantes de conhecerem Jesus, a Sua vida e a forma como se podem relacionar com Ele. Há muita falta de conhecimento sobre quem foi Jesus e o que é que Ele fez. Através daquilo que promovemos não queremos impor nada, apenas garantir que lhes damos a conhecer Jesus. Fazemos sempre por marcar os vários momentos do Ano Litúrgico, como a Quaresma e o Advento, e promovemos, também, encontros que ajudam nesta partilha de experiências e testemunhos. Para além disso, temos, também, pequenos cursos de aprofundamento da fé e um grupo de preparação para o Crisma.

 

“A Metodologia Aprendizagem Serviço é sobretudo uma forma de servir diferente, colocando os nossos estudantes em contacto com diferentes realidades.”

 

A CAtólica SOlidária (CASO) faz 20 anos este ano. De que forma é que a CASO se distingue e que balanço faz deste percurso?

A CASO distingue-se pela estrutura e pela forma como acompanha os alunos em todo o processo. Estamos inseridos numa rede de voluntariado de ensino e o conhecimento que temos é de que não existe nada com uma estrutura semelhante à nossa. Existem muitas iniciativas de voluntariado dentro de uma mesma universidade, mas são sobretudo ações menos agregadas entre si e que não têm esta estrutura de unidade.  É muito curioso, porque, a propósito da comemoração dos 20 anos, tenho andado a organizar as bases de dados e o histórico de documentos. É bom compreender a evolução e perceber que, por exemplo, no início, a CASO tinha 4 instituições parceiras e neste momento estamos com mais de 40. Hoje, trabalhamos em sete áreas de voluntariado diferentes (Ambiente, Abrigo, Especial, Exemplo, Profissional, Sabedoria e Vida), temos mais estudantes envolvidos e, também, temos vindo a desenvolver oportunidades de voluntariado internacional. O balanço é positivo, sem dúvida, e, por isso, é grande a responsabilidade de continuarmos empenhados em promover a importância do Serviço e a importância de nos entregarmos, verdadeiramente, aos outros.

 

Quais são as principais motivações que levam os estudantes a querer fazer voluntariado?

As motivações são muitas. Alguns estudantes chegam à Universidade com algumas experiências de voluntariado e a CASO acaba por ajudar a dar continuidade a uma dimensão que já existe nas suas vidas; outros descobrem o voluntariado na universidade e, por isso, é através da CASO que têm a sua primeira experiência de serviço; outros são, puramente, altruístas e aderem, porque se querem dar; e ainda há alguns estudantes que se envolvem no voluntariado com o objetivo de enriquecerem o currículo. Mas estou certa de que os estudantes que se mobilizam unicamente por esta última motivação acabam por desistir, porque só essa motivação não chega para nos darmos verdadeiramente. Muitas vezes estas motivações são só primeiras motivações, porque depois de se experimentar há algo em nós que fica transformado. O voluntariado pode, mesmo, ter um efeito transformador na vida das pessoas. Vamos recebendo muitos testemunhos de estudantes e compreendemos que o voluntariado traz uma dimensão muito importante às suas vidas.

 

“Estamos a preparar 4 grandes momentos para a comemoração dos 20 anos da CASO.”

 

A Metodologia Aprendizagem Serviço (ApS) nasceu desta preocupação de mostrar a importância do serviço aos outros?

A metodologia ApS surge numa fase em que pensávamos de que forma os nossos estudantes poderiam usar as suas competências técnicas ao serviço dos outros. Sendo uma metodologia de ensino, esta dimensão do serviço pode chegar a estudantes que nunca tinham pensado fazer voluntariado. Não podemos confundir ApS com voluntariado, mas no fundo, através da ApS, os estudantes podiam ir para diferentes contextos de voluntariado, através de uma metodologia de sala de aula. É uma maneira diferente de se aprender, porque se aprende fazendo, mas é sobretudo uma forma de colocarmos os nossos estudantes em contacto com diferentes realidades. Este contacto com realidades diferentes é muito enriquecedor.

 

O que é que se pode esperar deste ano de comemorações dos 20 anos da CASO?

Estamos a preparar 4 grandes momentos. Vai haver um evento de abertura das comemorações, onde vamos contar com a participação de antigos voluntários e responsáveis; vamos, também, assinalar o dia 5 de dezembro, que é o Dia Internacional do Voluntariado, com um evento com diferentes talks; vamos organizar, também, uma grande iniciativa de voluntariado aberta a toda a comunidade; e, no final do ano letivo, vamos encerrar as comemorações com uma conferência internacional.

 

Que competências é que o voluntariado dá aos alunos?

Uma melhor capacidade de se relacionarem com os outros, a oportunidade de contactarem com realidades diferentes e de trabalharem a empatia. O voluntariado ajuda-os a desenvolver competências de comunicação, de trabalho em equipa, de flexibilidade, de organização, de gestão de conflitos. E, claro, a resiliência.

 

“Para os próximos anos, desejo que a CASO e a UDIP se consigam afirmar mais.”

 

O que é que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Para além de estar com a família e amigos? Gosto muito de passear na natureza, porque é algo que me dá imensa paz, tranquilidade e serenidade. Também jogo Padel, é bom para equilibrar energias!

 

Quais são os seus desejos para os próximos anos da CASO e da UDIP?

O que eu desejo é que se consigam afirmar mais. Que a sua estrutura se robusteça e que consiga levar aos alunos a importância de saírem da zona de conforto, de abrirem o coração e, de darem e se darem aos outros. Temos de pensar naquilo que um estudante universitário pode fazer de diferente, porque adquire competências, ao longo do seu percurso académico, que devem ser colocadas ao serviço da comunidade. Na UDIP acreditamos que o potencial dos estudantes universitários é grande e que deve ser aproveitado e elevado.

 

15-09-2022

Bernardo Marques vence Concurso de Estímulo ao Emprego Científico da FCT

Bernardo Marques, investigador do CEGE e docente da CPBS, receberá um financiamento no valor de aproximadamente 211 800 euros através do Concurso de Estímulo ao Emprego Científico – Individual - 5ª Edição (CEEC Individual) da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), na categoria de Junior Researcher, no painel Economics and Business, Social and Economic Geography, por um período que se pode estender até 6 anos.

Intitulado de “The impact of climate risk on bank lending, pricing, and resilience”, este projeto permite refletir sobre o que tem sido considerado por parte dos reguladores e supervisores bancários, desde o Acordo de Paris de 2015, como uma crescente preocupação sobre a necessidade dos bancos considerarem os efeitos do risco climático na sua atividade. Estes efeitos podem acontecer, por exemplo, sempre que um evento climático extremo (e.g., uma cheia de grandes proporções) afete um conjunto significativo de empresas locais, impedindo o normal cumprimento das suas responsabilidades perante o banco. Por outro lado, numa perspetiva de longo prazo, a transição para uma economia verde decretará custos em indústrias mais poluentes, o que poderá afetar significativamente a qualidade creditícia de empresas nessas indústrias.

Neste contexto, o projeto encontra-se organizado em dois blocos:  o primeiro está orientado para o estudo do impacto de eventos climáticos extremos no acesso e pricing de operações de crédito a empresas localizadas nas regiões mais afetadas pelo evento (em particular, será estudado o efeito dos incêndios de grande dimensão de 2017); por sua vez, o segundo bloco prevê o desenvolvimento de uma metodologia de testes de esforço à solvabilidade dos bancos, perante diferentes cenários de alterações climáticas – um requisito que os supervisores e reguladores começam agora a exigir aos bancos.

O projeto utilizará diversas fontes de microdados, incluindo empréstimos bancários (Banco de Portugal), áreas ardidas (ICNF) e evolução do clima (IPMA), e está prevista a colaboração com investigadores de entidades nacionais e internacionais (e.g., Banco Central Europeu). 

O Concurso de Estímulo ao Emprego Científico Individual é um apoio direto à contratação de investigadores doutorados, em todas as áreas científicas, por intermédio de concursos anuais promovidos pela FCT, que promovem a integração contínua e sistemática de novos doutorados nas instituições.

15-09-2022

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