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Novidades

Impacto da Pandemia nos estudantes da Católica em investigação por equipa multidisciplinar

“Atuando na COVID-19: avaliação do impacto da pandemia da COVID-19 na saúde dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa” (ACT-19) é um dos projetos vencedores do concurso de investigação interdisciplinar da Católica no Porto que teve como objetivo incentivar a interdisciplinaridade e atribuir um incentivo financeiro a projetos de investigação que envolvam diferentes áreas do conhecimento.

O projeto envolve investigadores da Escola Superior de Biotecnologia, da Faculdade de Educação e Psicologia, da Escola das Artes e do Instituto de Ciências da Saúde e visa avaliar o impacto da pandemia, fruto do surto do novo coronavírus, nos estudantes da comunidade académica da Universidade Católica Portuguesa.  O ACT-19, enquanto projeto multidisciplinar, nasce de uma visão e vontade conjunta de vários investigadores da Católica no Porto que pretendem contribuir para a redução dos efeitos negativos desta pandemia.

Investigadores
Ana Gomes; Margarida Silva; Sara Kunhz; Bárbara Machado;
Luís Sá; Elisabete Pinto; Ana Pimenta;  Elisa Veiga;
Patrícia Oliveira Silva; Marta Correia; Armando Almeida; Cristina Sá
 

Maria Marta Correia, investigadora do projeto, afirma que a investigação se irá centrar “na saúde e no bem-estar através da medição das dimensões como a ansiedade, o stress, os hábitos alimentares, a qualidade e a quantidade do sono, a atividade física e a qualidade do tempo livre, entre muitas outras” e garante que “com a informação recolhida será possível encontrar as melhores estratégias e medidas para neutralizar o impacto negativo identificado”.

A investigação interdisciplinar ao reunir inúmeras disciplinas e áreas de especialização é capaz de facilitar e de promover novas abordagens que possibilitam o alcance de resultados que não seriam atingidos através de uma só área de conhecimento. É convicta deste facto que a Católica no Porto leva a cabo um conjunto de iniciativas, das quais este concurso é exemplo, que pretendem incentivar o cruzamento das suas Unidades Académicas de forma a garantir um maior enriquecimento das suas investigações. 

O projeto “Controlo da dor crónica na pessoa com Lesão Vertebro-medular: um estudo interdisciplinar entre Neurociência, Arte, Enfermagem e Ética” é o outro vencedor do concurso de investigação interdisciplinar promovido pela Católica no Porto e que envolve investigadores do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde do Instituto de Ciências da Saúde, do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes e do Instituto de Bioética.

10 de fevereiro de 2021

11-02-2021

Controlo da dor crónica da Lesão Vertebro-Medular em investigação por equipa multidisciplinar da Católica

“Controlo da dor crónica na pessoa com Lesão Vertebro-medular: um estudo interdisciplinar entre Neurociência, Arte, Enfermagem e Ética” é um dos projetos vencedores do concurso de investigação interdisciplinar da Católica no Porto que teve como objetivo incentivar a interdisciplinaridade, enquanto veículo capaz de acrescentar valor à investigação.

Este projeto, que tem como objetivo contribuir para o controlo da dor crónica nas pessoas com Lesão Vertebro-Medular com recurso a uma inovadora intervenção não-farmacológica e não-invasiva, será desenvolvido por um consórcio formado por investigadores do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS)  do Instituto de Ciências da Saúde, do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR)  e do Instituto de Bioética.

André Perrota, investigador CITAR, afirma que a intervenção vai “combinar tecnologias de Realidade Virtual imersiva e Interface Cérebro-Máquina baseada em imagética motora dos membros inferiores e sinais registados por Eletroencefalograma”. Através desta intervenção será possível controlar um avatar interativo na primeira pessoa executando tarefas motoras em ambiente virtual enquanto que as respostas de dor serão recolhidas e analisadas. Além disso, será avaliada a qualidade assistencial e tecnológica, assim como as implicações éticas da utilização deste tipo de intervenção no alívio da dor.

Para André Perrota esta candidatura, que resultou num projeto vencedor, representa “uma excelente oportunidade para se desenvolver e investigar uma solução através da integração de diferentes valências de investigadores do Centro Regional do Porto”.

A investigação interdisciplinar é uma das grandes apostas da Católica no Porto, sendo-lhe reconhecida um enorme potencial, indispensável para a resolução dos maiores desafios sociais que enfrentamos.

O “Atuando na COVID-19: avaliação do impacto da pandemia da COVID-19 na saúde dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa” é o outro projeto vencedor do concurso de investigação interdisciplinar promovido pela Católica no Porto e envolve investigadores da Escola Superior de Biotecnologia, da Faculdade de Educação e Psicologia, da Escola das Artes e do Instituto de Ciências da Saúde.

10 de fevereiro de 2021

11-02-2021

Festival Imaginarius: aluno EA vence bolsa de criação

 

O aluno do 2º ano da Licenciatura em Som e Imagem Afonso Sereno venceu uma call para projetos para a realização de um documentário no âmbito do Festival Imaginarius. O projeto A Morte do Artista que irá desenvolver com Gustavo Nina e Margarida Sá Coutinho, recebeu assim um orçamento de 10.000€. O filme tem estreia marcada durante a 20ª edição do Festival Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua, entre 27 e 30 de maio.

O ano de 2021 marca simultaneamente, o 20º aniversário e a 20ª edição do Imaginarius, um marco histórico de um festival de referência, em Portugal e na Europa, para as Artes de Rua, que se construiu a partir de diversas comunidades, entidades vivas e participantes do festival. Importa, por isso, preservar, através de uma obra de cinema documental, todo este percurso, constituindo um acervo de memórias futuras, do seu território, comunidade artística e população.

 

Cursos nesta área

  

11-02-2021

Venha connosco! Dê uma oportunidade à agrobiodiversidade!

O Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa lançou uma experiência de Ciência do Cidadão - convocando todos os portugueses e suas famílias a participarem nas suas casas no cultivo e preservação de 1000 variedades de feijão. As inscrições para esta atividade estão abertas até 1 de Março de 2021, e serão feitas através de uma aplicação de telefone feita exclusivamente para esse efeito!

A ciência e as abordagens científicas precisam de ser difundidas na sociedade e todos devem estar envolvidos. Portanto, o Projeto Europeu INCREASE está aberto a qualquer voluntário que queira criar um impacto no meio ambiente e proteger o planeta tal como o conhecemos para a nossa e para as próximas gerações!

O INCREASE é um projeto científico e de inovação europeu que envolve 28 parceiros de todo o mundo com o importante objetivo de valorizar a agrobiodiversidade e promover o consumo e cultivo de leguminosas na Europa. O projeto irá garantir a conservação, gestão e caracterização de milhares de variedades de leguminosas, ajudando os sistemas alimentares a serem mais sustentáveis ​​e a apoiar a produção e o consumo de alimentos que protegem o meio ambiente, mitigar o efeito das alterações climáticas e promovendo a saúde humana.

Orientado pelos princípios da Comissão Europeia “ciência aberta, inovação aberta e aberta ao mundo”, o INCREASE tira partido das tecnologias digitais para tornar a ciência e a inovação mais colaborativas e globais. Para tal, o projeto inclui uma experiencia de ciência do cidadão.

Para tal, deve descarregar a aplicação gratuita INCREASE CSA e pré registar-se.

Venha connosco! Qualquer pessoa com um campo, jardim, terraço ou varanda e o entusiasmo necessário para cultivar diferentes variedades de feijão pode participar. E é uma atividade inovadora e educativa para fazer com crianças…O INCREASE apela a todos os cidadãos interessados ​​para se juntarem a nós nesta jornada! Como parte da experiência, os participantes receberão 6 variedades europeias de feijão para cultivar e cuidar deles, documentando o seu desenvolvimento. Para mais informações sobre o projeto e esta iniciativa, visite o site do INCREASE e assista aos incríveis vídeos do projeto. Junte-se a nós nas redes sociais para atualizações e notícias!

Veja os nossos NOVOS vídeos de Ciência do Cidadão, onde encontrará a razão pela qual deve juntar-se a nós nesta Experiência.

 

Encontrará toda a informação e mais:

- no nosso site: https://www.pulsesincrease.eu/experiment 
- nos meios de comunicação social;
Facebook: https://www.facebook.com/pulses.increase                   
Twitter: https://twitter.com/pulses_increase 
Instagram: https://www.instagram.com/pulsesincrease/

 

This project has received funding from the European Union’s Horizon 2020 research and innovation programme under grant agreement no. 862862

 

 

10-02-2021

Católica arranca com experiências-piloto da metodologia Aprendizagem-Serviço

O projeto CApS – Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social – que arrancou em 2020, dá agora mais um passo importante com a aplicação, já este semestre, da metodologia Aprendizagem-Serviço (ApS), envolvendo 13 unidades curriculares (UC) e uma atividade extracurricular nos 4 campi da Universidade Católica Portuguesa: Braga, Lisboa, Porto e Viseu. São 11 as experiências-piloto Aprendizagem-Serviço, uma metodologia de ensino inovadora que visa formar cidadãos comprometidos.

A ApS é uma metodologia educativa que promove nos estudantes uma compreensão mais abrangente e aprofundada dos temas curriculares, a par de um maior sentido de responsabilidade cívica. As experiências unem aprendizagens a um serviço na comunidade e estão normalmente inseridas em Unidades Curriculares. Os estudantes desenvolvem os seus conhecimentos e as suas competências quer através da vivência e intervenção numa atividade de serviço que responde a necessidades previamente identificadas com a comunidade, quer através de um processo contínuo de reflexão guiada.

No final de janeiro, os docentes envolvidos nestas primeiras experiências-piloto estiveram em formação com Pilar Aramburuzabala, da Universidade Autónoma de Madrid, consultora externa do projeto e com uma vasta experiência na metodologia ApS e na sua institucionalização em instituições de ensino superior (IES).

No final do semestre, vai ser possível conhecer o impacto e a eficácia das experiências não só nos estudantes, mas também nos docentes, parceiros da comunidade e beneficiários finais, ajudando a melhorar as ações futuras. Os resultados serão divulgados nacional e internacionalmente. Ao longo do projeto a Universidade Católica Portuguesa ampliará as competências e conhecimentos na metodologia permitindo fortalecer a ApS noutras instituições de ensino superior em Portugal.

O Projeto CApS – Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social - com duração de 3 anos, liderado pela Faculdade de Educação e Psicologia em parceria com a UDIP – Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa, da UCP no Porto, tem como objetivo consolidar e validar esta metodologia de ensino em áreas curriculares específicas e transversais dentro da UCP e criar linhas orientadoras para outras IES que queiram seguir os mesmos passos. É o primeiro projeto nacional que envolve os quatro campi da universidade (Sede-Lisboa, Braga, Porto e Viseu), potenciando a coesão interna e o foco comum num ensino diferenciador ao contribuir para a formação de alunos comprometidos com o futuro e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), sensíveis aos problemas dos mais vulneráveis e capazes de liderar mudanças.


Fevereiro 2021

10-02-2021

Plano de Contingência da Universidade Católica Portuguesa atualizado

A proteção da saúde e a segurança de toda a comunidade académica é de primordial importância para a Universidade Católica Portuguesa (UCP), assumindo também um papel fundamental para que a COVID-19 não progrida na comunidade.

Um Plano de Contingência para uma epidemia pretende fazer face aos possíveis efeitos do absentismo dos profissionais e diminuir os custos do impacto da mesma no funcionamento da instituição. Com este Plano de Contingência, pretende-se não só manter a UCP a funcionar, como reduzir ao mínimo a repercussão nas atividades escolares e restante atividade da comunidade académica (estudantes, docentes, colaboradores, investigadores e bolseiros). Definem-se assim um conjunto de medidas e ações que deverão ser aplicadas de modo articulado em função da evolução da pandemia.

Através do link  terá acesso ao Plano de Contingência da Universidade Católica Portuguesa atualizado.

09-02-2021

Mensagem do Dia da Universidade Católica 2021: O valor de uma universidade com valores

 O valor de uma universidade com valores

A educação constitui o mais elevado valor intangível de uma sociedade. Dela depende a possibilidade de uma comunidade ter futuro, dando esperança e ambição aos jovens, capacitando-os profissionalmente, incutindo-lhes princípios e estrutura para a vida. O valor da educação, e em particular de uma educação superior, pode ser aferido na sua dimensão social, ética e moral, e também materializar-se no retorno económico para o graduado. Todavia, no seu cerne, e sobretudo para uma Universidade Católica, o valor da educação é formar para a vida digna, a própria e a dos outros que nos rodeiam.

Em contexto de pandemia, o valor de uma educação fundada nos valores do humanismo cristão ultrapassa largamente o utilitarismo instrumental. A pandemia afetou tudo e, como salientou o Papa Francisco1, demonstrou que o que está em causa “é uma crise na forma como nos relacionamos com a realidade e uns com os outros.” O que está em causa é, portanto, uma crise de perceção do mundo e da humanidade, que exige um impulso transformador. E uma educação superior transformadora, como é missão da Universidade Católica Portuguesa, deverá ser radical na forma como faz dos jovens do presente o garante de um futuro melhor. Empenha-se na interpelação de todos os níveis e setores da sociedade, ancorada no respeito pela dignidade humana, na defesa da justiça, da democracia, no cultivo do bem e na valorização estética, contribuindo para o crescimento económico baseado na equidade. Uma educação superior baseada nos valores é arriscada num contexto de crise de princípios, mas por isso mesmo necessária.

O valor de uma universidade de valores verte-se no assumir da radicalidade proposta pelo nosso Pontífice: “Educar é arriscar, mostrando ao presente uma esperança que estilhace o determinismo e o fatalismo que a ideologia, o egoísmo dos fortes e o conformismo dos fracos, nos querem convencer ser o único caminho.” (Papa Francisco, GCE)

 

Isabel Capeloa Gil
Reitora

 

1 Papa Francisco, Mensagem à Congregação de Educação Católica, por ocasião do Encontro ‘Global Compact on Education”, 15 de outubro 2020. (GCE)

 

05-02-2021

Abertura de Candidaturas para Mobilidade Internacional 2021/2022 - Escola das Artes

 

Se és estudante da Escola das Artes ou recém licenciado, estão abertas as candidaturas para Mobilidade Internacional, estudos ou estágio, com financiamento Erasmus para países da Europa ou mobilidade internacional fora da Europa sem financiamento, para o ano letivo de 2021/2022, até ao dia 15 de Fevereiro 2021.

 

A experiência internacional, através da mobilidade de estudos ou estágios, possibilita enriquecer o curriculum ao permitir adquirires competências transversais, conheceres novas culturas, línguas, novos métodos de trabalho e novas tecnologias. É uma oportunidade única, que ajudar a preparar-te para o mundo global, ao fomentar uma maior capacidade de adaptação, flexibilidade, autonomia, iniciativa e espírito empreendedor.

 

Se estiveres interessado, contacta o IO_International Office através do e-mail international.porto@ucp.pt ou o coordenador académico da Escola das Artes, o prof. Luís Teixeira, através do e-mail lteixeira@ucp.pt

DOCUMENTOS
Lista de Parcerias Internacionais
Regulamento ERASMUS Estágios
Regulamento Mobilidade Internacional

 

04-02-2021

Mais de 80 estudantes participam em atividades de voluntariado

O voluntariado é uma parte intrínseca à formação dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Neste sentido e apesar do momento complexo que atravessamos, são várias as iniciativas promovidas pela CAtólica SOlidária (CASO) da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa.

Cumprindo todas as recomendações da Direção-Geral da Saúde, mais 80 estudantes da Católica no Porto estão envolvidos em diferentes atividades em regime presencial e em regime online: apoio a refeições a pessoas carenciadas; apoio ao estudo a crianças e adolescentes; dinamização de atividades para pessoas portadoras de deficiências; visitas domiciliárias; e também a troca de correspondência e de chamadas para o combate à solidão.

A crise vivida, fruto da pandemia da Covid-19, veio reforçar a cada vez maior necessidade de se estender a mão ao próximo porque é nos momentos mais difíceis que a solidariedade e o serviço se tornam ainda mais vitais para o mundo.

Desafiamos três estudantes da Católica a partilharem as suas experiências de voluntariado. São três testemunhos – da Constança Avides Moreira, da Rita Franco e a Beatriz Correia - que enaltecem a importância da solidariedade enquanto verdadeiro motor de crescimento pessoal, académico e profissional.

 

“O voluntariado enriquece qualquer estudante.”

Constança Avides Moreira, 19 anos, estudante do 2º ano da Licenciatura em Enfermagem da Escola de Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde

Qual é a sua missão enquanto voluntária da CASO? A área em que estou inserida na associação de voluntariado CASOé a Ser+ Abrigo. Neste momento, estou a dar aulas de português a um jovem imigrante de 14 anos, tendo como principal objetivo ajudá-lo na adaptação à língua do seu novo país de residência - Portugal. Ao longo das aulas invisto e dou especial atenção à fala uma vez que esta constitui uma componente crucial para uma boa comunicação e integração na nova comunidade.

Qual tem sido o maior desafio deste trabalho enquanto voluntária? Enquanto voluntária, o maior desafio que tenho sentido é o ensino à distância, resultante das restrições impostas pela pandemia da Covid-19. Torna-se mais difícil cativar o aluno e mantê-lo motivado. Desta forma, vejo este momento como um tempo em que é imperativo desenvolver a criatividade e reinventar formas dinâmicas de aprendizagem, que visam proporcionar aulas mais animadas e interessantes. Inevitavelmente, a chegada do novo coronavírus a Portugal obrigou a uma restruturação e adaptação do voluntariado, além de ter exigido um esforço e empenho ainda maior por parte dos participantes. Neste período é ainda mais importante a presença do voluntariado, uma vez que o número de pessoas com dificuldades está aumentar e, se todos ajudarmos com pequenos gestos, podemos fazer uma grande diferença nas suas vidas. Dessa forma, e a juntar à imprevisibilidade pela qual os dias de hoje são dominados, é urgente a solidariedade, pois hoje somos nós quem oferece ajuda, mas amanhã poderemos ser nós a precisar dela.

Qual é a sua maior motivação para ser voluntária? O que me motiva a ser voluntária é saber que posso, através dos meus conhecimentos e capacidades, ajudar o próximo. No meu caso, enquanto portuguesa, não podia haver um tema que me fosse mais próximo do que a minha própria língua. Além disso, por ter uma enorme estima por esta tão diversificada e bonita língua e, como referido anteriormente, por ser um tema quase inato, posso afirmar que partilhá-la e fazê-la chegar aos outros é, sem dúvida, um privilégio.

De que forma é que o voluntariado é uma parte importante no percurso académico? O voluntariado enriquece qualquer estudante, quer do ensino superior, quer do ensino secundário ou básico e, por isso, acredito que tem um papel bastante relevante na sua vida.

Em primeiro lugar porque permite-nos não só desenvolver competências que a formação académica não engloba, mas também, aperfeiçoar outras que coincidem com a nossa área, e que serão igualmente vantajosas no futuro. Por outro lado, oferece-nos ainda uma visão e experiência de outras realidades, o que nos leva a ter uma perspetiva diferente do mundo, fazendo com que o olhemos de uma forma cada vez mais holística. Da mesma maneira, põe-nos à prova ao enfrentarmos novas situações e desafios, e promove, igualmente, o autoconhecimento, na medida em que ganhamos uma maior consciência das nossas qualidades e características a melhorar, contribuindo, assim, para o desenvolvimento pessoal de cada um. Por todos os aspetos mencionados, o voluntariado desempenha, então, um papel significativo no dia-a-dia de um estudante, complementando e potencializando a sua preparação para o complexo mundo que o espera - o mundo profissional.

 

“Ser voluntário é dar e receber”

Rita Franco, 19 anos, aluna do 2º ano da Licenciatura em Gestão da Católica Porto Business School

Qual é a sua missão enquanto voluntária da Caso? Estou na área Ser+ Exemplo tutoria da CASO. Todas as semanas acompanho uma aluna de 7º ano, ajudando tanto na organização e motivação para o estudo como no esclarecimento de dúvidas.

Qual tem sido o maior desafio deste trabalho enquanto voluntária? Tive experiências de voluntariado muito diferentes e senti dificuldade ao passar de um tipo de beneficiário para outro. Fazer voluntariado com crianças é distinto de o fazer com sem-abrigo, e também de o fazer com idosos. A experiência que fui ganhando num tipo de voluntariado, não é completamente transferível para outro tipo de voluntariado. Assim, tem sido um desafio persistir na experiência nova, até começar a sentir que as pessoas são recetivas às minhas iniciativas e formas de abordagem. No caso da tutoria, voluntariado que faço atualmente na Caso, o desafio é conhecer bem a aluna na hora semanal em que a acompanho e conseguir perceber quais os métodos mais eficazes para a ajudar. A pandemia veio dificultar essa tarefa. As tutorias são online, tornando todo o processo mais impessoal e mais lenta a construção de confiança. Para a aluna, a tutoria virá a ser, neste contexto, provavelmente ainda mais importante do que em situação normal, dada a interrupção das aulas e o novo formato que as escolas terão que adotar.

Qual é a sua maior motivação para ser voluntária? Para mim, ser voluntário é dar e receber. É entregar-me ao outro, abdicando de parte do meu tempo para acrescentar ao do outro e, no fim, ver esse tempo reavido no sorriso de quem está do outro lado. É no sorriso que me apercebo que naquela hora, naquela semana, estou a fazer a diferença na vida daquela pessoa, por muito pequena que seja.

De que forma é que o voluntariado é uma parte importante no percurso académico? Acredito que apenas a licenciatura não é suficiente para me desenvolver de forma completa, como pessoa. Desde o secundário que o voluntariado faz parte da minha semana e quando cheguei à faculdade desde logo soube que queria que essa experiência se mantivesse na minha vida.

 

“O maior desafio é dar o meu melhor!”

Beatriz Correia, 21 anos, Aluna do 4º ano da Licenciatura em Ciências da Nutrição da Escola Superior de Biotecnologia

Qual é a sua missão enquanto voluntária da CASO? Colaboro na área Ser + Exemplo e Ser + Abrigo. É no projeto Porta Solidária que entrego refeições ao jantar a pessoas que necessitam e recorrem a ajuda.

Qual tem sido o maior desafio deste trabalho enquanto voluntária? O maior desafio é dar o meu melhor e não desapontar ninguém, estar presente e fazer o máximo que posso enquanto estou a fazer voluntariado. Especialmente nesta área em que faço voluntariado, a área dos sem abrigo, que com o evoluir da pandemia mais pessoas ficaram sem emprego, os salários foram reduzidos e consequentemente as pessoas recorrem mais a este tipo de ajuda. Por exemplo, a Porta Solidária em março de 2020 servia à volta de 100 refeições, em novembro estávamos a servir à volta de 600 e agora em janeiro há dias em que alcançamos as 1000 refeições. Isto é uma prova de que as pessoas estão a passar muitas dificuldades. É importante referir que a Porta Solidária não precisa de ser obrigatoriamente para sem abrigo e eu já cheguei a entregar comida a casais com 7 filhos. Tendo em conta estes dados há uma grande necessidade de voluntários para que o serviço seja cumprido, é necessária uma grande equipa de voluntários, presentes e com vontade de trabalhar.  

O que é que a move a querer ser voluntária? Eu sempre tive a sorte de ter uma vida facilitada e agradeço muito por ela. E é por saber desde sempre desta sorte que sempre quis contribuir para que os outros possam ter nem que fosse um terço da que eu tenho. A felicidade das pessoas, os sorrisos rasgados, as lágrimas a escorrer pela cara, os olhos brilhantes são momentos que fazem tudo valer a pena. Eu faço voluntariado há alguns anos e foram poucas as vezes que me disseram obrigada por isto e por aquilo, mas a verdade é que sempre senti pelos olhares e pelas atitudes os agradecimentos e isso vale mais que mil palavras. Poder saber que um pai se deita de consciência tranquila, porque conseguiu que os seus filhos não fossem para a cama sem comer faz valer a pena todas as horas gastas a preparar refeições e a trabalhar sem parar. Faço com uma alegria que ninguém imagina e quero ser voluntária a minha vida toda.

De que forma é que o voluntariado é uma parte fundamental no seu percurso académico? O voluntariado no meu percurso académico apareceu no meu segundo ano da faculdade. Inscrevi-me através da CASO e fiz voluntariado um ano na FAP no bairro. Para mim o voluntariado traz muitas vantagens: faz-me ser uma pessoa mais organizada com o tempo, pois como quero estar muito tempo a ajudar, o tempo de estudo tem de render o máximo possível; faz-me ser uma pessoa mais compreensiva, paciente, trabalhadora e lutadora tanto nos trabalhos em grupo como nos trabalhos individuais. 

Vontade em ajudar? Entre em contacto com a CAtólica SOlidária através do caso@porto.ucp.pt

1 de fevereiro de 2021

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Bolsas Gulbenkian Mais

Bolsas Gulbenkian Mais
A Fundação Calouste Gulbenkian atribui Bolsas destinadas a apoiar a formação académica de jovens de reconhecido mérito que simultaneamente tenham escassos recursos económicos para o prosseguimento de estudos ao nível da licenciatura, mestrado e mestrado integrado.
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Para informações contactar: bolsas@gulbenkian.pt
04-02-2021

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