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“Serpentina” da pintora Adriana Molder em exposição na Escola das Artes

“Serpentina” é o nome do mais recente trabalho artístico da pintora portuguesa Adriana Molder que estará em exposição na Escola das Artes da Universidade Católica no Porto já a partir de 13 de abril. Com curadoria de Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, vão ser expostos 9 desenhos de grande escala e exibido um filme que vai ao encontro das gravuras de Israhel van Meckenem e de Mestre E. S. A inauguração está agendada para 13 de abril, às 18h30, e a entrada é livre.

Adriana Molder, pintora portuguesa premiada e com trabalhos expostos a nível nacional e internacional, caracteriza-se por comparar a criação das suas obras artísticas à forma como os realizadores de cinema preparam os seus filmes. É por isso mesmo que nas pinturas de Molder as alusões a sonhos, memórias e ilusões, assim como o mundo das sombras e fumo estão muito presentes, e os seus retratos transmitem atmosferas sombrias, onde o fantasmagórico e o cinematográfico são predominantes.

A nova exposição “Serpentina” procura evocar a serpente musa de Anselmo, linha viva, capaz de ser qualquer forma e de provocar susto,” refere Adriana Molder. Além dos 9 desenhos, a exposição é composta por um filme que vai ao encontro das gravuras de Israhel van Meckenem e de Mestre E. S. A, figuras ímpares do período gótico europeu. 

De acordo com Adriana Molder, “Serpentina é também um filme, uma fantasia em Stop Motion com um amor particular ao cinema mudo na qual os desenhos e a minha figura se encontram e perdem de forma inusitada. Na encruzilhada de onde surgem estes desenhos - as gravuras de Israhel van Meckenem, do Mestre E. S., mas também a representação do cosmos de Hildegard von Bingen ou a figura de Salomé de Lucas Cranach -, entram agora a imagem em movimento e ainda esse mistério que é a música: Matteo da Perugia, Conan Osiris e a alegria do assobio.” 

Nuno Crespo, curador da exposição e diretor da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto, salienta “a Escola das Artes é também um Art Center onde organizamos inúmeros momentos de cultura na cidade e as quatro exposições que realizamos anualmente são disso reflexo.” Nuno Crespo refere também “recebermos esta exposição em particular é um grande privilégio. A Adriana Molder é uma pintora portuguesa premiada que tem peças, por exemplo, na Coleção António Cachola, na Fundação EDP, na Fundació Sorigue, ou no Kupferstichkabinett – Staatliche Museen zu Berlin.”

A inauguração da exposição “Serpentina” de Adriana Molder, com curadoria de Nuno Crespo, tem data marcada de inauguração dia 13 de abril, às 18h30, e estará patente até 23 de junho na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Tem entrada livre e pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 14h00 às 19h00.

05-04-2023

CPBS está a desenvolver Global Education Certificate para enriquecer o currículo dos alunos de Licenciatura

Dada a necessidade crescente dos estudantes assinalarem fatores de diferenciação quando se apresentam ao mercado de trabalho, a Católica Porto Business School (CPBS) desenvolveu o Global Education Certificate (GEC), um documento suplementar ao diploma, que poderá ser atribuído aos alunos no momento da conclusão da sua licenciatura.

A CPBS é reconhecida pela excelência no ensino académico, proporcionando aos estudantes todas as competências necessárias para uma carreira de sucesso. No entanto, a Escola acredita que o GEC será um importante fator diferenciador para destacar o compromisso e os importantes desafios que os estudantes alcançaram ao longo do seu percurso académico. 

Para obterem o certificado, os estudantes devem preencher três condições: realização de um mínimo de 60 ECTS que cumpram um dos seguintes critérios: i) ECTS realizados em inglês; ii) ECTS realizados em mobilidade internacional; realização de pelo menos 30 horas de voluntariado; ter, pelo menos, 8 pontos na componente de pontuação, que premeia a excelência no desempenho académico, o envolvimento em atividades de estágio e desenvolvimento de competências, em atividades extracurriculares, nos clubes e associações, bem como noutras iniciativas relevantes. 

O GEC pretende assinalar elementos de excelência no percurso dos estudantes, encorajando-os a procurarem, para além de um bom desempenho académico, uma experiência de formação enriquecedora, que contribua para uma formação ética, socialmente responsável e global.

 

04-04-2023

Projeto colaborativo promove desenvolvimento de competências dos estudantes de Psicologia

Estudantes das Licenciaturas em Psicologia da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP – UCP/Porto) e da Faculdade de Ciências Humanas (FCH – UCP/Lisboa) participaram num projeto conjunto que proporcionou, através do diálogo intrainstitucional, o desenvolvimento de competências científicas e transversais como pensamento crítico, competências de comunicação, capacidade de adaptação a novas situações, capacidade de resolução de problemas e de trabalho em equipa.

Teve a duração de 5 semanas e contemplou a realização de tarefas assíncronas e 3 aulas síncronas, contando com a participação de 118 estudantes, que refletiram sobre as mudanças societais que envolvem as famílias que vivem em Portugal no século XXI, espelhadas nos resultados dos Censos 2021.

Enquadrado numa lógica de diferenciação curricular, o projeto de colaboração realizou-se no âmbito das UC de Modelos Sistémicos e Narrativos (FEP) e Psicologia da Família (FCH) do 3º ano da licenciatura, sob a coordenação das docentes Vânia Sousa Lima e Rita Francisco, respetivamente.

Através desta iniciativa pretendeu-se, a partir de uma parceria entre as duas faculdades da UCP, promover, junto dos estudantes, o desenvolvimento de capacidades imperativas no exercício profissional de Psicólogos num contexto em permanente mutação.

04-04-2023

Projeto combina tecnologia e saúde para combater dor crónica da Lesão Medular

Combater a dor crónica dos pacientes com Lesão Medular (LM) com recurso a realidade virtual e interface cérebro-computador é o objetivo do “Chronic Pain control in Spinal Cord Injury: an interdisciplinary study in neuroscience, art, nursing and ethics” (ReliefPain), um projeto de investigação interdisciplinar da Universidade Católica Portuguesa no Porto, que alia as Artes e a Tecnologia às Ciências da Saúde.

O projeto dedicou-se ao desenvolvimento de um sistema de integração de realidade virtual (VR) e de interface cérebro-computador (BMI) não invasiva num protocolo de neuroreabilitação para pacientes com dor crónica em condição de paraplegia por lesão na medula espinhal. “Pretende-se contribuir para a exploração de novos paradigmas de tratamento e reabilitação, potencialmente com melhores resultados do que as estratégias tradicionais, como é exemplo a fisioterapia,” refere Carla Pais-Vieira, investigadora do CIIS, e acrescenta “tudo em prol da redução significativa dos níveis de dor e da melhoria da qualidade de vida dos pacientes com LM.

Desenvolvido no âmbito do financiamento interno para projetos interdisciplinares da Universidade Católica no Porto, integra o Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR), da Escola das Artes, o Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS), do Instituto de Ciências da Saúde no Porto, e o Instituto de Bioética (IB). André Perrotta (CITAR/CISUC), Carla Pais Vieira (CIIS), João Amado (CIIS) e António Ferreira (IB) são os investigadores que constituem a equipa do ReliefPain.

André Perrotta, atualmente investigador integrado do CISUC e investigador colaborador do CITAR, afirma que “o impacto do projeto reside no facto de apontar resultados promissores para o desenvolvimento de protocolos de reabilitação de pacientes que sofrem de problemas neurológicos (por exemplo: paraplegia), utilizando tecnologias recentes.

 

Tratamento para mais pessoas e a um custo mais acessível

O objetivo principal do projeto foi atingido, uma vez que se confirmou, através da aplicação num paciente real, a hipótese inicial de que um protocolo de neuroreabilitação que utiliza VR e BMI pode ajudar na melhoria dos sintomas da dor crónica em pacientes com lesão na medula espinhal. O projeto resultou em duas publicações em revistas de alto impacto, dois artigos numa conferência internacional e uma patente submetida e concedida.

Os investigadores explicam que este projeto abre portas à possibilidade do desenvolvimento de sistemas de neuroreabilitação portáteis, utilizando plataformas móveis (telemóveis, handheld-consoles), o que permitiria levar este tipo de tratamento para mais pessoas por um custo acessível. Os próximos passos? “Procurar novas fontes de financiamento e novos parceiros que permitam expandir o estudo para um maior número de pacientes,” referem.

O projeto, que teve uma duração de 3 anos, contou com uma equipa multi e interdisciplinar da Universidade Católica no Porto, combinando investigadores das áreas das Ciências da Saúde, das Artes e da Bioética, e, ao longo do seu desenvolvimento, também contou com investigadores de outras áreas como a Neurociência, o Desenho de Produto e o Desenvolvimento de Software. Para a equipa do ReliefPain trata-se de um projeto “com objetivos ambiciosos e complexos, que seria inatingível sem a colaboração de uma equipa verdadeiramente multidisciplinar.”

04-04-2023

Jornadas de Biotecnologia debateram inteligência artificial e ética na ciência

O Auditório Arménio Miranda encheu para receber mais umas Jornadas de Biotecnologia, organizadas por estudantes e antigos alunos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto. Um encontro anual que procura estabelecer um elo de ligação entre os atuais estudantes e os futuros engenheiros e profissionais das diferentes áreas de estudo ligadas à biotecnologia. Entre os dias 29 e 30 de março, estiveram presentes organizações como a iLof, a Craftable Software, a Farfetch, a PeekMed, a FC Porto, a Tec4Med, a Amyris, a TECMAFOODS: Insect based feed & food Lda, entre outras.

“Dietas sustentáveis em Jovens Casais Portugueses: Jantar Proteínas Alternativas”; “Saboreamos com o cérebro, não com a língua”; “O hospital do futuro”; “Projetos Extracurriculares”; “Algas… o alimento do futuro?”; “Genética médica”; “Hacking – Segurança em Sistemas de Saúde”; “Comunicação em Ciência: 'Make science understandable'” e “A importância da IA em Data Science” foram os temas das palestras. O evento, que teve lugar na Escola Superior de Biotecnologia, decorreu ao longo de dois dias, em formato de congresso científico, e contou com oradores de renome nacional e internacional nas áreas da Biotecnologia, Microbiologia, Ciências da Nutrição, Engenharias Alimentar, Biomédica e do Ambiente.

O objetivo foi o de promover a familiarização com o mundo da Biotecnologia e a realidade industrial e empresarial, mas também o de promover um maior contacto e conhecimento das mais recentes descobertas tecnológicas e científicas, através da realização de palestras, speed dating, workshops e uma mesa redonda sobre ética na ciência. Os participantes esclareceram dúvidas e interagiram com representantes de organizações como iLof; Craftable Software; Farfetch; PeekMed; FC Porto; Tec4Med; Amyris; TECMAFOODS:  insect based feed & food, Lda, entre outras.

As Jornadas de Biotecnologia contaram com a presença de Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, que atua no interesse do Centro Regional do Porto; Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia; Leonor Pinto, Presidente da Associação Nacional dos Estudantes de Nutrição - ANEN; Sara Pereira, Presidente da Associação Nacional de Estudantes de Engenharia Biomédica – ANNEB; André Mimoso, Presidente da Associação de Estudantes  da Escola Superior de Biotecnologia e ainda com Simone Sá, Presidente das Jornadas de Biotecnologia 2023.

31-03-2023

Metro do Porto integra INSURE.hub

A Metro do Porto é o membro mais recente do INSURE.hub - Innovation in Sustainability and Regeneration Hub, juntando-se a mais de 50 entidades que integram esta iniciativa da Universidade Católica Portuguesa no Porto e da Planetiers New Generation, lançada em outubro de 2021. Através da assinatura do memorando de entendimento, as instituições envolvidas comprometem-se a trabalhar em conjunto nas temáticas da sustentabilidade e regeneração.

Dois anos depois de ter sido criado, o INSURE.hub conta com mais de 50 entidades nacionais e internacionais cuja estratégia passa por acompanhar a inovação na academia e implementar projetos nas áreas da sustentabilidade e da regeneração” explica Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, que atua no interesse do Centro Regional do Porto.

Lançado em outubro de 2021, num evento público, o INSURE.hub está já a cumprir o seu grande objetivo: criar um ecossistema vibrante, nacional e internacional, de conhecimento transdisciplinar de âmbito circular, sustentável e regenerativo. São já mais de 50 as entidades que se associaram a esta iniciativa que resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation, em conjunto com organizações nacionais e internacionais que se constituem como líderes de pensamento e agentes de transformação para a Sustentabilidade e a Regeneração.

A assinatura do memorando de entendimento decorreu a 29 de março de 2023 na presença de Isabel Braga da Cruz e de Tiago Costa Braga, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto.

30-03-2023

Voluntariado Universitário Europeu: Estudantes da Católica participam em formação

O trabalho em equipa. A gestão de conflitos. O voluntariado no mundo real e o voluntariado transformador. A gestão de emoções e o mindfulness. Estes foram alguns dos temas das sessões de formação de voluntariado universitário europeu onde participaram vários estudantes da Universidade Católica Portuguesa no Porto e em Braga.

Durante dois dias, estudantes da Universidade Católica rumaram a Bilbau para participarem num evento de formação do programa europeu de voluntariado Fly, que irá decorrer no verão de 2023, e que promove experiências de intercâmbio e aprendizagem no terreno. Participaram no evento cerca de 125 voluntários. Da Universidade Católica marcaram presença sete estudantes voluntárias do Porto e duas de Braga.

Para Mafalda Sá, estudante da Licenciatura em Psicologia, da Faculdade de Educação e Psicologia, “este fim de semana de Formação do Fly foi uma experiência incrível, que me completou enquanto voluntária e, também, enquanto pessoa.”

Durante o encontro, foram vários os momentos que permitiram um conhecimento das equipas, dos processos e do projeto. No final, todos os voluntários foram desafiados a escrever uma carta ao seu “eu voluntário do futuro”, registando como se sentem em relação à experiência que vão realizar.

 

Rumo a Bilbau, Sevilha e Bósnia

O programa de voluntariado Fly tem como propósito primordial reforçar o compromisso das universidades parceiras com o desenvolvimento sustentável e sensibilizar as comunidades universitárias para os problemas decorrentes da desigualdade e da injustiça. No verão, as estudantes voluntárias da Universidade Católica irão participar em dois projetos em Espanha e um na Bósnia. Em Bilbau, com crianças e adolescentes em situação vulnerável, em Sevilha com adultos com incapacidade intelectual e em Bihac com migrantes refugiados.

Isabel Madureira, estudante de Direito, da Escola do Porto da Faculdade de Direito, partilha que “foi gratificante viver a experiência e partilhá-la com tantos jovens que querem distribuir amor pelo próximo.” A estudante refere, também, que as atividades promovidas durante a formação “foram a chave para solidificar o compromisso enquanto voluntária e para compreender de que maneira começa e termina este papel” e destaca a “resiliência” e a “bondade” que caracteriza as estudantes da Católica que foram selecionadas para o Fly.

“Ajudar os outros e marcar a diferença no mundo” é o que move Mafalda Sá para participar neste programa que lhe vai permitir “sair da zona de conforto e agarra uma oportunidade de crescimento e de aprendizagem.” Para a estudante de psicologia, “foi um fim de semana intenso, onde conheci pessoas maravilhosas que, tal como eu, querem ir mais longe e ser uma voz para a mudança positiva.”

Coordenado pela Universidade de Comillas (Madrid), o programa Fly 2023 junta, para além da Universidade Católica Portuguesa, as Universidades de Deusto (Bilbao), ESADE (Barcelona), Loyola (Andaluzia), LUMSA (Roma, Itália) e Mateja Bela (Banská Bystrica, Eslováquia).  Cada uma das instituições envolvidas apresenta projetos de voluntariado e/ou de aprendizagem-serviço no país de origem, com a possibilidade de receber estudantes, bem como de enviar alunos para projetos de outras universidades parceiras.

O encontro de formação decorreu nos dias 25 a 26 de março, na Orduña, em Bilbau.

 

30-03-2023

Voluntariado Universitário Europeu: Estudantes da Católica participam em formação

O trabalho em equipa. A gestão de conflitos. O voluntariado no mundo real e o voluntariado transformador. A gestão de emoções e o mindfulness. Estes foram alguns dos temas das sessões de formação de voluntariado universitário europeu onde participaram vários estudantes da Universidade Católica Portuguesa no Porto e em Braga.

Durante dois dias, estudantes da Universidade Católica rumaram a Bilbau para participarem num evento de formação do programa europeu de voluntariado Fly, que irá decorrer no verão de 2023, e que promove experiências de intercâmbio e aprendizagem no terreno. Participaram no evento cerca de 125 voluntários. Da Universidade Católica marcaram presença sete estudantes voluntárias do Porto e duas de Braga.

Para Mafalda Sá, estudante da Licenciatura em Psicologia, da Faculdade de Educação e Psicologia, “este fim de semana de Formação do Fly foi uma experiência incrível, que me completou enquanto voluntária e, também, enquanto pessoa.”

Durante o encontro, foram vários os momentos que permitiram um conhecimento das equipas, dos processos e do projeto. No final, todos os voluntários foram desafiados a escrever uma carta ao seu “eu voluntário do futuro”, registando como se sentem em relação à experiência que vão realizar.

 

Rumo a Bilbau, Sevilha e Bósnia

O programa de voluntariado Fly tem como propósito primordial reforçar o compromisso das universidades parceiras com o desenvolvimento sustentável e sensibilizar as comunidades universitárias para os problemas decorrentes da desigualdade e da injustiça. No verão, as estudantes voluntárias da Universidade Católica irão participar em dois projetos em Espanha e um na Bósnia. Em Bilbau, com crianças e adolescentes em situação vulnerável, em Sevilha com adultos com incapacidade intelectual e em Bihac com migrantes refugiados.

Isabel Madureira, estudante de Direito, da Escola do Porto da Faculdade de Direito, partilha que “foi gratificante viver a experiência e partilhá-la com tantos jovens que querem distribuir amor pelo próximo.” A estudante refere, também, que as atividades promovidas durante a formação “foram a chave para solidificar o compromisso enquanto voluntária e para compreender de que maneira começa e termina este papel” e destaca a “resiliência” e a “bondade” que caracteriza as estudantes da Católica que foram selecionadas para o Fly.

“Ajudar os outros e marcar a diferença no mundo” é o que move Mafalda Sá para participar neste programa que lhe vai permitir “sair da zona de conforto e agarra uma oportunidade de crescimento e de aprendizagem.” Para a estudante de psicologia, “foi um fim de semana intenso, onde conheci pessoas maravilhosas que, tal como eu, querem ir mais longe e ser uma voz para a mudança positiva.”

Coordenado pela Universidade de Comillas (Madrid), o programa Fly 2023 junta, para além da Universidade Católica Portuguesa, as Universidades de Deusto (Bilbao), ESADE (Barcelona), Loyola (Andaluzia), LUMSA (Roma, Itália) e Mateja Bela (Banská Bystrica, Eslováquia).  Cada uma das instituições envolvidas apresenta projetos de voluntariado e/ou de aprendizagem-serviço no país de origem, com a possibilidade de receber estudantes, bem como de enviar alunos para projetos de outras universidades parceiras.

O encontro de formação decorreu nos dias 25 a 26 de março, na Orduña, em Bilbau.

30-03-2023

MetroBus vai passar junto à Universidade Católica no Porto

Em breve a cidade do Porto vai ter um MetroBus que, face ao seu percurso e princípios aliados à sustentabilidade, tem “total alinhamento com o Plano de Desenvolvimento Estratégico da Universidade Católica Portuguesa.” As palavras foram de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, que atua no interesse do Centro Regional do Porto, no âmbito da sessão “A nova mobilidade urbana verde”, que decorreu na Universidade Católica Portuguesa no Porto, no dia 29 de março.

Em 2024 será possível, em apenas 12 minutos, ir da Casa da Música para a Praça do Império, junto à Universidade Católica Portuguesa no Porto, utilizando o MetroBus. Veículos elétricos movidos a hidrogénio verde que irão beneficiar de um sistema de semaforização inteligente, de um canal dedicado (exclusivo) e que serão integrados no sistema de bilhética Andante (utilizado pelos autocarros e metro do Porto). Uma iniciativa que vai ao encontro da estratégia de mobilidade sustentável no acesso ao campus da Universidade Católica no Porto.

Segundo o diretor de comunicação da Metro do Porto, o novo modelo de transporte tem como “grande vantagem competitiva a regularidade e pontualidade associado ao serviço de qualidade do Metro do Porto,” sendo que esta vantagem é ainda reforçada por uma “fonte energética completamente limpa, feita no Porto, sem combustíveis fósseis e através da energia solar.” Joana Barros, arquiteta responsável pelo projeto, acrescentou que o MetroBus "permitirá a ligação em dois pontos ao Parque da Cidade, e fará também a ligação à marginal de Matosinhos e à marginal do Porto."

Na sessão estiveram presentes a equipa técnica da Metro do Porto: Jorge Afonso Morgado, diretor de comunicação, Joana Barros, arquiteta responsável pelo projeto, e o engenheiro Pedro Carvalho. Com um investimento de 66 milhões de euros, totalmente financiado a fundo perdido pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), “este projeto vai permitir reabilitar e requalificar a Avenida da Boavista”, indicou Jorge Afonso Morgado quanto à requalificação urbana. No final os participantes tiveram a oportunidade de colocar perguntas e esclarecer as suas dúvidas.

30-03-2023

Maria Isabel Tavares: “A Universidade é muito mais do que a sala de aula.”

Maria Isabel Tavares é natural do Porto e é docente e investigadora da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica. Foi, também, na Católica que fez o seu percurso académico e dele destaca a excelência dos professores e o ambiente dinâmico de diálogo e de debate. “O Direito não resolve o mundo, mas o que seria de um conflito sem o Direito?” é o que a move. Filha mais nova de seis irmãos, sonhava com o Jornalismo e com as Relações Internacionais. Mais tarde, na licenciatura, apareceu o Direito Internacional: “Foi determinante”. Nos tempos livres? Ir ao Dragão, ler e jogar sudokus. Uma memória marcante em viagem? “Sobrevoar Bagdade.”

 

É alumna de Direito da Universidade Católica no Porto. Como é que foram os seus anos de licenciatura?

O primeiro e o segundo ano não foram fáceis, devo admitir. Durante o curso (como penso na vida em geral) não tem de ser tudo perfeito e ótimo - é um percurso. Lembro-me, inclusivamente, de ter tido uma importante conversa com uma das minhas irmãs que me ajudou a perceber que era importante continuar a empenhar-me ainda que não estivesse propriamente animada com o curso e que, no fundo, não haveria problema algum se no final decidisse que este não era o caminho. O importante era ter a consciência tranquila, de que não estava a autossabotar o meu percurso e que a decisão que viesse a tomar seria totalmente consciente. Entretanto, acabei por me cruzar com o Direito Internacional e, esse momento, foi determinante. Foi nessa área que consegui imaginar uma profissão para a minha vida.

 

O que é que a entusiasmava no Direito Internacional?

Era esta ideia de vermos o ‘outro’ de forma muito diversa. Aquilo que estava a estudar era igual ao que era estudado noutras partes do mundo, sob perspetivas, histórias, culturas completamente diferentes. No Direito Internacional, cumpria o objetivo de ter um impacto global mesmo se atuasse a um nível local. A uma dada altura, durante a licenciatura, fiz uma oral de subida de nota e o professor permitia-nos escolher um tema. Escolhi falar sobre o Afeganistão, os Talibã e as violações de direitos humanos. Passado algum tempo, em 2001, dá-se o ataque às Torres Gémeas. Lembro-me que tinha estudado o assunto e, de repente, via a história a acontecer à minha frente.

 

Que recordações guarda dos tempos de grande entusiasmo com o Internacional?

A uma dada altura, ainda estudante, comecei a trabalhar no Gabinete de Estudos Internacionais, que era, até ser fechado, a parte da biblioteca da Católica que reunia a bibliografia sobre Direito Internacional. Nós, os estudantes, assegurávamos a abertura do gabinete a quem queria consultar as publicações, e esses momentos foram de grande debate de ideias. Foram tempos importantes, organizavam-se muitas conferências e havia muitas discussões em torno dos assuntos que mais me interessavam. Como a licenciatura em Direito só tinha duas cadeiras de Direito Internacional, acabei por continuar a estudar esta área ao longo do curso por minha conta. A vontade era muita e havia um espaço de discussão livre e qualificada muito estimulante. Este ambiente foi decisivo para mim e para o meu percurso.

 

“[Da infância] guardo memórias muito felizes (…) de um espaco de liberdade e responsabilidade na família”

 

Mas chegou a querer ser repórter de guerra …

Quando andava ainda na escola gostava de Jornalismo e de Relações internacionais. Já em pequenina simulava entrevistas. Lembro-me de uma cassete que, infelizmente, entretanto se perdeu em arrumações, onde simulava uma entrevista a Jonas Savimbi. O Direito surgiu com a ideia de que era um curso de banda larga que me daria uma boa formação de base e depois poderia fazer o que quisesse. 

 

O que é que mais marcou a sua infância?

Sou a mais nova de seis irmãos e penso que esse facto determinou o meu percurso. A diversidade, o interesse genuíno uns pelos outros, a curiosidade, a adaptabilidade e tolerância era algo “vivido” numa casa com tanta gente, muitas conversas e diferentes interesses. Guardo memórias muito felizes e aos meus pais só posso agradecer o espaço de liberdade e responsabilidade que cultivaram na nossa família.

 

“Aquilo que me move é o estudo a partir do caso concreto e da realidade.”

 

Como é que a carreira académica surge no seu caminho?

Apesar do Direito ser um curso de banda larga, havia sempre alguma pressão para seguir um percurso mais convencional, mas acabei por resistir. Sabia que queria ter uma profissão que me permitisse estudar e refletir. Depois da licenciatura, acabei por ingressar no mestrado da Católica e, um ano mais tarde, começar a dar aulas. Quando comecei a dar aulas, apercebi-me que o meu fascínio passava, também, pela própria relação com os estudantes e pela possibilidade de participar num processo dinâmico. Não gosto muito da ideia de ensinar de forma estanque, prefiro lançar perguntas e de em conjunto encontrar respostas.

 

É mais de perguntas do que de respostas?

A Universidade é isso mesmo. O que seria da Universidade só com respostas? Respeitando o passado e a tradição, não podemos nunca perder a capacidade de nos questionarmos constantemente e de nos espantarmos com o conhecimento. A minha grande preocupação com os meus alunos é que tenham capacidade de colocar questões e que cada um seja capaz de refletir e de encontrar por si as respostas.

 

Enquanto antiga aluna da Universidade Católica, o que é que mais a marcou durante o seu percurso?

O que mais me marcou foram os professores de excelência que proporcionaram um ambiente de muita exigência, rigor e desafio. Destaco, também, as pessoas com quem me cruzei e as amizades muito sólidas que fiz aqui. E, claro, o ambiente muito dinâmico que a Católica proporciona. Acabei por me envolver na Associação de Estudantes, na ELSA (European Law Students’ Association), na organização de conferências e debates. A Universidade é, de facto, muito mais do que a sala de aula.

 

Qual foi o tema da sua tese de Doutoramento?

A minha tese de doutoramento é o estudo de caso da guerra do Iraque em 2003. Curiosamente, passaram agora 20 anos do início da guerra. A escolha do tema acabou por ser natural. Durante a licenciatura comecei a interessar-me pelo direito internacional humanitário que é o direito dos conflitos armados. Era uma matéria que me interessava muito, a par, também, da questão da responsabilidade internacional e do uso da força. São temas estruturais. Por outro lado, esta ideia do estudo de caso também teve particular importância, porque aquilo que, realmente, me move é o estudo a partir do caso concreto e da realidade. Aí sim, a partir da realidade chamar o Direito e compreender que regimes se aplicam e como é que se resolvem as questões.

 

“O Direito não resolve o mundo, mas o que seria de um conflito sem o Direito?”

 

Estudar o Direito em ação com a realidade …

Precisamente. Na nossa Faculdade de Direito é a abordagem que adotamos. Não basta haver um conjunto de teorias, é preciso que haja uma verdadeira preocupação e um olhar atento para com o que está a acontecer. O livro Regimes Jurídicos Internacionais, coordenado pelo Professor Azeredo Lopes e editado na casa, retrata muito bem a visão que nós temos do Direito Internacional. O livro é constituído por 2 volumes. O primeiro aborda a teoria e o segundo é de “Questões, casos e materiais”. Fomos buscar resoluções do Conselho de Segurança, decisões do Tribunal Internacional de Justiça, comunicados dos diferentes Estados, discursos em fora internacionais, entre outros. O que realmente nos interessa é desenvolver a capacidade para estar atento e ler o que está a acontecer no mundo.
Esse é também um elemento que temos muito presente no International Studies Programme. Aí, nomeadamente pela presença de professores e estudantes estrangeiros, somos confrontados com leituras diferentes, experiências distintas, culturas diversas. A internacionalização acontece nesse diálogo com o ‘outro’.

 

Que impacto é que a Guerra na Ucrânia tem tido nos estudantes?

Como já referi, como estudante, ao “viver” o 11 de Setembro, a invasão do Afeganistão e depois do Iraque, senti que aquilo que estava a estudar se relacionava diretamente com o que estava a acontecer no mundo. Penso que, atualmente, com a Guerra na Ucrânia, o mesmo se passa. Os estudantes também sentem essa proximidade e um maior envolvimento e interesse. É difícil sermos indiferentes a um conflito desta natureza, tão próximo e que tem um impacto sensível no nosso dia a dia.

 

Ao longo do seu percurso, que experiências internacionais destaca?

Fiz alguns cursos de Direito Internacional Humanitário, um deles em San Remo, em Genebra. Frequentei, também, a Academia de Direito Internacional da Haia. Foi uma experiência fantástica. Eu era muito nova, tinha sede de aprender direito internacional, e de repente estive algumas semanas num ambiente, com pessoas de todo o Mundo, onde só se falava e se respirava Direito Internacional. No edifício do Tribunal Internacional de Justiça. Com acesso a uma Biblioteca ímpar para um internacionalista. Já no Doutoramento, estive no Max Planck Institut, em Heidelberg, num período de investigação. Foi determinante estar concentrada na minha investigação. Ao lado de outros investigadores nas mesmas circunstâncias. Discutíamos, debatíamos, ajudávamo-nos.

 

“Sobrevoar Bagdade (…) foi muitoemocionante”

 

Estudar Direito Internacional pode ser inquietante?

Sem dúvida, há uma grande inquietação humana ao estudar estas questões. Estudar a guerra mexe comigo e nem sempre é fácil, principalmente porque as vidas profissional e pessoal comunicam entre si e, por isso, nem sempre consigo (ou quero) desligar-me das matérias que estudo. Lembro-me bem, quando comecei a estudar o Direito Internacional Humanitário, de me confrontar com o facto de este ramo do direito aceitar a guerra como um facto e procurar regular a condução das hostilidades. Isto significa aceitar que pode haver gente que morre numa guerra. No início, tudo isto levantou em mim uma grande discussão interior e até uma reflexão ética, filosófica e espiritual. O Direito não resolve o mundo, mas o que seria de um conflito sem o Direito? Hoje em dia, claro, já lido de outra forma, mas são sempre temas que causam algum desassossego. Há dias melhores e dias piores.

 

O que é que mais gosta de fazer nos seus tempos livres?

Ir ao Estádio do Dragão ver os jogos. É um momento que me permite desligar de tudo (risos). Gosto muito de ler, ver filmes e de poesia. O meu lado mais nerd leva-me a gostar muito de sudokus.

 

Viagem favorita?

Visitar o Iraque foi muito marcante por motivos óbvios. Sobrevoar Bagdade e estar naquele local foi muito emocionante. Também me marcou muito uma viagem a Berlim. Eu acho que Berlim é uma cidade que nos diz muito hoje, há naquela cidade uma confluência daquilo que somos enquanto sociedade, resultado de um grande processo de evolução. É uma cidade muito efervescente artisticamente, há sempre coisas a acontecer. É muito mais do que a capital da Alemanha. Nesta viagem, parece que descobri, de alguma forma, a minha identidade enquanto pessoa que pertence a uma comunidade europeia, geográfica e muito mais do que geográfica.

 

30-03-2023

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