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Manuela Pintado unanimously approved in Tenure Exams

02-08-2023

Tecnologia inovadora de extração de queratina: patente europeia concedida à Escola Superior de Biotecnologia

Method for extracting keratin é o nome da patente europeia que foi concedida à Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Trata-se de uma tecnologia inovadora, em linha com a economia circular e a sustentabilidade, que extrai queratina do pelo de suínos. Uma tecnologia que permite minorar o encargo ambiental significativo das explorações suinícolas.

Desenvolvida pelas investigadoras do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) Manuela Pintado, Manuela Amorim, Raquel Madureira e Ana Pintado, esta nova tecnologia consiste num método mais simples, com custos económicos mais baixos e ambientalmente mais seguro. Com apenas dois passos - digestão com detergente comercial e ultrafiltração -, este método otimizado elimina as etapas de lavagem, precipitação e purificação. 

A queratina possui diversas aplicações nas áreas da biomédica e da cosmética, pelo que a tecnologia patenteada é um contributo para os objetivos da economia circular e para o desenvolvimento de soluções mais sustentáveis para a produção agro-industrial.

O Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa foi responsável pelo enquadramento dos trabalhos de Investigação, Desenvolvimento e Inovação e o Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia (EBRI) acompanhou o processo de proteção de conhecimento produzido.

01-08-2023

Estudantes da Católica com o Papa Francisco: partilha de testemunhos e entrega de Manifesto de Compromisso

Estudantes da Universidade Católica Portuguesa vão entregar um manifesto ao Papa Francisco e partilhar as suas experiências de vida, enquanto cidadãos católicos. O momento vai decorrer no âmbito da visita do Papa Francisco à Universidade Católica, em Lisboa, evento que integra a agenda da Jornada Mundial da Juventude 2023.

Mariana Craveiro, em representação do Porto, Beatriz Lisboa, de Braga, Tomás Virtuoso, de Lisboa, e Mahoor Kaffashiam, estudante iraniana que frequenta a universidade ao abrigo do Fundo Social Papa Francisco, são os estudantes que vão ter a oportunidade de dar o seu testemunho ao Papa. Será, também, entregue um Manifesto de Compromisso com o futuro.

No dia 3 de agosto de manhã, a UCP vai receber cerca de sete mil pessoas, na sua maioria estudantes, mas também personalidades, nacionais e internacionais, do mundo académico, artístico, da sociedade civil e da Igreja Católica.

O evento ficará marcado pela apresentação de cumprimentos ao Sumo Pontífice, por um discurso de boas vindas da reitora, Isabel Capeloa Gil, pelo testemunho dos quatro estudantes da UCP, pelo discurso de Sua Santidade e uma oração e, também, pela bênção da primeira pedra do novo campus da Católica (Campus Veritati).

Leia a entrevista completa a Mariana Craveiro, estudante da Faculdade de Educação e Psicologia, da Universidade Católica no Porto

01-08-2023

Reitora da UCP recebe Doutoramento Honoris Causa pela Australian Catholic University

Isabel Capeloa Gil é, segundo a Australian Catholic University, “exemplo dos mais altos níveis de liderança internacional e nacional na educação universitária católica”, motivo pelo qual a Universidade vai atribuir-lhe um Doutoramento Honoris Causa, no dia 30 de agosto de 2023, em Melbourne.

Este louvor celebra o percurso académico da Reitora da Universidade Católica Portuguesa que é já Doutora Honoris Causa pela Boston College, desde 2019, e pelo Institut Catholique de Paris (ICP), tendo feito história ao ser primeira mulher a receber a distinção, por esta universidade, em 2021.

Reconhecida internacionalmente, Isabel Capeloa Gil é a segunda Reitora mulher da Universidade Católica, mas a primeira Presidente mulher e leiga da Federação Internacional de Universidades Católicas, onde tem estado “ativamente envolvida em política internacional e diplomacia, particularmente entre as instituições católicas”, destaca a Australian Catholic University.

Graças ao seu percurso notável e dedicação à Igreja Católica, Isabel Capeloa Gil foi nomeada pelo Papa Francisco como consultora do Dicastério para a Cultura e Educação, em 2023. Isabel Capeloa Gil é ainda consultora da Congregação para a Educação Católica, e membro Conselho Científico da AVEPRO, a Agência da Santa Sé para a Avaliação e a Promoção da Qualidade das Universidades e Faculdades Eclesiásticas.

A Reitora da UCP, que é também membro da Direção da European Women Rectors Association (EWORA) e do Board of Trustees da Europaeum, fundou em 2018, a Strategic Alliance of Catholic Research Universities (SACRU), uma aliança da qual a Australian Catholic University (ACU) é membro fundador.

A ACU destaca-se como uma das melhores universidades do mundo, estando entre os 2% de todas as universidades do mundo, de acordo com o ranking da Times Higher Education World University Rankings 2023.

Fundada em 1991, a partir da congregração de quatro universidades católicas australianas, a Catholic College of Education Sydney, o Institute of Catholic Education, o McAuley College, e o Signadou College of Education, é uma universidade pública com oito campi físicos e um online, com cursos nas mais variadas áreas do saber.

Zlatko Skrbis, Vice-Chanceler e Presidente desta prestigiada universidade católica, ocupa atualmente o cargo de Presidente da aliança SACRU.

O grau de Doutor Honoris Causa é atribuído a personalidades eminentes que se tenham distinguido na atividade académica, científica, profissional, cultural, artística, cívica ou política, ou que tenham prestado altos serviços à Universidade, ao País ou à Humanidade.

31-07-2023

Isabel Capeloa Gil: “estamos a viver a Jornada com enorme alegria”

“Receber o centro de acolhimento ao peregrino da JMJ é uma grande alegria”, explica a Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil. “Representa a manifestação daquilo que é a nossa missão enquanto instituição da Igreja Católica”, acrescenta, dizendo que este é “um espaço de partilha, de acolhimento, mas também de manifestação daquilo que são os valores inerentes à verdade cristã”.

Veja aqui o testemunho da Reitora da UCP e descubra como a Católica se associa à Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023:

 

31-07-2023

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27-07-2023

Escola Superior de Biotecnologia convida estudantes do ensino básico e secundário a celebrar o Dia Internacional do Microrganismo

Mais de 25 experiências com microrganismos, dezenas de investigadores e equipamentos de laboratório e um espaço ao ar livre! Este vai ser o cenário de mais uma Mostra do Dia Internacional do Microrganismo, assinalado pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no dia 15 de setembro, entre as 9h30 e as 17h00, no campus Porto. Uma iniciativa gratuita que se destina a estudantes do ensino básico e secundário. A inscrição é obrigatória e termina a 4 de setembro.

Pretendemos com esta iniciativa dar a conhecer os vários exemplos práticos de quanto os micróbios, embora invisíveis a olho nu, fazem parte integrante da nossa alimentação, ambiente e saúde,” salienta Joana Barbosa, investigadora e membro da organização desta iniciativa, acrescentando “como exemplo temos: as células humanas constituem apenas 43% da contagem total de células do corpo, sendo que o resto são microrganismos”.

Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia, sublinha “enquanto faculdade temos a missão de contribuir para a literacia científica junto dos mais novos, proporcionando-lhes momentos como estes em que podem experimentar e ouvir os nossos estudantes, investigadores e cientistas a falar sobre, neste caso, o importante papel dos microrganismos em tantas áreas.”

Durante um dia, os estudantes vão ter a oportunidade de participar em mais de 25 experiências como: Biomateriais no combate às feridas crónicas; Há vida no solo!; Um dia na vida de um Staphylococcus aureus; Gastronomia Molecular: os bons microrganismos à sua mesa; BioArte – Leveduras como não as conhecemos; Microrganismos limpam as águas residuais; Descobre o par: antimicrobianos das cascas em ação; Microalgas; O fermento de padeiro em ponto grande; Kombucha Circular; Iogurtes: uma fonte de “bons microrganismos; Organização do Frigorífico; Roda dos Alimentos; Bebes disto?

A escolha do dia do evento também não foi ao acaso, uma vez que o Dia Internacional do Microrganismo se comemora a 17 de setembro (que este ano é um domingo) e por essa razão a Escola Superior de Biotecnologia resolveu antecipá-lo de forma a poder celebrar a data com todos os estudantes,” esclarece Joana Barbosa.

O Dia Internacional do Microrganismo comemora-se todos os anos a dia 17 por corresponder à data, em 1683, em em que pela primeira vez (que se saiba) estes seres foram descritos por escrito – numa carta à Real Sociedade de Londres pelo holandês Antonie van Leeuwenhoek. Uma efeméride que convida todos a ver o lado positivo dos microrganismos.

A Mostra do Dia Internacional do Microrganismo da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, que em 2022 juntou mais de 500 estudantes, realiza-se a 15 de setembro, entre as 9h30 e as 17h, no campus Porto. Um evento gratuito de inscrição obrigatória até ao dia 4 de setembro.

 

27-07-2023

Raquel Sampaio: “O Direito deu-me inúmeros caminhos intelectuais por onde continuo a reger a minha vida.”

Raquel Sampaio é natural do Porto, tem 42 anos e é licenciada em Direito pela Escola do Porto da Faculdade de Direito, da Universidade Católica. É advogada e diretora executiva da Associação Direito Mental, que promove a saúde mental na comunidade jurídica. Durante o seu percurso profissional, esteve em diferentes sociedades de advogados e passou, também, por Timor, Nova Iorque e Moçambique. A sua vida é “muito estimulante” e nela procura sempre “coisas novas para aprender”. Sustentabilidade, inovação e tecnologia são alguns dos mais recentes temas que têm merecido a sua atenção.

 

Como é que descreve a sua vida?

Acho que criei uma vida muito estimulante, onde me sinto chamada a tentar fazer a diferença, quer seja numa organização, quer seja nas pessoas que se cruzam comigo. Sinto-me sempre rodeada de coisas novas, de diferentes pessoas, de novidades para aprender. Às vezes, a minha vida pode parecer um bocadinho dispersa, mas vai tudo dar ao mesmo rio…

 

Quando é que soube que queria estudar Direito?

Eu sabia que queria ler e escrever. Era aquilo que eu mais gostava de fazer. O Direito acabou por surgir no 12º ano e foi uma escolha muito prática. No fundo, fui à procura daquilo que me podia dar alguma segurança profissional.

 

Estudar Direito foi surpreendente?

Descobri que no Direito havia um grande espaço para ler, escrever e refletir. O Direito deu-me inúmeros caminhos intelectuais por onde continuo a reger a minha vida profissional e também a minha vida com os outros, a vida em sociedade, a vida na política. O curso permitiu-me criar na minha cabeça uma espécie de arquétipos através dos quais consigo pensar e refletir o mundo.

 

“o curso é uma arma de defesa que me ajuda a enfrentar o mundo real.”

 

Quais são as suas principais memórias de infância?

Eu sou mesmo um produto da Foz (risos). Geograficamente cresci à volta da Universidade Católica e, por isso, as minhas memórias de infância são do meu dia-a-dia no colégio, na praia, em Serralves, andar de elétrico e ir até à praia.

 

O que é que distingue a Universidade Católica?

Aqui o Direito é de excelência. O curso estava muito bem estruturado e tinha os professores certos a acompanhar as matérias. Lembro-me que quando fiz o meu estágio senti-me muito melhor preparada que os outros. Muitas vezes senti e ainda sinto que o meu curso é uma arma de defesa que me ajuda a enfrentar o mundo real. Tive acesso a um bloco de conhecimento valioso que me preparou verdadeiramente para o futuro.

 

“Uma das coisas mais marcantes foi ter feito parte da Tuna Feminina.”

 

Quais são as suas memórias mais marcantes durante a licenciatura?

Na Católica, fiz um bocadinho de tudo. Foram anos animados. Uma das coisas mais marcantes foi ter feito parte da Tuna Feminina. Isso permitiu-me um contacto próximo com pessoas de outros cursos e deu-me, também, a possibilidade de viajar pelo país a tocar e a cantar. Integrei, também, a Associação Académica e lembro-me que vivíamos intensamente a vida na faculdade. No outro dia, em conversa com uma amiga, lembrei-me que foi logo desde o primeiro ano do curso que começámos a estar envolvidas na tarefa de fazer as flores para decorar o nosso carro para o cortejo. Tenho, também, excelentes recordações das aulas e é engraçado porque ainda hoje tenho bem presente na minha cabeça a nossa distribuição pelas mesas nas salas. Até há bem pouco tempo também votava na Católica e por isso este lugar sempre fez parte de mim. Desde a infância até à vida adulta.

 

Com que vida profissional sonhou durante o curso?

A minha única certeza era a de que queria ir trabalhar para fora. Sonhava qualquer coisa entre a diplomacia e o viajar pelo mundo.

 

Mas acaba por fazer o estágio para ingressar na Ordem dos Advogados …

Sim, e foi durante o estágio que tomo conhecimento de uma oportunidade que havia em Timor, na missão de apoio aos crimes cometidos em 1999. Estive lá com a Procuradoria Geral da República cerca de 8 meses. Regressei a Portugal para fazer o exame da ordem.

 

“Queremos contribuir ativamente para a criação de uma cultura positiva e de apoio à saúde mental na comunidade jurídica.”

 

O que é que foi mais marcante dessa experiência em Timor?

O mais marcante é estar do outro lado do mundo e de precisar quase de 24 horas para lá chegar ou para voltar para casa. Senti uma diferença cultural enorme, mas ainda assim era muito bom ver a facilidade com que o povo nos recebia. A experiência profissional foi muito rica, porque foi a primeira vez que tive contacto com procuradores gerais da república e com um tribunal a sério. Foi importante para perceber como é que era trabalhar numa organização internacional e perceber que tipo de carreiras é que estavam associadas a isso. A experiência em Timor foi determinante para perceber que queria continuar a trabalhar fora.

 

Depois de Timor, também esteve em Nova Iorque e em Moçambique. Duas realidades também muito diferentes.

Sim, essas experiências surgiram depois de períodos de trabalho em Portugal como advogada. Logo depois de regressar de Timor, estive a trabalhar na Vieira de Almeida e posso dizer que foi onde aprendi quase tudo o que havia para saber sobre o Direito e sobre o ser advogada. Foi muito importante para mim, porque foi aí que percebi que ser advogada também me realizava. A experiência em Nova Iorque surgiu porque integrei a missão de Portugal junto das Nações Unidas e, como se pode imaginar, viver naquela cidade e trabalhar ali tão perto da ONU é qualquer coisa de muito marcante. Acabo por regressar novamente a Portugal e passo a integrar a Abreu Advogados que tinha aberto vagas para o estrangeiro. Vou para Moçambique. Era suposto ter lá ficado 6 meses, mas acabei por ficar 3 anos. Foi uma experiência muito boa, quer ao nível profissional, como pessoal. Nestes países que não funcionam à maneira ocidental, há stress e ansiedades que ficam necessariamente pelo caminho. Foi uma descoberta importante para mim.

 

Stress, ansiedade, gestão de tempo, trabalho fora de horas … É fundadora e diretora executiva da Direito Mental. Em que consiste?

É uma Associação que tem como objetivo promover a saúde mental, através da sensibilização, da literacia, da recolha e divulgação de conhecimento e do apoio à comunidade jurídica e às pessoas em concreto. Queremos contribuir ativamente para a criação de uma cultura positiva e de apoio à saúde mental na comunidade jurídica, em particular no local de trabalho e nos estabelecimentos de ensino. É muito gratificante ir às sociedades de advogados e às universidades falar sobre o tema e sobre estas novas formas de trabalhar.

 

Depois de regressar de Moçambique, esteve também a trabalhar no Governo.

Depois de regressar de Moçambique, surgiu a oportunidade de ir trabalhar para o Governo. Quem trabalha a parte do Direito Público quer sempre perceber o lado da administração e por isso foi uma experiência muito gratificante porque tive a oportunidade de perceber como é que o Estado decide, como é que se move e como é que legisla.

 

Depois de tantas experiências diferentes, como é, atualmente, a sua vida profissional?

Fruto da pandemia, há um mundo que se abre na minha vida profissional, porque se cria uma nova forma de estar no Direito. Começo a perceber que ser só advogada não me realiza e que preciso de adicionar outros projetos e outras formas de estar. Começo a estudar Inovação e a interessar-me pelos temas da sustentabilidade, da inteligência artificial, das tecnologias e das novas tendências. Hoje em dia divido a minha vida entre a advocacia, a Direito Mental e uma constelação de coisas novas que vão acontecendo.

 

“Os jovens não querem é trabalhar assim. E ainda bem.”

 

O que é que sonha para a Direito Mental?

Gostava que a Direito Mental tivesse importância ao nível individual e organizacional. Para que as pessoas peçam ajudam antes de chegarem a situações limite e que criem bons hábitos nas suas vidas.
Quero que a Associação seja um repositório de boas práticas, no qual as organizações sejam capazes de se contagiar umas às outras.

 

No seu contacto com as gerações mais jovens, como é que acha que olham para as questões da saúde mental?

Os jovens nesta altura têm muito mais autoconhecimento do que nós tínhamos. Sabem o que é a ansiedade, o que é a depressão e sabem que quando não estão bem que querem estar bem. A ideia que eu tenho muito é que os jovens já sabem que há coisas que não querem e que há coisas que querem. Detesto aquela frase que volta e meia se ouve “os jovens não querem trabalhar”. Não podia discordar mais. Os jovens não querem é trabalhar assim. E ainda bem. Ainda bem que as coisas mudam.

 

O que é que gosta de fazer nos seus tempos livres?

Tenho uma vida cultural muito ativa. Gosto muito de cinema e de ir a concertos. Estou bem informada sobre aquilo que está a acontecer na cidade. Para além disto, tenho uma cadela e, por isso, aproveito o meu tempo para a ir passear e gosto muito de estar na natureza. Esforço-me por criar intervalos durante o dia e durante a semana. Foi difícil criar esta disciplina, mas é essencial para o nosso bem-estar.

 

27-07-2023

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