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Raquel Matos: “Flexibilidade e capacidade de estabelecer pontes são essenciais para os futuros profissionais.”

Raquel Matos é docente, investigadora e diretora da Faculdade de Educação e Psicologia, da Universidade Católica no Porto. A articulação entre ensino, investigação e serviço à comunidade, a convergência entre a Educação e a Psicologia, a internacionalização e a inovação pedagógica são as principais bandeiras do seu mandato. É especialista na área da Psicologia da Justiça e do Comportamento Desviante e tem um especial interesse pelas questões de género. O que é que gosta de fazer nos tempos livres? “Acima de tudo, gosto de ter tempos livres.”

 

Lembra-se do momento em que lhe fizeram o convite para ser diretora da FEP?

Lembro-me que estava numa posição confortável, como professora associada e muito dedicada a diferentes projetos de investigação. Em teoria, é mais tranquilo não ter cargo nenhum (risos). Mas quando a Senhora Reitora falou comigo, numa altura em que eu tinha 47 anos e estávamos em plena pandemia, pensei que este era um desafio que tinha de agarrar. Não o fazer seria dar um sinal a mim própria de que estava à espera da reforma.

 

Enquanto diretora da FEP, quais são os grandes desafios?

Um dos desafios é o de promover a convergência entre as áreas nucleares da faculdade, a Educação e a Psicologia, potenciando o melhor de cada uma. São duas áreas fundamentais no que toca ao desenvolvimento humano, mas com tradições distintas em termos de metodologias de trabalho. Tem sido um desafio grande trabalhar esta convergência, mas penso que estamos a alcançar bons resultados. A internacionalização e a inovação pedagógica são também duas grandes preocupações que assumo no meu mandato. E um outro desafio muito importante diz respeito às pessoas, pois tenho como preocupação proporcionar um contexto de trabalho promotor de bem-estar, sobretudo depois do período de pandemia que vivemos, e que marcou o início do mandato.

 

Porquê a escolha da Psicologia para a sua vida?

Não tenho nenhuma história bonita para contar, até porque a Psicologia era um mundo desconhecido para mim e foi uma grande descoberta. Comecei por ingressar na licenciatura em Ciências da Nutrição, mas como não gostei, no ano seguinte candidatei-me e entrei em Psicologia. Até esse momento não tinha nenhuma referência de família ou amigos que trabalhassem nesta área e, agora que penso, nem sequer tinha vivido de perto problemas de saúde mental. Era mesmo um mundo novo para mim. Entrei no curso com uma perspetiva de ligação mais às ciências exatas, como a biologia e a matemática, mas depressa fui caminhando para a sua dimensão mais social que é aquela onde hoje trabalho, na área onde a Psicologia se cruza com a Sociologia e a Antropologia.

 

Lembra-se de quando é que se apercebe de que gosta mesmo de Psicologia e que se sente no lugar certo?

Julgo que terá sido quando comecei a ter disciplinas que relacionam a Psicologia com o sistema de justiça e com os comportamentos desviantes. Talvez a primeira referência até tenha sido a Psicologia Comunitária. Fiquei muito interessada na intervenção em contextos comunitários, fundamental quando falamos de prevenção de comportamentos delinquentes.

 

“O doutoramento abriu-me um mundo novo.”

 

Terminou a licenciatura de 5 anos e ingressou de imediato num mestrado. Já tinha ideias de seguir a vida académica?

Quando terminei a licenciatura, recebi uma bolsa para fazer investigação e entrei no mestrado. A oportunidade apareceu e eu agarrei-a. Fui desafiada a seguir este caminho. 
 

“Vidas Raras de mulheres comuns: percursos de vida, significações do crime e construção da identidade” foi o nome da sua tese de doutoramento.

Eu tenho muito interesse pelos contextos privativos de liberdade, assumindo sempre um olhar crítico. Mas o meu mestrado foi na área da psicologia do desenvolvimento, sobre mães adolescentes, experiências de vitimação e vinculação mãe-bebé. Acompanhei mais de cem grávidas adolescentes, desde a gravidez até aos dezoito meses de vida dos seus bebés. Isto permitiu-me ganhar muitas competências de investigação, de desempenho de múltiplas tarefas, de sistematização da informação, de trabalho em equipa. Quando terminei o mestrado, fiquei com vontade de fazer o doutoramento e fiquei muito interessada nas questões de género. Quis continuar a estudar jovens, mas, mais do que compreender as suas experiências enquanto vítimas, interessou-me compreender de que forma mulheres jovens se envolvem em comportamentos criminais. Propus-me, então, estudar as suas trajetórias até ao crime, partindo das suas narrativas, ou seja, das histórias que as próprias jovens contam sobre o seu envolvimento no crime.

 

“Vive-se uma excessiva cultura de caridade em Portugal.”

 

Como é que contam as suas histórias?

Desengane-se quem acha que alguém que comete um crime a única coisa que faz é desresponsabilizar-se. Não é exatamente assim. Há toda uma narrativa, uma construção desse comportamento e da trajetória percorrida até lá chegar. O doutoramento abriu-me um mundo novo.

 

Como é que nos despimos de preconceitos quando estamos frente a frente com histórias de violência e envolvimento no crime?

Olhando para trás, não consigo pôr-me exatamente na cabeça da Raquel Matos com vinte e tal anos (risos). Mas agora, com os meus 49, sem dúvida reconheço que das coisas fundamentais para quem trabalha nesta área é a capacidade de refletirmos sobre a nossa visão do mundo e sobre nós e os nossos preconceitos. Como é que eu vejo o outro? Qual é o meu papel? Em que é que eu sou diferente? Tentamos trabalhar estas questões aqui na faculdade, com os nossos estudantes. A parte humana, para a nossa Universidade, é fundamental, e é esta dimensão humana que nos faz quebrar barreiras e nos faz aproximar das diferentes realidades. Este tema do preconceito faz-me refletir muito sobre a cultura de caridade que se vive em Portugal. É evidentemente importante que sejamos solidários e atentos aos outros e às suas necessidades, mas não podemos reforçar a ideia de que há dois grupos distintos: o das pessoas que ajudam e o das pessoas que são ajudadas. Na Católica, preocupamo-nos em promover junto dos nossos estudantes programas de voluntariado, como o serviço comunitário que proporcionamos aos estudantes de psicologia, para que mergulhem em contextos e realidades sociais que os desinstalem e que quebrem preconceitos. E esses programas são acompanhados de formação.

 

“Os problemas que outros enfrentam hoje, podem ser nossos amanhã.”

 

O que é que mais tenta transmitir aos seus alunos?

Preocupo-me em formar psicólogos e psicólogas que não se assumam como diferentes daqueles que ajudam, ou que pensem que “nunca vão precisar de ajuda”, “nunca vão ter dificuldades” ou que “nunca vão ser marginalizados ou discriminados”. Este tipo de pensamento preocupa-me tremendamente enquanto responsável pela formação de jovens, de futuros profissionais, porque cava um fosso entre realidades e não permite um encontro verdadeiro e uma real compreensão dos problemas sociais. Não devemos olhar para os outros como se fossem diferentes de nós, e devemos pensar que os problemas que outros enfrentam hoje podem ser nossos amanhã.

 

Que características é que são indispensáveis para quem estuda e exerce na área da Psicologia?

Flexibilidade e capacidade de estabelecer pontes são essenciais para os futuros profissionais. É importantíssimo. Ao longo da minha vida, diferentes experiências e circunstâncias foram-me ensinando a importância de me adaptar a várias realidades e de criar pontes e ligações entre diferentes mundos. No outro dia uma estudante perguntou-me: “Como é que isso se aprende?”. Bem, ao falarmos sobre este assunto já estamos a fazer caminho.

 

Quem é que mais a inspirou ao longo do seu percurso?

A minha amiga e orientadora de doutoramento na Universidade do Minho, a Carla Machado, que, infelizmente, já cá não está. Uma pessoa excecional e muito inteligente. Às vezes penso que projetos teríamos hoje em conjunto se não tivesse morrido. Tínhamos um perfil um bocadinho diferente, mas trabalhávamos muito bem juntas. Ela tocava mais instrumentos, tinha essa capacidade de diversificar muito a sua atividade. Marcou-me imenso, porque tínhamos muita sintonia, mas ao mesmo tempo, era também a pessoa capaz de me ensinar, de me corrigir um capítulo com comentários demolidores. Inspirou-me muito e continua a fazê-lo.

 

O que é que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Acima de tudo, gosto mesmo de ter tempos livres e são uma prioridade na minha vida. Não há bem-estar no trabalho se não equilibrarmos com tempos livres de qualidade. Gosto de fazer pilates, de jogar ténis e adoro partilhar bons petiscos com amigos.

 

16-03-2023

Católica Porto Business School e Universidade de São José unem-se para investigação em Neuromarketing

O diretor da Católica Porto Business School, Rui Sousa, e a diretora da School of Business & Law da Universidade de São José (Macau), Jenny Lao-Philips, assinaram um protocolo que permite uma articulação próxima entre o recém-criado “Laboratory of Applied Neurosciences” (LAN) da Universidade de São José e o S.Lab. Este acordo visa criar uma extensão no Porto dos serviços disponibilizados em Macau, nomeadamente a realização de experiências que ajudem a compreender o sistema cognitivo e emocional do ser humano, na sua vertente de consumo. Em paralelo, ajudará, também, a promover investigação de base e investigação aplicada em vários domínios, nomeadamente em marketing, economia, educação e liderança.

Através desta parceria, os investigadores Alexandre Lobo Marques e Susana Costa e Silva têm já em desenvolvimento investigação na área do marketing e do comportamento do consumidor, onde utilizam equipamentos como Facial Expression Recognition & Emotions Classification, EDA/GSR – Galvanic Skin Response Devices & Software, HRV – Heart Rate Variability, Neurodata Smart Analytics & Multiple Webcam Eye Tracking Solutions e Eye Tracking Glasses.

Leia a notícia sobre a abertura oficial do LAN em Macau.

16-03-2023

Investigadoras da Escola Superior de Biotecnologia homenageadas no livro “Mulheres na Ciência”

As investigadoras Célia Manaia, Marta Vasconcelos e Paula Teixeira, do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, fazem parte do livro “Mulheres na Ciência” 2023, uma iniciativa da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. “Da Biologia à Matemática, da Química às Ciências Sociais, da Física à Arqueologia, das Neurociências à Geografia, da Engenharia à História, das Ciências do Espaço à Filosofia”, este livro que, já vai na sua quarta edição, integra 101 mulheres cientistas portuguesas de diferentes áreas do conhecimento.

Célia Manaia é microbióloga. Marta Vasconcelos é bióloga. Paula Teixeira é engenheira alimentar. Em comum têm a paixão pela investigação e a instituição onde a exercem: o Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. No seu texto, Célia Manaia, realça “A ciência tem o duplo efeito de me fascinar e de me fazer sentir minúscula! Para mim, fazer investigação é questionar, experimentar e comunicar. Entre o divertimento, a persistência e alguma resiliência, há também o sentido de dever de integridade, de dar a conhecer o que é relevante, de inspirar os mais jovens.

Marta Vasconcelos define-se como “uma apaixonada pela ciência: por criar questões, por desenhar projetos e reunir equipas que respondam às mesmas, e por partilhar as soluções com a sociedade.” Neste momento, trabalha “na interface entre a biologia das plantas e a nutrição humana. Em particular, procuro perceber o impacto das alterações climáticas no conteúdo nutricional e na produtividade dos alimentos de origem vegetal.” A bióloga indica ainda que tem “tido a sorte de conseguir trabalhar naquilo que me apaixona e que me faz feliz. As minhas escolhas profissionais têm sido tomadas com naturalidade, e nem sempre seguindo definições mais convencionais do que é ser bem-sucedido. Ser cientista deve sempre ir muito para além de questões de género, mas é sempre bom vermos o nosso trabalho inspirar outras meninas, raparigas, mulheres a seguir os seus sonhos, e a saber equilibrar as diferentes dimensões das suas vidas.“

Paula Teixeira refere no seu texto que tem dificuldade em imaginar outra carreira para além do ensino e investigação em microbiologia e segurança alimentar. “É um privilégio poder aprender e ensinar, partilhar a paixão pelo conhecimento e contagiar o entusiasmo, despertar talentos, acompanhar o crescimento dos estudantes e contribuir para a saúde e bem-estar da sociedade, sem descurar a vida familiar.” Sobre a sua inclusão no livro, sente-se honrada por “fazer parte de um grupo que inclui Mulheres cujo percurso tem sido fonte de inspiração para mim e Mulheres a quem terei passado algum do meu entusiasmo pelo trabalho que faço e, talvez até, inspirado. É com muito orgulho que vejo reconhecido o meu trabalho e agradeço à Ciência Viva este reconhecimento. Mas o meu trabalho é também o trabalho de Todas e de Todos as/os que me têm acompanhado neste percurso, pessoal e profissional, e a quem este reconhecimento é meritoriamente extensivo. Não posso deixar de agradecer à instituição que tem proporcionado as condições para o meu trabalho, a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto e o CBQF, o seu centro de investigação.

O livro foi apresentado na passada quarta-feira, 8 de março, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, e contou com as intervenções de Elvira Fortunato, Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Isabel Ferreira, investigadora e atual Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Rosália Vargas, presidente da Ciência Viva, José Luís Cardoso, presidente da Academia das Ciências de Lisboa,  entre outros membros presentes. O livro reúne testemunhos de diferentes gerações e áreas do conhecimento, retratados pelos fotógrafos Alípio Padilha, Ana Brígida, Diana Tinoco e Rodrigo Cabrita.

As mulheres cientistas representam atualmente mais de 50% do total de investigadores em Portugal e o seu papel tem sido crucial para o progresso da ciência e a tecnologia nacionais.

Faça o download do livro “Mulheres na Ciência” (2023).

Leia também a notícia sobre o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência.

14-03-2023

Diurna. afirma-se como Jornal Nacional dos Estudantes da Católica

David Vaz e Francisca Santos, estudantes dos Centros Regionais de Braga e de Viseu da Universidade Católica são os novos membros do Jornal Diurna. Com esta expansão, o Diurna., jornal fundado pelos estudantes da Católica no Porto, passa a integrar representantes em todos os campi da Universidade Católica  e afirma-se enquanto Jornal Nacional dos Estudantes da Católica.

Para o representante do Centro Regional de Braga e estudante da licenciatura em Ciências da Comunicação, David Vaz, “o Diurna. é um jornal revolucionário e inovador que rompe com o conceito de jornalismo impresso tradicional.” Pelo que o novo membro afirma “estou orgulhoso por poder trabalhar com uma equipa dedicada, apaixonada e comprometida a dar voz a todos aqueles que têm a ousadia de escrever.”

O estudante e a colega do Centro Regional de Viseu juntam-se assim ao projeto lançado em 2020 pelo seu fundador e atual diretor nacional, Nuno Brochado de Agarez, estudante da dupla licenciatura em direito e em gestão.

O jornal tinha já concluído com sucesso a sua primeira grande expansão para Lisboa, com duas equipas editoriais, lideradas por Maria Luís Gaspar, no Porto, e Catarina Andrade, em Lisboa.

Agora, com a integração de David Vaz e Francisca Santos, o Jornal Diurna. solidifica a sua afirmação como Jornal Nacional dos Estudantes da Universidade e vai lançar a sua 1.ª edição verdadeiramente nacional, no dia 31 de março. Esta vai ser a 10.ª publicação nos 3 anos de história do jornal.

14-03-2023

Mestrados da Católica no Porto: candidaturas abertas para o ano letivo 2023/2024

As candidaturas aos Mestrados das faculdades da Universidade Católica Portuguesa no Porto para o ano letivo 2023/2024 já se encontram a decorrer. Os candidatos poderão iniciar a sua candidatura através do portal de candidaturas, assim como consultar informação sobre os prazos de candidatura (2ª e 3ª fase) e os documentos necessários para submissão.

Descubra mais sobre a oferta formativa do 2º Ciclo de cada uma das faculdades da Universidade Católica Portuguesa no Porto:

Escola das Artes:

Mestrado em Cinema
Mestrado em Conservação e Restauro de Bens Culturais
Mestrado em Fotografia
Mestrado em Gestão de Indústrias Criativas
Mestrado em Som e Imagem

Escola Superior de Biotecnologia:

Mestrado em Engenharia Alimentar
Mestrado em Engenharia Biomédica
Mestrado em Microbiologia Aplicada
Mestrado em Biotecnologia e Inovação
European Master of Science in Sustainable Food Systems Engineering, Technology and Business (BiFTec-FOOD4S)

Católica Porto Business School:

Mestrado em Auditoria e Fiscalidade
Master in Business Economics
Master in Finance
Mestrado em Gestão
Mestrado em Gestão de Recursos Humanos
Mestrado em Marketing
Double Degrees

Instituto de Ciências da Saúde / Escola de Enfermagem:

Mestrado em Enfermagem (abrem a 16 de maio)

Escola do Porto da Faculdade de Direito:

Mestrado em Direito
Mestrado em Direito e Gestão

Faculdade de Educação e Psicologia:

Mestrado em Ciências da Educação
Mestrado em Psicologia
Mestrado em Psicologia e Desenvolvimento de Recursos Humanos

Faculdade de Teologia:

Mestrado em Ciências Religiosas (EaD)

 

Apoio às candidaturas:
t | 939 450 000/012
@| candidaturas.porto@ucp.pt  e admissions.porto@ucp.pt

14-03-2023

CBQF researchers honored in the book “Women in Science”

14-03-2023

"From sustainability to regeneration: what changes?"

11-03-2023

CLIL cria Comunidades de Aprendizagem e Prática para docentes da UCP

É docente da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e gostaria de explorar práticas pedagógicas inovadoras e testar novas metodologias e estratégias de aprendizagem ativa para implementar em sala de aula? Poderá fazê-lo, ao integrar as Comunidades de Aprendizagem e Prática (CAP), organizadas pelo CLIL | Católica Learning Innovation Lab, o Laboratório de Inovação Pedagógica da UCP. A atividade irá decorrer entre 22 de março e 30 junho de 2023, em formato online, e as inscrições estão abertas até ao dia 17 de março. O evento de lançamento das Comunidades acontecerá no dia 22 de março, às 17h30, em formato online.

As Comunidades de Aprendizagem e Prática (CAP) pretendem proporcionar aos docentes da UCP a oportunidade de integrarem um grupo ou comunidade online, que irá explorar novas metodologias e estratégias pedagógicas nas seguintes áreas: Capacitação pedagógica transversal, Aprendizagem através do digital, Aprendizagem por Pares, Aprendizagem-Serviço e Aprendizagem Baseada em Problemas e Projetos.

Estas atividades irão decorrer ao longo de cerca de três meses, entre 22 de março e 30 de junho de 2023, e contarão com o apoio de uma equipa de dinamizadores.

Os docentes interessados em participar na iniciativa devem selecionar uma das cinco Comunidades propostas, de acordo com os seus interesses pedagógicos e necessidades percebidas de desenvolvimento profissional. Em conjunto, participantes e dinamizadores definirão a periodicidade, o formato, a agenda e a dinâmica de trabalho de cada Comunidade.

 

Possibilidade de troca de experiências e de criação de parcerias interdisciplinares

São muitas as vantagens de participar nas CAP: troca de experiências entre docentes, criação de parcerias interdisciplinares, aprofundamento de uma área pedagógica de interesse, e desenvolvimento de vários produtos pedagógicos. Entre estes produtos incluem-se, por exemplo, repensar o conteúdo da Ficha da Unidade Curricular (UC) de uma UC, conceber e testar atividades em sala de aula, e refletir sobre as práticas pedagógicas em curso.

Ao integrarem uma comunidade, os docentes da Universidade Católica conhecerão outros pares que partilham os seus interesses pedagógicos, que enfrentam os mesmos desafios e que também procuram soluções. Adicionalmente, poderão, de forma prática, produzir materiais de grande utilidade para as suas aulas”, explica Diana Soares, coordenadora do CLIL e docente na Faculdade de Educação e Psicologia da UCP.

“Acreditamos que esta é uma oportunidade de forte crescimento profissional que contribuirá, em última instância, para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem na UCP”, acrescenta Isabel Vasconcelos, Vice-Reitora da UCP.

Para potenciar uma maior troca de experiências entre os vários participantes, cada CAP estará limitada a 10 docentes. Os professores interessados em participar na iniciativa, deverão preencher este formulário, até ao dia 17 de março. A seleção dos participantes será realizada por ordem de inscrição.

 

Evento de lançamento acontece no dia 22 de março

As Comunidades de Aprendizagem e Prática iniciam no dia 22 de março, pelas 17h30, com um evento online, que durará cerca de duas horas. A primeira parte do evento é aberta a toda a comunidade académica e contará com a presença de Isabel Vasconcelos, Vice-Reitora da UCP, e com a intervenção de Karen Matthewman (University College, London) que falará sobre o conceito, as vantagens e os desafios inerentes às Comunidades de Aprendizagem e Prática. A segunda parte é reservada aos docentes inscritos nas CAP.

Para conhecer mais detalhes acerca da sessão de lançamento das Comunidades e aceder a informação adicional sobre o modo de funcionamento das mesmas, consulte o programa.

As CAP surgem na sequência do 1º Ciclo de Workshops Pedagógicos UCP, que se realizou entre 23 de janeiro e 3 de fevereiro de 2023, e que recebeu mais de mil inscrições.

Esta atividade conta com a participação da equipa do Learning Innovation Office da CATÓLICA-LISBON, bem como de outros convidados, e com o apoio da Reitoria da UCP.

 

Sobre o CLIL

O CLIL foi criado com o objetivo de identificar, experimentar e ensaiar abordagens pedagógicas inovadoras, contando com a colaboração de docentes, investigadores e estudantes da UCP, assim como com o apoio de um conselho de parceiros estratégicos do tecido empresarial e da sociedade civil.

O laboratório recebeu financiamento no âmbito do projeto “Skills 4 PósCOVID - Competências para o futuro no Ensino Superior”, financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do PO CH – Programa Operacional Capital Humano, através do FSE – Fundo Social Europeu.

 


 

Are you a scholar at Universidade Católica Portuguesa (UCP) who is interested in exploring innovative pedagogical practices and testing new active learning methodologies and strategies to implement in the classroom? You can do so by joining the Communities of Learning and Practice, organized by CLIL | Católica Learning Innovation Lab, the Pedagogical Innovation Lab of UCP. This activity will take place online, between March 22 and June 30, 2023, and the registration period will be open until March 17. The Communities online kick-off event will happen on March 22, starting at 5:30 pm.

The Communities of Learning and Practice are designed for faculty at UCP who wish to join an online group or community that will explore new pedagogical methodologies and strategies in one of the following areas: Transversal pedagogical empowerment, Learning with digital technologies, Peer learning, Service-Learning, and Problem-based and Project-based Learning.

These activities will take place throughout three months, between March and June 2023, and will be accompanied by a facilitation team.

Faculty who are interested in participating in this initiative should select one of the five Communities proposed, according to their pedagogical interests and perceived needs of professional development. Together, participants and facilitators will define the periodicity, format, agenda, and work dynamic of each Community.

 

Possibility of exchanging experiences and establishing interdisciplinary partnerships

There are many advantages in participating in the Communities of Learning and Practice: the exchange of experiences among faculty, the establishment of interdisciplinary partnerships, the deepening of a pedagogical area of interest, and the development of different pedagogical outputs. These outputs include, for instance, to rethink the content of the Curricular Unit Sheet of a Curricular Unit, the design and testing of activities in the classroom, and the reflection about one’s pedagogical practices.

“By joining a community, faculty at Universidade Católica can get to know peers who share their pedagogical interests, who face the same challenges and who are also looking for solutions. Besides, they can, in a very practical way, produce very useful materials for their classes”, as explained by Diana Soares, the coordinator of CLIL and professor at UCP Faculty of Education and Psychology.

“We believe that this is an opportunity of strong professional growth that shall ultimately contribute to improving the processes of teaching and learning at UCP”, as added by Isabel Vasconcelos, Vice-President of UCP.

In order to maximize the quality of the interactions between different participants, each Community of Learning and Practice will be limited to 10 faculty. Faculty who are interested in participating in this initiative must respond to this form until March 17. The selection of participants will be done in order of registration.

 

The kick-off event happens on March 22

The Communities of Learning and Practice start on March 22, at 5:30 pm, with a 2-hour online event. The first part of the event is open to the entire academic community and will count with the presence of Professor Isabel Vasconcelos, Vice-President of UCP, and a presentation by Karen Matthewman (University College, London) about the concept, advantages, and challenges inherent to this kind of learning community of practice. The second part of the event will be reserved to faculty who will participate in the Communities of Learning and Practice.

Further details about the kick-off session of the Communities and their way of functioning can be found in the program.

The Communities of Learning and Practice derive from the 1st Cycle of Pedagogical Workshops at UCP, between January 23 and February 3, 2023, which received more than one thousand registrations.

This activity counts with the participation of the Learning Innovation Office team from CATÓLICA-LISBON, and other very special guests, and with the support of the Rectory of UCP.

The program of this initiative is available HERE.

 

About CLIL

CLIL was created with the goal of identifying, testing, and exploring innovative pedagogical approaches, and it counts with the collaboration of faculty, researchers, and students at UCP, as well as with the support of strategic partners from business and civil society.

This Lab is funded by the project “Skills 4 PósCOVID - Competências para o futuro no Ensino Superior” [Competences for the future in Higher Education], which is financed by Portugal 2020, in the frame of the PO CH – Programa Operacional Capital Humano [Human Capital Operational Program], through FSE – Fundo Social Europeu [European Social Fund].

10-03-2023

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