X

Novidades

Research Scholarship - Project VIIAFOOD - BI-1

01-06-2023

Licenciaturas: Candidaturas abrem a 5 de junho

Conservação e Restauro, Cinema, Som e Imagem, Ciências da Nutrição, Microbiologia, Economia, Gestão, Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão, Enfermagem, Direito, Psicologia, Teologia, Ciências Religiosas (EaD). São muitos os cursos e múltiplas as saídas profissionais.

A 5 de junho abrem as candidaturas às licenciaturas das Faculdades da Universidade Católica no Porto. A partir desta data, os candidatos poderão aceder a toda a informação sobre os prazos e os documentos necessários no portal de candidaturas.

Mais que um curso, um futuro!

Descubra tudo sobre as nossas licenciaturas:

Escola das Artes:

Escola Superior de Biotecnologia:

Católica Porto Business School:

Instituto de Ciências da Saúde / Escola de Enfermagem:

Escola do Porto da Faculdade de Direito:

Faculdade de Educação e Psicologia:

Faculdade de Teologia:

 

31-05-2023

D. Tolentino Mendonça: “uma universidade é o lugar ideal para pôr em prática a cultura do encontro”

“As desigualdades aprofundam-se, os nacionalismos crescem, as guerras grassam. Esboroa-se a confiança na relação entre estados, instituições, pessoas” começou por expor Isabel Capeloa Gil, Reitora da UCP, na Grande Conferência de encerramento das celebrações dos 55 anos da Universidade Católica. Para D. José Tolentino Mendonça, “em etapas históricas assim desafiadoras, somos chamados a ativar ou a redescobrir os recursos espirituais e humanos”.

Prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação, que tutela as universidades católicas, o Cardeal, que já foi vice-reitor, professor e estudante da UCP, regressou à universidade para falar precisamente sobre os recursos espirituais para enfrentar o futuro. Focou-se em cinco recursos “elementares e universais”: a pessoa humana, o espanto, a relação, aceitar o risco, e a esperança.

O teólogo defendeu a importância de investir “na capacitação de cada pessoa para que possa desenvolver as suas potencialidades e contribuir desse modo qualificado para o bem comum”. Uma missão central das universidades que, segundo D. Tolentino Mendonça, devem aspirar “à universalidade do saber”, colocando em prática “o diálogo interdisciplinar”.

“Precisamos da ousadia de realizar alianças entre saberes, mesmo entre saberes que parecem distantes”, afirmou. “Precisamos de uma educação para a esperança. Não podemos permitir a disseminação da retórica da indiferença, da desistência e do medo, nem deixar que o universal direito à esperança seja atropelado pelo rolo compressor do niilismo. A esperança é a nossa missão”, acrescentou.

O Cardeal acredita que “uma universidade é o lugar ideal para pôr em prática a cultura do encontro”. O compromisso das universidades “deverá ser com um futuro que pratique um diálogo transversal de saberes, porque os desafios que aí vêm são cada vez mais transversais”. D. Tolentino Mendonça defende que, assim, será possível “aproximar as pessoas e encontrar novas formas de cooperação diante dos desafios trazidos pelo ambiente, pela tecnologia, pela sustentabilidade ética, pelas novas formas de inteligência, por uma distribuição mais justa dos recursos e pelas perguntas eternas sobre a vida e o seu sentido”.

Para Isabel Capeloa Gil, “repensar o mundo a partir de uma lógica de fraternidade social, conforme o apelo do Papa Francisco, é essencial para que tenhamos um futuro”. Um futuro que a Reitora da UCP vê “com confiança”, pois “uma universidade católica move-se no terreno do risco e da esperança, onde o conhecimento se constrói numa ótica de serviço e não de domínio ou poder, transformando as antigas ilhas disciplinares em grandes continentes”.

D. Manuel Clemente, Magno Chanceler da UCP, e Cardeal-Patriarca de Lisboa, referiu que "quando as universidades foram criadas, foi com a intenção de encontrar pessoas com saberes e a vontade de os ter", realçando a importância de existir disponibilidade "para aprender, sempre".

Sobre os 55 anos da Universidade Católica Portuguesa, o Cardeal destacou ainda como a UCP tem procurado “ultrapassar a lógica dos muros, num esforço para ser – como ainda recentemente lhe pediu o Papa Francisco – uma universidade socialmente inclusiva e com um compromisso explícito de serviço às grandes causas humanas”.

31-05-2023

Mobilidade Elétrica no centro do primeiro encontro do Clube INSURE.hub

A Mobilidade Elétrica esteve no centro do primeiro evento do Clube INSURE.hub, uma iniciativa que surge com o objetivo de permitir às entidades que integram o INSURE.hub criar laços entre si de aprendizagem e cooperação.

Quais são os principais desafios da Mobilidade Elétrica? Que medidas são urgentes para desbloquear estes desafios? Que outros setores de atividade poderão ser boas alternativas? Estas e outras questões guiaram este encontro de cooperação e networking que decorreu a 24 de maio, no Centro Porsche Porto, e que reuniu representantes das quase 60 entidades que fazem já parte deste Clube.

Durante o evento, foram apresentados dois casos de estudo enquadrados na temática da Mobilidade Elétrica. O primeiro da Porsche, apresentado por Hugo Ribeiro da Silva, e o segundo da Mota Engil Renewing, apresentado por Luís Castanheira.

Seguiu-se uma mesa redonda, moderada por João Pinto, vice-presidente da Universidade Católica no Porto, e que contou com a participação de Hugo Ribeiro da Silva, CEO da XRS Holding e do Centro Porsche Porto, de Luís Castanheira, CEO da Mota-Engil Renewing, de Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, com o Pelouro do Ambiente e Transição Climática e Pelouro da Inovação e Transição Digital, e de Luís Rochartre Álvares, senior advisor da Planetiers New Generation e industry fellow da Católica Porto Business School.

Ao longo do debate foi possível alertar para os impactos negativos do modelo tradicional de mobilidade, tais como a emissão de gases de efeito de estufa, o congestionamento de trânsito, a redução da qualidade do ar, o stress devido ao modelo de commuting e a perda de qualidade de vida nas cidades. A mobilidade elétrica vem mitigar estes impactos negativos, sendo por isso geradora de “benefícios sociais e ambientais.”

Participaram também no evento Isabel Braga da Cruz com a mensagem de boas-vindas e abertura e António Vasconcelos, co-líder da Planetiers New Generation, numa apresentação partilhada com João Pinto sobre o INSURE.hub, um ecossistema internacional de conhecimento transdisciplinar que integra parceiros de diferentes setores que, em conjunto, têm como objetivo colaborar tendo em vista a sustentabilidade plena e/ou regeneração, antecipando o futuro e a adaptação aos desafios ambientais globais, e promovendo o alinhamento com requisitos regulamentares.

Quais são os principais desafios da Mobilidade Elétrica?

Durante o debate foram discutidos os muitos desafios que a Mobilidade Elétrica enfrenta: a autonomia e o tempo de recarga; a infraestrutura de carregamento; o custo e a disponibilidade das baterias; a transição da indústria automobilística; a transição para a mobilidade elétrica requer uma mudança significativa na indústria automobilística; e a educação e consciencialização.

A disponibilidade/uso de veículos híbridos e elétricos, a energia renovável (eletricidade, biocombustíveis ou hidrogénio); as infraestrutura de carregamento (desenvolvimento e manutenção); a coordenação transporte individual versus transporte público (políticas públicas e corporativas); a promoção de formas de mobilidade suaves (bicicletas, etc); as frotas corporativas elétricas; a evolução de produto para serviço (mobilidade partilhada) através de soluções digitais para mobilidade elétrica são algumas das “medidas urgentes capazes de desbloquear os grandes desafios que se colocam.”

Durante o evento também foram assinados os memorandos de entendimento com a Porsche e com a Domus Social. Estas duas entidades passam a pertencer ao grupo de parceiros do INSURE.Hub, comprometendo-se a trabalhar em conjunto nas temáticas da sustentabilidade e regeneração.

Um ecossistema internacional de conhecimento transdisciplinar

O INSURE.hub, iniciativa que tem como objetivo criar um ecossistema internacional de conhecimento transdisciplinar que promova soluções de negócio de âmbito circular, sustentável e regenerativo, potenciadas por tecnologias disruptivas, resulta da mobilização da Universidade Católica no Porto, através da Católica Porto Business School e da Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation.

A iniciativa integra um conjunto de atividades que ambicionam a persecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, da Estratégia do Pacto Ecológico Europeu e das metas definidas para a Europa 2030, contribuindo para trazer Portugal para a linha da frente de países progressivos no seio da União Europeia.

O Clube INSURE.hub é mais uma iniciativa que tem como propósito proporcionar a partilha de visões, perspetivas e conhecimento de parceiros associados a determinados temas, cujas experiências se pretende que sejam inspiradoras e mobilizadoras de mudança e transformação.

30-05-2023

Research Scholarship - Viiafood Primor_BI_1

29-05-2023

Liderança, Serviço e Compaixão: docentes da Católica lecionam curso em Angola

Joana Morais e Castro e Mariana Abranches Pinto, docentes da ATES – Área Transversal de Economia Social da Universidade Católica no Porto, embarcaram numa missão em Angola para lecionar o curso “Liderança, Serviço e Compaixão – Cuidar da Casa Comum” para 50 jovens. 

Através de uma parceria com a ONGD – Leigos para o Desenvolvimento, a iniciativa decorreu entre os dias 2 e 9 de maio de 2023, no Alto Catumbela, Ganda, na Província de Benguela.

O curso teve como objetivo capacitar os jovens de competências para a liderança e incentivar iniciativas comunitárias de desenvolvimento local. A primeira parte do curso baseou-se em exemplos de líderes servidores e compassivos e procurou inspirar os participantes. Já a segunda parte incidiu no reforço de capacidades na gestão de ciclo do projeto. Em pequenos grupos, os jovens desenvolveram e estruturaram diversas iniciativas de desenvolvimento local com base em problemas identificados na comunidade.   

As duas docentes da ATES afirmam que a experiência foi “única e muito enriquecedora para ambas as partes. Proporcionou uma troca valiosa de conhecimentos e de perspetivas. Também demonstrou ser uma oportunidade inigualável de crescimento e aprendizagem mútua.”  

 

“Abrir novos horizontes e partilhar esperança.”

Além do curso, realizaram-se outras formações relacionadas com o tema da liderança. Houve um encontro com o Grupo Comunitário do Alto Catumbela (rede de pessoas e instituições locais dinamizada pela ONGD) e outro encontro com mulheres de um Movimento Feminino Católico - PROMAICA. 

Ocorreram ainda mais três workshops sobre "Inclusão e deficiência" e um encontro Death café, onde se abordou o tema da morte e do luto. Este último workshop foi realizado em parceria com a Compassio - Associação para a Construção de Comunidades Compassivas

Acreditamos que pudemos contribuir de alguma forma para abrir novos horizontes e partilhar esperança”, concluem as docentes. 

Esta experiência transcultural serviu para fomentar um intercâmbio de valores, de conhecimento e procurou encorajar os participantes na formação de líderes comprometidos.  

29-05-2023

Presidente da Assembleia da República Portuguesa encerra Ciclo de Primavera dos ISP Dialogues com conferência sobre “O futuro do Mundo”

Augusto Santos Silva, Presidente da Assembleia da República Portuguesa, foi o orador da Conferência de Encerramento do Ciclo de Primavera dos ISP Dialogues com o tema “O futuro do Mundo”, que contou com cerca de uma centena de participantes.

Numa sessão especialmente dirigida a estudantes do International Studies Programme (Mestrado em Direito Internacional e Europeu totalmente lecionado em inglês) mas aberta a toda a comunidade, o Presidente da Assembleia da República Augusto Santos Silva partilhou a sua visão relativamente aos desafios que o mundo vive nos dias de hoje. Para Manuel Fontaine, Diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito, o tema em questão é de elevada importância, uma vez que “afeta cada um de nós”.

“Tudo o que seja pôr as pessoas a refletir em conjunto, com base na informação que partilham e num ambiente de liberdade intelectual é bom. Forma as pessoas, amadurece as pessoas e enriquece-as. E enriquecendo as pessoas, enriquece as organizações e instituições que, no fim do dia, são feitas de pessoas”, reforça Augusto Santos Silva.

“É, para nós, um enorme gosto e um privilégio receber o Presidente da Assembleia da República na Faculdade de Direito da Católica no Porto para participar na Conferência de Encerramento do Ciclo de Primavera dos ISP Dialogues,” refere Azeredo Lopes, docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito e coordenador do International Studies Programme.

“Em dois semestres, os ISP Dialogues receberam mais de duas dezenas de oradores de relevo nacional e internacional que partilharam a sua visão, as suas vivências e experiências enquanto protagonistas ativos da diplomacia e do direito internacional e europeu,” salienta Maria Isabel Tavares, docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Católica, acrescentando “a diversidade de convidados complementa o ensino dos alunos, mas também, fomenta e encoraja o pensamento crítico, contextos interdisciplinares e uma abordagem mais humanista.”

Azeredo Lopes acrescenta também “os ISP Dialogues nasceram no âmbito de um programa de Mestrado em Direito Europeu e internacional, todo lecionado em inglês, e ganharam uma dimensão surpreendente, pela adesão e participação de tantos.”

Os ISP Dialogues decorrem no âmbito do International Studies Programme. Ao longo de um ano, as sessões dos ISP Dialogues contaram com 24 oradores convidados, que abordaram temas específicos no âmbito do Direito Internacional e Europeu e das Relações Internacionais.

 

25-05-2023

Rumo à Roménia: estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia participam em programa de formação internacional

Estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), da Universidade Católica no Porto, rumaram até à Roménia para integrarem o Blended-Intensive Programme (BIP), organizado pela Universidade Babes Bolyai (UBB), em Cluj-Napoca.

Os 26 estudantes da FEP juntaram-se a 20 outros alunos oriundos da Polónia, Turquia, Espanha, Estados Unidos da América, Alemanha e Lituânia para participarem em inúmeras atividades que combinaram aprendizagem, aplicação prática, trabalho em rede e exploração cultural. Patrícia Oliveira Silva, vice-diretora da FEP para a Internacionalização, e Alexandra Carneiro, coordenadora da licenciatura em Psicologia, acompanharam o grupo de estudantes durante todo o programa.

 

Uma experiência abrangente e transformadora

O BIP, uma experiência de formação internacional abrangente e transformadora, proporcionou a todos os participantes o contacto com especialistas reconhecidos através de conferências sobre bem-estar e saúde mental na vida académica, a aprendizagem num mundo 3D, o teatro para desenvolver competências sociais e de comunicação, como o cérebro aprende, entre outros.

Os alunos também participaram em podcasts no AcademicRadio, atividade que teve um grande significado em termos de desenvolvimento pessoal e profissional. Esta experiência proporcionou uma plataforma valiosa para os estudantes amplificarem as suas vozes, partilharem as suas perspetivas e contribuírem para conversas significativas num contexto global.

Os estudantes afirmam que a experiência “excedeu todas as expectativas em todos os sentidos. Devo admitir que tinha algumas reservas quanto a dar entrevistas, falar na rádio e outras experiências. Mas, no final, fiz amizades para toda a vida e este programa abriu-me portas e capacitou-me para terminar agora o meu mestrado."

"Os workshops colaborativos tiraram-me da minha zona de conforto e ajudaram-me a desenvolver fortes competências de trabalho em equipa e de comunicação. Foi como uma montanha-russa de aprendizagem e aventura. Alguns oradores deram-me a volta à cabeça e partilharam conhecimentos do mundo real que fizeram com que tudo fizesse sentido”, confessa outro estudante.

O BIP serviu para fomentar uma cultura positiva de trabalho interno e um testemunho de colaboração. O BIP na Roménia juntou a FEP e a Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FFCS) da Universidade Católica em Braga. A FFCS esteve representada por nove alunos, acompanhados pelas docentes Armanda Gonçalves e Íris Oliveira.

 

Uma imersão cultural

As atividades práticas proporcionaram conhecimentos valiosos, mas a dimensão cultural e social foi igualmente cativante. Os alunos viveram uma verdadeira imersão cultural, conhecendo o rico património cultural de Cluj-Napoca através de visitas guiadas. Visitaram marcos históricos e participaram em tradições locais.

"O Parque Etnográfico Romulus Vula era como um tesouro escondido à espera de ser descoberto. Explorar as casas tradicionais e ver os artefactos foi como recuar no tempo", confessou um aluno, acerca da visita que realizaram a este equipamento cultural.

Outro estudante afirmou, também, que "visitar o Parque Etnográfico Romulus Vula foi o ponto alto para mim. A atenção aos pormenores das casas tradicionais e as histórias cativantes que os alunos que nos guiaram partilharam fizeram-me sentir ligada ao passado da região. Foi um testemunho destas pessoas que moldaram a cultura local de Cluj-Napoca".

"Testemunhar a transformação dos alunos ao longo do BIP encheu-me o coração. É claro que, inicialmente, os estudantes expressaram algum medo e apreensão em relação a algumas partes da experiência. No entanto, foi inspirador vê-los ultrapassar essas reservas iniciais e mergulharem totalmente no programa, representando orgulhosamente a nossa faculdade”, afirma Patrícia Oliveira-Silva.

“Demonstraram uma grande capacidade de adaptação, aceitaram os desafios, colaboraram com colegas de diversas origens, ultrapassaram os seus limites intelectuais, começaram a participar ativamente nos debates e integraram-se mais a cada dia que passava, entusiasmados e confiantes em seguir em frente nesta comunidade internacional. A sua dedicação e vontade de sair da sua zona de conforto exemplificam o poder transformador destas iniciativas internacionais”, acrescenta.

Os testemunhos dos vários estudantes que participaram neste programa são reveladores do impacto positivo que teve no percurso de aprendizagem e de desenvolvimento.

"Obrigado aos organizadores da Universidade Católica e da UBB, aos membros do corpo docente e aos outros estudantes por fazerem deste programa uma experiência inesquecível. A combinação entre a aprendizagem, o networking e a imersão cultural alargaram os meus horizontes e enriqueceram a minha experiência.”

25-05-2023

Miguel Freitas: “A atenção aos detalhes foi fundamental para alcançar os meus objetivos.”

Miguel Freitas é natural de Santarém, tem 51 anos e é alumnus da Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica Portuguesa – Porto. Vive em Nova Iorque há 20 anos e é vice-presidente dos Scientific Affairs da Danone, cargo que ocupa com muito empenho e paixão. Admite que o seu percurso “surgiu muito naturalmente”, fruto de muito trabalho e determinação. Nos tempos livres? Gosta de pastelaria e de fotografia analógica.

 

Vive em Nova Iorque há 20 anos. Gosta do ritmo acelerado da cidade?

Curiosamente, não. Mas gosto muito de Nova Iorque. Aliás, gosto muito de cidades grandes, mas, talvez, não pelo ritmo demasiado acelerado, mas sim pelas outras inúmeras oportunidades e possibilidades. Viver em Nova Iorque foi um desafio ao princípio, porque temos de saber equilibrar as diferentes dimensões do nosso dia. Aqui vive-se um ambiente de trabalho bastante intenso. É importante encontrar um equilíbrio. Como cá dizemos, é importante o work-life balance. Para quem cá vive: é um desafio que temos diariamente.

 

“Estava determinado em fazer parte do meu percurso no estrangeiro.”

 

Desde novo que desejou ter experiências internacionais. O que é que o fazia ter os olhos postos no estrangeiro?

Sou natural de Santarém. Cresci nesta pequena cidade, mas desde novo fui incentivado a desejar ir para fora para conhecer outras realidades e também comecei cedo a viajar. Sempre tive o incentivo da minha família. Muito naturalmente, acabei por ter como foco e vontade de ir para fora, porque percebia o benefício e a vantagem que isso iria ter na minha vida. Conhecer outras culturas, pensar mais além, abrir-me ao mundo tanto profissionalmente, como pessoalmente.

 

Foi com esse foco que acabou por escolher estudar na Escola Superior de Biotecnologia?

Exatamente. Entrei em 1990 e fui viver para o Porto. Na altura, a ESB proporcionava aos estudantes oportunidades internacionais e esse foi um dos meus critérios de escolha, juntamente com a minha paixão pela ciência e alimentação. Estava determinado em fazer parte do meu percurso no estrangeiro e percebi que era na Católica que ia conseguir concretizar essa vontade. Foi a Escola Superior de Biotecnologia que me lançou para uma vida na investigação, na vertente científica com foco na nutrição e alimentação. Acabei por ficar cerca de 7 anos, porque depois da licenciatura, também fiquei para o mestrado em Estudos Alimentares.

 

Quando é que surge o seu gosto pela área Alimentar?

Havia em mim uma clara tendência para a área das ciências. Venho de uma família de médicos e enfermeiros, embora nunca tenha pensado na medicina para a minha vida. Perspetivava, talvez, uma carreira na área da biologia, genética e biotecnologia. A Nutrição e a Alimentação surgiram, concretamente, com a licenciatura em Engenharia Alimentar. Foi uma descoberta que fiz na Universidade.

 

“O corpo docente de excelência e o ensino dinâmico foram elementos essenciais na minha formação.”

 

De que forma é que a Escola Superior de Biotecnologia lhe abriu portas para o futuro?

Precisamente pela abertura ao mundo e pelas oportunidades que coloca no caminho dos estudantes. O estágio que fiz na Suíça, na Nestlé, no âmbito da Licenciatura de Engenharia Alimentar, e o estágio que fiz em França na Danone, no âmbito do Mestrado, foram muito importantes para o meu percurso, porque foram experiências que abriram portas para um mundo de oportunidades. Para além disso, o corpo docente de excelência e o ensino dinâmico que privilegiava a prática e o desenvolvimento de projetos também foram elementos essenciais na minha formação.

 

Atualmente, é vice-presidente dos Scientific Affairs da Danone, nos Estados Unidos. Em que consiste a sua função?

O trabalho que a minha equipa desenvolve tem duas vertentes: a vertente externa e a vertente interna. Na vertente externa, trabalhamos na ligação entre a Danone e a comunidade médica e científica. Asseguramos a integridade do portefólio dos produtos da Danone no que diz respeito aos atributos de saúde. Trabalho como porta-voz nos campos da Nutrição e da Ciência para efeitos de relações públicas e convenções relacionadas com marcas e tópicos da categoria, como efeitos benéficos de probióticos. Na vertente interna, fazemos a ponte entre as nossas equipas científicas e o Marketing. Desenvolvemos as componentes de Nutrição e Saúde aplicadas às mensagens que são comunicadas, às alegações, a novas formas de comunicação e, também, em eventos destinados a profissionais de saúde e consumidores. No fundo, traduzimos as mensagens científicas de forma a que sejam devidamente comunicadas ao público, sem nunca perderem o rigor científico. Por exemplo, quando queremos comunicar um iogurte grego, existem mensagens concretas que têm de ser comunicadas. Qual a quantidade e a qualidade da proteína, de gordura e de minerais? Para isto, trabalhamos em cooperação com as equipas de Marketing e Jurídica.

 

Mas antes de ocupar esse papel, esteve numa função mais laboratorial e de investigação. Tem saudades?

Confesso que não, apesar de terem sido anos muito bons, onde trabalhei como líder de projetos de investigação, concretamente sobre probióticos. Foi precisamente sobre este tema o meu doutoramento, realizado no Instituto Nacional de Saúde e Investigação Médica, em Paris, em colaboração com a Danone. Apesar de ter sido uma oportunidade excelente e de ter gostado verdadeiramente daquilo que fazia, prefiro um trabalho que me ponha em contacto com o público e o meio científico e médico externo. A posição que ocupo atualmente permite esse contacto constante, seja através da interligação que faço com diferentes equipas e pessoas, seja porque é um trabalho que exige viajar muito.

 

De Santarém para o Porto, de Portugal para a Suíça, da Suíça para França e de França para os Estados Unidos da América. Como é que definiria o seu percurso?

Diria que o meu percurso foi muito natural. Não planeei muito, as oportunidades foram surgindo muito naturalmente. Mas, claro, que fui trabalhando para que as propostas pudessem surgir e mantive sempre o meu foco e determinação.

 

“O meu objetivo era mudar o que as pessoas consomem, através da investigação de probióticos e o efeito na saúde.”

 

Que conselhos daria aos mais jovens que estão neste momento a iniciar o seu percurso profissional também na área da Ciência?

Ser determinado, ter atenção aos detalhes e definir um sentido e um propósito. É muito importante ser-se determinado e ter-se um foco bem definido, porque é isso que permite avançar, chegar a resultados e não desistir das hipóteses levantadas. No meu doutoramento, foi essencial manter a determinação e a confiança na minha tese, porque era sobre um tópico controverso. A atenção aos detalhes é essencial para quem trabalha em ciência, porque o mais pequeno pormenor pode ser decisivo. Quer seja no laboratório a cultivar bactérias ou a escrever um artigo científico, a atenção aos detalhes foi fundamental para alcançar os meus objetivos. Por último, mas não menos importante, acredito que ter um objetivo e um propósito definidos ajuda a manter o foco e a tomar decisões acertadas. Depois de terminar o meu doutoramento, tive de optar por seguir uma carreira académica de investigação fundamental ou ingressar na Danone. Não foi uma decisão fácil, mas foi essencial não perder de vista o meu objetivo e o meu propósito que era, e continua a ser, ter um impacto direto na vida das pessoas e de melhorar a nossa saúde através da alimentação.

 

Através da investigação aplicada?

Sim, eu preferi focar-me na investigação aplicada, porque dessa forma conseguia ter um impacto no que as pessoas consomem e fazer a diferença no tipo de alimentação. O meu objetivo era mudar o que as pessoas consomem, através da investigação de probióticos e nos seus efeitos na saúde. Ter um propósito definido foi essencial para tomar decisões e permitir que novas oportunidades surgissem.

 

O que é que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Pastelaria e fotografia analógica. A pastelaria é quase engenharia. Mexer um preparado 20 minutos é diferente de mexer 30 minutos e um grau a menos ou a mais pode fazer toda a diferença. Também gosto muito de fotografia analógica. Descobri esta paixão, porque o meu pai era radiologista. Em vez de ossos ou partes do corpo humano, eu experimentava em coisas mais normais (risos). Também aqui um segundo a mais ou a menos vai fazer toda a diferença na revelação e no produto final.

 

Mais uma vez, os detalhes …

Sim, sou muito atento e obcecado pelos detalhes.

 

25-05-2023

“Dar cor à Escola”: comunidade da Universidade Católica reunida em ação de voluntariado

“Dar cor à Escola” foi o mote da grande ação de voluntariado promovida no âmbito dos 20 anos da CAtólica SOlidária (CASO). Estudantes, antigos estudantes, docentes, colaboradores, familiares e amigos uniram-se em torno da missão de pintar as paredes da Escola do Parque, em Aldoar, na cidade do Porto, ajudando a dar uma nova vida a este local que acolhe e recebe diariamente muitas crianças.

No total, cerca de 50 voluntários, distribuídos pelos turnos de trabalho nos dias 22 e 23 de maio, empenharam-se neste serviço à comunidade, na certeza de que “o voluntariado é uma verdadeira oportunidade de crescimento.”

Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP), da Universidade Católica no Porto, que assume a gestão da CASO, afirma que “servir em comunidade tem um significado especial”. “Enquanto Universidade Católica, a dimensão do serviço tem uma importância muito grande. Acreditamos que é na proximidade com os outros que nos transformamos em pessoas melhores, mais completas e felizes”, acrescenta.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora e presidente da Universidade Católica no Porto, esteve presente na ação de voluntariado em comunidade, onde também referiu que “o voluntariado tem um papel determinante na transformação das pessoas.” Durante a ação houve ainda tempo para cantar os parabéns à CASO e soprar as velas. Um momento simbólico que marca os 20 anos de serviço à comunidade e o compromisso com o futuro.

 

20 anos da CASO

Esta ação de voluntariado, que contou com o apoio das tintas CIN, insere-se no âmbito das comemorações dos 20 anos da CASO. Está agendada, nos dias 19 e 20 de junho, uma conferência internacional - “University as an epicentre for social responsibility: commitment to people and the planet” - onde será apresentado um estudo sobre a transformação e o impacto do voluntariado nos estudantes da Universidade Católica no Porto.

 

 

24-05-2023

Pages