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Filmes com participação da Escola das Artes conquistam prémios em festivais nacionais e internacionais

Os últimos dias ficaram marcados por distinções atribuídas a filmes com forte ligação à Escola das Artes. Entre o Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho e o PÖFF Shorts, três obras destacaram-se pelo reconhecimento do público, da crítica e dos júris.

A curta-metragem “Porque Hoje é Sábado”, realizada por Alice Eça Guimarães, alumna de Som e Imagem da EA, cuja mistura de som foi realizada na EA pelo professor José Vasco Carvalho, foi um dos grandes destaques da edição deste ano do Cinanima, recebendo o Prémio do Público e a distinção de Melhor Argumento. O filme recebeu ainda, no mesmo dia, o prémio de Melhor Curta-Metragem de Animação no Festival PÖFF Shorts, em Tallinn, na Estónia. Esta distinção qualifica automaticamente o filme para a corrida aos Óscares.

Por outro lado, o filme “Cão Sozinho”, realizado por Marta Reis Andrade, vence o Grande Prémio Cinanima. A mistura de som foi realizada na Escola das Artes, pelo Coordenador do Mestrado em SI José Vasco Carvalho, e a equipa técnica contou com vários antigos alunos envolvidos em diferentes fases da produção, com edição de som a cargo de Bernardo Bento, professor de Sound Design da EA . Esta distinção garante ao filme o acesso à pré-seleção para os Óscares na categoria de animação.

Ainda no durante o Festival Cinanima, destacamos a obra de Carina Pierro Corso, antiga aluna do Mestrado em Animação da EA, “Wildflower” foi distinguido como Melhor Curta Nacional, recebendo o Prémio António Gaio. O júri descreveu a obra como uma “meditação experimental e harmoniosa sobre as decisões que tomamos ao longo das nossas vidas fazendo-nos refletir sobre o que realmente devemos levar connosco”.

Mais informações sobre estes prémios nas páginas oficiais dos festivais.

19-11-2025

Universidade Católica no Porto promove mostra que aproxima estudantes do mercado de trabalho

A Universidade Católica Portuguesa no Porto voltou a abrir as portas ao futuro profissional dos seus estudantes com mais uma edição do RUMO, uma mostra de empregabilidade que, este ano, reuniu 68 empresas nacionais e internacionais no campus.

“Este é um evento que nos enche de orgulho e que já vai fazendo história na nossa universidade”, partilhou Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o campus do Porto. Enquanto espaço de diálogo e proximidade, acrescenta, o RUMO reforça “o compromisso da Católica em preparar os seus alunos para contextos de trabalho cada vez mais transversais e interdisciplinares, desafiando-os a integrar diferentes saberes e competências.”

Um espaço de encontro entre talentos e oportunidades

Conhecer as empresas, conseguir alguns contactos e fazer networking” são os objetivos que levam estudantes como Laura Damha a participar no RUMO. A aluna, que fez questão de trazer o currículo para entregar em mão, sublinhou “a importância do contacto com as empresas, pessoa para pessoa, olho no olho”. Já Margarida Leite, prestes a concluir a licenciatura, valoriza a mostra para procurar estágios e experiências práticas que enriqueçam o seu percurso, revelando-se “motivada, e mais orientada sobre o que seguir e que oportunidades procurar”.

Do lado das empresas, o entusiasmo é recíproco. Para Sofia Ganchas, da Deloitte, o RUMO é “uma ótima oportunidade para conhecer os talentos da Católica” e para aproximar os estudantes do contexto real do trabalho. Ricardo Ribeiro, da PwC, destaca o caráter formativo do evento: “é uma oportunidade para os estudantes conhecerem os colaboradores das empresas, perceberem o dia a dia e o que podem esperar ao entrar no mercado de trabalho”. Dirigindo-se aos alunos, Catarina Meireles, da Infineon, aconselha: “não tenham medo de arriscar - candidatem-se às vagas que vos interessam e invistam no networking desde o início”.

Num total de 76 stands, durante dois dias, 68 empresas marcaram presença no RUMO 2025: Adecco Recruitment; Amcor; Ascendi; BA Glass; Banco de Portugal; BPI; Brasmar; Câmara Municipal do Porto; Century21; Danone; Domus Social; Engel & Volkers; Exército Português; EY; FORVIA; Frulact; Fundação da Juventude; GKN Automotive; Grupo JAP; Hays; Instituto Diplomático - Ministério dos Negócios Estrangeiros; KPMG; Lactogal; LGG Advisors; NORS; Onegs, Unipessoal Lda; Ordem dos Notários; Real Vida Seguros; Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde; Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde - Programa Incorpora; SBM Offshore; Sonae MC; Talent Portugal; Valor T (Santa Casa da Misericórdia Lisboa); Voltalia Portugal, S.A.; Wall Street English; Worten; Adritem - Associação de Desenvolvimento Regional Integrado das Terras de Santa Maria; Caetano Automotive Portugal Distribution, Salvador Caetano África & Caetano Mobility; Caixa Geral de Depósitos; Continental Mabor; Decskill – Tecnologias de Informação, Lda.; Deloitte; EB Consultores; Eurofirms / Claire Joster; Forvis Mazars; Good4life; HB Fuller; Hitachi Solutions Portugal; Hôma; Hotel Infante Sagres; Infineon Technologies; Inova+ - Innovation Services, S.A; InterContinental Porto; Job Impulse; Living Tours; Lusíadas Saúde; Optiwisers; Parfois; PwC; Randstad Portugal; Rangel Logistics Solutions; Ryan Portugal; Schneider Electric Portugal; Sodexo; START Esposende; TekPrivacy; The Fladgate Partnership.

O RUMO 2025 realizou-se nos dias 12 e 13 de novembro, assinalando a 15.ª edição de um evento que continua a afirmar-se como espaço onde as ambições profissionais ganham força. No dia 18 de novembro, a Universidade Católica no Porto acolheu também o RUMO Advocacia, onde marcaram presença mais de duas dezenas de Sociedades de Advogados.

 

19-11-2025

Universidade Católica Portuguesa assina acordo com a Harvard Summer School Global Partner Program

No dia 13 de novembro, a Universidade Católica Portuguesa assinou um acordo de colaboração com a Harvard Summer School – através da Harvard Division of Continuing Education (DCE), tornando-se membro oficial da DCE Global Partner Program. Esta parceria proporciona aos alunos da Católica oportunidades de estudarem na Universidade de Harvard a partir do verão de 2026.

Com este acordo, os alunos elegíveis da Católica terão acesso às prestigiadas ofertas académicas da Harvard Summer School, através de programas académicos de três ou quatro semanas, juntando-se a estudantes de universidades de renome de todo o mundo. Os participantes terão hipótese de frequentar cursos de grande exigência, ganhando exposição ao ambiente de aprendizagem dinâmico e inclusivo de Harvard.

A Harvard Summer School recebe milhares de alunos todos os anos, provenientes de mais de 100 países. Como parte do Global Partner Program, os alunos da Católica receberão apoio na inscrição, aconselhamento e acesso a eventos exclusivos para parceiros, concebidos para promover o intercâmbio cultural e o networking global.

De acordo com a Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, «esta nova parceria está alinhada com a estratégia da Católica de proporcionar aos alunos experiências de aprendizagem que os capacitem para se tornarem líderes globais nas suas áreas».

No âmbito do lançamento desta parceria, representantes da Harvard Division of Continuing Education farão apresentações aos estudantes na sede da Católica, em Lisboa, no dia 20 de novembro, às 13h15, na sala 131, e estarão no campus do Porto a 21 de novembro, às 13h, na sala EAA002, para descreverem o programa e fornecerem informações sobre o ciclo de candidaturas para o Verão de 2026.

Mais detalhes sobre o Harvard Summer School’s Global Partner Program disponíveis aqui.

 

Consulte o documento

 

18-11-2025

Comitiva da Católica visita universidades na Arábia Saudita

Uma comitiva da Universidade Católica deslocou-se à Arábia Saudita para visitar e estabelecer contactos com várias universidades e reunir com elementos de entidades governativas e de investigação.

Formada pela Reitora, Isabel Capeloa Gil, o Vice-reitor Nelson Ribeiro, a diretora da Escola Superior de Biotecnologia, Paula de Castro, o Vice-diretor da Faculdade de Medicina, Paulo Oom, e a docente do Instituto de Estudos Políticos, Ana Martinho, a comitiva esteve em Jeddah, onde reuniu com o presidente e a liderança da King Abdulaziz University, e visitou também à Jeddah University, a mais recente da Arábia Saudita.

No âmbito desta deslocação, a comitiva já tinha estado na Alfaisal University, em Riade, onde decorreu também um encontro com o presidente, Mohammed Al Hayaza, e a vice-presidente da instituição, a princesa Maha bint Mishari AlSaud.

Na capital saudita, o périplo incluiu também a Princess Nourah bint Abdulrahman University, que é a maior universidade do mundo exclusivamente feminina. Fundada em 1970, é uma instituição académica pública, com mais de 21 mil alunas e 1 700 colaboradoras, com uma forte componente de formação em saúde e ciências médicas. O campus conta com uma ‘cidade médica’ de alta tecnologia, que inclui um hospital com 1 400 camas, serviços de saúde, centros de investigação e clínicas especializadas. Além disso, o seu sistema interno de transportes integra uma rede ferroviária sem condutor, existindo um comboio que liga as várias zonas da universidade.

Em Riade, a delegação da Católica reuniu ainda com representantes do departamento de Ciências da Saúde da King Saud bin Abdulaziz University, com elementos do Conselho dos Assuntos Universitários do Ministério da Educação e com membros do Gulf Research Center, um think tank e entidade consultiva e de investigação académica, especializado em temas do Golfo.

17-11-2025

Startups criadas por alumni da Católica mais do que triplicam em 4 anos

Entre 2022 e 2025, o número de antigos alunos da Universidade Católica Portuguesa que a cada ano criam startups mais do que triplicou, subindo de 231 alumni, em 2022, para 807, este ano.

Os dados são da Startup Portugal que, há quatro anos, começou a apresentar anualmente o Portugal’s Entrepreneurial Universities Ranking, uma análise do empreendedorismo nas instituições de ensino superior nacionais.

Efetivamente, esse indicador tem vindo a crescer consistentemente, contabilizando-se 263 startups fundadas por antigos estudantes da Católica em 2023 e 409 em 2024.

Analisando mais em detalhe o ranking de 2025, divulgado na Web Summit, a Católica surge como uma das universidades mais empreendedoras em Portugal e com mais startups criadas por alumni relativamente à dimensão da universidade.

Ainda de acordo com o Portugal’s Entrepreneurial Universities Ranking 2025 – que se baseia em dados até outubro da Plataforma de Mapeamento do Ecossistema da Startup Portugal, em parceria com a Dealroom –, as 807 startups de alumni da Católica representam um valor empresarial combinado de 13 mil milhões de euros, sendo que 188 conseguiram angariar um investimento global de 2,3 mil milhões.

Este ano, a Universidade Católica Portuguesa já tinha sido considerada a mais empreendedora em Portugal pelo Redstone University Startup Index de 2025, que a coloca no 1.º lugar nacional e na 74.ª posição a nível europeu, entre as 360 incluídas na categoria das universidades da Europa com orçamento entre 100 milhões e 500 milhões de euros.

A presença destacada da Católica nestes rankings evidencia a sua capacidade em promover o espírito empreendedor ao longo do percurso académico, proporcionando um ambiente que estimula a iniciativa, a inovação e a criação de valor. Reflete ainda a sua competência em formar e inspirar futuros empreendedores, bem como o seu compromisso com a transferência de conhecimento e o impacto económico e social.

14-11-2025

Marta Henriques Pereira: “O meu motor é a res publica: a vontade de contribuir para a causa pública, de servir e de criar impacto positivo.”

Madeirense de origem e cidadã do mundo por vocação, Marta Henriques Pereira estudou Direito na Universidade Católica no Porto e construiu uma carreira internacional de mais de duas décadas nas Nações Unidas, União Europeia e programas bilaterais com o Governo australiano. Trabalhou em ambientes de conflito e pós-conflito, em contextos de governação frágil e transições políticas complexas, em mais de duas dezenas de países. Jurista de formação, doutoranda em Ciência Política e fundadora das associações Resposta Luso e REDE de Portugueses em Organizações Internacionais, acredita que o verdadeiro sucesso está em transformar a adversidade em propósito e em partilhar o conhecimento para servir a humanidade.

 

Quais são as suas principais memórias de infância?

Cresci na Madeira, num ambiente onde a comunidade era muito presente. As minhas memórias estão cheias de mar, natureza, liberdade e imaginação, mas também do sentido de responsabilidade com os outros e para com a sociedade. Desde cedo percebi que não só tinha -mas também queria- contribuir da melhor forma possível para a humanidade e por isso o serviço público atraía-me. A Madeira deu-me esse equilíbrio entre o local e o global: raízes fortes, mas também asas para sonhar longe.

 

Porquê estudar Direito?

Escolhi estudar Direito porque sempre me fascinou o conceito de justiça, entendido não apenas como a aplicação rígida de normas — dura lex, sed lex — mas como um instrumento para organizar a vida em sociedade, permitindo a coexistência pacífica e digna entre os seres humanos. Para mim, o Direito sempre foi mais do que códigos e artigos: foi uma forma de compreender como as regras, quando justas, podem criar pontes entre pessoas e comunidades. Ao mesmo tempo, via no curso de Direito a oportunidade de construir uma base académica sólida, capaz de abrir caminhos para áreas que me atraíam desde cedo - a diplomacia, a governação e a mediação internacional. O Direito deu-me não apenas o rigor analítico e a estrutura de pensamento crítico, mas também a capacidade de dialogar entre diferentes sistemas culturais e institucionais, algo que se tornaria essencial no meu percurso internacional em contextos de paz, segurança e desenvolvimento.

 

“Na Católica aprendi a valorizar o espírito crítico, a amizade e a coragem de arriscar - qualidades essenciais em qualquer missão internacional.”

 

Quando é que surge o interesse por uma carreira internacional?

Depois de fazer o programa Erasmus em Itália. Sempre tive curiosidade pelo mundo e vontade de ir além das fronteiras de Portugal e essa experiência foi a alavanca. Na Católica, aprendi a arriscar e a pensar global e nas Nações Unidas percebi que era esse o meu caminho: contribuir para soluções que fazem diferença à escala mundial. Portugal deu-me a resiliência e a genica, e a identidade portuguesa revelou-se uma força única, ajudando-me a ser mediadora, a criar consensos e a dialogar em cenários de enorme diversidade.

 

No seu discurso na cerimónia de Abertura do Ano Letivo na Católica disse: “A universidade não é só técnica. É espírito crítico, criatividade, amizade e coragem para arriscar.” Como é que isso se refletiu no seu percurso?

Na Católica aprendi muito além da técnica. Aprendi a valorizar a amizade, o espírito crítico e a criatividade. Foi na Tuna da Católica que encontrei a minha voz. E encontrei também camaradagem, alegria, disciplina e trabalho em equipa que depois foi essencial na minha vida internacional. Foi uma experiência que me deu coragem para arriscar e abrir caminhos novos, mesmo em contextos difíceis.

 

Tem mais de 20 anos de carreira internacional em diplomacia, governação, desenvolvimento, paz e segurança. O que é mais desafiante?

O mais difícil é manter a motivação em ambientes hostis e solitários, mas é aí que a resiliência se transforma em força e propósito. Mas os desfechos não dependem - quase nunca- de nós. Enfrentei muitas derrotas, dificuldades e fracassos e agradeço tudo o que a vida me trouxe, porque foram esses setbacks que geraram a necessidade de continuar a lutar, a olhar para a frente e a refletir de forma criativa sobre como me reposicionar, como fazer melhor. Foi nessas horas que aprendi mais sobre resiliência e sobre a importância de nunca desistir.

 

“O mais difícil é manter a motivação em ambientes hostis, mas é aí que a resiliência se transforma em propósito.”

 

Como consultora internacional, como é o seu dia-a-dia de trabalho atualmente?

Sou consultora para organizações internacionais, atividade que alterno com outras iniciativas: sou empreendedora social - fundadora e presidente de duas associações (Resposta Luso e REDE) -, autora de um livro e de um podcast sobre carreiras internacionais, doutoranda e empresária. E depois tenho a família que está dispersa pela Austrália, por Portugal e agora, também, na Arábia Saudita. A vida podia ser mais fácil - e na verdade é uma loucura - mas não seria tão plena de sentido.

 

Que conselho daria a estudantes que aspiram a uma carreira internacional?

O mais importante é a automotivação. Os mentores e tutores ajudam, mas ninguém pode substituir a chama interior de querer aprender e contribuir. O que posso dizer e que sejam fiéis aos vossos princípios e valores cristãos, sejam curiosos, criem redes humanas, mas, sobretudo, não tenham medo de arriscar e de falhar. Eu falhei e errei muitas mais vezes do que tive sucesso, e por isso é que aprendi tanto!  Uma carreira internacional não é uma linha reta: é feita de desafios pessoais, para ultrapassar fronteiras locais que se abrem para horizontes globais.

 

“A vida internacional não é linear: é feita de quedas, recomeços e da capacidade de transformar falhas em aprendizagem.”

 

Quais os países onde já viveu e qual é que a marcou de forma particular?

Timor-Leste marcou-me profundamente, tanto a nível pessoal como profissional. Foi lá que conheci o meu marido - que é australiano- e onde tive a oportunidade de lidar com abordagens diferentes entre a cooperação bilateral (Portugal e Austrália) e a multilateral — as Nações Unidas - muitas vezes com visões e posições e interesses diversos sobre o desenvolvimento. Trabalhando para um programa do governo australiano, tive de aprender a calibrar e manobrar essas diferenças, encontrando pontos de encontro e construindo soluções práticas apesar das tensões. Essa experiência ensinou-me muito sobre a importância do bom senso, da diplomacia, da capacidade de adaptação e resiliência da importância de saber negociar para gerar consensos.

 

É bom regressar a casa?

Saí da Madeira há mais de 30 anos, mas é nessa ilha que estão as minhas raízes e o conforto das coisas e pessoas de sempre: o cheiro do mar, as cores, os afetos. Regressar é sempre bom, porque é aqui que recarrego forças e recordo de onde vim. A Madeira é a energia que me dá coragem para partir e também para voltar.

 

O que é que a move?

Move-me a necessidade de contribuir para a causa pública — a res publica. Esse é o motor de todas as minhas iniciativas profissionais e filantrópicas, da diplomacia à mediação, das associações que fundei aos projetos que desenvolvo para criar impacto e servir os outros. E, acima de tudo, espero que o meu percurso e as minhas ações possam, de alguma forma, contribuir para tornar o mundo em que vivemos num lugar com mais valor, sentido e humanidade.

 

13-11-2025

Católica Promove Semana da Sustentabilidade

A Universidade Católica Portuguesa promove, de 24 a 28 de novembro, a 1.ª Edição da Semana da Sustentabilidade, uma iniciativa que visa sensibilizar a comunidade académica dos 4 campi para os desafios ambientais e sociais do nosso tempo.

Poderá inscrever-se num Workshop de Aproveitamento Integral dos Alimentos, no Porto; participar no concurso “SustentaArte - O desperdício como Inspiração”, em Viseu; descobrir como construir uma carreira em sustentabilidade com quem já faz a diferença, em Lisboa; ou participar num Workshop "Alimentação Reaproveitar para a Sustentabilidade", em Braga.

Destaca-se ainda a conferência (online) sobre “What Comes After 2030? The Future of the SDG Agenda - The Contribution of the Private Sector”, dedicada à reflexão sobre o papel do setor privado no futuro da Agenda 2030.

Estas são apenas algumas das atividades que, ao longo da semana, envolverão a comunidade da Universidade Católica em práticas mais sustentáveis, na vertente social, ambiental e económica. 

Inscreva-se hoje nas atividades que mais o/a inspiram.

13-11-2025

Investigação do Centro de Biotecnologia e Química Fina destacada pela União Europeia

Um artigo científico das investigadoras Sofia Pereira, Mariana Godinho e Paula Castro, do grupo Environmental Biotechnology and Resources do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, desenvolvido em colaboração com o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), foi recentemente destacado pela Comissão Europeia na publicação Science for Environment Policy (Edição 622).

O estudo avaliou o potencial das ilhas flutuantes artificiais como soluções baseadas na natureza para melhorar a qualidade da água e promover a biodiversidade. Desenvolvida em Portugal, a investigação demonstrou que estas estruturas, constituídas por plataformas de cortiça com plantas nativas, funcionam como refúgios para a vida aquática, proporcionando habitat a diversas espécies de macroinvertebrados e microrganismos benéficos.

Os resultados reforçam o papel destas soluções ecológicas na restauração de ecossistemas aquáticos e na promoção da sustentabilidade ambiental, em linha com os objetivos da Estratégia Europeia para a Biodiversidade 2030 e do Pacto Ecológico Europeu.

O artigo pode ser consultado na edição 622 da Science for Environment Policy aqui.

13-11-2025

ADN Jurista debate o quietismo e a urgência de proteger a Democracia

O programa ADN Jurista abriu o ano letivo com uma sessão premium enquadrada no eixo temático deste ano letivo: “50 anos da Constituição da República Portuguesa”, reunindo o jornalista David Dinis e a docente Catarina Santos Botelho para uma conversa sobre o desafio de proteger a Democracia, a partir da moderação de Manuel Fontaine, antigo diretor da Faculdade. Partindo do livro “Como Proteger a Democracia”, o autor do livro e diretor-adjunto do Expresso lançou um apelo à plateia num tempo em que o populismo testa os limites das instituições democráticas.

“Tudo o que não temos neste livro é quietismo”, afirmou Catarina Botelho, ao aludir à obra de David Dinis. Enquanto constitucionalista, a docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito fez um enquadramento genérico do conceito de populismo, concluindo que o livro a fez pensar bastante sobre a ideia de que “chegou o momento em que não podemos manter o quietismo”, fazendo menção à citação de Luther King referida na obra: “As nossas vidas começam a terminar no dia em que nos calamos sobre as coisas que importam”.

Foi perante esta necessidade de não se calar, na maioria silenciosa, que levou David Dinis a escrever a obra, aquando da eleição de Donald Trump, em 2016. “Este livro é um alerta, obviamente desconfortável”. Percebendo que, nas últimas décadas, a ditadura tem hoje outros traços, o jornalista confessou a sua preocupação com o crescimento do movimento populista a nível mundial. Desta feita, decidiu explorar o assunto numa obra que demonstra como a direita radical poderá governar Portugal. Tentou, por isso, explicar ao longo do seu livro “porque não é a mesma coisa alguém da extrema direita ganhar nas legislativas em comparação com alguém de um partido moderado”.

 

“O populismo não quer saber das leis.”

De acordo com o autor, “o populismo não quer saber das leis”. “Uma lei de emergência não é para ser mudada porque um partido entende que é preciso que a polícia dispare a matar”, usando esse mesmo estado de emergência.” “Não é discutível ultrapassar regras constitucionais porque há uma agenda política.” E “as regras estão a ser alteradas”, alertou, tal “como está a acontecer no Estados Unidos da América, como aconteceu na Polónia ou na Hungria”. “E as consequências são muito difíceis de reverter”.

Durante o debate, vários estudantes do curso tiveram oportunidade de intervir, colocando questões ao autor e alumno da Universidade Católica Portuguesa, sobre os desafios que se colocam hoje à Democracia. Entre as perguntas, destacaram-se temas como a ameaça causada pelo discurso populista, em particular nas redes sociais, a prevalente anomia social e as medidas que poderão ser adotadas pelo sistema de justiça português para a proteger, sem ultrapassar os seus limites constitucionais.

No papel de moderador, Manuel Fontaine finalizou o evento afirmando que o tema “é, sem dúvida, de atualidade e será provavelmente ainda mais de atualidade consoante o que o futuro nos reserva”.

Este evento foi organizado no âmbito do ADN Jurista, programa da Escola do Porto que visa promover a literacia política, mediática e europeia, através do pensamento crítico. Com esta sessão pretende-se incentivar o diálogo entre o Direito, a política e a sociedade, sobre temas jurídicos e sociais da atualidade.

13-11-2025

Universidade Católica recebe delegação catalã para debater avaliação de impacto no Terceiro Setor

A Área Transversal de Economia Social (ATES) da Universidade Católica Portuguesa no Porto acolheu um encontro entre entidades portuguesas e catalãs dedicadas ao setor social, no âmbito de uma visita de boas práticas a Portugal. A iniciativa, organizada pela Delegação do Governo da Catalunha em Portugal, procurou estreitar as relações entre a Taula de les Entitats del Tercer Sector Social de Catalunya e organizações da economia social portuguesas.

No dia 30 de outubro, realizou-se a sessão-debate "O Terceiro Setor em Portugal e na Catalunha: modelos de avaliação de impacto de projetos e políticas públicas". O encontro contou com a abertura de Marta Vasconcelos, membro da comissão executiva do Centro Regional do Porto da Universidade Católica, e de Rui Reis, delegado do Governo da Catalunha em Portugal.

A sessão centrou-se na partilha de experiências e metodologias de avaliação de impacto, com intervenções de especialistas de ambos os países. Américo Mendes, docente da ATES, abordou a avaliação de impacto de políticas públicas no âmbito do Terceiro Setor, enquanto Filipe Pinto, também da ATES, focou-se na avaliação de impacto de projetos.

Do lado catalão, Lourdes Borrell, diretora de Programas e Inovação Social da Hàbitat3, apresentou a perspetiva das federações e organizações de base. Marta Cid, vogal de Internacionalização da ECAS e responsável pela Área Internacional da Taula del Tercer Sector de Catalunya, partilhou a experiência desta entidade, e Judith Hernández, coordenadora de programas de Ação Comunitária e Mediação da Fundação Pere Tarrés, apresentou o trabalho desenvolvido por esta organização.

A visita das federações e plataformas catalãs decorreu entre 27 e 31 de outubro, permitindo um conhecimento aprofundado das práticas do setor social em Portugal e fomentando oportunidades de cooperação futura entre as duas regiões.

12-11-2025

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