Decorreu no dia 3 de novembro uma masterclass com o Maestro Michele Varriale, promovida pela Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri. Os alunos dos cursos de Som e Imagem e Mestrado em Ensino de Música participaram nesta sessão dedicada à análise de cenas de clássicos do cinema, para avaliar qual o papel da música e a relação com as imagens.
Cerca de 600 pessoas estiveram presentes no evento de homenagem a Julião Sarmento, organizado pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, que ficou marcado pelo lançamento do livro “Julião Sarmento – The Complete Film Works”, no Lux Frágil em Lisboa, em parceria com a Sistema Solar - Documenta e a Associação Julião Sarmento.
No dia de aniversário de Julião Sarmento, 4 de novembro, o Lux Frágil transformou-se numa muito especial sala de exposições para, durante uma noite, receber as obras em imagem em movimento de Julião Sarmento. Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no seu discurso de apresentação do livro lembrou que "a maneira como Julião Sarmento sempre quis experimentar coisas novas, conhecer novos artistas, desenvolver novos projetos. Tinha sempre alguma ideia inesperada para contar e em que nos queria envolver."
Sobre a festa de homenagem, Nuno Crespo "agradece a forma tão generosa e entusiasta como tantos amigos, artistas, curadores, críticos e colecionadores se juntaram para celebrar a obra de um dos artistas mais singulares e notáveis da história da arte portuguesa."
O novo livro dedicado a Julião Sarmento, editado por Nuno Crespo e desenhado por Pedro Falcão, reúne todas as 51 obras em imagem em movimento que Julião Sarmento produziu ao longo da sua carreira e é editado pelo Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e pela Documenta – Sistema Solar, com textos inéditos de Delfim Sardo, administrador do CCB com o pelouro da programação, Kerry Brougher, diretor fundador da Academy Museum of Motion Pictures em Los Angeles, e Chrissie Iles, curadora do Whitney Museum of American Art, de Nova Iorque. O livro conta ainda com um portefólio fotográfico de Carlos Lobo e uma entrevista de Nuno Crespo e João Pedro Amorim com o artista sobre o seu trabalho em imagem em movimento.
Este livro resulta de uma colaboração com Julião Sarmento iniciada em 2017 com a exposição “Julião Sarmento. Film Works”.
Gunter Pauli, autor do livro Blue Economy e considerado o “pai” da Economia Circular, foi o convidado da Conferência de Encerramento das comemorações do 30º aniversário, que decorreu a 28 de outubro, no Auditório Carvalho Guerra da Católica no Porto, tendo tido, igualmente, transmissão online. Uma sessão que pretendeu celebrar as realizações e as conquistas do CBQF, bem como lançar e desafiar a agenda para o futuro.
Isabel Braga da Cruz, presidente da Católica no Porto, começou por “agradecer a todos os que durante 30 anos acreditaram no potencial do CBQF e contribuíram para o seu reconhecimento nacional e internacional.” A presidente lembrou, também, que “a classificação de excelência, a mais alta distinção atribuída pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, atesta esta qualidade e reconhece uma comunidade empenhada na inovação e na excelência. Toda a comunidade da Católica no Porto se orgulha do CBQF.”
Seguiu-se uma apresentação de Manuela Pintado, diretora do CBQF, sobre aquele que tem sido o percurso do centro de investigação. Manuela Pintado lembrou que o CBQF é “internacionalmente reconhecido nas áreas da biotecnologia, alimentação, ambiente e saúde”, que “é um interveniente ativo na definição de políticas e prioridades de investigação” e que “cria valor com impacto para a economia circular”.
“Capacitando a ciência a criar alto valor através de soluções circulares” foi o título da apresentação central desta conferência, proferida por Gunter Pauli, que começou por felicitar “o trabalho do CBQF e de toda a sua equipa”, bem como todo “o trabalho que ainda têm pela frente”.
Gunter Pauli inspirou a missão do CBQF, referindo que “verdade”, “honestidade”, “transparência” e “capacidade de perdão” são os ingredientes essenciais “que devem ser traduzidos em iniciativas capazes de transformar o mundo”.
A sessão de encerramento contou ainda com a intervenção de João Rocha, Coordenador do Comité Executivo do Conselho dos Laboratórios Associados.
Com esta conferência, o Centro de Biotecnologia e Química Fina encerrou o ciclo de comemorações que começou a 24 de novembro de 2020, Dia Mundial da Ciência e Dia Nacional da Cultura Científica. A escolha simbólica desta data procurou marcar o começo de um novo ciclo para o Centro de Investigação e Laboratório Associado.
Chegado ao fim deste ciclo de comemorações, resta a certeza de que a missão de produzir conhecimentos inovadores e relevantes em biotecnologia continua! O CBQF manter-se-á focado em ser um centro de investigação de referência nacional e internacional especializado na criação de conhecimentos transferíveis para a indústria e para a sociedade, cumprindo objetivos circulares de bioeconomia.
Já pode carregar o seu veículo elétrico nos campi de Lisboa e Porto, através de uma parceria estabelecida com a Mota-Engil Renewing.
Para tal, foram instalados dois postos de carregamento elétricos em cada localização, integrados na rede de abastecimento de mobilidade elétrica nacional (MOBI.E). Estes postos permitem o carregamento de quatro carros em simultâneo.
Em Lisboa, pode encontrar estes postos no Parque Exterior Sul, junto à entrada, logo após as cancelas de acesso ao parque.
Já no Porto, os postos encontram-se disponíveis nos seguintes locais:
Um posto de carregamento para dois automóveis no Parque dos Docentes;
Um posto de carregamento para dois automóveis no Piso 1 do Parque Subterrâneo – Restauro.
O carregamento deve ser realizado como habitualmente. A tarifa concedida pela Mota-Engil Renewing à UCP é competitiva no contexto do mercado elétrico nacional e da MOBI.E. Este tarifário encontra-se disponível em cada posto e varia em função do tempo de carregamento: mais tempo a carregar significa um valor final mais elevado. Deve manter o seu carro no posto apenas durante o tempo estritamente necessário, dando a possibilidade de carregamento de outros veículos.
Todas as questões relacionadas com o carregamento elétrico, poderão ser esclarecidas através do número 800 020 940, um call center disponível durante 24 horas/dia.
Esta iniciativa, enquadrada no âmbito da estratégia de sustentabilidade da Universidade Católica Portuguesa (CASUS – Católica para a Sustentabilidade), resulta de uma parceria com a Mota-Engil Renewing.
A APOM, Associação Portuguesa de Museologia, distinguiu hoje o Centro de Conservação e Restauro da Escola das Artes da UCP com o prémio “Instituição”.
A Associação Portuguesa de Museologia (APOM), designada abreviadamente por APOM, com sede em Lisboa, tem por finalidade: Agrupar os profissionais de museologia ou instituições equiparadas a museus segundo os critérios estabelecidos pelo ICOM, no seu Estatuto; Promover o conhecimento da Museologia e dos domínios científicos e técnicos que a enformam, nomeadamente através de reuniões e visitas de estudo, conferências, exposições e publicações; Realçar a importância do papel desempenhado pelos museus e pela profissão museológica em cada comunidade e entre povos e culturas.
As visões e a participação das crianças e dos jovens são essenciais para a melhoria das escolas e da educação (Amorim & Azevedo, 2018). O que podemos chamar movimento student voice apresenta-se sob modelos muito diversos acerca do que é que se entende por ter voz e por participação das crianças e dos jovens. Escutar a sua voz, em contexto escolar, não é, pois, questão de simples enunciação, uma vez que o protagonismo que os alunos assumem remete para modelos de educação (cívica) radicalmente diferentes (Susinos & Ceballos, 2012). Vejamos: qual é objeto da participação (do âmbito curricular ao da representação nas estruturas da escola), em que territórios se desenvolve (aula, escola, aprendizagem-serviço, participação sociocomunitária), como se concretiza a participação e de que formas se reveste, com que padrões se apresenta, o que é que a participação permite expressar e o que é que silencia, quem participa e quem permanece calado ou relegado, com que autonomia e com que liberdade é que participam os alunos? Como é que a participação chega à sala de aula e às estratégias de ensino e aprendizagem (Vattoy & Gamlem, 2019)? Os modelos didáticos estão a ser alterados (Cabral & Alves, 2016)?
De facto, a participação dos alunos pode ocorrer num contexto mais ou menos marginal das instituições escolares, como práticas intermitentes, condescendentes e ineficazes (Fielding, 2012, p.45), como forma de ouvir a voz dos que têm sempre voz, ou, de outro modo, como decisões profundas e amplas em ordem ao desenvolvimento das escolas como instituições hospitaleiras, democráticas e justas, nas quais adultos e jovens vivem e aprendem a democracia juntos (ibidem, p.47), com proximidade e respeito mútuo, como se estivéssemos a ouvir o bater do coração da ação educativa.
Há algo que parece ser hoje cada vez mais evidenciado: aprende-se imenso com e dos alunos, essas “testemunhas peritas” das suas próprias experiências de escolarização (Lodge, 2005, p. 129).
Este número da RPIE volta, assim, a este importante núcleo problemático da educação, uma vez que o caminho percorrido é ainda muito curto face ao que será preciso percorrer. Queremos conhecer novas pesquisas sobre novas práticas, sobre novos modos de participação dos alunos nas escolas, sobre novos modos de direção e gestão das escolas, desde a sala de aula à organização escolar, assim como novos contributos teóricos para pensar esta mesma problemática, em ordem a uma escola sempre mais democrática e justa.
Referências
Amorim, J. & Azevedo, J. (2017). Lições dos alunos: o futuro da educação antecipado por vozes de crianças e jovens. Revista Portuguesa de Investigação Educacional, 17, 61-97. https://doi.org/10.34632/investigacaoeducacional.2017.3434
Fielding, M. (2012). Beyond student voice: patterns of partenership and the demands of deep democracy. Revista de Educación, 359, 45-65.
Lodge, C. (2005). From hearing voices to engaging dialogue: problematising student participation in school improvement. Journal of Educational Change, 6, 125-146. https://doi.org/10.1007/s10833-005-1299-3
Susinos T. & Cebollos N. (2012). Voz del alumnado y presencia participativa em la vida escolar. Apuntes para uma cartografia de la voz del alumnado em la mejora educativa. Revista de Educación, 359, 24-44. https://doi.org/10.4438/1988-592X-RE-2012-359-194
Vattoy, K-D. & Gamlem, S. (2019). Teachers’ regard for adolescent perspectives in feedback dialogues with students in lower-secondary schools. Nordisk tidsskrift for utdanning og praksis, 13[2], 39–55. https://doi.org/10.23865/up.v13.1970
O Papa Francisco exortou as instituições católicas educativas para que “neste momento particularmente duro de pandemia, fomentem as relações e a colaboração”, criando desta forma “uma cultura de diálogo que possa trazer respostas aos profundos anseios da nossa sociedade, acabando com os individualismos, o sectarismo e a rejeição que a atormentam”, numa mensagem lida esta tarde na abertura do II Simpósio Global Uniservitate, organizado em parceria com a Universidade Católica Portuguesa.
Na comunicação lida pelo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. José Ornelas, o Papa fez ainda um apelo às universidades católicas para que promovam projetos que “à sua conclusão não se mantenham no nível puramente académico, mas sim formando as cabeças, o coração e as mãos dos seus formandos na solidariedade e na fraternidade”.
A abertura do II Simpósio Global Uniservitate, para a promoção da educação Aprendizagem-Serviço, organizado entre 28 e 29 de outubro, pela UCP e a Uniservitate, contou também com uma mensagem do Secretário-Geral da ONU.
António Guterres salientou que “o mundo em que vivemos enfrenta enormes ameaças num contexto de agudas divisões e depara-se com uma multiplicidade de crises”, dando como exemplo “a pandemia da Covid-19, a crise climática, conflitos e tensões geopolíticas, uma onda de desconfiança e desinformação, ameaças aos Direitos Humanos sob fogo, a Ciência sob ataque”.
“Agora, mais do que nunca, precisamos de superar as divisões, reduzir o sofrimento humano, restaurar a confiança e inspirar esperança. A educação de qualidade está no centro da resposta a estes desafios. As universidades, em particular, são chamadas a desempenhar um papel central na busca de soluções e na promoção da Agenda 2030”, acrescentou António Guterres.
Lembrando os “desafios à escala global,” o responsável português referiu que “são, pois, de enorme valia as parcerias estabelecidas a partir de organismos da sociedade civil e, em particular, do meio universitário, visando a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com vista à redução de desigualdades e à promoção da dignidade e da esperança para toda a Humanidade”.
Educação integral ligada à sociedade
Já Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, salientou que “num tempo de explosão de novos e contraditórios protagonistas, esta convocação significa reclamar o direito a fazer diferente, significa encontrar uma proposta de valor que não decorra da reação às tendências ou às necessidades de curto prazo, mas que antecipe as grandes mudanças societais e não deixe ninguém para trás.”
“Uma educação que forme os protagonistas do futuro deve também incentivar ao risco, porque educar e aprender é inexoravelmente um ato arriscado”, acrescentou a Reitora da UCP, numa referência ao Papa Francisco.
“Aqui na Universidade Católica Portuguesa, estamos empenhados numa transformação curricular desenvolvida com o apoio da PORTICUS para implementar a aprendizagem de serviço em toda a universidade”, acrescentou Isabel Capeloa Gil referindo-se ao Projeto CApS – Universidade Católica e Aprendizagem-Serviço: Inovação e Responsabilidade Social.
Na sessão de abertura do encontro, sob o lema "Aprendizagem-Serviço, educação integral e espiritualidade transformadora”, o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, lembrou que “foi para servir as comunidades que as universidades surgiram. Com intenção prática para todos”.
O Magno Chanceler da UCP pediu “um ensino ligado à sociedade e às suas necessidades, tanto nacional como internacionalmente”, lembrando a “complexidade dos temas que as universidades tratam, como o clima, os refugiados, os direitos fundamentais ou a capacitação de organizações internacionais, que exigem uma maior ligação entre o ensino e a sociedade”.
Também presente neste primeiro dia de trabalhos, D. José Ornelas, Bispo de Setúbal e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, realçou o papel das universidades “para a promoção do diálogo cultural”.
Este evento, que conta com mais de 1000 inscritos, inclui múltiplas atividades em formato virtual, com painéis temáticos com especialistas, líderes, estudantes e participantes de todo o mundo.
Mais de 30 universidades e instituições de ensino pertencentes a mais de 25 países dos cinco continentes terão, durante o encontro, a oportunidade de apresentar alguns dos seus trabalhos na área da aprendizagem e serviço.