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Obras de estudantes da EA vencem Edigma Semibreve Scholar 2023

A experiência de Realidade Virtual Deep Dive, da autoria de Pedro Cunha, e a instalação Untitled (Borders and Transmissions), criada por Adriana Matos, são dois dos vencedores do Edigma Semibreve Scholar, prémio que integra o programa da edição de 2023 do Semibreve, festival de música eletrónica e arte digital. As obras vencedoras serão expostas durante o evento, que decorre de 26 a 29 de outubro, em Braga. 

O Edigma Semibreve Scholar é um prémio focado em trabalhos de cariz académico. Criado em 2019, incentiva a criação artística na comunidade de estudantes do ensino superior. Organizado, desde 2011, pela AUAUFEIOMAU com o apoio da Câmara Municipal de Braga, o Festival Semibreve afirmou-se no panorama da música eletrónica exploratória nacional e internacional.

O projeto Deep Dive, de Pedro Cunha, foi desenvolvido na Licenciatura em Som e Imagem, tendo a primeira versão sido exposta na Escola das Artes durante o Panorama #23. Atualmente, é aluno de Animação do Mestrado em Som e Imagem.
Por sua vez, a instalação Untitled (Borders and Transmissions), de Adriana Matos, foi desenvolvida no Mestrado em Som e Imagem - New Media Art.

Mais info sobre os projetos em:

 

Deep Dive Untitled (Borders and Transmissions)
11-10-2023

Research Grant - Project ReSkin

11-10-2023

EXTRATOTECA - Microalgae with High Added Value

06-10-2023

Pedro Amaro Santos: “Temos de fazer acontecer a esperança.”

Pedro Amaro Santos tem 31 anos, é natural da Trofa e frequentou a Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos, da Universidade Católica Portuguesa no Porto. Em plena crise de refugiados esteve, enquanto voluntário, na Grécia e quando voltou teve a certeza de que a Grécia era apenas “um ponto de partida”. É cofundador da MEERU, cujo trabalho consiste em humanizar o acolhimento de pessoas migrantes e refugiadas em Portugal. Trabalha, também, no Instituto Padre António Vieira e confessa que “sou uma das pessoas sortudas que pode dividir a sua vida entre várias coisas.”

 

Em 2016, viaja até à Grécia para ser voluntário em plena crise de refugiados no Mediterrâneo. De que forma é que esta experiência marcou a sua vida?

Foi tão marcante que quando regressei da Grécia soube que queria que a minha vida passasse por aqui. Não foi propriamente na Grécia que percebi isso, mas foi graças à Grécia. Quando regressei comecei a dinamizar uma série de iniciativas relacionadas com o tópico das migrações e dos refugiados, uma delas até decorreu na Católica. Foi a partir deste interesse que me inscrevi logo na Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos.

 

“A experiência na Grécia acabou por ser para mim um ponto de partida para aquilo que é a minha vida atualmente.”

 

Como é que descreve a sua experiência na Grécia?

Estive como voluntário inserido na Plataforma de Apoio a Refugiados (PAR), a organização portuguesa mais expressiva na linha da frente. A missão da PAR é “cuidar da espera”. Promovíamos atividades e momentos de acolhimento e de encontro. Proporcionávamos e oferecíamos um conjunto de serviços às pessoas enquanto que estavam ali temporariamente. Éramos o rosto de uma Europa que não vira as costas. Embora, às vezes, não seja bem essa a imagem que passamos …

 

Como foi regressar a Portugal depois do seu tempo de missão?

Trouxe a Grécia comigo, porque, apesar de já ter regressado, senti-me profundamente comprometido com a missão. Foi uma experiência muito marcante, porque não ficou por ali. A experiência na Grécia acabou por ser para mim um ponto de partida para aquilo que é a minha vida atualmente.

 

É licenciado em História e a descoberta pela área social e pelo tema das migrações foi mais tardia.

Todas as pessoas que gostam de História são pessoas curiosas pelo mundo. Queremos perceber como é que chegámos até aqui, de onde vimos, para onde estamos a ir. Foi isso que me fez escolher estudar História. O interesse por trabalhar profissionalmente na área social surgiu mais tarde, embora, durante toda a minha vida, sempre tivesse estado envolvido em várias associações e em grupos de jovens. No fundo, sempre estive próximo desta área, mas não me ocorria que o meu percurso profissional pudesse passar por aqui. O interesse concreto pela área social surge quando me fui apercebendo que a História do presente em vários lugares do mundo é extremamente desafiante. Fui-me interessando, cada vez mais, pela atualidade e pela causa dos direitos humanos. Fui sendo confrontado por uma série de realidades que causaram em mim alguma hostilidade e vontade de fazer parte da transformação.

 

Inscreveu-se na Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos, um programa conjunto da Faculdade de Educação e Psicologia, da Escola do Porto da Faculdade de Direito e da Área Transversal de Economia Social, e funda a MEERU…

Praticamente tudo em simultâneo. Quando entro para a Católica já tinha a ideia de que queria fazer alguma coisa, mas é durante o curso que, em conjunto com outros colegas, vamos cruzando sonhos e objetivos. Foi assim que nasceu a MEERU, em 2019. A Pós-graduação foi muito importante, porque nos deu estrutura e porque foi o local ideal para fazer acontecer a nossa ideia.

 

O que é que mais destaca na Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos?

Sem dúvida, o seu cariz interdisciplinar. É um curso que cruza várias áreas e que nos dá uma perspetiva muito transversal e muito diversa acerca do tema dos Direitos Humanos. Durante a formação cruzamo-nos com muitos temas, áreas, abordagens, perspetivas e professores e convidados com diferentes experiências.

 

“Na MEERU temos um grande foco na capacitação.”

 

Em que consiste a MEERU?

O nosso trabalho consiste em humanizar o acolhimento de pessoas migrantes e refugiadas em Portugal. Criamos e estabelecemos relações entre os locais e as pessoas migrantes, de forma a que os primeiros sejam amigos, guias e mediadores de quem precisa, ajudando a combater o isolamento e a exclusão social. Trabalhamos para assegurar que os migrantes e refugiados são verdadeiramente acolhidos. Acreditamos que isso vai muito para além de terem uma casa e um emprego.

 

Como é que isso se materializa?

Temas uma equipa de voluntários que partilham a vida com famílias de migrantes e refugiados. A MEERU é a estrutura, a base e a casa a partir da qual esta verdadeira integração acontece. Capacitamos os voluntários para que eles sejam capazes de ir verdadeiramente ao encontro de quem mais precisa. Temos um grande foco na capacitação e no acompanhamento destas pessoas voluntárias para que depois trabalhem com cada uma dessas famílias.

 

O que significa MEERU?

MEERU é o nome de uma criança paquistanesa que muitos de nós conhecemos na Grécia. Quando fundámos a MEERU queríamos que o nome refletisse a ideia de humanidade e nada melhor que usarmos o nome de uma pessoa.

 

Quem é que pode ser voluntário da MEERU?

Qualquer pessoa pode ser. Não procuramos voluntários com nenhuma idade ou experiência específica. Não procuramos sequer pessoas que tenham muito tempo livre. Procuramos quem tenha disponibilidade e capacidade de, naquele momento a que se propôs, ser próximo de alguém que precisa. Procuramos voluntários que tenham vontade de trazer para a sua rede de relações significativas uma pessoa ou uma família migrante ou refugiada. Trabalhamos com cerca de quatro ou cinco voluntários por cada família e atuamos no Grande Porto, em Braga, em Barcelos e em São João da Madeira. Trabalhamos com uma rede de mais de cem voluntários, muitos portugueses, mas, também, de outras nacionalidades, dos 18 aos 70 anos de idade e com percursos e experiências de vida muito diferentes. Temos uma comunidade muito diversa. É através desta rede de voluntários que desenhamos um novo paradigma para o acolhimento de pessoas migrantes e refugiadas. Partimos da ideia e da convicção de que o acolhimento e as relações de proximidade são fundamentais no processo de integração.

 

“Um bom líder tem de ser alguém altamente marcado pela dimensão humana.”

 

No seu LinkedIn, podemos ler que é “cofundador de uma organização que acredita que podemos construir um futuro onde a minha humanidade não vale pelo lugar de onde eu sou, mas sim pela forma como me entrego e relaciono.” O que é que quer transmitir com esta frase?

Eu acredito muito nisto. São mesmo as relações que estabelecemos com as pessoas à nossa volta que marcam a vida. Já não interessa tanto se sou do Norte ou do Sul ou se sou da cidade A ou da B. São as relações que temos à nossa volta que marcam. Já não é “penso logo existo”. É muito mais “relaciono-me logo existo”. Claro que não funciona sempre assim, porque continuamos a assistir a uma série de realidades cuja origem ainda é uma condicionante com um forte peso. Mas é na entrega e na forma como nos relacionamos que está a nossa verdadeira identidade.

 

Para além da MEERU, também trabalha no Instituto Padre António Vieira.

Sou uma das pessoas sortudas que pode dividir a sua vida entre várias coisas. Sou adjunto da direção do IPAV que promove a Academia de Líderes Ubuntu, um projeto de educação não formal. Trata-se de uma “escola” de líderes servidores, cuidadores e construtores de pontes. Trabalhamos com cerca de 400 escolas espalhadas por todo o país e estamos, também, em mais de 20 países de todo o mundo.

 

E por falar em líderes… Lidera a MEERU. O que é que faz um bom líder?

Não me sinto bem em propriedade para poder comentar isso (risos), mas a minha preocupação consiste no “cuidar”. É muito importante saber cuidar da equipa, cuidar das pessoas que estão à nossa volta. Um bom líder tem de ser alguém altamente marcado pela dimensão humana. As coisas só funcionam quando o líder é um instrumento capaz de potenciar a melhor versão e o maior talento de cada uma das pessoas da sua equipa. É para aqui que tento caminhar…

 

“Como é que não poderia ter esperança?”

 

Recomenda algum livro para quem tenha especial interesse pelo tema das migrações?

Notas sobre um Naufrágio, de Davide Enia. É um relato na primeira pessoa da experiência do autor em Lampedusa, um lugar muito marcante para quem tenta chegar à Europa. Ao longo do livro, o autor partilha a sua experiência e a relação dele com as pessoas à sua volta, enquanto pai, tio, marido. É um livro leve sobre uma realidade muito dura. É muito poético.

 

Reparei que tem escrito na sua camisola: “Esperançar”. Olha para o futuro com esperança?

Olho para o futuro com muita esperança. Trabalho com situações muito complexas e com realidades muito desafiantes, mas, curiosamente, é nestes lugares que encontro o melhor das pessoas e que me deparo com histórias de superação inacreditáveis. Milagres autênticos. Como é que não poderia ter esperança? Esta camisola que tenho vestida é do IPAV e o “esperançar” significa que temos de fazer acontecer a esperança. O verbo “esperançar” mostra-nos que a esperança começa quando decidimos avançar e agir.

 

04-10-2023

Mestrados da Católica Porto Business School entre os melhores do mundo segundo os QS Business Master’s Rankings

Gestão, Finanças e Marketing são os três mestrados da Católica Porto Business School (CPBS) agora cotados entre os melhores do mundo, nos QS Business Master’s Rankings. Na avaliação dos três cursos, a Escola distinguiu-se em indicadores como a diversidade de estudantes e docentes, o impacto da investigação desenvolvida, e o nível salarial atingido pelos graduados em início de carreira.

Os QS Business Master’s Rankings estão entre os rankings mundiais mais influentes e distinguem os melhores programas de mestrado do mundo. O diretor da CPBS, Rui Soucasaux Sousa, explica a importância da distinção: “estamos a falar de rankings em que, entre diversos fatores considerados na avaliação, só podem ser avaliadas as Escolas que possuam acreditação EQUIS (EFMD Quality Improvement System, da European Foundation for Management Development), AMBA (Association of MBAs) ou AACSB (Association to Advance Collegiate Schools of Business)”. Assim, continua, “estamos muito orgulhosos por este reconhecimento, uma vez que só um número limitado de escolas de negócios em todo o mundo é que podem colocar os seus mestrados nestes rankings

A entrada nos rankings QS é uma validação da aposta que temos feito no reforço ao nível dos docentes da Escola e demonstra também a qualidade dos alunos que concluem aqui os seus mestrados,” salienta o diretor adjunto para os Mestrados, Formação Executiva e Engagement da CPBS, Gonçalo Faria. E, refere ainda, “vai tornar os nossos programas ainda mais atrativos para os nossos futuros alunos.”

A presença destes mestrados da CPBS nos QS Business Master’s Rankings acontece pela primeira vez e Rui Soucasaux Sousa assume que é ambição da Escola continuar a consolidar a reputação internacional dos seus programas.  

 

04-10-2023

Faculdade de Educação e Psicologia participa no Plano de Ação “Porto Cidade Amiga das Pessoas Idosas” da Câmara Municipal do Porto

A Faculdade de Educação e Psicologia, através do docente e investigador António Fonseca, está a trabalhar em parceria com a Câmara Municipal do Porto (CMP), no âmbito do Plano de Ação 2023-2025 “Porto Cidade Amiga das Pessoas Idosas”.

A elaboração e implementação deste Plano de Ação pretende responder ao rápido envelhecimento da população residente na cidade do Porto, através do desenvolvimento de um ambiente urbano (físico e relacional) que permita às pessoas idosas uma participação efetiva na vida da cidade. Apoiar e cuidar de pessoas idosas em novos modelos comunitários, tornar mais acessíveis os serviços de saúde, educação, informação e assistência social, promover espaços amigáveis para que os idosos possam viver em segurança e avaliar, criar e adaptar soluções tecnológicas para idosos são alguns dos objetivos plasmados no plano.

António Fonseca afirma que “o envelhecimento da população constitui um dos mais importantes desafios atuais. Globalmente, a população com 60 anos ou mais está a crescer mais rapidamente do que todos os grupos etários mais jovens”. “É, por isso, importante que haja uma estratégia que tenha como centro a preocupação com o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas idosas”, conclui.

O docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica assume a função de consultor, ajudando o Departamento de Coesão Social da Câmara Municipal do Porto na elaboração do Plano e colaborando, também, na sua monitorização e implementação até ao final de 2025.

António Fonseca refere que o isolamento é um “problema grave” e destaca alguns dados dos Censos de 2021: revelaram “um considerável número de pessoas a viverem sozinhas. Os agregados unipessoais representam 24,8% do total de agregados domésticos. Destes 11,8% são de pessoas com 65 ou mais anos. Há cerca de 517 mil pessoas com 65 ou mais anos a viverem sozinhas em todo o país.”

O Plano de Ação “Porto Cidade Amiga das Pessoas Idosas” assenta numa preocupação ampla com o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas idosas residentes no município do Porto, sobretudo das que vivem mais isoladas e/ou com necessidades particulares em função de vicissitudes de vária ordem decorrentes do avanço da idade.

Fotografia: @Filipa Brito | CMPorto

03-10-2023

Investigadores do CBQF participam na Noite Europeia dos Investigadores

Um grupo de investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), da Escola Superior de Biotecnologia, demonstraram algumas experiências na área da Microbiologia e da Segurança Alimentar num evento realizado no âmbito da Noite Europeia dos Investigadores, que decorreu em Armamar, no distrito de Viseu. O evento, que contou com mais de duzentos participantes e que reuniu investigadores de diferentes regiões de Portugal, pretendeu levar a ciência a todos, promovendo a inclusão e a igualdade de acesso ao conhecimento desta população do interior do país, num local onde as atividades de divulgação de ciência são absolutamente escassas.

Os investigadores do CBQF partilharam boas práticas para a organização e conservação dos alimentos em casa, ensinando como organizar a sua cozinha ou o seu frigorífico ou desmitificando certos mitos sobre a conservação e a validade dos alimentos; demonstraram ainda, de forma divertida, formas alternativas e mais sustentáveis de apresentar os alimentos à mesa.

Sob o mote “Ciência para Todos: Sustentabilidade e Inclusão”, o evento, que decorreu a 29 de setembro, surge pela primeira vez em Armamar com o propósito de descentralizar o conhecimento científico, levando a ciência para junto da sociedade civil e da comunidade escolar. Uma iniciativa promovida pelo Agrupamento de Escolas Gomes Teixeira, através do projeto GOMA (Academia de Ciências Gomes Teixeira), em colaboração com a Câmara Municipal de Armamar. Durante o evento, foram dinamizadas flash talks, discussões interativas, atividades práticas, oficinas e demonstrações relacionadas com as suas áreas de especialização, como a inteligência artificial, microbiologia alimentar, matemática, astronomia e sociologia.

As cerca de 200 pessoas que marcaram presença no evento tinham idades compreendidas entre os 4 e os 70+ anos. O evento ficou marcado também pelo regresso de alguns “cientistas da terra”, investigadores nas mais diversas áreas, cujas raízes remontam a Armamar e ao Agrupamento de Escolas Gomes Teixeira. A organização do evento pretendeu, assim, abrir portas para novos projetos futuros de co-criação e divulgação.

A Noite Europeia dos Investigadores decorre, anualmente, em várias cidades europeias, procurando envolver e sensibilizar a população na área das ciências, proporcionando uma experiência educativa e envolvente para estudantes, pais e membros da comunidade.

03-10-2023

Universidade Católica Portuguesa cria Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE)

Instituto de Ciências da Saúde dá lugar a uma nova Faculdade

A Universidade Católica Portuguesa anuncia a criação da nova Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE). A nova Unidade Académica resulta do plano estratégico implementado na área da saúde e da enfermagem, integrando todos os cursos até agora ministrados no Instituto de Ciências da Saúde (ICS).

O crescimento consolidado do ICS ao longo de décadas assim como o crescendo na diversificação dos saberes e da oferta formativa e investigativa deram origem a uma nova faculdade pluridisciplinar e transdisciplinar.

O ICS, fundado em 2004, dá assim lugar a esta nova faculdade, também de âmbito nacional, com atividade em Lisboa e no Porto. A FCSE vai dedicar-se a áreas do conhecimento que vão desde a Enfermagem, às Neurociências, Cuidados Paliativos, Linguagem (biolinguística/evolução da linguagem na espécie humana, línguas gestuais), Cognição e ainda à Educação inclusiva de base neurocientífica.

Segundo Ana Mineiro, Diretora da Faculdade, “a nova faculdade irá dedicar-se ao ensino e à investigação científica dos temas que constituem o espectro da vida, da saúde e da doença, englobando os diferentes níveis de cuidados”.

"A filosofia de base da FCSE seguirá uma abordagem científica trans e interdisciplinar, com uma forte ligação entre as ciências da saúde e outras áreas, desde as ciências sociais até às humanidades entendida numa dimensão ética e de respeito por uma cultura de valores", afirma Ana Mineiro.

Num futuro próximo, a FCSE tem a intenção de integrar novos campos das ciências da saúde para dar respostas efetivas com impacto na sociedade, saúde e doença, especialmente em áreas fundamentais como as novas profissões emergentes.

28-09-2023

Docentes da FEP participam em conferência da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência

Marisa Carvalho e José Matias Alves, docentes da Faculdade de Educação e Psicologia, da Universidade Católica no Porto, participaram na conferência “Recuperação das Aprendizagens”, realizada na Assembleia da República, em Lisboa, no âmbito do Grupo de Trabalho para o Acompanhamento do Plano de Recuperação das Aprendizagens (Plano 21-23 Escola +), promovido pela Comissão Parlamentar de Educação e Ciência.

O Plano 21-23 Escola +, que foi disponibilizado pelo Ministério da Educação às escolas na sequência da pandemia, esteve no centro do debate desta conferência, cujo objetivo foi debater resultados e perspetivas futuras e que contou com a presença de deputados das diferentes alas políticas, elementos do Conselho Nacional de Educação, da CONFAP, sindicatos, diretores de escola.

Marisa Carvalho participou no painel “Recuperação das Aprendizagens: Escola Inclusiva” e José Matias Alves no painel “Recuperação das Aprendizagens: resultados e impacto das medidas implementadas nas várias áreas, dificuldades e desafios sentidos”. 

Para Marisa Carvalho “o debate teve o potencial de informar acerca dos contributos das medidas adotadas, relevância da sua sustentabilidade e propostas de futuro que poderão ser acolhidas no próximo Orçamento do Estado.”

 

A Escola, um lugar de oportunidades

Durante a sua intervenção, Marisa Carvalho partilhou que “a escola (e os demais contextos educativos) constituem espaços privilegiados de oportunidades e de aprendizagem. Contudo, estar na escola e ir à escola não basta. É necessário que cada escola se constitua como uma comunidade efetiva, onde cada pessoa, cada aluno é visto, conhecido e representado nesta comunidade, nos princípios, ações, medidas e documentos.”

“Enquanto comunidade, espera-se que as escolas sejam espaços seguros e acolhedores, o que implica que os seus profissionais adotem atitudes positivas de inclusão e de valorização da diversidade e que a escola se organize e adote medidas para a promoção de sentimentos de pertença e de relação”, acrescentou.

Marisa Carvalho destaca também a “necessidade de reconhecermos situações de invisibilidade nas escolas tornando-as visíveis, dando-lhes espaço e voz de participação e representação. E dar nota da necessidade de identificarmos e atuarmos rapidamente e atempadamente em todas as barreiras que colocam algumas pessoas em situação de risco ou em situação efetiva de discriminação e de exclusão."

 

Uma escolarização mais personalizada, mais diferenciada

“Não precisamos de mais tempo de escolarização segundo o modelo da uniformidade, da unicidade, do dar a todos a mesma coisa no mesmo espaço e no mesmo tempo e com os mesmos grupos de alunos. Precisamos de um outro modo de escolarização: mais personalizado, mais diferenciado que gera mais aprendizagem em cada aluno”, partilhou José Matias Alves.

“Não precisamos de incrementar a “indústria” de programas que proliferam para “recuperar as aprendizagens” e que retêm os alunos mais tempo nas escolas. Os seus nomes quase não têm fim: são programas de rastreio da leitura, do cálculo, mentorias, tutorias, apoio ao estudo, apoio pedagógico acrescido. Precisamos que o currículo existente possa ser gerido de forma a responder às necessidades dos alunos, recorrendo aos profissionais que trabalham nas escolas e conhecem os alunos. As equipas multidisciplinares são o recurso por excelência para responder de forma específica”, acrescentou.

Durante a sua intervenção, foram, também, partilhadas e sustentadas outras teses relativas à necessidade de “equipas que trabalhem em modo colaborativo e possam ajustar as variáveis às aprendizagens dos alunos” e, também, relativas ao “grande mal” que existe na Escola: achar que “é possível ensinar a todos como se todos fossem um só.” O docente reforça ainda que “não precisamos de medidas universais dirigidas ao universo dos alunos, porque todos são diferentes.”

Marisa Carvalho e José Matias Alves participaram na conferência “Recuperação das Aprendizagens”, realizada a 26 de setembro, na Assembleia da República, em Lisboa, no âmbito do Grupo de Trabalho para o Acompanhamento do Plano de Recuperação das Aprendizagens, promovido pela Comissão Parlamentar de Educação e Ciência.

28-09-2023

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