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Compromisso e missão: estudantes da Católica totalizam 3440 horas de serviço voluntário em 22/23

125 estudantes da Universidade Católica no Porto, distribuídos por 8 áreas de voluntariado, completaram um total de 3440 horas de serviço em mais de 35 instituições parceiras. Os dados sobre o voluntariado no ano letivo de 2022/23 foram partilhados na reunião de balanço e celebração da CAtólica SOlidária (CASO). Conduzida por Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa, e por Constança Barbosa, coordenadora da CASO, a iniciativa juntou instituições, docentes e estudantes e proporcionou a partilha de ideias e testemunhos.

Os testemunhos foram partilhados por Luísa Mota Ribeiro e Helena Gil da Costa, ambas docentes da Faculdade de Educação e Psicologia, que apresentaram a metodologia Aprendizagem Serviço, e por três estudantes de Psicologia que partilharam as suas experiências em diferentes contextos sociais. Mariana Craveiro sobre o projeto do Serviço Comunitário no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, Diogo Costa sobre o projeto do Serviço Comunitário na Associação dos Familiares, Utentes e Amigos do Hospital Magalhães Lemos e Maria Silva sobre a sua experiência enquanto voluntária da área SER + Exemplo lúdico na Obra Diocesana de Promoção Social da Fonte da Moura.

Isabel Braga da Cruz, presidente da Universidade Católica no Porto, marcou presença no encontro e relembrou o “papel crucial que a CASO tem assumido no desenvolvimento e crescimento dos estudantes.”

 

Qual o impacto do voluntariado nos estudantes da Universidade Católica no Porto?

Durante a sessão, foram apresentados alguns dados sobre o estudo de impacto da CASO que está a ser desenvolvido. Este estudo pretende refletir a marca e o efeito que o voluntariado tem na formação dos estudantes.

Os estudantes atuais destacam que o voluntariado os impactou ao nível da consciência política, da empatia e da capacitação pessoal: “experiência muito enriquecedora que me ligou a realidades muito diferentes do meu lugar de privilégio”, “ajudou-se a ganhar novas perspetivas e a cultivar empatia por todos” e “uma experiência enriquecedora para o meu crescimento”.

Os alumni formados recentemente afirmam que o impacto da CASO se revela na empregabilidade, na medida em que o voluntariado ajudou a orientar as escolhas profissionais, e, também, na aprendizagem, e os alumni que já estão no mercado de trabalho há algum tempo destacam que o impacto da CASO se revela na ação cívica e na participação.

São dados preliminares de um estudo que está a ser desenvolvido e que pretende demonstrar o real impacto que o voluntariado promovido pela CASO tem nos estudantes e no seu desenvolvimento.

 

Voluntários, festa e compromisso

A CASO promoveu um encontro entre todos os voluntários para marcar o encerramento do ano de voluntariado.

Decorrido a 25 de maio, os estudantes foram recebidos em clima de festa. Após o agradecimento do compromisso, por parte de Constança Barbosa, seguiu-se um momento de distinção de voluntários, tendo como critério o empenho, a participação regular e assídua e uma postura ativa nos diferentes momentos decorridos ao longo de todo o ano letivo.

O encontro foi animado pela atuação da Tuna da Universidade Católica no Porto e os voluntários foram ainda desafiados a partilhar as suas experiências e principais aprendizagens.

Termina, assim, mais um ano de voluntariado e serviço à comunidade. Para o ano há mais!

 

15-06-2023

Compromisso e missão: estudantes da Católica totalizam 3440 horas de serviço voluntário em 22/23

125 estudantes da Universidade Católica no Porto, distribuídos por 8 áreas de voluntariado, completaram um total de 3440 horas de serviço em mais de 35 instituições parceiras. Os dados sobre o voluntariado no ano letivo de 2022/23 foram partilhados na reunião de balanço e celebração da CAtólica SOlidária (CASO). Conduzida por Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa, e por Constança Barbosa, coordenadora da CASO, a iniciativa juntou instituições, docentes e estudantes e proporcionou a partilha de ideias e testemunhos.

Os testemunhos foram partilhados por Luísa Mota Ribeiro e Helena Gil da Costa, ambas docentes da Faculdade de Educação e Psicologia, que apresentaram a metodologia Aprendizagem Serviço, e por três estudantes de Psicologia que partilharam as suas experiências em diferentes contextos sociais. Mariana Craveiro sobre o projeto do Serviço Comunitário no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, Diogo Costa sobre o projeto do Serviço Comunitário na Associação dos Familiares, Utentes e Amigos do Hospital Magalhães Lemos e Maria Silva sobre a sua experiência enquanto voluntária da área SER + Exemplo lúdico na Obra Diocesana de Promoção Social da Fonte da Moura.

Isabel Braga da Cruz, presidente da Universidade Católica no Porto, marcou presença no encontro e relembrou o “papel crucial que a CASO tem assumido no desenvolvimento e crescimento dos estudantes.”

 

Qual o impacto do voluntariado nos estudantes da Universidade Católica no Porto?

Durante a sessão, foram apresentados alguns dados sobre o estudo de impacto da CASO que está a ser desenvolvido. Este estudo pretende refletir a marca e o efeito que o voluntariado tem na formação dos estudantes.

Os estudantes atuais destacam que o voluntariado os impactou ao nível da consciência política, da empatia e da capacitação pessoal: “experiência muito enriquecedora que me ligou a realidades muito diferentes do meu lugar de privilégio”, “ajudou-se a ganhar novas perspetivas e a cultivar empatia por todos” e “uma experiência enriquecedora para o meu crescimento”.

Os alumni formados recentemente afirmam que o impacto da CASO se revela na empregabilidade, na medida em que o voluntariado ajudou a orientar as escolhas profissionais, e, também, na aprendizagem, e os alumni que já estão no mercado de trabalho há algum tempo destacam que o impacto da CASO se revela na ação cívica e na participação.

São dados preliminares de um estudo que está a ser desenvolvido e que pretende demonstrar o real impacto que o voluntariado promovido pela CASO tem nos estudantes e no seu desenvolvimento.

 

Voluntários, festa e compromisso

A CASO promoveu um encontro entre todos os voluntários para marcar o encerramento do ano de voluntariado.

Decorrido a 25 de maio, os estudantes foram recebidos em clima de festa. Após o agradecimento do compromisso, por parte de Constança Barbosa, seguiu-se um momento de distinção de voluntários, tendo como critério o empenho, a participação regular e assídua e uma postura ativa nos diferentes momentos decorridos ao longo de todo o ano letivo.

O encontro foi animado pela atuação da Tuna da Universidade Católica no Porto e os voluntários foram ainda desafiados a partilhar as suas experiências e principais aprendizagens.

Termina, assim, mais um ano de voluntariado e serviço à comunidade. Para o ano há mais!

15-06-2023

Docente da Católica Porto Business School integra conselho consultivo da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública

Alexandra Pinto Leitão, docente da Católica Porto Business School (CPBS), vai integrar o conselho consultivo da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP para o triénio de 2023/2026.

Alexandra Pinto Leitão é doutorada em Economia e mestre em Finanças. Tem interesses de investigação e publicações em Economia do Ambiente e dos Recursos Naturais e Macroeconomia. A docente da CPBS espera com o novo desafio “dar o meu modesto contributo para uma gestão sustentável da dívida pública”, que considera “fundamental para diminuir a vulnerabilidade da economia a choques económicos e financeiros, nomeadamente no atual contexto de subida de taxas de juro, e, assim, contribuir para a estabilidade financeira do país e proteção da reputação do governo junto dos investidores”, acrescenta.

O conselho consultivo do IGCP tem como função pronunciar-se obrigatoriamente sobre o plano e o relatório anuais da gestão da tesouraria, da dívida pública direta e do financiamento do Estado e das suas eventuais revisões.

João Nuno Mendes, secretário de Estado das Finanças, designou, a 19 de maio, “quatro personalidades de reconhecida competência em matéria económica e financeira”. Para além de Alexandra Pinto Leitão, vão, também, integrar o conselho consultivo do IGPC Ricardo Reis, docente na London School of Economics, António Pontes Correia, ex-vogal do conselho de administração do IGCP, e Pedro Brinca, docente na Nova SBE.

14-06-2023

Escola do Porto da Faculdade de Direito distinguida pelo Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados


A Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa recebeu a Medalha de Reconhecimento do Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados, no Palácio da Bolsa do Porto, numa cerimónia simbólica de homenagem ao Direito e à Justiça.
 

Depois da oração laudatória, a cargo do advogado Duarte Nuno Correia, a medalha foi entregue  por Jorge Barros Mendes - presidente do Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados.

No seu discurso de agradecimento, Manuel Fontaine - diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito, destacou a trajetória histórica da instituição e o “papel que tem vindo a desempenhar desde que foi fundada” para a cidade e para a região.

O curso de Direito, que foi o primeiro no Norte de Portugal, teve o seu início em 1978 na cidade do Porto. Durante os últimos 45 anos, aproximadamente 5500 estudantes concluíram a licenciatura na UCP no Porto.

Manuel Fontaine reforçou ainda que a Universidade Católica Portuguesa não se limita a conceder diplomas, mas destaca-se “pela exigência académica reconhecida por todos, o que se tornou uma marca distintiva”. “Com um conhecimento rigoroso das matérias jurídicas e uma competência sólida em raciocínio jurídico, os 5500 licenciados estão preparados para ingressar nas profissões jurídicas clássicas, como advocacia, magistratura, notariado ou registos, além de outras áreas em que a formação em Direito é uma mais-valia”, reforçou Manuel Fontaine.

Para o diretor da Escola do Porto, o facto de os licenciados da instituição ocuparem posições de destaque nas diferentes profissões jurídicas reforça a confiança na qualidade da formação oferecida. Contudo, a Escola do Porto almeja ir além, numa busca constante de inovação e diferença, com o objetivo de “melhorar continuamente o ensino e a investigação” realizados. “Fazer novo e diferente é condição para continuarmos a afirmar-nos no panorama jurídico nacional e internacional”, prossegue.

“Contribuir para realizar o Direito, e foi por isso que a Escola do Porto da Faculdade de Direito recebeu esta medalha, tem de passar e passa necessariamente por fazer doutrina, por olhar de modo crítico para a legislação em vigor, por enquadrá-la hermenêuticamente, por contribuir para a sua revisão, por ser, em suma, no modo de ver dos antigos, verdadeira fonte de Direito” - Manuel Fontaine


Para além da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica foi ainda distinguida a Juíza Conselheira Dulce Neto - presidente do Supremo Tribunal Administrativo e Albérico Lopes - destacado advogado da região.

 

14-06-2023

Mais de 20 empresas participam na apresentação de projetos dos finalistas da Católica Porto Business School

No dia 6 de junho, os finalistas das licenciaturas da Católica Porto Business School, realizaram, com sucesso, as suas apresentações finais de projeto. Este momento contou com a participação de 21 representantes de importantes empresas nacionais e multinacionais, enquanto júris externos.

O evento marcou o encerramento de um ciclo de aprendizagem, que se dedicava ao desenvolvimento de três vetores de competência - pensar, comunicar e agir - e representou uma oportunidade única para os estudantes apresentarem as suas ideias e demonstrarem as capacidades adquiridas ao longo desta jornada académica.

Com uma participação expressiva de 136 alunos envolvidos nas três modalidades possíveis - Plano de Negócio, Economia e Gestão, e Estágio - as apresentações destacaram a diversidade e a excelência dos projetos desenvolvidos por estes futuros profissionais das áreas da gestão e economia.

Por sua vez, a presença destas empresas enquanto júris do evento é mais uma prova da estreita ligação da Católica Porto Business School com o mundo empresarial, onde grandes nomes do setor, desde multinacionais a startups em ascensão ou empresas já consolidadas, aceitaram o convite para avaliar as propostas dos estudantes e fornecer-lhes valiosos feedbacks. Estiveram presentes representantes da BA Glass, Experis, Insignya, Klockner Pentaplast, KPMG, Lusilectra, MDS Group,  Meadow Group, Mice, NOS, Oporto British School, Paralab, Pessoas e Sistemas, PwC, Kelly Services, Sonae MC, Triple A, Yes Crédito e Xplora.

"Esta parceria entre a academia e o setor empresarial é fundamental para a formação dos nossos alunos, proporcionando-lhes uma experiência enriquecedora com ligação à prática e aproximando-os do mercado de trabalho", afirmou Rui Sousa, diretor da Católica Porto Business School.

A interação entre os alunos e os representantes das empresas permitiu uma troca de experiências extremamente relevante, na qual os estudantes obtiveram insights e orientações personalizadas para o seu futuro académico e profissional. É ainda de destacar que alguns destes representantes são Alumni da Católica Porto Business School, o que é também um indicador muito positivo da representatividade da escola de negócios no mercado empresarial.  

As apresentações de projeto dos alunos finalistas das licenciaturas da Católica Porto Business School são mais uma prova do compromisso da instituição em formar profissionais altamente qualificados e preparados para os desafios do mercado de trabalho.

07-06-2023

Delegação da Universidade Católica participa na 75.ª edição da NAFSA

De 30 de maio a 2 de junho, Francisco Mendes-Palma, Diretor de Global Engagement, Catarina Mendes, Relações Internacionais, Magda Ferro, Head International Office do Centro Regional do Porto, Michael Baum, docente da Faculdade de Ciências Humanas e Patrícia Oliveira-Silva, Vice-Diretora da Faculdade de Educação e Psicologia, participaram na 75.ª edição da NAFSA, em representação da Universidade Católica Portuguesa.

A presença da UCP na conferência anual da NAFSA, a maior e mais diversa conferência internacional de educação, permitiu reforçar as parcerias bilaterais e globais, promovendo a qualidade e diversidade da oferta académica e de investigação da Universidade Católica.

No decorrer da feira, o Diretor de Global Engagement da UCP, Francisco Mendes-Palma, teve a oportunidade de se encontrar com o Embaixador de Portugal nos EUA, Francisco Duarte Lopes, e com a Ministra da Ciência e Ensino Superior, Elvira Fortunato, e a Diretora da Agência Erasmus+ Portugal, Cristina Perdigão.

"Inspiring an Inclusive Future" foi o tema da edição de 2023 da feira de networking da NAFSA: Association of International Educators, organização sem fins lucrativos para profissionais de todas as áreas da educação internacional. A Universidade Católica tem marcado presença neste encontro internacional desde 2013.

07-06-2023

Jill Biden na Universidade Católica: "A arte é sobre ligação, é a prova e a expressão da nossa humanidade"

Arte e Diplomacia. Foram estas as palavras centrais do discurso de Jill Biden na Universidade Católica Portuguesa, sublinhando a primeira-dama dos Estados Unidos que “a arte é sobre ligação” e que “num mundo em que corremos de um lado para o outro, a arte faz-nos parar. Alimenta o nosso espírito quando ansiamos por algo mais. E mesmo quando é fácil ficarmos presos nas nossas diferenças, a arte pode unir-nos."

Em Portugal, para participar no programa do 60.º aniversário do “Art In Embassies” promovido pela embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Lisboa, a primeira-dama lembrou que “a arte é a evidência da Humanidade, mesmo quando é fácil ficar perdido nas diferenças. A arte ajuda-nos.”

Perante um auditório repleto de artistas, curadores, professores, alunos, diplomatas, e muitos outros convidados, a Reitora da UCP e anfitriã da visita de Jill Biden, Isabel Capeloa Gil, qualificou a presença da primeira-dama na Universidade Católica, como “sintomática, pois engloba todo um programa que fala, em primeiro lugar, do papel das universidades como transmissoras de valores democráticos e do papel da educação como caminho para um futuro melhor e inclusivo; em segundo lugar, do papel da arte na promoção do diálogo global e da importância da diplomacia cultural e, em terceiro lugar, do valor do diálogo transatlântico entre os EUA e Portugal para promover a democracia, a dignidade e a inclusão.”

Destacando que a “arte está no centro da missão da universidade de trazer sabedoria ao mundo”, a Reitora lembrou que essa missão é materializada “não só através da formação de artistas, curadores, críticos e historiadores, mas também através da promoção de uma compreensão das linguagens artísticas em todos os programas, desde as ciências aos negócios, das humanidades à biotecnologia e à medicina.”

Para Isabel Capeloa Gil, “a linguagem da arte preenche as lacunas de significação do discurso corrente. Torna visível o que os debates tradicionais obscurecem, reprimem ou condenam. Abre um espaço de diálogo onde este parece ter-se tornado impossível”.

Por sua vez, a embaixadora dos Estados Unidos da América em Portugal, Randi Levine, agradeceu à Reitora da UCP, “a graciosa hospitalidade”, enaltecendo “a sua liderança e o trabalho da Universidade que estabelecem o padrão de ouro aqui em Portugal”. Razão pela qual, acrescentou: “não poderia pensar num lugar melhor do que a Católica”, para este evento.

Aos discursos, seguiu-se uma mesa-redonda moderada por Ellen Susman, com a participação de Mónica Dias, Vice-Diretora do Instituto de Estudos Políticos, e artistas autores das obras da exposição “Democracy Collection: Advocacy Through Art", patente na Galeria Fundação Amélia de Mello, da UCP de 6 a 11 de julho.

Os participantes refletiram sobre o impacto que o seu trabalho tem tido na promoção do diálogo e na abordagem de questões sociais, reconhecendo o poder da arte para moldar narrativas e desencadear a mudança.

07-06-2023

EA apresenta os Artistas Visitantes para o ano letivo de 2023-24

De ano para ano, a Escola das Artes tem vindo a garantir a presença de um conjunto de artistas e realizadores que são convidados a a trabalhar com os estudantes dos vários cursos dos diferentes níveis de ensino, durante o ano letivo.  


Dessa forma, os alunos orientados de perto por artistas e realizadores visitantes de renome, encontros que potenciam nos estudantes o desenvolvimento de competências transversais, constituindo um importante fator na otimização das aprendizagens. Para além disso, os estudantes são também seguidos por profissionais e criativos, que prestam um acompanhamento técnico e artístico, complementando a formação regular.

As interações com estes convidados permitem que os alunos sejam orientados por tutores de prestígio, captando conhecimentos que os permitam aperfeiçoar características académicas e profissionais, estimulando o seu desenvolvimento, bem como os prepararando para enfrentar o mercado nacional e internacional. 

No ano letivo de 2023-24 já estão confirmados os nomes que irão passar pela EA. Conhece-os aqui:

Artistas

Sandro Aguilar
João Canijo
Marco Martins
Salomé Lamas
Cláudia Varejão
Hugo Canoilas
João Maria Gusmão
Rosângela Renno
Francisco Tropa

Profissionais

Luís Urbano
Mariana Ricardo
Mariana Gaivão
Paulo Américo

Durante as próximas semanas a EA dará a conhecer a história e o percurso profissional de cada uma das pessoas mencionadas. 

07-06-2023

Vamos falar de Segurança Alimentar?: causas, dúvidas e desafios

“Se não é seguro, não é alimento”: este é um dos slogans que melhor explica a Segurança Alimentar e a sua importância.

As perguntas sobre esta área são muitas e, por isso, no âmbito do Dia Mundial da Segurança Alimentar, comemorado a 7 de junho e que resulta de uma iniciativa conjunta da Organização Mundial da Saúde e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, desafiamos a docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia Paula Teixeira para uma entrevista que promete informar, esclarecer, alertar e valorizar.

UCP: O que é a Segurança Alimentar e porque é que é um tema tão importante?

PT: A Segurança Alimentar é uma abordagem multidisciplinar que envolve ciência, processos, práticas e regulamentação, para garantir que os alimentos não são veículo de transmissão de doenças. Apesar de todos os esforços da indústria, da comunidade científica e das entidades oficiais, incluindo as reguladoras, as doenças causadas pelo consumo de alimentos e de água contaminadas continuam a ser um dos grandes problemas de saúde pública em todo o mundo. Anualmente, cerca de 600 milhões de pessoas - uma em cada 10 - fica doente por ter consumido alimentos contaminados, resultando em mais de 420 mil mortes, das quais 125.000 são crianças com menos de cinco anos. Embora o impacto não seja comparável, para uma ideia da dimensão, 767 milhões foi o número casos de COVID-19 reportados em mais de três anos de pandemia (31 de maio de 2023). A distribuição geográfica destas doenças não é uniforme, dependendo de fatores como as condições higiossanitárias, o acesso a água potável, os sistemas de vigilância de doenças, o clima e até mesmo os hábitos alimentares específicos de cada região. Mas se as regiões com menor desenvolvimento socioeconómico enfrentam maiores desafios na segurança alimentar, desenganem-se os que pensam que as doenças veiculadas por alimentos contaminados não são um problema em países desenvolvidos.  Três exemplos que inundaram as notícias... O surto de infeção causado pela bactéria Escherichia coli, (erradamente) associado a pepinos cultivados em Espanha, que em 2011 afetou quase 4000 pessoas e causou 53 mortes, maioritariamente na Alemanha. O surto de listeriose (infeção grave causada pela bactéria Listeria monocytogenes) em Espanha, em 2019, que atingiu 204 pessoas, causou três mortes e provocou cinco abortos devido ao consumo de produtos de charcutaria da marca "La Mechá". O nosso “jardim à beira-mar plantado” foi palco de um dos mais graves surtos de listeriose de que há registo, associado ao consumo de um queijo contaminado, produzido por uma empresa localizada no Alentejo: 30 pessoas adoeceram e 11 morreram[1].  E a contaminação dos alimentos tem implicações que vão para além das consequências diretas para a saúde pública.  Por exemplo, quando são detetadas contaminações por agentes causadores de doenças (micróbios ou químicos) ou quando são suspeitos de terem causado doenças, os alimentos podem ter que ser recolhidos do mercado para evitar (mais) doenças e depois destruídos, o que causa perdas e desperdícios alimentares significativos, com impacto para a economia e para o ambiente. Estas recolhas podem também afetar a disponibilidade e a acessibilidade dos produtos recolhidos, bem como a reputação das empresas associadas e a confiança dos consumidores, com grandes prejuízos para os negócios, levando, muitas vezes, ao encerramento das organizações envolvidas. O Dia Mundial da Segurança Alimentar pretende ser um momento de reflexão, de consciencialização e de inspiração de todos - “Food safety is everyone’s business” – para promover ações que permitam prevenir, detetar e gerir os riscos de origem alimentar, fortalecendo assim a segurança alimentar e contribuindo para uma melhor saúde, o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável.

UCP: Quais são os principais desafios que se colocam, atualmente, à Segurança Alimentar?

PT: Se não há grandes dúvidas de que, globalmente, os alimentos nunca foram tão seguros como hoje também é certo que, do “prado ao prato”, são muitos os desafios que se colocam à Segurança Alimentar. A sair de uma pandemia, o mundo foi confrontado com uma guerra. A falta de recursos, os desastres ambientais, os colapsos económicos, as migrações e as crises humanitárias geram situações em que a segurança ao longo da cadeia alimentar é comprometida a vários níveis. A população mundial já ultrapassou os 8 biliões e, em muitos países, está a envelhecer. Os mais velhos são um grupo de risco para as doenças causadas pelo consumo de alimentos contaminados. Com a globalização dos mercados, muitos alimentos são provenientes de regiões com diferentes práticas de higiene e segurança alimentar. Fatores ambientais como as alterações climáticas, a degradação dos solos, a sobre-exploração dos recursos naturais e a escassez de água aumentam os riscos de contaminação ao longo da cadeia alimentar. E as novas tendências... As expectativas dos consumidores são complexas. Ao mesmo tempo que se exigem alimentos seguros e convenientes com um longo prazo de validade, assistimos a um aumento da procura de produtos "naturais", "sem conservantes" e "menos processados". Para aumentar a complexidade, os consumidores esperam que todos os tipos de alimentos estejam disponíveis em todos os lugares e a qualquer momento. Estes são, sem dúvida, grandes desafios para a indústria alimentar.

 

“…a maioria das toxinfeções alimentares são evitáveis.”

 

UCP: A Segurança Alimentar está intimamente ligada à saúde. Quais são os riscos para a saúde associados à falta de segurança alimentar e como podemos mitigá-los?

PT: Muitos dos episódios de diarreia, de vómitos e de mal-estar geral de que sofremos são toxinfeções alimentares (vulgarmente referidas como intoxicações alimentares), causadas pela presença de micróbios nos alimentos que consumimos. Embora estas situações não sejam normalmente graves, e a sintomatologia desapareça ao fim de poucos dias, muitas vezes sem recurso ao uso de medicamentos, alguns casos são graves e podem ser fatais. As grávidas, os idosos e os doentes apresentam um maior risco de contrair estas doenças. Mas a maioria das toxinfeções alimentares são evitáveis. Na Europa, cerca de 40% das toxinfeções alimentares têm origem nas nossas casas e resultam de um pequeno número de erros: a exposição dos alimentos a temperaturas de aquecimento ou de refrigeração inadequadas e algumas práticas de higiene incorretas são os erros mais comuns. Se as nossas práticas estão na origem de alguns problemas então a sua prevenção estará também ao nosso alcance. O que podemos fazer nós, consumidores, para as evitar?  A Organização Mundial da Saúde resume a cinco as regras de higiene e segurança alimentar:

  • Manter a limpeza (mãos, equipamentos, superfícies);
  • Prevenir a contaminação cruzada (separar alimentos crus – em particular carnes, ovos, peixes e vegetais - de alimentos prontos a comer);
  • Cozinhar os alimentos por tempos/temperaturas suficientes;
  • Manter os alimentos a temperaturas seguras (os pratos quentes a temperaturas superiores a 60 ºC e os alimentos refrigerados a 4 ºC ou menos);
  • Utilizar água e ingredientes de fontes seguras.

“…a ESB foi pioneira no lançamento da formação em Engenharia Alimentar em Portugal, em 1984, e oferece há mais de 20 anos uma Pós-graduação em Segurança Alimentar.”

 

UCP: De que forma é que a investigação e a educação podem desempenhar um papel fundamental na promoção da Segurança Alimentar nas comunidades?

PT: A investigação e a educação desempenham um papel fundamental na promoção da segurança alimentar, fornecendo o conhecimento científico, desenvolvendo tecnologias, consciencializando os consumidores e fundamentando políticas e regulamentações eficazes. O ensino e a investigação na ESB/CBQF têm contribuído para garantir que os alimentos sejam seguros para o consumo, promovendo a saúde e o bem-estar dos consumidores. Há mais de 30 anos que a ESB forma profissionais de referência que atuam, a diversos níveis, no complexo processo que constitui a cadeia alimentar moderna. Por exemplo, a ESB foi pioneira no lançamento da formação em Engenharia Alimentar em Portugal, em 1984, e oferece há mais de 20 anos uma Pós-graduação em Segurança Alimentar. No CBQF avaliamos os riscos associados aos alimentos, desenvolvemos métodos de deteção de contaminantes e temos vários projetos de investigação nacionais e internacionais em curso, muitos deles em parceria com empresas, para desenvolver estratégias de controlo inovadoras e “clean label” (novos conservantes, processos alternativos, embalagens ativas, etc.). Uma outra linha de investigação no CBQF tem focado os seus trabalhos na avaliação do impacto dos conhecimentos, perceções e práticas dos consumidores na segurança alimentar com vista ao desenvolvimento de estratégias de comunicação eficazes. A comunicação sobre segurança alimentar é também uma das atividades da ESB. “De pequenino se torce o pepino: lições de segurança alimentar para os mais novos”, “É sempre tempo de aprender: lições de segurança alimentar para os mais velhos” e “Listeriose: uma infeção grave, mas fácil de prevenir” são exemplos dos muitos projetos de educação em segurança alimentar que a ESB tem desenvolvido com a comunidade.


[1] Magalhaes R, Almeida G, Ferreira V, Santos I, Silva J, Mendes MM, Pita J, Mariano G, Mancio I, Sousa MM, Farber J, Pagotto F, Teixeira P. Cheese-related listeriosis outbreak, Portugal, March 2009 to February 2012. Euro Surveill. 2015 Apr 30;20(17):21104. doi: 10.2807/1560-7917.es2015.20.17.21104. PMID: 25955775.

06-06-2023

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