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Novidades

Comunidade de investigação da Católica comprometida com a Inovação

A comunidade de investigação da Universidade Católica Portuguesa (UCP) esteve reunida num evento pioneiro – CARE to Innovate - que promoveu a aprendizagem e o diálogo em torno da Inovação.

Um evento “multidisciplinar” e “totalmente dedicado à investigação” que permitiu “destacar o caminho da Inovação da Universidade Católica”. As palavras são de Isabel Braga da Cruz, presidente do Centro Regional do Porto da UCP, que abriu a conferência, dando as boas-vindas a todos os participantes e desafiando a comunidade para um debate profícuo e enriquecedor.

O CARE to Innovate decorreu a 27 de junho, no campus da Católica no Porto, e reuniu diretores das faculdades e centros de investigação, docentes, investigadores e estudantes de doutoramento e pós-doutoramento dos campi do Porto, de Braga, de Viseu e de Lisboa.

Através do evento, a UCP pretende abrir as portas para o futuro, dando lugar ao diálogo e à partilha de conhecimento, enquanto condição imprescindível para um caminho de evolução.

 

O poder das Universidade

“Temos um tremendo poder de inovar nas universidades”, afirma Filipe Santos, dean da Católica Lisboa School of Business & Economics. Durante a sua palestra, intitulada “Inovação com propósito”, o docente partilhou diferentes exemplos que reforçaram a importância de inovar com um propósito. O orador reforçou a importância do “empreendedorismo social” e da “inovação social”, capaz de “gerar impacto” e de dar resposta a necessidades sociais. Uma partilha motivadora sobre o desafio e a oportunidade dos empreendedores sociais. 

“Temos uma responsabilidade grande de contribuir para o desenvolvimento e para o progresso”, concluiu.

O CARE to Innovate abordou a Inovação nas suas diferentes vertentes – social, cultural, pedagógica e tecnológica – através de um olhar multi e interdisciplinar.

Alex Standen, responsável de Desenvolvimento Académico da The London School of Economics and Political Science, foi, também, uma das oradoras da parte da manhã do evento com a palestra “Get inspired – Aprendizagem ao longo da vida.”.

 

Inspirar, aprender, refletir

Alex Standen, numa apresentação inspiradora, agregou diferentes ideias-chave que convidam à reflexão de um caminho de liderança e de consciência da importância do desenvolvimento académico e pedagógico. A oradora pretendeu, através do seu percurso, partilhar a sua experiência de desenvolvimento de liderança e também como se pode apoiar os outros em processos de liderança.

Quais são os valores que orientam o percurso e o trabalho de cada um? Todos os participantes da conferência foram convidados a responder a esta questão, através da utilização de uma aplicação interativa que permite partilhar as respostas no imediato. Respeito, integridade, transparência, empatia, responsabilidade, ética, cuidado e rigor científico foram alguns dos valores partilhados pela comunidade de investigação da Católica.

Durante a apresentação, a oradora destacou, também, a importância do “trabalho colaborativo” e da capacidade de se ser “flexível, ágil e adaptável”, tudo condições essenciais para a mudança. 

Para rematar, Alex Standen deu a conhecer o Kotter’s 8 step-process for leading change, que começa precisamente com o “sentido de urgência”: o que queremos mudar?

 

A Inovação Pedagógica

Diana Soares, docente da Faculdade de Educação e Psicologia e coordenadora do Católica Learning Innovation Lab (CLIL), começou por referir na sua apresentação que “para se perceber o futuro da educação, é preciso compreender o futuro do mundo do trabalho”.

Quais são as novas profissões, qualificações e competências? Na sua apresentação, intitulada “Inovação na Educação”, Diana Soares alerta para a importância de se refletir sobre os modelos de ensino e de aprendizagem, de forma a que sejam adaptados à novidade dos tempos e de forma a que se consiga transformar positivamente o Ensino Superior.

Durante a palestra, a oradora deu a conhecer o CLIL, criado em 2021, na UCP, com o intuito de promover e estimular a Inovação Pedagógica nos vários Centros Regionais da Universidade. Adotando uma perspetiva interdisciplinar, o laboratório procura identificar, desenvolver e ensaiar abordagens pedagógicas inovadoras, contando para tal com a colaboração de docentes, investigadores e estudantes, bem como de elementos do tecido empresarial e da sociedade civil.

 

Quais são os desafios da transferência de conhecimento?

“Transferência de conhecimento e empreendedorismo” foi o título da apresentação de Susana Costa e Silva, docente e investigadora da Católica Porto Business School. Durante a apresentação abordaram-se os principais desafios da transferência de tecnologia e as competências mais relevantes a desenvolver: “investir num planeamento, ter uma boa equipa, apostar numa colaboração efetiva, alicerçada em confiança, comunicação, compromisso e valores partilhados, ter os recursos certos, compreender o ecossistema envolvente onde a tecnologia vai surgir”, entre outros.

Na parte final, Susana Costa e Silva fez referência ao modelo VUCA que define o mundo atual: “Volatilidade” (volatillity), “Incerteza” (uncertainly), “Complexidade” (complexity), e “Ambiguidade” (ambiguity). Perante este cenário, a oradora refere ser “altamente recomendável estar atento a quaisquer alterações da situação e contexto”.

Vítor Dinis, sócio da Pathena, foi o último orador do evento com a apresentação denominada “Get inspired again – Ultrapassando barreiras”, que teve como objetivo expor uma perspetiva desafiante das barreiras a ultrapassar na aplicação das descobertas das Universidades nas empresas e na sociedade.

Durante a apresentação, Vítor Dinis referiu a importância do papel e do contributo das universidades: “as universidades realizam investigação que constitui a base das spin-offs; gerem e protegem a propriedade intelectual; os gabinetes de transferência de tecnologia ajudam os investigadores no processo de comercialização; as universidades fornecem estruturas de apoio como incubadoras e aceleradoras.”

Peter Hanenberg, vice-reitor da UCP para a inovação e investigação, durante a sessão de encerramento do evento, afirmou que o encontro entre toda a comunidade de investigação da Católica é “um passo importante”, porque é mais um sinal do compromisso que a Universidade tem com a Inovação. O vice-reitor afirmou, também, que “a investigação e a inovação andam lado a lado e não vivem uma sem a outra”. “Através da investigação questionamos o mundo e através da inovação resolvemos os problemas do mundo”, concluiu.

Também João Pereira, do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde, que guiou os vários momentos do evento, referiu que é gratificante ver que a Universidade Católica “não funciona enquanto um conjunto de células, mas, sim, enquanto um verdadeiro organismo”.

 

Discutir, dialogar, participar

Ao longo de todo o evento, foram decorrendo diferentes mesas redondas através das quais se pôde aprofundar os temas apresentados pelos vários oradores. O objetivo foi colocar em discussão os diferentes temas, dando voz a elementos da comunidade de investigação da Católica.

“Inovação social e cultural na UCP” foi a primeira mesa redonda e contou com a participação de Filipe Daniel Martins (ATES), de Ana Oliveira (CRC-W) e de Frederico Fezas-Vital (FCEE) e com a moderação de João Pereira (CIIS).

A “Inovação pedagógica na UCP” esteve em debate na segunda mesa redonda, tendo contado com a moderação de Amanda Franco (FEP) e com a participação de Maria José Correia (CIIS), de Pedro Mateus (FM) e de Ângela Azevedo (CEFH). Os participantes refletiram sobre a relevância e o potencial da inovação pedagógica, tendo como foco principal a cultura da Universidade Católica.

A última mesa redonda do evento, decorrida durante a parte da tarde, debateu sobre “A realidade empreendedora da Universidade Católica”. Novamente com a moderação de João Pereira, a mesa redonda contou com a participação de João Cortez e Ricardo Gómez-García, ambos do CBQF.

Durante a parte final do evento, foram promovidas duas sessões de discussão, lideradas por João Cortez (CBQF) e Patrícia Oliveira-Silva (FEP/CEDH) subordinadas aos temas “Como fomentar o empreendedorismo e a criação de serviços internos da UCP?” e “Como assegurar um papel mais ativo e visível da UCP na relação com a sociedade?”.

Os temas foram discutidos em pequenos grupos, havendo a oportunidade de trocar ideias e sugestões, que contribuem para tornar a Católica numa Universidade cada vez mais inovadora e empreendedora. Todos foram convidados a desenhar, em conjunto, uma estratégia de Inovação e Empreendedorismo para a UCP. O encontro CARE to Innovate foi uma oportunidade de olhar para dentro para projetar o futuro.

29-06-2023

Mobilidade internacional e sustentabilidade em debate na 6ª edição da International Staff Training Week

“International Mobility and Environmental Sustainability: Can we have the best of both worlds?” foi o tema da 6ª edição da International Staff Training Week, que contou com participantes oriundos de 13 universidades europeias.

Promovido pelo International Office, da Universidade Católica no Porto, o evento decorreu de 19 a 22 de junho e incluiu palestras sobre escolhas alimentares sustentáveis, soluções de negócios regenerativas e compromisso entre sustentabilidade e internacionalização.

Esta semana de formação, que se destinou a pessoal não docente de Instituições de Ensino Superior e docentes envolvidos na internacionalização ou gestão das mesmas, incluiu ainda no seu programa workshops, sessões de benchmarking e momentos de networking.

 

26-06-2023

Universidades e Responsabilidade Social: Católica promove conferência internacional

As Universidades e a Responsabilidade Social esteve em debate na conferência internacional “University as an epicentre for social responsibility: commitment to people and the planet”, organizada no âmbito da celebração dos 20 anos da CAtólica SOlidária (CASO), o núcleo de voluntariado da Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto.

“Dinamizar e intensificar o diálogo entre a universidade e a comunidade e o papel crucial das pessoas no estabelecimento das relações de confiança e compromisso que tal diálogo implica” são, para Célia Manaia, vice-presidente da Católica no Porto e presidente da Comissão Científica da conferência, as ideias-chave que orientaram os dois dias da conferência e que servem de mote para o futuro.

Organizada por uma equipa transdisciplinar, que juntou na sua comissão científica membros de todas as faculdades da Católica no Porto, a conferência reuniu docentes e investigadores, nacionais e estrangeiros, e ainda parceiros da comunidade de áreas tais como social, saúde, educação, autarquia e empresas. Todos foram convidados a participar ativamente na reflexão e partilha de conhecimento para a construção de uma visão de futuro da interação entre a universidade com a sua envolvente e os impactos positivos que pode ambicionar.

 

Comunidade e Universidade

Após a abertura da sessão, assegurada por Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Fernando Paulo, vereador dos pelouros de Educação e da Coesão Social da Câmara Municipal do Porto, e Peter Hanenberg, vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, François Vallayes, professor e investigador da Universidad del Pacífico (Peru), e Julian Skyrme, diretora de Responsabilidade Social da University of Manchester (UK), partilharam as suas visões sobre o tema. Enquanto o primeiro especialista salientou a importância de ter capacidade para questionar o sistema e a coragem, o segundo lembrou que a universidade precisa de olhar para si própria e avaliar as áreas em que pode servir e não apenas aquelas em que pode notabilizar-se.

Seguiu-se um workshop participativo que reuniu pessoas de diferentes setores da comunidade local e global (organismos públicos, organizações sem fins lucrativos, empresas), através do qual se refletiu e sonhou sobre os possíveis papéis que as universidades podem - e devem - ter como epicentros da responsabilidade social. O produto final foi, através de um exercício de imaginação, que cada grupo desenhasse a capa de uma revista com a notícia de última hora de uma iniciativa brilhante que une a comunidade e a Universidade.

 

Aprender com e a partir da comunidade

O segundo dia começou com a palestra de Robert Bringle, chancellor’s professor da Indiana University, EUA, “The Promises and Challenges of Social Responsibility in Higher Education”, que relembrou que apesar de serem centros de geração de conhecimento, as universidades precisam cada vez mais de aprender com e a partir da comunidade.

Seguiu-se a apresentação de casos práticos e projetos de aprendizagem-serviço por investigadores e responsáveis de gabinetes de responsabilidade social, nacionais e estrangeiros. Dentro dos casos práticos, destaca-se a apresentação do estudo de impacto da CASO “Bridging the gap between academia and community: The perceived impacts of participation in volunteering practices on students and alumni”, por Diana Soares e Amanda Franco, docentes da Faculdade Educação e Psicologia e membros da equipa do Católica Porto Innovation Lab.

A manhã terminou com o tema “The role of universities in transforming society through its social responsibility agenda”, na palestra proferida por Enase Okomedo, vice-chancellor da Pan-Atlantic University, Lagos, Nigéria, que recorreu ao exemplo da sua universidade para enfatizar a ideia de que as universidades não devem ser locais para preparar carreiras profissionais, mas antes formar líderes que assumam a responsabilidade social como um tema pessoal.  

 

Reinventar o futuro

Durante a tarde, a conferência plenária foi proferida por Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa e presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC), que incitou a que as universidades se proponham a educar para reinventar o futuro.

A conferência terminou com duas mesas redondas, a primeira “Academy or bootcamp? Information, education, and global challenges” com intervenientes da área da educação e organizações sociais e a segunda “Beyond ivory towers: how can universities and businesses converge and collaborate?” com participantes da academia – investigação, inovação e empresas.

Ambas pretenderam sonhar a Universidade de futuro, as suas características e desafios, o que é que precisa de ser mudado e como é que se pode começar para que possam ser efetivamente epicentros de responsabilidade social universitária.

 

23-06-2023

Católica ultrapassa em 40% objetivo intercalar do Projeto Training for Resilience

A Universidade Católica diplomou mais 95 estudantes nas áreas STEAM em 2022, face a 2020. Este é um resultado de 140% face ao objetivo de 68 diplomados adicionais para esta data, no contexto do Projeto Training for Resilience financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, e é o 1.º resultado intercalar apresentado pela UCP no projeto.

Com este compromisso, cuja meta final é graduar mais 669 diplomados nas áreas STEAM até ao final de 2025, a UCP pretende contribuir para o aumento de graduados nas áreas STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), a nível nacional.

A par deste objetivo, Projeto Training for Resilience prevê ainda aumentar a participação de mais 5 537 adultos em programas de atualização e reconversão de competências. O reforço da qualidade dos equipamentos e infraestruturas da Universidade irá beneficiar mais de 21 mil estudantes.

Adicionalmente, a Universidade Católica compromete-se com a criação de 3 escolas/alianças de pós-graduação, que visam reforçar a atualização e reconversão das competências da população adulta.

Para atingir estas metas, a UCP conta com o financiamento total 8.563.495 euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, através do contrato-programa, celebrado com a Direção-Geral do Ensino Superior, em 2021.

Saiba mais sobre o PRR em Recuperar Portugal

23-06-2023

Sandra Martins Pereira preside Comissão Científica do maior congresso mundial de cuidados paliativos

english below

Sandra Martins Pereira é a primeira cidadã portuguesa a presidir a Comissão Científica de um congresso da European Association for Palliative Care (EAPC), o maior evento mundial de cuidados paliativos.

A Investigadora Principal da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), na área de Ética e Sustentabilidade, no Centro de Estudos em Gestão e Economia (CEGE) da Católica Porto Business School, desempenhou o papel de Presidente da Comissão Científica do 18º Congresso Mundial da EAPC. Sob o tema “Equidade e Diversidade”, o evento realizou-se em Roterdão, entre os dias 15 a 17 de junho, e reuniu especialistas, profissionais e investigadores da área, provenientes de mais de 50 associações de 30 países.

Na sessão de abertura, após as palavras proferidas pelo Exmo. Sr. Ministro da Saúde dos Países Baixos, Sandra Martins Pereira, na sua mensagem, destacou a necessidade de promover uma abordagem integrada dos cuidados paliativos, com foco no tema central do congresso, e realçou a importância de investir em investigação inovadora e essencial para diminuir iniquidades e melhorar a qualidade de vida das pessoas com necessidades paliativas e seus familiares. O discurso completo pode ser consultado aqui.

Durante quatro dias, os participantes tiveram a oportunidade de partilhar experiências, práticas e conhecimentos valiosos, relacionados com a temática "Equidade e Diversidade", promovendo a melhoria contínua dos cuidados paliativos e enfatizando a importância de assegurar um acesso equitativo a estes cuidados, independentemente da origem cultural, social ou económica.

A investigadora salienta que a participação neste congresso “assinala o reconhecimento do trabalho desenvolvido na área de Investigação em Ética e Sustentabilidade, mais concretamente em cuidados paliativos, do CEGE”, reforçando que o centro de investigação está, atualmente, a realizar investigação sobre os aspetos éticos e organizacionais dos cuidados de saúde e a efetividade comparativa de diferentes modelos de prestação de cuidados. Além disso, está em curso “um projeto de investigação europeu, financiado pelo programa Horizonte Europa, PAL-CYCLES, focado nas transições de cuidados que procura melhorar a qualidade de vida e os cuidados prestados aos doentes com cancro avançado e às suas famílias”. No âmbito do projeto PAL-CYCLES, o CEGE liderabum Work Package sobre a Análise ética, sociocultural e política dos processos de transição de cuidados em centros clínicos prestadores de cuidados oncológicos.

Ainda no âmbito deste congresso, foi dado início a um projeto COST intitulado COllaboratively DEveloped culturallY Appropriate and inclusive Assessment tool for Palliative Care EDUcation (CODE-YAA@PC-EDU). Além de outras atividades científicas, a equipa do CEGE será responsável pelo desenvolvimento e implementação de dois programas formativos: Empowering leadership e Ethics in palliative and end-of-life care.

A participação da investigadora neste congresso, para além de reforçar a posição de Portugal na vanguarda da investigação em cuidados paliativos a nível nacional e internacional, demonstra o compromisso do CEGE em promover investigação inovadora na área de Ética e Sustentabilidade.

 


Sandra Martins Pereira chairs the Scientific Committee of the world's largest palliative care congress

Sandra Martins Pereira is the first Portuguese citizen to chair the Scientific Committee of the European Association for Palliative Care (EAPC) Congress, the world's largest palliative care conference.

The Principal Investigator of the Foundation for Science and Technology (FCT), in the area of Ethics and Sustainability, at the Centre for Studies in Management and Economics (CEGE) of Católica Porto Business School, played the role of Chair of the Scientific Committee of the 18th World Congress of the EAPC. Under the motto "Equity and Diversity", the event was held in Rotterdam from June 15 to 17th, bringing together professionals and researchers in the area from more than 50 associations from 30 countries.

In the opening ceremony, following words from the Dutch Minister of Health, Sandra Martins Pereira, highlighted the importance of fostering an integrated approach to palliative care, focusing on the core theme of the congress, and underlined the importance of investing in innovative and essential research to reduce inequities and improve the life quality of people with palliative needs and their families. The full speech can be found here.

During four days, the participants had the opportunity to share valuable experiences, practices, and knowledge related to the theme "Equity and Diversity", promoting the ongoing improvement of palliative care and emphasizing the importance of ensuring equal access to this support, regardless of cultural, social or economic background.

The researcher points out that her participation " acknowledges CEGE's work developed in the Ethics and Sustainability Research area, specifically in palliative care", reinforcing that the research center is now exploring ethical and organizational aspects of health care and the comparative effectiveness of different models of care provision. "There is also PAL-CYCLES, a project focused on transitions of care that aim to improve the quality of life and care provided to patients with advanced cancer and their families. Within PAL-CYCLES, we lead the Work Package on Ethical, sociocultural and policy analysis and are part of the Executive Committee".

Participating in this congress also signed the unofficial kick-off of a new COST Action in which members of the Ethics and Sustainability Research Area at CEGE are part of the main group of proposers and will develop and lead two education programs: Empowering leadership; and Ethics in palliative and end-of-life care.

Besides reinforcing Portugal's position at the forefront of palliative care research nationally and internationally, the researcher's participation in this congress proves CEGE's commitment to promoting innovative research in Ethics and Sustainability.

22-06-2023

Universidades e Responsabilidade Social: Católica promove conferência internacional

As Universidades e a Responsabilidade Social esteve em debate na conferência internacional “University as an epicentre for social responsibility: commitment to people and the planet”, organizada no âmbito da celebração dos 20 anos da CAtólica SOlidária (CASO), o núcleo de voluntariado da Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto.

“Dinamizar e intensificar o diálogo entre a universidade e a comunidade e o papel crucial das pessoas no estabelecimento das relações de confiança e compromisso que tal diálogo implica” são, para Célia Manaia, vice-presidente da Católica no Porto e presidente da Comissão Científica da conferência, as ideias-chave que orientaram os dois dias da conferência e que servem de mote para o futuro.

Organizada por uma equipa transdisciplinar, que juntou na sua comissão científica membros de todas as faculdades da Católica no Porto, a conferência reuniu docentes e investigadores, nacionais e estrangeiros, e ainda parceiros da comunidade de áreas tais como social, saúde, educação, autarquia e empresas. Todos foram convidados a participar ativamente na reflexão e partilha de conhecimento para a construção de uma visão de futuro da interação entre a universidade com a sua envolvente e os impactos positivos que pode ambicionar.

 

Comunidade e Universidade

Após a abertura da sessão, assegurada por Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Fernando Paulo, vereador dos pelouros de Educação e da Coesão Social da Câmara Municipal do Porto, e Peter Hanenberg, vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, François Vallayes, professor e investigador da Universidad del Pacífico (Peru), e Julian Skyrme, diretor de Responsabilidade Social da University of Manchester (UK), partilharam as suas visões sobre o tema. Enquanto o primeiro especialista salientou a importância de ter capacidade para questionar o sistema e a coragem, o segundo lembrou que a universidade precisa de olhar para si própria e avaliar as áreas em que pode servir e não apenas aquelas em que pode notabilizar-se.

Seguiu-se um workshop participativo que reuniu pessoas de diferentes setores da comunidade local e global (organismos públicos, organizações sem fins lucrativos, empresas), através do qual se refletiu e sonhou sobre os possíveis papéis que as universidades podem - e devem - ter como epicentros da responsabilidade social. O produto final foi, através de um exercício de imaginação, que cada grupo desenhasse a capa de uma revista com a notícia de última hora de uma iniciativa brilhante que une a comunidade e a Universidade.

 

Aprender com e a partir da comunidade

O segundo dia começou com a palestra de Robert Bringle, chancellor’s professor da Indiana University, EUA, “The Promises and Challenges of Social Responsibility in Higher Education”, que relembrou que apesar de serem centros de geração de conhecimento, as universidades precisam cada vez mais de aprender com e a partir da comunidade.

Seguiu-se a apresentação de casos práticos e projetos de aprendizagem-serviço por investigadores e responsáveis de gabinetes de responsabilidade social, nacionais e estrangeiros. Dentro dos casos práticos, destaca-se a apresentação do estudo de impacto da CASO “Bridging the gap between academia and community: The perceived impacts of participation in volunteering practices on students and alumni”, por Diana Soares e Amanda Franco, docentes da Faculdade Educação e Psicologia e membros da equipa do Católica Porto Innovation Lab.

A manhã terminou com o tema “The role of universities in transforming society through its social responsibility agenda”, na palestra proferida por Enase Okomedo, vice-chancellor da Pan-Atlantic University, Lagos, Nigéria, que recorreu ao exemplo da sua universidade para enfatizar a ideia de que as universidades não devem ser locais para preparar carreiras profissionais, mas antes formar líderes que assumam a responsabilidade social como um tema pessoal.  

 

Reinventar o futuro

Durante a tarde, a conferência plenária foi proferida por Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa e presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas (FIUC), que incitou a que as universidades se proponham a educar para reinventar o futuro.

A conferência terminou com duas mesas redondas, a primeira “Academy or bootcamp? Information, education, and global challenges” com intervenientes da área da educação e organizações sociais e a segunda “Beyond ivory towers: how can universities and businesses converge and collaborate?” com participantes da academia – investigação, inovação e empresas.

Ambas pretenderam sonhar a Universidade de futuro, as suas características e desafios, o que é que precisa de ser mudado e como é que se pode começar para que possam ser efetivamente epicentros de responsabilidade social universitária.

22-06-2023

Pedro Ribeiro: “Não se pode ter medo do avanço tecnológico.”

Pedro Ribeiro tem 23 anos e é estudante de doutoramento e investigador na Faculdade de Educação e Psicologia, da Universidade Católica no Porto. Mestre em Engenharia Biomédica pela Escola Superior de Biotecnologia, confessa que “olha para a tecnologia com curiosidade e esperança”. A Investigação que desenvolve está ligada com as neurociências, as interfaces cérebro-computador e a sua aplicação no estudo do comportamento de consumidor, áreas que diz serem “fascinantes e promissoras”.

 

Como é que olha para o avanço da tecnologia?

Fugir da tecnologia não está muito no meu ADN (risos). Não se pode ter medo do avanço tecnológico, ainda que suscite alguns dilemas. É importante que se vá fazendo essa reflexão. Olho para a tecnologia e para o seu desenvolvimento com muita curiosidade e, também, com esperança. Fala-se muito do ChatGPT: só posso estar expectante e muito curioso. A tecnologia que está por trás desta interface vai revolucionar a maneira como, por exemplo, se faz investigação.

 

“A Católica é muito reconhecida não só ao nível nacional, mas, também, internacional.”

 

Estudou Engenharia Biomédica em Londres. Como foi a experiência?

Sempre gostei da cultura inglesa. O que mais me marcou foi o tipo de educação em si, porque é muito diferente da educação em Portugal. Na área da Engenharia, em concreto, têm uma educação extremamente prática e muito virada para a indústria.

 

Quando é que surgiu a ideia de vir fazer o mestrado para a Universidade Católica?

O meu plano inicial era continuar em Londres, mas a pandemia de Covid-19 veio estragar-me os planos e acabei por regressar e por escolher vir fazer o mestrado em Engenharia Biomédica, na Escola Superior de Biotecnologia. Há males que vêm por bem. Conheci a Católica através de uma colega minha. É uma Universidade muito reconhecida não só ao nível nacional, mas, também, internacional. A Católica é muito forte na oferta de cursos, nos professores, na empregabilidade e na investigação.

 

Como é que se contagia os estudantes para a Investigação?

A Católica é um bom exemplo disso, porque promove muito a participação dos alunos nos projetos de investigação. É uma grande mais-valia, porque acaba por proporcionar uma experiência de Universidade muito completa. A ligação à investigação é completamente diferenciadora e é transmitida não só nos contextos de sala de aula, como, também, em atividades extracurriculares. Na Católica, os alunos têm a oportunidade de participar em clubes de investigação e de apresentarem trabalhos em conferências nacionais e internacionais.

 

“As interfaces cérebro-computador são o que nos permite fazer com que o cérebro interaja com a tecnologia.”

 

Depois de terminar o seu mestrado, ingressou no doutoramento em Psicologia Aplicada, da Faculdade de Educação e Psicologia. Está a fazer investigação no âmbito do Human Neurobehavioral Laboratory. Em que consiste o seu projeto de doutoramento?

O meu projeto de doutoramento integra-se no projeto BioShoes4all. Estou a desenvolver um sistema de classificação virado para o comportamento do consumidor. Sabemos que a atividade de várias áreas do cérebro é muito complexa na tomada de decisões e, por isso, estamos a classificar o comportamento do cérebro quando um determinado indivíduo olha para um certo produto. Desenvolvo este projeto num ambiente internacional, com a possibilidade de realizar estudos em Espanha e Inglaterra, tendo supervisores de ambos os países.

 

“No HNL, somos uma equipa muito unida.”

 

Para além da sua tese de doutoramento, integra também outros projetos de investigação do HNL. Tem-se dedicado concretamente à interface cérebro-computador. Em que consiste?

O grande futuro de como percebemos o cérebro já não passa unicamente por estudar a anatomia ou por estudar que áreas é que se ativam e onde. Agora queremos ir mais além. Quando ligamos um cérebro a um computador precisamos de desenvolver os algoritmos que, por exemplo, leem que o cérebro está ativo numa determinada frequência, em certa parte do encéfalo e temos que saber o que é que isso quer dizer em termos cognitivos, emocionais e funcionais. As interfaces cérebro-computador são o que nos permite fazer com que o cérebro interaja com a tecnologia. O futuro desta área é promissor, porque no contexto em que vivemos é um recurso cada vez mais necessário.

 

Que tipo de aplicações práticas existem através dessas interfaces?

Para o combate e tratamento de doenças, por exemplo. Um bom caso é o de uma empresa que tem como objetivo primário desenvolver uma rede de sensores e transmissores que é implantada dentro do cérebro para o tratamento do Alzheimer e do Parkinson, a Neuralink do Elon Musk. Esses sensores e transmissores vão interagir com uma parte do cérebro, aliados com a inteligência artificial, para gerir os estímulos que são negativos com os estímulos positivos que são modelados pelo aparelho e pelo computador.

 

“Curiosidade e pensamento crítico.”

 

Como é que olha para a multidisciplinaridade na Investigação?

Senti muito esse cruzamento e essa ligação entre diferentes áreas de estudo, desde logo porque comecei a fazer mestrado na Escola Superior de Biotecnologia e no âmbito da minha tese estive, também, envolvido com projetos da Faculdade de Educação e Psicologia. Desde que estou como investigador do HNL e estudante de doutoramento, tenho vivido um ambiente muito multidisciplinar no laboratório. Os engenheiros de formação, como é o meu caso, têm um ponto de vista muito mais objetivo e os psicólogos são muito mais construtivistas e olham mais para a subjetividade. Criam-se projetos muito interessantes e únicos com os contributos de todas estas áreas. Acabamos, também, por estar envolvidos nas várias linhas de investigação e nos trabalhos e comunicações dos vários elementos do laboratório. Vivemos intensamente esta multidisciplinaridade, desde logo porque somos uma equipa muito unida.

 

Que características acha que são importantes para o desenvolvimento do trabalho de Investigação?

Curiosidade e pensamento crítico.

 

Como é que isso se trabalha?

Não acredito que se nasça com estas características. Acho que é algo que se vai desenvolvendo. O ensino é essencial para isto. Dou algumas aulas de Neurociências Cognitivas e Afetivas e tento trabalhar com os meus alunos a capacidade de pensarem acerca da aplicabilidade do conhecimento que adquirem e, desta forma, terem pensamento crítico, isto é, pensarem o que querem fazer e de que forma o conseguem fazer.  

 

O que gosta de fazer nos tempos livres?

Ver séries, filmes e ler. A minha mãe é professora e o meu pai jornalista, tenho uma bela biblioteca em casa. Nunca me faltam livros para ler.

 

22-06-2023

Pedro Melo foi reeleito coordenador do NANDA-I Network Group Portugal

Pedro Melo, docente do Instituto de Ciências da Saúde no Porto, esteve em Boston para estreitar a relação e ligação entre o Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) e o Boston College. A oportunidade decorreu no âmbito da conferência dos 50 anos da NANDA-I, uma organização internacional de desenvolvimento de Diagnósticos de Enfermagem. Pedro Melo foi reeleito em abril coordenador do NANDA-I Network Group Portugal para o próximo Biénio, tendo durante o evento participado oficialmente na reunião de coordenadores. Como coordenador tem sido um importante epicentro de ligação entre os Network Group globalmente e integrou a comissão que realizou o primeiro grande encontro Europeu da NANDA-I.

Decorrido entre 14 e 16 de junho de 2023, no Boston College, o evento permitiu a criação de ligações entre o CIIS, particularmente a Nursing Research Platform, e a investigação realizada na William F. Connell School of Nursing do Boston College. Pedro Melo, que foi convidado para integrar o Education & Clinical Innovation Commitee da NANDA-I, reuniu com o coordenador da investigação da Connell School of Nursing do Boston College e com vários investigadores para poderem potenciar o diálogo e criar pontes entre ambos os países. Um exemplo é o projeto que ficou delineado para a investigação no contexto do empoderamento comunitário e do acesso a cuidados de saúde da população emigrante asiática em parceria com uma das investigadoras locais. Na conferência marcaram, também, presença estudantes de doutoramento e Sílvia Caldeira, docente do Instituto de Ciências em Saúde - Lisboa.

 

22-06-2023

CPBS e ANJE assinam protocolo de formação


A Católica Porto Business School (CPBS) e a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) firmaram, na passada semana, um acordo de cooperação entre as duas entidades, cujo primeiro resultado é o lançamento da nova Pós-Graduação em Empreendedorismo & Business Development.

Para o diretor da Católica Porto Business School, Rui Soucasaux Sousa, esta parceria “é mais uma evidência da estreita ligação da nossa Escola à realidade empresarial, fortalecendo a sua missão em promover o empreendedorismo e a inovação com impacto”.

Por sua vez, para Luís Pina Rebelo, diretor da pós-graduação, este protocolo “permitirá desenvolver ainda mais atividades relevantes para a competitividade da economia portuguesa e a capacitação das empresas, como ações de formação avançada de gestão e empreendedorismo”. O também docente da CPBS salienta o caso das start-ups portuguesas, que “têm necessidades de apoio e financiamento muito específicas”.

O ecossistema empresarial português teve um crescimento significativo nas últimas décadas. O presidente da ANJE, Alexandre Meireles, afirma que “o país dispõe hoje de massa crítica, talento, capacidade de inovação, incubadoras e incentivos públicos para concretizar projetos empresariais de valor acrescentado. Temos já sete unicórnios de origem portuguesa (avaliados em mais de 36 mil milhões de euros) e 2236 start-ups e 165 incubadoras e aceleradoras a funcionar no país”.

É neste contexto de grande expansão que surge a Pós-Graduação em Empreendedorismo & Business Development. Luís Pina Rebelo sublinha que o objetivo é “procurar proporcionar um apoio concreto ao desenvolvimento de um projeto em curso, ou à concretização de uma ideia, dos participantes, bem como um suporte ao seu financiamento”. “Trata-se de um programa de formação para executivos na área de empreendedorismo e gestão, que se diferencia dos demais pela sua natureza eminentemente prática ou aplicada”, acrescenta Alexandre Meireles.

A primeira edição da Pós-Graduação em Empreendedorismo & Business Development arranca em fevereiro de 2024. Os interessados podem saber mais sobre o programa e efetuar a sua candidatura aqui.

22-06-2023

Escola do Porto da Faculdade de Direito e Instituto Universitário Militar juntos no Projeto “O tempo da guerra e o tempo na guerra”

A Escola do Porto da Faculdade de Direito da Católica e o Instituto Universitário Militar assinaram, na passada semana, uma Carta de Acordo para o desenvolvimento do Projeto “O tempo da guerra e o tempo na guerra”.

Numa cerimónia presidida pela Presidente do Centro Regional do Porto da UCP - Isabel Braga da Cruz, marcou-se o início de uma colaboração estratégica entre ambas as entidades.  

O evento contou com a presença de Manuel Fontaine - diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito da UCP que, na sua intervenção, destacou a importância deste projeto de investigação que reúne as capacidades de ambas as instituições. 

António Martins Pereira, Tenente-general e Comandante do Instituto Universitário Militar (IUM), destacou esta nova colaboração mútua: “Entendemos que a excelência mora na Escola do Porto da Faculdade de Direito”. Expressou ainda a necessidade de investigar e produzir conhecimento num contexto em que as certezas sobre a guerra e a sua evolução estão em constante mudança e insistiu na pertinência de uma reflexão comum entre, nomeadamente, direito internacional e estratégia militar. 

O projeto de investigação "O tempo da guerra e o tempo na guerra” tem um caráter interdisciplinar. Um dos seus objetivos mais inovadores é a elaboração de um Manual de Direito das Operações Militares. Está ainda prevista a realização de uma conferência internacional no último trimestre deste ano. Azeredo Lopes, Professor da Escola do Porto da Faculdade de Direito da UCP, é o investigador principal do projeto, que irá envolver especialistas das duas instituições (IUM e UCP) assim como de outras, nacionais e estrangeiras.

A sessão marca, por isso, o início de uma colaboração promissora entre a Escola do Porto da Faculdade de Direito da UCP e o Instituto Universitário Militar.

 

22-06-2023

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