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Investigadores da Universidade Católica Portuguesa entre os melhores do mundo

Oito investigadores da Universidade Católica Portuguesa (UCP) foram reconhecidos entre os melhores do mundo, de acordo com a edição de 2025 do ranking World’s Best Scientists, publicado pela plataforma internacional Research.com. As áreas de destaque incluem Psicologia, Microbiologia, Biologia e Bioquímica, Ciências Sociais, Ciências Ambientais e Humanidades, evidenciando o impacto e a relevância das suas contribuições científicas.

Seis dos investigadores distinguidos pertencem ao Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), da Escola Superior de Biotecnologia. Na área de Biologia e Bioquímica, foram distinguidos Manuela PintadoCélia M. Manaia e Tim Hogg. A investigadora Paula Castro foi reconhecida em duas categorias: Biologia e Bioquímica e Ciências Ambientais. Em Microbiologia, destacou-se a investigadora Paula Teixeira e em Biologia das Plantas e Agronomia a investigadora Marta W, Vasconcelos.

No domínio das Ciências Sociais, foi destacado o investigador Arménio Rego, do Centro de Estudos em Economia e Gestão (CEGE) da Católica Porto Business School.

Na área da Psicologia, foi reconhecido Alexandre Castro-Caldas, do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem.

O ranking tem por base o D-index (Índice Disciplina H), que avalia o impacto científico a partir do número de publicações e citações exclusivamente dentro de cada área de investigação. Os dados foram atualizados até novembro de 2024, com recurso a fontes como OpenAlex e CrossRef. O objetivo da classificação é destacar os investigadores cujo trabalho se distingue pelo contributo significativo para o avanço do conhecimento e pelo impacto social das suas investigações.

Este reconhecimento reforça a missão da Universidade Católica Portuguesa em promover a excelência científica, consolidando o seu papel no panorama académico e na produção de conhecimento,” sublinha Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

A lista completa dos investigadores da UCP destacados no ranking World’s Best Scientists pode ser consultada aqui.

29-07-2025

Nota de pesar pelo falecimento da Professora Margarida Vieira

A Universidade Católica Portuguesa manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento da Professora Doutora Margarida Vieira, Professora Jubilada da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem e antiga diretora da Escola de Enfermagem (Porto) da UCP.

Ao longo de uma notável carreira, a Professora Margarida Vieira distinguiu-se como uma referência nacional e internacional na Enfermagem, tendo contribuído de forma decisiva para a valorização da profissão, para a formação de gerações de enfermeiros e para a consolidação da investigação em saúde. Reconhecida pelo seu rigor académico, pela sua integridade ética e pelo seu compromisso com a justiça no cuidado, foi agraciada com a Medalha de Ouro da Saúde pelo Ministério da Saúde.

A sua última lição, sob o tema “Na senda de um Cuidado Justo para Todos”, foi um momento de celebração da sua vida profissional e de reencontros.Nessa ocasião, deixou-nos uma mensagem que ecoará para sempre na nossa comunidade:

“Cuida! E tudo o que fizeres estará certo.” 

 

As exéquias serão celebradas na 5ª feira, dia 31 de julho, a partir das 10h30 na Igreja Nossa Sra. Conceição (Marquês-Porto) e o funeral será no mesmo dia e Igreja às 16h30.

A Universidade Católica Portuguesa apresenta as mais sinceras condolências à família, aos amigos e a toda a comunidade.

Que descanse em paz!

 

 

29-07-2025

Escola Superior de Biotecnologia integra projeto internacional que valoriza espécies negligenciadas e subutilizadas em todo o Mediterrâneo

A Escola Superior de Biotecnologia integra um novo projeto, o NUSTALGIC - Neglected and Underutilized Species for waTer hArvesting and buiLdinG clImate Change resilience, que pretende valorizar as espécies negligenciadas e subutilizadas (NUS) em todo o Mediterrâneo, não apenas pela sua contribuição para a agrobiodiversidade e a nutrição, mas também pela sua capacidade de tolerância às alterações climáticas e a oportunidade de gerar novas oportunidades socioeconómicas.

Coordenado por Marta Vasconcelos, investigadora no Centro de Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica Portuguesa, o NUSTALGIC é financiado pelo programa PRIMA – Partnership for Research and Innovation in the Mediterranean Area apoiado pela União Europeia.

Para além da valorização das espécies negligenciadas e subutilizadas em todo o Mediterrânico, o projeto defende a revitalização e modernização de hidro-tecnologias ancestrais, promovendo soluções sustentáveis e circulares, baseadas em conhecimento tradicional e inovação tecnológica. Por último, o NUSTALGIC procura promover emprego justo e transformador, com especial foco em mulheres, jovens e populações afetadas pela mecanização principalmente em alguns países do Mediterrâneo, e fomentar o entusiasmo por práticas agrícolas sustentáveis e produtos derivados de NUS.

Grande parte dos objetivos e indicadores do projeto serão implementados através das plataformas integradas e multi-ator denominadas DRIPS – NUSTALGIC DRy farming system multi-actor Innovation PlatformS.

O projeto arrancou oficialmente com a realização do seu Kick-Off Meeting, nos dias 7 e 8 de julho de 2025, na Universidade Católica Portuguesa – Centro Regional do Porto. A reunião contou com a participação presencial dos representantes das 11 instituições parceiras (5 centros de investigação, 3 universidades, 2 NGOs, 1 organização civil) de 8 países mediterrânicos (Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Marrocos, Líbano, Tunísia e Jordânia), contando ainda com alguns elementos a acompanhar online. Durante dois dias, os parceiros alinharam estratégias, objetivos e abordagens para dar início à implementação de um projeto que alia ciência, tradição e inovação social para responder aos desafios da agricultura no Mediterrâneo.

Estas plataformas são espaços colaborativos que reúnem investigadores, agricultores, empresas, decisores políticos, consumidores e membros das comunidades locais para co-criar e aplicar soluções inovadoras adaptadas a cada território. Serão estabelecidos quatro DRIPS principais – no Marrocos, Líbano, Tunísia e Jordânia –, que colaborarão com os restantes países parceiros. Estas plataformas incluirão locais de demonstração e inspiração, aproveitando infraestruturas existentes, como living labs, para envolver stakeholders e promover a adoção de boas práticas. Ao garantir a participação ativa e contínua dos diversos intervenientes, os DRIPS asseguram que as soluções desenvolvidas sejam relevantes, eficazes e sustentáveis a longo prazo.

O NUSTALGIC terá uma duração de 3 anos e pretende deixar um legado duradouro: sistemas agrícolas mais justos, resilientes, produtivos e sustentáveis, enraizados nas comunidades mediterrânicas e capazes de enfrentar os desafios das alterações climáticas, da escassez de água e dos sistemas alimentares.

29-07-2025

Isabel Capeloa Gil é eleita a nova Presidente da SACRU

Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, foi eleita como nova Presidente da Aliança Estratégica das Universidades Católicas de Investigação (SACRU) para o triénio 2025-2028. Paralelamente, o Governing Board elegeu Miki Sugimura, Presidente da Universidade Sophia, como nova Vice-Presidente da SACRU.

A eleição por parte do Governing Board da SACRU teve lugar no dia 27 de julho de 2025, em Guadalajara, México, sob a liderança do Presidente da SACRU, Professor Zlatko Skrbis, Vice-Chanceler e Presidente da Universidade Católica Australiana.
Na mesma reunião, o conselho de administração admitiu oficialmente a Pontificia Universidad Javeriana (Colômbia) como novo membro da Aliança.

Este é a primeira expansão da rede SACRU desde a sua fundação em 2020. Com esta adição, a Javeriana torna-se o nono membro da Aliança e a terceira universidade da América do Sul, depois da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Pontificia Universidad Católica de Chile.

 

Saiba mais sobre a aliança

29-07-2025

Papa Leão XIV distingue Isabel Capeloa Gil com o título de Dama da Ordem de São Silvestre Papa

Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, foi distinguida no dia 28 de julho com o título de Dama da Ordem de São Silvestre Papa, por decisão do Papa Leão XIV.

A entrega da insígnia foi feita pelo Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, Cardeal D. José Tolentino de Mendonça.

A Ordem de São Silvestre Papa é uma distinção pontifícia atribuída pela Santa Sé a leigos que se tenham destacado no exercício das suas responsabilidades profissionais e no compromisso com a Igreja e a sociedade.

29-07-2025

Universidade Católica Portuguesa no Porto e KPMG reforçam ligação através de dois acordos de parceria

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto e a KPMG Portugal assinam um protocolo geral de cooperação, reforçando a ligação entre ambas as entidades. Em paralelo, a Católica Porto Business School (CPBS) e a KPMG formalizam a adesão desta empresa ao Corporate Club da Escola, no formato Prestige, através da assinatura de um Memorando de Entendimento.

O protocolo assinado entre a Universidade Católica no Porto e a KPMG tem como fim promover o estreitamento das relações entre as duas entidades, através de medidas concretas que lhes permitam contribuir de forma mais estruturada para as suas missões, nomeadamente através da melhoria contínua das suas atividades, conscientes dos papéis que desempenham ao nível da responsabilidade social e da sustentabilidade.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP, afirma que “este protocolo simboliza uma vontade partilhada de aprofundar a colaboração entre a Universidade e o tecido empresarial, através de projetos concretos que contribuam para a formação integral dos nossos estudantes e para o desenvolvimento sustentável da sociedade”.

Já a adesão da KPMG ao Corporate Club da CPBS pressupõe a colaboração ativa com a Escola, através da participação em iniciativas conjuntas, partilha de conhecimento e aproximação aos estudantes.

João Pinto, diretor da Católica Porto Business School, refere que “é um orgulho podermos integrar a KPMG no Clube de Empresas da CPBS, porque reconhecemos na KPMG uma parceira de excelência, com quem partilhamos a ambição de formar profissionais preparados para liderar num mundo global, com responsabilidade e impacto positivo.”

Vítor Ribeirinho, Senior Partner/CEO da KPMG Portugal, destaca que “a parceria com a Universidade Católica e, em particular, com a Católica Porto Business School, é uma oportunidade para reforçarmos o nosso compromisso com a formação de talento e com a construção de pontes entre o mundo académico e o universo empresarial.”

Luís Magalhães, Head of Tax e membro da Comissão Executiva da KPMG, sublinha que “para a KPMG e para mim pessoalmente - enquanto alumni da Católica no Porto - o reforço da ligação das nossas entidades, à qual continuarei a dedicar a meu empenho e compromisso, é motivo de orgulho e satisfação.”

A assinatura dos acordos de colaboração decorre no dia 28 de julho, no Edifício Américo Amorim, no campus do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Estes acordos representam um passo significativo no fortalecimento das relações entre a Universidade Católica Portuguesa no Porto e o setor empresarial.

28-07-2025

Faculdades da Universidade Católica promovem Academias para estudantes brasileiros do ensino secundário

Experiências imersivas nas áreas da Enfermagem, das Artes e da Ciência. Em janeiro de 2026 vão realizar-se duas Academias, organizadas por três Faculdades da Universidade Católica Portuguesa, para estudantes brasileiros do ensino secundário.

Entre os dias 12 e 23 de janeiro, realiza-se a Academia de Artes e Ciência, iniciativa conjunta da Escola das Artes e da Escola Superior de Biotecnologia. Ao longo de duas semanas, os estudantes terão acesso a oficinas práticas em laboratórios e estúdios de arte, desenvolvidas em articulação com docentes e alunos das respetivas áreas. O programa alia criatividade, ciência e inovação, permitindo uma aprendizagem prática e transversal.

De 19 a 23 de janeiro, o Nursing Europe Camp, promovido pela Escola de Enfermagem (Porto) da UCP, vai proporcionar uma semana de contacto direto com o universo das profissões em saúde, com especial enfoque na Enfermagem. Durante uma semana, os participantes vão visitar hospitais e simular procedimentos reais, trabalhar com enfermeiros em contexto clínico e educativo e integrar a vida universitária.

Ambas as academias, com inscrições a decorrer, são lecionadas em português e decorrem em regime presencial no campus da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Os participantes vão ter, também, a oportunidade de conhecer e descobrir a cidade do Porto, classificada como Património Mundial da UNESCO. Visitas a locais emblemáticos e desafios de grupo prometem promover a cooperação e o espírito de equipa.

As academias de verão das Faculdades da Universidade Católica Portuguesa no Porto visam proporcionar uma experiência enriquecedora de contacto com o Ensino Superior em Portugal, incentivando decisões mais informadas quanto ao futuro académico dos jovens participantes.

 

 

25-07-2025

José Ricardo Gonçalves: “Valorizem as oportunidades que a Católica vos dá.”

José Ricardo Gonçalves é advogado e sócio na RBMS, árbitro e vice-presidente do Tribunal Arbitral do Desporto, é licenciado em Direito e pós-graduado em Estudos Europeus pela Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Os principais desafios da sua profissão? “O contencioso, a negociação, a presença da inteligência artificial e manter a confiança dos clientes”. Sobre a importância da formação ao longo da vida, refere que “a permanente atualização é uma dimensão estrutural da profissão de advogado.” Um conselho para os estudantes que se preparam para ingressar na Católica no próximo ano letivo? “Valorizem as oportunidades que a Católica vos dá.”

 

Quando é que o Direito passou a ser um plano para a sua vida?

O Direito, ou mais precisamente o querer ser advogado, passou a fazer parte do meu plano de vida essencialmente por influência de três pessoas. Desde logo, o meu Pai, que embora não fosse jurista, dirigia o departamento de pessoal, a que hoje se chama de recursos humanos ou de pessoas, de uma grande empresa alemã. Estava, por isso, muito envolvido com questões laborais, conduzindo negociações com sindicatos como diretor da ANIMEE e eu ouvia em casa as dinâmicas e os temas que faziam parte do seu trabalho diário, como fui ouvindo ao longo da sua vida os ensinamentos que me dava. Há, também, mais duas pessoas que influenciaram o meu percurso profissional: o Dr. Rodrigues Braga e o Dr. Manuel Cavaleiro Brandão, ambos advogados e próximos da minha família. Identificava-me com o serem advogados e, ainda por cima, respeitados e também achava que tinha algum jeito para ouvir, argumentar e ajudar a resolver conflitos entre pessoas. Admito que o Perry Mason pudesse ter também dado o seu contributo (risos). Acabei, assim, por escolher ir estudar Direito para a Católica no Porto porque as referências que me davam da Faculdade eram excelentes, onde tive, tal como todos que por lá passaram e passam, a sorte de ter um anjo da guarda de seu nome Rosa Lina. Guardo muito boas memórias dos tempos em que lá estudei, não só dos momentos de pândega, mantendo uma relação próxima com muitos colegas de curso e de outros anos.

 

Quais são os grandes desafios da sua atividade profissional, enquanto advogado?

Há vários, para além de manter os clientes e de lidar com a presença da inteligência artificial na nossa profissão, darei outros exemplos, nos quais o sentido de responsabilidade e a sensação do risco da profissão estão sempre presentes. Começando pelo contencioso, patrocinando os clientes em litígios nos tribunais. A preparação e a intervenção nas audiências de julgamento exigem muito de nós, impulsionam, entre outros, a nossa capacidade de organização e de concentração, a paciência, a resiliência, o foco, tudo por uma questão de brio profissional, como também para retribuir a confiança do cliente ao entregar-nos o seu assunto. Vivenciamos, ainda, momentos que nos provocam os sentimentos mais díspares, nomeadamente ansiedade, desilusão, frustração, alívio, satisfação ou, ainda, a sensação de missão cumprida. É evidente que há áreas de prática mais sensíveis, como o penal, onde patrocinamos clientes que são investigados ou acusados pela prática de crimes ou que deles foram vítimas, onde em muitos deles pode estar em causa a privação da sua liberdade. Um outro desafio surge na assessoria aos clientes, designadamente na negociação de acordos, na qual tenho um especial gosto de intervir e na qual nos deparamos, também, com o carrocel de emoções que antes descrevi. É um desafio constante, podemos até interiorizar determinados comportamentos, posicionamentos e técnicas que ajudam na negociação, mas há sempre variações, situações novas e inesperadas, pormenores que marcam a diferença, surpresas, momentos de improvisação, e por aí fora, tentando-nos manter objetivos, nem sempre é fácil, na defesa do cliente, diferenciados da forma como ele vive subjetivamente o seu assunto. Mais um desafio é conseguir convencer o cliente, quando percebemos que o caminho que pretende seguir não é o que acautela os seus interesses, a confiar no nosso trabalho, experiência e intuição, com quilómetros de terreno percorrido. E quando tal não sucede, abalada a confiança, essa pedra angular da nossa relação com o cliente, mantermo-nos independentes e termos a coragem de lhe dizer “terá que procurar outro advogado”.

 

Requer sempre alguma capacidade de improvisação…

Claro que sim, a advocacia não se faz a régua e esquadro. Esse é um dos pontos que reforça o gosto por aquilo que faço.
Por vezes, somos mesmo desafiados na nossa capacidade de improvisação e de imaginação e, por vezes, de invenção, no bom sentido, são competências que se trabalham, que se apuram, ao longo da vida.

 

O que é que o realiza enquanto advogado?

Gosto de me relacionar com as pessoas, dizem que tenho jeito e bom senso, algo que herdei de meus Pais.
O que me realiza é poder, através da minha profissão, dar apoio a quem me procura, aconselhar, ajudar a encontrar soluções para os assuntos que me apresentam. Quer numa perspetiva preventiva, quer depois do “caldo entornado”, o foco estará sempre em ajudar o cliente, estar ao seu lado nos bons e nos maus momentos, ouvi-lo a ele e à parte contrária com atenção e tempo, procurando a melhor solução para os seus interesses, retribuindo a confiança que depositou em nós.

 

Qual é a importância da formação ao longo da vida?

Quando terminei a licenciatura fiz uma pós-graduação em Estudos Europeus, na Católica, no Porto, então, dirigida pelo Professor Ernâni Lopes, de quem tive o privilégio de ser aluno, entre outros excelentes docentes. Tomei essa decisão por entender, e também por recomendação do meu Patrono, que fazia sentido continuar a fazer formação. Ao longo da minha vida tenho realizado outras formações nas minhas áreas de prática – laboral, penal/ contraordenacional e desporto - porque a atualização permanente do saber, a formação contínua, é estruturante da profissão de advogado, como é de todas as outras. Estou a poucos dias de fazer 58 anos e continuo a procurar conhecimento. E a partilha de conhecimento, também, é fundamental. É, aliás, o que faço com os estagiários, com os colegas mais novos que comigo trabalham e com outros colegas. A vida tem duas vias: dar e receber, recebendo-se na proporção do que se dá. Como considero que é um privilégio poder aprender com os outros, também sinto o dever profissional de partilhar aquilo que sei com outros, assim retribuindo o que recebo.

 

Dá formação também num curso da Católica Porto Business School.

Sim, há cerca de três anos fui convidado para lecionar na Católica Porto Business School na área de compliance, concretamente sobre a temática de whistleblowing e do Regulamento Geral de Prevenção da Corrupção. Estou grato à Professora Helena Gonçalves, desde logo, por me ter permitido regressar a esta Casa. E, desde então, tenho dado formação sobre estas temáticas a outras instituições e clientes. A partilha de conhecimento é essencial, sinto-me privilegiado por poder partilhar o que sei, permitindo a quem a recebe aproveitá-lo e usá-lo em benefício próprio.

 

“Há aprendizagens que não se esquecem.”

 

Que conselhos deixaria a quem vai entrar na Licenciatura em Direito da Católica no próximo ano letivo?

Essa pergunta é-me fácil de responder, porque a minha filha Inês está precisamente a terminar agora o curso de Direito na Católica. E os conselhos que lhe dei a ela são também os que aqui posso partilhar. O primeiro é que procurem perceber, o mais cedo possível, se esta é a área com que se identificam. E se não for nunca deverão sentir qualquer constrangimento em enveredar por outro caminho. O pior que pode acontecer é alguém manter-se contrariado numa licenciatura e seguir depois uma carreira profissional com a qual não se identifica, nela não se realiza. Gostar do que se faz é essencial. Profissionalmente, todos passamos por dias difíceis. Mas é diferente levantar-me e pensar “tenho de ir para o escritório” ou “quero ir para o escritório”. O mesmo vale quando somos estudantes: é um bom sinal quando sentimos vontade e motivação para ir para a faculdade ter aulas, aprender, estudar e, claro, conviver, tanto nos magníficos espaços que a Católica do Porto criou para os alunos, como fora deles. O segundo conselho é que valorizem e aproveitem as oportunidades que a Católica vos dá. Será suspeito da minha parte dizê-lo, mas digo-o com toda a convicção, a Faculdade de Direito tem programas de estudo modernos, com uma relevante componente prática associada à teórica, ambas exigentes e de qualidade, um excelente corpo docente, ótimas instalações e um ambiente muito propício ao crescimento pessoal e académico. Estudem, divirtam-se também, ai que saudades dos fins de semana e da Queima das Fitas. Tive tempo para tudo, de nada me arrependo durante o tempo de estudante, fui um aluno médio, fiz o curso nos 5 anos e formei-me com 13. Fundamental é perceber que ao estudar estão a adquirir conhecimento para a vida, seja qual for a área que venham a seguir: advocacia, diplomacia, consultoria, magistratura, docência ou outras. Ainda hoje recorro regularmente à Introdução ao Direito e ao Discurso Legitimador, do Professor Baptista Machado, uma referência doutrinal, pela qual estudei e que tenho abundantemente sublinhada. Há aprendizagens que não se esquecem. Aproveitem, os tempos de estudante que não se repetem e deixam memórias que jamais esquecerão. É sempre com muito orgulho que digo ser da Católica!

 

24-07-2025

Alumna da Católica Porto Business School, Ana Carvalho, integra comissão executiva da CGD

Foi recentemente anunciado o novo Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para o mandato 2025-2028. É com grande satisfação que vemos entre os nomes selecionados o de Ana Carvalho, alumna da Católica Porto Business School, que inicia agora funções como administradora executiva na equipa do CEO da CGD, Paulo Macedo. 

Com um percurso consolidado na banca, Ana Carvalho iniciou a sua carreira no BPI, na área de ‘corporate banking’, e viria a assumir mais tarde funções de destaque, incluindo a presidência executiva do Banco Português de Fomento. A sua nomeação para a administração da CGD confirma o reconhecimento da sua competência e da sua experiência no setor. 

Licenciada em Gestão pela Católica Porto Business School em 1996, Ana Carvalho regressou à Escola em 2005 para frequentar o MBA Executivo, consolidando o seu percurso com uma formação mais transversal e estratégica. “Depois desta experiência senti que precisava de novo de evoluir e aí decidi ir fazer o MBA da Católica Porto Business School, com o objetivo de sair da componente financeira pura e tentar abraçar conhecimentos de marketing e de comunicação”, partilhou em entrevista à Universidade Católica Portuguesa no Porto. 

Sobre a sua experiência académica, recorda a forma inovadora como os conteúdos eram transmitidos: “A forma de lecionar era já na altura muito inovadora e focada na construção do conhecimento prático. Senti-me sempre muito desafiada a questionar as realidades e a estar preparada para trabalhar em contextos distintos.” 

A sua trajetória espelha o tipo de formação que a Católica Porto Business School proporciona: prestigiante, humanística e com forte ligação ao tecido empresarial.  

A sua nomeação é também reflexo da missão da Católica Porto Business School: formar profissionais preparados para liderar, com uma formação académica de excelência, uma forte consciência ética e capacidade de transformar positivamente as organizações e a sociedade. É com orgulho que acompanhamos o percurso dos nossos alumni, certos de que continuam a deixar marca no mundo que os rodeia.

 

 

24-07-2025

Universidade Católica no Porto acolhe voluntários espanhóis em programa internacional de voluntariado

A Universidade Católica Portuguesa no Porto acolheu 32 voluntários espanhóis no âmbito do FLY, o programa internacional de voluntariado. No Porto, foram desenvolvidos 2 projetos com 3 instituições parceiras da CASO. O projeto “Porto de Esperança” contou com 6 voluntários e foi desenvolvido em parceria com a Cáritas Diocesana do Porto, onde os voluntários classificaram, selecionaram e organizaram roupas, realizaram o inventário de calçados e a informatização de medicamentos. Já na Porta Solidária, os voluntários apoiaram na confeção e serviço de refeições, assim como na limpeza da loiça e dos espaços. O projeto “Porto com futuro” contou com 4 voluntários que participaram em duas semanas lúdicas no Centro António Cândido, onde realizaram atividades como cozinha pedagógica, piscina, minigolfe, passeio de barco e muitas atividades lúdicas e de trabalho inter-relacional.

Nas palavras da voluntária Laura Velasco, aluna de direito e relações internacionais na Universidade Pontifícia Comillas: “A minha experiência de voluntariado na Cáritas e na Porta Solidária foi profundamente enriquecedora, tanto a nível pessoal quanto humano. Na Cáritas, colaborei organizando roupas e remédios e ajudando famílias em situação de vulnerabilidade. Na Porta Solidária, preparamos kits de alimentos e servimos jantares para moradores de rua. O contacto direto com realidades muito diferentes da minha permitiu que eu visse em primeira mão a dureza da pobreza, mas também a generosidade e a dignidade daqueles que têm muito pouco. Um gesto particularmente marcante foi o de um homem que, sem ter nada, quis dar-me o seu único euro como prova da sua gratidão. Ambas as organizações partilham a mesma missão: ajudar sem julgar e tratar todos com igualdade e respeito. Aprendi que a inclusão social depende tanto do compromisso individual quanto do apoio da comunidade, do acesso a recursos e da eliminação de preconceitos.”

Em Fornos de Algodres, Ansião, Estremoz, Sabrosa e Arraiolos, 22 voluntários integram 5 campos de trabalho de reabilitação de casas com o Just a Change até ao final do mês de agosto.

O programa FLY, que reforça o compromisso das universidades participantes com o desenvolvimento sustentável, pretende, sobretudo, sensibilizar as comunidades universitárias para os problemas de migração e dos refugiados e das pessoas em risco de exclusão social e realçar projetos de cuidados às pessoas e à comunidade.  O FLY é um programa de voluntariado internacional promovido pelas Universidades Jesuítas de Espanha: Comillas (Madrid), Deusto (Bilbao) e ESADE (Barcelona), Loyola (Andaluzia), IQS (Barcelona) e a Universidade Católica Portuguesa.

24-07-2025

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