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Novidades

Novo projeto propõe abordagem inovadora para a saúde intestinal com tecnologia micro-robótica

gBiot é o nome do novo projeto de investigação que pretende desenvolver um protótipo micro-robótico, também chamado de microbot, para nutracêuticos e alimentos terapêuticos executando funções inteligentes para tratar distúrbios gastrointestinais. Um projeto desenvolvido por investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF/ESB/Universidade Católica Portuguesa) e do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) que teve início em março de 2023.

Indo ao encontro de necessidades ainda não atendidas na área dos distúrbios gastrointestinais, o gBiOT pretende criar micro-robôs biocompatíveis capazes de identificar ativamente áreas inflamadas e fornecer tratamentos medicamentosos direcionados. Este projeto marca um passo em frente na procura de metodologias sustentáveis ​​e na melhoria da qualidade de vida do paciente.

"Os atuais sistemas de administração de medicamentos para a saúde intestinal são limitados na sua eficácia e muitas vezes enfrentam desafios significativos para atingir as áreas-alvo do trato gastrointestinal", enfatiza Ezequiel Coscueta, jovem investigador do CBQF e líder do projeto. “Com o gBiOT, estamos a criar micro-robôs biocompatíveis que podem identificar ativamente áreas inflamadas e libertar compostos bioativos naturais, fornecendo uma abordagem mais proativa e eficiente para o tratamento de distúrbios gastrointestinais”.

Os objetivos do projeto englobam o desenvolvimento de micro-robôs funcionalizados capazes de avaliar as interações da microbiota e realizar testes pré-clínicos. Ao combinar tecnologia avançada e compreender os distúrbios gastrointestinais, o gBiOT visa desenvolver soluções práticas que irão gerir e controlar profilaticamente as doenças gastrointestinais, minimizando o impacto na qualidade de vida do paciente.

Os distúrbios gastrointestinais são prevalentes e têm consequências de longo alcance, incluindo neoplasia e cancro. Reconhecendo a necessidade urgente de avanços neste campo, o gBiOT aproveita os recentes avanços da nanotecnologia para aprimorar o desenvolvimento de produtos alimentícios saudáveis ​​com ingredientes de micro-dimensão.

Reconhecendo o impacto potencial e a abordagem do projeto, o gBiOT foi selecionado para estar presente no XXIX Porto Cancer Meeting que decorreu de 11 a 12 de maio de 2023. Este encontro internacional, organizado pelo Ipatimup e ancorado no i3S, teve como tema a glicosilação em biologia do tumor e as suas implicações clínicas e explorou o papel fundamental que os carboidratos complexos, conhecidos como glicanos, desempenham na biologia do cancro e a sua importância no diagnóstico, progressão do cancro e tratamento.

Ana Sofia Sousa, investigadora representante do gBiOT (à esquerda),
e Gabriel Rabinovich, Diretor do Laboratório de Glicomedicina
no Instituto de Biologia e Medicina Experimental (Argentina)
e orador no XXIX Porto Cancer Meeting (à direita)

 

“O projeto gBiOT representa um passo positivo na melhoria de nutracêuticos e alimentos terapêuticos para os distúrbios do trato gastrointestinal,” refere. Ao aproveitar a tecnologia micro-robótica, o gBiOT pretende fornecer opções de tratamento proativas e direcionadas que podem aliviar anormalidades no trato gastrointestinal.

Poderá acompanhar as últimas atualizações e os desenvolvimentos do projeto gBiOT no Twitter e também no LinkedIn.

05-06-2023

Católica em 4.º lugar mundial no ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes no THE Impact Rankings

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) alcançou a 4.ª posição mundial no ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições eficazes, subindo uma posição face à classificação do ano anterior, segundo o THE Impact Ranking 2023, divulgado pelo Times Higher Education.

Este é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos na agenda 2030 das Nações Unidas para promover uma sociedade pacífica e inclusiva, com acesso universal à justiça e a existência de instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis.

A melhoria de resultados da Universidade Católica foi também alcançada no Ranking Global, com a UCP a subir para o intervalo 201–300, quando na passada edição ficou classificada no escalão 301–400.   

Cada vez mais valorizado pelas instituições de ensino superior em todo o mundo, o THE Impact Ranking 2023, contou nesta edição, com a participação de 1591 instituições (mais 13%, face ao ano anterior).

De destacar ainda a obtenção da 79.ª posição mundial no ODS 5 (Igualdade de Género) e a subida no ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), para o intervalo 101-200. 

No ODS 10 (Reduzir as desigualdades) a UCP manteve a sua classificação (101-200).

O THE Impact Ranking University visa avaliar o desempenho das universidades em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, medindo o impacto social e ambiental das ações desenvolvidas pelas universidades, em temas como desigualdade de género, educação de qualidade, mudanças climáticas, paz mundial e crescimento económico.

Estes resultados vêm consolidar o excelente desempenho da Universidade Católica Portuguesa, reconhecida, pelo 4.º ano consecutivo, como a melhor universidade portuguesa pela Times Higher Education, no THE World University Rankings 2023.

02-06-2023

Research Scholarship - Project GenoPhenoTraits4Persitence

01-06-2023

Vacancy of Junior Doctoral Researcher - Project gBiOT

01-06-2023

Vacancy of Lab Technician - Project Agenda VIIAFOOD

01-06-2023

Estudantes da Escola das Artes integram programação do Serralves em Festa

Os alunos Maria Miguel Pratas e Miguel Ribeiro do terceiro ano da Licenciatura em Som e Imagem, Ricardo M. Vieira, do Mestrado em Som e Imagem, e Benjamim Gomes, do Mestrado em Cinema, foram os estudantes da Escola das Artes selecionados para participar na 17ª edição do Serralves em Festa.


Junho marca início da festa que celebra Serralves como um espaço inclusivo da arte e da cultura, contando com centenas de eventos de música, dança, teatro, performance e circo contemporâneo, exposições no Museu, cinema, vídeo, fotografia e inúmeros workshops. A programação integra a apresentação de trabalhos de alunos da Escola das Artes, que podem ser contemplados de 2 a 4 de julho.

No decorrer do evento, o maior festival de expressão artística contemporânea em Portugal e um dos maiores da Europa, os visitantes podem apreciar “Low Intersection od Benign Machines”, de Maria Miguel Pratas e Miguel Ribeiro, “Panóptico. Reprovável Pessoa-Torre” de Ricardo M. Vieira, “Vórtice Magnético ou Mecanismo de Dobra Fantasmática” de Benjamim Gomes, pontos de passagem obrigatórios para quem aprecia arte contemporânea.

LOW INTERSECTION OF BENIGN MACHINES
Apresentações:
Dia 3 de Junho — 14:00 e 19:00
Local: Casa de Serralves, 2º Andar

Instalação e performance, composta por um sistema áudio de auscultação de 7 de peças de cerâmica. Através de uma sinergia entre este agrupamento de maquinaria sonora, com a delicadeza dos elementos cerâmicos, LOW INTERSECTION OF BENIGN MACHINES apresenta uma série de objetos - assentes num manto de veludo branco — que são ouvidos e amplificados por vários microfones de contacto. No seu formato performance, através do contacto direto do performer com as peças, as reações da cerâmica são ampliadas e transpostas para um universo de ecos e reverberações.

PANÓPTICO. REPROVÁVEL PESSOA-TORRE
Apresentações:
Dia 2 e 3 de Junho — 22:30
Local: Sala 5, Museu

Panóptico. Reprovável Pessoa-torre. é uma instalação sonora que explora a estrutura prisional desenhada por Jeremy Bentham. A auto-vigilância imposta pela incerteza. Por se julgar observado, Tomás observa-se. O ciclo repete-se. O lugar de Tomás é uma torre mas a hierarquia perdeu-se, a torre move-se ou é movida, a função de Tomás é ambígua e a cada repetição alteram-se-lhe a intenção e o aspecto.

Vórtice Magnético ou Mecanismo de Dobra Fantasmática
Apresentações:
Dia 2 de Junho — 22:00
Local: Corredores laterais à la Jane Austen, no jardim em frente à casa

“Tempo é o que acaba. Tempo é o tempo limitado experimentado por uma criatura sentiente. Sentiente do tempo, isto é - fazendo ajustes ao tempo relativamente ao que Korzybski chama comportamento de intenção neuromuscular respectivamente ao ambiente como um todo...” - William S. Burroughs.

Enquanto dispositivo indexador de tempo, as suas capacidades estão limitadas a uma quantidade finita de espaço sobre o qual emparelha imagens a códigos temporais. Contudo, um elemento estranho perturba o circuito, um fantasma, uma Coisa, um duplo imperfeito que sobrecodifica o espaço que o dispositivo percorre. Assim, um acidente temporal específico deste aparelho técnico é criado onde duas temporalidades diferentes competem pelo mesmo espaço, o limbo eletrónico onde coalesce uma quimera temporal.

As montagens decorrem nos dias que antecedem o festival e contam com o apoio da Escola das Artes.

 

01-06-2023

Católica Porto Business School juntou Banco de Portugal, PwC e Novo Banco numa reflexão sobre o tema “Silicon Valley Bank: Lessons Learned”

Esta Short Talk foi organizada no âmbito do Curso Executivo Banca para Empresas, programa desenvolvido em cocoordenação por Gonçalo Faria, Associate Dean da Católica Porto Business School, e António Ramalho, Industry Fellow na Católica Porto Business School e ex-CEO do Novo Banco. 

Após a abertura da sessão, assegurada por Rui Soucasaux Sousa, Dean da Católica Porto Business, Gonçalo Faria começou por analisar o caso do SVB, olhando para alguns indicadores que pareciam antecipar já alguns problemas.

Luis Barbosa, partner da PwC, abordou, de seguida, o tema da gestão de risco de taxa de juro. Entretanto, Rui Fontes, Chief Credit Officer e Board Member do Novo Banco falou da questão da gestão do risco de concentração do passivo. E procurou fazer uma comparação entre alguns indicadores de performance do Silicon Valley Bank versus outros bancos americanos, europeus e mesmo nacionais.

Já António Ramalho aprofundou o tema da gestão do Risco Reputacional, da Comunicação e da Transparência.

Por último, Luis Costa Ferreira, Head of Banking Prudential Supervision Department do Banco de Portugal, fez uma síntese geral das principais lições e conclusões deste caso.

Veja algumas das notícias publicadas sobre esta sessão nos links abaixo:

Autópsia de um fim súbito: a má gestão liquidou o SVB

Silicon Valley Bank: falência era previsível e não é replicável em Portugal

Sinais de alerta da banca americana pouco prováveis em Portugal

01-06-2023

UCP Editora celebra o seu 25.º aniversário com o debate “Cultura no Plural”

“Cultura no Plural” é o tema do debate que assinala os 25 anos da UCP Editora. A conversa conta com a presença da Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, e do Comissário do Plano Nacional das Artes, Paulo Pires do Vale.

Moderada pela vice-diretora da Faculdade de Ciências Humanas da UCP, Alexandra Lopes, a sessão tem lugar no dia 6 de junho, pelas 19h00, na Praça Amarela, na Feira do Livro de Lisboa. Seguir-se-á uma celebração junto ao pavilhão da Editora (D36 e D37), com bolo e um brinde.

Este momento de comemoração assinala os 25 anos da Editora dedicados à publicação da produção científica da UCP, representada também pela mudança de marca para uma imagem mais afirmativa, autónoma e jovem, tendo por base os livros como alicerces do saber.

 

Convite “Cultura no Plural”

01-06-2023

João Mendes Pinto: “Olhar o mundo: é isto que eu procuro através do Cinema.”

João Mendes Pinto tem 23 anos, é Amarantino e é estudante finalista da Licenciatura em Cinema, da Escola das Artes, da Universidade Católica. Por volta dos 15 anos, descobriu a importância do Cinema na sua vida e até hoje nunca mais parou. O objetivo? Ser argumentista e realizador. Venceu na categoria “documentário” o 1º lugar dos Prémios Sophia Estudante. “Sou um jovem bucólico”, afirma. E nos tempos livres? Karaoke e ver o Amarante, o seu clube do coração.

 

Como é que o Cinema apareceu na sua vida?

Creio que não há nenhum motivo aparente. Por volta dos 15 anos, comecei a descobrir um ou outro filme e depois comecei a consumir cinema em massa. Via cerca de 4 a 5 filmes por dia.

 

Integra a primeira turma da Licenciatura em Cinema da Escola das Artes. Porquê arriscar na Católica?

Segui o meu instinto. Já conhecia a Católica e a licenciatura em Som e Imagem e foi por aí que também tomei conhecimento que ia abrir uma nova licenciatura. A reputação que a Católica tem fez-me confiar que era a escolha certa. Acreditei que se fosse para abrir um novo curso que ia haver a garantia da qualidade que já lhe era conhecida. E vou continuar, já estou matriculado no Mestrado em Cinema, aqui na Escola das Artes.

 

O que é que mais destaca destes seus 3 anos de licenciatura?

Sem dúvida que é o ambiente que se vive na Escola das Artes e todas as amizades que fiz. Vive-se um ambiente muito próximo. Sinto-me muito bem aqui. Outro elemento que destaco é a forma como os projetos finais são acompanhados. Este ano pelo João Canijo. É uma oportunidade excelente estar a trabalhar num filme e saber que está a ser acompanhado e que tem muitas hipóteses de evoluir.

 

Qual é a importância do Cinema?

O cinema, tal como outra forma de Arte qualquer, reflete a forma como vemos o mundo. Acredito que é isso que distingue os bons realizadores dos que são verdadeiros mestres. Havia um crítico americano que dizia que, nos filmes dos grandes cineastas, conseguimos perceber, logo no primeiro minuto, como é que eles olham o mundo. É isto que eu procuro através do cinema: olhar o mundo.

 

Qual é o poder da Arte?

A Arte traz educação. A partir do momento em que eu consigo mostrar aos outros através da Arte a forma como eu vejo o mundo, os outros também vão refletir sobre a forma como eles próprios olham o mundo. Concretamente no caso do Cinema, não acho que um filme vá mudar o mundo ou que vá trazer respostas para os grandes problemas, mas vai conseguir uma coisa mais importante ainda, que é mudar a forma como as pessoas veem as coisas e isso, a longo prazo, pode ter um grande impacto.

 

“Gosto de trabalhar a nostalgia e a apatia perante o mundo à nossa volta.”

 

O que é que aprendeu sobre o Cinema que não conhecia antes de entrar para a Universidade?

Aprendi que em Cinema é preciso saber estar, é preciso saber trabalhar em conjunto. Aprendi que o cinema é uma arte coletiva. Ninguém faz cinema sozinho. A única forma de fazer as coisas é com outras pessoas.

 

“Enquanto houver ovelhas” é o nome do seu documentário que venceu o 1º lugar dos Prémios Sophia Estudante na categoria “Melhor Documentário”. Em que é que consiste o documentário?

O documentário segue a vida quotidiana de um casal de Seia, na Serra da Estrela. Ele é pastor de ovelhas bordaleiras e ela é queijeira. É um olhar contemplativo e poético sobre esta arte que está em vias de extinção.

 

“A cultura não é só arte.”

 

Que temas é que gosta de explorar no cinema que vê e nas suas criações?

Gosto de trabalhar a nostalgia e a apatia perante o mundo à nossa volta. Gosto que haja tempo para respirar. Sou um jovem bucólico. Estamos neste momento a trabalhar no projeto final da licenciatura e estamos, precisamente, a trabalhar estes temas. Estamos em fase de pós-produção. É a história de uma mulher trabalhadora da Segurança Social que vai todos os dias a uma dancetaria no Porto. Vai ser exibido no Panorama.

 

Que opinião tem acerca da dinâmica, em Portugal, entre a sociedade e a Cultura?

Agostinho da Silva dizia que a Cultura começa na terra. A Cultura não é só arte. Arte também é Cultura, mas a Cultura não é só arte. É importante compreender isto. A Cultura é importante para a sociedade e claro que há falta de proximidade e ligação entre a sociedade e a Cultura. Uma vez mais, é essencial que a Cultura ocupe um lugar de destaque na educação das pessoas. E a Arte, também. Muitas vezes a Arte é olhada, única e exclusivamente, pela dimensão do entretenimento. No sistema de educação, priorizam-se determinadas disciplinas segundo métodos altamente competitivos e até lucrativos e descredibiliza-se a Cultura que, para mim, é aquilo que nos permite olhar, verdadeiramente, o mundo. Se nem nós vemos o mundo, então também não vai haver grande interesse em compreender como é que os outros o olham.

 

Um filme marcante?

Landscape in the mist, do Theo Angelopoulos. Lembro-me que vi esse filme e no primeiro plano pensei “O que é que é isto?”. Os filmes dele têm este lado muito hipnotizante. Fez-me muito pensar na forma como se estuda a composição de um plano, como é que se faz a câmara mexer com um propósito. É um filme pesadíssimo. É genial. Fiquei completamente abesbílico, acho que no fim tive de ir à varanda apanhar ar (risos).

 

“A terra de onde vimos também se reflete na nossa personalidade.”

 

O que é que gosta de fazer nos tempos livres para além de ver filmes?

Sou um frequentador assíduo de Karaokes. É um momento incrível de partilha, é uma coisa fenomenal. O futebol também me ocupa demasiado tempo.

 

Adepto de que clube?

Do Amarante, claro.

 

Agustina Bessa Luís dizia “Mas se é de Amarante…”

“um homem nunca parece de outro lugar”. Há pouco estávamos a falar de Cultura e, como é óbvio, a terra de onde vimos também se reflete na nossa personalidade. Uma amiga minha dizia que as pessoas de Amarante não conseguem estar uma hora sem falar de Amarante (risos). Sou de uma terra de pessoas que gostam verdadeiramente de ser de onde são.

 

01-06-2023

Research Scholarship - Project VIIAFOOD - BI-1

01-06-2023

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