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Novidades

Universidade Católica integra consórcio internacional para promover sistemas alimentares sustentáveis na Indonésia

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) integra o novo consórcio internacional FIND4S – "Reforçar a Capacidade do Ensino Superior para Sistemas Alimentares Sustentáveis Baseados em Dados na Indonésia". Este projeto Erasmus+ visa fortalecer o ensino superior indonésio na área dos sistemas alimentares sustentáveis, através da modernização curricular, da capacitação docente, da criação de centros de investigação e do investimento em infraestrutura laboratorial.

O consórcio é composto por 11 instituições – quatro europeias e sete indonésias. Da Europa, participam a KU Leuven, instituição coordenador (Bélgica), University College Dublin (Irlanda), Hochschule Anhalt (Alemanha) e a UCP, a qual se destaca pelo seu contributo académico e científico no domínio das ciências e tecnologias alimentares e sustentabilidade.

O Prof. Rui C. Morais, docente e investigador na Escola Superior de Biotecnologia e, coordenador do projeto , salienta que “a Universidade Católica Portuguesa traz para o projeto a sua vasta experiência em ensino e investigação, consolidada também pela sua participação no mestrado europeu BiFTec-FOOD4S.”

Com a duração de 3 anos (2024-2027), o projeto FIND4S marca uma importante etapa na cooperação internacional para sistemas alimentares mais sustentáveis, integrando tecnologias de dados, engenharia e modelos de ensino inovadores para responder aos desafios ambientais e sociais do setor.

 

17-06-2025

Católica Porto Business School e Ordem dos Economistas assinalaram os 40 anos da assinatura do Tratado de Adesão de Portugal à CEE

Na passada quinta-feira, 12 de junho, a Católica Porto Business School recebeu a “Conferência Comemorativa dos 40 anos da assinatura do Tratado de Adesão de Portugal à CEE”, um evento organizado em parceria com a Ordem dos Economistas, e que contou com o patrocínio do Bankinter e o apoio da APM – Associação Portuguesa de Management. 

A sessão de abertura esteve a cargo do diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, que traçou um balanço do caminho percorrido desde a adesão à CEE e deixou algumas reflexões para o futuro. “Não foi apenas uma decisão política. Foi, acima de tudo, uma escolha estratégica que moldou o desenvolvimento económico, social e institucional de Portugal ao longo dos últimos 40 anos”, afirmou. 

Luís Valente de Oliveira foi o primeiro keynote speaker. O antigo ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação, e antigo membro de comissões técnicas da OCDE e do Conselho da Europa, recordou a história e os protagonistas que tornaram possível a entrada de Portugal na CEE, bem como na Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA). “Para quem hoje exerce atividade, a entrada na EFTA já não significa muito, mas foi um verdadeiro banho de prosperidade para o país”, explicou. 

Seguiu-se a intervenção de Elisa Ferreira, antiga comissária europeia para a Coesão e Reformas e ex-ministra do Planeamento e do Ambiente. “Não adianta as pessoas poderem votar se não têm acesso à saúde, à educação, se não estão informadas, se não têm as condições mínimas de vida. A consolidação da democracia, que nos conduziu à adesão à CEE, impulsionou uma dinâmica de desenvolvimento extraordinária”, afirmou. 

A mesa-redonda contou com a presença do presidente do Círculo do Centralismo, Carlos Tavares, da presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), Dora Simões, de Ernesto Páscoa, investigador do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), e de José Oliveira, despachante oficial. A moderação ficou a cargo de Carlos Brito, presidente da Ordem dos Economistas – Norte. 
 
O encerramento do evento foi feito por António Rebelo de Sousa, membro da Direção Nacional da Ordem dos Economistas, que partilhou a sua experiência no contexto europeu. 

A sessão está disponível online. Pode consultá-la na íntegra aqui.

16-06-2025

Mestrado em Finanças da Católica Porto Business School entre os melhores do mundo segundo ranking do Financial Times 2025

O Mestrado em Finanças da Católica Porto Business School estreia-se no ranking Financial Times de Mestrados em Finanças 2025, ocupando a 52ª posição na Europa e a 63ª posição no Mundo. Este resultado assinala um marco para o programa, que alcançou esta distinção no seu primeiro ano de candidatura ao ranking.

A entrada neste ranking de referência global reforça de forma inequívoca a reputação e a visibilidade internacional do Mestrado em Finanças, posicionando-o entre os programas de excelência a nível mundial. De destacar o desempenho de elite em alguns dos critérios estabelecidos para avaliação, nomeadamente o 3º lugar a nível mundial no indicador de progressão de carreira dos seus alumni. Outros critérios com desempenho de destaque foram a diversidade de género dos estudantes do programa e do corpo docente da Escola, bem como o forte desempenho no indicador que relaciona o salário dos alumni e o investimento que fizeram no programa.

“A entrada do nosso Mestrado em Finanças no ranking do Financial Times 2025 é o reconhecimento de um trabalho contínuo de investimento na qualidade académica, na ligação ao tecido empresarial e no impacto que queremos gerar nos nossos estudantes e na sociedade. É também um sinal da crescente relevância da Católica Porto Business School no panorama do ensino internacional, reforçando a missão da Escola com a internacionalização”, afirma João Pinto, Diretor da Católica Porto Business School.

Para Paulo Alves, Diretor do Mestrado em Finanças e Vice-Diretor, “a entrada do programa para o ranking do Financial Times na sua primeira candidatura é um motivo de orgulho para a Católica Porto Business School. Este resultado destaca o nosso compromisso com o rigor académico e científico, com a constante atualização do programa, com a empregabilidade dos nossos alunos e com a formação de líderes responsáveis e preparados para os desafios globais. Importa também referir que este reconhecimento reflete a qualidade dos nossos alunos, dos nossos colaboradores e dos nossos docentes. Temos agora a ambição de subir neste competitivo ranking.”

A Católica Porto Business School, além de integrar também o Top 100 European Business Schools ranking 2024 do Financial Times, pertence a um restrito grupo de cerca de 1% de escolas de negócios em todo o mundo com o estatuto “Triple Crown” (AACSB, AMBA e EQUIS), sendo a única escola de negócios a deter este título no Norte do país e uma de apenas quatro em Portugal.

16-06-2025

Escola das Artes marca presença na EXPO 2025, em Osaka, com exposição de Nuno da Luz

A convite do Pavilhão de Portugal, a Católica leva uma programação de dois dias para a Expo 2025 - 18 e 19 de junho - que une arte, ciência e reflexão ambiental num dos maiores eventos internacionais do ano. Os principais destaques são "Poetry as an Echological Survival", exposição produzida pela Escola das Artes da UCP, com colaboração do CITAR, e o seminário “The Sea as Potential and Representation: Unlocking the Power of the Oceans”, organizado pela Universidade Católica Portuguesa, em colaboração com a Universidade de Sophia (Tóquio, Japão).

Poetry as an Echological Survival” é uma exposição-metodologia do artista e investigador Nuno da Luz. Propõe uma abordagem eco-sensível ao nosso entorno, focando nos seus elementos atmosféricos e ambientais e traduzindo-os numa série de ondas e vibrações à escala humana. Ao prestar especial atenção à interação entre fenómenos meteorológicos, geológicos e geográficos, re-situa a experiência do mundo no corpo de cada visitante – uma caixa de ressonância empática para uma miríade de comprimentos de onda.

Para o Pavilhão de Portugal na Expo 2025 Osaka Kansai, a iluminação é modulada em tempo real pela altura das marés em Osaka Bay, e dois gongos suspensos vibram de acordo com os dados de turbulência das ondas, acompanhados de registos recolhidos na praia de Yamada, Naraha, Fukushima. Recolhidas por Nuno da Luz em 2018 durante uma viagem de pesquisa de campo, estas gravações, juntamente com imagens panorâmicas da área - filmadas pela cineasta brasileira Ana Vaz - são aqui apresentadas pela primeira vez.

Consultar caderno da exposição.

Em articulação com a exposição, irá realizar-se no dia 18 de junho, às 14h00, no Pavilhão de Portugal, o seminário “The Sea as Potential and Representation: Unlocking the Power of the Oceans”, organizado pela Universidade Católica Portuguesa, em colaboração com a Universidade de Sophia (Tóquio, Japão), que propõe um olhar abrangente sobre os oceanos como fonte de sustentabilidade, inovação e inspiração cultural, no qual académicos e especialistas participarão num diálogo interdisciplinar, abordando o mar como fonte de potencial económico, sustentabilidade ambiental e inovação tecnológica, enquanto examinam o impacto social das representações culturais, artísticas e simbólicas.

Assistir online ao seminário aqui.

13-06-2025

Investigadoras do CLIL participam no Congresso “Vidas de Professores Hoje” com comunicações sobre desenvolvimento profissional docente e desafios no ensino superior

As investigadoras do Católica Learning Innovation Lab (CLIL) da Universidade Católica Portuguesa (UCP) participaram no congresso “Vidas de Professores Hoje: Desafios e Transformações (NeTLives – New Teachers Lives)”, que decorreu entre os dias 5 e 7 de junho de 2025, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. O encontro reuniu docentes, investigadores e especialistas nacionais e internacionais para refletir sobre os múltiplos fatores de mudança que têm impactado a profissão docente, bem como os desafios que se colocam num contexto educativo em permanente transformação.

Com comunicações centradas no desenvolvimento profissional docente e na complexidade da carreira académica, as representantes do CLIL partilharam experiências e resultados de iniciativas inovadoras desenvolvidas no ensino superior.

Na comunicação “Do geral ao específico: workshops como catalisadores do desenvolvimento profissional docente”, a investigadora Francisca Miranda abordou o papel dos workshops como instrumentos estratégicos de formação contínua de docentes. A apresentação incidiu em duas iniciativas do Laboratório de Inovação Pedagógica — o Ciclo de Workshops Pedagógicos e os Workshops Itinerantes — que têm promovido o envolvimento dos docentes em atividades formativas ajustadas às especificidades de diferentes áreas científicas, incentivando práticas pedagógicas mais reflexivas e colaborativas.

“Participar neste congresso foi uma experiência enriquecedora. Este foi um momento de partilha de práticas e de conhecimentos sobre iniciativas de desenvolvimento profissional docente, que também suscitou reflexões importantes sobre o impacto social da educação e sobre a urgência de democratizar a escola, tornando-a um direito fundamental e um espaço verdadeiramente de todos”, afirmou Francisca Miranda.

Por sua vez, as investigadoras Rita Tavares de Sousa e Inês Monteiro apresentaram a comunicação “A insustentável leveza do ser-se docente no Ensino Superior”, na qual exploraram os desafios enfrentados pelos docentes universitários perante a multiplicidade de papéis que assumem — ensino, investigação, gestão e ligação à comunidade. Com base num grupo de discussão com docentes do ensino superior, foram identificadas as principais tensões vividas, bem como as estratégias utilizadas para articular essas dimensões, evidenciando o impacto da sobrecarga de trabalho na identidade profissional, sobretudo entre aqueles que desempenham funções de liderança.

“A participação neste congresso revelou-se fundamental para refletir sobre os próximos passos deste estudo, ainda numa fase exploratória. O modo como os docentes se reconheceram (ou não) nos dados apresentados trouxe contributos valiosos para o aprofundamento da investigação. Ficou clara a importância da divulgação científica e do trabalho em rede como catalisadores de uma produção científica mais rigorosa e significativa”, referiu Inês Monteiro.

O congresso NeTLives constituiu-se como um espaço de diálogo, partilha e reflexão crítica sobre a docência na actualidade, reforçando a importância da inovação, da formação contínua e da valorização do percurso docente.

Mais informações sobre o evento podem ser consultadas no site oficial

13-06-2025

Ricardo Costa: “Não existem empresas extraordinárias sem pessoas extraordinárias.”

Ricardo Costa é presidente do Grupo Bernardo da Costa e autor do livro “A Felicidade é lucrativa”. Natural de Braga, fez o MBA da Católica Porto Business School, entre 2010 e 2012, experiência que descreve como um “grande desafio” e como uma oportunidade especialmente marcante pelas pessoas com quem se cruzou. Tem assumido os temas da felicidade no trabalho e da liderança humanizada como uma missão: “O que quero é que os empresários percebam que quanto mais investimos nas nossas pessoas, mais produtividade e mais rentabilidade temos.” Nesta entrevista, fala do desafio da requalificação motivado pelo desenvolvimento exponencial da inteligência artificial e confessa-se, também, um “defensor acérrimo da criação da Área Metropolitana do Minho”.

 

É Presidente do Grupo Bernardo da Costa. Que dimensão tem, atualmente, o grupo?

Somos um grupo que nasceu em 1957 e que hoje conta com 11 empresas em áreas muito diversas. A principal é a segurança eletrónica com presença em Portugal, Espanha, Brasil e Marrocos. Depois temos empresas em diferentes áreas como as casas inteligentes, áudio e vídeo profissional, Marketplace, a formação, consultoria, intermediação de crédito e literacia financeira... empregamos cerca de 380 pessoas e, em 2024, tivemos um volume de negócios superioe a 82 milhões de euros.

 

Quais são as suas principais referências?

A minha família. O meu avô, o meu pai e o meu tio, que conduziram o Grupo Bernardo da Costa, na altura ainda era só empresa, sempre tiveram uma cultura de valorização das pessoas. Sempre quiseram que os colaboradores se sentissem parte da família. Valores como o respeito, a solidariedade, a partilha, a segurança, a confiança e a cooperação já são praticados há 68 anos.

 

Qual é o maior desafio da posição que ocupa?

Ter as pessoas certas nos lugares certos, no momento certo. É isso que faço todos os dias. Procurar essas pessoas, motivá-las individualmente e em equipa. Este é o meu maior desafio. E, claro, contribuir com uma estratégia que permita antecipar tendências. Se não for possível antecipar, pelo menos não ficar atrás. Mas o segredo está mesmo em antecipar.

 

É autor do livro “A Felicidade é Lucrativa” e um dos conceitos centrais do livro é a liderança humanizada. De que forma é que o Grupo Bernardo da Costa aplica este conceito?

Aí está um tema onde conseguimos antecipar uma tendência. Porque nós não falamos de liderança humanizada em 2025, mas já há muitos anos. Em 2017, criámos o nosso Departamento da Felicidade que foi o primeiro em Portugal. Temos colhido os frutos de termos antecipado esta tendência e necessidade, tanto ao nível da rotatividade como, acima de tudo, da nossa capacidade de atrair os melhores talentos. Porque não existem empresas extraordinárias sem pessoas extraordinárias.

 

Portugal está no bom caminho? Há cada vez mais pessoas a praticar uma liderança humanizada?

Acredito que há mais líderes a apostar nisto, até porque é incontornável. Ou as empresas adotam este caminho, ou acabam por perder as pessoas para outras geografias, que é o que infelizmente já acontece em larga escala. Precisamos do bom talento, aquele que as nossas universidades formam tão bem e a Católica é um excelente exemplo disso. Felizmente, está a fazer-se esse caminho. Cada vez há mais líderes a defender esta liderança empática e humanizada e eu estou convencido de que vai mesmo ser incontornável. O mercado vai encarregar-se de demonstrar que, a não ser que atuem em nichos muito específicos, em setores altamente rentáveis, as empresas vão precisar das melhores pessoas para competir. E para ter as melhores pessoas, é preciso tratá-las bem.

 

Que características considera imprescindíveis para uma liderança humanizada?

Coerência, consistência, bom senso e empatia. A inteligência emocional é fundamental. É preciso saber o que é realmente relevante, é preciso colocar-se no lugar do outro quando se analisa uma situação, um comportamento ou uma atitude.
É preciso, também, saber tolerar e até fomentar o erro. Não podemos mais criminalizar o erro. O erro faz parte do crescimento. Não há inovação nem disrupção sem erro. Claro que se for o mesmo erro duas ou três vezes, já não é erro, é uma decisão. O bom líder também tem de ser um facilitador, um agente da mudança. A mudança é o novo normal. Nunca como hoje aquela frase de Darwin foi tão importante – “Não é o mais forte nem o mais inteligente que sobrevive, mas o que melhor se adapta à mudança.” Ao mesmo tempo, é fundamental que o líder perceber o propósito das pessoas com quem trabalha e fomentar a criação de relações em contexto de trabalho, está mais que demonstrado que relações de amizade criadas em contexto profissional aumentam até sete vezes o comprometimento das pessoas com a organização. Acima de tudo, o líder tem de dar o exemplo, com empatia, com capacidade de inspirar e motivar.

 

Há uma expressão que sei que não gosta particularmente – “reter talento”. Porquê?

Não gosto e até me causa urticária. Já mudei cartazes de conferências por causa disso. Não podemos falar em retenção de talento, mas em atração de talento. Devemos atrair quem queremos contratar e continuar a atrair quem já está connosco. É como num casamento: a mulher não retém o marido ou o marido a mulher. Eles têm de se atrair constantemente para que nenhum queira desistir ou deixar a relação. Nas empresas é igual.

 

A questão da felicidade no trabalho já não é apenas um objetivo profissional, mas assume-a também como uma causa na sua vida …

Interessa-me verdadeiramente transformar a forma como se pensa o trabalho. A maioria das pessoas encara o trabalho como um sacrifício necessário para ganhar um ordenado e comprar coisas que supostamente trazem felicidade. Mas está mais do que provado que essa felicidade, baseada em bens materiais, é muito efémera. Passamos a maior parte do nosso tempo acordado a trabalhar e, por isso, se o trabalho não for um momento de felicidade, toda a nossa vida deixa de fazer sentido. É esta a minha causa. Acredito profundamente nisto. Não faz sentido que tanto tempo da nossa vida seja passado em ambientes tóxicos e infelizes. Por isso, o que quero é fazer com que os empresários percebam que quanto mais investimos nas nossas pessoas, mais produtividade e mais rentabilidade temos. Mas há também uma missão: proporcionar às pessoas que trabalham connosco um ambiente saudável, seguro, que respeite o bem-estar e o equilíbrio entre vida pessoal, profissional e familiar.

 

Em 2010, vem fazer o MBA à Católica Porto Business School. Qual foi a sua motivação?

Vim pelo desafio pessoal e porque, naturalmente, valorizo sempre a formação e a qualificação ao longo da vida. Portugal é o segundo pior país da OCDE nesse aspeto. Eu quero contrariar esta tendência e procuro, regularmente, fazer formação.

 

O que é que mais o marcou?

Sem dúvida, as pessoas que conheci: os colegas e os professores, muitos dos quais ainda mantenho contacto. A partilha com todas essas pessoas foi mesmo o mais importante e marcante. As semanas internacionais também foram muito importantes, tanto em São Paulo como em Barcelona. Foi uma experiência que valeu muito a pena e que me permitiu reforçar e consolidar conhecimentos que já tinha e adquirir muitos outros novos. Mas foi um grande desafio, porque o MBA era mesmo muito intenso, tínhamos aulas semanalmente e havia sempre muitos trabalhos e solicitações e, para além disso, também tínhamos de ter tempo para estudar as matérias e realizar os trabalhos.

 

Como é que olha para o desenvolvimento exponencial da tecnologia e da inteligência artificial?

O que a inteligência artificial e o desenvolvimento tecnológico não conseguem substituir são as pessoas e a partilha genuína das experiências. Olho para estes avanços tecnológicos como uma ótima oportunidade para nos requalificarmos e realizarmos tarefas cada vez mais produtivas e prazerosas. E deixar as tarefas mais aborrecidas para as máquinas.

 

Considera que, de alguma forma, a inteligência artificial pode contribuir positivamente para a felicidade no trabalho e para a realização profissional?

Acho que sim. No sentido em que permite que algumas funções, que são de facto muito monótonas, sejam automatizadas. Assim, essas pessoas poderão dedicar-se a algo mais prazeroso, que exija competências mais desenvolvidas e inatas. Mas isto traz-nos o grande desafio da requalificação. Basta ver o que dizem pessoas como o Bill Gates: entre 30% a 40% das funções atuais vão ser desempenhadas por inteligência artificial nos próximos 10 anos. Isto não significa que 30% a 40% das pessoas vão ficar sem trabalho, mas sim que essas pessoas terão de se requalificar para fazerem outras coisas.

 

Uma viagem especialmente marcante?

A Lapónia foi, sem dúvida, marcante. Já com mais de 40 anos voltei a sentir-me um menino, quase a acreditar no Pai Natal (risos). Toda a experiência com as renas, os huskies, a aldeia do Pai Natal, as auroras boreais… marcou-me muito.
Também gosto muito do Brasil. Temos negócios lá, por isso vou com alguma frequência. O Brasil conquista-me pelas pessoas, que nos fazem sentir em casa.

 

Apesar de viajar muito, sabe bem voltar a Braga …

Sabe muito bem-estar em Braga. Acabei de vir do Vietname, Laos e Camboja, viagem que gostei muito, mas entrar em casa, dormir na minha cama… não há nada que pague isso. Sou um defensor acérrimo de Braga e do Minho, e da criação de uma área metropolitana do Minho. Entre 2021 e 2024 fui presidente da Associação Empresarial do Minho. Hoje sou presidente do Conselho Geral. Em 2016, fui nomeado embaixador empresarial de Braga. A Associação foi a primeira a propor a ideia da criação de uma área metropolitana do Minho, agora adotada por vários candidatos às autárquicas. O antigo Ministro da Economia, António Costa e Silva, dizia que este polígono – composto por Braga, Guimarães, Famalicão, Barcelos e Viana - era o motor da economia nacional. E é verdade: pela capacidade industrial, pela inovação tecnológica, pelas indústrias têxteis, pela metalomecânica, pela construção civil e, também, pelas tecnologias da informação. Infelizmente, não recebemos do Governo central o mesmo que contribuímos para o país – em criação de riqueza, emprego e exportações. Está na hora dos autarcas da região se unirem para mostrar a força em conjunto. O problema é que cada um tem falado por si, com uma visão ainda muito minifundiária. Temos de perceber que juntos somos muito mais fortes e que a cooperação é fundamental.

 

12-06-2025

Pedro Abrunhosa e José Azeredo Lopes debatem os novos sentidos da Soberania na Escola Superior de Biotecnologia

O que é (hoje) a Soberania? Este foi o mote para mais uma Conversa sobre Ciências & Sociedade que contou com a participação de José Azeredo Lopes, docente e coordenador do International Studies Programme da Faculdade de Direito da Universidade Católica, e do músico Pedro Abrunhosa.

O conceito de soberania deixou de estar exclusivamente ligado ao poder dos Estados sobre o seu território físico e passou a abranger dimensões tão diversas como a cultura, a tecnologia, a ciência, a energia ou a própria identidade individual. Num diálogo vivo e multidisciplinar, moderado por Tim Hogg, docente e coordenador da Licenciatura em Ciências e Sociedade da Escola Superior de Biotecnologia, discutiu-se como, num mundo global e interdependente, a soberania se fragmenta, reinventa e ganha novos sentidos.

Sem uma afirmação no plano cultural e digital, um dia não poderemos dizer que somos soberanosafirmou Pedro Abrunhosa, sublinhando a necessidade de afirmação ativa na cultura e no espaço digital para garantir autonomia.

Se perdermos a língua estamos a liquidar parte da nossa soberania, sem que percamos o território. Quem se identifica junta-se, quem se junta tem um território, quem tem um território tem uma estrutura de poder: esta é a construção de soberania que cada vez mais se afasta de uma noção territorial,”, destacou José Azeredo Lopes.

A conversa, que decorreu no dia 5 de junho no Auditório Comendador Arménio Miranda, no Edifício de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, integra o ciclo Conversas sobre Ciências & Sociedade que pretende destacar a importância da multidisciplinaridade e do cruzamento de saberes para se dar resposta aos desafios do mundo atual.

 

12-06-2025

Universidade Católica acolheu seminário para pensar e praticar a Transparência no setor da Economia Social

Vamos Cozinhar a Transparência? — Um roteiro pela Prestação de Contas Transparente na Economia Social” foi o nome do seminário promovido pela Área Transversal para a Economia Social (ATES) da Universidade Católica Portuguesa com o objetivo de cultivar, de forma coletiva e crítica, novas formas de pensar e praticar a Transparência no setor da Economia Social. A iniciativa, que decorreu a 4 de junho, reuniu oradores e participantes de várias geografias, territoriais e de saberes, num encontro que combinou reflexão crítica, partilha de experiências e práticas colaborativas em torno de um tema central para o setor: a Prestação de Contas transparente.

Partindo da metáfora em torno do verbo “cozinhar” — associado ao cuidado, à partilha e à transformação —, o Seminário assentou num roteiro sensorial e participativo: da escuta atenta à partilha de ferramentas, passando por conversas entre viajantes e hortas metafóricas onde se semearam ideias para o futuro.

O encontro teve início com a intervenção de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP, e Bruno Coutinho, em representação do BPI/Fundação "la Caixa", seguindo-se a apresentação do roteiro percorrido no âmbito do Projeto “Transparência nas Organizações de Economia Social Portuguesas”e a exploração de um menu para uma Prestação de Contas mais transparente porAnabel Cruz, do Instituto de Comunicación y Desarrollo (ICD — Uruguai).

Durante a manhã, os participantes puderam escolher entre três sessões paralelas — dedicadas aos temas da Governação, da Comunicação e do Impacto —, onde tiveram lugar diálogos críticos e participados. Na parte da tarde, o encontro desenrolou-se em torno de três hortas temáticas — espaços de conversa e experimentação em que se discutiram Impacto e Prestação de Contas Descendente e Ascendente. O Seminário terminou com a apresentação do “Kit de Jardinagem”, composto por três ferramentas — a Norma ONG Calidad, do Instituto para la Calidad de las ONG (ICONG); o Código de Conduta da Plataforma Portuguesa das ONGD; e o Mecanismo de Prestação de Contas Transparente criado pela ATES/UCP —, pensadas para apoiar as organizações na construção de práticas gestionárias mais claras, cuidadas e participadas.

Mais do que um evento pontual, este Seminário foi um encontro movido por uma vontade genuína de “cozinhar” em conjunto, possibilidades para uma Prestação de Contas mais consciente e transformadora, interpelando e implicando cada participante numa reflexão aprofundada sobre formas de pensar, comunicar e legitimar o trabalho no setor da Economia Social.

O projeto “Transparência nas Organizações da Economia Social portuguesas” é promovido pela ATES/UCP – Porto e apoiado pela Fundação Porticus e pelo BPI/Fundação "la Caixa".

 

Mais informação aqui

12-06-2025

CASO celebra ano de voluntariado e impacto na comunidade

Chegou ao fim mais um ano de voluntariado da CAtólica SOlidária (CASO) que contou com 400 estudantes voluntários em experiências regulares, pontuais e internacionais em diferentes instituições parceiras.

Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa da UCP, destaca que "É com grande satisfação e orgulho que encerramos mais um ano repleto de aprendizagens, parcerias consolidadas e impacto social, gratas por cada momento partilhado e motivadas a continuar a construir pontes entre a academia e a comunidade através do voluntariado que tanto nos move.”

“É com alegria que vejo o voluntariado a crescer, este ano o número de voluntários regulares aumentou 40%, o que demonstra um maior envolvimento dos alunos em ações de voluntariado e o seu compromisso em contribuir ativamente para Comunidade”, refere Constança Barbosa, coordenadora da CASO.

Para encerrar o ano e permitir a reflexão sobre a importância do voluntariado, a CASO, o núcleo de voluntariado da Católica no Porto, organizou dois eventos para voluntários e instituições parceiras.

Os voluntários estiveram reunidos no Encontro Final, no dia 20 de maio, para um peddy paper pela Universidade. Através de palavras cruzadas, de um quizz e de diferentes dinâmicas de equipa, os voluntários puderam refletir sobre os momentos mais felizes e desafiantes no voluntariado e, também, puderam discutir sugestões e dinâmicas para o futuro. Um encontro que reforçou os laços entre voluntários e que permitiu a partilha de experiências.

“A experiência de voluntariado na CASO teve um grande impacto em mim, tanto a nível pessoal como académico. Aprendi a valorizar mais o trabalho em equipa e a escuta ativa, desenvolvi empatia pelas diferentes realidades sociais e ganhei uma maior consciência do meu papel enquanto cidadã. Além disso, ajudou-me a crescer em responsabilidade e a sentir que posso contribuir de forma concreta para a mudança na comunidade”, partilhou Joana Mariano, estudante da Católica Porto Business School e voluntária da área Ser + Especial.

Já no dia 5 de junho, decorreu a sessão de encerramento do ano com as instituições parceiras. A sessão contou com um momento informal com o Professor Robert Bringel, especialista na metodologia Aprendizagem-Serviço, para refletir sobre os desafios e oportunidades desta metodologia. Já Filipe Pinto, docente da Universidade Católica e responsável da Área Transversal de Economia Social, conduziu uma apresentação intitulada “Avaliar para Crescer: O Impacto Social como Motor de Desenvolvimento”, com o objetivo de ajudar os parceiros a entender melhor como avaliar o impacto das atividades que realizam.

Durante o encontro com as instituições parceiras, foram, também, destacados os principais números, as principais atividades desenvolvidas, e a avaliação do trabalho voluntário realizado pelos estudantes voluntários. Marcaram, também, presença no evento Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, e Marta Vasconcelos, membro da Equipa Executiva do Centro Regional do Porto.

Com esta iniciativa, a CASO encerra formalmente o seu ano letivo de atividades, embora prossiga com os preparativos para o envio de voluntários aos programas de voluntariado internacional FLY e GAS’África, que terão lugar nos meses de julho e agosto.

11-06-2025

RUMO à Saúde abre portas a oportunidades internacionais para estudantes de Enfermagem

A Universidade Católica Portuguesa no Porto promoveu a 3.ª edição do RUMO à Saúde – Oportunidades Internacionais, um evento dedicado à empregabilidade e mobilidade internacional na área da Saúde. Dirigida sobretudo a estudantes finalistas da Licenciatura em Enfermagem, esta iniciativa visou dar a conhecer possibilidades concretas de trabalho fora de Portugal, num setor com forte procura de profissionais qualificados a nível europeu.

Realizado em formato online, o evento reuniu um hospital universitário – o Centro Hospitalar Universitário de Liège – e seis empresas internacionais de recrutamento - Amplia Talents, Holalemania, Moving People, Temporales Group (Care Talent), Ventimiguis e Vitae Professionals.

A apresentação das empresas esteve a cargo de Tânia Costa, docente e coordenadora das Relações Internacionais e Mobilidade da Escola de Enfermagem (Porto) da UCP. A sessão contou com a presença de cerca de 100 estudantes finalistas, refletindo o interesse crescente pelas oportunidades de internacionalização no início de carreira.

A iniciativa, que decorreu a 2 de junho, integra a estratégia da Universidade Católica no apoio à empregabilidade dos seus estudantes, levada a cabo pelo Serviço de Estudantes e Empregabilidade, que tem a seu cargo a organização de eventos e feiras de empregabilidade, oficinas de empregabilidade, portal de emprego, apoio a estágios e apoio aos estudantes nesta temática.

11-06-2025

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