X

Novidades

António Ramalho integra equipa da Católica Porto Business School

António Ramalho, ex-CEO do Novobanco, é o novo Industry Fellow da Área de Banca e Financiamento da Católica Porto Business School.

Com o convite a António Ramalho, a CPBS assume a ambição de reforçar a sua formação de executivos na área financeira, numa altura em que a subida da taxa de juros vai trazer novos e importantes desafios às empresas portuguesas.  

“O convite ao Dr. António Ramalho, também ele formado na Universidade Católica, pretende complementar o conhecimento de ponta da nossa Escola na área de Finanças, com uma forte ligação à prática, constituindo um centro de competências ao serviço das empresas e executivos”, explicou o Dean da CPBS, Rui Soucasaux Sousa.

António Ramalho tem 35 anos de experiência bancária, tendo sido administrador financeiro dos bancos do Grupo Champalimaud nos anos 90 (Sotto Mayor, Totta e Açores, Crédito Predial e Chemical Finance) e, posteriormente, do Grupo Santander em Portugal, além de vice-presidente do Millennium BCP.

Nos últimos seis anos foi CEO do novobanco, liderando a equipa responsável pela sua restruturação e recuperação. Além da experiência na Banca, António Ramalho foi igualmente responsável pela gestão de diversas empresas públicas e privadas, com destaque para a presidência da CP–Comboios de Portugal, Unicre e Infraestruturas de Portugal.

“Foi um convite que aceitei sem hesitar. No atual contexto de transformação regulatória, é essencial que o conhecimento em Banca e Financiamento Bancário seja partilhado com as empresas e empresários. E quem melhor do que a CPBS para o concretizar esse projeto?”, sublinhou António Ramalho.

Em breve, a Católica Porto Business School vai anunciar o conjunto de iniciativas a ser desenvolvidas nesta área, numa cocoordenação entre António Ramalho e o Associate Dean da CPBS com a responsabilidade da Formação para Executivos, Gonçalo Faria.
 

A Católica Porto Business School faz parte de um grupo restrito de três escolas de negócios em Portugal que apresentam as acreditações EQUIS e AMBA. Os seus programas estão também incluídos na acreditação AACSB da Universidade Católica Portuguesa.

13-02-2023

Católica no Porto celebra o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência

A investigação é o pilar da formação dos nossos estudantes”: Célia Manaia, vice-presidente da Universidade Católica no Porto, não deixa dúvidas. É através da Investigação que a missão da Universidade Católica Portuguesa (UCP) se concretiza.

Celebramos este universo multidisciplinar de investigação, neste Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, dando voz a investigadoras dos centros de investigação da Católica no Porto. Comemorado a 11 de fevereiro, foi criado em 2015 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, como forma de alertar para a desigualdade de género que penaliza as oportunidades e carreiras das mulheres nos domínios da ciência, da tecnologia e da inovação.

Dar a conhecer o rosto de algumas das nossas investigadoras, bem como a dedicação e o talento que colocam ao serviço da Investigação, é uma forma de promover a igualdade de acesso e oportunidades na Ciência. Os bons exemplos inspiram e transformam.

 

Um campus multidisciplinar

Perdemos a conta ao número de investigadoras que encontramos pelo campus todos os dias. Seja num ou noutro edifício, seja num laboratório ou num gabinete: há investigação a acontecer! O campus do Porto da UCP reúne um conjunto alargado de áreas de investigação. Trata-se de um campus multidisciplinar que agrega as áreas da Biotecnologia, Ciências da Nutrição, Cinema, Conservação e Restauro, Direito, Economia, Educação, Enfermagem, Gestão, Microbiologia, Nutrição, Psicologia, Som e Imagem, e Teologia. Célia Manaia explica que “o facto de existir a reunião de faculdades de áreas de conhecimento diferentes cria uma enorme proximidade entre diversos domínios disciplinares, não só para os investigadores e docentes, mas, também, para os estudantes e parceiros externos.”

A vice-presidente da Católica no Porto explica que a importância maior da Investigação ultrapassa as publicações científicas e patentes: “É uma forma de estar em que o questionamento constante, a procura da verdade, a integridade, a procura de compromissos entre diferentes áreas do saber e o permanente diálogo com a sociedade são a nossa marca de água.

A Investigação é, pois, uma forma de estar que marca de forma profunda a identidade da Universidade.

Conceição Silva, investigadora do Centro de Estudos em Gestão e Economia (CEGE), da Católica Porto Business School, explica que a “Católica oferece através dos seus centros de investigação e através de um grupo de investigadores de qualidade, internacionalmente reconhecida, um ambiente que potencia a investigação.” Este ambiente, aliado ao apoio financeiro, consegue fazer a investigação florescer e ao mesmo tempo promover a qualidade do ensino”, acrescenta.

 

A Investigação como motor do desenvolvimento das comunidades

De que forma é que a Investigação é o ponto de partida para o desenvolvimento das comunidades? Através da Investigação é possível gerar conhecimento e promover a inovação nos mais diferentes setores, promovendo a melhoria da qualidade de vida das pessoas, a proteção da diversidade biológica e dos recursos naturais e fomentar sociedades mais justas e equilibradas.

Mas não basta ter acesso ao conhecimento, porque, como explica Célia Manaia, “é preciso saber como foi gerado, compreendê-lo, ter noção do que significa e em que circunstâncias se aplica. Numa era em que podemos googlar qualquer coisa, em qualquer momento, essa literacia é o motor que promove o desenvolvimento social e económico num contexto de sustentabilidade e respeito pela natureza.”

Célia Manaia afirma, também, que os métodos usados pela ciência “inspiram a forma como nos interrogamos, como olhamos criticamente para os pequenos detalhes do dia-a-dia ou para os grandes desafios com que somos confrontados.” É, por isso, importante “treinar o pensamento e o raciocínio com base nos métodos usados na investigação científica.” Porquê? “Para que se possam fazer escolhas informadas, para que se anulem preconceitos ou para que se consiga analisar uma situação sob os seus múltiplos ângulos”, explica.

Joana Pinho, investigadora do CEGE, conta que, desde pequena, adora estudar, “na tentativa de melhor compreender o mundo.” A investigadora, que se dedica à investigação na área da Economia, explica que, desde a sua dissertação de doutoramento, tem estudado em que medida as características de um mercado o tornam mais competitivo ou, pelo contrário, mais propenso a práticas anti-concorrenciais por parte das empresas. A sua motivação prende-se com a vontade de “contribuir para o desenvolvimento de ferramentas que possam ajudar as Autoridades de Concorrência na promoção do bom funcionamento dos mercados e da defesa dos interesses dos consumidores.”

Marta Rosas, investigadora do Centro de Estudos e Investigação em Direito, afirma que “a investigação jurídica é uma descoberta constante de novos problemas e de possíveis soluções. Implica um diálogo permanente entre o que se passa no mundo e no nosso entorno – já que o Direito visa dar resposta às necessidades concretas das pessoas – e a capacidade de abstração e introspeção que se impõem ao investigador.” Segundo a investigadora, a perseverança e paixão são os dois pilares em que assenta a investigação.

A investigadora explica, também, que "o investigador, procurando respostas para um ou mais problemas que se colocam aos sujeitos jurídicos, vai equacionando as soluções possíveis à luz do sistema e dos seus princípios, testando a robustez das conclusões que logra alcançar. Como o Direito acompanha as mutações da sociedade que visa servir, está sujeito a uma readequação constante que pode implicar, para o investigador, um questionar dos seus pressupostos iniciais."

 

Criatividade, rigor, espírito crítico, tolerância ao erro

Carla Sofia Santos é investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), da Escola Superior de Biotecnologia, e conta-nos que “é inexplicável o sentimento que a Ciência proporciona quando conseguimos alcançar um objetivo, quando materializamos ideias e vemos na sociedade uma marca do nosso trabalho.” É nesta atividade que se sente realizada, principalmente, porque, “apesar de a Ciência estar associada ao raciocínio lógico”, é uma atividade onde impera a necessidade de “criatividade”.

“É preciso termos uma mente e espírito abertos para conseguirmos imaginar como solucionar determinados problemas e antever matérias e respostas que não existem ainda”, acrescenta.

Também a investigadora Cristina Sá, do Centro de Investigação para a Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR), da Escola das Artes, partilhou connosco aquilo que acha que são as características indispensáveis para se ser um investigador completo.

Uma boa investigadora tem de ser tolerante ao erro - mais, tem de se entregar ao erro pois só assim recorta os limites do que está correto”, explica Cristina Sá. “Tem também de negociar uma série de paradoxos: ser focada - não perder a noção dos assuntos periféricos; ser paciente na espera por resultados - cumprir os prazos apertados dos financiadores; ter objetivos firmes - adaptar-se aos objetivos do grupo; ser criativa - preencher formulários respeitando o número de palavras e o tipo de imagens indicado”, acrescenta. Mas é no meio destes paradoxos e destes desafios que a Investigação é fascinante, porque “investigar é nada mais nada menos do que a possibilidade de mudar o mundo!”.

Para Carla Sofia Santos “o rigor, o espírito crítico e a capacidade de gerir eficazmente o tempo são ferramentas essenciais para se conseguir pôr em prática aquilo que é conceptualizado.” Outra característica que destaca é a “capacidade de comunicação”, porque se o resultado de um projeto não for disseminado para diferentes tipos de públicos, o impacto não será alcançado.

Joana Pinho considera que “a curiosidade, a resiliência e o espírito crítico” são indispensáveis. A investigadora alerta, também, que o caminho da investigação é, muitas vezes, sinuoso e desafiante, requerendo, da parte do investigador, a persistência e a confiança na construção de novo conhecimento – ainda que aprenda que o caminho percorrido não é o que leva ao destino pretendido.”

 

O dia-a-dia de uma investigadora

Cristina Sá, na sua investigação, interessa-se, especialmente, pelo papel das artes na transformação social. O seu dia-a-dia é partilhado com as funções de docente que, também, assume. Monotonia ou diversidade ao longo dos dias? “Como tenho vários projetos a decorrer, a própria natureza do trabalho vai mudando a cada dia. Ora faço pesquisa bibliográfica que me permite preparar e fundamentar o subsequente trabalho de campo, ora faço trabalho de campo, ora regresso às leituras para uma rigorosa análise e interpretação dos resultados”. A investigadora explica, também, que o trabalho de campo é muito variado: intervenções artísticas ou criativas na comunidade; curadoria; recolha de dados, observação crítica, entre outros.

Mas, como em todas as profissões, não há bela senão: “Infelizmente, este trabalho implica burocracias pesadas, quer na parte de obter financiamento, quer na parte de libertação ou na justificação de verbas - é a parte que menos gosto do meu dia”.

Luísa Mota Ribeiro é diretora do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH), da Faculdade de Educação e Psicologia, e confessa que o seu dia-a-dia é “recheado de uma grande diversidade de tarefas, de modos de trabalho, de momentos de entusiasmo e persistência.”

Para a investigadora, o seu trabalho constitui uma oportunidade de criar, descobrir, aprender, refletir, contribuir: “Trabalhar em investigação é vibrar com cada questão e com o fervilhar de ideias.

 

Confronto com a ignorância para exceder limites

Conceição Silva, investigadora do CEGE, afirma que o fascínio pela investigação se prende com “o sentimento de descoberta e desafio”. “Quem investiga é desafiado constantemente a exceder os seus próprios limites e é confrontado a cada momento com a sua ignorância. Para mim, esse processo de aprendizagem constante é o que me move”, acrescenta.

A investigação que realiza na área da Economia “tem muito potencial para criar impacto na sociedade e no desenvolvimento humano.” De que forma é que a Investigação transforma o mundo? “A investigação é o motor do mundo e a criatividade o combustível desse motor”, afirma.

Assim celebramos o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência: com os testemunhos de algumas investigadoras da Universidade Católica no Porto que são força viva e real do alcance e do impacto da Investigação.

10-02-2023

Encontro Nacional do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde vai realizar-se na Faculdade de Medicina

Cuidados de Saúde Interdisciplinares” é o tema do Encontro Nacional do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS), que acontece no campus de Sintra da Universidade Católica, de dia 31 de março a dia 1 de abril.

O evento é organizado pela plataforma CatólicaMed do CIIS e destina-se exclusivamente aos investigadores e membros das plataformas que compõem o centro de investigação, o CatólicaMed, o Translational Neuroscience, o Nursing Research, o Salivatec e o Precision Dental Medicine.

O Encontro vai focar-se em 3 temas: Translational Care, Clinical Care e Community Care. Durante dois dias, os especialistas do CIIS vão partilhar e discutir os seus trabalhos de investigação.

As comunicações, talks e posters, apresentadas durante o Encontro, vão ser publicadas numa revista internacional indexada à Scopus e com fator de impacto. Adicionalmente, o melhor poster de cada sessão será premiado na sessão de encerramento.

Os investigadores do CIIS podem efetuar a inscrição através deste formulário, até ao dia 28 de fevereiro.

Para mais informações contacte researchlab.fm@ucp.pt ou visite o website.

O Programa Completo será disponibilizado em breve

10-02-2023

"Legumes: past, present and future"

10-02-2023

Sofia Pais distinguida pela WomenAt (W@)

English version here

Sofia Pais, Professora da Escola do Porto da Faculdade de Direito da UCP e Diretora do Centro de Estudos e Investigação em Direito, foi distinguida com o prémio Five Guide Star Women Competition Professionals pela organização internacional WomenAt (W@).

A 5th W@Competition Conference aconteceu em Bruxelas, no dia 2 de fevereiro, onde foram anunciados os vencedores do Prémio 5 Star Competition Professionals - Península Ibérica.

Sofia Pais recebeu o prémio na categoria "Academia - Guiding Stars". Este prémio celebra mulheres que se distinguem pelas suas notáveis capacidades profissionais na área de Antitrust de diferentes níveis de experiência - sejam elas profissionais que inspiraram os restantes especialistas da área, ou cujo trabalho e/ou conjunto de competências se distinguem.

Para a Professora “é uma honra receber esta distinção de "Guiding Star", na categoria de Academia na Península Ibérica, e é um prazer ser capaz de contribuir para o crescimento de uma verdadeira cultura da concorrência”.

O mesmo prémio, na categoria "Enforcement & Judiciary" foi atribuído a Margarida Matos Rosa - Presidente da Autoridade da Concorrência, e a Cani Fernández - Comisión Nacional de los Mercados y la Competencia (Espanha).

 

 

 


 

Sofia Pais awarded by WomenAt (W@)

Sofia Pais, Professor in Católica Porto Law School, was awarded with the Five Guide Star Women Competition Professionals distinction by the international organisation WomenAt (W@).

The 5th W@Competition Conference was held in Brussels on the 2nd of February and hosted the announcement of the 5 Star Competition Professionals Awards in Iberia.

Sofia Pais, Professor and Director of the Research Centre for the Future of Law, received the prize in the “guiding stars” group that aims to distinguish women professionals that are “trailblazers who have reached lead roles or have otherwise inspired with their professional expertise beyond the last five years, and who will typically count some 20 years’ experience in the competition field”, explains the organization.

In the words of Sofia Pais, “receiving the distinction of ‘Guiding Star’ in the category of Academia in Iberia, is a tremendous honour and it is a pleasure to be able to contribute for the growth of a real Antitrust culture”.

The same award, in the Enforcement & Judiciary category, was awarded to leading figures like the President of the Portuguese Competition Authority, Margarida Matos Rosa, and the President of the Spanish National Commission for Markets and Competition, Cani Fernández.

09-02-2023

The shelf life of food

09-02-2023

Miguel Quinta: “Preservar exige um alto rigor e muita paixão.”

Miguel Quinta tem 21 anos, é natural de Vila Nova de Gaia e é estudante do terceiro ano da Licenciatura em Arte - Conservação e Restauro da Escola das Artes, da Universidade Católica no Porto. É na arte e no mundo natural que se concretiza. O seu desejo? Ser conservador-restaurador de coleções de História Natural. Mas e até lá? Até lá, é o conservador-restaurador da sua coleção de conchas que já reúne mais de duzentas diferentes. Interessado e sempre curioso, Miguel Quinta destaca o ambiente, a proximidade e a grande exigência como os pontos fortes da Universidade Católica. “Levamos daqui uma grande bagagem de conhecimento”, confessa.

 

Quando é que a sua vida se cruza com a Arte?

A minha avó pintava e talvez tenha servido de inspiração. Desde novo que também comecei a pintar e a desenhar. Roubava todas as folhas da impressora (risos), desenhava e pendurava tudo nas paredes.

 

“O curso excedeu todas as minhas expectativas.”

 

Para além disso, também, desenvolveu, desde novo, um gosto pelo mundo Natural …

O mundo Natural sempre me cativou. Em pequeno, os meus pais levavam-me todos os domingos ao Parque Biológico de Gaia. Acho que isso acabou por despertar esta paixão. Nos meus tempos livres, acabei sempre por me dedicar à leitura sobre estes temas: animais, botânica, mineralogia, conquiliologia, alterações climáticas, etc.

 

Quando é que surge a ideia de ingressar no curso de Conservação e Restauro?

Confesso que não tinha muito a ideia de querer ingressar no Ensino Superior, mas há uma determinada altura em que começo a explorar cursos e dou de caras com a licenciatura em Conservação e Restauro. A partir desse momento, comecei a perceber que era neste curso que me revia e que conseguia integrar todas as minhas paixões. Desde logo, o interesse que sempre tive por preservar e guardar coisas. Lembro-me que em criança apanhava bolotas, folhas e outras coisas e guardava dentro de frascos. Já sonhava com o meu próprio museu (risos).  

 

Frequenta, atualmente, o 3º ano da licenciatura. Como tem sido o caminho até aqui?

O curso excedeu todas as minhas expectativas. Tem sido uma descoberta incrível. É uma área que me fascina imenso, essencialmente porque interliga um grande número de diferentes áreas. Nós trabalhamos com Arte, História, Química, Deontologia entre outras. Que outra profissão é que tem este privilégio?

 

“O papel de um conservador-restaurador é preservar a identidade de um povo.”

 

Enquanto estudante da Universidade Católica, que pontos têm sido mais marcantes?

O ambiente é excelente. Há uma relação muito boa entre os professores e os estudantes e o ensino distingue-se por um equilíbrio muito positivo entre a teoria e a prática. Para além disso, há várias atividades que decorrem fora do contexto de aula e que nos desafiam a sair da nossa zona de conforto. São sempre mais oportunidades de desenvolvimento e eu tento agarrá-las, como é exemplo a campanha de inverno que está agora a decorrer. Outro aspeto que destaco é o elevado rigor científico e a grande exigência. Tenho a certeza de que estes aspetos que caracterizam a Católica nos ajudam a criar uma bagagem grande de conhecimento.

 

Considera que a profissão de conservador-restaurador é valorizada em Portugal?

A profissão tem sido mais valorizada, mas tem de ser ainda mais. É um caminho que se está a percorrer… Acho que as pessoas não têm a consciência da importância do trabalho que desenvolvemos.

 

“Não tenho dúvidas de que quero ser conservador-restaurador de Coleções de História Natural.”

 

Qual é a importância da profissão?

O património faz parte da história de um povo. Quando esquecemos o nosso património estamos a esquecer a nossa identidade. O papel de um conservador-restaurador é preservar essa mesma identidade.

 

Quais são os planos quando terminar a licenciatura?

No próximo ano, irei integrar o Mestrado em Conservação e Restauro. Quero continuar a aprender aqui na Católica e quero adquirir ainda mais ferramentas. Quero continuar a investir na área da História Natural e, por isso, vou orientar o meu mestrado para esse fim. Não tenho dúvidas de que quero ser conservador-restaurador de Coleções de História Natural. É a área pela qual sou apaixonado e está, cada vez mais, em crescimento e com necessidade de profissionais especializados. Em Portugal, há muito poucas pessoas especializadas nesta área. Porto, Coimbra e Lisboa são grandes polos de História Natural, têm coleções fantásticas que poucos têm conhecimento da sua existência e consequente riqueza. São precisos profissionais que saibam cuidar delas e conservá-las. Quando falamos de coleções de História Natural falamos de materiais biológicos que servem de investigação para vários cientistas em determinados momentos e, por isso, é uma área que tem muitas especificidades. Preservar exige um alto rigor e muita paixão.

 

Atualmente, também se dedica ao colecionismo. A sua coleção de conchas já integra cerca de 200 espécies diferentes.

É verdade, é fascinante. Tenho-me deparado com espécies fantásticas. O meu objetivo é conseguir reunir o máximo número possível de conchas diferentes e depois criar algo educativo que me permita mostrar a coleção ao mundo através, quem sabe, do meu próprio museu.

 

Que exemplos de espécies é que gostaria de ter para breve na sua coleção?

Neste momento, ando atrás das espécies Charonia tritonis e Conus gloriamaris.

 

É o conservador – restaurador da sua coleção?

Sim, claro. Já aplico nas minhas conchas os métodos de conservação preventiva e quando as adquiro analiso sempre se precisam ou não de alguma intervenção. Para além das conchas, tenho, também, alguns minerais e fósseis, dos quais, também, vou cuidando sempre.  

 

Que museus de História Natural recomendaria?

Recomendo, não só os museus europeus mais conhecidos, que infelizmente ainda não tive o prazer de os conhecer a todos, à exceção do fantástico Museu Nacional de História Natural de Paris, como os mais pequenos e desconhecidos com coleções igualmente relevantes. É o caso do Museu de História Natural de Santiago de Compostela e mesmo a coleção de conchas existente no Museu Marítimo de Ílhavo. São os três imperdíveis.

 

09-02-2023

Primeiro-Ministro inaugura Semestre de Primavera da Faculdade de Direito

O Primeiro-Ministro, António Costa, estará na Escola do Porto da Faculdade de Direito da UCP para inaugurar o Semestre de Primavera, numa aula aberta a todos os estudantes, sob o tema “Novos desafios e constantes da Geopolítica Portuguesa”.

Manuel Fontaine, Diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito, reforça a importância de abordar e analisar um tema tão atual e relevante para o país.

“Os nossos alunos terão a oportunidade de iniciar o semestre com uma diferente visão e abordagem daquilo que é o contexto geopolítico português. Queremos que os nossos alunos sejam juristas atentos e capazes de compreender que todos os dias surgem novos desafios (nacionais e internacionais) que têm repercussões nas políticas internas de cada nação”, acrescenta.

A sessão Inaugural marca o início das aulas do segundo semestre e terá lugar no dia 14 de fevereiro, pelas 15h, no Auditório Ilídio Pinho (campus Foz).

A entrada é livre, mas requer inscrição prévia aqui.

 

 

09-02-2023

Católica associa-se ao apelo da Cáritas para socorro às vítimas do terramoto na Turquia e na Síria

A Universidade Católica Portuguesa junta-se à campanha da Cáritas para socorro das vítimas do terramoto na Turquia e na Síria, registado no dia 6 de fevereiro, e que já provocou mais de 11.200 mortes, deixando um rasto de destruição incalculável.

Associando-se à campanha da Cáritas para socorro às vítimas, a Universidade Católica apela à solidariedade da comunidade académica, que poderá ser feita através de um donativo para a conta abaixo:

IBAN: PT50.0033.0000.45260723025.05

As equipas da Cáritas nos dois países estão a trabalhar no terreno e neste momento a principal preocupação é garantir uma resposta rápida e em segurança para os sobreviventes e para os milhares de desalojados.

08-02-2023

Pages