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Novidades

Exposição de Igor Jesus na EA mostra iconografia do invisível


 
“Banho Maria” é o nome da mais recente exposição do artista português Igor Jesus, que conta com curadoria de Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes. A exposição que pretende mostrar ao público uma espécie de iconografia do invisível ou uma “destilaria de imagens” estará patente na sala de exposições da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto a partir do dia 17 de fevereiro.

O termo “Banho-maria” serve para descrever procedimentos que vão desde a química, processos industriais, farmácia, cosmética até à culinária.  Independentemente do âmbito da sua aplicação, banho-maria designa o processo de aquecer lentamente uma substância líquida ou sólida que está dentro de um recipiente e que é colocado dentro do interior de outro fechado onde se liberta vapor de água. O vapor que aumenta a temperatura das diferentes substâncias com a especificidade de ser um processo muito preciso e exigente do ponto de vista do controlo dos diferentes elementos manipulados foi precisamente o que levou à inspiração do nome para esta exposição.
 
Para o artista português Igor Jesus “não interessa entrar no campo da alquimia, mas sim captar a possibilidade de transformação alquímica, surpreendente e muito radical”. Essa mesma transformação serve como metáfora para se aproximar de um processo muito elaborado de relacionar e transformar imagens em sons, em escultura e em espaço.
 
O curador Nuno Crespo explica que “a exposição Banho Maria permitirá uma experiência imersiva que pretende levar o público para zonas de experiência em que todas as forças humanas são ativadas - sensibilidade, imaginação, entendimento e razão para fazer justiça a Kant e à matriz descritiva das forças que compõem a inteligência humana”.
 
Nesta exposição, o artista apropria-se do livro de imagens de H. Baraduc com o título: The human soul. Its movements, its lights and the iconography of the fluidic invisible (1896). Isto porque Igor Jesus se apresenta como alguém dedicado a identificar o que acontece nas zonas habitualmente inacessíveis ao olhar humano e onde só chegamos através de certos dispositivos como, por exemplo, uma câmara fotográfica.


Exposição
Banho Maria
Igor Jesus
17 FEV – 14 ABR 2022
Abertura: 17 de fevereiro · 19H30

 

 

01-02-2022

Universidade Católica lança Plano para a Igualdade de Género

O Plano para a Igualdade de Género reforça o compromisso da UCP com a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens.

Elaborado com base num diagnóstico relativo ao desempenho da UCP em matéria de igualdade de género, o plano visa incrementar a consciencialização e implementação do tema entre o corpo docente e de investigadores, os estudantes, os alumni e os colaboradores.

O plano foca-se em seis áreas: Cultura Institucional de Igualdade de Género; Equilíbrio de Género nas Lideranças e Órgãos de Governo; Igualdade de Género no Recrutamento e Progressão; Reconhecimento da Dimensão de Género na Investigação e Ensino; Equilíbrio de Género na Conciliação entre Vida Profissional, Familiar e Pessoal; e Promoção de uma Cultura de Inclusão e de Cuidado; com um total de 20 objetivos estabelecidos.

Conforme se pode ler neste documento, é de destacar que “na UCP, a promoção da representação de mulheres em cargos de liderança tem ocorrido de forma destacada e evidente. Contando com duas Reitoras na sua história, apresenta em 2022 a mais paritária equipa de gestão das universidades portuguesas, com 45% de representação feminina. Todavia, uma política de igualdade implica a adoção de mecanismos de avaliação e análise, a promoção de princípios e normas regulamentares de fomento da paridade, a formação e educação para uma cultura do reconhecimento e da igualdade entre mulheres e homens, e o mainstreaming da igualdade de género nas atividades de investigação e ensino”.

 

Consulte aqui o Plano para a Igualdade de Género da UCP »»

01-02-2022

Research Grant - Project RE-EAT ROCHA PEAR

27-01-2022

Pedro Melo: “Quem não escolhe pela essência nunca conseguirá ser feliz.”

Enfermeiro, docente do Instituto de Ciências da Saúde da Católica no Porto, ator, locutor, apresentador e escritor. Um profissional de mão cheia, literalmente. Nasceu em Lisboa, viveu no Seixal, mas o Porto é a sua casa. Aos 41 anos e inquieto por natureza, acredita que “nada é coincidência” quando somos levados por “escolhas inspiradas na nossa essência”. Onde é que o poderemos encontrar? No campus da Católica ou num fim de tarde pela Ribeira do Porto. Nesta entrevista, Pedro Melo fala-nos do seu percurso, do seu interesse pela área da saúde comunitária e daquilo que o move e que o faz querer estar sempre a criar.

 

O que é que um ator e um enfermeiro têm em comum?

É uma excelente pergunta porque, realmente, têm muito em comum.  A primeira coisa que têm em comum é a necessidade de conhecer muito bem as pessoas. Para um ator poder levar para a personagem o melhor de si tem de conhecer a essência das emoções, dos sentimentos, a forma como o corpo transmite essas emoções e com o enfermeiro é igual. Temos de usar o mesmo conhecimento das pessoas para interagir com elas e para as ajudar.  

Podemos dizer que são duas áreas diferentes que têm um mesmo objetivo?

Sim, com o mesmo propósito. No limite é procurar o amor, não é? Quer como enfermeiro, quer como ator, o que nós procuramos é ir ao mais profundo do ser humano e isso talvez seja a grande missão das duas áreas.

 

Queria ser ator, mas acabou por equacionar, também, a área da saúde ….

Desde o Ensino Básico que a minha professora dizia que eu ia ser alguém ligado à comunicação. Quando aprendi a ler e a escrever comecei logo a escrever histórias e quando havia festas de família eu era sempre o bobo da corte. Mais tarde, por via de algumas complicações de saúde da minha mãe, comecei a pensar que talvez, também, fosse boa ideia seguir uma área onde pudesse ajudar pessoas que estivessem doentes. Durante muitos anos vivi confuso.

 

O que é que aconteceu quando se aproximou o momento de decidir que caminho ia seguir?

Com 17 anos fui fazer um casting para uma série da RTP que se chamava “Riscos”, costumo dizer que foram os primeiros Morangos com Açúcar. Acabei por ficar com um papel e quando soube da notícia foi um dos momentos mais fantásticos que já vivi. Claro que depois lembrei-me que tinha de contar à minha família e aí ficou um sabor um bocadinho mais amargo. A verdade é que, paralelamente a isto, acabei por concorrer a Enfermagem e estava pronto para conciliar o curso com as gravações. Por lapso, foi um erro do universo, estou certo, em vez de concorrer para as Escolas de Enfermagem de Lisboa e de Faro, que era onde iam decorrer as gravações da série, selecionei o Porto. Eu já me estava a candidatar à segunda fase, porque na primeira fase tinha estado ocupado com os castings. Eu soube numa sexta-feira que na segunda-feira seguinte tinha que estar no Porto para começar as aulas. Foi o fim de semana mais difícil da minha vida. E já se percebeu qual foi a minha decisão porque estou aqui hoje, não é? Mas depois percebi que podia continuar a fazer formação na área da representação e, hoje, também trabalho numa companhia de teatro. No fundo, acabo por conciliar as minhas duas paixões.

 

“Apaixonei-me pela Católica e já nunca mais saí.”

 

Vem para a Católica no Porto quando decide fazer o seu doutoramento …

Na altura fui pesquisar sobre onde é que eu podia realmente aprofundar a investigação na área da Enfermagem e a Católica acabou por ser a minha escolha. Apaixonei-me e já nunca mais saí.

 

A Enfermagem da Católica no Porto aparece entre as melhores a nível mundial, segundo o U-Multirank 2021. O que é que o ICS-Porto faz de diferente?

Temos muitas coisas diferentes que nos deixam muito orgulhosos. A primeira é a proximidade com os estudantes. Nós conhecemos, realmente, cada estudante. Cada um tem um nome, uma história e objetivos específicos. Nós professores acompanhamos cada estudante de uma forma muito personalizada e isso faz a diferença na forma como ele constrói a sua aprendizagem e o seu processo. Para além disto, o ICS tem os três ciclos de estudo: licenciatura, mestrado e doutoramento. Os nossos estudantes podem fazer aqui um caminho muito consistente. Por fim, temos um dos melhores centros de investigação em enfermagem do país, o que nos permite aplicar a nossa investigação no ensino. A distinção do U-Multirank não nos surpreende, porque trabalhamos muito para esse resultado, mas deixa-nos profundamente orgulhosos.

 

Como é que se ensina essa proximidade aos estudantes?

Transmite-se pelo exemplo. Os nossos alunos veem a forma como nós somos e como estamos com eles. Tentamos influenciar positivamente pelo exemplo. É o tal sentido de comunidade que tentamos transmitir. Quando dentro da comunidade há um perfil e um padrão, as pessoas acabam por se influenciar e por se deixar contagiar. Este contágio pelo exemplo acaba por ser a melhor forma de ensinar a proximidade.

 

“Em tudo aquilo que faço a minha missão é, através da comunicação, dar poder às pessoas para que consigam tomar decisões em vários níveis.”

 

No seu percurso dar aulas foi um feliz acaso?

Foi, talvez, um acaso, mas diria que não uma coincidência. Como fui sempre ligado à comunicação, dar aulas é uma forma de comunicar. Acabo por dizer que de alguma forma estou sempre ligado a um palco, seja a um palco de um anfiteatro para dar uma aula, seja no teatro, seja no programa de rádio onde sou locutor. Em tudo aquilo que faço a minha missão é, através da comunicação, dar poder às pessoas para que consigam tomar decisões em vários níveis.

 

Enquanto professor, para além dos domínios técnicos, o que é que tenta transmitir essencialmente aos seus estudantes?

Eu tento acima de tudo demonstrar-lhes o poder que têm as palavras e que tudo é intencionalmente resultado de uma opção. Nós podemos escolher usar palavras que destroem ou palavras que constroem e acho que as pessoas têm pouca consciência disso. Julgo que, desde a infância mais precoce, devíamos estimular mais as crianças a ler e a perceber o impacto que as palavras têm. Na profissão de Enfermagem e nas relações humanas a comunicação é a ferramenta mais importante.

 

“Este ano usei uma música dos Amor Electro que se chama “Procura por mim” e que fala especificamente da necessidade de procurarmos por nós. Temos de nos encontrar.”

 

Como é que se desafia as novas gerações a serem mais inquietas e menos conformadas?

Eu nas aulas de Criatividade e Inovação desafio os meus alunos a pensarem diferente. Costumo fazer um exercício logo na primeira aula que consiste em desligar os telemóveis para que se concentrem totalmente e de olhos fechados na música que vão ouvir. Este ano usei uma música dos Amor Electro que se chama “Procura por mim” e que fala especificamente da necessidade de procurarmos por nós. Temos de nos encontrar. Eu sinto que as pessoas se estão a perder de si próprias, cada vez com menos pensamento próprio, com pouca autonomia, com pouca capacidade de discernimento e sem sentido de comunidade. Enquanto professor, tenho o desafio de contribuir neste sentido para a transformação dos meus alunos.

 

O voluntariado também pode ter um papel fundamental nessa transformação …

Sim, e é uma componente importantíssima que tem também múltiplas facetas. O voluntariado não tem sempre de estar associado ao trabalho social com pessoas carenciadas. Por exemplo, para além do voluntariado que faço com os sem-abrigo da cidade, através do projeto Ronda da Caridade, também trabalho como voluntário enquanto locutor na Rádio Metropolitana do Porto, com o programa Saúd’Arte, e enquanto apresentador do programa “Saúde em Direto”, na Agência de Informação Norte. Aqui está um exemplo de como também podemos ser voluntários no exercício da cidadania. A sociedade está muito distraída e é essencial que se incuta o desejo de ajudar desde pequenos. O meu filho tem agora 14 anos e sinto que começa a sentir-se curioso e provocado em, também, começar a ajudar. Talvez porque acompanhe de perto aquilo que faço. Uma vez mais, o exemplo é a melhor forma de ensinar.

 

“Dentro da saúde pública e da saúde comunitária a área que me interessa é a do empoderamento comunitário.”

 

Uma das suas subáreas de investigação é a Saúde Comunitária. Este assunto desperta em si tanto interesse porquê?

Mais uma vez, é a forma como a comunicação influencia as pessoas em massa a tomarem decisões. A questão da pandemia foi um bom exemplo da forma como é tão importante comunicar adequadamente para que as pessoas adiram às medidas de proteção. Dentro da saúde pública e da saúde comunitária a área que me interessa é a do empoderamento comunitário. Tem tudo a ver com estratégias de marketing e de comunicação para que se promova a adesão das pessoas a comportamentos saudáveis.

 

Os enfermeiros foram sempre muito falados durante estes tempos de pandemia. Acha que a sua missão sai reforçada e valorizada?

Não tenho nenhum problema em afirmar que foram os enfermeiros que ajudaram a salvar a nossa economia, porque esta, também, só se aguenta devido à taxa de vacinação que hoje temos. Foram muitos os colegas que trabalharam horas seguidas, todos os dias, sem parar. Falamos muito da atual vacina, mas não nos podemos esquecer que o programa de vacinação em Portugal é o melhor do mundo desde os anos 60 e os enfermeiros sempre estiveram lá para dar resposta.

Veio para o Porto quando veio estudar Enfermagem. Como é que foi mudar-se sozinho para uma nova cidade?

Foi muito difícil, porque foi a primeira vez que estive realmente longe da família toda e totalmente sozinho, mas eu diria que foi o grande momento em que eu cresci e em que me tornei eu próprio. Para além disso, o Porto é uma cidade tão apaixonante que nos acolhe de uma forma tão profunda que eu nunca mais consegui sair daqui. O Porto é a minha casa.

 

Qual é o lugar mais especial da cidade para si?

O Porto é uma cidade cheia de lugares especiais, mas eu sou completamente obcecado pelos jardins do Palácio de Cristal, é um espaço mágico que nos permite ter uma visão diferente da cidade, porque nos permite olhar sobre o rio. Também gosto muito da zona da Ribeira, não da zona mais comercial, mas daqueles espaços mais escondidos, onde se misturam as sombras. O fim de tarde nessa zona com aqueles candeeiros laranja e com aquelas sombras é maravilhoso.

 

“A vida vai-nos levando pelas escolhas que vamos fazendo inspirados pela nossa essência.”

 

Se em adolescente lhe tivessem dito que aos 41 anos iria ser enfermeiro, professor, ator, locutor, escritor … teria acreditado?

Se calhar não teria acreditado que seria tudo ao mesmo tempo, mas teria acreditado que iria fazer caminho para o ser. Não concretamente a parte do ser Enfermeiro, porque acabou por surgir e por ser uma grande descoberta, mas, sem dúvida, que teria esta ligação à área da comunicação. Acredito que nada é coincidência. A vida vai-nos levando pelas escolhas que vamos fazendo inspirados pela nossa essência. Quem não escolhe pela essência nunca conseguirá ser feliz.

 

Se pudesse recomendar uma peça de teatro, qual escolheria?

Há várias peças fantásticas, mas eu agora diria que era interessantíssimo acompanharem tudo o que está a ser feito no Teatro D. Maria II. Houve uma atualização na direção do teatro que está empenhada em transformar o teatro para o tornar mais democrático, tanto é que agora estão a promover peças em vários pontos do país. Aqui no Porto, também, temos o Teatro Sá da Bandeira, que é um espaço que eu adoro e que tem peças maravilhosas e muito acessíveis. As pessoas ainda acham que frequentar cultura fica muito caro, mas não. Se tivesse de escolher uma peça de teatro específica, talvez recomendasse a “As Árvores Morrem de Pé”. Esta peça foi a última do nosso teatro, mas estará com certeza em algum ponto do país. Recomendo vivamente porque nos faz perceber, realmente, a essência dos seres humanos.

27-01-2022

Centro de Investigação da Escola das Artes coordena projeto multidisciplinar que promove a Ação Climática

Promover ações que visam reforçar a consciência dos cidadãos para o problema da Mudança Climática é o principal objetivo do HAC4CG - Heritage, Art, Creation for Climate change. Living the city: catalyzing spaces for learning, creation and action towards climate change!, um projeto coordenado pelo Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Escola das Artes da Católica no Porto.

O projeto surgiu de um desafio para a construção de projetos interdisciplinares lançado pela Católica no Porto às suas Unidades de Investigação e é financiado pela CCDR-N, através do Programa Norte 2020, “Projetos Estruturados De I&D&I” - Horizonte Europa. Teve início em maio de 2021 e termina a 30 de abril de 2023.

Alinhado com o Green Deal e dando resposta ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Ação Climática, o HAC4CG enquadra-se na resposta à missão do Horizonte Europa Alterações Climáticas incluindo as Transformações Societais estando focado na cidade do Porto como caso de estudo local para uma abordagem a um problema global.

Monitorizar o património para a biodeterioração e avaliação do estado de conservação; aumentar a sensibilização do público para as alterações climáticas; desenvolver dispositivos de monitorização (sensores de temperatura de superfície, incidência de luz e humidade); estabelecer um Observatório do Património para estudar os últimos impactos da reabilitação e do desenvolvimento turístico do património cultural e da vida cívica do Porto; e Diagnosticar e fazer um levantamento das práticas atuais sobre a adaptação às alterações climáticas e Benchmarking com as melhores práticas internacionais são alguns dos principais objetivos a que o projeto se propõe dar resposta.

O HAC4CG conta com o Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) e o Centro de Estudos em Gestão e Economia (CEGE), enquanto parceiros diretos, e com o Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) e o Centro de Estudos e Desenvolvimento Humano (CEDH), enquanto parceiros associados. A colaboração destas várias unidades de investigação da Católica no Porto permitirá assegurar abordagens multidisciplinares e reforçar a cooperação interdisciplinar.

Eduarda Vieira, investigadora do CITAR e coordenadora do projeto, refere que a abrangência de tantas áreas do saber “possibilita a criação de sinergias interdisciplinares na Católica no Porto e o desenvolvimento de metodologias novas de abordagem aos desafios societais contemporâneos das Missões do Horizonte Europa”.

As linhas de investigação do HAC4CG
O HAC4CG estrutura-se em três linhas de investigação fundamentais em torno da Arte e do Património Cultural como recurso para a promoção de uma pedagogia ativa: envolvimento do cidadão através da Conservação da Herança Cultural na monitorização, desenvolvimento de soluções e de um observatório para os bens culturais expostos; direcionada ao envolvimento do cidadão através da criação artística- Identificação, Desenvolvimento e empoderamento para a criação de uma plataforma de criação de novas narrativas sobre a cidade do Porto; e direcionada para o Papel da Governança local, Instituições e comunidades na mitigação e adaptação à Mudança Climática serão analisadas as práticas internacionais no domínio das políticas implementadas no contexto das Alterações Climáticas, bem como o papel das comunidades na mitigação do problema.

26-01-2022

EA DASHED CONCERTS #1, #2 e #3

 

Já estão no ar os vídeos dos EA DASHED CONCERTS #1, #2 e #3 que decorreram ao vivo na Escola das Artes de outubro a dezembro. Os  EA DASHED CONCERTS são momentos concentrados de máxima potência sonora. Estes concertos, promovidos e organizados pela Escola das Artes, com a duração de 15-20 minutos, serão o local onde todos os meses músicos e bandas convidadas de diferentes origens geográficas e artísticas irão apresentar o seu trabalho.

Acompanha nesta página ou no YouTube da EA o lançamento destes vídeos:

EA DASHED CONCERTS #1 · Mike el Nite + info
EA DASHED CONCERTS #2 · João Não & Lil Noon + info
EA DASHED CONCERTS #3 · 10 000 Russos + info

Playlist
 


26-01-2022

Bolsa de Estudos: Pós-Graduação em Direito das Sociedades Comerciais

Com o objetivo de possibilitar que alunos com carência de recursos financeiros possam frequentar a Pós-Graduação em Direito das Sociedades Comerciais, que esgotou o número de admissões, será criada uma vaga adicional e atribuída, para o seu preenchimento, uma bolsa de estudo no valor de 2.000€, equivalente à totalidade da propina do curso.

São elegíveis licenciados em Direito oriundos de todas as Universidade portuguesas, residentes em qualquer ponto do país, que preencham os critérios fixados em ordem a determinar a referida carência de recursos financeiros.

As candidaturas estão abertas até ao dia 6 de fevereiro de 2022.

Regulamento da Bolsa

 Boletim de Candidatura 


Esta formação destina-se a advogados, magistrados e juristas em geral que, de algum modo, interajam ou pretendam interagir com o mundo empresarial.

As sessões, que podem ser leccionadas em modo presencial ou online, dependendo das circunstâncias (embora seja sempre dada preferência à leccionação presencial), podem ser frequentadas pelo aluno integralmente online. Deste modo, possibilitar-se-á o sempre muito desejado contacto pessoal entre alunos e docentes, mas permitir-se-á aos alunos que se encontrem fisicamente distantes ou impedidos de se deslocarem a frequência desta formação.

25-01-2022

Research Grant - Project ALPHAMAIS

21-01-2022

Manuel Fontaine: “Para entender o Direito, temos de entender a humanidade!”

Devorador de livros desde criança e com origens familiares belgas, Manuel Fontaine achava que em adulto seria Engenheiro. Mas, afinal, não! O Direito acabou por ser uma surpresa na sua vida e é nesta área que se sente, verdadeiramente, feliz. Alumni da Universidade Católica e com especial gosto pela área do Direito Público, foi reconduzido como diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito pelo 4º mandato consecutivo. Assume que encara este cargo como uma “missão” e que se trata de um “trabalho extremamente aliciante”. A Inovação é uma das palavras de ordem do seu mandato e garante que a Escola do Porto está na “crista da onda do progresso no ensino do Direito”.

 

Quais são as grandes transformações que estão a acontecer na área do Direito?

As grandes transformações são a europeização/internacionalização e a digitalização. O Direito passa a ter de regular estes aspetos da vida comum e é essencial que a faculdade ofereça formação a este nível. Outro aspeto importante tem a ver com a prática do Direito. Como é que o mundo digital transforma o modo como os juristas, advogados e os juízes trabalham? Por exemplo, os advogados poderão ter de realizar menos tarefas repetitivas em massa e passarão a dedicar mais tempo ao raciocínio jurídico propriamente dito, isto é, na criatividade e na interpretação da lei. E o que é que isso significa para o nosso ensino? Significa que nós temos de saber dar resposta a estas necessidades, fomentando não só o raciocínio, mas, também, a criatividade, a capacidade de argumentação e de negociação.

 

Perante estas transformações, como é que olha para o Futuro do Direito?

Com grande entusiasmo! Procuramos estar e estamos, realmente, na crista da onda do progresso no ensino do Direito. Há dois anos, antes da pandemia chegar a Portugal, alguém me dizia com alguma graça “vem aí um tsunami” e eu “é verdade, mas o que precisamos é de surfar o tsunami!” e, portanto, o que precisamos é de fazer face às transformações que ocorrem com energia e vontade de aproveitar as oportunidades, projetando a Faculdade de Direito para o futuro!

 

É diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito desde 2013. Como é que encara este cargo?

Encaro como uma missão. É uma missão ao serviço dos nossos estudantes, ao serviço dos docentes e colaboradores e, claro, ao serviço da Universidade Católica. Apesar de todos os sacrifícios que a função exige, é, sem dúvida, um trabalho extremamente aliciante porque vejo passar à prática as ideias que temos e que ajudam a melhorar e a fazer crescer a faculdade.

 

“O segredo está nas pessoas que estão à nossa volta e com as quais trabalhamos.”

 

Que balanço é que faz dos seus dois últimos mandatos? 

Há uma frase que eu não esqueço do Presidente do Futebol Clube do Porto, clube do qual eu sou adepto. Numa entrevista que lhe fizeram, perguntaram “Qual é o segredo do seu sucesso?” e a sua resposta foi “o segredo do sucesso é rodear-me dos melhores”. Isto marcou-me, porque é precisamente aquilo que acontece também no cargo que eu ocupo e é isso que também marca estes últimos mandatos. O segredo está nas pessoas que estão à nossa volta e com as quais trabalhamos.

 

Quais foram as principais conquistas do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos?

Ao longo destes dois últimos mandatos fizemos uma aposta grande no corpo docente. Empenhamo-nos em promover a formação dos professores que já cá estavam connosco e em contratar, também, docentes de outras universidades. Acredito no potencial da diversidade e, hoje, posso afirmar que temos um corpo docente mais sólido. Para além disto, também é importante referir que houve uma aposta na renovação do corpo de funcionários. Tudo isto é imprescindível para o sucesso destes anos. A Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão marca também estes últimos anos, porque reflete a aposta na interdisciplinaridade e porque constitui um projeto completamente inovador, tão inovador que não existe nada igual a nível nacional e com tanto sucesso. Apostamos, também, na criação de um centro de investigação nacional - que até já recebeu por duas vezes a avaliação de Muito Bom pela FCT – e apostamos, também, numa maior abertura e numa maior colaboração nacional. A Faculdade de Direito da Universidade Católica é uma realidade nacional, constituída pela Escola do Porto e pela Escola de Lisboa, e esta colaboração deve ser mantida e fomentada, razão pela qual continuará a ser, também, uma das prioridades para o meu próximo mandato.

 

Como é que se dá a descoberta do Direito na sua vida?

Isso é muito curioso, porque o que estava nos meus planos era seguir Engenharia Eletrónica. Até que, quando comecei a projetar a minha vida e a pensar que ia entrar em breve na universidade, me apercebi de que, afinal, não é era bem o que eu queria. Embora, também não soubesse o que queria realmente! Acabei por constatar que as disciplinas que eu mais tinha gostado no secundário eram as de filosofia e de português e que talvez o meu caminho fosse por aí…. Foi neste contexto que se colocou a hipótese do Direito. Na altura, a Católica no Porto oferecia a possibilidade de se frequentar um ano zero, que equivalia ao 12º ano. Acabei por me candidatar, ainda sem saber bem se era o que eu queria. A verdade é que no final do 1.º ano do curso tive a certeza de que esta escolha, um bocadinho arriscada, tinha sido a acertada! Senti que estava no caminho certo.

 

Será que em criança já algo indiciava de que a sua área era a das humanidades?

Pode-se dizer que eu era o protótipo daquilo que se chama de nerd, não é? Adorava ler, devorava tudo o que eram livros. Os meus pais tinham uma biblioteca muito diversificada em casa e, portanto, sempre fui habituado a ler e em várias línguas. A minha mãe é belga e, por isso, a minha língua materna foi o francês e, quase ao mesmo tempo, o português. Mas, para além disto, fiz aquilo que todas as crianças fazem: o meu desporto era o Ténis e gostava de carros! 

 

“O direito situa-se entre a ciência, a técnica e a arte.”

 

Pode-se concluir que o Direito foi uma descoberta surpreendente?

Sim, foi uma grande surpresa para mim. Especialmente para mim que, anteriormente, achava que ia seguir Engenharia e que tinha feito o liceu com disciplinas de Eletrónica, Física, Química. Mas acabei por sentir que estava, realmente, no sítio certo. Gostei imenso de fazer o curso principalmente porque o Direito tem uma imensa vertente humanista. Em Direito, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não se decoram as regras dos códigos porque para isso temos os códigos ao nosso lado. O que aprendemos é o seu enquadramento. O direito situa-se entre a ciência, a técnica e a arte. Para conseguirmos entender devidamente o Direito e para o conseguirmos aplicar, temos de entender a humanidade.

 

Foi reconduzido como diretor da Escola do Porto da Faculdade de Direito para o triénio 2022-2025. Quais são os principais desafios do mandato que agora começa?

Um dos primeiros desafios tem que ver com o ensino online e com a forma como aproveitamos as oportunidades que a pandemia nos trouxe.  O ensino online é uma grande oportunidade, mas ainda temos de perceber qual é o equilíbrio adequado entre o ensino presencial e o online. Este vai ser um dos grandes desafios para os próximos 3 anos. Outro dos desafios é o da internacionalização. Neste mandato queremos aumentar a oferta formativa em língua inglesa, para que possamos captar mais alunos estrangeiros, e queremos oferecer LLMs. Para além disto, continuo empenhado em aproveitar uma das grandes potencialidades do nosso campus que é a interdisciplinaridade: uma Dupla Licenciatura em Direito e em Psicologia é uma das metas definidas até 2025. Outro dos objetivos, prende-se com a criação de uma clínica legal, que preste aconselhamento jurídico a pessoas com mais dificuldades económicas. Com esta iniciativa estamos a servir a comunidade e estamos a permitir que os nossos estudantes ponham em prática os conhecimentos adquiridos. Alicerçado a tudo isto, é sempre prioridade e nossa obrigação continuar a manter e a fomentar o ensino personalizado e a proximidade entre toda a comunidade.

 

Enquanto alumni, docente e diretorda Escola do Porto da Faculdade de Direito em que é que considera que estudar Direito na Católica é diferente de estudar noutra universidade?

A Universidade Católica é muito exigente. Não somos uma fábrica de diplomados, nem pouco mais ou menos. Exigimos muito dos nossos alunos porque queremos retirar o melhor deles e aqui reside também a nossa diferença e a vantagem em se estudar connosco. Paralelamente a isto, há um conjunto de fatores, de iniciativas e de oportunidades que fazem com que estudar na Católica seja uma opção de valor: o ensino personalizado e de proximidade; a possibilidade de se estudar num campus multidisciplinar; o International Law Program, que oferece aos estudantes a possibilidade de frequentarem um conjunto de cadeiras em língua inglesa; muitas iniciativas que promovem o desenvolvimento de diferentes competências, como o ADN Jurista; um programa de transição do ensino secundário para o ensino superior; a oferta de um grande número de cadeiras opcionais, permitindo que os alunos possam organizar o seu percurso e o seu plano de estudos; o apoio na transição para o mercado de trabalho; e entre outros.

 

Isso implica que a Escola do Porto da Faculdade de Direito esteja em constante inovação …

A Faculdade de Direito tem a inovação no seu ADN! Estamos constantemente a pensar no que é que podemos fazer de diferente para incrementar valor à nossa oferta. E para sabermos o que é que temos de transformar temos de compreender o que se está a transformar à nossa volta.

 

“Desempenho uma atividade que me realiza imenso e que me faz gostar do que faço todos os dias, venho sempre para a universidade com muito entusiasmo.”

 

Quer seja no seu trabalho, enquanto diretor e enquanto docente, ou quer seja na sua vida pessoal, em sua casa, com a sua família e nos seus tempos livres, o que é que realmente o anima?

Acho que a questão é muito mais simples do que essa, porque eu não tenho motivo algum para o desânimo.  Desempenho uma atividade que me realiza imenso e que me faz gostar do que faço todos os dias, venho sempre para a universidade com muito entusiasmo. E, claro, na minha família sou intensamente e verdadeiramente feliz. Como é que nestas circunstâncias poderia andar desanimado? Para além disto, há algo fundamental para mim que é a fé. Tenho fé de que alguém cuida de nós e eu só posso estar muito agradecido.

20-01-2022

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