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Artista brasileira Letícia Ramos inicia residência artística na Escola da Artes

 

“O BLOCO TESTEMUNHO - A memory of the world” é o projeto artístico em que Letícia Ramos, artista brasileira que divide o seu tempo entre Portugal e o Brasil, irá trabalhar durante a sua residência artística na Escola das Artes. Um filme onde uma misteriosa esfera prateada aparece num sítio arqueológico urbano e, simultaneamente, noutras partes do globo. A residência de Letícia Ramos na EA decorrerá entre outubro e dezembro de 2022, viabilizada pelo programa InResidence 2022, da Câmara Municipal do Porto.

Letícia Ramos é uma artista-cientista que pesquisa invenções nos meios fotográficos para representar o mundo. Parte de eventos históricos e de fenómenos naturais para tratar as conexões simbólicas entre política, ciência e imaginação, onde o futuro e o passado se sobrepõem. Na sua rigorosa investigação do meio fotográfico analógico, utiliza a escultura, a maquete e técnicas de efeitos especiais para criar paisagens imaginárias, narrativas e fabulações que se formalizam em fotografias, instalações e filmes.

“A residência possibilitar-me-á experimentar, no processo de realização do meu filme, novas ferramentas de construção da imagem fotográfica provenientes do campo da ciência e da arte, assim como dar continuidade aos estudos sobre o impacto que fenómenos geológicos e climáticos podem ter na imaginação”, salienta a artista.

O filme “O BLOCO TESTEMUNHO - A memory of the world” faz parte da série THE SPHERE - The Mystery Inside an Enigma, que usa a ficção e a ciência para conduzir uma série de experiências fotográficas que simulam a aparição simultânea de um objeto esférico em várias partes do planeta, como resultado do degelo polar. O filme foi desenvolvido a partir de maquetes e cenas reais, com a utilização de uma câmara de 16mm controlada por Arduino – uma plataforma hardware/software que permite o desenvolvimento de sistemas interativos.

As obras de Letícia Ramos já foram exibidas em espaços como Jeu de Paume, Tate Modern, Instituto Moreira Salles, Itaú Cultural, Fundação Iberê Camargo, Museu Coleção Berardo, CAPC Musée d’art Contemporain (Bordeaux), Pivô - SP. Os seus trabalhos fazem parte das coleções como a Fundação Botín, Novo Musee de Mônaco, Itaú Cultural, Instituto Moreira Salles, Museu de Arte Moderna SP - RJ e Pinacoteca do Estado de São Paulo.
 

+info sobre residências artísticas na Escola das Artes

 

28-09-2022

Mais de 500 estudantes do ensino básico e secundário participam na mostra do Dia Internacional do Microrganismo

Mais de 500 estudantes do ensino básico e secundário celebraram o fascinante mundo dos microrganismos com a Escola Superior de Biotecnologia (ESB).  No âmbito do Dia Internacional do Microrganismo, comemorado a 17 de setembro, a Faculdade promoveu a 23 de setembro uma mostra ao ar livre que contou com a presença de vários investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) que, com a sua vasta experiência, prepararam e dinamizaram diversas atividades interativas. O objetivo foi o de dar a conhecer a versatilidade e as aplicações dos microrganismos, nomeadamente: no tratamento de águas, na produção de alimentos, no papel dos microrganismos nos ecossistemas, na segurança alimentar, na produção de compostos de interesse biotecnológico, entre outros.

No total eram 21 stands diferentes, nos quais se realizaram jogos e diversas atividades tais como a observação de microrganismos, demonstrações e instalações artísticas, “Combate o desperdício alimentar”, “Há vida no solo”, “O que não queres no teu prato?”, “Kombucha circular”, entre muitas outras. No fim do dia foram sorteados prémios patrocinados pela Escola Superior de Biotecnologia e pela Federation of European Microbiological Societies.

Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, afirma que “este e outros eventos da ESB resultam de um sentir profundo de que a ciência é fascinante e nos desvenda um mundo infinitamente inteligente”. “Acredito que as largas centenas de estudantes de todas as idades que estiveram connosco neste dia nunca mais irão pensar num microrganismo como simplesmente algo pouco agradável ou engano da Natureza”, conclui.

Os mais de 500 estudantes, que se fizeram acompanhar pelos respetivos professores, eram provenientes de escolas dos distritos do Porto (Porto, Rio Tinto, Valongo e Gaia) e Aveiro (Espinho e São João da Madeira). “Diversão”, “alegria”, “aprendi muito de forma diferente”, “enriquecedor”, “ajudaram-nos a fazer uma decisão futura” e “esperamos voltar”: estas foram algumas das palavras mais ouvidas dos alunos acerca desta experiência.

Joana Barbosa, investigadora e membro da organização do evento, partilha que este evento “foi crucial para, de uma forma lúdica e divertida, mostrar aos mais jovens que, apesar dos microrganismos serem causadores de doenças ou mesmo de deteriorarem e contaminarem alimentos, também desempenham um papel benéfico nas nossas vidas.

Dado o sucesso reconhecido por todos os participantes, a organização do evento espera marcar encontro numa próxima edição. “É de valorizar a importância deste tipo de atividades no crescimento e aprendizagem destes alunos, deixando, quiçá, uma micro-semente para a futura geração de novos investigadores,” conclui Joana Barbosa.

 

Crédito das fotografias: Cláudia Neto.

27-09-2022

Escola do Porto da Faculdade de Direito da Católica junta especialistas para debater temas internacionais

“Avaliar o mundo de hoje, em contacto com o amanhã” é o mote do novo ciclo de conferências “ISP Dialogues” da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, no âmbito do International Studies Programme, um Mestrado em Direito Internacional e Europeu da Faculdade, lecionado totalmente em inglês. Sónia Sénica, Vladimiro Feliz, Francisco Proença Garcia, Marcos Perestrello, Ana Santos Pinto, Sofia Moreira de Sousa, João Pedro Matos Fernandes, Francisca Guedes de Oliveira, Paulo Pinto de Albuquerque e Isabel Capeloa Gil são os palestrantes.

“Os ISP Dialogues são uma oportunidade única de exposição dos nossos estudantes a temas críticos no âmbito do direito e das relações internacionais, de modo a poderem avaliar o mundo de hoje, em contacto com o amanhã,” refere Azeredo Lopes, coordenador do International Studies Programme. “Os nossos convidados têm relevância nacional e internacional e as temáticas estão em linha, desde logo com algumas das questões mais difíceis da atualidade e, depois, com os objetivos fundamentais do International Studies Programmme”, salienta Azeredo Lopes. Maria Isabel Tavares, docente da Escola do Porto da Faculdade de Direito, reitera que “é uma iniciativa dirigida essencialmente aos estudantes da Universidade Católica no Porto, mas que está aberta a toda a comunidade”.

O primeiro ISP Dialogue decorre já dia 29 de setembro, às 14h30 no Auditório Comendador Arménio Miranda (Edifício de Biotecnologia, Universidade Católica Portuguesa, no Porto), sob o tema “Perspetivas sobre a relação entre a Rússia e a Europa após a invasão da Ucrânia,” com Sónia Sénica, professora e investigadora de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa.

As sessões decorrem até ao mês de dezembro, versando os seguintes temas: “O Futuro das Cidades e as Cidades Futuras: Mobilidade, Mudanças Climáticas e Bem-estar Comum,” com Vladimiro Feliz, diretor do CEiiA (13 de outubro); “Geopolítica, Poderes Autoritários e Ameaças à Democracia Liberal”, por Francisco Proença Garcia, do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (19 de outubro); “Parlamentos e Política de Defesa Nacional: O caso português” com Marcos Perestrello, Deputado e Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Assembleia da República (26 de outubro); “Os conflitos do Médio Oriente e a União Europeia: O caso Português”, por Ana Santos Pinto, Professora de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa (9 de novembro); “A União Europeia como ator global”, com Sofia Moreira de Sousa, Embaixadora e Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal (16 de novembro); “Alterações Climáticas: Os desafios de hoje e do futuro”, por João Pedro Matos Fernandes, Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (23 de novembro); “Capitalismo, Democracia Liberal e Pobreza: Porque é que o fosso entre pobres e ricos está a aumentar?”, com Francisca Guedes de Oliveira, membro do Conselho de Administração da AICEP e professora da Católica Porto Business School (30 de novembro); “O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos como promotor de responsabilidade e de políticas de direitos humanos”, com Paulo Pinto Albuquerque, professor Catedrático da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e antigo Juiz do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (7 de dezembro). A Conferência de Encerramento será proferida por Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, sob o tema “A incapacidade de esquecer. Nostalgia e a Reconciliação das Práticas Internacionais” (12 de dezembro).

Com este primeiro conjunto de oradores convidados, de diferentes origens pessoais e profissionais, realiza-se o objetivo de fomentar o pensamento crítico, e de apresentar contextos interdisciplinares e uma abordagem abrangente e humanista do Direito Internacional e Europeu e das relações internacionais aos estudantes do Mestrado em Direito Internacional e Europeu e, neste, aos do International Studies Programme. Os ISP Dialogues são abertos ao público e não requerem inscrição prévia.

27-09-2022

Francisca Ferreira receives award in Poland

22-09-2022

João Pinto: “A Universidade tem um papel fundamental para ajudar outras entidades a fazer um caminho de sustentabilidade.”

João Pinto é natural de Amarante e é vice-presidente da Universidade Católica Portuguesa no Porto e docente da Católica Porto Business School. Especialmente dedicado à área das finanças, divide a sua vida profissional entre a docência, a investigação e a gestão. Nesta entrevista, falamos de algumas memórias de infância, dos desafios profissionais, do INSURE.Hub e do caminho de sustentabilidade que a Católica tem vindo a trilhar. Esperança nas novas gerações? “Tenho muita!”.

 

A sua carreira profissional desdobra-se em três dimensões diferentes: a de professor, a de investigador e a de gestor.    

Sou docente e essa é a atividade que espero ser uma constante em todo o meu percurso. Adoro dar aulas! Depois tenho a parte da investigação, que é muito interessante, porque nos permite aceder a e produzir conhecimento. A investigação alimenta também aquilo que é a atividade do docente. Para além disto, sempre desenvolvi atividades de gestão que enriquecem muito o meu papel enquanto professor e investigador. A experiência que trazemos da prática empresarial é essencial e diferenciadora. Por exemplo, eu leciono uma disciplina de avaliação de empresas e projetos em que o facto de já ter avaliado na prática várias empresas e projetos de investimento me permite ter outra capacidade de transmitir conhecimento aos meus alunos. Falar de financiamento de empresas quando já estivemos em empresas a fechar contratos de financiamento, sejam de pequena dimensão, sejam mais estruturados, com bancos permite-nos proporcionar aos nossos estudantes uma experiência de aprendizagem muito mais enriquecedora. Estas diferentes dimensões da minha prática profissional alimentam-se umas às outras.

 

Dedica-se de forma especial à área das finanças. O que explica o seu fascínio por esta área?

Dentro das Finanças destaco duas áreas que me entusiasmam muito. Por um lado, a área da gestão financeira, que tem a ver com as decisões efetivas e reais do dia-a-dia das empresas, ou seja, tem total aplicabilidade na gestão de qualquer organização. A outra área é a dos mercados financeiros, área que investigo e leciono, e que tem a ver com as operações de financiamento mais estruturadas desenvolvidas por bancos de investimento. Se a primeira área me fascina pelo impacto real e prático no nosso quotidiano, a segunda fascina-me pela sua complexidade e dificuldade.
 

Quais são os maiores desafios de se ser professor?

O maior desafio é conseguirmos cativar a plateia que está à nossa frente. Cativar os alunos, envolvê-los nas matérias, mostrar-lhes que o seu contributo é importante. Ser professor faz-me estar constantemente à procura de novas formas de chamar a atenção dos meus alunos e de os trazer à participação e principalmente conseguir simplificar aquilo que, à partida, é difícil e complexo. Outro desafio importante é ter a capacidade de adaptação, sabermos adaptar o nosso discurso a diferentes públicos é fundamental.

 

“É central para a nós a preocupação com o outro, o respeito, o diálogo com a sociedade, a responsabilidade social, a sustentabilidade.”

 

O que é que aprende mais com os seus alunos?

Os Professores não sabem tudo, nem pouco mais ou menos. Até diria que muitas vezes o nosso papel é introduzir os temas, suscitando curiosidade e vontade aos alunos para saberem mais. Essa é a nossa função. Abrir caminho aos alunos para que eles se desenvolvam e cresçam. Sou muitas vezes confrontado com temas que não conheço e, por isso, sou muito desafiado pelos meus estudantes. Há uns tempos estava numa sessão do MBA e há um participante que me fez uma pergunta sobre um tema que eu não sabia o suficiente para responder. Podia ter dado a volta à questão, contudo estaria a ser desonesto. Quando não se sabe, vai-se à procura, estuda-se e depois pode-se voltar a discutir o assunto. Isto acontece com frequência e não há problema nisso. É um desafio constante sermos confrontados com novidades e dúvidas para as quais ainda não temos resposta.

 

“Queremos ser um agente ativo na educação para a sustentabilidade e alterações climáticas.”

 

O que é que o move enquanto docente e vice-presidente da Católica no Porto?

Enquanto vice-presidente há um grande sentido de missão. É assim que encaro esta função, na certeza de que o meu objetivo é contribuir para uma melhor organização e para uma gestão cada vez mais profissional. Na Católica temos colaboradores com muita qualidade técnica e é preciso potenciar isso. Também sou professor e investigador movido pela missão de criar e transmitir conhecimento de qualidade para que os meus estudantes possam fazer a diferença e possam tomar decisões que impactem positivamente a sociedade e o mundo.

 

O que é que distingue a Universidade Católica?

A Universidade Católica tem uma série de princípios que são diferentes de outras universidades. Estes princípios ajudam-nos claramente a captar estudantes que trazem uma expectativa de uma formação integral. Na Católica formamos os estudantes de um ponto de vista alargado: profissional e pessoalmente. É nossa preocupação formar os nossos estudantes não apenas de um ponto de vista técnico, mas com um cuidado especial para uma formação para a atitude. É central para nós a preocupação com o outro, o respeito, a entrega aos outros, o diálogo com a sociedade, a responsabilidade social, o voluntariado, a preocupação com o ambiente e a sustentabilidade. A nossa missão vai muito para além dos planos curriculares e daquilo que os nossos alunos podem fazer profissionalmente com eles. Queremos mais dos nossos estudantes e é, por isso, que promovemos uma série de iniciativas diferenciadores e inovadoras.

 

“É fundamental empenharmos as nossas capacidades para ajudar outras entidades a conseguirem fazer um caminho de sustentabilidade.”

 

O INSUREHub é um exemplo dessas iniciativas que, neste caso, reforça o compromisso da Católica com a sustentabilidade e com a responsabilidade social. Em que é que consiste?

É uma iniciativa que junta a Católica Porto Business School, a Escola Superior de Biotecnologia e a Planetiers News Generation. É um projeto totalmente inovador que nos permite trabalhar a sustentabilidade, a inovação e a regeneração e que junta vários parceiros numa lógica de network internacional, permitindo oferecer serviços de consultoria e de promoção e transferência de conhecimento. O objetivo é criar um ecossistema internacional de conhecimento que promova soluções de negócio de âmbito circular, sustentável e regenerativo.

 

Qual o balanço que fazem neste quase um ano de atividade?

Atualmente, temos mais de 40 entidades associadas. Estamos a fazer vários estudos em parceria com entidades internacionais desta área e estamos, também, já a trabalhar com alguns dos nossos parceiros e a desenvolver trabalhos de consultoria. Lançámos uma pós-graduação na área da sustentabilidade e regeneração, um pilar importante para o INSURE. Trata-se de uma formação completamente nova e inovadora. Não nos limitámos a pegar num curso de Gestão e a transformá-lo em algo de sustentabilidade, colocando a palavra à frente dos módulos já existentes. Foi construída de raiz e tem muitos inputs da área da biotecnologia. Não deixa de ter os tradicionais temas da gestão como a liderança e a estratégia, mas foca-se muito nos temas da inovação e do empreendedorismo e, a partir daí, nos modelos de negócios sustentáveis e regenerativos. Para além disto, também estamos a trabalhar com a Faculdade de Educação e Psicologia no sentido de se construírem elementos capazes de promover a literacia em sustentabilidade. Queremos ser um agente ativo na educação para a sustentabilidade e alterações climáticas. As frentes de ação do INSURE.Hub são muitas e ainda estamos no fim do primeiro ano da sua existência, mas o balanço é claramente muito positivo.

 

“É cada vez mais comum vermos nos nossos estudantes alguns hábitos como o uso de transportes públicos, a partilha de boleias, o cuidado com a alimentação e com o desperdício.”

 

De que forma é que a Católica pode reforçar ainda mais a sua ação no campo da sustentabilidade?

Nós temos um lastro significativo de atividades nestas áreas. É nossa preocupação incorporarmos dentro da nossa oferta formativa esses temas, mas temos, também, a Católica para a Sustentabilidade (CASUS) e a Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) no Porto. Para além disto, é fundamental empenharmos as nossas capacidades para ajudar outras entidades a conseguirem fazer um caminho de sustentabilidade e regeneração e de transformação dos seus negócios. O caminho de sustentabilidade da Católica não se faz unicamente cá dentro, mas também abrimos as portas para ajudar outros neste processo. O nosso know-how é colocado ao serviço dos nossos parceiros.

 

Considera que a sustentabilidade é uma preocupação dos mais novos? Tem esperança nas novas gerações?

Tenho muita esperança. Em julho, organizei uma Summer School em Sustainable Business em parceria com a Universidade de Viena. Estiveram cá 20 estudantes portugueses e 20 austríacos, durante três semanas, para uma formação intensiva em sustentabilidade. Todos tinham uma preocupação imensa com este tema. As novas gerações estão realmente importadas e envolvidas. Tenho muita esperança nesta nova geração, sei que são inovadores, que têm ideias e que estão, acima de tudo, despertos para tudo o que está a acontecer. É cada vez mais comum vermos nos nossos estudantes alguns hábitos como o uso de transportes públicos, a partilha de boleias, o cuidado com a alimentação e com o desperdício.  

 

Existe algum livro sobre sustentabilidade que recomende?

Becky O’Connor, 2022,“The ESG Investing Handbook – insights and developments in environmental, social & governance investment”, Harriman House.

 

O que é que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Gosto de fazer desporto, faço vários desportos. Normalmente digo que são os meus medicamentos para o stress e para a pressão. Mas, claro, que primeiro está a família. Gosto de passear e viajar com a família.

 

Quais são as suas principais memórias de infância?

Sou de Amarante e tenho memórias de muito pequeno em Vila Caiz, a freguesia onde moravam os meus avós paternos. Muitas das minhas lembranças são a fazer a viagem entre o centro de Amarante e esta localidade de automotora. Recordo-me que, muitas vezes, de repente não sabiam de mim na pré-primária, porque eu estava no meio dos campos com o meu avô, que era agricultor. Já na primária era o meu avô materno que me ia levar e buscar à escola e que depois me deixava nos treinos de futebol. O gosto pelo desporto e pela natureza começou aí.

 

Em criança, o que é que queria ser quando fosse grande?

A minha mãe conta que nos primeiros dias da minha escola primária a professora perguntou o que é que queríamos ser quando fôssemos grandes. Os meus colegas disseram profissões como jogador de futebol, bombeiro e entre outras e quando chegou a minha vez eu respondi que queria ser reformado como o meu avô, pois recebia o seu salário e não fazia nada. Já com 6 ou 7 anos, eu revelava alguma veia para os números: estava a maximizar o valor com o mínimo de esforço (risos).

 

 

22-09-2022

Francisca Guedes de Oliveira indicada para administradora do Banco de Portugal

Francisca Guedes de Oliveira, docente da Católica Porto Business School (CPBS), foi indicada para administradora do Banco de Portugal (BdP).

No recente comunicado do Ministério das Finanças para a administração do Banco de Portugal foram indicados como vice-governadores Clara Patrícia Costa Raposo, atual presidente do ISEG Lisbon School of Economics e Luís Máximo dos Santos, propondo-se a sua recondução no cargo.

Como administradores foram indicados Francisca Guedes de Oliveira, professora na Católica Porto Business School; Helena Maria de Almeida Martins Adegas, atual diretora do Departamento de Mercados do Banco de Portugal; e Rui Miguel Correia Pinto, atual administrador da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários cujo mandato termina este ano.

Uma vez designados para as respetivas funções, juntar-se-ão ao governador Mário Centeno, e administrador Hélder Rosalino.

Francisca Guedes de Oliveira é Vogal do Conselho de Administração da AICEP desde janeiro de 2021. É também Professora Associada na Católica Porto Business School (CPBS) da Universidade Católica Portuguesa no Porto, onde leciona Macroeconomia e Geopolítica e onde, entre outras, já lecionou Matemática, Econometria e Estatística. Entre 2021 e 2022 foi vice-comissária da participação Portuguesa na Expo 2020 Dubai. Doutorada em Economia, tem interesses de investigação em Economia Política e Economia Pública com comunicações em diversas conferências internacionais. Até setembro de 2013 foi diretora do mestrado em business economics e de 2013 a 2020 assumiu a função de diretora adjunta para os programas de mestrado e de gestão do corpo docente da CPBS. É, desde 2015 membro do conselho científico e estratégico do Instituto de Políticas Públicas. Fez parte, entre 2015 e 2020, do conselho de administração da EDPR e entre 2017 e 2020 foi membro da comissão de auditoria e de partes relacionadas desta mesma instituição. Em 2020 foi presidente do conselho fiscal do Unilabs Portugal. Em 2015, fez parte do grupo de trabalho que preparou o contexto Macroeconómico para o Partido Socialista e em 2019 coordenou o grupo de trabalho que desenvolveu o estudo sobre os Benefícios Fiscais em Portugal.

Recorde a entrevista de Francisca Guedes de Oliveira, publicada em abril de 2022.  

21-09-2022

Panorama #22 apresenta exposições, sessões de cinema e concertos

Durante os dias 16 e 17 de setembro, as alunas e os alunos da Escola das Artes tiveram a oportunidade de apresentar seus projetos artísticos à comunidade em mais uma edição do Panorama #22

Na abertura do evento, Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes, ressaltou que o Panorama #22 não celebra unicamente o percurso que os finalistas fizeram na Escola das Artes, mas projeta-os no futuro. "O que une todas e todos é a forma como cada um dos projectos finais expressam a diversidade, a liberdade e a permanente experimentação artísticas, que são valores axiais do projeto pedagógico e cultural da EA.", destacou.

Ao todo, foram exibidos 19 filmes, entre animações, documentários, documentários experimentais e ficções. O piso -1 da garagem reuniu 28 projetos expositivos desenvolvidos em licenciaturas e mestrados. O Panorama #22 também contou com três concertos e dois DJ set.

Durante o evento, foi lançado o Anuário 21/22, publicação que celebra as alunas e os alunos finalistas e seus projetos artísticos. +info
 

 

 

Fotografias de Rita Queiroz

21-09-2022

Câmara Municipal de Matosinhos integra INSURE hub, uma iniciativa da Católica

A Câmara Municipal de Matosinhos é o membro mais recente do INSURE.hub - Innovation in Sustainability and Regeneration Hub, uma iniciativa da Universidade Católica Portuguesa no Porto e da Planetiers New Generation, que visa o desenvolvimento de atividades conjuntas para a promoção do conhecimento, da inovação e do empreendedorismo sustentável. A assinatura do memorando de entendimento decorreu no dia 15 de setembro.

Quase um ano depois de ter sido criado, o INSURE.hub conta com cerca de 40 entidades que acreditam na iniciativa que se traduz num espaço de inovação e gestão, numa perspetiva circular,” explica Isabel Braga da Cruz, presidente da Universidade Católica no Porto.

Através da assinatura deste memorando, as instituições envolvidas comprometem-se a trabalhar em conjunto nas temáticas da sustentabilidade e regeneração, contribuindo cada uma e com os restantes parceiros do INSURE.Hub.

Lançado em outubro de 2021, num evento público, o INSURE.hub está já a cumprir o seu grande objetivo: criar um ecossistema vibrante, nacional e internacional, de conhecimento transdisciplinar de âmbito circular, sustentável e regenerativo. São já mais de 40 as entidades que se associaram a esta iniciativa que resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation, em conjunto com organizações nacionais e internacionais que se constituem como líderes de pensamento e agentes de transformação para a Sustentabilidade e a Regeneração.

 

As entidades parceiras:

   

 

 

 

21-09-2022

Universidade Católica no Porto adere ao Pacto do Porto para o Clima

Promovido pela Câmara Municipal do Porto (CMP), o Pacto do Porto para o Clima, concebido com a finalidade de defender o sistema climático global, conta com a Universidade Católica Portuguesa no Porto como subscritora.

Este pacto procura promover a importância da ação coletiva em torno da estabilidade do sistema climático global que se encontra em risco devido à elevada concentração de Gases com Efeito de Estufa (GEE) na atmosfera. Urge um alívio destas emissões para evitar consequências imprevisíveis ao nível dos sistemas natural, económico e social.

O município considera que o caminho rumo à neutralidade carbónica no Porto “é exigente e convoca uma ação coletiva para benefícios coletivos” e que “só poderá ser atingida com ações concretas levadas a cabo por todos os atores.”

A adesão da Católica no Porto a este pacto reflete o compromisso assumido com a promoção do desenvolvimento sustentável e com a proteção da Casa Comum. Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, afirma que a “sustentabilidade está no centro dos objetivos estratégicos da Católica” e que é com “convicção e empenho que a universidade adere a este pacto pelo clima, na certeza de que será uma peça importante neste caminho de sustentabilidade na Cidade do Porto. Estamos fortemente comprometidos com os propósitos do Pacto do Porto para o Clima. Queremos aportar valor científico e de gestão aos nossos parceiros, à nossa cidade.

Através da associação a este pacto, a Católica assume a responsabilidade de estabelecer e partilhar metas e ações concretas; envolver redes de atores no processo de redução de emissões de GEE do Porto; colaborar com o governo local e nacional para definir um contexto favorável para a descarbonização; monitorizar e comunicar o programa e os impactos das medidas implementadas na redução das emissões de GEE; divulgar o progresso conseguido no cumprimento das metas e ações desenvolvidas.

A cerimónia de adesão oficial ao Pacto do Porto para o Clima decorreu a 16 de setembro, na Casa do Roseiral, nos jardins do Palácio de Cristal. O evento contou com a presença de Rui Moreira, presidente da CMP, de Duarte Cordeiro, ministro do Ambiente e da Ação Climática, e de muitas empresas e instituições da região que aderiram ao pacto. A Católica no Porto, enquanto subscritora, esteve representada por João Pinto, vice-presidente da instituição.

21-09-2022

Nova pós-graduação em Inovação Alimentar e Recursos Marinhos na Católica no Porto oferece 10 Bolsas de Estudo

Inovação alimentar, sustentabilidade, economia azul e valorização de recursos: são estes alguns dos temas centrais da Pós-Graduação em Design Circular e Sustentável da Água – Ramo Inovação Alimentar que foi desenvolvida pela Blue Design Alliance (BDA) e que é da responsabilidade da Escola Superior de Biotecnologia (ESB).

Financiada pelos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência, a formação está com candidaturas abertas e tem 10 bolsas de estudo para atribuir no valor de 2966 euro/cada. Ana Maria Gomes, coordenadora científica da pós-graduação no ramo alimentar, afirma que “se pretende que os estudantes desenvolvam diferentes competências que lhes garantam um conhecimento científico e tecnológico cada vez mais qualificado e fundamentado”.

O programa visa atuar como suporte à especialização dos profissionais envolvidos, direta ou indiretamente, na Inovação Alimentar incluindo o desenvolvimento de Novos Produtos e Processos e a Distribuição e a Gestão. Pretende-se contribuir para a consolidação e melhoria de exercício das empresas da cadeia de valor do sector alimentar, associado à exploração dos recursos marinhos e fluviais.

Ana Maria Gomes explica, também, que se pretende “proporcionar uma formação sólida, integrada e atualizada em diferentes áreas estratégicas como o marketing, gestão de inovação, ingredientes emergentes, logística da cadeia alimentar e sustentabilidade.”

A ESB é parceira fundadora da Blue Design Alliance, que desenvolveu esta pós-graduação com 45 ECTS e que está estruturada em torno de 4 macro áreas: Design, Marketing & Gestão de Recursos Hídricos; Cultura e Literacia da Água; Logística, Transporte Marítimo & Construção Naval e Saúde & Bem-estar: Turismo, Desporto & Biotecnologia. Respetivamente cada área é da da responsabilidade de instituições de ensino superior parceiras da BDA: Escola Superior de Artes e Design, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Instituto Politécnico de Bragança e Escola Superior de Biotecnologia, e abrangendo sub-áreas de formação específicas.

O plano de estudos distribui‐se por 12 unidades curriculares e um projeto final. Cada unidade curricular poderá incluir uma componente teórica, teórico-prática, visitas, seminários ou estudos de caso. O projeto final contribui para a consolidação e aplicação dos conhecimentos adquiridos, enquanto proporciona aos participantes a oportunidade de integrar os diversos conceitos e de os transferir para uma situação real. O diploma da pós-graduação é atribuído em conjunto pelas quatro instituições que integram a BDA.

20-09-2022

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