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Novidades

EA apresenta os Artistas Visitantes para o ano letivo de 2023-24

De ano para ano, a Escola das Artes tem vindo a garantir a presença de um conjunto de artistas e realizadores que são convidados a a trabalhar com os estudantes dos vários cursos dos diferentes níveis de ensino, durante o ano letivo.  


Dessa forma, os alunos orientados de perto por artistas e realizadores visitantes de renome, encontros que potenciam nos estudantes o desenvolvimento de competências transversais, constituindo um importante fator na otimização das aprendizagens. Para além disso, os estudantes são também seguidos por profissionais e criativos, que prestam um acompanhamento técnico e artístico, complementando a formação regular.

As interações com estes convidados permitem que os alunos sejam orientados por tutores de prestígio, captando conhecimentos que os permitam aperfeiçoar características académicas e profissionais, estimulando o seu desenvolvimento, bem como os prepararando para enfrentar o mercado nacional e internacional. 

No ano letivo de 2023-24 já estão confirmados os nomes que irão passar pela EA. Conhece-os aqui:

Artistas

Sandro Aguilar
João Canijo
Marco Martins
Salomé Lamas
Cláudia Varejão
Hugo Canoilas
João Maria Gusmão
Rosângela Renno
Francisco Tropa

Profissionais

Luís Urbano
Mariana Ricardo
Mariana Gaivão
Paulo Américo

Durante as próximas semanas a EA dará a conhecer a história e o percurso profissional de cada uma das pessoas mencionadas. 

07-06-2023

Vamos falar de Segurança Alimentar?: causas, dúvidas e desafios

“Se não é seguro, não é alimento”: este é um dos slogans que melhor explica a Segurança Alimentar e a sua importância.

As perguntas sobre esta área são muitas e, por isso, no âmbito do Dia Mundial da Segurança Alimentar, comemorado a 7 de junho e que resulta de uma iniciativa conjunta da Organização Mundial da Saúde e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, desafiamos a docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia Paula Teixeira para uma entrevista que promete informar, esclarecer, alertar e valorizar.

UCP: O que é a Segurança Alimentar e porque é que é um tema tão importante?

PT: A Segurança Alimentar é uma abordagem multidisciplinar que envolve ciência, processos, práticas e regulamentação, para garantir que os alimentos não são veículo de transmissão de doenças. Apesar de todos os esforços da indústria, da comunidade científica e das entidades oficiais, incluindo as reguladoras, as doenças causadas pelo consumo de alimentos e de água contaminadas continuam a ser um dos grandes problemas de saúde pública em todo o mundo. Anualmente, cerca de 600 milhões de pessoas - uma em cada 10 - fica doente por ter consumido alimentos contaminados, resultando em mais de 420 mil mortes, das quais 125.000 são crianças com menos de cinco anos. Embora o impacto não seja comparável, para uma ideia da dimensão, 767 milhões foi o número casos de COVID-19 reportados em mais de três anos de pandemia (31 de maio de 2023). A distribuição geográfica destas doenças não é uniforme, dependendo de fatores como as condições higiossanitárias, o acesso a água potável, os sistemas de vigilância de doenças, o clima e até mesmo os hábitos alimentares específicos de cada região. Mas se as regiões com menor desenvolvimento socioeconómico enfrentam maiores desafios na segurança alimentar, desenganem-se os que pensam que as doenças veiculadas por alimentos contaminados não são um problema em países desenvolvidos.  Três exemplos que inundaram as notícias... O surto de infeção causado pela bactéria Escherichia coli, (erradamente) associado a pepinos cultivados em Espanha, que em 2011 afetou quase 4000 pessoas e causou 53 mortes, maioritariamente na Alemanha. O surto de listeriose (infeção grave causada pela bactéria Listeria monocytogenes) em Espanha, em 2019, que atingiu 204 pessoas, causou três mortes e provocou cinco abortos devido ao consumo de produtos de charcutaria da marca "La Mechá". O nosso “jardim à beira-mar plantado” foi palco de um dos mais graves surtos de listeriose de que há registo, associado ao consumo de um queijo contaminado, produzido por uma empresa localizada no Alentejo: 30 pessoas adoeceram e 11 morreram[1].  E a contaminação dos alimentos tem implicações que vão para além das consequências diretas para a saúde pública.  Por exemplo, quando são detetadas contaminações por agentes causadores de doenças (micróbios ou químicos) ou quando são suspeitos de terem causado doenças, os alimentos podem ter que ser recolhidos do mercado para evitar (mais) doenças e depois destruídos, o que causa perdas e desperdícios alimentares significativos, com impacto para a economia e para o ambiente. Estas recolhas podem também afetar a disponibilidade e a acessibilidade dos produtos recolhidos, bem como a reputação das empresas associadas e a confiança dos consumidores, com grandes prejuízos para os negócios, levando, muitas vezes, ao encerramento das organizações envolvidas. O Dia Mundial da Segurança Alimentar pretende ser um momento de reflexão, de consciencialização e de inspiração de todos - “Food safety is everyone’s business” – para promover ações que permitam prevenir, detetar e gerir os riscos de origem alimentar, fortalecendo assim a segurança alimentar e contribuindo para uma melhor saúde, o crescimento económico e o desenvolvimento sustentável.

UCP: Quais são os principais desafios que se colocam, atualmente, à Segurança Alimentar?

PT: Se não há grandes dúvidas de que, globalmente, os alimentos nunca foram tão seguros como hoje também é certo que, do “prado ao prato”, são muitos os desafios que se colocam à Segurança Alimentar. A sair de uma pandemia, o mundo foi confrontado com uma guerra. A falta de recursos, os desastres ambientais, os colapsos económicos, as migrações e as crises humanitárias geram situações em que a segurança ao longo da cadeia alimentar é comprometida a vários níveis. A população mundial já ultrapassou os 8 biliões e, em muitos países, está a envelhecer. Os mais velhos são um grupo de risco para as doenças causadas pelo consumo de alimentos contaminados. Com a globalização dos mercados, muitos alimentos são provenientes de regiões com diferentes práticas de higiene e segurança alimentar. Fatores ambientais como as alterações climáticas, a degradação dos solos, a sobre-exploração dos recursos naturais e a escassez de água aumentam os riscos de contaminação ao longo da cadeia alimentar. E as novas tendências... As expectativas dos consumidores são complexas. Ao mesmo tempo que se exigem alimentos seguros e convenientes com um longo prazo de validade, assistimos a um aumento da procura de produtos "naturais", "sem conservantes" e "menos processados". Para aumentar a complexidade, os consumidores esperam que todos os tipos de alimentos estejam disponíveis em todos os lugares e a qualquer momento. Estes são, sem dúvida, grandes desafios para a indústria alimentar.

 

“…a maioria das toxinfeções alimentares são evitáveis.”

 

UCP: A Segurança Alimentar está intimamente ligada à saúde. Quais são os riscos para a saúde associados à falta de segurança alimentar e como podemos mitigá-los?

PT: Muitos dos episódios de diarreia, de vómitos e de mal-estar geral de que sofremos são toxinfeções alimentares (vulgarmente referidas como intoxicações alimentares), causadas pela presença de micróbios nos alimentos que consumimos. Embora estas situações não sejam normalmente graves, e a sintomatologia desapareça ao fim de poucos dias, muitas vezes sem recurso ao uso de medicamentos, alguns casos são graves e podem ser fatais. As grávidas, os idosos e os doentes apresentam um maior risco de contrair estas doenças. Mas a maioria das toxinfeções alimentares são evitáveis. Na Europa, cerca de 40% das toxinfeções alimentares têm origem nas nossas casas e resultam de um pequeno número de erros: a exposição dos alimentos a temperaturas de aquecimento ou de refrigeração inadequadas e algumas práticas de higiene incorretas são os erros mais comuns. Se as nossas práticas estão na origem de alguns problemas então a sua prevenção estará também ao nosso alcance. O que podemos fazer nós, consumidores, para as evitar?  A Organização Mundial da Saúde resume a cinco as regras de higiene e segurança alimentar:

  • Manter a limpeza (mãos, equipamentos, superfícies);
  • Prevenir a contaminação cruzada (separar alimentos crus – em particular carnes, ovos, peixes e vegetais - de alimentos prontos a comer);
  • Cozinhar os alimentos por tempos/temperaturas suficientes;
  • Manter os alimentos a temperaturas seguras (os pratos quentes a temperaturas superiores a 60 ºC e os alimentos refrigerados a 4 ºC ou menos);
  • Utilizar água e ingredientes de fontes seguras.

“…a ESB foi pioneira no lançamento da formação em Engenharia Alimentar em Portugal, em 1984, e oferece há mais de 20 anos uma Pós-graduação em Segurança Alimentar.”

 

UCP: De que forma é que a investigação e a educação podem desempenhar um papel fundamental na promoção da Segurança Alimentar nas comunidades?

PT: A investigação e a educação desempenham um papel fundamental na promoção da segurança alimentar, fornecendo o conhecimento científico, desenvolvendo tecnologias, consciencializando os consumidores e fundamentando políticas e regulamentações eficazes. O ensino e a investigação na ESB/CBQF têm contribuído para garantir que os alimentos sejam seguros para o consumo, promovendo a saúde e o bem-estar dos consumidores. Há mais de 30 anos que a ESB forma profissionais de referência que atuam, a diversos níveis, no complexo processo que constitui a cadeia alimentar moderna. Por exemplo, a ESB foi pioneira no lançamento da formação em Engenharia Alimentar em Portugal, em 1984, e oferece há mais de 20 anos uma Pós-graduação em Segurança Alimentar. No CBQF avaliamos os riscos associados aos alimentos, desenvolvemos métodos de deteção de contaminantes e temos vários projetos de investigação nacionais e internacionais em curso, muitos deles em parceria com empresas, para desenvolver estratégias de controlo inovadoras e “clean label” (novos conservantes, processos alternativos, embalagens ativas, etc.). Uma outra linha de investigação no CBQF tem focado os seus trabalhos na avaliação do impacto dos conhecimentos, perceções e práticas dos consumidores na segurança alimentar com vista ao desenvolvimento de estratégias de comunicação eficazes. A comunicação sobre segurança alimentar é também uma das atividades da ESB. “De pequenino se torce o pepino: lições de segurança alimentar para os mais novos”, “É sempre tempo de aprender: lições de segurança alimentar para os mais velhos” e “Listeriose: uma infeção grave, mas fácil de prevenir” são exemplos dos muitos projetos de educação em segurança alimentar que a ESB tem desenvolvido com a comunidade.


[1] Magalhaes R, Almeida G, Ferreira V, Santos I, Silva J, Mendes MM, Pita J, Mariano G, Mancio I, Sousa MM, Farber J, Pagotto F, Teixeira P. Cheese-related listeriosis outbreak, Portugal, March 2009 to February 2012. Euro Surveill. 2015 Apr 30;20(17):21104. doi: 10.2807/1560-7917.es2015.20.17.21104. PMID: 25955775.

06-06-2023

Artigo da Católica Porto Business School publicado no Journal of Corporate Finance

O artigo "Pricing of project finance bonds: A comparative analysis of primary market spreads", realizado pelo Professor João Pinto em co-autoria com Sebastião Guedes, foi aceite para publicação no Journal of Corporate Finance.

O artigo está já disponível online, em modo In Press aqui, e apresenta uma análise comparativa dos spreads e dos processos de pricing de obrigações emitidas em operações de project finance (PF) face às emitidas de forma tradicional pelas empresas (CF), demonstrando que as duas tipologias de obrigações têm preços diferentes. Esta investigação contribui para uma interpretação mais detalhada da dinâmica de fixação de preços das obrigações de PF face a CF e sublinha a importância de se considerarem vários fatores para além das avaliações de risco de crédito, tais como os termos contratuais, as condições macroeconómicas e as características específicas das empresas emitentes.

Para João Pinto, Professor da Católica Porto Business School e Vice-Presidente da Universidade Católica Portuguesa no Porto, “este artigo é mais um exemplo da qualidade dos nossos alunos da Católica Porto Business School. E, claro, do compromisso contínuo da Católica Porto Business School em promover pesquisas relevantes e de alta qualidade, fornecendo informações valiosas para investidores, profissionais e decisores políticos no campo do financiamento de projetos”.

Por sua vez, Sebastião Guedes, alumno de mestrado de finanças da Católica Porto Business School e do double degree com a Lancaster University, realça todo o trabalho que foi retirado da sua tese de mestrado, revelando “o orgulho que é ver o seu esforço reconhecido por esta revista e o impacto que a publicação terá no seu currículo”.

O Journal of Corporate Finance, pela sua qualidade e rigor académico, é uma prestigiada revista internacional que se dedica à publicação de pesquisas relevantes e inovadoras no campo das finanças empresariais, sendo uma referência para estudantes, investigadores e profissionais da área.

05-06-2023

Novo projeto propõe abordagem inovadora para a saúde intestinal com tecnologia micro-robótica

gBiot é o nome do novo projeto de investigação que pretende desenvolver um protótipo micro-robótico, também chamado de microbot, para nutracêuticos e alimentos terapêuticos executando funções inteligentes para tratar distúrbios gastrointestinais. Um projeto desenvolvido por investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF/ESB/Universidade Católica Portuguesa) e do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) que teve início em março de 2023.

Indo ao encontro de necessidades ainda não atendidas na área dos distúrbios gastrointestinais, o gBiOT pretende criar micro-robôs biocompatíveis capazes de identificar ativamente áreas inflamadas e fornecer tratamentos medicamentosos direcionados. Este projeto marca um passo em frente na procura de metodologias sustentáveis ​​e na melhoria da qualidade de vida do paciente.

"Os atuais sistemas de administração de medicamentos para a saúde intestinal são limitados na sua eficácia e muitas vezes enfrentam desafios significativos para atingir as áreas-alvo do trato gastrointestinal", enfatiza Ezequiel Coscueta, jovem investigador do CBQF e líder do projeto. “Com o gBiOT, estamos a criar micro-robôs biocompatíveis que podem identificar ativamente áreas inflamadas e libertar compostos bioativos naturais, fornecendo uma abordagem mais proativa e eficiente para o tratamento de distúrbios gastrointestinais”.

Os objetivos do projeto englobam o desenvolvimento de micro-robôs funcionalizados capazes de avaliar as interações da microbiota e realizar testes pré-clínicos. Ao combinar tecnologia avançada e compreender os distúrbios gastrointestinais, o gBiOT visa desenvolver soluções práticas que irão gerir e controlar profilaticamente as doenças gastrointestinais, minimizando o impacto na qualidade de vida do paciente.

Os distúrbios gastrointestinais são prevalentes e têm consequências de longo alcance, incluindo neoplasia e cancro. Reconhecendo a necessidade urgente de avanços neste campo, o gBiOT aproveita os recentes avanços da nanotecnologia para aprimorar o desenvolvimento de produtos alimentícios saudáveis ​​com ingredientes de micro-dimensão.

Reconhecendo o impacto potencial e a abordagem do projeto, o gBiOT foi selecionado para estar presente no XXIX Porto Cancer Meeting que decorreu de 11 a 12 de maio de 2023. Este encontro internacional, organizado pelo Ipatimup e ancorado no i3S, teve como tema a glicosilação em biologia do tumor e as suas implicações clínicas e explorou o papel fundamental que os carboidratos complexos, conhecidos como glicanos, desempenham na biologia do cancro e a sua importância no diagnóstico, progressão do cancro e tratamento.

Ana Sofia Sousa, investigadora representante do gBiOT (à esquerda),
e Gabriel Rabinovich, Diretor do Laboratório de Glicomedicina
no Instituto de Biologia e Medicina Experimental (Argentina)
e orador no XXIX Porto Cancer Meeting (à direita)

 

“O projeto gBiOT representa um passo positivo na melhoria de nutracêuticos e alimentos terapêuticos para os distúrbios do trato gastrointestinal,” refere. Ao aproveitar a tecnologia micro-robótica, o gBiOT pretende fornecer opções de tratamento proativas e direcionadas que podem aliviar anormalidades no trato gastrointestinal.

Poderá acompanhar as últimas atualizações e os desenvolvimentos do projeto gBiOT no Twitter e também no LinkedIn.

05-06-2023

Católica em 4.º lugar mundial no ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes no THE Impact Rankings

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) alcançou a 4.ª posição mundial no ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições eficazes, subindo uma posição face à classificação do ano anterior, segundo o THE Impact Ranking 2023, divulgado pelo Times Higher Education.

Este é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos na agenda 2030 das Nações Unidas para promover uma sociedade pacífica e inclusiva, com acesso universal à justiça e a existência de instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis.

A melhoria de resultados da Universidade Católica foi também alcançada no Ranking Global, com a UCP a subir para o intervalo 201–300, quando na passada edição ficou classificada no escalão 301–400.   

Cada vez mais valorizado pelas instituições de ensino superior em todo o mundo, o THE Impact Ranking 2023, contou nesta edição, com a participação de 1591 instituições (mais 13%, face ao ano anterior).

De destacar ainda a obtenção da 79.ª posição mundial no ODS 5 (Igualdade de Género) e a subida no ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), para o intervalo 101-200. 

No ODS 10 (Reduzir as desigualdades) a UCP manteve a sua classificação (101-200).

O THE Impact Ranking University visa avaliar o desempenho das universidades em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, medindo o impacto social e ambiental das ações desenvolvidas pelas universidades, em temas como desigualdade de género, educação de qualidade, mudanças climáticas, paz mundial e crescimento económico.

Estes resultados vêm consolidar o excelente desempenho da Universidade Católica Portuguesa, reconhecida, pelo 4.º ano consecutivo, como a melhor universidade portuguesa pela Times Higher Education, no THE World University Rankings 2023.

02-06-2023

Research Scholarship - Project GenoPhenoTraits4Persitence

01-06-2023

Vacancy of Junior Doctoral Researcher - Project gBiOT

01-06-2023

Vacancy of Lab Technician - Project Agenda VIIAFOOD

01-06-2023

Estudantes da Escola das Artes integram programação do Serralves em Festa

Os alunos Maria Miguel Pratas e Miguel Ribeiro do terceiro ano da Licenciatura em Som e Imagem, Ricardo M. Vieira, do Mestrado em Som e Imagem, e Benjamim Gomes, do Mestrado em Cinema, foram os estudantes da Escola das Artes selecionados para participar na 17ª edição do Serralves em Festa.


Junho marca início da festa que celebra Serralves como um espaço inclusivo da arte e da cultura, contando com centenas de eventos de música, dança, teatro, performance e circo contemporâneo, exposições no Museu, cinema, vídeo, fotografia e inúmeros workshops. A programação integra a apresentação de trabalhos de alunos da Escola das Artes, que podem ser contemplados de 2 a 4 de julho.

No decorrer do evento, o maior festival de expressão artística contemporânea em Portugal e um dos maiores da Europa, os visitantes podem apreciar “Low Intersection od Benign Machines”, de Maria Miguel Pratas e Miguel Ribeiro, “Panóptico. Reprovável Pessoa-Torre” de Ricardo M. Vieira, “Vórtice Magnético ou Mecanismo de Dobra Fantasmática” de Benjamim Gomes, pontos de passagem obrigatórios para quem aprecia arte contemporânea.

LOW INTERSECTION OF BENIGN MACHINES
Apresentações:
Dia 3 de Junho — 14:00 e 19:00
Local: Casa de Serralves, 2º Andar

Instalação e performance, composta por um sistema áudio de auscultação de 7 de peças de cerâmica. Através de uma sinergia entre este agrupamento de maquinaria sonora, com a delicadeza dos elementos cerâmicos, LOW INTERSECTION OF BENIGN MACHINES apresenta uma série de objetos - assentes num manto de veludo branco — que são ouvidos e amplificados por vários microfones de contacto. No seu formato performance, através do contacto direto do performer com as peças, as reações da cerâmica são ampliadas e transpostas para um universo de ecos e reverberações.

PANÓPTICO. REPROVÁVEL PESSOA-TORRE
Apresentações:
Dia 2 e 3 de Junho — 22:30
Local: Sala 5, Museu

Panóptico. Reprovável Pessoa-torre. é uma instalação sonora que explora a estrutura prisional desenhada por Jeremy Bentham. A auto-vigilância imposta pela incerteza. Por se julgar observado, Tomás observa-se. O ciclo repete-se. O lugar de Tomás é uma torre mas a hierarquia perdeu-se, a torre move-se ou é movida, a função de Tomás é ambígua e a cada repetição alteram-se-lhe a intenção e o aspecto.

Vórtice Magnético ou Mecanismo de Dobra Fantasmática
Apresentações:
Dia 2 de Junho — 22:00
Local: Corredores laterais à la Jane Austen, no jardim em frente à casa

“Tempo é o que acaba. Tempo é o tempo limitado experimentado por uma criatura sentiente. Sentiente do tempo, isto é - fazendo ajustes ao tempo relativamente ao que Korzybski chama comportamento de intenção neuromuscular respectivamente ao ambiente como um todo...” - William S. Burroughs.

Enquanto dispositivo indexador de tempo, as suas capacidades estão limitadas a uma quantidade finita de espaço sobre o qual emparelha imagens a códigos temporais. Contudo, um elemento estranho perturba o circuito, um fantasma, uma Coisa, um duplo imperfeito que sobrecodifica o espaço que o dispositivo percorre. Assim, um acidente temporal específico deste aparelho técnico é criado onde duas temporalidades diferentes competem pelo mesmo espaço, o limbo eletrónico onde coalesce uma quimera temporal.

As montagens decorrem nos dias que antecedem o festival e contam com o apoio da Escola das Artes.

 

01-06-2023

Católica Porto Business School juntou Banco de Portugal, PwC e Novo Banco numa reflexão sobre o tema “Silicon Valley Bank: Lessons Learned”

Esta Short Talk foi organizada no âmbito do Curso Executivo Banca para Empresas, programa desenvolvido em cocoordenação por Gonçalo Faria, Associate Dean da Católica Porto Business School, e António Ramalho, Industry Fellow na Católica Porto Business School e ex-CEO do Novo Banco. 

Após a abertura da sessão, assegurada por Rui Soucasaux Sousa, Dean da Católica Porto Business, Gonçalo Faria começou por analisar o caso do SVB, olhando para alguns indicadores que pareciam antecipar já alguns problemas.

Luis Barbosa, partner da PwC, abordou, de seguida, o tema da gestão de risco de taxa de juro. Entretanto, Rui Fontes, Chief Credit Officer e Board Member do Novo Banco falou da questão da gestão do risco de concentração do passivo. E procurou fazer uma comparação entre alguns indicadores de performance do Silicon Valley Bank versus outros bancos americanos, europeus e mesmo nacionais.

Já António Ramalho aprofundou o tema da gestão do Risco Reputacional, da Comunicação e da Transparência.

Por último, Luis Costa Ferreira, Head of Banking Prudential Supervision Department do Banco de Portugal, fez uma síntese geral das principais lições e conclusões deste caso.

Veja algumas das notícias publicadas sobre esta sessão nos links abaixo:

Autópsia de um fim súbito: a má gestão liquidou o SVB

Silicon Valley Bank: falência era previsível e não é replicável em Portugal

Sinais de alerta da banca americana pouco prováveis em Portugal

01-06-2023

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