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Xavier Cunha: “A Universidade Católica tem sido para mim uma casa e um motivo de orgulho.”

Xavier Cunha é estudante do quarto ano da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão da Católica Porto Business School e da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa. A experiência na Católica tem sido, para si, “uma casa e motivo de orgulho”, marcada pela proximidade entre estudantes e professores e por uma forte dimensão de desenvolvimento pessoal. Ativo em várias iniciativas, como a Missão País, Xavier Cunha destaca também o impacto da Bolsa Novos Talentos da Fundação Gulbenkian, que lhe abriu o gosto pela investigação. Atualmente em Erasmus, em Roma, vê o seu futuro profissional dividido entre três áreas que o apaixonam: a advocacia, a academia e a intervenção política ou em instituições públicas, sempre com o propósito de “trabalhar para o bem comum”.

 

É estudante da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão. O que o motivou a escolher este curso?

A Dupla fez sentido para mim desde o momento em que conheci o programa, no início do ensino secundário. Por um lado, o Direito fascinava-me desde a infância, em larga medida por influência do meu pai; por outro, por volta dos 15 anos, comecei a desenvolver um gosto pela Economia e pela Gestão, apoiado, nesse caso, pela minha mãe. Com este contexto e uma clara apetência para as Ciências Sociais e Humanas, a Dupla revelou-se uma oportunidade única de conjugar duas paixões. Penso que o caminho para o ser humano se distinguir do algoritmo, no meu tempo de vida, passará pelo desenvolvimento de um conhecimento amplo, pela capacidade de relacionar conceitos de diferentes áreas do saber e de perceber as inter-relações já existentes entre elas na sociedade. Do meu ponto de vista, a Dupla é a melhor oportunidade para desenvolver essa capacidade, em Portugal.

 

De que forma considera que o Direito e a Gestão se complementam?

O Direito é a base da civilização humana. Nas primeiras aulas de Introdução ao Estudo do Direito, aprendemos que a sua função é ordenar a vida em sociedade e ser motor da sua transformação rumo a um ideal de justiça. Posto isto, qualquer pessoa com paixão pelas Ciências Sociais – pelo estudo do ser humano na sua relação com o outro – encontra no Direito o centro da sua curiosidade. A Gestão representa, por sua vez, o contacto com a realidade dinâmica e com a interação humana no que diz respeito aos bens. Suscitou-me particular interesse a forma como as interações económicas espelham a mais profunda natureza humana. Para dar um exemplo: por detrás da repetida frase “com o aumento da procura, há um aumento do preço, ceteris paribus”, está uma expressão clara da perceção de escassez, valor e competição que caracteriza a humanidade.
Hoje, parece-me que o que acrescenta verdadeiro valor a alguém, enquanto profissional e ser humano, é a capacidade de não se fechar a uma só área do conhecimento, de conseguir relacionar diferentes disciplinas e manter uma conversa com pessoas de formações diversas. Alguém da Dupla sentir-se-ia igualmente bem num tribunal, num banco central, numa bolsa de valores ou numa empresa industrial. Para mim, nada me entusiasma mais do que essa versatilidade.

 

Como tem sido a sua experiência na Universidade Católica?

O meu primeiro contacto com a Universidade Católica aconteceu ainda no ensino secundário, através dos dias abertos. Desde esse momento, surpreendeu-me o cuidado personalizado com cada aluno e a sensação de estar perante uma instituição diferente, com valores éticos e excelência académica ímpares. Desde então, a Universidade Católica tem sido para mim casa e motivo de orgulho. Destaco a proximidade entre estudantes, docentes e pessoal não docente: sente-se um espírito comum, uma responsabilidade de ser “Católica”. Penso que quanto mais nos envolvemos e exploramos tudo o que a Universidade tem para oferecer, mais a relação com a instituição se fortalece. A Pastoral, através da UDIP e da Missão País, tem também marcado profundamente a minha experiência, promovendo o meu desenvolvimento integral enquanto pessoa. A matriz católica é, sem dúvida, um traço distintivo que pode marcar a vida de cada estudante que procure na Universidade mais do que um simples percurso académico. Sublinho ainda a relação com muitos professores, exemplos de proximidade, cuidado e rigor. São uma grande parte do que torna a Católica diferente: aqui, nenhum aluno é um número, mas sim uma pessoa, com nome e rosto, a descobrir o seu caminho com o apoio de todos.

 

Tem estado envolvido em várias atividades extracurriculares ligadas à Universidade…

No primeiro ano, tive uma breve experiência na Católica Policy Society, um clube de políticas públicas cujo crescimento acompanho com alegria. Desde 2023, participo na Missão País, projeto católico de voluntariado para universitários, na Missão da Universidade Católica, onde assumi, em 2024 e 2025, responsabilidades como chefe. Esta experiência revelou-se essencial para, numa fase inicial, me sentir mais em casa na Universidade, conhecendo cada vez mais pessoas e também contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento das minhas capacidades de planeamento e liderança, bem como de competências interpessoais.

 

Foi bolseiro Novos Talentos da Fundação Gulbenkian. Que significado teve para si essa experiência?

A Bolsa Novos Talentos destina-se a proporcionar um primeiro contacto com o mundo da investigação a estudantes de licenciatura ou de mestrado inicial. No meu caso, abriu-me um mundo novo – o da investigação –, despertando o meu gosto pela academia e permitindo-me conhecer muitos jovens brilhantes da minha geração. No âmbito da bolsa, desenvolvi um trabalho de investigação em Ciência Política, estudando aspetos da assistência social transversais a vários pensadores e a sua perspetiva futura.

 

Atualmente está em Erasmus em Roma. Como está a ser essa experiência?

Escolhi fazer Erasmus em Roma, na Luiss Guido Carli. A città eterna tem imenso para oferecer e, apesar de estar cá há apenas um mês, sinto que conheço ainda só uma pequena parte. Como primeira experiência de média duração fora de Portugal, traz naturalmente desafios – o maior dos quais aprender italiano –, mas também o encanto de viver rodeado de história a cada passo. Confirmou-se ainda uma perceção que eu julgava um clichê: em cada canto do mundo há um português (e aqui, muitos)! Essa proximidade tem ajudado a viver esta experiência com um forte sentido de comunidade. A nível académico, a Luiss Guido Carli propõe uma abordagem distinta das universidades portuguesas, o que me levou a reconfigurar o meu método de estudo, tornando-me mais flexível e proativo na busca do conhecimento, dentro e fora da sala de aula.

 

Quais são os seus planos para o seu futuro profissional?

A Dupla Licenciatura, pela sua amplitude e interdisciplinaridade, abre muitas portas, o que torna difícil escolher apenas um caminho entre tantos possíveis. Noto que, em mim e em vários colegas, os interesses e perspetivas de futuro vão evoluindo ao longo do percurso. Atualmente, interessam-me, por um lado, a advocacia, por outro, a academia e, num terceiro plano, a intervenção política ou em instituições públicas, sempre com a perspetiva de trabalhar para o bem comum. Certamente o futuro passará por uma ou mais destas áreas. Tenho consciência de que, ao contrário da geração dos meus pais, que frequentemente permanecia no mesmo emprego ao longo de toda a vida, hoje as carreiras são mais dinâmicas e fluidas, proporcionando novas oportunidades.

 

09-10-2025

Universidade Católica oferece formação para Mentoria de Pares

A Mentoria por Pares valoriza o papel ativo dos estudantes que frequentam a Universidade há mais tempo - os mentores - na integração e sucesso académico dos colegas que estão a começar o seu percurso - os mentorandos. Os mentores apoiam e orientam os novos estudantes, transmitindo experiências, aprendizagens e estratégias, num acompanhamento próximo, informal e centrado nas necessidades reais de cada estudante.

Para melhor orientar este papel essencial, o UCP4SUCCESS oferece a formação UCP4MENTOR, disponível e grauita para todos os estudantes da Universidade Católica Portuguesa. Esta é uma oportunidade para fortalecer competências, partilhar experiências e crescer lado a lado com os estudantes, contribuindo tanto para vida académica como para o desenvolvimento pessoal de cada mentor.

A primeira sessão é presencial e as seguintes online, das 18h às 20h, nos dias 21 e 28 de outubro e 4 e 11 de novembro. Ao longo de nove horas, este programa formativo vai reunir mentores de todos os campi da Católica num espaço de encontro e aprendizagem conjunta.

As inscrições encontram-se abertas até 17 de outubro.

 

Inscreva-se aqui

 

09-10-2025

Escola das Artes apresenta “Alô?”, de Yuli Yamagata

De 9 de outubro a 13 de dezembro de 2025 no Católica Art Center no Porto

A artista brasileira Yuli Yamagata traz ao Porto a exposição Alô?, um universo de tecidos, cores sintéticas e figuras grotescas que oscilam entre o belo e o inquietante. Com curadoria de João Mourão, Luís Silvae Nuno Crespo, a exposição resulta de uma residência artística no Católica Art Center e é uma co-produção da Escola das Artes e da Kunsthalle Lissabon. A exposição pode ser visitada entre 9 de outubro e 13 de dezembro de 2025, com entrada livre, de segunda a sábado, entre as 14h00 e as 19h00.

Yuli Yamagata nasceu em São Paulo, em 1989. Licenciada em Belas Artes, especialização em Escultura pela Universidade de São Paulo, expõe regularmente desde 2015. O seu trabalho tem sido apresentado em instituições e galerias de referência, como a Anton Kern Gallery (Nova Iorque), o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Brasil), o Denver Art Museum (EUA) e no Art Basel Parcours (Suíça).

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No cruzamento entre o belo e o grotesco, o humor e a inquietação, Yuli afirma-se como uma das vozes mais singulares da arte contemporânea.
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“Na obra de Yuli Yamagata, o familiar transforma-se em estranho. Tecidos comuns, cores artificiais e objetos banais ganham vida própria e confrontam-nos com o grotesco, o fantástico e o humor que habitam o nosso quotidiano”, indica Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. O também curador da exposição acrescenta: “Yuli, ao deslocar objetos e imagens para contextos inesperados, revela como o excesso, o artifício e a ficção moldam a nossa experiência contemporânea.”

De descendência japonesa, desenvolveu interesse por diversos aspetos da cultura, como o shibori, uma técnica manual de tie-dye, ikebana e mangá. Para criar as suas peças, Yuli Yamagata trabalha, essencialmente, com tecidos, sobrepondo diferentes têxteis, texturas e padrões - da seda ao veludo, incorporando materiais como resina e tinta, bem como objetos de natureza distintas, sejam eles orgânicos ou artificiais.

A costura desempenha um papel central, funcionando como gesto de justaposição e aglutinação que dá forma a corpos fragmentados, membros postiços e volumes estofados. As suas obras, de cores vibrantes e sintéticas, projetam-se no espaço expositivo como personagens saídas de mangás, ficção científica ou filmes de terror, cruzando o grotesco e o fantástico.

Yuli descreve o seu processo criativo como algo que parte da fisicalidade do material em si ou de uma narrativa previamente escolhida. Os seus trabalhos, sempre cheios de camadas, referências e sobreposições, convidam o público a decifrar e a interpretar as formas e origens dos seus objetos, dando origem a um jogo intenso com o seu recetor.

Nos últimos anos, Yamagata tem expandido a sua prática para a imagem em movimento e a animação, dando continuidade às suas figuras em ambientes dinâmicos, onde estas parecem ganhar uma espécie de “pós-vida”. No Porto, desenvolveu um novo trabalho em vídeo, recorrendo à infraestrutura técnica do Católica Art Center, enquanto se integrou no meio artístico local através de colaborações e diálogos com outros criadores.

A exposição Alô? reúne trabalhos recentes e apresenta o resultado do processo de residência da artista. Entre camadas de tecidos, resina, objetos do quotidiano e imagens em movimento, Yamagata propõe um jogo de perceção intenso, no qual o público é convidado a decifrar formas, narrativas e referências. No cruzamento entre o belo e o grotesco, o humor e a inquietação, Yuli afirma-se como uma das vozes mais singulares da arte contemporânea.

A exposição “Alô?”, que é uma co-produção da Escola das Artes e da Kunsthalle Lissabon, vai estar patente ao público na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa até 13 de dezembro de 2025. A Sala de Exposições da Escola das Artes faz parte do Católica Art Center que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a nível nacional. De referir que além da Sala de Exposições, o Católica Art Center inclui mais dois espaços: o Auditório Ilídio Pinho, que tem programação semanal de cinema e encontros com artistas; e a Blackbox mais vocacionada para as artes performativas.

 

Mais informações

 


Exposição: “Alô?”
Artista: Yuli Yamagata
Curadoria: João Mourão, Luís Silva e Nuno Crespo
Patente ao público de 9 de outubro a 13 de dezembro de 2025
Entrada Livre
Horário: segunda a sábado, 14h00-19h00
Local: Sala de Exposições da Escola das Artes
Universidade Católica Portuguesa - Porto
Rua de Diogo Botelho, 1327, 4169-005 Porto

 

08-10-2025

Bolsa Margarida Vieira distingue o mérito e incentiva a formação avançada em Enfermagem

No âmbito das comemorações dos 20 anos do Doutoramento em Enfermagem, a Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE) assinala um marco significativo: a renomeação da Bolsa de Mérito em Enfermagem para Bolsa Margarida Vieira, em homenagem à Professora Margarida Vieira, fundadora e impulsionadora desta distinção.

Criada em parceria entre as Escolas de Enfermagem e a FCSE, esta bolsa de mérito tem como objetivo reconhecer a excelência académica dos estudantes dos Mestrados em Enfermagem e promover a continuidade dos percursos académicos e científicos, no âmbito do Doutoramento.

Bolsa Margarida Vieira é atribuída aos dois melhores estudantes dos mestrados em Enfermagem, possibilitando-lhes a frequência do Doutoramento em Enfermagem com uma redução de 50% na mensalidade do 1.º ano.

Esta distinção simboliza não apenas o reconhecimento do mérito individual, mas também o compromisso institucional com a formação avançada, a investigação e a inovação em Enfermagem — áreas nas quais a Professora Margarida Vieira deixou uma marca profunda e duradoura.

Ao dar o seu nome a esta bolsa, a FCSE presta homenagem ao legado académico e humano da professora, cuja visão e dedicação continuam a inspirar novas gerações de enfermeiros e investigadores.

08-10-2025

Docentes da Faculdade de Direito nomeados vogais da Comissão Nacional de Estágio e Formação da Ordem dos Advogados

Paula Ponces Camanho e Luís Correia Araújo, docentes da Escola do Porto da Faculdade de Direito, foram empossados como vogais da Comissão Nacional de Estágio e Formação (CNEF), órgão da Ordem dos Advogados, responsável pela supervisão e desenvolvimento da formação de novos advogados.

Durante o triénio 2025-2027, irão contribuir com os seus conhecimentos e experiências para o desenvolvimento e aprimoramento do estágio e da formação na Ordem dos Advogados

A nomeação demonstra a confiança da Ordem dos Advogados perante os nossos.

06-10-2025

Escola Superior de Biotecnologia reforça compromisso com a transferência de conhecimento científico para a indústria

No passado dia 19 de Setembro, a Universidade Católica Portuguesa (UCP) esteve presente na inauguração da nova unidade ETSA PROHY, resultante um investimento de cerca de 20 milhões de euros apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito do Pacto para a Bioeconomia Azul, coordenado pela Inovamar.

A parceria entre a UCP e a ETSA teve início em 2017, com o projeto MOREPEP, realizado em colaboração entre as duas entidades. Neste contexto, investigadores da UCP desenvolveram novas metodologias de hidrólise aplicadas a subprodutos animais de categoria 3, transformando-os em ingredientes e produtos de elevado valor acrescentado. Desde então, diversos projetos têm sido conduzidos em estreita articulação, que visam explorar o potencial destes ingredientes em aplicações para petfood e aquacultura, entre outras áreas relevantes.

Este trabalho colaborativo abriu caminho à criação de uma unidade industrial inovadora, que hoje emprega 14 trabalhadores especializados e integra tecnologia alinhada com os princípios da Indústria 4.0.  Trata-se de um marco no avanço da biotecnologia e da química fina em Portugal, contribuindo ativamente para a economia circular, a descarbonização e para a afirmação de um setor mais sustentável.

A presença da UCP neste percurso reflete o compromisso da Universidade com a transferência de conhecimento científico para a indústria, reforçando o seu papel enquanto parceira estratégica na promoção da inovação e da bioeconomia em Portugal.

06-10-2025

Católica Porto Business School organizou conferência sobre Geoestratégia e Gestão

O diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, e o diretor do MBA Executivo, Luís Marques, abriram o evento de terça-feira que reuniu líderes empresariais, políticos e académicos para debater o impacto das tensões geopolíticas globais nas estratégias das organizações. O encontro, organizado no âmbito do MBA Executivo, contou com a participação do CEO da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, Pedro Siza Vieira, partner da PLMJ, e gestores de topo como Sandra Santos (CEO da Logoplaste), Pedro Vasconcelos (CEO da EDP Iberia e administrador da EDP) e Pedro Moreira da Silva (CEO da i-charging). 

"Hoje, não vivemos uma época de mudança, mas uma mudança de época", começou por citar Paulo Macedo, recuperando palavras do Papa Francisco para enquadrar o momento que atravessamos - “vivemos o ambiente internacional mais complexo dos últimos 80 anos”. O líder da CGD apresentou dados que ilustram a escalada da incerteza: o índice de incerteza da política comercial atingiu máximos históricos em 2025, impulsionado por conflitos no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e tensões entre grandes potências. 

Paulo Macedo dedicou parte da sua intervenção a fazer um balanço do Relatório Draghi, apresentado há um ano. As recomendações do ex-presidente do Banco Central Europeu apontavam para a necessidade de 1,2 biliões de euros anuais de investimento entre 2025 e 2031, mas a execução tem sido lenta. 

"A velocidade de decisão é insuficiente. Há frustração de cidadãos e empresas perante a lentidão da União Europeia", afirmou Macedo, identificando a burocracia e a falta de escala como obstáculos críticos. O CEO da CGD sublinhou que a Europa precisa de fechar o gap de inovação em tecnologias avançadas como inteligência artificial, cloud computing e cibersegurança, enquanto concretiza a descarbonização. 

Entre as áreas críticas identificadas está a energia, cujos preços elevados ameaçam a competitividade europeia. "A energia é um fator crítico que pode determinar o sucesso ou o fracasso da transição digital", alertou. 

Seguiu-se uma conversa sobre "uma visão política e económica sobre o impacto da geoestratégia em Portugal", moderada por Alberto Castro, docente da Católica Porto Business School, e que contou com a participação de Pedro Siza Vieira, que trouxe a perspetiva jurídica e política das transformações em curso. Para o antigo governante, “nos últimos dez anos, do ponto de vista de inserção económica internacional de Portugal, o parceiro comercial e de investimento que mais cresceu foi os Estados Unidos”, o que faz com que o atual contexto se torne complexo, fruto de todas as alterações que surgem numa base regular do outro lado do Atlântico. 

O segundo painel, dedicado ao "Impacto da geoestratégia na gestão das empresas", reuniu três CEO que partilharam as suas experiências na primeira linha da gestão em tempos turbulentos. Sandra Santos, Pedro Vasconcelos e Pedro Moreira da Silva debateram estratégias corporativas, riscos e oportunidades que a nova ordem geopolítica coloca às organizações portuguesas, num debate moderado por Sofia Salgado, docente da Católica Porto Business School. 

A conferência terminou com um cocktail onde os participantes puderam aprofundar as discussões num ambiente de networking.  O evento reforça o posicionamento da Católica Porto Business School como espaço de reflexão estratégica sobre os grandes desafios contemporâneos, que liga o mundo académico com a realidade empresarial e política, e marca o início, ainda durante o mês de outubro, da 21ª do MBA Executivo, um dos programas de formação para executivos mais prestigiados da Escola. 

06-10-2025

UCP2 Mental Health lança Open Call “UCP Students Voices” para promover a saúde mental na Católica

O UCP2 Mental Health está à procura de estudantes motivados para integrar o seu painel consultivo e contribuir para a promoção da saúde mental na comunidade académica da Universidade Católica Portuguesa.

Esta é uma oportunidade para todos os que desejam dar voz às suas ideias e participar ativamente na criação de um ambiente universitário mais saudável, solidário e atento ao bem-estar de todos.

Os estudantes podem escolher integrar uma das três equipas, consoante os seus interesses e perfis.

A Influencers Squad é o espaço ideal para quem gosta de redes sociais, comunicação e criatividade, ajudando a criar conteúdos e a dar visibilidade ao projeto e representar o UCP2 Mental Health no mundo digital.

Já a equipa dos Brainstormers é dirigida a mentes curiosas, que adoram pensar em novas formas de fazer acontecer e sugerir melhorias para as atividades do projeto.

Por fim, os ChangeMakers destinam-se a quem quer fazer a diferença de forma concreta, colaborando na criação de iniciativas ligadas à saúde mental e ao bem-estar dos colegas.

As inscrições estão abertas até ao dia 15 de outubro.

Se queres fazer parte desta missão e contribuir para um ambiente universitário mais saudável e consciente, inscreve-te e junta-te ao UCP2 Mental Health!

 

Inscrições

 

06-10-2025

UCP reforça compromisso com a saúde mental e o bem-estar da comunidade académica

No campus do Porto, da Universidade Católica Portuguesa, estudantes, professores, especialistas, membros da Equipa Reitoral, diretores de unidades académicas e parceiros reuniram-se no encontro “UCP2 Mental Health: o que está a mudar na saúde mental e no bem-estar na Universidade Católica?”.

Sob o mote “O que podemos fazer agora?”, Margarida Gaspar de Matos, professora da Faculdade de Ciências Humanas, reforçou que cuidar da saúde mental é prevenir, promover e agir em comunidade. Na sua comunicação, deixou recomendações concretas - da criação de ecossistemas mais saudáveis à aposta nas competências socioemocionais.

A conversa que se seguiu trouxe ao palco três vozes de dirigentes estudantis: Carolina Mano (FCH-UCP Lisboa), Inês Reis (FEP-UCP Porto) e Afonso Oliveira (FD-UCP Porto). Cada um partilhou a sua experiência e preocupações, mostrando que falar de saúde mental é, acima de tudo, dar espaço aos desafios reais dos estudantes.

No painel UCP Students’ Voices, Matilde Marques (FEP-UCP Porto) e Leonor Esteves (IGOS-UCP Viseu) reforçaram que “os estudantes não são apenas destinatários, mas parte ativa na construção das soluções”, demonstrando a importância de envolver os estudantes.

Durante o encontro, foram ainda apresentadas novas iniciativas de promoção da saúde mental e do bem-estar, a implementar já neste semestre:

O encontro encerrou com a assinatura de protocolos com a Santa Casa da Misericórdia do Porto, a Casa de Saúde da Boavista e a Associação Recovery IPSS, reforçando a rede de parceiros que se associa à Universidade Católica para promover a saúde mental dos estudantes. Fazem ainda parte desta rede o Centro de Solidariedade de Braga/Projeto Homem e a JS Clínica Médica.

 

Saiba mais sobre o UCP2 Mental Health

06-10-2025

Equipa da Escola Superior de Biotecnologia na final do Ecotrophelia Europa 2025

A equipa de estudantes da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, constituída por Rita Vedor e Inês Soares, vai representar o país na final europeia do Ecotrophelia Europa 2025, considerada a “Liga dos Campeões da inovação alimentar”. A competição decorre a 7 e 8 de outubro, na Feira Internacional ANUGA, na Alemanha, reunindo 18 equipas vencedoras das fases nacionais dos países participantes.

A Universidade Católica Portuguesa estará em destaque com o Snack-a-Tummy, um snack funcionalizado e sustentável desenvolvido por estudantes da Escola Superior de Biotecnologia, que alia inovação tecnológica a uma forte preocupação ambiental e nutricional.

O produto consiste num snack pensado para crianças, mas apreciado por todas as idades, apresentado em dois compartimentos:

  • um leite fermentado enriquecido com L. rhamnosus GG tindalizado e o seu concentrado pósbiótico, com benefícios para a manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal;
  • palitos mastigáveis de maçã de Alcobaça IGP e a sua farinha de bagaço, exemplo de valorização de subprodutos da indústria alimentar.

Com classificação Nutri-Score A, o Snack-a-Tummy é fonte de cálcio, rico em fibra e proteína e isento de glúten. O projeto combina conveniência, valor nutricional e sustentabilidade, incorporando inovação desde a sua formulação até à sua embalagem.

“O Snack-a-Tummy não é apenas um snack saudável e prático, é um produto com propósito: ‘nurturing kids and nature, one snack at a time’,” sublinha a equipa.

Além de Portugal, participam no Ecotrophelia Europa 2025 equipas de mais 17 países, incluindo a estreia da Coreia do Sul e o regresso da Áustria e da Suíça.

 

03-10-2025

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