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Novidades

Inovação e Inclusão: A Inteligência Artificial em Enfermagem

No Dia Internacional do Enfermeiro, celebrado a 12 de maio, as Escolas de Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa reforçam o seu compromisso com a inovação e inclusão na área da enfermagem, com ênfase na utilização da Inteligência Artificial. Alguns dos projetos atualmente em desenvolvimento representam um avanço significativo na personalização do tratamento, especialmente voltado para a população mais vulnerável, como idosos e crianças.

Perante o constante avanço da tecnologia, as Escolas de Enfermagem (Lisboa e Porto) da Universidade Católica Portuguesa têm-se dedicado a incorporar essas ferramentas nas suas práticas educativas e de pesquisa, nomeadamente na área da saúde, tendo em conta os novos desafios que se apresentam e o equilíbrio necessário no uso da tecnologia em paralelo com o desenvolvimento de competências interpessoais, na formação dos estudantes, que enfrentarão novos desafios enquanto futuros enfermeiros.

Paulo Alves, diretor da Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa, assume que a Escola "está a preparar os alunos para o futuro com ferramentas para a prática clínica”. Neste contexto, estão atualmente a ser desenvolvidos projetos de investigação que visam o uso de tecnologias avançadas como a termografia, a medição de humidade transepidérmica e ultrassons, integrando ainda ferramentas de inteligência artificial como machine learning e deep learning nos campos do ensino e da prática clínica. Esta visão integradora, não disruptiva da evolução tecnológica, não só prepara os estudantes para o futuro da enfermagem como também se foca na melhoria da qualidade de vida das comunidades mais vulneráveis, incluindo idosos e crianças.

Estes projetos incluem o desenvolvimento de recursos educativos que utilizam a inteligência artificial para simular diagnósticos e tratamentos, proporcionando uma formação prática sem precedentes para os estudantes de enfermagem. Estes representam também um enorme potencial para melhorar a qualidade dos cuidados de saúde, em especial das comunidades mais vulneráveis como idosos e crianças, contribuindo de uma forma positiva na personalização do tratamento e na humanização dos cuidados evidenciados pela prestação de cuidados de excelência.

As Escolas de Enfermagem (Lisboa e Porto) da Universidade Católica Portuguesa promovem também a transferência da investigação para a comunidade, através de serviços de extensão universitária que envolvem o corpo docente, investigadores e estudantes. Nesta relação, é fundamental a importância do cuidado centrado no indivíduo e nas comunidades, particularmente nas mais vulneráveis, reforçando o compromisso social da Universidade com a inclusão e o cuidado integral. Conciliando a introdução de novas tecnologias e a melhoria das condições ou cuidados prestados, esta inovação passa, por exemplo, pelo uso da tecnologia para prevenir úlceras de pressão em pessoas totalmente dependentes ou em cadeira de rodas, uma preocupação comum neste tipo de cuidados.

Outro dos exemplos de grande relevo na prevenção e tratamento, é a investigação na área do tratamento das feridas, que permite uma personalização mais eficaz, com um protocolo definido através da leitura de dados, retirados por fotografia, sem necessidade de uma extensa inserção dos mesmos de forma manual e assente em conjeturas gerais.

Por tudo isto, os estudantes das Escolas de Enfermagem da UCP, são peças-chave no desenvolvimento e incorporação destes projetos, uma vez que participam ativamente tanto na investigação como na implementação das tecnologias. Desde a codificação de algoritmos até à aplicação direta das tecnologias em cenários clínicos, os alunos estão na vanguarda deste campo emergente. João Alves, estudante de Doutoramento envolvido nestes projetos, refere que "É incrivelmente gratificante saber que o nosso trabalho não só contribui para o nosso desenvolvimento profissional, mas também tem um impacto direto na vida das pessoas.”

Ao desenvolver projetos que interligam a investigação, a educação e a inclusão, a Universidade Católica Portuguesa não só está a preparar os seus estudantes para serem profissionais de excelência como também está a moldar o futuro da enfermagem, tornando-a mais inclusiva e acessível a todos. Com isso, a Instituição destaca-se como uma referência na vanguarda da utilização de novas tecnologias no ensino, proporcionando aos seus alunos uma formação prática, interdisciplinar e dinâmica.

10-05-2024

Paulo Alves: “Só quando pensamos na Enfermagem de forma preventiva é que podemos ter uma noção do seu real impacto”

Paulo Alves é Diretor da Escola de Enfermagem (Porto) e diretor-adjunto da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa. É enfermeiro, docente, investigador e especialista na área do tratamento de feridas. É, também, mergulhador nos tempos livres. Nas Berlengas ou no Mar Vermelho, garante que é uma experiência “impressionante” e que os enfermeiros e os mergulhadores têm coisas em comum. Nesta entrevista, falamos sobre os desafios da Enfermagem, a importância da inovação e dos valores que orientam o ensino da Enfermagem na Universidade Católica. Maior motivação para a vida? “A família é a minha motivação para ser feliz”.

 

O que é que um enfermeiro e um mergulhador têm em comum?

Têm em comum duas coisas muito importantes. Primeiro, há um fator risco muito elevado. No mergulho podemos pagar com a vida, literalmente. Na Enfermagem, nós zelamos pela vida dos outros. Por isso, este fator risco de pagar com a vida também existe na Enfermagem. Tanto no mergulho como na Enfermagem, devemos pensar em antecipar e programar e estar atentos aos sinais que nos podem colocar em risco. Principalmente, quando olhamos para a Enfermagem não só do ponto de vista curativo, mas, também, e acima de tudo, do ponto de vista da prevenção. Só quando pensamos na Enfermagem desta forma é que conseguimos ter uma verdadeira visão sobre a sua importância e o seu impacto. O segundo ponto que têm em comum é que o mergulhador precisa de verificar o equipamento antes de mergulhar. A Enfermagem também nos obriga a antecipar e a verificar se está tudo preparado para o procedimento que se segue. É preciso ter a capacidade de antecipar, para que possamos ser capazes de dar a resposta certa. Seja no oceano, seja num hospital com os pacientes, é necessário acautelar todos os riscos, é preciso antever e definir um plano. No mergulho, não posso entrar na água se vejo que as marés estão fortes ou sem verificar oxigénio e o tempo que tenho. O mesmo se passa nas feridas e no tratamento que faço: pondero sempre qual vai ser o prognóstico e que complicações é que podem advir.

 

O que é que se sente quando se está com a cabeça dentro de água?

Faço mergulho há muitos anos e é impressionante porque sempre que mergulho esqueço-me de tudo o que tenho à minha volta. Quando meto a cabeça dentro da água passo a estar num outro ecossistema. Literalmente. Abre-se um mundo novo de possibilidades à minha frente para eu ir descobrir.  

 

É uma prática desportiva de equipa?

Sem dúvida. Quando mergulhamos vamos sempre descobrir algo novo e é impossível conseguir fazê-lo sem ser em equipa. No mergulho, nunca podemos estar sozinhos, porque os riscos associados a esta prática são muito grandes.  O mergulho obriga a uma confiança enorme na equipa que vai connosco. Se um sobe, o outro também sobe. Nunca ninguém fica para trás.

 

Não gosta de estar sozinho?

Não gosto nada. Preciso de estar com pessoas, com família e amigos. Até no desporto: acho que não gosto de correr porque é uma atividade muito solitária. Vivo para estar com as pessoas, para colaborarmos e nos desenvolvermos em conjunto. É uma característica que me define bem.

 

E a Enfermagem também não se faz sozinha…

Os enfermeiros trabalham sempre em equipa. Tomamos decisões de forma autónoma, e outras são decisões interdisciplinares, mas, no fim do dia, é o trabalho de equipa que faz toda a diferença. Além disso, envolvemos sempre o doente e a sua família nas decisões, pois acreditamos que a colaboração com todos os envolvidos é fundamental para alcançar o melhor resultado. Quem ousa dizer que consegue fazê-lo de forma isolada não vai conseguir da melhor forma. Não é possível.

 

É diretor da Escola de Enfermagem – Porto da Católica e (colocar cargo na FCSE). Quais são as principais prioridades do seu mandato?

A nossa prioridade é sermos inovadores na forma como ensinamos e investigamos. Acima de tudo, temos de olhar para as necessidades da Saúde. São muito diferentes das que tínhamos antes, portanto, temos de ser capazes de adaptar os currículos dos programas, temos de adaptar as novas capacidades – do ensino e dos nossos docentes - e otimizá-las para as novas realidades. É nossa prioridade trazer inovação e tecnologia para o ensino, mas também para a prestação de cuidados de saúde. Preparamos os futuros enfermeiros para as necessidades do mundo.

 

“A matriz humanista e cristã diferencia-nos muito.”

 

O que é que tem sido mais desafiante no cargo de liderança que ocupa?

É inevitável trazer de novo a questão da equipa e do facto de ninguém conseguir fazer nada sozinha. Como diretor, não tenho outra forma de atingir os objetivos se não for através do envolvimento de todos. A Gestão tem processos que são muito solitários, mas aquilo que me tem fascinado é a procura pela mobilização das pessoas. Como é que se envolve uma equipa, levando a que tenham todos um foco comum? É isto que tenho tentado fazer. O meu empenho está concentrado nisto. É um grande desafio.

 

Que valores orientam o ensino da Enfermagem na Universidade Católica?

A matriz humanista e cristã diferencia-nos muito. Os valores que orientam a forma como ensinamos os nossos estudantes têm muito impacto. Nós centramo-nos muito no apoio aos mais vulneráveis. Para além disto, os enfermeiros são quem acompanha as pessoas em todo o seu ciclo de vida. Do nascimento até à morte. Não podemos ter medo de acompanhar as pessoas também na morte, isto é muito importante. É por isso que nos preocupamos tanto com a humanização e é um fator que nos distingue verdadeiramente.

 

É especialista na área do tratamento das feridas. Como é que se cruza com esta área?

No meu primeiro ano de trabalho como enfermeiro, estive a prestar cuidados de enfermagem no estabelecimento prisional do Porto, em Custóias. Comecei a ter um contacto próximo com situações de violência física e psicológica dentro da prisão e percebi que as lesões apareciam com alguma frequência. Refiro-me tanto a lesões mais simples como a lesões cirúrgicas. Mais tarde, quando também estive a trabalhar no Hospital de S. João e no Hospital de Gaia, voltei a perceber que a área das lesões e das feridas estava demasiado dispersa e que havia alguma falta de conhecimento. Dentro da Enfermagem temos várias especialidades, mas nessa altura a área da ferida crónica não tinha este espaço e esta atenção. Havia muito pouca evidência científica sobre este tema e eu comecei a interessar-me muito. Não era só a ferida aguda por motivo de trauma ou acidente, mas também a ferida crónica que muita gente tem, como o pé diabético, ou as feridas que muitos idosos apresentam por estarem acamados.

 

“A Universidade Católica foi pioneira na valorização da área do tratamento de feridas.”

 

A área das feridas é uma área abrangente?

É um campo enorme, sem dúvida. Mas eu comecei a debruçar-me especialmente não nas feridas de rápida cicatrização – uma queimadura simples ou uma ferida cirúrgica -, mas nas feridas que têm vinte ou trinta anos e que não cicatrizam. Percebi que estas feridas crónicas estão na comunidade. Os números dizem que cerca de 70% destas feridas estão na comunidade e nas famílias. Uma verdadeira epidemia escondida. Não havia números sequer. Nós não sabíamos onde é que estas pessoas estavam.

 

E assim começou a sua área de investigação…

Sim, para além de manter a prática clínica, comecei a especializar nessa área e a fazer formação específica. Quando chego à Universidade Católica, em 2009, é, precisamente, por causa desta área. Comecei logo por implementar a área da prevenção e do tratamento de feridas e a lecionar uma unidade curricular dedicada em exclusivo a esta área. Aliás, o meu primeiro estudo nesta área procurou perceber o tempo que as escolas de enfermagem, farmácia e medicina dedicavam à área das feridas. Pude concluir que muitas vezes havia seis horas dedicadas a este tema num curso de 4 anos, por exemplo. A Universidade Católica foi pioneira na valorização desta área e em trazer este tema para o ensino e para a investigação. Atualmente, somamos cerca de 20 anos de investigação e de evidência sobre este tema. Temos, hoje em dia, novos instrumentos e dispositivos médicos para uso no tratamento de feridas. Temos, também, um caminho de investigação partilhada nesta área com outras faculdades da Católica, por exemplo, com a Escola Superior de Biotecnologia. Somos os primeiros, a nível nacional, a trabalhar as feridas, as ostomias e a incontinência, oferecendo uma pós-graduação sobre isto. É importante referir que, hoje em dia, a Ordem dos Enfermeiros já reconhece como competência acrescida a áreas das feridas, coisa que não acontecia há uns anos, precisamente porque faltava evidência científica sobre esta área. É uma área que tem tido uma franca evolução. Para além de estar presente nos nossos programas de licenciatura e mestrado, temos também já estudantes de doutoramento que exploram este tema. Temos, também, ensino pós-graduado estamos a desenvolver agora novas tecnologias, quer no diagnóstico, quer no tratamento. Foi a Universidade Católica que permitiu este caminho.

 

“A investigação tem um lugar muito importante, porque foi a investigação que me trouxe esta dúvida constante, esta permanente insatisfação.”

 

O que é que o move?

A família! É o mais importante. É a família que tolera os meus maus feitios, mas acima de tudo, a família é a minha motivação para ser feliz. A investigação tem, também, um lugar muito importante, porque foi a investigação que me trouxe esta dúvida constante, esta permanente insatisfação. O que é extremamente desafiante e motivador. Tenho a sorte de poder variar a minha vida profissional entre a parte clínica, que muito valorizo porque me permite estar em contacto com a comunidade, a docência, que me realiza muitíssimo, e a investigação, que é sempre um grande desafio.

 

Bons locais para mergulhar em Portugal?

Gosto muito de mergulhar nas Berlengas, sem dúvida. Gosto também do Algarve e da Madeira. Os Açores também são excecionais, mas eu ainda não tive a oportunidade de fazer lá mergulho. Há, ainda, um sítio fabuloso que é em Vila Chã aqui no Norte. Está nesse local um submarino alemão afundado desde a II Guerra Mundial a cerca de 33 metros de profundidade. É um mergulho arriscado, porque a zona tem marés e correntes complexas.

 

Um mergulho inesquecível?

No Mar Vermelho. Foi absolutamente extraordinário. Tem uma imensa riqueza de vida animal e a visibilidade que se tem dentro de água é muito maior. Tem animais de grande porte! E o risco é maior, o que nos dá uma grande adrenalina.

 

09-05-2024

Estudantes da Universidade Católica enchem as ruas da Invicta no cortejo da Queima das Fitas

As cores dos cursos da Universidade Católica Portuguesa no Porto encheram as ruas da cidade do Porto durante o cortejo da Queima das Fitas. Para os muitos caloiros e finalistas este é “o dia mais feliz do ano”. Festejam-se as conquistas e os sonhos, festeja-se a Academia!

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, felicitou todos os estudantes da Universidade Católica no Porto com o desejo de “que as memórias do cortejo e da semana académica se perpetuem para sempre”.

Estudantes das faculdades da Católica no Porto – Faculdade de Direito, Católica Porto Business School, Escola das Artes, Escola Superior de Biotecnologia, Escola de Enfermagem, Faculdade de Educação e Psicologia e Faculdade de Teologia (plurilocalizada) – desfilaram pela Invicta, a pé ou à boleia dos carros alegóricos. Muito sol, bengalas, cartolas, gritos de celebração, convívio, alegria sem fim. O dia ficou marcado pela festa e pela emoção. Os finalistas celebraram o fim da sua jornada académica e já havia nostalgia no ar. Pois, claro! Uma vez Católica, para sempre Católica.

A edição da Queima das Fitas de 2024 decorre de 4 a 11 de maio com uma agenda preenchida. É organizada pela Federação Académica do Porto e é a maior festa académica do país.

08-05-2024

Candidaturas abertas para Prémios “Economy and Society”

Até 22 de maio, as candidaturas encontram-se abertas para os Prémios “Economy and Society” da Fundação Centesimus Annus Pro Pontifice. Estes prémios internacionais irão galardoar jovens investigadores e publicações na área da Economia e Ciências Sociais com até 20 mil euros.

Existem duas bolsas destinadas a jovens investigadores até aos 35 anos que estudem a aplicação de novos modelos de desenvolvimento socioeconómico, em linha com os princípios de inclusão e sustentabilidade da Doutrina Social da Igreja.

Além destas bolsas, existe ainda um prémio para publicações notáveis, lançadas após 2019, que contribuam para a explicação, desenvolvimento ou implementação da Doutrina Social da Igreja no contexto atual.

Os projetos ou trabalhos considerados podem ser em francês, inglês, italiano, português, espanhol, alemão ou polaco.

Para efetuar a candidatura, consulte os documentos oficiais:

 

BOLSAS PARA JOVENS INVESTIGADORES

 

PRÉMIO PARA PUBLICAÇÕES

 

Para mais informação, contactar: centannus.award@foundation.va

 


 

Applications open for Economy and Society Awards

Applications are open until May 22 for the Economy and Society Awards of the Centesimus Annus Pro Pontifice Foundation. These international awards will grant young researchers and publications in the field of economics and social sciences with up to 20,000 euros.

There are two scholarships for young researchers up to the age of 35 who study the application of new models of socio-economic development, in line with the principles of inclusion and sustainability of the Social Doctrine of the Church.

In addition to these scholarships, there is also a prize for outstanding publications, issued after 2019, which contribute towards explaining, developing or applying the Church's Social Doctrine in today's context.

The projects or works can be in French, English, Italian, Portuguese, Spanish, German or Polish.

To apply, please consult the official documents:

 

YOUNG RESEARCHERS SCHOLARSHIPS

 

PUBLICATIONS AWARD

 

Para mais informação, contactar: centannus.award@foundation.va

08-05-2024

Estudantes da Faculdade de Direito vencem torneio de debates universitários

Mateus Costa e Marta Cansado, estudantes da Escola do Porto e da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, venceram a 5ª edição do Open da Católica, um torneio de debates que reúne estudantes das mais diversas Sociedades de Debates de todo o país. Organizado pela Sociedade de Debates da Católica no Porto (SdDCP), esta edição do torneio contou com mais de 70 participantes.  

Mateus Costa, estudante do 3.º ano do curso de Direito da Escola do Porto, afirma que “a vitória na Grande Final do Open da Católica 2024, em conjunto com a Marta Cansado, foi o culminar de um longo percurso de aprendizagem e de treino nos debates semanais da SdDCP e nos torneios nacionais e regionais de debate.” “Espero que a nossa conquista inspire os alunos da Universidade Católica”, conclui. 

Para além da vitória, ambos os vencedores, também, ficaram posicionados no Top10 de melhores oradores do Torneio, tendo ficado Marta Cansado em 5.º lugar e Mateus Costa em 8.º lugar.

Esta conquista orgulha a Universidade, reforçando o seu compromisso com a excelência e a formação integral dos alunos. Parabéns!

08-05-2024

CLIL: Mais de 50 docentes dos 4 campi da Universidade Católica participam no arranque da 2ª edição das Comunidades de Aprendizagem e Prática

A 2ª edição das Comunidades de Aprendizagem e Prática (CAP), organizada pelo CLIL | Católica Learning Innovation Lab, arrancou com a presença de mais de 50 docentes dos quatro campi da Universidade Católica Portuguesa (UCP), com o objetivo de projetarem e implementarem, colaborativamente, cenários inovadores de aprendizagem.

Isabel Vasconcelos, vice-reitora da UCP, acolheu os facilitadores e participantes presentes na sessão de lançamento das CAP, realçando a importância destas iniciativas de desenvolvimento profissional docente promovidas na UCP.  “Ressalto o caráter inovador das dinâmicas promovidas pelo CLIL, em que a formação é realizada pelos próprios docentes, entre pares, com partilha de experiências e aprendizagem colaborativa”, acrescentou a vice-reitora.

A seguir, Elsa Costa e Silva, da Universidade do Minho, partilhou um relato da sua ampla experiência como participante e facilitadora de Comunidades de Aprendizagem e Prática. “Efetivamente, a partilha com os pares que desenvolvemos em termos da nossa Comunidade de Prática foi essencial para que eu pudesse ir ajustando o meu processo de transformação como docente”, afirmou a oradora convidada, reforçando as mais-valias do trabalho colaborativo no âmbito das CAP.

 

4 Comunidades de Aprendizagem e Prática mobilizam 72 participantes e 13 facilitadores

Nesta edição, que arrancou a 23 de abril, serão implementadas quatro Comunidades em torno das temáticas: Curtas de Aprendizagem Ativa, Aprendizagem baseada em Projetos e Problemas, Aprendizagem-Serviço e Inteligência Artificial e ensino. Esta iniciativa pretende proporcionar espaços de exploração de novas metodologias e estratégias pedagógicas que permitam repensar e transformar a prática pedagógica no ensino superior.

Um total de 85 docentes estarão envolvidos nesta atividade que se estenderá por oito meses, com encontros mensais de estudo, partilha e reflexão entre os pares. As comunidades serão dinamizadas por uma equipa de facilitadores, composta por representantes de diferentes unidades académicas da UCP.

 

Primeira experiência com participação interinstitucional

Pela primeira vez, as CAP contam com participantes de outra instituição. Nesta edição, seis docentes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/Brasil) vão integrar as comunidades com o intuito de estabelecer trocas de experiências, que têm em vista promover aprendizagens de docentes de ambos os contextos. Na sequência, esses docentes partilharão a sua experiência com os seus colegas da UNICAMP, envolvendo, assim, mais profissionais interessados em refletir sobre as suas práticas pedagógicas.

“Esta cooperação com outras instituições nacionais e internacionais é um passo importante na consolidação das ações do CLIL, pois abre caminhos para intercâmbios de práticas e de conhecimentos, o que é fundamental no desenvolvimento de ações de inovação pedagógica que sejam efetivamente significativas para os nossos estudantes”, destaca Diana Soares, coordenadora do CLIL.

08-05-2024

Católica Porto Business School é o mais recente membro da Association of African Business Schools (AABS)

A Católica Porto Business School aderiu, recentemente, à Association of African Business Schools (AABS), uma organização de reconhecimento internacional, que define padrões de educação empresarial em África e que reúne escolas de negócios de vários países africanos e europeus.

A Católica Porto Business School mantém uma relação de cooperação e proximidade com o continente africano, em vários projetos e desafios. E um dos principais eixos de atuação, e já com mais de uma década, é cooperação ao nível da formação executiva, nomeadamente na gestão do Programa Atlântico, uma pós-graduação internacional em Gestão, de tripla diplomação, facultada pelas três escolas de negócios das Universidades Católicas de Angola (Católica Luanda Business School), Brasil (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e Portugal (Católica Porto Business School).  

É com base nesta experiência que João Pinto, Diretor da Católica Porto Business School, afirma: “Acreditamos no potencial que existe em África, não só a nível das competências transferíveis, que emergem dos contactos multiculturais que esta relação proporciona, mas também em tópicos onde acreditamos que as escolas de negócios africanas podem abrir caminho para uma discussão muito rica. Vemos esta adesão como uma grande oportunidade para fomentar ainda mais a colaboração intercontinental, promover padrões globais e contribuir para o desenvolvimento de profissionais para uma sociedade global, sustentável e ética.”

Para a Católica Porto Business School, integrar a Association of African Business Schools é uma excelente oportunidade de promover a colaboração entre escolas de negócios europeias e africanas, assente numa troca de perspetivas diversas e multiculturais, e apoiar de forma mais próxima o desenvolvimento do ensino e formação empresarial em África. 

07-05-2024

Qual é papel dos enfermeiros na Saúde Mental Materna?: Escola de Enfermagem (Porto) assinala Dia da Saúde Mental Materna

A Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa assinalou o Dia da Saúde Mental Materna, que se celebra todos os anos na primeira quarta-feira do mês de maio, desafiando para a reflexão sobre o papel preponderante dos enfermeiros na identificação precoce e na intervenção nos problemas de saúde mental das Mães.

“Nasce um filho e nasce uma mãe”, afirma Maria João Guerra, docente da EE (Porto). Neste sentido, torna-se crucial que haja não só um cuidado com o recém-nascido, mas, também, com a “recém-mãe”, uma vez que decorrem grandes alterações hormonais e desequilíbrios emocionais, num período de grande adaptação a um novo papel.

Os enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica são aqueles que mais competências têm para identificar e intervir nestas situações, uma vez que estão dotados de estratégias que podem partilhar com as recém-mães.

 

Os desafios da maternidade

Os enfermeiros, pela intervenção de proximidade, são aqueles que mais oportunidades têm para identificar alterações ao nível mental nas mulheres durante a gravidez, no parto e no pós-parto. O nascimento de um filho revela-se, assim, um momento de grande felicidade, mas também de diversos desafios, como a privação do sono, a alteração de rotinas familiares, as alterações ao nível emocional da mãe em relação ao novo “eu” que também nasce.

Perante tais fenómenos, é importante que os enfermeiros estejam atentos e dotados de competências para serem capazes de identificar alterações que podem ser patológicas, como a depressão pós-parto.

 

Como dar apoio a estas mães?

Maria João Guerra explica que uma das formas de dar mais apoio a estas recém-mães seria através de visitas domiciliares regulares por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica, nos meses após o nascimento do recém-nascido, uma vez que é no seio familiar que muitas vezes se denota, de forma subtil, indícios de alterações ao nível mental. Alguns desses indícios passam por aspetos que muitas vezes identificamos como normais numa mãe com um bebé recém-nascido, por exemplo, o olhar triste e vazio, o manter a casa sempre escura, o apresentar-se pouco cuidada, entre outras.

A intervenção terá de se iniciar pela via da promoção, sendo crucial que seja dada a oportunidade as estas mães, antes do parto, de saberem quais as emoções que poderão sentir, quais as estratégias que podem utilizar e quais os recursos que existem para as ajudar. Esta oportunidade não é dada na maioria das vezes, uma vez que a maioria dos cursos, quer de preparação para o parto ou de preparação para a parentalidade, não abordam as questões emocionais de uma forma mais aprofundada. Outro grande desafio prende-se com a falta de recursos públicos disponíveis. Os recursos pagos existem, mas têm um custo elevado, tornando-se inacessíveis para grande parte das pessoas.

03-05-2024

Católica Porto Business School assina acordo com a Michigan State University

A Católica Porto Business School tem um novo acordo para os estudantes ao nível da licenciatura com a Michigan State University, nos Estados Unidos da América.

Através deste acordo, a Católica Porto Business School vai poder receber alunos de licenciatura da Michigan State University durante um ano letivo, um semestre ou para frequentarem as Summer Schools, os programas internacionais de formação de curta duração que a Católica Porto Business School promove anualmente.

Este acordo de mobilidade abre portas a uma nova possibilidade de internacionalização da escola e da cidade do Porto, reforçando o compromisso da Católica Porto Business School em se tornar uma escola global.  

A Michigan State University é uma universidade reconhecida a nível global e acreditada por uma das mais prestigiadas agências de acreditação internacionais, a AACSB (Association to Advance Collegiate Schools of Business).

02-05-2024

Ana Mesias: “A Católica tem uma dinâmica muito própria.”

Ana Mesias tem 22 anos e é estudante do Mestrado em Engenharia Biomédica da Escola Superior de Biotecnologia. Licenciada em Bioengenharia pela mesma faculdade, garante que sempre soube que queria trabalhar na área da saúde para poder contribuir para o bem-estar das pessoas. Atualmente, vive em Stanford. Ganhou uma bolsa e está a fazer investigação na Universidade de Stanford para a sua tese de mestrado. Uma experiência única, claro, mas também tem saudades de Portugal! Da família, amigos e, claro, da comida.

 

É estudante do Mestrado em Engenharia Biomédica na Escola Superior de Biotecnologia e, atualmente, está na Universidade de Stanford a fazer investigação para a sua tese de mestrado. Como é que surge essa oportunidade?

Estava eu a fazer scroll no Instagram (risos), quando me aparece um anúncio da bolsa Fulbright que dizia “Queres fazer investigação nos Estados Unidos, no âmbito do teu Mestrado?”. Eu fiquei logo interessada e fui explorar. Durante a Licenciatura, eu já queria ter tido uma experiência internacional através do programa Erasmus, mas por causa da pandemia não foi possível. Depois de ver este anúncio, percebi que podia ter aqui uma oportunidade única e candidatei-me.

 

O que é que mais a entusiasmou?

O facto de ir para os Estados Unidos, porque quando pensava em ter uma experiência internacional nunca pensei que seria fora da Europa. Cheguei a Stanford em fevereiro e fico cá até junho. Durante estes meses estou a fazer investigação no departamento de Fisiologia Molecular e Celular, da Faculdade de Medicina, para a minha tese de mestrado.

 

É licenciada em Bioengenharia pela Católica. Porquê escolher esta área para estudar e porquê escolher a Universidade Católica?

No secundário, gostava de biologia, química e matemática. A Bioengenharia liga todas estas áreas. Para além disso, também gostava muito da área da saúde. A Bioengenharia revelou-se uma opção que não me limitava e que me permitia ter em aberto todas estas minhas áreas de interesse. Descobri o curso de Bioengenharia da Católica quando estava a pesquisar cursos na internet. Tropecei no curso e fui explorar mais sobre o plano curricular. Também sabia que a Católica privilegiava muito o contacto próximo entre estudantes e professores e isso pesou muito na minha decisão.

 

O que é que mais a fascinou no curso?

O plano curricular do curso é bastante abrangente e dá as ferramentas e as bases para que depois cada estudante possa construir o seu caminho. No meu caso, como sempre tive um fascínio pela área da saúde, fiquei logo muito interessada no ramo da engenharia biomédica. Cativou-me muito a parte de poder construir dispositivos médicos ou desenvolver compostos que vão responder às necessidades de saúde das pessoas. Comecei a olhar para os materiais e a pensar na forma de os aplicar à saúde.

 

“Dei os meus primeiros passos na Investigação através do Clube dos Investigadores!”

 

Sempre se interessou pela área da saúde?

Desde o início que queria algo ligado à saúde, mas fui tendo essa confirmação ao longo do curso. Quando terminei a licenciatura, soube que queria aprofundar os conhecimentos no mestrado em Engenharia Biomédica.

 

Através da Engenharia Biomédica, que tipo de aplicações médicas é que podem ser desenvolvidas?

Podemos desenvolver algoritmos para fazer análises de imagens de  imagiologia médica ou até o desenvolvimento de próteses. Órgãos transplantáveis produzidos por cultura celular também já começam a ser uma realidade dentro desta área, aliada à medicina regenerativa. É uma área muito abrangente, com muito caminho para percorrer e que pode, realmente, trazer imensos benefícios para a vida das pessoas.

 

O que é que tem sido mais marcante na sua experiência na Universidade Católica?

A proximidade que os alunos têm com os professores e a disponibilidade que os professores têm para nos ajudar. Enquanto aluna, dou muita importância à disponibilidade e ao tempo que os professores têm para nós. É um acompanhamento que ultrapassa o tempo de sala de aula.

 

“O meu grupo de investigação em Stanford foi muito recetivo e foi bastante fácil integrar-me.”

 

A Universidade tem que ultrapassar os limites da sala de aula?

Sim, e a Católica tem uma dinâmica muito própria. A Católica trabalha bastante este lado que vai muito para além da sala de aula. Desde logo, pelas inúmeras atividades que proporciona. Há muitas atividades extracurriculares, grupos e clubes. Por exemplo, eu dei os meus primeiros passos na Investigação através do Clube dos Investigadores!

 

Em que é que consiste?

O Clube dos Investigadores permite que estudantes participem em projetos de investigação do Centro de Biotecnologia e Química Fina. Na licenciatura, os alunos podem, desde o primeiro ano, participar em projetos e começar a perceber em que consiste o mundo da investigação. Podem integrar um projeto de investigação que já existe ou até propor novos projetos. No fundo, através do clube, os alunos podem colocar em prática muitos dos conhecimentos adquiridos em aula e até desenvolver novas competências de laboratório e metodologias de investigação. O Clube dos Investigadores teve um papel muito importante no meu percurso. Eu já tinha o bichinho da investigação e esta iniciativa veio confirmar que o meu caminho era por aqui. Introduziu-me ao pensamento científico e trouxe-me novas perspetivas sobre a investigação.

 

“Viver nos Estados Unidos é completamente diferente de tudo a que eu estava habituada.”

 

Qual é o tema da sua tese de mestrado?

Péptidos bioativos com potencial neuro-protetor em doenças neurodegenerativas. Portanto, estou a estudar péptidos bioativos, que são frações mais pequenas de proteínas. No meu caso, a fonte de proteína que estou a utilizar para extrair estes péptidos é um inseto, nomeadamente o Tenebrio molitor. Esta fonte de proteína já tem vindo a ser estudada por ter biomoléculas bastante interessantes não só nutricionalmente, mas também na área da saúde, com efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, por exemplo. Eu estou precisamente a estudar estas duas propriedades para perceber a capacidade neuro-protetora destes péptidos, com principal foco na doença de Alzheimer.

 

Porque é que a investigação é tão desafiante?

O que me alicia na investigação é o facto de se poder ter impacto na vida das pessoas e de poder trabalhar para tornar algo possível. Na investigação, todos os bocadinhos e todas as pequenas descobertas são importantes. A investigação que faço no meu laboratório pode parecer pequena e insignificante, mas contribui para um quadro comum que pode impactar o mundo e a vida das pessoas. É através da investigação que a Ciência e a Tecnologia podem avançar. A investigação tem esse poder.

 

Como é que tem sido a experiência de viver em Stanford?

Muito positiva, contudo os primeiros dias foram desafiantes, pois foi o imergir numa nova cultura e realidade. Viver nos Estados Unidos é completamente diferente de tudo a que eu estava habituada. Só uma simples ida ao supermercado é diferente! (risos) Mas também a forma de estar na vida, a mentalidade e cultura de trabalho. Viver nos Estados Unidos é muito diferente de viver na Europa, mas isso faz com que esta minha experiência se torne muito mais curiosa, porque estou sempre a descobrir coisas novas e porque estou, verdadeiramente, fora da minha zona de conforto.

 

Como é que foi recebida na Universidade?

O meu grupo de investigação em Stanford foi muito recetivo e foi bastante fácil integrar-me. O grupo é multicultural, o que torna a experiência muito mais rica. Somos só dois europeus no grupo, eu e um holandês. Temos americanos e também um chinês e uma indiana. O campus da Universidade é incrível, grande, mas muito acolhedor e com imensos espaços verdes. Parece uma pequena vila que tem tudo o que precisamos, tem uma parte histórica, onde está a biblioteca, a famosa torre hoover, a igreja, mas também um hospital e até um shopping. É muito pitoresco e bonito. Vou e venho de bicicleta todos os dias. É ótimo passear por aqui, parece sempre que estou no meio de um filme (risos).

 

O que é que mais contrasta com a experiência que tem em Portugal?

O ritmo de trabalho das pessoas é muito acelerado. É impressionante, porque aos fins-de-semana eles vêm para os laboratórios continuar a trabalhar.

 

O que espera retirar desta experiência?

Sem dúvida, a cultura de trabalho deles. Não propriamente o número de horas que trabalham, mas sim o foco que têm na realização de cada tarefa. As reuniões de trabalho são sempre muito objetivas e produtivas. Quero trazer para a minha vida muitas das metodologias de trabalho que usam. A experiência no laboratório está a ser muito enriquecedora, também. Estou a aprender modelos e ferramentas novos. É uma experiência que, sem dúvida, irei pôr em prática quando regressar a Portugal.

 

De que é que tem mais saudades de Portugal?

Tenho saudades da minha família e dos meus amigos. Mas, também, da maravilhosa comida portuguesa (risos)! Dos almoços de domingo e de ter a praia a cinco minutos de distância.

 

O que é que a move?

Poder marcar a vida das pessoas. Não me refiro só ao poder que a Ciência tem, mas refiro-me às coisas pequenas do dia-a-dia. Todos temos o privilégio de marcar a vida dos outros, com um simples olá, um bom dia ou estender a mão para ajudar. Quero estar disponível para os outros. Quero a cada dia melhorar e tentar ser melhor que a minha versão de ontem.

 

02-05-2024

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