Filipe Martins e Mafalda Santos, da ATES - Área Transversal de Economia Social da Universidade Católica no Porto, embarcaram numa missão na Guiné-Bissau para realizar a avaliação externa do projeto “No Firma Pa Nô Dritus – Bolama", promovido pela Fundação Fé e Cooperação (ONGD portuguesa, especialista em Educação e presente na Guiné-Bissau desde 2001) em parceria com a Academia de Líderes Ubuntu Guiné-Bissau.
O projeto é financiado pela União Europeia e tem como objetivo geral contribuir para a integração das temáticas dos Direitos Humanos e Cidadania no currículo escolar e nas práticas educativas, familiares e comunitárias.
A missão de avaliação decorreu entre os dias 10 e 17 de junho de 2023, na cidade de Bissau e na ilha de Bolama-Bijagós. A equipa de avaliação teve como objetivo global avaliar a implementação do projeto de acordo com distintos critérios de avaliação, de modo a gerar novo conhecimento sobre a promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos na região de Bolama, relevante para promotores, parceiros e financiadores, tendo em vista a sustentabilidade dos seus efeitos e/ou a sua replicação ou adaptação noutras regiões.
Para este efeito, foi utilizada uma abordagem de métodos mistos (qualitativos e quantitativos), privilegiando métodos de recolha de dados participativos e inclusivos junto de todos os stakeholders relevantes do projeto (e.g. professores e diretores das escolas beneficiárias, líderes tradicionais comunitários, Direção Regional da Educação, jovens líderes, gestora de programas da União Europeia, docentes da UEAC, membros das equipas técnicas e de formação da FEC e da AUGB), cuja triangulação permitiu assegurar uma leitura da realidade abrangente, consistente e fidedigna, bem como compreender e ilustrar, de forma vivencial e contextualizada, os processos de mudança promovidos pelo projeto a nível individual e comunitário.
Foi uma experiência de aprendizagem mútua, enriquecedora e gratificante.
A Universidade Católica Portuguesa no Porto foi distinguida com o Prémio Dedicação, atribuído pela Associação Inspirar o Futuro, da qual é parceira desde 2016. A entrega de prémios teve como objetivo reconhecer as instituições que se têm destacado no apoio contínuo à associação, entidade responsável pela Inspiring Future, e decorreu no âmbito da cerimónia comemorativa dos seus 10 anos.
Neste evento, algumas instituições de ensino superior, entre elas a Universidade Católica Portuguesa no Porto, foram distinguidas pelo seu papel importante na divulgação da sua oferta educativa, bem como no suporte aos jovens na orientação quanto ao seu percurso académico e profissional.
“A Universidade Católica no Porto vê muito valor nesta parceria”
Isabel Braga da Cruz, Presidente do Centro Regional do Porto da UCP, recebeu este prémio e confessou que este é “um reconhecimento pelo trabalho realizado”. Afirma ainda que “estamos comprometidos em contribuir para o esclarecimento e desenvolvimento dos jovens, permitindo que construam um futuro promissor”.
O projeto da Associação Inspirar o futuro alcançou, nos últimos 10 anos, 345 mil jovens portugueses e em 2022-2023 esteve presente em 292 escolas.
Para Eduardo Filho, presidente da Associação, destacou “o vasto alcance deste projeto que chegou a centenas de milhares de jovens portugueses e demonstrou o compromisso da associação em partilhar ferramentas essenciais para o futuro destes jovens.”
A Associação Inspirar o Futuro é uma associação juvenil sem fins lucrativos que tem como objetivo desenvolver atividades na área da educação e desenvolve iniciativas principalmente com escolas secundárias e ensino superior.
Carolina Costa tem 19 anos e é estudante da Licenciatura em Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde – Porto. Vai representar a Universidade Católica no Campeonato Europeu Universitário de Taekwondo, na Croácia, em julho de 2023. Pratica esta modalidade desde os 8 anos e explica que, para si, o desporto “é um refúgio, um lugar onde me consigo conectar comigo mesma”. Ser estudante e atleta em simultâneo? É “exigente”, mas “um caminho muito gratificante”. Boa sorte, Carolina!
O que é que existe em comum entre um enfermeiro e um atleta?
A disciplina. É essencial para quem está no Desporto e na Enfermagem. A disciplina é o lema do Taekwondo e na Enfermagem também é essencial, principalmente porque nesta profissão é preciso saber gerir muito bem o tempo, todos os procedimentos e ter-se muito rigor para que sejam feitos corretamente. Qualquer falha a este nível pode prejudicar o paciente e isso é a última coisa que queremos.
Quando é que começa a sua história com o Taekwondo?
Durante dez anos andei no ballet clássico. Houve um dia em que o meu pai me foi buscar ao ballet e me desafiou a ir experimentar um treino de Taekwondo, numa escola que era mesmo próxima de minha casa. Depois de ir experimentar já nunca mais saí. Comecei a sentir-me muito motivada e, posteriormente, também comecei a ir a competições. Entrar para a competição deu-me uma motivação e vontade extra e o ambiente que se vive nos treinos com a minha equipa foram os pontos determinantes para ter continuado até hoje nesta modalidade.
O que é o Taekwondo?
O Taekwondo é uma arte marcial de origem coreana que utiliza movimentos de ataque e de defesa com os pés e as mãos. A palavra Taekwondo significa “o caminho dos pés e das mãos”. Dentro desta modalidade existem duas vertentes: a da demonstração (poomsaes), pela qual eu vou competir e a do combate olímpico.
“Estou muito agradecida à Católica pela oportunidade que me deu de poder estar presente nesta competição.”
Que conquistas é que já tem colecionado nesta modalidade?
No ano passado e neste ano representei a Associação de Estudantes do ICS nos Campeonatos Nacionais Universitários, onde fui Campeã e Vice-Campeã Nacional Universitária, respetivamente. No ano passado também, fui a única atleta feminina do país a ser selecionada para ir ao Jogos Mundiais Universitários pela Seleção Universitária Portuguesa, mas que, infelizmente, acabou por ser adiado devido à situação pandémica que o país onde a competição ia ser realizada (China) estava a viver.
A próxima competição vai ser na Croácia. Vai estar em Zagreb, entre os dias 20 e 23 de julho, a representar a Universidade Católica no Porto no Campeonato Europeu Universitário.
É uma grande responsabilidade representar a minha Universidade nesta competição. É também um grande privilégio poder vestir a camisola da Católica. Estou muito agradecida à Católica pela oportunidade que me deu de poder estar presente nesta competição. Sinto-me confiante e motivada. Será a minha estreia num Campeonato Europeu Universitário e estou muito entusiasmada.
Qual é a importância do Taekwondo na sua vida?
O Taekwondo, para mim, é um refúgio. É um lugar onde me sinto verdadeiramente bem e onde também me consigo conectar comigo mesma.
Mente sã, corpo são …
Exatamente. Treino o corpo e a mente. Não é possível dissociar uma coisa da outra, porque estão verdadeiramente ligadas.
“Contactar desde cedo com a realidade profissional é muito positivo.”
Estuda Enfermagem no Instituto de Ciências da Saúde, no Porto. Porquê escolher Enfermagem?
Sempre soube que queria seguir a área da saúde. A Enfermagem surgiu quando me apercebi de que aquilo que me realizava era estar em contacto próximo com as pessoas, podendo ajudá-las nos diferentes momentos das suas vidas, sejam bons ou maus. O que me move é poder ajudar as pessoas e é estar em constante proximidade.
Porquê escolher a Católica para estudar?
As referências que eu tinha da Universidade Católica e do ICS-Porto eram as melhores. Uma amiga minha tinha terminado o curso de Enfermagem há pouco tempo e tinha tido uma ótima experiência. Senti-me logo muito animada com a possibilidade de vir cá estudar. E a motivação mantém-se. Fui muito bem acolhida e recebida.
“É um privilégio poder acompanhar e ajudar pessoas que precisam de cuidados.”
O que é que tem sido mais marcante até agora?
O ensino clínico logo desde o primeiro ano é uma grande mais-valia. Existe um ótimo equilíbrio entre a teoria e a prática. Contactar desde cedo com a realidade profissional é muito positivo. Desde cedo que nos começamos a questionar acerca do que gostamos mais ou menos e isso também nos faz ganhar mais confiança e independência. Também destaco o apoio e o exemplo dos professores. Ensinam-nos as melhores técnicas, ajudam-nos a estar à vontade e a relativizar os nervosismos iniciais de quem ainda vai fazer certos procedimentos pela primeira vez. No fundo, na Católica sinto-me sempre acompanhada e apoiada. Nunca estou sozinha.
Atualmente, está a frequentar o estágio de Medicina Interna no Hospital de São João, no Porto.
Tem sido incrível. Este é o meu segundo estágio deste ano, porque já estive também em Neurocirurgia no Hospital de Gaia. Experimentei dois mundos completamente diferentes, mas fascinantes. Estar em ambiente clínico é uma experiência muito completa a diferentes níveis. É o lugar onde mais sinto que cresço e que desenvolvo competências. Apesar de nem sempre serem ambientes fáceis, por diferentes circunstâncias, tenho-me sentido sempre muito acompanhada por todos os enfermeiros e orientadores. Há uma preocupação generalizada connosco que nos ajuda a sentirmo-nos bem e a estarmos sempre orientados e apoiados.
Como é o ambiente que se vive num hospital?
Acima de tudo, é muito desafiante. Agitado, stressante, há muita adrenalina. Mas o mais importante é que é sempre muito gratificante. É um privilégio poder acompanhar e ajudar pessoas que precisam de cuidados.
O que é ser enfermeiro?
Ser enfermeiro é estar incondicionalmente pronto para ajudar o outro, seja em momentos felizes ou momentos difíceis. Ser enfermeiro é estar sempre próximo.
“Tenho objetivos definidos e luto por eles.”
Cadeira preferida até ao momento?
Anatomia.
Como é que é conciliar os estudos com o desporto?
É exigente e, uma vez mais, exige muita disciplina. Já tive de abdicar de muitas coisas, mas é sempre por um bem maior. Tenho objetivos definidos e luto por eles. Não só no Taekwondo, mas em tudo na minha vida. É um caminho muito gratificante.
Como é que gere o nervosismo antes de começar uma prova?
Gosto de estar no meu canto, sozinha, a alongar e com phones a ouvir música. Um pop com uma boa batida dá-me a energia necessária!
Durante a prova há sempre espaço para um kiap?
Sim! (risos) Uma das coisas que mais gera curiosidade no Taekwondo é, precisamente, o grito que nós damos. Chama-se kiap e consiste num momento de libertação de energia. É uma forma de mostrarmos a nossa garra e força ao realizar um determinado movimento.
A Católica Porto Business School prepara-se para receber três Summer Schools durante os meses de junho e julho - Porto Doctoral Summer School, Porto Sustainable Summer School e New Marketing Trends. Estes programas internacionais oferecem uma oportunidade única para estudantes aprofundarem os seus conhecimentos em áreas específicas e explorar tópicos relevantes, permitindo-lhes uma visão mais ampla e global e um enriquecimento cultural, através da interação com participantes de diferentes origens e realidades culturais.
No dia 26 de junho arranca a Porto Doctoral Summer School, uma parceria com a Liverpool John Moores University (LJMU). Por sua vez, a Porto Sustainable Summer School, em colaboração com a WU- Vienna University of Economics and Business, e New Marketing Trends começam a 3 de julho.
Porto Doctoral Summer School: Esta summer school surge no âmbito do programa de doutoramento em Business Administration da Liverpool John Moores University, que todos os anos escolhe um parceiro para a sua semana de workshops, que proporcionam aos estudantes da LJMU um ambiente de aprendizagem internacional.
Porto Sustainable Summer School: Através de curso, os participantes vão conhecer os princípios fundamentais e explorar as ferramentas necessárias para tomar decisões adequadas numa economia que avança rapidamente na direção da sustentabilidade.
New Marketing Trends: Neste programa, os participantes vão explorar as últimas tendências de marketing e aprender como responder eficazmente a estes desenvolvimentos, quer sejam económicos, sociais, tecnológicos, ambientais ou culturais.
Cada um destes programas é lecionado por professores e especialistas do setor, proporcionando aos participantes uma experiência de aprendizagem enriquecedora e interativa, que vai permitir construir relacionamentos profissionais e expandir a rede de contatos destes participantes.
“Se os americanos têm a original Califórnia, também ela uma zona fronteiriça, Renato Cruz Santos oferece-nos nesta exposição concebida de raiz para a Escola das Artes a sua visão daquilo que podemos apelidar da ‘nossa Caxifornia’, tão única e especial, tão real, mas ao mesmo tempo irreal.” É desta forma que o curador e fotógrafo Carlos Lobo apresenta a nova exposição de Renato Cruz Santos, artista português multidisciplinar que explora as temáticas da memória, do imaginário ficcionado e da desconstrução do real. “CAXIFORNIA” vai estar patente, no Porto, na sala de exposições da Escola das Artes, de 3 de julho a 4 de outubro. A inauguração está agendada para 3 de julho, às 18h30, e a entrada é livre.
“CAXIFORNIA” é a primeira exposição individual de Renato Cruz Santos, um olhar de alguém que nasceu e cresceu a ver o seu território a entrar em mutação, através de movimentos sedimentares ou das sombras do betão. Uma exposição cheia de cores garridas de lápis aguçado, deste sítio fronteiriço, uma antítese ao ferrete que as Caxinas carregam.
Renato Cruz Santos é natural das Caxinas, no norte de Portugal, e grande parte do seu trabalho é produzido na sua terra natal, onde tem vários projetos. Trabalha ativamente em várias vertentes de fotografia como jornalismo, música, teatro, dança, cinema - dividindo-se maioritariamente entre o Porto e Lisboa. Faz parte da Bind’O Peixe, associação para a preservação da memória, património e cultura nas Caxinas, onde recentemente foi responsável pela curadoria e produção do projeto e da exposição “Ruas da Praia”, resultado de um trabalho de pesquisa e de recolha de imagens oriundas de arquivos familiares junto da comunidade local. Como fotógrafo, tem realizado algumas exposições – a última com o artista sonoro Duarte Ferreira, no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande (Ilha de São Miguel); colabora regularmente com a Câmara Municipal do Porto, Galeria Municipal do Porto, com a editora discográfica/promotora Lovers & Lollypops, com a Porto Design Biennale, com a Culturgest, entre outros. Tem realizado também fotografias para capas de discos e para vários livros.
Carlos Lobo, curador da exposição e docente da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto, salienta “a Escola das Artes é também um Art Center e esta exposição de fotografia vai surpreender porque as imagens que Renato Cruz Santos nos apresenta do território das Caxinas têm em si algo de bastante real, mas ao mesmo tempo surreal pois trata-se de uma visão ou construção visual de um território bastante peculiar”.
A comunidade de investigação da Universidade Católica Portuguesa (UCP) esteve reunida num evento pioneiro – CARE to Innovate - que promoveu a aprendizagem e o diálogo em torno da Inovação.
Um evento “multidisciplinar” e “totalmente dedicado à investigação”que permitiu“destacar o caminho da Inovação da Universidade Católica”. As palavras são de Isabel Braga da Cruz, presidente do Centro Regional do Porto da UCP, que abriu a conferência, dando as boas-vindas a todos os participantes e desafiando a comunidade para um debate profícuo e enriquecedor.
O CARE to Innovate decorreu a 27 de junho, no campus da Católica no Porto, e reuniu diretores das faculdades e centros de investigação, docentes, investigadores e estudantes de doutoramento e pós-doutoramento dos campi do Porto, de Braga, de Viseu e de Lisboa.
Através do evento, a UCP pretende abrir as portas para o futuro, dando lugar ao diálogo e à partilha de conhecimento, enquanto condição imprescindível para um caminho de evolução.
O poder das Universidade
“Temos um tremendo poder de inovar nas universidades”, afirma Filipe Santos, dean da Católica Lisboa School of Business & Economics. Durante a sua palestra, intitulada “Inovação com propósito”, o docente partilhou diferentes exemplos que reforçarama importância de inovar com um propósito. O orador reforçou a importância do “empreendedorismo social” e da “inovação social”, capaz de “gerar impacto” e de dar resposta a necessidades sociais. Uma partilha motivadora sobre o desafio e a oportunidade dos empreendedores sociais.
“Temos uma responsabilidade grande de contribuir para o desenvolvimento e para o progresso”, concluiu.
O CARE to Innovate abordou a Inovação nas suas diferentes vertentes – social, cultural, pedagógica e tecnológica – através de um olhar multi e interdisciplinar.
Alex Standen, responsável de Desenvolvimento Académico da The London School of Economics and Political Science, foi, também, uma das oradoras da parte da manhã do evento com a palestra “Get inspired – Aprendizagem ao longo da vida.”.
Inspirar, aprender, refletir
Alex Standen, numa apresentação inspiradora, agregou diferentes ideias-chave que convidam à reflexão de um caminho de liderança e de consciência da importância do desenvolvimento académico e pedagógico. A oradora pretendeu, através do seu percurso, partilhar a sua experiência de desenvolvimento de liderança e também como se pode apoiar os outros em processos de liderança.
Quais são os valores que orientam o percurso e o trabalho de cada um?Todos os participantes da conferência foram convidados a responder a esta questão, através da utilização de uma aplicação interativa que permite partilhar as respostas no imediato. Respeito, integridade, transparência, empatia, responsabilidade, ética, cuidado e rigor científico foram alguns dos valores partilhados pela comunidade de investigação da Católica.
Durante a apresentação, a oradora destacou, também, a importância do “trabalho colaborativo” e da capacidade de se ser “flexível, ágil e adaptável”, tudo condições essenciais para a mudança.
Para rematar, Alex Standen deu a conhecer o Kotter’s 8 step-process for leading change, que começa precisamente com o “sentido de urgência”: o que queremos mudar?
Quais são as novas profissões, qualificações e competências?Na sua apresentação, intitulada “Inovação na Educação”, Diana Soares alerta para a importância de se refletir sobre os modelos de ensino e de aprendizagem, de forma a que sejam adaptados à novidade dos tempos e de forma a que se consigatransformar positivamente o Ensino Superior.
Durante a palestra, a oradora deu a conhecer o CLIL, criado em 2021, na UCP, com o intuito de promover e estimular a Inovação Pedagógica nos vários Centros Regionais da Universidade. Adotando uma perspetiva interdisciplinar, o laboratório procura identificar, desenvolver e ensaiar abordagens pedagógicas inovadoras, contando para tal com a colaboração de docentes, investigadores e estudantes, bem como de elementos do tecido empresarial e da sociedade civil.
Quais são os desafios da transferência de conhecimento?
“Transferência de conhecimento e empreendedorismo” foi o título da apresentação de Susana Costa e Silva, docente e investigadora da Católica Porto Business School. Durante a apresentação abordaram-se os principais desafios da transferência de tecnologia e as competências mais relevantes a desenvolver: “investir num planeamento, ter uma boa equipa, apostar numa colaboração efetiva, alicerçada em confiança, comunicação, compromisso e valores partilhados, ter os recursos certos, compreender o ecossistema envolvente onde a tecnologia vai surgir”, entre outros.
Na parte final, Susana Costa e Silva fez referência ao modelo VUCA que define o mundo atual: “Volatilidade” (volatillity), “Incerteza” (uncertainly), “Complexidade” (complexity), e “Ambiguidade” (ambiguity). Perante este cenário, a oradora refere ser “altamente recomendável estar atento a quaisquer alterações da situação e contexto”.
Vítor Dinis, sócio da Pathena, foi o último orador do evento com a apresentação denominada “Get inspired again – Ultrapassando barreiras”, que teve como objetivo expor uma perspetiva desafiante das barreiras a ultrapassar na aplicação das descobertas das Universidades nas empresas e na sociedade.
Durante a apresentação, Vítor Dinis referiu a importância do papel e do contributo das universidades: “as universidades realizam investigação que constitui a base das spin-offs; gerem e protegem a propriedade intelectual; os gabinetes de transferência de tecnologia ajudam os investigadores no processo de comercialização; as universidades fornecem estruturas de apoio como incubadoras e aceleradoras.”
Peter Hanenberg, vice-reitor da UCP para a inovação e investigação, durante a sessão de encerramento do evento, afirmou que o encontro entre toda a comunidade de investigação da Católica é “um passo importante”, porque é mais um sinal do compromisso que a Universidade tem com a Inovação. O vice-reitor afirmou, também, que “a investigação e a inovação andam lado a lado e não vivem uma sem a outra”. “Através da investigação questionamos o mundo e através da inovação resolvemos os problemas do mundo”, concluiu.
Também João Pereira, do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, que guiou os vários momentos do evento, referiu que é gratificante ver que a Universidade Católica “não funciona enquanto um conjunto de células, mas, sim, enquanto um verdadeiro organismo”.
Discutir, dialogar, participar
Ao longo de todo o evento, foram decorrendo diferentes mesas redondas através das quais se pôde aprofundar os temas apresentados pelos vários oradores. O objetivo foi colocar em discussão os diferentes temas, dando voz a elementos da comunidade de investigação da Católica.
“Inovação social e cultural na UCP”foi a primeira mesa redonda e contou com a participação de Filipe Daniel Martins (ATES), de Ana Oliveira (CRC-W) e de Frederico Fezas-Vital (FCEE) e com a moderação de João Pereira (CIIS).
A “Inovação pedagógica na UCP”esteve em debate na segunda mesa redonda, tendo contado com a moderação de Amanda Franco (FEP) e com a participação de Maria José Correia (CIIS), de Pedro Mateus (FM) e de Ângela Azevedo (CEFH). Os participantes refletiram sobre a relevância e o potencial da inovação pedagógica, tendo como foco principal a cultura da Universidade Católica.
A última mesa redonda do evento, decorrida durante a parte da tarde, debateu sobre “A realidade empreendedora da Universidade Católica”. Novamente com a moderação de João Pereira, a mesa redonda contou com a participação de João Cortez e Ricardo Gómez-García, ambos do CBQF.
Durante a parte final do evento, foram promovidas duas sessões de discussão, lideradas por João Cortez (CBQF) e Patrícia Oliveira-Silva (FEP/CEDH) subordinadas aos temas “Como fomentar o empreendedorismo e a criação de serviços internos da UCP?”e “Como assegurar um papel mais ativo e visível da UCP na relação com a sociedade?”.
Os temas foram discutidos em pequenos grupos, havendo a oportunidade de trocar ideias e sugestões, que contribuem para tornar a Católica numa Universidade cada vez mais inovadora e empreendedora. Todos foram convidados a desenhar, em conjunto, uma estratégia de Inovação e Empreendedorismo para a UCP. O encontro CARE to Innovate foi uma oportunidade de olhar para dentro para projetar o futuro.
“International Mobility and Environmental Sustainability: Can we have the best of both worlds?” foi o tema da 6ª edição da International Staff Training Week, que contou com participantes oriundos de 13 universidades europeias.
Promovido pelo International Office, da Universidade Católica no Porto, o evento decorreu de 19 a 22 de junho e incluiu palestras sobre escolhas alimentares sustentáveis, soluções de negócios regenerativas e compromisso entre sustentabilidade e internacionalização.
Esta semana de formação, que se destinou a pessoal não docente de Instituições de Ensino Superior e docentes envolvidos na internacionalização ou gestão das mesmas, incluiu ainda no seu programa workshops, sessões de benchmarking e momentos de networking.
As Universidades e a Responsabilidade Social esteve em debate na conferência internacional “University as an epicentre for social responsibility: commitment to people and the planet”, organizada no âmbito da celebração dos 20 anos da CAtólica SOlidária (CASO), o núcleo de voluntariado da Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto.
“Dinamizar e intensificar o diálogo entre a universidade e a comunidade e o papel crucial das pessoas no estabelecimento das relações de confiança e compromisso que tal diálogo implica” são, para Célia Manaia, vice-presidente da Católica no Porto e presidente da Comissão Científica da conferência, as ideias-chave que orientaram os dois dias da conferência e que servem de mote para o futuro.
Organizada por uma equipa transdisciplinar, que juntou na sua comissão científica membros de todas as faculdades da Católica no Porto, a conferência reuniu docentes e investigadores, nacionais e estrangeiros, e ainda parceiros da comunidade de áreas tais como social, saúde, educação, autarquia e empresas. Todos foram convidados a participar ativamente na reflexão e partilha de conhecimento para a construção de uma visão de futuro da interação entre a universidade com a sua envolvente e os impactos positivos que pode ambicionar.
Comunidade e Universidade
Após a abertura da sessão, assegurada por Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Fernando Paulo, vereador dos pelouros de Educação e da Coesão Social da Câmara Municipal do Porto, e Peter Hanenberg, vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, François Vallayes, professor e investigador da Universidad del Pacífico (Peru), e Julian Skyrme, diretora de Responsabilidade Social da University of Manchester (UK), partilharam as suas visões sobre o tema. Enquanto o primeiro especialista salientou a importância de ter capacidade para questionar o sistema e a coragem, o segundo lembrou que a universidade precisa de olhar para si própria e avaliar as áreas em que pode servir e não apenas aquelas em que pode notabilizar-se.
Seguiu-se um workshop participativo que reuniu pessoas de diferentes setores da comunidade local e global (organismos públicos, organizações sem fins lucrativos, empresas), através do qual se refletiu e sonhou sobre os possíveis papéis que as universidades podem - e devem - ter como epicentros da responsabilidade social. O produto final foi, através de um exercício de imaginação, que cada grupo desenhasse a capa de uma revista com a notícia de última hora de uma iniciativa brilhante que une a comunidade e a Universidade.
Aprender com e a partir da comunidade
O segundo dia começou com a palestra de Robert Bringle, chancellor’s professor da Indiana University, EUA, “The Promises and Challenges of Social Responsibility in Higher Education”, que relembrou que apesar de serem centros de geração de conhecimento, as universidades precisam cada vez mais de aprender com e a partir da comunidade.
Seguiu-se a apresentação de casos práticos e projetos de aprendizagem-serviço por investigadores e responsáveis de gabinetes de responsabilidade social, nacionais e estrangeiros. Dentro dos casos práticos, destaca-se a apresentação do estudo de impacto da CASO “Bridging the gap between academia and community: The perceived impacts of participation in volunteering practices on students and alumni”, por Diana Soares e Amanda Franco, docentes da Faculdade Educação e Psicologia e membros da equipa do Católica Porto Innovation Lab.
A manhã terminou com o tema “The role of universities in transforming society through its social responsibility agenda”, na palestra proferida por Enase Okomedo, vice-chancellor da Pan-Atlantic University, Lagos, Nigéria, que recorreu ao exemplo da sua universidade para enfatizar a ideia de que as universidades não devem ser locais para preparar carreiras profissionais, mas antes formar líderes que assumam a responsabilidade social como um tema pessoal.
Reinventar o futuro
Durante a tarde, a conferência plenária foi proferida por Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa e presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC), que incitou a que as universidades se proponham a educar para reinventar o futuro.
A conferência terminou com duas mesas redondas, a primeira “Academy or bootcamp? Information, education, and global challenges” com intervenientes da área da educação e organizações sociais e a segunda “Beyond ivory towers: how can universities and businesses converge and collaborate?” com participantes da academia – investigação, inovação e empresas.
Ambas pretenderam sonhar a Universidade de futuro, as suas características e desafios, o que é que precisa de ser mudado e como é que se pode começar para que possam ser efetivamente epicentros de responsabilidade social universitária.
A Universidade Católica diplomou mais 95 estudantes nas áreas STEAM em 2022, face a 2020. Este é um resultado de 140% face ao objetivo de 68 diplomados adicionais para esta data, no contexto do Projeto Training for Resilience financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, e é o 1.º resultado intercalar apresentado pela UCP no projeto.
Com este compromisso, cuja meta final é graduar mais 669 diplomados nas áreas STEAM até ao final de 2025, a UCP pretende contribuir para o aumento de graduados nas áreas STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), a nível nacional.
A par deste objetivo, Projeto Training for Resilience prevê ainda aumentar a participação de mais 5 537 adultos em programas de atualização e reconversão de competências. O reforço da qualidade dos equipamentos e infraestruturas da Universidade irá beneficiar mais de 21 mil estudantes.
Adicionalmente, a Universidade Católica compromete-se com a criação de 3 escolas/alianças de pós-graduação, que visam reforçar a atualização e reconversão das competências da população adulta.
Para atingir estas metas, a UCP conta com o financiamento total 8.563.495 euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, através do contrato-programa, celebrado com a Direção-Geral do Ensino Superior, em 2021.