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Vencedores do Concurso de Vídeo “Não Fiques à Seca” recebem prémio

Entre estudantes do ensino secundário e suas famílias, do ensino superior, investigadores, docentes e representantes de empresas que atuam no setor o tema era comum: os desafios no tratamento, preservação e gestão da água. No seminário “Arquimedes: Os Desafios da Água”, que se realizou a 20 de março, foram vários os momentos: assinatura do Protocolo Arquimedes, a entrega dos prémios aos vencedores do Concurso de Vídeo “Não Fiques à Seca” e também houve tempo para um debate sobre “Os desafios da gestão da água” visto por investigadores com diferentes níveis de experiência.

Numa mesa redonda sob o tema “Desafios da Água: Prevenção, Tratamento e Futuro”, moderada pela mestranda Inês Leão, os estudantes Ana Margarida Teixeira, Ana Teixeira Oliveira e Artem Suprinovych falaram sobre ser investigador, a sua experiência e os desafios que todos enfrentamos quando falamos em prevenção, tratamento e sobre o futuro da água.

Seguiu-se o momento de assinatura de um protocolo que permite o apoio a estudantes de mestrado e de doutoramento, entre a Universidade Católica Portuguesa e a empresa Águas do Norte. Um protocolo que permite a atribuição de duas bolsas ARQUIMEDES atribuídas a estudantes matriculados na Universidade Católica Portuguesa no Porto, na área da Biotecnologia e Microbiologia, e cujos trabalhos de investigação focam temas de interesse para a empresa.

No final do seminário foram entregues os prémios aos vencedores do Concurso de Vídeo “Não Fiques à Seca”, promovido pela Universidade Católica no Porto, em parceria com a Águas do Norte, S.A., a Águas do Douro e Paiva e a SIMDOURO – Saneamento do Grande Porto. Na categoria de equipa, o 1º prémio foi atribuído aos estudantes Afonso Ferreira Queirós e João de Matos Miranda, da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Real; o 2º prémio aos estudantes Viviana Almeida Sá e José Miguel Pinto Marinho, da Escola Secundária de Monserrate, em Viana do Castelo; e o 3º prémio às alunas Leonor Mirra, Cátia Freitas e Beatriz Rodrigues, da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, em Vila Nova de Famalicão. Já na categoria individual, o 1º prémio foi atribuído ao aluno Francisco de Azevedo Carvalho, da Escola Básica e Secundária Arqueólogo Mário Cardoso, em Guimarães; o 2º lugar à aluna Rita Dinis Ribeiro, da Escola Secundária Eça de Queirós, da Póvoa de Varzim; e em 3º lugar à aluna Joana Sousa Pinto, da Escola Secundária de Lousada. Foram submetidos mais de 60 vídeos que respondiam ao mote: O que podemos fazer para combater a escassez da água? Este foi o mote para os alunos do ensino secundário, de 80 municípios da região Norte, darem asas à sua imaginação e criarem vídeos que permitissem sensibilizar para a importância da água nas nossas vidas. Um concurso em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - Água Potável e Saneamento (ODS6) e Ação Climática (ODS13), e que deu a oportunidade a estudantes de escolas de 80 municípios das regiões Norte de participar.

O seminário “Arquimedes: Os Desafios da Água”, que se realizou a 20 de março, contou com a presença de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, que atua no interesse do Centro Regional do Porto; José Machado do Vale, presidente da empresa Águas do Norte, da Águas do Douro e Paiva e da SIMDOURO; Fernanda Abreu Lacerda, vice-presidente da empresa Águas do Norte; Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia; Célia Manaia, docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia; entre estudantes de mestrado e de doutoramento.

Vídeos vencedores

1º Prémio Equipa
Título: Conta Gotas
Afonso Ferreira Queirós e João de Matos Miranda
Escola Secundária Camilo Castelo Branco (Vila Real)

 

1º Prémio Individual
Título: Sensibilizar nas Escolas
Francisco de Azevedo Carvalho
Escola Básica e Secundária Arqueólogo Mário Cardoso (Guimarães)

 

22-03-2023

Primeira quinta aquopónica na Europa: projeto pretende dar vida às águas residuais

Chama-se AWARE (Aquaponics from WAstewater REclamation) e é um projeto europeu de investigação que tem como objetivo construir a primeira quinta na Europa que utiliza águas residuais tratadas num sistema aquapónico para produção integrada de peixe e vegetais. Estão envolvidas mais de 20 parceiros de 8 países, o projeto é financiado pelo programa de investigação e inovação Horizonte Europa.

O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), da Escola Superior de Biotecnologia (ESB), da Universidade Católica no Porto, integra o consórcio do projeto, que arrancou em novembro de 2022 e que pretende implementar o conceito de economia circular, tendo a água como tema central.

Pretende-se aumentar a capacidade para, localmente os municípios poderem implementar sistemas de aquacultura de água doce, sem impacto nos habitats naturais, sem dependência da disponibilidade natural de água doce e com elevada resiliência às alterações climáticas.

Comemorado anualmente a 22 de março por iniciativa das Nações Unidas, o Dia Mundial da Água promove a consciencialização sobre a relevância da água para a sobrevivência do planeta. O AWARE vem reforçar e contribuir para esta missão, participando na construção de uma gestão mais sustentável deste recurso.

“Parece que falamos de um filme de ficção, mas queremos que possa ser realidade!”

O AWARE abarca um esforço internacional e interdisciplinar, que combina engenharia, biotecnologia, segurança alimentar e avaliação nutricional e ciência do consumidor. Já existe um projeto piloto instalado na cidade Castellana Grotte, em Itália, e espera-se que os resultados sejam produzidos até 2026.

Célia Manaia, investigadora e responsável pela participação do CBQF no projeto, afirma que “o AWARE é um projeto visionário em que as estações de tratamento de águas residuais com processos de tratamento altamente sofisticados dão vida a peixe e vegetais para consumo humano. Parece que falamos de um filme de ficção, mas queremos que possa ser realidade!

O projeto representa uma oportunidade de acelerar uma mudança significativa e necessária de apoio à aquacultura europeia.

22-03-2023

Católica no Porto organiza Conferência Internacional sobre “A Universidade como epicentro de responsabilidade social”

Com foco determinante no compromisso com as pessoas e com o planeta, a Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto promove a Conferência Internacional: “University as an epicentre for social responsibility: commitment to people and the planet que decorrerá de 19 a 20 de junho de 2023, na Universidade Católica no Porto. A submissão de resumos termina a 14 de maio.

Este é um evento internacional e interdisciplinar que visa construir um fórum inovador em que a academia reflete sobre o seu papel em torno do tema responsabilidade social. O objetivo é partilhar conhecimento e promover a discussão sobre o que se pretende que seja uma dinâmica interação com a sociedade.  

O programa científico, que procura estimular o desenvolvimento de ideias transformadoras, inclui workshops interativos para sensibilizar, estimular a comunicação e valorizar a inteligência coletiva. As práticas pedagógicas inovadoras, a ciência cidadã a transição alimentar e ambiental, as artes como caminho para a mudança social, são alguns dos temas centrais a serem abordados nesta conferência pioneira.

Um momento de partilha em prol da responsabilidade social

Artes para um mundo em mudança, Transição alimentar para todos, Aprendizagem-Serviço e envolvimento cívico, Campus universitários sustentáveis e verdes são os grandes temas sobre os quais os interessados podem submeter resumos. A data limite é 14 de maio de 2023.

O evento será ainda enriquecido com testemunhos e contributos, promovendo verdadeiros momentos de partilha e de networking, que se espera poderão perdurar para futuras ações conjuntas.

21-03-2023

Cursos de verão da Católica no Porto para alunos do secundário com inscrições abertas

“Participar na Teen Academy ajudou-me a decidir o meu futuro!”: Então, missão cumprida. É por este motivo que, mais um ano, a Universidade Católica no Porto lança uma nova edição da Católica Porto Teen Academy. Uma academia de verão que promete animar o verão dos estudantes do ensino secundário e dar a conhecer o mundo das profissões. As inscrições para os diferentes cursos já estão a decorrer e as vagas são limitadas.

As seis faculdades da Católica no Porto –  Escola das ArtesEscola Superior de BiotecnologiaCatólica Porto Business SchoolInstituto de Ciências da SaúdeEscola do Porto da Faculdade de Direito e Faculdade de Educação e Psicologia  -  prepararam cursos de verão presenciais. No total são 8 programas surpreendentes que vão contribuir para o conhecimento e informação sobre uma decisão tão importante como é a escolha do curso superior ou da universidade.

Cada curso apresenta propostas de atividades que vão possibilitar aos estudantes a oportunidade de se sentirem mergulhados no ambiente académico, onde poderão experimentar a realidade de muitas profissões, contactar com docentes, com alunos e conhecer melhor a Universidade Católica.

No site da Teen Academy poderão ser consultadas todas as informações sobre cada um dos cursos: a apresentação, o programa, a equipa responsável, detalhes das inscrições e as regras de funcionamento.

Cursos:

Para mais esclarecimentos: teenacademy@ucp.pt

 

20-03-2023

Raquel Matos: “Flexibilidade e capacidade de estabelecer pontes são essenciais para os futuros profissionais.”

Raquel Matos é docente, investigadora e diretora da Faculdade de Educação e Psicologia, da Universidade Católica no Porto. A articulação entre ensino, investigação e serviço à comunidade, a convergência entre a Educação e a Psicologia, a internacionalização e a inovação pedagógica são as principais bandeiras do seu mandato. É especialista na área da Psicologia da Justiça e do Comportamento Desviante e tem um especial interesse pelas questões de género. O que é que gosta de fazer nos tempos livres? “Acima de tudo, gosto de ter tempos livres.”

 

Lembra-se do momento em que lhe fizeram o convite para ser diretora da FEP?

Lembro-me que estava numa posição confortável, como professora associada e muito dedicada a diferentes projetos de investigação. Em teoria, é mais tranquilo não ter cargo nenhum (risos). Mas quando a Senhora Reitora falou comigo, numa altura em que eu tinha 47 anos e estávamos em plena pandemia, pensei que este era um desafio que tinha de agarrar. Não o fazer seria dar um sinal a mim própria de que estava à espera da reforma.

 

Enquanto diretora da FEP, quais são os grandes desafios?

Um dos desafios é o de promover a convergência entre as áreas nucleares da faculdade, a Educação e a Psicologia, potenciando o melhor de cada uma. São duas áreas fundamentais no que toca ao desenvolvimento humano, mas com tradições distintas em termos de metodologias de trabalho. Tem sido um desafio grande trabalhar esta convergência, mas penso que estamos a alcançar bons resultados. A internacionalização e a inovação pedagógica são também duas grandes preocupações que assumo no meu mandato. E um outro desafio muito importante diz respeito às pessoas, pois tenho como preocupação proporcionar um contexto de trabalho promotor de bem-estar, sobretudo depois do período de pandemia que vivemos, e que marcou o início do mandato.

 

Porquê a escolha da Psicologia para a sua vida?

Não tenho nenhuma história bonita para contar, até porque a Psicologia era um mundo desconhecido para mim e foi uma grande descoberta. Comecei por ingressar na licenciatura em Ciências da Nutrição, mas como não gostei, no ano seguinte candidatei-me e entrei em Psicologia. Até esse momento não tinha nenhuma referência de família ou amigos que trabalhassem nesta área e, agora que penso, nem sequer tinha vivido de perto problemas de saúde mental. Era mesmo um mundo novo para mim. Entrei no curso com uma perspetiva de ligação mais às ciências exatas, como a biologia e a matemática, mas depressa fui caminhando para a sua dimensão mais social que é aquela onde hoje trabalho, na área onde a Psicologia se cruza com a Sociologia e a Antropologia.

 

Lembra-se de quando é que se apercebe de que gosta mesmo de Psicologia e que se sente no lugar certo?

Julgo que terá sido quando comecei a ter disciplinas que relacionam a Psicologia com o sistema de justiça e com os comportamentos desviantes. Talvez a primeira referência até tenha sido a Psicologia Comunitária. Fiquei muito interessada na intervenção em contextos comunitários, fundamental quando falamos de prevenção de comportamentos delinquentes.

 

“O doutoramento abriu-me um mundo novo.”

 

Terminou a licenciatura de 5 anos e ingressou de imediato num mestrado. Já tinha ideias de seguir a vida académica?

Quando terminei a licenciatura, recebi uma bolsa para fazer investigação e entrei no mestrado. A oportunidade apareceu e eu agarrei-a. Fui desafiada a seguir este caminho. 
 

“Vidas Raras de mulheres comuns: percursos de vida, significações do crime e construção da identidade” foi o nome da sua tese de doutoramento.

Eu tenho muito interesse pelos contextos privativos de liberdade, assumindo sempre um olhar crítico. Mas o meu mestrado foi na área da psicologia do desenvolvimento, sobre mães adolescentes, experiências de vitimação e vinculação mãe-bebé. Acompanhei mais de cem grávidas adolescentes, desde a gravidez até aos dezoito meses de vida dos seus bebés. Isto permitiu-me ganhar muitas competências de investigação, de desempenho de múltiplas tarefas, de sistematização da informação, de trabalho em equipa. Quando terminei o mestrado, fiquei com vontade de fazer o doutoramento e fiquei muito interessada nas questões de género. Quis continuar a estudar jovens, mas, mais do que compreender as suas experiências enquanto vítimas, interessou-me compreender de que forma mulheres jovens se envolvem em comportamentos criminais. Propus-me, então, estudar as suas trajetórias até ao crime, partindo das suas narrativas, ou seja, das histórias que as próprias jovens contam sobre o seu envolvimento no crime.

 

“Vive-se uma excessiva cultura de caridade em Portugal.”

 

Como é que contam as suas histórias?

Desengane-se quem acha que alguém que comete um crime a única coisa que faz é desresponsabilizar-se. Não é exatamente assim. Há toda uma narrativa, uma construção desse comportamento e da trajetória percorrida até lá chegar. O doutoramento abriu-me um mundo novo.

 

Como é que nos despimos de preconceitos quando estamos frente a frente com histórias de violência e envolvimento no crime?

Olhando para trás, não consigo pôr-me exatamente na cabeça da Raquel Matos com vinte e tal anos (risos). Mas agora, com os meus 49, sem dúvida reconheço que das coisas fundamentais para quem trabalha nesta área é a capacidade de refletirmos sobre a nossa visão do mundo e sobre nós e os nossos preconceitos. Como é que eu vejo o outro? Qual é o meu papel? Em que é que eu sou diferente? Tentamos trabalhar estas questões aqui na faculdade, com os nossos estudantes. A parte humana, para a nossa Universidade, é fundamental, e é esta dimensão humana que nos faz quebrar barreiras e nos faz aproximar das diferentes realidades. Este tema do preconceito faz-me refletir muito sobre a cultura de caridade que se vive em Portugal. É evidentemente importante que sejamos solidários e atentos aos outros e às suas necessidades, mas não podemos reforçar a ideia de que há dois grupos distintos: o das pessoas que ajudam e o das pessoas que são ajudadas. Na Católica, preocupamo-nos em promover junto dos nossos estudantes programas de voluntariado, como o serviço comunitário que proporcionamos aos estudantes de psicologia, para que mergulhem em contextos e realidades sociais que os desinstalem e que quebrem preconceitos. E esses programas são acompanhados de formação.

 

“Os problemas que outros enfrentam hoje, podem ser nossos amanhã.”

 

O que é que mais tenta transmitir aos seus alunos?

Preocupo-me em formar psicólogos e psicólogas que não se assumam como diferentes daqueles que ajudam, ou que pensem que “nunca vão precisar de ajuda”, “nunca vão ter dificuldades” ou que “nunca vão ser marginalizados ou discriminados”. Este tipo de pensamento preocupa-me tremendamente enquanto responsável pela formação de jovens, de futuros profissionais, porque cava um fosso entre realidades e não permite um encontro verdadeiro e uma real compreensão dos problemas sociais. Não devemos olhar para os outros como se fossem diferentes de nós, e devemos pensar que os problemas que outros enfrentam hoje podem ser nossos amanhã.

 

Que características é que são indispensáveis para quem estuda e exerce na área da Psicologia?

Flexibilidade e capacidade de estabelecer pontes são essenciais para os futuros profissionais. É importantíssimo. Ao longo da minha vida, diferentes experiências e circunstâncias foram-me ensinando a importância de me adaptar a várias realidades e de criar pontes e ligações entre diferentes mundos. No outro dia uma estudante perguntou-me: “Como é que isso se aprende?”. Bem, ao falarmos sobre este assunto já estamos a fazer caminho.

 

Quem é que mais a inspirou ao longo do seu percurso?

A minha amiga e orientadora de doutoramento na Universidade do Minho, a Carla Machado, que, infelizmente, já cá não está. Uma pessoa excecional e muito inteligente. Às vezes penso que projetos teríamos hoje em conjunto se não tivesse morrido. Tínhamos um perfil um bocadinho diferente, mas trabalhávamos muito bem juntas. Ela tocava mais instrumentos, tinha essa capacidade de diversificar muito a sua atividade. Marcou-me imenso, porque tínhamos muita sintonia, mas ao mesmo tempo, era também a pessoa capaz de me ensinar, de me corrigir um capítulo com comentários demolidores. Inspirou-me muito e continua a fazê-lo.

 

O que é que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Acima de tudo, gosto mesmo de ter tempos livres e são uma prioridade na minha vida. Não há bem-estar no trabalho se não equilibrarmos com tempos livres de qualidade. Gosto de fazer pilates, de jogar ténis e adoro partilhar bons petiscos com amigos.

 

16-03-2023

Católica Porto Business School e Universidade de São José unem-se para investigação em Neuromarketing

O diretor da Católica Porto Business School, Rui Sousa, e a diretora da School of Business & Law da Universidade de São José (Macau), Jenny Lao-Philips, assinaram um protocolo que permite uma articulação próxima entre o recém-criado “Laboratory of Applied Neurosciences” (LAN) da Universidade de São José e o S.Lab. Este acordo visa criar uma extensão no Porto dos serviços disponibilizados em Macau, nomeadamente a realização de experiências que ajudem a compreender o sistema cognitivo e emocional do ser humano, na sua vertente de consumo. Em paralelo, ajudará, também, a promover investigação de base e investigação aplicada em vários domínios, nomeadamente em marketing, economia, educação e liderança.

Através desta parceria, os investigadores Alexandre Lobo Marques e Susana Costa e Silva têm já em desenvolvimento investigação na área do marketing e do comportamento do consumidor, onde utilizam equipamentos como Facial Expression Recognition & Emotions Classification, EDA/GSR – Galvanic Skin Response Devices & Software, HRV – Heart Rate Variability, Neurodata Smart Analytics & Multiple Webcam Eye Tracking Solutions e Eye Tracking Glasses.

Leia a notícia sobre a abertura oficial do LAN em Macau.

16-03-2023

Investigadoras da Escola Superior de Biotecnologia homenageadas no livro “Mulheres na Ciência”

As investigadoras Célia Manaia, Marta Vasconcelos e Paula Teixeira, do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, fazem parte do livro “Mulheres na Ciência” 2023, uma iniciativa da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. “Da Biologia à Matemática, da Química às Ciências Sociais, da Física à Arqueologia, das Neurociências à Geografia, da Engenharia à História, das Ciências do Espaço à Filosofia”, este livro que, já vai na sua quarta edição, integra 101 mulheres cientistas portuguesas de diferentes áreas do conhecimento.

Célia Manaia é microbióloga. Marta Vasconcelos é bióloga. Paula Teixeira é engenheira alimentar. Em comum têm a paixão pela investigação e a instituição onde a exercem: o Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. No seu texto, Célia Manaia, realça “A ciência tem o duplo efeito de me fascinar e de me fazer sentir minúscula! Para mim, fazer investigação é questionar, experimentar e comunicar. Entre o divertimento, a persistência e alguma resiliência, há também o sentido de dever de integridade, de dar a conhecer o que é relevante, de inspirar os mais jovens.

Marta Vasconcelos define-se como “uma apaixonada pela ciência: por criar questões, por desenhar projetos e reunir equipas que respondam às mesmas, e por partilhar as soluções com a sociedade.” Neste momento, trabalha “na interface entre a biologia das plantas e a nutrição humana. Em particular, procuro perceber o impacto das alterações climáticas no conteúdo nutricional e na produtividade dos alimentos de origem vegetal.” A bióloga indica ainda que tem “tido a sorte de conseguir trabalhar naquilo que me apaixona e que me faz feliz. As minhas escolhas profissionais têm sido tomadas com naturalidade, e nem sempre seguindo definições mais convencionais do que é ser bem-sucedido. Ser cientista deve sempre ir muito para além de questões de género, mas é sempre bom vermos o nosso trabalho inspirar outras meninas, raparigas, mulheres a seguir os seus sonhos, e a saber equilibrar as diferentes dimensões das suas vidas.“

Paula Teixeira refere no seu texto que tem dificuldade em imaginar outra carreira para além do ensino e investigação em microbiologia e segurança alimentar. “É um privilégio poder aprender e ensinar, partilhar a paixão pelo conhecimento e contagiar o entusiasmo, despertar talentos, acompanhar o crescimento dos estudantes e contribuir para a saúde e bem-estar da sociedade, sem descurar a vida familiar.” Sobre a sua inclusão no livro, sente-se honrada por “fazer parte de um grupo que inclui Mulheres cujo percurso tem sido fonte de inspiração para mim e Mulheres a quem terei passado algum do meu entusiasmo pelo trabalho que faço e, talvez até, inspirado. É com muito orgulho que vejo reconhecido o meu trabalho e agradeço à Ciência Viva este reconhecimento. Mas o meu trabalho é também o trabalho de Todas e de Todos as/os que me têm acompanhado neste percurso, pessoal e profissional, e a quem este reconhecimento é meritoriamente extensivo. Não posso deixar de agradecer à instituição que tem proporcionado as condições para o meu trabalho, a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto e o CBQF, o seu centro de investigação.

O livro foi apresentado na passada quarta-feira, 8 de março, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, e contou com as intervenções de Elvira Fortunato, Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Isabel Ferreira, investigadora e atual Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Rosália Vargas, presidente da Ciência Viva, José Luís Cardoso, presidente da Academia das Ciências de Lisboa,  entre outros membros presentes. O livro reúne testemunhos de diferentes gerações e áreas do conhecimento, retratados pelos fotógrafos Alípio Padilha, Ana Brígida, Diana Tinoco e Rodrigo Cabrita.

As mulheres cientistas representam atualmente mais de 50% do total de investigadores em Portugal e o seu papel tem sido crucial para o progresso da ciência e a tecnologia nacionais.

Faça o download do livro “Mulheres na Ciência” (2023).

Leia também a notícia sobre o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência.

14-03-2023

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