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Novidades

Papa Leão XIV distingue Isabel Capeloa Gil com o título de Dama da Ordem de São Silvestre Papa

Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, foi distinguida no dia 28 de julho com o título de Dama da Ordem de São Silvestre Papa, por decisão do Papa Leão XIV.

A entrega da insígnia foi feita pelo Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, Cardeal D. José Tolentino de Mendonça.

A Ordem de São Silvestre Papa é uma distinção pontifícia atribuída pela Santa Sé a leigos que se tenham destacado no exercício das suas responsabilidades profissionais e no compromisso com a Igreja e a sociedade.

29-07-2025

Universidade Católica Portuguesa no Porto e KPMG reforçam ligação através de dois acordos de parceria

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto e a KPMG Portugal assinam um protocolo geral de cooperação, reforçando a ligação entre ambas as entidades. Em paralelo, a Católica Porto Business School (CPBS) e a KPMG formalizam a adesão desta empresa ao Corporate Club da Escola, no formato Prestige, através da assinatura de um Memorando de Entendimento.

O protocolo assinado entre a Universidade Católica no Porto e a KPMG tem como fim promover o estreitamento das relações entre as duas entidades, através de medidas concretas que lhes permitam contribuir de forma mais estruturada para as suas missões, nomeadamente através da melhoria contínua das suas atividades, conscientes dos papéis que desempenham ao nível da responsabilidade social e da sustentabilidade.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP, afirma que “este protocolo simboliza uma vontade partilhada de aprofundar a colaboração entre a Universidade e o tecido empresarial, através de projetos concretos que contribuam para a formação integral dos nossos estudantes e para o desenvolvimento sustentável da sociedade”.

Já a adesão da KPMG ao Corporate Club da CPBS pressupõe a colaboração ativa com a Escola, através da participação em iniciativas conjuntas, partilha de conhecimento e aproximação aos estudantes.

João Pinto, diretor da Católica Porto Business School, refere que “é um orgulho podermos integrar a KPMG no Clube de Empresas da CPBS, porque reconhecemos na KPMG uma parceira de excelência, com quem partilhamos a ambição de formar profissionais preparados para liderar num mundo global, com responsabilidade e impacto positivo.”

Vítor Ribeirinho, Senior Partner/CEO da KPMG Portugal, destaca que “a parceria com a Universidade Católica e, em particular, com a Católica Porto Business School, é uma oportunidade para reforçarmos o nosso compromisso com a formação de talento e com a construção de pontes entre o mundo académico e o universo empresarial.”

Luís Magalhães, Head of Tax e membro da Comissão Executiva da KPMG, sublinha que “para a KPMG e para mim pessoalmente - enquanto alumni da Católica no Porto - o reforço da ligação das nossas entidades, à qual continuarei a dedicar a meu empenho e compromisso, é motivo de orgulho e satisfação.”

A assinatura dos acordos de colaboração decorre no dia 28 de julho, no Edifício Américo Amorim, no campus do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Estes acordos representam um passo significativo no fortalecimento das relações entre a Universidade Católica Portuguesa no Porto e o setor empresarial.

28-07-2025

Faculdades da Universidade Católica promovem Academias para estudantes brasileiros do ensino secundário

Experiências imersivas nas áreas da Enfermagem, das Artes e da Ciência. Em janeiro de 2026 vão realizar-se duas Academias, organizadas por três Faculdades da Universidade Católica Portuguesa, para estudantes brasileiros do ensino secundário.

Entre os dias 12 e 23 de janeiro, realiza-se a Academia de Artes e Ciência, iniciativa conjunta da Escola das Artes e da Escola Superior de Biotecnologia. Ao longo de duas semanas, os estudantes terão acesso a oficinas práticas em laboratórios e estúdios de arte, desenvolvidas em articulação com docentes e alunos das respetivas áreas. O programa alia criatividade, ciência e inovação, permitindo uma aprendizagem prática e transversal.

De 19 a 23 de janeiro, o Nursing Europe Camp, promovido pela Escola de Enfermagem (Porto) da UCP, vai proporcionar uma semana de contacto direto com o universo das profissões em saúde, com especial enfoque na Enfermagem. Durante uma semana, os participantes vão visitar hospitais e simular procedimentos reais, trabalhar com enfermeiros em contexto clínico e educativo e integrar a vida universitária.

Ambas as academias, com inscrições a decorrer, são lecionadas em português e decorrem em regime presencial no campus da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Os participantes vão ter, também, a oportunidade de conhecer e descobrir a cidade do Porto, classificada como Património Mundial da UNESCO. Visitas a locais emblemáticos e desafios de grupo prometem promover a cooperação e o espírito de equipa.

As academias de verão das Faculdades da Universidade Católica Portuguesa no Porto visam proporcionar uma experiência enriquecedora de contacto com o Ensino Superior em Portugal, incentivando decisões mais informadas quanto ao futuro académico dos jovens participantes.

 

 

25-07-2025

José Ricardo Gonçalves: “Valorizem as oportunidades que a Católica vos dá.”

José Ricardo Gonçalves é advogado e sócio na RBMS, árbitro e vice-presidente do Tribunal Arbitral do Desporto, é licenciado em Direito e pós-graduado em Estudos Europeus pela Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Os principais desafios da sua profissão? “O contencioso, a negociação, a presença da inteligência artificial e manter a confiança dos clientes”. Sobre a importância da formação ao longo da vida, refere que “a permanente atualização é uma dimensão estrutural da profissão de advogado.” Um conselho para os estudantes que se preparam para ingressar na Católica no próximo ano letivo? “Valorizem as oportunidades que a Católica vos dá.”

 

Quando é que o Direito passou a ser um plano para a sua vida?

O Direito, ou mais precisamente o querer ser advogado, passou a fazer parte do meu plano de vida essencialmente por influência de três pessoas. Desde logo, o meu Pai, que embora não fosse jurista, dirigia o departamento de pessoal, a que hoje se chama de recursos humanos ou de pessoas, de uma grande empresa alemã. Estava, por isso, muito envolvido com questões laborais, conduzindo negociações com sindicatos como diretor da ANIMEE e eu ouvia em casa as dinâmicas e os temas que faziam parte do seu trabalho diário, como fui ouvindo ao longo da sua vida os ensinamentos que me dava. Há, também, mais duas pessoas que influenciaram o meu percurso profissional: o Dr. Rodrigues Braga e o Dr. Manuel Cavaleiro Brandão, ambos advogados e próximos da minha família. Identificava-me com o serem advogados e, ainda por cima, respeitados e também achava que tinha algum jeito para ouvir, argumentar e ajudar a resolver conflitos entre pessoas. Admito que o Perry Mason pudesse ter também dado o seu contributo (risos). Acabei, assim, por escolher ir estudar Direito para a Católica no Porto porque as referências que me davam da Faculdade eram excelentes, onde tive, tal como todos que por lá passaram e passam, a sorte de ter um anjo da guarda de seu nome Rosa Lina. Guardo muito boas memórias dos tempos em que lá estudei, não só dos momentos de pândega, mantendo uma relação próxima com muitos colegas de curso e de outros anos.

 

Quais são os grandes desafios da sua atividade profissional, enquanto advogado?

Há vários, para além de manter os clientes e de lidar com a presença da inteligência artificial na nossa profissão, darei outros exemplos, nos quais o sentido de responsabilidade e a sensação do risco da profissão estão sempre presentes. Começando pelo contencioso, patrocinando os clientes em litígios nos tribunais. A preparação e a intervenção nas audiências de julgamento exigem muito de nós, impulsionam, entre outros, a nossa capacidade de organização e de concentração, a paciência, a resiliência, o foco, tudo por uma questão de brio profissional, como também para retribuir a confiança do cliente ao entregar-nos o seu assunto. Vivenciamos, ainda, momentos que nos provocam os sentimentos mais díspares, nomeadamente ansiedade, desilusão, frustração, alívio, satisfação ou, ainda, a sensação de missão cumprida. É evidente que há áreas de prática mais sensíveis, como o penal, onde patrocinamos clientes que são investigados ou acusados pela prática de crimes ou que deles foram vítimas, onde em muitos deles pode estar em causa a privação da sua liberdade. Um outro desafio surge na assessoria aos clientes, designadamente na negociação de acordos, na qual tenho um especial gosto de intervir e na qual nos deparamos, também, com o carrocel de emoções que antes descrevi. É um desafio constante, podemos até interiorizar determinados comportamentos, posicionamentos e técnicas que ajudam na negociação, mas há sempre variações, situações novas e inesperadas, pormenores que marcam a diferença, surpresas, momentos de improvisação, e por aí fora, tentando-nos manter objetivos, nem sempre é fácil, na defesa do cliente, diferenciados da forma como ele vive subjetivamente o seu assunto. Mais um desafio é conseguir convencer o cliente, quando percebemos que o caminho que pretende seguir não é o que acautela os seus interesses, a confiar no nosso trabalho, experiência e intuição, com quilómetros de terreno percorrido. E quando tal não sucede, abalada a confiança, essa pedra angular da nossa relação com o cliente, mantermo-nos independentes e termos a coragem de lhe dizer “terá que procurar outro advogado”.

 

Requer sempre alguma capacidade de improvisação…

Claro que sim, a advocacia não se faz a régua e esquadro. Esse é um dos pontos que reforça o gosto por aquilo que faço.
Por vezes, somos mesmo desafiados na nossa capacidade de improvisação e de imaginação e, por vezes, de invenção, no bom sentido, são competências que se trabalham, que se apuram, ao longo da vida.

 

O que é que o realiza enquanto advogado?

Gosto de me relacionar com as pessoas, dizem que tenho jeito e bom senso, algo que herdei de meus Pais.
O que me realiza é poder, através da minha profissão, dar apoio a quem me procura, aconselhar, ajudar a encontrar soluções para os assuntos que me apresentam. Quer numa perspetiva preventiva, quer depois do “caldo entornado”, o foco estará sempre em ajudar o cliente, estar ao seu lado nos bons e nos maus momentos, ouvi-lo a ele e à parte contrária com atenção e tempo, procurando a melhor solução para os seus interesses, retribuindo a confiança que depositou em nós.

 

Qual é a importância da formação ao longo da vida?

Quando terminei a licenciatura fiz uma pós-graduação em Estudos Europeus, na Católica, no Porto, então, dirigida pelo Professor Ernâni Lopes, de quem tive o privilégio de ser aluno, entre outros excelentes docentes. Tomei essa decisão por entender, e também por recomendação do meu Patrono, que fazia sentido continuar a fazer formação. Ao longo da minha vida tenho realizado outras formações nas minhas áreas de prática – laboral, penal/ contraordenacional e desporto - porque a atualização permanente do saber, a formação contínua, é estruturante da profissão de advogado, como é de todas as outras. Estou a poucos dias de fazer 58 anos e continuo a procurar conhecimento. E a partilha de conhecimento, também, é fundamental. É, aliás, o que faço com os estagiários, com os colegas mais novos que comigo trabalham e com outros colegas. A vida tem duas vias: dar e receber, recebendo-se na proporção do que se dá. Como considero que é um privilégio poder aprender com os outros, também sinto o dever profissional de partilhar aquilo que sei com outros, assim retribuindo o que recebo.

 

Dá formação também num curso da Católica Porto Business School.

Sim, há cerca de três anos fui convidado para lecionar na Católica Porto Business School na área de compliance, concretamente sobre a temática de whistleblowing e do Regulamento Geral de Prevenção da Corrupção. Estou grato à Professora Helena Gonçalves, desde logo, por me ter permitido regressar a esta Casa. E, desde então, tenho dado formação sobre estas temáticas a outras instituições e clientes. A partilha de conhecimento é essencial, sinto-me privilegiado por poder partilhar o que sei, permitindo a quem a recebe aproveitá-lo e usá-lo em benefício próprio.

 

“Há aprendizagens que não se esquecem.”

 

Que conselhos deixaria a quem vai entrar na Licenciatura em Direito da Católica no próximo ano letivo?

Essa pergunta é-me fácil de responder, porque a minha filha Inês está precisamente a terminar agora o curso de Direito na Católica. E os conselhos que lhe dei a ela são também os que aqui posso partilhar. O primeiro é que procurem perceber, o mais cedo possível, se esta é a área com que se identificam. E se não for nunca deverão sentir qualquer constrangimento em enveredar por outro caminho. O pior que pode acontecer é alguém manter-se contrariado numa licenciatura e seguir depois uma carreira profissional com a qual não se identifica, nela não se realiza. Gostar do que se faz é essencial. Profissionalmente, todos passamos por dias difíceis. Mas é diferente levantar-me e pensar “tenho de ir para o escritório” ou “quero ir para o escritório”. O mesmo vale quando somos estudantes: é um bom sinal quando sentimos vontade e motivação para ir para a faculdade ter aulas, aprender, estudar e, claro, conviver, tanto nos magníficos espaços que a Católica do Porto criou para os alunos, como fora deles. O segundo conselho é que valorizem e aproveitem as oportunidades que a Católica vos dá. Será suspeito da minha parte dizê-lo, mas digo-o com toda a convicção, a Faculdade de Direito tem programas de estudo modernos, com uma relevante componente prática associada à teórica, ambas exigentes e de qualidade, um excelente corpo docente, ótimas instalações e um ambiente muito propício ao crescimento pessoal e académico. Estudem, divirtam-se também, ai que saudades dos fins de semana e da Queima das Fitas. Tive tempo para tudo, de nada me arrependo durante o tempo de estudante, fui um aluno médio, fiz o curso nos 5 anos e formei-me com 13. Fundamental é perceber que ao estudar estão a adquirir conhecimento para a vida, seja qual for a área que venham a seguir: advocacia, diplomacia, consultoria, magistratura, docência ou outras. Ainda hoje recorro regularmente à Introdução ao Direito e ao Discurso Legitimador, do Professor Baptista Machado, uma referência doutrinal, pela qual estudei e que tenho abundantemente sublinhada. Há aprendizagens que não se esquecem. Aproveitem, os tempos de estudante que não se repetem e deixam memórias que jamais esquecerão. É sempre com muito orgulho que digo ser da Católica!

 

24-07-2025

Alumna da Católica Porto Business School, Ana Carvalho, integra comissão executiva da CGD

Foi recentemente anunciado o novo Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para o mandato 2025-2028. É com grande satisfação que vemos entre os nomes selecionados o de Ana Carvalho, alumna da Católica Porto Business School, que inicia agora funções como administradora executiva na equipa do CEO da CGD, Paulo Macedo. 

Com um percurso consolidado na banca, Ana Carvalho iniciou a sua carreira no BPI, na área de ‘corporate banking’, e viria a assumir mais tarde funções de destaque, incluindo a presidência executiva do Banco Português de Fomento. A sua nomeação para a administração da CGD confirma o reconhecimento da sua competência e da sua experiência no setor. 

Licenciada em Gestão pela Católica Porto Business School em 1996, Ana Carvalho regressou à Escola em 2005 para frequentar o MBA Executivo, consolidando o seu percurso com uma formação mais transversal e estratégica. “Depois desta experiência senti que precisava de novo de evoluir e aí decidi ir fazer o MBA da Católica Porto Business School, com o objetivo de sair da componente financeira pura e tentar abraçar conhecimentos de marketing e de comunicação”, partilhou em entrevista à Universidade Católica Portuguesa no Porto. 

Sobre a sua experiência académica, recorda a forma inovadora como os conteúdos eram transmitidos: “A forma de lecionar era já na altura muito inovadora e focada na construção do conhecimento prático. Senti-me sempre muito desafiada a questionar as realidades e a estar preparada para trabalhar em contextos distintos.” 

A sua trajetória espelha o tipo de formação que a Católica Porto Business School proporciona: prestigiante, humanística e com forte ligação ao tecido empresarial.  

A sua nomeação é também reflexo da missão da Católica Porto Business School: formar profissionais preparados para liderar, com uma formação académica de excelência, uma forte consciência ética e capacidade de transformar positivamente as organizações e a sociedade. É com orgulho que acompanhamos o percurso dos nossos alumni, certos de que continuam a deixar marca no mundo que os rodeia.

 

 

24-07-2025

Universidade Católica no Porto acolhe voluntários espanhóis em programa internacional de voluntariado

A Universidade Católica Portuguesa no Porto acolheu 32 voluntários espanhóis no âmbito do FLY, o programa internacional de voluntariado. No Porto, foram desenvolvidos 2 projetos com 3 instituições parceiras da CASO. O projeto “Porto de Esperança” contou com 6 voluntários e foi desenvolvido em parceria com a Cáritas Diocesana do Porto, onde os voluntários classificaram, selecionaram e organizaram roupas, realizaram o inventário de calçados e a informatização de medicamentos. Já na Porta Solidária, os voluntários apoiaram na confeção e serviço de refeições, assim como na limpeza da loiça e dos espaços. O projeto “Porto com futuro” contou com 4 voluntários que participaram em duas semanas lúdicas no Centro António Cândido, onde realizaram atividades como cozinha pedagógica, piscina, minigolfe, passeio de barco e muitas atividades lúdicas e de trabalho inter-relacional.

Nas palavras da voluntária Laura Velasco, aluna de direito e relações internacionais na Universidade Pontifícia Comillas: “A minha experiência de voluntariado na Cáritas e na Porta Solidária foi profundamente enriquecedora, tanto a nível pessoal quanto humano. Na Cáritas, colaborei organizando roupas e remédios e ajudando famílias em situação de vulnerabilidade. Na Porta Solidária, preparamos kits de alimentos e servimos jantares para moradores de rua. O contacto direto com realidades muito diferentes da minha permitiu que eu visse em primeira mão a dureza da pobreza, mas também a generosidade e a dignidade daqueles que têm muito pouco. Um gesto particularmente marcante foi o de um homem que, sem ter nada, quis dar-me o seu único euro como prova da sua gratidão. Ambas as organizações partilham a mesma missão: ajudar sem julgar e tratar todos com igualdade e respeito. Aprendi que a inclusão social depende tanto do compromisso individual quanto do apoio da comunidade, do acesso a recursos e da eliminação de preconceitos.”

Em Fornos de Algodres, Ansião, Estremoz, Sabrosa e Arraiolos, 22 voluntários integram 5 campos de trabalho de reabilitação de casas com o Just a Change até ao final do mês de agosto.

O programa FLY, que reforça o compromisso das universidades participantes com o desenvolvimento sustentável, pretende, sobretudo, sensibilizar as comunidades universitárias para os problemas de migração e dos refugiados e das pessoas em risco de exclusão social e realçar projetos de cuidados às pessoas e à comunidade.  O FLY é um programa de voluntariado internacional promovido pelas Universidades Jesuítas de Espanha: Comillas (Madrid), Deusto (Bilbao) e ESADE (Barcelona), Loyola (Andaluzia), IQS (Barcelona) e a Universidade Católica Portuguesa.

24-07-2025

Sol Menor vence Competição Nacional no Curtas Vila do Conde 2025

No passado fim de semana, foram revelados os vencedores da 33.ª edição do festival Curtas Vila do Conde numa cerimónia no Teatro Municipal de Vila do Conde. Entre os filmes distinguidos, “Sol Menor”, realizado por André Silva Santos, foi o grande vencedor da Competição Nacional.

O júri destacou a obra pela sua 'sensibilidade rara e construção emocional subtil'. Sol Menor, a primeira curta-metragem do realizador, conquistou o Prémio da Competição Nacional, atribuído pela Escola das Artes.

A par dos filmes de estudantes e professores da Escola das Artes que têm vindo a integrar a programação do festival, a Escola participa anualmente no Festival enquanto parceira, ao apoiar o prémio da Competição Nacional, atribuindo o Prémio Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa no valor de 1500€, que distingue o melhor filme nacional.

Mais informações sobre os vencedores desta edição no site oficial do Festival.

23-07-2025

Académicos e profissionais do setor jurídico debateram nova Proposta de Lei da Nacionalidade

A Escola do Porto da Faculdade de Direito acolheu, na passada sexta-feira, a conferência “A Nova Proposta de Lei da Nacionalidade: Princípios, Problemas e Perspetivas”, que reuniu académicos para uma análise crítica e transversal à proposta de alteração à Lei da Nacionalidade (Proposta de Lei n.º 1/XVII/1.ª), atualmente em discussão na Assembleia da República.

Na sessão de abertura, o diretor da Faculdade destacou a relevância do tema, sublinhando que “quando se discute a Lei da Nacionalidade, falamos, nem mais nem menos, do que da questão de saber quem somos, enquanto povo e, também, de quem queremos ser enquanto povo”. Alertou ainda para o peso das decisões nesta matéria, afirmando que “tudo isto exige especial cuidado e, talvez, especial exigência, na concessão da nacionalidade, mas também especial cuidado na sua retirada”.

Em representação do Governo, o Secretário de Estado Adjunto da Presidência, Rui Armindo Freitas, alumni da Católica Porto Business School, defendeu a proposta como uma resposta à necessidade de aprimorar a definição de quem é cidadão nacional, assegurando a sua “integração na comunidade política, e a participação ativa na condução dos seus destinos”. “Trata-se assim de uma matéria da maior relevância pelo que bem se compreende que a sociedade civil, nomeadamente a Academia, local por excelência de troca informada e livre de argumentos, esteja tão empenhada em escrutinar as decisões politico-legislativas nesta matéria”, concluiu.

Para avaliar a proposta sobre o seu fundamento do ponto de vista político e jurídico, em diálogo com o Direito Constitucional, Europeu e Internacional, intervieram os docentes Jorge Pereira da Silva, Marta Vicente e Patrícia Jerónimo. O Professor da Escola de Lisboa, Jorge Pereira da Silva, recordou que, embora a definição de quem é cidadão pertença aos Estados, “o Direito Internacional exige que a nacionalidade corresponda a uma conexão efetiva e genuína, razoavelmente forte e não adquirida de forma fraudulenta”. Já Marta Vicente, docente da Escola do Porto, abordou em detalhe a questão da aplicação da nova proposta de alteração à Lei da Nacionalidade no tempo, nomeadamente o seu regime transitório e a retroatividade ou retrospetividade das suas regras. Referiu que, apesar do legislador ter a liberdade para mudar a política de nacionalidade, essas mudanças não podem desconsiderar os direitos dos requerentes que já submeteram pedidos sob a lei vigente. A Professora Patrícia Jerónimo, docente da Universidade do Minho, lembrou que o regime atual é considerado um “modelo a nível mundial em termos de cidadania”, e criticou o argumento de que o Direito da União Europeia exigiria maior restrição no acesso à nacionalidade. Quanto à proposta da perda da nacionalidade configurar como sanção acessória aplicável a certos crimes, considera que seria preferível “se fosse adicionado algo à norma mais do que a indicação genérica de que a prática de crimes é, de um modo geral, contrária aos interesses do Estado” sugerindo que deveria existir uma conexão entre o crime praticado e uma lesão efetiva de interesses fundamentais do Estado.

No plano mais prático, Vitória Andrade e Silva, Conservadora de Registos e Diretora Adjunta da Conservatória do Registo Civil do Porto, apresentou dados estatísticos do IRN que comprovam a acumulação de um número elevado de pendências e que, em última análise, “podem ser desfavoráveis ao utente”, apelando assim à simplificação e à clareza no tratamento dos processos.

No painel dedicado aos impactos penais da proposta, a Professora Conceição Cunha expressou sérias dúvidas quanto à conformidade da proposta de pena acessória com o nosso quadro constitucional: “Faz sentido um nacional originário não poder perder a nacionalidade, e um naturalizado poder? Isto é necessário na situação atual?” Considerou que a proposta do Governo levanta “problemas com o princípio da proporcionalidade, da igualdade e da não discriminação”.

A conferência encerrou com a intervenção de Rui Moura Ramos, Professor da Universidade de Coimbra e ex-presidente do Tribunal Constitucional Português, que manifestou reservas quanto à retroatividade e à previsão de perda de nacionalidade. Sublinhou que esses aspetos exigem uma avaliação cuidadosa à luz da Constituição e alertou para os riscos de desequilíbrio entre os objetivos políticos e os princípios estruturantes do Estado de Direito.

23-07-2025

Transform4Europe revoluciona oferta educativa com Metacampus

Os estudantes de licenciatura da Universidade Católica Portuguesa já podem inscrever-se nas disciplinas optativas da Transform4Europe (T4EU) para o ano letivo de 2025/2026. Nesta edição, a Transform4Europe apresenta a oferta educativa com uma nova plataforma digital - o Metacampus

Os estudantes podem escolher um percurso especializado de acordo com as suas necessidades e interesses, entre três áreas disponíveis: Transformação Digital e Regiões Inteligentes; Transformação Ambiental e Sustentabilidade; ou Transformação Social, Construção de Comunidades e Inclusão. Dentro de cada percurso, existem várias disciplinas disponíveis lecionadas online.

As disciplinas são reconhecidas pela Católica e conferem ECTS. (Todos os créditos obtidos são considerados extracurriculares no âmbito do respetivo Plano de Estudos. A UCP reconhecerá os ECTS no âmbito do Suplemento ao Diploma.)

Em caso de dúvidas, contacte, por favor, t4eu@ucp.pt

 

Explore o Metacampus

 

O Metacampus da T4EU fornece um serviço centralizado para a publicação das ofertas educativas da aliança. O objetivo é criar um campus europeu multilingue comum, sem fronteiras, para cuidar do futuro das regiões, países e de toda a Europa.

O catálogo permite a aplicação de cursos e facilita o acesso direto a ambientes locais de e-learning, e é dirigido tanto a estudantes como a docentes.

23-07-2025

Workshops em Literacia em Saúde Mental e Primeiros Socorros Psicológicos envolveu mais de 900 estudantes da Católica

No âmbito do UCP2 Mental Health - Sistema Integrado de Atividades e Serviços de Saúde Mental e Bem-estar da Universidade Católica Portuguesa – e inserido no Programa para a Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior (financiado pela Direção-Geral do Ensino Superior), decorreu, ao longo do 2.º semestre do ano letivo, a 1.ª Edição do Ciclo de Workshops em Literacia em Saúde Mental e Primeiros Socorros Psicológicos.  

Esta iniciativa integrou um dos três grandes eixos do UCP2 Mental Health: a promoção do bem-estar dos estudantes e a prevenção de problemas de saúde mental.

Uma iniciativa para todos os estudantes da Católica

Destinado a todos os estudantes da Católica, o Ciclo desenvolveu-se presencialmente em Braga, Lisboa, Porto e Viseu – com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre questões e problemas de saúde mental, estratégias de autocuidado e de primeiros socorros psicológicos, bem como fomentar a identificação precoce de sinais de alerta, incentivando à procura de ajuda atempada.

4 Workshops com ferramentas práticas para cuidar da saúde mental

Foram dinamizados quatro Workshops, num total de seis sessões independentes, que abordaram problemáticas de saúde mental atualmente mais prevalentes entre os estudantes do ensino superior, como a ansiedade, a depressão e o stress:

Workshop 1 – Faz upload à tua saúde mental

Workshop 2 – Dá reset à ansiedade

Workshop 3 – Freeze or Fight? – Primeiros socorros psicológicos nos ataques de pânico

Workshop 4 – Dá ghost aos blue Mondays (depressão)

Adotou-se uma metodologia ativa e prática, que proporcionou uma experiência imersiva e facilitadora de aprendizagem. Destacou-se a forte participação dos estudantes nas diversas dinâmicas propostas, o que favoreceu a reflexão individual e coletiva.

Catarina Matias, estudante da Católica que participou neste Ciclo de Workshops, destacou a importância de “participar num projeto tão significativo, profundamente alinhado com as necessidades e desafios que os jovens enfrentam atualmente no que respeita à saúde mental. A pertinência do tema, aliada à sensibilidade e dedicação com que foi abordado, tornou esta experiência não apenas gratificante, mas verdadeiramente transformadora.”

Participação expressiva dos estudantes da Católica

O balanço da 1.ª Edição foi muito positivo, com a participação de 920 estudantes dos três campi da Universidade e da Sede, distribuídos da seguinte forma:

  • Braga: 210 estudantes
  • Lisboa: 328 estudantes
  • Porto: 329 estudantes
  • Viseu: 53 estudantes

No final das sessões, os estudantes destacaram como mais relevante:  

  • o dinamismo dos Workshops
  • as estratégias práticas e aplicáveis
  • os roleplays e exercícios de reflexão pessoal e em grupo
  • a pertinência das temáticas abordadas

Com base na sua experiência enquanto participante nos Workshops, a estudante Isabel Pereira reforçou que “foram sem dúvida fundamentais para nós, estudantes… Deram-nos voz! Fizeram-nos sentir aconchegados(as) e forneceram-nos, de forma dinâmica e ativa, uma bagagem de ferramentas úteis para reconhecer, cuidar e ajudar a nossa (e a de todos/as) Saúde Mental!”.

A Equipa UCP2 Mental Health, que organizou e dinamizou este 1.º Ciclo de Workshops junto dos estudantes, considerou esta experiência extremamente gratificante, enriquecedora e promotora de mudança. Reforçou ainda o “papel ativo e o interesse genuíno dos estudantes na construção do seu bem-estar, através da partilha de conhecimento, experiências e estratégias práticas para cuidar de si e dos outros”. Ouvir e atender às necessidades e preocupações dos nossos estudantes foi fundamental para a construção de uma comunidade académica mais resiliente, empática e atenta à Saúde Mental!

Próximas edições já em preparação

Considerando o compromisso do projeto, a importância e o sucesso desta iniciativa, foram lançados os preparativos para novos Ciclos de Workshops em Literacia em Saúde Mental e Primeiros Socorros Psicológicos do UCP2 Mental Health no próximo ano letivo.

 

23-07-2025

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