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Reitora da UCP recebe Honoris Causa “como prova do reconhecimento da liderança feminina no mundo académico”

A Reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Isabel Capeloa Gil, que é já Doutora Honoris Causa pela Boston College e pelo Institut Catholique de Paris (ICP), recebeu em Melbourne, na Austrália, esta distinção por parte da Australian Catholic University (ACU).

Na cerimónia de atribuição do Doutoramento Honoris Causa, no dia 30 de agosto, Isabel Capeloa Gil salientou ser uma “grande honra receber o reconhecimento de uma universidade tão admirável e um forte parceiro na prossecução da ciência para o bem comum”.

A Reitora da UCP, que é também a primeira Presidente mulher da Federação Internacional de Universidades Católicas (FIUC), afirmou que recebe este “doutoramento honoris causa com humildade e como prova do reconhecimento da liderança das mulheres no mundo académico”.

“Apesar de todos os avanços, há ainda muito caminho a percorrer. As mulheres continuam a estar sub-representadas em todo o mundo académico como Presidentes, Vice-Chanceleres e Reitoras. No âmbito do ensino superior católico, é de salientar que, e mais devido ao legado do que por simples preconceito, há apenas 8% de mulheres nos lugares de topo das instituições, de acordo com um inquérito recente da Federação Internacional das Universidades Católicas. A mudança está em curso, mas tem de acontecer durante a nossa vida, e não para além dela, tem de acontecer agora”, acrescentou a Reitora.

Refira-se que Isabel Capeloa Gil foi nomeada pelo Papa Francisco como consultora do Dicastério para a Cultura e Educação, em 2023, sendo ainda consultora da Congregação para a Educação Católica e membro Conselho Científico da AVEPRO, a Agência da Santa Sé para a Avaliação e a Promoção da Qualidade das Universidades e Faculdades Eclesiásticas.

É também membro da Direção da European Women Rectors Association (EWORA) e do Board of Trustees da Europaeum, tendo fundado em 2018, a Strategic Alliance of Catholic Research Universities (SACRU), uma aliança da qual a Australian Catholic University (ACU) é membro fundador.

Na fotografia (da esquerda para a Direita): Zlatko Skrbis, Vice-Chancellor da ACU,  Isabel Capeloa Gil, Reitora da UCP, Martin Daubney AM KC, Chancellor da ACU, e Virginia Burke, Pro-Chancellor da ACU.

11-09-2023

“Esta é a vossa casa!” – Arranca mais um ano académico na Universidade Católica no Porto

Expectativa, alegria e até alguns nervos à flor da pele. São tudo sintomas que expressam o entusiamo de um novo ano académico que acaba agora mesmo de começar. “Sejam bem-vindos a esta casa que, a partir de hoje, é, também, a vossa casa”: estas foram as primeiras palavras de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, proferidas durante a sessão de acolhimento aos novos estudantes de licenciatura.

O Auditório Ilídio Pinho encheu-se dos novos alunos que ingressaram na Universidade Católica, mas também da família e dos amigos que os acompanharam neste momento simbólico. Para estes estudantes, este não é só mais um ano, mas é, sim, o ano que marca o início de uma jornada universitária que promete construir um futuro repleto de sucesso e realização.

Para Isabel Braga da Cruz, o “simbolismo e a emoção” marcam o arranque deste ciclo para os novos estudantes, porque “estes serão os melhores anos das vossas vidas.” Na Católica, os estudantes têm a oportunidade de “vivenciar uma formação integral”, sendo, também, “estimulados a sair de si e a envolverem-se em causas”: “Esperamos que a missão da Universidade Católica vos inspire!”.

A pró-reitora da UCP destacou, também, “a qualidade do ensino e da investigação” e reforçou a mensagem deixada pelo Papa Francisco durante a sua visita à UCP, realizada no âmbito da Jornada Mundial da Juventude: “Tenham a coragem de substituir os medos pelos sonhos.”

Este evento de acolhimento que marca o arranque do ano académico 23/24 juntou estudantes de todas as licenciaturas da Católica no Porto – EconomiaGestãoDireitoDupla Licenciatura em Direito e em GestãoPsicologiaEnfermagemCiências ReligiosasTeologiaCiências da NutriçãoMicrobiologiaBioengenhariaSom e ImagemCinema e Conservação e Restauro – e teve como principal objetivo promover o encontro e a integração dos estudantes. Durante a sessão, também, foram atribuídos bolsas e prémios de mérito das faculdades e de diversas instituições parceiras, bem como entregues os diplomas “Voluntário SER +” aos estudantes que se destacaram no seu compromisso com a CAtólica SOlidária.

A sessão contou com a presença de José Pedro Azevedo, capelão da Católica no Porto, de Alberto Castro, provedor do estudante, e dos diretores ou diretores-adjuntos das sete faculdades: Paulo Alves, diretor-adjunto do Instituto de Ciências da Saúde - Porto, Raquel Matos, diretora da Faculdade de Educação e Psicologia, Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, Abel Canavarro, diretor-adjunto da Faculdade de Teologia, Marta Portocarrero, diretora-adjunta da Escola do Porto da Faculdade de Direito, Rui Sousa, diretor da Católica Porto Business School, e André Baltazar, diretor-adjunto da Escola das Artes.

Para além desta sessão, o campus do Porto tem sido palco de muitos convívios, atividades e desafios. O acolhimento promovido pelas várias faculdades marca o arranque de um ano letivo que ainda está só agora a começar. Bom ano académico!

 

08-09-2023

Plataforma Statista oferece trial até 3 de novembro

Até ao dia 3 de novembro de 2023, a b-on disponibiliza a todos os membros um trial de acesso à plataforma de dados estatísticos Statista.

Para aceder à plataforma Statista:

Statista é uma das maiores plataformas de estatísticas e dados de mercado do mundo. Através do motor de pesquisa, pode obter informações válidas de fontes fiáveis, sendo possível, em muitos casos, personalizar a nível da escala e apresentação, o que torna simples a sua implementação no fluxo de trabalho. Todo o conteúdo é apresentado de uma forma abrangente e a plataforma permite uma navegação intuitiva para se concentrar na sua investigação e nada mais. A Statista permite o acesso a mais de 1.5 milhões de estatísticas, previsões, dossiers, relatórios e infografias, bem como a inquéritos próprios sobre 80 000 tópicos de mais de 22 500 fontes.

No âmbito do trial, estão agendadas 4 sessões de esclarecimento (em inglês). As sessões não necessitam de registo prévio e podem ser acedidas através dos links indicados:

Mais informações sobre a plataforma Statista.

07-09-2023

Universidade Católica no Porto regista o maior número de estudantes internacionais de sempre

Cerca de 600 estudantes internacionais oriundos de todos os continentes enchem o campus do Porto da Universidade Católica Portuguesa neste primeiro semestre do ano letivo 23/24.

Reforçando a tendência de crescimento verificada desde 2022 no que respeita ao número de alunos internacionais que escolhem a Católica no Porto para realizarem os seus estudos, neste semestre, a Católica no Porto recebe um número record de estudantes internacionais. São cerca de 350 novos alunos internacionais que se juntam a uma comunidade já existente de cerca de 230 estudantes, oriundos de 52 nacionalidades.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, reforça que “a Internacionalização é parte intrínseca da missão da UCP”, acrescentando “o crescimento do número de estudantes é o reflexo de todo o trabalho desenvolvido pela Universidade que queremos global, pelas suas Faculdades e por todos aqueles que dela fazem parte.” 

O crescente número de estudantes internacionais pode explicar-se pela “posição sólida da Universidade Católica Portuguesa nos rankings internacionais e em particular no ranking Times Higher Education, pelo lançamento de programas inovadores e em associação com Universidades estrangeiras”, afirma Magda Ferro, coordenadora do International Office.

Tem, também, vindo a ser desenvolvido um esforço de internacionalização pelas faculdades da Católica no Porto, nomeadamente no que respeita à captação de estudantes internacionais e à promoção de atividades de internacionalização”, acrescenta.

Os estudantes, que estão em mobilidade segundo acordos bilaterais ou em regime de free moving, frequentam cursos de licenciatura, de mestrado ou de doutoramento de todas as faculdades.

O processo de internacionalização na Universidade Católica Portuguesa apresenta-se como estruturante da atividade de investigação, ensino e serviço à comunidade universal e é essencial à estratégia de desenvolvimento da instituição.

07-09-2023

Fórum de Ética quer perceber como é vista a diversidade de gerações nos locais de trabalho

O Fórum de Ética da Católica Porto Business School é um espaço de encontro que tem como objetivo promover a ética empresarial, através da troca de experiências, da reflexão conjunta e da criação e partilha de conhecimento. Os primeiros resultados do estudo anual, este ano intitulado “Ética e Diversidade Geracional no Trabalho”, vão ser apresentados a 17 de outubro na Conferência do Fórum de Ética da Católica Porto Business School.

Helena Gonçalves, coordenadora do Fórum de Ética refere, “este é um tema que tem especial relevo na sociedade, tendo em conta, por exemplo, o aumento da idade de reforma e que estamos em plena «Década do Envelhecimento Saudável». O estado da arte desta temática mostra-nos que não é incomum existirem estereótipos, preconceitos e discriminação em relação a pessoas com maior idade, mas também em relação aos mais jovens”.

O estudo “Ética e Diversidade Geracional no Trabalho” tem como objetivo recolher perceções sobre a diversidade geracional no trabalho. Este conhecimento apoiará a identificação de oportunidades e a criação de linhas de orientação que permitam que o contexto laboral seja espaço de hospitalidade e de inclusão para as diferentes gerações que o habitam. O inquérito decorre até 15 de setembro.

O Fórum de Ética da Católica Porto Business School tem como empresas patrocinadoras o Grupo Ageas, a Bial, a Critical Software, a EDP, a Lipor e o Grupo Super Bock.

07-09-2023

“Futuro sustentável” - Universidade Católica no Porto acolhe conferência de encerramento dos 50 anos do Expresso

A conferência de encerramento da comemoração dos 50 anos do Expresso vai realizar-se no campus do Porto da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Subordinada ao tema “Futuro Sustentável”, a conferência pretende ser um momento de reflexão, diálogo e partilha de conhecimento em torno da sustentabilidade com oradores e especialistas de excelência.

Realizado em parceria com a UCP, o evento, que decorre a 21 de setembro, integra dois painéis que irão debater a “Inovação e a Economia Circular” e o “Direito, Sustentabilidade e Educação”. O primeiro contará com a presença de João Pinto, docente da Católica Porto Business School e co-lider do Insure Hub, de Ana Carvalho, CEO do Banco de Fomento, de Catarina Lemos, Member of the Board da Real Companhia Velha, e de João Pedro Azevedo, CEO da Amorim Cork Composites, e o segundo contará com a participação de Manuel Fontaine, diretor da Faculdade de Direito – Escola do Porto da UCP, de Rui Soucasaux Sousa, diretor da Católica Porto Business School, de Ivone Rocha, partner na Telles de Abreu Advogados, e de Luís Magalhães, partner e head of Tax na KPMG.

O evento contará com as boas-vindas de Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, e de João Vieira Pereira, diretor do Expresso. No final da conferência está, também, previsto um networking cocktail.

O evento terá lugar a 21 de setembro, às 17h00, no Auditório Carvalho Guerra, da Universidade Católica no Porto. A entrada é gratuita, mas a confirmação é obrigatória.

07-09-2023

Gisela Ferreira: “A ESB ensinou-me a pensar de uma forma confiante e autossuficiente.”

Gisela Ferreira é licenciada em Engenharia Alimentar pela Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica Portuguesa. Foi no âmbito da licenciatura que realizou um estágio nos Estados Unidos da América, país onde vive atualmente. Trabalha na AstraZeneca, onde é líder de grupo no departamento de Purificação, na área de biológicos. Lidera uma equipa diversa que ocupa funções de inovação técnica e desenvolvimento de estratégias. A ausência de rotina é o que mais a fascina na sua profissão. Com “cada vez mais saudades de Portugal”, afirma que o país deve olhar para si, não esquecendo as suas “tradições e calor humano”. O que é que a move? “Amizades genuínas e o desafio de fazer algo novo”.

 

Quais são as suas melhores memórias de infância?

Domingos! Esses eram os dias marcados por uma indumentária mais catita para ir à missa, um almoço com pratos especiais e com várias “etapas”, uma tarde entretida com alguma atividade ou uma visita a algum sítio, tempo em família, tartes de maçã ou de amendoim… e o sentido de tempo, com tempo (se faz sentido). E férias em Sesimbra com os meus tios e únicos primos da minha idade, com muita gargalhada e aventuras adolescentes. Saudades!

 

Porquê escolher estudar Engenharia Alimentar?

A minha entrada em Engenharia Alimentar foi um pouquinho tumultuosa. Coincidiu com a primeira vez que a prova geral de acesso foi implementada em Portugal, e muitas greves de professores, que atrasaram e confundiram a transição para o Ensino Superior. De início, pensei em seguir Engenharia Química, porque gostava de Matemática e Química. No entanto, não foi muito difícil sentir que Engenharia Alimentar se alinhava com os meus objetivos de carreira quando me informei sobre a licenciatura. Combinando com o prestígio, a reputação e a qualidade de ensino da Universidade Católica, a progressão foi quase orgânica. Lembro-me de começar o ano letivo e os meus colegas do ensino secundário estarem ainda incertos do futuro. Entretanto, estava já eu a ter aulas com professores fabulosos que me atraíram a ficar, mesmo quando fui aceite na Universidade pública. A previsibilidade, a segurança e estrutura do curso foram-me imediatamente evidentes. Todo o ambiente era obviamente estimulante – as pessoas, os temas, a diversidade das aulas, o edifício, as interações com colegas e professores, assim como o envolvimento na aprendizagem.

 

“Estudar Engenharia Alimentar na ESB ultrapassou o exercício de acabar cadeiras.”

 

Qual é a importância de ter estudado na Escola Superior de Biotecnologia?

Houve uma altura em que senti que literalmente vivia na Escola Superior de Biotecnologia. Vim a saber mais tarde que os trabalhos de casa que nos davam, assim como os trabalhos de grupo, intencionavam promover o vínculo à Escola. Olhando para trás, vejo que a experiência foi valiosa, porque me ensinou resiliência, determinação, trabalho de grupo, gestão de tempo, comunicação e camaradagem. Estudar Engenharia Alimentar na ESB ultrapassou o exercício de “acabar cadeiras”: foi uma experiência pessoal que me ensinou a sobreviver, a pensar e conceber estratégias na carreira futura.

 

Que características acha imprescindíveis para quem trabalha em Ciência e Investigação?

Serenidade e curiosidade. Serenidade para evitar sentir-se sobrecarregado com a quantidade, diversidade e progressão da informação científica. Curiosidade para continuar a aprender. Especificamente, como mulher e nos EUA, e talvez surpreendentemente, a serenidade é também importante para manter a linha de dignidade e calma num mundo ainda muito dominado por membros masculinos, principalmente em papéis de autoridade.

 

Quais são as memórias mais marcantes de ter estudado na Católica?

A ESB ensinou-me a pensar de uma forma confiante e autossuficiente. Ter feito o estágio foi também uma experiência única, que me viria a influenciar o resto da minha vida, já que aqui ainda estou. Na Católica tivemos para a maioria das cadeiras a oportunidade de aprender conceitos em aulas laboratoriais em que tínhamos disponível o equipamento mais atual à época. Se na altura achei que tivemos mais aulas destas do que preferia, agora valorizo intensamente esta oportunidade. O mais marcante de tudo deixei para o fim: as amizades que se criaram. Penso que a educação e atividades na Católica promoveram modelos sociais positivos e construtivos, que ajudaram a cimentar estas ligações pessoais.

 

Depois de terminada a licenciatura, começa logo a desenhar-se uma vida nos Estados Unidos da América…

O meu estágio de fim-de-ano foi em Baltimore, nos EUA. Quando acabei, o professor António Moreira, que pertencia à Direção da Escola Superior de Biotecnologia e era professor na UMBC, onde estagiei, propôs a ideia de eu voltar para um doutoramento. Curiosamente, até aquele momento nunca tinha pensado nessa opção, mas o convite fez-me pensar. Senti que era uma experiência que precisava de explorar. O programa académico, o ambiente americano perto de Washington DC, o despertar de uma vida mais independente, e o desenvolvimento de boas amizades mantiveram-me aqui. Confesso que houve um desafio sério na motivação quando o tempo se estendeu mais do que esperava. Mas acho que a preparação que a ESB me deu, me “seguraram” e me mantiveram focada. Ao fim de aproximadamente 6 anos, a graduação aconteceu e tive então a oportunidade de trabalhar numa empresa em Nova Jersey. Um plano que antecipava ser de 1 ano, transformou-se numa vida aqui, já por quase 30 anos.

 

“O período mais desafiante foi ver o “sangue e lágrimas” que estava a ser investido no projeto.”

 

Trabalha na AstraZenena. Em que consiste a sua função?

Quando vim para a AstraZeneca fui adotando responsabilidades relacionadas com projetos incrementalmente mais maduros no seu ciclo de desenvolvimento. O processo incluiu a participação e liderança de várias equipas e a preparação de submissões de documentos para o lançamento comercial de medicamentos como o Imfinzi e Fasenra. Neste momento sou um dos líderes de grupo no departamento de Purificação, na parte de biológicos da AstraZeneca. Tenho uma equipa sobre a qual tenho responsabilidades de gestão direta. É uma equipa diversa e que adoro, com especialidades, personalidades e ascendências diferentes: Americana, Chinesa, Suíça, Indiana e Iraniana. O meu papel tem incluídas responsabilidades de inovação técnica, desenvolvimento de estratégias nas formas como trabalhamos e liderança de equipas de CMC (Chemistry, Manufacturing and Controls). Este último papel é particularmente interessante – é uma oportunidade de gerir todas as funções que são necessárias para trazer um composto terapêutico a estudos clínicos, incluindo a manufatura, logística e aspetos de regulamentação. É o equivalente a sermos CEOs do nosso próprio projeto e influenciarmos o seu desenvolvimento através de várias áreas funcionais. Simultaneamente, tenho a exposição a parte de desenvolvimento clínico e médico. Sendo uma empresa internacional, frequentemente tenho múltiplos membros da equipa em outras partes de globo, nomeadamente Inglaterra e Suécia, o que cria também oportunidades únicas. É fascinante ver quantos elementos se consolidam para iniciar ou progredir uma terapia em estudos clínicos. Estar perto da FDA (cerca de 15 km) oferece também a vantagem de ter acesso a diversas conferências e seminários com acesso facilitado a apresentadores.

 

A Astrazeneca ficou na boca do mundo por causa da pandemia da Covid-19. Como é que descreve esse período?

A Astrazeneca não tinha a tradição de ser produtora de vacinas e ter que aprender e implementar tanto e em tão pouco tempo foi um desafio. Contudo, todas as prioridades e recursos foram concentrados na produção de terapias que pudessem ajudar o Mundo a prevenir ou a mitigar os sintomas da Covid-19. Essa estratégia facilitou a rapidez do desenvolvimento da vacina e anticorpos. Apesar de ter sido um período difícil, foi também um período de aprendizagem e experimentação com novas maneiras de trabalhar. Por natureza, a indústria farmacêutica tende a ser muito cautelosa, por razões óbvias já que erros podem incorrer em danos humanos irreparáveis. A pandemia imprimiu uma confiança renovada na organização, na realização do seu conhecimento, no que consegue e na maturidade da preparação para outra potencial situação de crise. Não é por acidente que a importância de “prior knowledge”, ao lado de “machine learning” sejam áreas com possibilidades renovadas. A participação no desenvolvimento da vacina foi limitada a um grupo específico de indivíduos que tinham maior conhecimento de elementos do projeto e outros que asseguraram as interações com organizações de manufatura por contrato (CMOs) a volta do Mundo. A minha participação foi periférica, mas testemunhei colegas que trabalharam incessantemente, sem fins-de-semana, por meses a fio, para garantir o sucesso e a eficácia da vacina. Na minha perceção, a vacina foi infelizmente influenciada por elementos políticos da época que dominaram o nível e a clareza da informação. A interpretação da pandemia, a evolução do vírus, a comunicação da eficácia das vacinas e estatísticas requereram um entendimento que não era linear e portanto difícil de processar pelos meios sociais e público em geral. O período mais desafiante foi ver o “sangue e lágrimas” que estava a ser investido no projeto, e a catarata de informação confusa e frequentemente parcial que era lançada ao público. Foi preciso muita resiliência, determinação e dedicação nesse período para o esforço se manter focado. 

 

O que é que mais a fascina na área em que trabalha?

A falta de rotina. Quando entrevisto candidatos que me perguntam como posso descrever um dia de trabalho típico, respondo sempre com um sorriso, porque “típico” não é uma palavra que posso usar ou que sei descrever no meu ambiente de trabalho. Obviamente há atividades regulares, reuniões ou certos documentos que são precisos, mas o que me fascina e me aterroriza ao mesmo tempo é a dicotomia de produzir terapias seguras e eficazes, mas utilizando uma grande variedade de técnicas e estratégias. Como cada terapia tem as suas próprias características e plano clínico, cada caso é um caso. A multiplicidade de outputs, a fluidez e a natureza competitiva da indústria biofarmacêutica, com a progressão cada vez mais rápida da integração de conhecimentos de biologia, engenharia, estatística, logística e regulamentos resultam num ambiente constantemente estimulador. Em conclusão, o desafio constante e o trabalho fabuloso que as equipas conseguem alcançar (quando são coesas e partilham uma visão comum) são os elementos que me fascinam na minha área de trabalho.

 

“Convido Portugal a olhar para si e não esquecer as suas tradições e o seu calor humano.”

 

Quais são os principais desafios de quem trabalha na área da Ciência?

Manter-se atual e focado. O conhecimento científico está a progredir cada vez mais rápido e mais integrado com outras áreas científicas. Flexibilidade e visão, o que é, de certa forma, contraditório com a ideia de “especialidade”, são talentos de alto valor. Pessoalmente, o aceitar a falta de conhecimento e manter a mentalidade de “pupilo”, apesar dos anos de carreira, são chave para poder evoluir e experimentar realidades fascinantes, assim como exercer funções de autoridade num ambiente incrementalmente multidisciplinar. Uma outra dimensão que verifico ser extremamente importante e menos obvia para cientistas: a capacidade de comunicar e motivar, com confiança e entusiasmo.

 

Vive no estado de Maryland. O que é que mais gosta na vida que tem nos EUA?

Vivo agora muito perto de Gaithersburg. O que gosto muito na vida aqui é a oferta de experiências – museus, embaixadas, vinhas, música, espetáculos, a cultura de “can-do”, o nível geral de informação e preparação académica nesta área, a enorme diversidade social e com esta diversidade surge também a diversidade também de gastronomia étnica. Apesar de haver muitas coisas que aprecio nos EUA, sinto imensas, e cada vez mais, saudades de Portugal – a nossa música, a nossa melancolia, o nosso sentido de amizade, origem e família. A cidade onde estou é dominada por cadeias de lojas e restaurantes. Tenho muitas saudades das “lojas do Sr. José”, das padarias com pão quente, onde existe ainda a interação humana. Os EUA têm muita coisa boa e bonita, mas convido Portugal a olhar para si e não esquecer as suas tradições e o seu calor humano.

 

O que é que a move na vida?

Amizades genuínas, o desafio de fazer algo novo e impactante e contribuir positivamente na vida de uma ou várias pessoas.

 

 

07-09-2023

Águas do Norte é o novo membro do INSURE.hub da Católica no Porto

A Águas do Norte é o membro mais recente do INSURE.hub - Innovation in Sustainability and Regeneration Hub, juntando-se a mais de 55 entidades que integram esta iniciativa da Universidade Católica Portuguesa no Porto e da Planetiers New Generation. A assinatura do memorando de entendimento estabelece que as instituições envolvidas se comprometem a trabalhar em conjunto nas temáticas da Sustentabilidade e Regeneração.

Isabel Braga da Cruz, presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica, afirma que o INSURE.hub, em conjunto com os seus membros e parceiros, “tem um papel de grande relevo, capaz de promover a transformação.” A parceria com a Águas do Norte “reforça a ambição e a missão na construção de um mundo mais sustentável.

José Machado do Vale, presidente da Águas do Norte, refere que “a adesão ao INSURE.hub fortalece o compromisso da Águas do Norte com a promoção da Economia Circular e com os objetivos de desenvolvimento sustentável, reforçando o compromisso de inovação aplicada com a Universidade Católica.

Lançado em 2021, o INSURE.hub tem como estratégia acompanhar a inovação na academia e implementar projetos nas áreas da sustentabilidade e regeneração e está já a cumprir o seu grande objetivo: criar um ecossistema vibrante, nacional e internacional, de conhecimento transdisciplinar de âmbito circular, sustentável e regenerativo. Uma iniciativa em linha com o European Green Deal e respetivas metas até 2030.

A Águas do Norte tem como missão prestar um serviço público de abastecimento de água e saneamento de forma eficiente, sustentável e inovadora contribuindo continuamente para a melhoria da qualidade de vida e para o desenvolvimento da região.

São mais de 55 as entidades que se associaram a esta iniciativa que resulta da mobilização da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, através das suas Faculdades - Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia - e da Planetiers New Generation, em conjunto com organizações nacionais e internacionais que se constituem como líderes de pensamento e agentes de transformação para a Sustentabilidade e a Regeneração.

A assinatura do memorando decorreu a 5 de setembro, na presença de Isabel Braga da Cruz (presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica), de João Pinto (vice-presidente da Universidade Católica no Porto e co-lider do INSURE.hub), e de José Machado do Vale (presidente do Conselho de Administração da Águas do Norte) e Cristiana Barbosa (vogal executiva do Conselho de Administração da Águas do Norte).

 

05-09-2023

Research Grants - Project Aqua-Smart

01-09-2023

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