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Católica Porto Business School assina protocolo com o Digital Marketing Institute™ para os programas de Mestrado de Marketing

A Católica Porto Business School (CPBS) assinou um protocolo com o Digital Marketing Institute (DMI), para a certificação do programa de Mestrado de Marketing, que vai vigorar pelos próximos três anos.  

Fundada em 2009, a certificação da DMI é uma das mais prestigiadas na indústria do marketing digital, reconhecida pela conceituada American Marketing Association. Conta, atualmente, com mais de 230.000 membros, bem como parcerias com universidades em mais de 100 países. 

Nos últimos anos, tem-se assistido a uma transformação digital contínua e ininterrupta, que traz grandes desafios às organizações: novos hábitos e padrões de consumo. O mestrado de marketing da CPBS prepara os alunos nesse sentido, através de uma formação ampla e sólida, que alie os temas fundamentais do marketing às novas tendências, fornecendo as competências necessárias para responderem aos desafios da inovação e necessidades dos consumidores. 

Assim, esta parceria, para além de fortalecer o posicionamento global do mestrado, permite aos alunos uma maior e melhor preparação para o seu futuro enquanto profissionais da área, bem como a possibilidade de contactar com os principais líderes desta indústria. 

10-05-2023

Egg test. If it doesn't float, is it safe to eat?

08-05-2023

Carob for drinks, pasta and preparations

07-05-2023

Aula aberta aborda desafios e legalidade do uso de armas autónomas em conflitos armados

Quais os desafios colocados pelo uso de armas autónomas nos conflitos armados? Qual a legalidade da sua utilização à luz do direito internacional?

Estas foram apenas algumas das questões abordadas pelo P. Afonso Seixas Nunes, SJ - Professor Assistente na Saint Louis University School of Law e alumnus da Faculdade de Direito, Católica Porto - na aula aberta "A negligência no Direito Penal Internacional: Dolus eventualis e operações militares autónomas" que se realizou no dia 3 de Maio.

“Portugal, como vários países na Europa, ainda estão a dar os primeiros passos a entender o que é Inteligência Artifical e quais as capacidades da Inteligência Artificial”, explica o Afonso Seixas Nunes, sj.

Na aula, cujo intuito foi permitir uma visão abrangente sobre os desafios colocados pelo uso de armas autónomas nos conflitos armados, e sobre a legalidade da sua utilização à luz do direito internacional, o P. Afonso Seixas Nunes, SJ explicou a forma com os algoritmos podem dar origem a erros no campo de batalha que não podem ser diretamente imputados aos operadores humanos, analisando ainda as várias formas de atribuição da responsabilidade pelas consequências destes erros.

“É uma espada de dois gumes (...) No campo específico do armamento, os Estados vêm as vantagens e vêm os riscos. Mas é difícil contabilizar verdadeiramente os riscos”, reforça o docente.

A aula aberta "A negligência no Direito Penal Internacional: Dolus eventualis e operações militares autónomas", no âmbito da Unidade Curricular de Formas Especiais do Crime, foi um regresso para Afonso, jesuíta e alumnus da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, onde se licenciou: "Voltar a este espaço traz imensas memórias. Eu disse logo que sim, porque é regressar à Casa Mãe. Uma pessoa nunca se esquece da casa onde se licenciou. Foi voltar à alma mater”.

 

 

04-05-2023

Ricardo Monteiro: “Quando se quer arriscar, não se pode ter medo do fracasso.”

Ricardo Monteiro tem 37 anos, é do Porto, é alumno da Católica Porto Business School e é um dos fundadores do Mercadão. Licenciado em Economia e Mestre em Finanças, guarda memórias “incríveis” dos tempos da Católica: “Fui muito feliz”. O seu percurso profissional marca-se por uma grande diversidade de experiências, mas acima de tudo pelo seu gosto de empreender e de criar “coisas”. Ser empreendedor está-lhe “no sangue”.

 

Que conselho daria a alguém que tem vontade de empreender o seu próprio negócio?

Não há uma fórmula para o sucesso. Depende de nós sermos capazes de fazer tudo para que os projetos se concretizem. É essencial ter-se muita vontade e muita paixão por aquilo que se está a fazer. Também não se pode estar obcecado pelo retorno financeiro, porque isso vai desviar a atenção e o foco do que é essencial. Nunca se deve esquecer o propósito e o sonho que está por trás e que move o projeto. 

 

Qual é a sensação de criar um negócio e de vê-lo crescer?

É incrível e o que fica são as pessoas. No Mercadão, já passaram por nós milhares de pessoas. Conseguimos formar uma equipa de pessoas verdadeiramente mobilizadas e dedicadas. Tenho a sensação de que, de certa forma, todas levam um bocadinho de mim. Olhar à volta e perceber que o que construímos teve impacto na vida da sociedade é espetacular. 

 

Como é que se lida com o fracasso?

Convivendo com o fracasso. É por isso que quando se quer arriscar não se pode ter medo do que poderá correr mal ou daquilo que pode fracassar. O fracasso é inevitável e ele vai aparecer mais cedo ou mais tarde. Falhar, aprender, levantar. E siga para a frente.

 

“Fui muito feliz na Católica!”

 

Quando terminou o Ensino Secundário, escolheu estudar Economia na Universidade Católica no Porto. O que é que orientou a sua escolha?

Eu tinha uma boa média e por isso estava confortável em escolher a Universidade onde queria estudar. Interessei-me em conhecer a Católica e em perceber o que é que a distinguia de outras Universidades. Nessa altura, já tinha uma veia empreendedora e a Católica era a escolha que ia conseguir oferecer uma excelente formação académica e que, ao mesmo tempo, conseguia proporcionar um caminho mais virado para as soft skills, que sempre valorizei e que são determinantes e fundamentais na nossa formação. Para além disso, como mantive uma boa média, fiz o meu percurso na Católica com Bolsa de Mérito. Escolher a Católica para estudar foi a primeira decisão importante que tomei na minha vida. E tanto gostei, que acabei por continuar para o Mestrado.

 

O que é que mais o marcou ao longo dos seus anos na Universidade Católica?

Fui muito feliz na Católica! Ir para a Católica foi a melhor decisão que podia ter tomado. Conheci pessoas espetaculares e a convivência com os professores sempre foi muito próxima. Ainda hoje mantemos o contacto e, às vezes, a convite dos professores, vou dar algumas aulas e participo em algumas mentorias. A Católica ajudou-me a construir a pessoa e o profissional que sou hoje. A experiência que me proporcionou foi brutal e inesquecível. Para além disso, e não menos importante, foi por causa da Católica que conheci a minha mulher (risos).

 

“A vontade de criar algo meu era grande.”

 

Acabou por iniciar a sua vida profissional no setor da banca. 

Mais uma vez: por causa da Católica. No verão do meu 2º ano da licenciatura, tive a oportunidade de fazer um estágio no Millenium BCP. Correu mesmo muito bem e depois surgiu a oportunidade de continuar. O meu último ano da licenciatura foi dividido entre as aulas, os compromissos com a faculdade e o meu part-time no banco. No fim da licenciatura, ingressei no Mestrado em Finanças, já com o objetivo de investir nesta área e de entrar neste mercado. Depois fui para o BPI, como Financial Analyst, onde estive cerca de 5 anos.

 

A sua experiência na Banca contrasta muito com aquela que é a sua atual vida profissional …

Completamente. A minha vida acabou por dar uma enorme volta. Estive no BPI ainda alguns anos e acabei por conseguir um bom lugar e estabilidade. Foram cinco anos onde aprendi imenso, foi uma excelente escola. Mas comecei a sentir-me irrequieto e com vontade de fazer outras coisas. Olhava e perspetivava a minha vida a longo prazo e não me imaginava na posição que tinha. Comecei a ter vontade de sair da parte financeira e de mergulhar mais profundamente na Gestão. Aquilo que eu fazia já não me enchia a alma. Despedi-me do BPI e entrei para a SONAE para uma vaga na área de e-commerce

 

Essa nova experiência de trabalho acabou por ser determinante?

Sim, desde já, porque foi lá que conheci aquele que viria a ser o meu sócio em vários negócios. Foi uma área nova para mim, só tinha experiência na parte financeira da banca, mas acabei por me sentir neste novo desafio como um peixe na água. Em pouco tempo, cresci muito e, também, foi determinante para perceber aquilo que realmente queria. Estive neste trabalho cerca de um ano e alguns meses e depois acabei por sair. A vontade de criar algo meu era grande e senti que tinha a pessoa certa ao meu lado para isso.  A decisão de sair acabou por ser relativamente fácil, porque era mesmo isto que eu queria. Saímos da SONAE ainda sem nada definido. Apenas sabíamos que queríamos criar negócios novos online.

 

“Só com muita dedicação e empenho é que conseguimos estabelecer com força a marca Mercadão no mercado.”

 

Até ter fundado o Mercadão, surgiram vários negócios.

O percurso começou quando eu tinha 28 anos e hoje tenho 37. São quase 10 anos de aventura. Começámos com um negócio de venda online de cabazes de Natal – a Cabazes.pt -, depois lançamos uma loja de vinho – a Vinha; ambos ainda existem e com sucesso. Mais tarde lançámos o Alfredo, uma plataforma de entrega de refeições, muito antes de haver uma UberEats ou uma Glovo. Acabou por não correr muito bem, porque percebemos que para garantir a logística que um negócio destes exige era necessário muito dinheiro. Tudo isto acabou por dar origem a um grande know-how e foi isso que nos permitiu fundar o Mercadão.

 

O que é que motivou a criação do Mercadão?

As entregas dos supermercados eram muito pouco rentáveis. Com o Mercadão, quisemos que o negócio de entrega de supermercado começasse a dar dinheiro. Assim foi. Depois de muito trabalho, e sempre em paralelo com outros negócios, conseguimos dar um passo determinante que foi ter o Pingo Doce como parceiro, um supermercado líder no país e que ainda não tinha loja online. Foram anos muito intensos e agitados. Só com muita dedicação e empenho é que conseguimos estabelecer com força a marca Mercadão no mercado e fazer com que o negócio fosse verdadeiramente apelativo e que até tivesse interesse para outras marcas e players. Há dois anos fomos contactados pela Glovo com o objetivo de comprar o Mercadão e acabou por se concretizar.

 

Planos para o futuro?

Os últimos dez anos foram de muito trabalho, muitas noites sem dormir, muita dedicação e exigência. No seguimento da venda à Glovo, o meu ciclo no Mercadão está agora a terminar e vou aproveitar para fazer algumas coisas que acabei por deixar para trás. Decidi que os próximos tempos vão ser de paragem, reflexão e dedicação a outras coisas extra trabalho. Quero para passar mais tempo com a minha mulher e o meu filho e saborear as coisas triviais do dia-a-dia, que me dão um enorme prazer. Tenho, também, uma data de sonhos guardados na gaveta que quero concretizar: viajar mais, fazer voluntariado ou aventurar-me nuns saltos de paraquedas e nuns voos de experiência.

 

Mas para um empreendedor, nunca é fácil desligar-se completamente, pois não?

De todo. Mas vou forçar-me a conseguir desligar o mais possível. Vamos ver quanto tempo é que consigo aguentar (risos). Mas tenho a certeza que, brevemente, estarei já a pensar em alguma coisa que me vai voltar a tirar o sono!

 

04-05-2023

“A transformação tecnológica impulsionou mudanças a vários níveis na Universidade Católica”, refere Isabel Capeloa Gil no Delphi Economic Forum

“A ciência que é produzida nas universidades é essencial para o desenvolvimento e crescimento das economias. As universidades não são silos. É importante que sejam também parceiras da transformação que ocorre no setor bancário, industrial e empresarial.” As palavras são da Reitora da Universidade Católica Portuguesa no “Delphi Economic Forum VIII”, que decorreu em Delfos, na Grécia, de 26 a 29 de abril.

Oradora convidada do painel "Transitional Skills, Workforce Society in Time of Acelerated Technology Change", sobre o tema “Futuro do Trabalho”, Isabel Capeloa Gil deu a conhecer as adaptações à evolução tecnológica, produzidas na UCP, nomeadamente o Projeto Atena, que segundo a Reitora representa “uma das mais difíceis tarefas” da sua vida enquanto Reitora, mas que representa uma transformação no sentido de uma “melhor organização da Universidade.”

Lembrando que “os estudantes chegam às universidades com competências e grande conhecimento tecnológico, esperam que lhes seja providenciado valor acrescentado, que não seja apenas instrumental” e isso, acrescentou, “forçou também uma mudança na forma como ensinamos, nomeadamente ao nível da metodologia e pedagogia.”

Uma das grandes mudanças, salientou a Reitora, é “o ensino baseado na resolução de problemas (PBL), já implementado no Mestrado Integrado em Medicina, da UCP e que se pretende ser alargado a outras áreas do ensino”, já que os profissionais, depois de terminarem os cursos, “têm de continuar a estudar, a adaptarem-se, a evoluir.”

Isabel Capeloa Gil não quis terminar a sua intervenção sobre as mudanças produzidas na Universidade Catolica ao nível da evolução tecnológica, sem referir que “apesar do que era expectável durante a pandemia, o ensino presencial na universidade vai continuar”, acrescentado que “a nossa função não é apenas providenciar ferramentas úteis para a vida, o que é essencial, mas também oferecer Sabedoria, ajudando a criar bons cidadãos.”

02-05-2023

EUREST integra programa de mecenato do projeto FUTURO

   

Entre bétulas, medronheiros e lódãos, há 697 novas árvores nativas no município de Gondomar, plantadas num terreno que sofreu um grande incêndio no verão do ano passado. Este é o resultado de uma iniciativa do projeto FUTURO, coliderado pela Universidade Católica Portuguesa no Porto e pela Área Metropolita do Porto (AMP), no âmbito da integração da empresa EUREST como mecenas HECTARE deste projeto.

Um grupo de mais de 95 voluntários da empresa Eurest participou ativamente na plantação de árvores nativas. Uma ação que envolveu também o Município de Gondomar, os Amigos Moinhos de Jancido, o Parque das Serras do Porto e o CRE.Porto. Assim, durante os próximos três anos, o recente hectare de floresta nativa será monitorizado, de modo a avaliar o desenvolvimento das árvores plantadas.

A Eurest Portugal, comprometida com a estratégia para a sustentabilidade “Our Planet Promise” da Compass Group que pretende apoiar as comunidades locais, integrou o programa HECTARE do projeto FUTURO. As árvores nativas proporcionam um vasto leque de importantes razões pelas quais são fundamentais no dia-a-dia e para o ecossistema, salientando um contributo para o nosso bem-estar, essenciais para a recuperação ecológica e paisagística necessária no território, atrair a biodiversidade e, consequentemente, estabelecer as diversas relações ecológicas, assim como poder sequestrar carbono, quando atingem a maturidade.

Desde 2011, o projeto FUTURO atua ativamente na Área Metropolitana do Porto para promover áreas de floresta nativa, tendo já alcançado a plantação de mais de 130.000 árvore e arbustos autóctones no território. Com a ambição de intervencionar em mais áreas, garantir a plantação e um acompanhamento nos quatro anos subsequentes, cruciais para o desenvolvimento de um jovem bosque, surge o programa de mecenato HECTARE. Um financiamento totalmente dedicado às ações de rearborização, já realizadas ou novas, que viabiliza os momentos de operacionalização e monitorização de futuros bosques nativos.

O HECTARE é um programa de mecenato realizado no âmbito do projeto FUTURO, promovido pelo Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE.Porto), coliderado pela Universidade Católica no Porto e pela Área Metropolitana do Porto (AMP). As árvores e arbustos (todos nativos) são provenientes do programa Floresta Comum e do Viveiro de Árvores e Arbustos Autóctones do FUTURO.

02-05-2023

Diana Barbieri: “Na Escola das Artes somos desafiados a criar.”

Diana Barbieri tem 22 anos, é do Porto e é estudante do Mestrado em Gestão de Indústrias Criativas da Escola das Artes, da Universidade Católica no Porto. Desde cedo criou uma ligação grande com o mundo da Cultura e hoje em dia não se imagina a trabalhar noutra área. É nos bastidores e na produção que se sente realizada e é na Escola das Artes que pretende “aprofundar conhecimentos”. Peça de Teatro favorita? “À espera de Godot”.

 

De onde é que surgiu o seu gosto pela área da Cultura e do Espetáculo?

Desde a minha infância que vou com frequência a museus, concertos, peças de teatro. Fui sempre muito estimulada pelos meus pais. A ligação com a cultura acabou por surgir de forma natural e a uma dada altura já sabia que o meu caminho tinha que ser por aqui, tanto é que no fim do 9º ano decidi ingressar na Escola Balleteatro. Foram 3 anos intensos a fazer teatro no Coliseu do Porto.

 

Até que descobre que gosta mais dos bastidores do que estar em palco…

Sim, comecei a perceber que aquilo que mais me fascinava era estar nos bastidores a acompanhar todo o processo de construção de um espetáculo. A partir desse momento, comecei a perceber que o meu caminho seria por aqui. Interessa-me particularmente a interdisciplinaridade que está por trás da construção de um projeto cultural.

 

“Sinto-me muito desafiada e acompanhada na Escola das Artes.”

 

Licenciou-se em Gestão de Património Cultural e terminado o curso ingressa no Mestrado em Gestão de Indústrias Criativas, na Escola das Artes. Porquê esta sua escolha?

Eu já conhecia bem a Católica. Já cá tinha estado e visitado as instalações. No fundo, estava familiarizada com a Escola das Artes, conhecia alguns dos seus projetos e exposições e sabia bem que era aqui que queria continuar os meus estudos. Essencialmente, procurava o lugar certo para aprofundar os meus conhecimentos e para ganhar uma maior ligação ao mercado da Cultura em Portugal.

 

O que é que distingue a Escola das Artes?

Existe uma relação muito próxima entre os estudantes e os professores. É uma enorme vantagem podermos viver uma verdadeira proximidade com quem tem tanto para nos ensinar. Para além disso, muitos dos professores trabalham diretamente na área e conseguem dar-nos uma perspetiva real do mundo das indústrias criativas. Há um equilíbrio muito bom entre a teoria e a prática. As instalações e os equipamentos que temos disponíveis também nos dão uma oportunidade grande de desenvolvimento de projetos e sente-se um grande acolhimento e apoio por todas as nossas iniciativas.  

 

“Não é possível idealizar o mundo sem a Cultura.”

 

O que é que tem sido mais marcante até ao momento?

Antes de vir para a Católica, nunca tinha pensado na possibilidade de criar o meu próprio projeto cultural. Foi a Católica que me fez perceber que essa porta está aberta. Sinto-me muito desafiada e acompanhada. Na Escola das Artes somos desafiados a criar.

 

Em que área gostaria de criar o seu próprio projeto cultural?

Apesar de ter uma afinidade grande com o Teatro, também gosto de muitas outras áreas. Tenho bastante interesse pelo património gastronómico português e considero que é pouco valorizado, enquanto elemento essencial da nossa cultura. Quem sabe se um dia não estarei a desenvolver um projeto que trabalhe a valorização do nosso património gastronómico. Que histórias sobre o nosso povo é que as receitas nos contam? Que mensagens é que se passam através de diferentes pratos? A comida é cultura e deve ser interpretada, vivida e experienciada como tal.

 

“Estou sempre aberta a conhecer outros mundos.”

 

Qual é a importância da Cultura?

Participei há uns tempos num projeto da Cooperativa Árvore de apoio aos artistas ucranianos. Apoiamos a criação artística daquelas pessoas e, no fim, houve um leilão das obras que reverteu a favor das vítimas da guerra da Ucrânia. Estávamos todos unidos em torno da cultura. A Cultura era aquilo que nos unia e, enquanto assim for, não há dúvidas de que a Cultura tem um papel essencial na sociedade e no mundo. É inegável a sua importância.

 

Trabalhou, também, cerca de um ano no Bairro dos Livros. Em que consiste o projeto?

Trabalhar no Bairro dos Livros foi uma grande escola. Trata-se de um projeto cultural que se dedica à valorização do património literário, através da investigação, do desenvolvimento de guias literários e de outras iniciativas. Houve uma que foi particularmente interessante:  estivemos com diferentes mulheres que não sabiam ler e escrever. Quisemos mostrar que mesmo sem saberem ler e escrever podiam ser autoras de poesia. A poesia vem de dentro de nós.

 

O que é que mais a move nesta área?

A Cultura faz parte da nossa vida. Não é possível idealizar o mundo sem a Cultura e sem a possibilidade de contacto com as diferentes formas de arte. Poder trabalhar nesta área significa que posso vir a contribuir para oferecer Cultura à comunidade. Só pode ser muito gratificante.

 

“Todos esperam qualquer coisa, ainda que não lhe saibamos dar nome.”

 

Que conselho daria a alguém que também tem vontade de trabalhar nesta área?

É muito importante consumir cultura. Ando sempre por aí a ver o que está a acontecer e estou sempre aberta a conhecer outros mundos. É essencial estar-se aberto à Cultura. Só desta forma é que encontro o meu espaço e o meu papel na Cultura e no mundo.

 

Um espaço de Cultura especial na Cidade do Porto?

Teatro Nacional de São João.

 

Peça de teatro favorita?

“À espera de Godot”, do Beckett, encenada pelo Gábor Tompa. O Godot é um personagem-mistério que não existe. As duas personagens principais ficam eternamente à espera de Godot e ele não aparece. No fundo, estamos todos à espera de Godot. Todos esperam qualquer coisa, ainda que não lhe saibamos dar nome. Foi muito marcante. Quando terminou, lembro-me que pensei: “Podemos começar outra vez?”

 

27-04-2023

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