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Católica Porto Business School é a que mais sobe no ranking Financial Times das melhores escolas de negócios da Europa

A Católica Porto Business School volta a destacar-se no panorama internacional ao consolidar a sua presença entre as 100 melhores escolas de negócios europeias, segundo o Financial Times (FT). Na edição de 2025 do “FT European Business Schools Ranking”, a Escola sobe 13 posições face a 2024, para o 81º lugar, tornando-se a a 6.ª com maior progressão no Top 100 europeu e a escola de negócios portuguesa que mais subiu.

Para João Pinto, Dean da Católica Porto Business School, “a subida na tabela de European Business Schools 2025 consolida a nossa presença neste prestigiado ranking e representa mais um passo firme na afirmação internacional da Escola, refletindo a qualidade da formação, a progressão de carreira dos diplomados e o impacto crescente da instituição no panorama académico e empresarial”. Este ponto foi um dos referidos na entrevista para o programa "Negócios" no Canal NOW. Veja, a partir dos 10 minutos, aqui.

 

 

Paulo Alves, Vice-Dean com o pelouro da Qualidade e Acreditações, destaca que “Este desempenho reforça os excelentes resultados alcançados ao longo do ano. Também nos rankings de mestrados do Financial Times, a Católica Porto Business School é a 5ª escola na tabela global com o maior aumento salarial para graduados do Mestrado em Gestão e, no Mestrado em Finanças, é a 3ª melhor business school em termos de progressão de carreira."

O “European Business Schools Ranking”, publicado anualmente pelo Financial Times, grupo editorial britânico, avalia as melhores escolas de negócios europeias, com base em critérios como a qualidade dos programas, a progressão salarial e de carreira dos diplomados, a diversidade de género, a investigação e o impacto académico. Este ranking é reconhecido internacionalmente como referência para estudantes e profissionais que procuram formação de excelência em gestão.

Este resultado reforça também o posicionamento de Portugal no ensino europeu de Gestão: seis escolas de negócios portuguesas integram o Top 100 do Financial Times, um feito notável em termos internacionais, ultrapassado apenas por quatro países de maior dimensão – Alemanha, Espanha, França e Reino Unido.

Com esta distinção, a Universidade Católica Portuguesa vê as suas duas business schools — Católica Porto Business School e Católica Lisbon School of Business and Economics — no ranking das melhores escolas de negócios da Europa. 

Para além das distinções atribuídas pelo Financial Times, a Católica Porto Business School detém o prestigiado estatuto “Triple Crown”, alcançado por apenas 1% das escolas de negócios em todo o mundo, graças às acreditações internacionais EQUIS (EFMD Quality Improvement System, da European Foundation for Management Development), AMBA (Association of MBAs) e AACSB (Association to Advance Collegiate Schools of Business). Este reconhecimento atesta a qualidade do seu ensino, da sua investigação e do seu impacto na sociedade.

 

28-11-2025

Universidade Católica no Porto acolhe a 39.ª EFFoST e reforça liderança na inovação alimentar

De 17 a 19 de novembro de 2025, a Alfândega do Porto recebeu a 39.ª EFFoST International Conference, organizada pela European Federation of Food Science and Technology. Esta edição, a maior de sempre, reuniu mais de 930 participantes de 65 países, consolidando o evento como um dos mais importantes encontros globais dedicados à ciência e tecnologia alimentar.

A organização local esteve a cargo da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa, instituição reconhecida internacionalmente e membro de redes como a International Federation of Catholic Universities, a European University Association e o Europaeum, e do seu centro de investigação, o Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), reforçando a liderança da instituição na promoção da inovação e sustentabilidade no setor alimentar.

A equipa local (LOC) foi coordenada por Cristina L.M. Silva (chair) e Teresa Brandão (co-chair), contando ainda com uma equipa dedicada composta por Ana Maria Gomes, Paula Teixeira e Manuela Pintado, da Universidade Católica Portuguesa, Deolinda Silva, da PortugalFoods, e António Vicente, da Universidade do Minho. Para Cristina L.M. Silva, presidente do LOC, este momento simboliza a vocação da ESB para a ciência que transforma e, na sua mensagem de abertura, reforçou a missão do evento de promover inovação e colaboração internacional, dando as boas-vindas com: “Do Porto - onde os navios outrora levaram exploradores, hoje lançamos conhecimento e inovação. Bem-vindos à ciência que alimenta o futuro.”

Sob o lema “Fostering the Transition to Sustainable Food Systems — Embracing Novelty and Overcoming Challenges”, o congresso estruturou-se em três pilares estratégicos: fontes alimentares alternativas e inovadoras; processamento e embalagens sustentáveis e inovadoras; e transição digital e Big Data para sistemas alimentares resilientes. A programação integrou 11 palestras plenárias, 35 sessões paralelas, 10 sessões especiais, uma sessão interativa e uma vasta exposição de posters, destacando-se pela diversidade temática e elevada qualidade científica. Cerca de 40% dos participantes eram jovens investigadores, incluindo investigadores do CBQF que apresentaram resultados em áreas-chave como bioeconomia, processamento sustentável de alimentos, valorização de resíduos, tecnologias emergentes e novas fontes alimentares, reafirmando o papel da ESB e do CBQF como centros de excelência na investigação aplicada orientada para a sustentabilidade e resiliência dos sistemas alimentares.

Além da componente científica, o evento promoveu vários momentos de convívio e networking, incluindo a Welcome Reception com o tradicional Pub Quiz e o Jantar Oficial no The Baron’s Hall & Gallery, que contou com a atuação da Tuna da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

No dia 20 de novembro, após o encerramento da conferência, uma comitiva de participantes visitou as instalações do CBQF, onde teve oportunidade de conhecer laboratórios, equipas de investigação e vários projetos em curso. Esta visita permitiu aprofundar oportunidades de colaboração futura e evidenciou o ambiente de cocriação e inovação que caracteriza o Centro.

A participação destacada da ESB e do CBQF na EFFoST 2025 sublinha o compromisso contínuo da instituição com a excelência científica, a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de soluções que respondem aos desafios atuais e futuros dos sistemas alimentares.

 


 

27-11-2025

Clara Castro Lopes: “O enfermeiro orienta, informa e motiva a adoção de estilos de vida saudáveis.”

Clara Castro Lopes é estudante da Licenciatura em Enfermagem da Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa, e encontrou o seu caminho depois de explorar outras áreas. Destaca-se pelo seu envolvimento em várias experiências de voluntariado, nomeadamente na Casa Kastelo e, também, numa missão de quatro semanas em Cabo Verde através do programa GAS’África. Ex-atleta de canoagem de alto rendimento e futura tripulante de ambulância da Cruz Vermelha, acredita que o verdadeiro sentido da Enfermagem está em fazer a diferença na vida das pessoas. Uma mensagem para os novos estudantes de Enfermagem? “Desfrutem de cada momento de aprendizagem.”

 

Porquê a Enfermagem?

Após o ensino secundário, tive dificuldade em encontrar o curso ideal para mim. Antes de ingressar em Enfermagem, ainda estive numa licenciatura em Gestão e noutra em Matemática Aplicada, mas em nenhum dos cursos me sentia satisfeita. Foi o facto de ter acompanhado e prestado auxílio ao meu avô no seu fim de vida que me fez perceber que talvez o meu caminho fosse outro.

 

O que é que a fascina nesta área?

Todos os cuidados e interações que tenho de ter com as pessoas e poder sentir que estou a fazer a diferença na vida delas fascina-me e motiva-me a ser melhor, atualmente enquanto estudo, e futuramente quando estiver a trabalhar.

 

O que é que distingue o ensino da Enfermagem na Católica?

A Católica tem uma metodologia de ensino diferente das outras faculdades. Logo no primeiro ano temos a experiência do Ensino Clínico que nos permite contactar já com situações reais, incentivando-nos a querer saber e estudar mais.

 

Recentemente, esteve numa missão de voluntariado em Cabo Verde.

Foi através do programa de voluntariado GAS África da Católica. Tive cerca de 8 meses de formação e preparação para a viagem a Cabo Verde, ilha de Santiago, com o intuito de dinamizar as localidades por onde passávamos, através de atividades que promovessem o seu desenvolvimento, por exemplo relacionadas com a higiene, autoestima, relações interpessoais e também tecnológicas. A minha missão teve a duração de 4 semanas e deu-me a oportunidade de conhecer as rotinas e diferente culturas da ilha.

 

“O voluntariado é importante porque é transformador e nos fortalece como pessoas.”

 

Que aprendizagem relevante para a Enfermagem acredita ter adquirido durante o voluntariado?

A empatia. Uma aprendizagem valiosa para a Enfermagem. Esta experiência de voluntariado permitiu-me reconhecer a humanidade que deve existir num profissional de saúde.

 

Qual é a importância do voluntariado?

Fui, também, voluntária na CASO (CAtólica SOlidária), num lar de idosos, durante o primeiro ano. A oportunidade que a Católica oferece em termos de ensino clínico logo no primeiro ano proporcionou-me conhecer a Casa Kastelo, que é uma instituição de cuidados paliativos pediátricos, onde fiz voluntariado e acompanhei uma criança nos cuidados intensivos até ao último dia da sua vida. O voluntariado é importante porque é transformador e nos fortalece como pessoas.

 

“A Enfermagem deve ter um grande foco na prevenção.”

 

De que forma é que a Enfermagem pode contribuir para a promoção da saúde e prevenção de doenças na sociedade?

A Enfermagem pode contribuir para todas essas dimensões. Aliás, a Enfermagem deve ter um grande foco na prevenção. O enfermeiro orienta, informa e motiva a adoção de estilos de vida saudáveis, a reduzir riscos e a melhorar a qualidade de vida das comunidades, tendo uma visão mais holística da pessoa.

 

E fora da Universidade, tem algum projeto pessoal que complemente a sua formação?

O desporto fez sempre parte da minha vida e, até aos 19 anos, pratiquei canoagem de alto rendimento. Atualmente, tenho praticado Crossfit com regularidade e tenho apreciado muito essa experiência.
Estou também a concluir o curso da Cruz Vermelha de tripulante de ambulância, para explorar e conhecer melhor a área do pré-hospitalar. Ao terminar esta formação, poderei ser voluntária numa área pela qual tenho bastante interesse e que, de certa forma, complementa a minha área de estudo.

 

O que leva da Católica para o próximo capítulo da sua vida?

Sem dúvida que a minha formação na Católica me está a permitir conhecer pessoas novas que, acredito, quando este capítulo da minha vida terminar, continuarão a fazer parte de mim. A nível profissional, vai fortalecer-me para poder ser uma futura profissional de saúde preparada e completa.

 

“Desfrutem de cada momento de aprendizagem.”

 

Que mensagem deixaria aos estudantes que ainda procuram a sua verdadeira paixão? E aos que estão a iniciar o seu percurso em Enfermagem?

Procurem a vossa área de formação de acordo com os vossos interesses e não receiem não a encontrar à primeira tentativa. Os desvios que tive no meu percurso académico trouxeram-me maior maturidade para enfrentar os momentos mais desafiantes da minha vida, tanto a nível académico como pessoal. Se tiverem dúvidas, não hesitem em procurar ajuda junto de um psicólogo vocacional, pois esse apoio foi essencial para eu escolher o caminho certo. No final de contas, o que importa é fazermos aquilo que nos dá maior satisfação e termos vontade de aprender cada vez mais.

Para quem está a iniciar o seu percurso em Enfermagem, desfrutem de cada momento de aprendizagem. O percurso pode parecer longo, mas esta caminhada passa num instante e, acreditem, dá um prazer imenso fazer a diferença na vida das pessoas.

 

27-11-2025

Estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia participam em “Speed Interviews” e ajudam alunos do ensino profissional a preparar o futuro

Colocar em prática o que se aprende em sala de aula e, ao mesmo tempo, ajudar outros jovens a dar os primeiros passos no mundo profissional. Foi este o duplo desafio que Maria Carreira e Adriana Madureira Leitão, estudantes do Mestrado em Psicologia e Desenvolvimento de Recursos Humanos da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, abraçaram ao participar nas “Speed Interviews”, na Escola Secundária Augusto Gomes, no âmbito do evento “Desenhar Horizontes e Traçar Rumos no Ensino Profissional”.

A iniciativa desafiou os alunos do ensino profissional a viver uma experiência próxima de uma entrevista de emprego real. Após um breve momento de conversa individual, cada participante recebeu feedback personalizado, o que os ajudou a reconhecer as suas competências e a identificar oportunidades de melhoria.

Para Maria Carreira, a atividade foi “uma experiência enriquecedora, que permitiu aos alunos colocarem-se à prova em contexto semelhante ao de uma entrevista real, preparando-os para o estágio e para o futuro ingresso no mercado de trabalho”. A estudante considera que esta oportunidade teve um impacto visível nos jovens: “Foi um momento que os ajudou a desenvolver competências de comunicação, autoconfiança e gestão emocional, aspetos fundamentais para o seu percurso profissional.”

Também Adriana Madureira Leitão destaca o valor da experiência, tanto para os alunos como para as próprias estudantes do mestrado. “Senti que consegui contribuir para que os alunos refletissem sobre o seu percurso e percebessem o que fazem bem e o que ainda podem melhorar. Foi muito gratificante ver o quanto estavam recetivos ao feedback e o quanto valorizavam esta troca”, explica.

Aprendizagem prática e impacto real

Para além do impacto nos alunos, as “Speed Interviews” foram também uma oportunidade para aplicar, num contexto real, o que se aprende nas aulas do mestrado. “Pude colocar em prática conhecimentos de Recrutamento, Seleção e Onboarding, desde a forma de conduzir uma entrevista até à maneira de dar feedback construtivo”, refere Adriana. “Ao mesmo tempo, foi um exercício de autoconhecimento, que me ajudou a preparar-me melhor para as minhas próprias entrevistas de estágio.

Maria Carreira partilha da mesma perspetiva: “Este tipo de experiências permite-nos testar o que aprendemos na teoria e perceber até que ponto conseguimos mobilizar essas competências em situações reais. É uma aprendizagem dinâmica e significativa, que nos aproxima daquilo que iremos fazer no futuro.

A participação das estudantes resulta do incentivo de Filipa Sobral, coordenadora do Mestrado em Psicologia e Desenvolvimento de Recursos Humanos, que destaca o papel fundamental destas iniciativas no percurso formativo dos alunos da Católica.

“Queremos que os nossos estudantes tenham contacto com contextos reais desde cedo. Só assim conseguem consolidar o que aprendem e compreender o impacto que o seu trabalho pode ter nas pessoas e nas organizações. Estas experiências fortalecem a sua preparação e tornam-nos profissionais mais conscientes e completos.”, afirma.

A iniciativa teve lugar no dia 24 de outubro de 2025.

27-11-2025

Investigadora da ESB/CBQF vence 1.º prémio Empowering Women in Agrifood

Viviana Pinto Ribeiro, investigadora do grupo Biomaterials and Biomedical Technology do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, foi distinguida com o 1.º prémio do programa Empowering Women in Agrifood (EWA), promovido pelo EIT (European Institute of Technology) Food. 

AgriDerma: transformar um subproduto em inovação biomédica

A investigadora foi premiada com o projeto AgriDerma -  uma inovação que transforma um subproduto agroindustrial, a pele de coelho, num substrato dérmico de elevado valor para investigação, testes pré-clínicos e futura regeneração de feridas complexas. Este reconhecimento representa um marco importante na trajetória do projeto, que está atualmente a atingir novos níveis de maturidade tecnológica, posicionando-se como uma solução disruptiva para três grandes desafios globais: a falta de modelos de pele realmente representativos, a necessidade de alternativas ao uso de animais em testes laboratoriais e a procura de substitutos dérmicos mais eficazes, éticos e sustentáveis.

“Esta conquista só foi possível graças ao apoio da mentora Margarida Mota (HUBEL VERDE) cujo empenho e dedicação ao programa foram decisivos.”, sublinha Viviana Ribeiro, agradecendo ainda a todos os profissionais do EWA, organizadores, formadores, oradores e colegas empreendedoras, que afirma “tornaram esta jornada verdadeiramente transformadora”. O sucesso do AgriDerma reflete também o trabalho de toda a equipa: Ana Leite Oliveira, Marta Rosadas, Alda Sousa, Ricardo Figueiredo e Patrícia Gomes, cujo trabalho contribuiu para transformar um resíduo da indústria, promovida pela cortadoria, num biomaterial sustentável e cientificamente avançado.

Com esta distinção, o projeto ganha não só visibilidade, mas também impulso para a próxima fase: validação e escalabilidade de uma matriz biológica de alta performance, acelerando o caminho para soluções clínicas inovadoras, éticas e acessíveis, que podem transformar o tratamento de feridas crónicas e o futuro da biotecnologia sustentável.
 

26-11-2025

Universidade Católica Portuguesa licencia tecnologia pioneira para produção sustentável de bromelaína

Nascido no âmbito do doutoramento de Débora Campos, atualmente CEO da AgroGrIN Tech (AGT), o método sustentável de extração de bromelaína desenvolvido no Centro de Biotecnologia e Química Fina foi agora licenciado em exclusivo à start-up. O acordo reforça a ligação estratégica entre academia e indústria, permitindo à empresa avançar para a fase de escalabilidade industrial da enzima.

Em que consiste o método patenteado e o que o torna inovador?

O método patenteado consiste num processo verde e altamente eficiente para a precipitação e recuperação de enzimas, em específico, bromelaína a partir de subprodutos de ananás. É uma metodologia inovadora porque utiliza condições suaves, sustentáveis e escaláveis, permitindo obter uma bromelaína de elevada pureza sem recurso a solventes agressivos. Esta abordagem representa uma alternativa mais segura, económica e ambientalmente responsável face às técnicas convencionais, abrindo caminho para a separação e extração de proteínas de forma sustentável e aplicável à produção industrial de ingredientes naturais e clean label.

Embora exista bromelaína disponível no mercado para aplicações alimentares e funcionais, ainda não há produtos claramente posicionados como “bromelaína clean label”. A maioria surge apenas como ingrediente natural ou enzima de origem vegetal, sem evidenciar o processo produtivo ou compromissos de sustentabilidade. Este vazio reforça a natureza diferenciadora da tecnologia desenvolvida na Universidade Católica e aplicada pela AgroGrIN Tech, que introduz um processo verdadeiramente verde e alinhado com as exigências atuais de transparência, naturalidade e redução de aditivos.

Ao disponibilizar uma bromelaína genuinamente ajustada aos princípios clean label — não apenas pela sua origem vegetal, mas pela forma como é produzida — a AGT posiciona-se a par de uma tendência global ainda pouco explorada no segmento das enzimas proteolíticas. Este movimento acompanha o que os principais atores mundiais, como Novozymes e DSM-Firmenich, entre outros, têm demonstrado nos últimos anos: as enzimas são hoje uma via essencial para soluções clean label, capazes de melhorar textura em alternativas vegetais e substituir emulsificantes, estabilizantes e outros aditivos artificiais. Esta evolução confirma o potencial desta tecnologia que sempre esteve na vanguarda, antecipando as tendências internacionais e alinhando-se, desde cedo, com a direção estratégica dos líderes do setor dos ingredientes naturais e funcionais.

Como surgiu a colaboração com a AgroGrIN Tech?

A colaboração nasceu no âmbito do meu doutoramento, durante o qual foi desenvolvido o método patenteado em coautoria com a Professora Manuela Pintado. A visão de transformar esta tecnologia em impacto real levou à criação da AgroGrIN Tech em 2017, com o objetivo claro de escalar e comercializar ingredientes naturais produzidos através de processos biotecnológicos sustentáveis. Desde 2020, o CBQF e a AGT têm colaborado em diversos projetos de I&D que foram decisivos para o crescimento da empresa, consolidando o CBQF como um parceiro estratégico desde o primeiro dia. Este percurso demonstra como a ligação entre centros de investigação e empresas é essencial para gerar inovação, competitividade e valor económico — não apenas para as organizações envolvidas, mas também para o posicionamento da região e do país no panorama internacional. Sem uma visão partilhada, espírito colaborativo e alinhamento estratégico entre ciência e indústria, avanços como este simplesmente não aconteceriam.

 

Que impacto consideram que este licenciamento poderá ter?

Este licenciamento exclusivo representa um marco estratégico para ambas as instituições, traduzindo a concretização de valor económico a partir de conhecimento científico. Para a UCP, o acordo reforça o compromisso com a transferência de tecnologia, demonstrando que a investigação produzida no ecossistema académico pode transformar-se em soluções de mercado com impacto real. Ao licenciar uma patente para uma start-up, a Universidade valida a sua capacidade de gerar know-how competitivo, cria novas fontes de sustentabilidade financeira para a investigação e consolida a sua posição como referência nacional na valorização da ciência.

Para a AgroGrIN Tech, o licenciamento oferece a segurança jurídica e tecnológica necessária para avançar para a fase de otimização produtiva, escalando a tecnologia em ambiente industrial e aproximando a bromelaína da sua entrada no mercado. Nove anos após a submissão da patente, este passo permite transformar resultados científicos em produtos comerciais, gerando valor económico, criando emprego qualificado e contribuindo ativamente para o crescimento do ecossistema de biotecnologia em Portugal. O acordo demonstra como a colaboração entre ciência e indústria acelera a inovação e torna a transferência de conhecimento um pilar do desenvolvimento sustentável do país.

Atualmente, a AgroGrIN Tech está a escalar esta tecnologia através de uma unidade piloto financiada pelo PRR, no âmbito do Pacto da Bioeconomia Azul, no Vertical Feed, que integra não só a start-up e a Universidade Católica, bem como outros parceiros nacionais estratégicos, na investigação de topo, na indústria, fomentando a colaboração ativa, e a criação de soluções biotecnológicas de elevado impacto. Este investimento estratégico está a acelerar a transição da investigação para a produção em ambiente industrial, permitindo validar e otimizar o processo inovador de recuperação de bromelaína e aproximá-lo da sua entrada no mercado. Para a AgroGrIN Tech, esta unidade piloto representa um passo decisivo para transformar ciência em produto, reforçar a competitividade da empresa e consolidar Portugal como referência no desenvolvimento de ingredientes naturais, funcionais e sustentáveis.

Quem foram os principais investigadores envolvidos?

Os principais autores do método somos eu e a Professora Manuela Pintado, ambas do CBQF. Este know-how nasceu no âmbito de um doutoramento financiado pela FCT, incluindo períodos de mobilidade internacional que permitiram aprofundar competências científicas e contactar com outros mercados — uma demonstração clara da importância do investimento público em ciência e da formação avançada como motores de inovação. A visão dos orientadores, com forte ligação à indústria e sensibilidade para a aplicação prática do conhecimento, foi determinante para transformar resultados académicos em tecnologia com potencial de mercado. Num momento posterior, os investigadores Ricardo Garcia e Ana juntaram-se ao projeto, tornando-se cofundadores da AgroGrIN Tech. Este percurso evidencia o papel do CBQF como catalisador de empreendedorismo científico e a visão estratégica da direção da Escola em apoiar projetos que convertem investigação de excelência em inovação com real impacto económico e societal.

25-11-2025

Universidade Católica no Porto entrega diplomas e celebra os seus novos mestres

Centenas de novos mestres da Universidade Católica Portuguesa no Porto receberam os seus diplomas. A Cerimónia de Bênção e Entrega de Diplomas de Mestrado do ano letivo 24/25, que decorreu a 20 e 21 de novembro, reuniu no Auditório Ilídio Pinho os novos mestres, rodeados de família, amigos, juntamente com os diretores e docentes de todas as faculdades.

“A Católica é uma instituição inquieta que vos prepara para o inesperado, mas com a segurança do conhecimento. Inquieta é justamente o que uma Universidade deve ser. Falo de uma inquietude boa que radica na busca insaciável da razão própria das coisas e que, faço votos, acompanhe os novos mestres e vos inspire a ser protagonistas do futuro, contribuindo para uma sociedade coesa, justa, democrática, respeitadora das diferenças e criando soluções que melhorem as condições de vida no planeta.”, afirmou Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica.

“Cada um de vós carrega agora uma responsabilidade e um privilégio, que é o de usar o conhecimento recebido para gerar impacto positivo”, disse Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Católica. “Não esperem por condições ideais para fazer a diferença, sejam vocês o início da mudança! O mundo não precisa somente de profissionais tecnicamente competentes, mas sim de cidadãos comprometidos com o bem comum, movidos por valores e guiados pela integridade e pela bondade”, acrescentou.

“A Católica soube acompanhar-nos nesta procura por mais”, apontou Mariana Craveiro, da Faculdade de Educação e Psicologia, em representação dos novos mestres. “Aqui encontrei muitas, mesmo muitas, oportunidades para me desafiar. Foram estes encontros fora da sala de aula e o apoio que soubemos procurar junto de alguns professores que nos permitiram ser mais e melhor”, acrescentou.

Rúben Correia da Cunha, da Faculdade de Teologia, também em representação dos diplomados, afirmou “Hoje é um dia de celebração e esperança. Celebra-se a conquista dos que terminam uma etapa do seu percurso e coloca-se um olhar de esperança no futuro.”

O bispo auxiliar do Porto, D. Joaquim Dionísio, deixou o desafio aos novos diplomados de protagonizarem “a simplicidade e prudência”. “Ser prudente não é ser desconfiado. Ser prudente significa ter o cuidado de querer discernir. Ser simples não é a mesma coisa que ser simplista. Saber quem somos contribui para tornar a nossa vida mais simples. Se a prudência nos liga à terra, a simplicidade não afasta o olhar do céu”, afirmou.

D. Roberto Mariz, bispo auxiliar do Porto, partilhou com os diplomados a importância da “esperança” e da “confiança”: “Um peregrino não está quieto, um peregrino caminha. Chegados aqui, há um caminho que fizeram. Olhem o percurso feito, olhem para as esperanças que colocaram ao iniciarem esta formação. Olhem para este percurso na perspetiva da esperança e da confiança.”

Durante a cerimónia, decorreu, também, o momento de entrega de prémios de mérito e bolsas das faculdades e das instituições parceiras: Prémio Professor João Baptista Machado, Prémio da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem – Porto, Prémio Cerejeira Namora, Marinho Falcão, em Direito Fiscal, Prémio Garrigues, Prémio Rainha Santa Isabel, Prémio Fundação Amélia de Mello e Prémio Comendador Arménio Miranda.

Parabéns a todos os novos mestres da Católica! 

24-11-2025

Filmes da Escola das Artes vencem Prémios nos Caminhos do Cinema Português e no La Femme Independent Film Festival

Filmes de alunos do Mestrado em Cinema e do Mestrado em Som e Imagem - Animação venceram prémios em festivais nacionais e internacionais.

O filme "Supervadios", de Ricardo Salgado (mestrado em Cinema), recebeu o Prémio para Melhor Ensaio Nacional da 31.ª edição dos Caminhos do Cinema Português. Já "O Pássaro de Dentro" de Laura Anahory (Mestrado em Som e Imagem - Animação) venceu o Prémio de Melhor Filme de Animação Estrangeiro no La Femme Independent Film Festival" (Paris).

Sobre "Supervadios", o júri do Caminhos do Cinema Português, constituído por Alexandra Ferraz, Edgar Morais e Vítor Hugo Costa, destacou:

“Esta escolha nasce da convicção de que a arte é, na sua essência, um ato de amor. O cinema é muito mais do que a soma dos seus recursos técnicos, e este filme exemplifica-o de uma forma admirável. Contar uma história com criatividade e verdade, tocando-nos profundamente, é um feito raro. Armado apenas de um telemóvel, o realizador partilha fragmentos íntimos da relação com a sua tia. A obra cativa-nos pela sua honestidade bruta e beleza de uma narrativa que sugere mais do que mostra, que nos faz ver para além do visível”.

Relembre-se que este filme foi uma das 6 produções da Escola das Artes selecionadas para a 31ª Edição do Caminhos.

Mais informações sobre estes prémios nas páginas oficiais dos festivais.

 

24-11-2025

Católica Porto Business School assinala 10 anos do Fórum de Ética com reflexão profunda sobre liderança ética

A Católica Porto Business School assinalou ontem o 10.º aniversário do seu Fórum de Ética com a conferência “Liderança Ética: Individual e Organizacional”, um momento marcante de reflexão e partilha que reforçou o papel da Escola como referência nacional no debate e promoção da ética nas organizações. 

Realizado no Dia Mundial da Filosofia, o encontro reuniu académicos, líderes empresariais e especialistas para analisar os desafios contemporâneos da liderança ética, bem como para apresentar os resultados do mais recente Inquérito de Liderança Ética, desenvolvido no âmbito do estudo anual do Fórum. 

Na sessão de abertura, o diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, sublinhou a importância da ética como pilar estruturante da formação de gestores e líderes, destacando o compromisso da Escola na criação de uma cultura organizacional baseada na responsabilidade, transparência e consciência social. 

O programa incluiu ainda um momento musical protagonizado por Eduardo Sorte, aluno da Licenciatura em Som e Imagem da Escola das Artes da UCP, que introduziu uma dimensão artística à reflexão ética do encontro. 

Ao longo da conferência, Helena Gonçalves, coordenadora do Fórum de Ética, fez uma retrospetiva dos “10 momentos, 10 anos” desta iniciativa, evidenciando o seu impacto crescente no pensamento e na prática do governo e gestão da ética em Portugal. Foram igualmente partilhados os principais resultados do Inquérito de Liderança Ética, que revelam a convergência entre líderes e liderados na perceção de que os líderes evidenciam comportamentos que visam comunicar expectativas claras, tomar decisões éticas e demonstrar que a ética é uma prioridade organizacional, embora persistam desafios no apoio concreto aos programas formais de ética. 

Um dos momentos centrais da conferência foi a intervenção de José Teixeira, CEO do Grupo DST, que trouxe uma perspetiva singular sobre a relação entre liderança, ética, arte e filosofia. A sua participação destacou a importância do pensamento crítico, da leitura e da formação humanista na construção de líderes mais conscientes e responsáveis, defendendo que “devemos ensinar a fazer perguntas” e que o progresso só é verdadeiro quando todos partem de condições equitativas. 

Esta reflexão foi aprofundada numa conversa que reuniu José Teixeira, Raquel Campos Franco, docente na Católica Porto Business School, e Susana Magalhães, Research integrity officer do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, promovendo um diálogo interdisciplinar sobre liderança ética. 

Seguiu-se uma mesa-redonda dedicada às vozes de gestores portugueses, moderada por Sofia Salgado, docente da Católica Porto Business School, que contou com as intervenções de Ana Vasconcelos, General Manager da Belcinto, Pedro Pinto de Almeida, CEO e Co-Founder da Teach For Portugal, e Luís Silva Santos, CEO da Ascendi. Os participantes partilharam exemplos concretos de como a ética influencia decisões estratégicas, políticas internas e práticas de liderança, reforçando a ideia de que liderar é, acima de tudo, um ato de serviço e responsabilidade. 

O evento incluiu ainda a apresentação do mais recente livro coletivo “Ética e Compliance: Vozes (e Histórias) de Gestores”, feita por Susana Magalhães, que reúne contributos práticos e reflexivos sobre ética no contexto empresarial português. 

O encerramento esteve a cargo da pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Braga da Cruz, que sublinhou a relevância do Fórum de Ética enquanto espaço privilegiado de reflexão e construção coletiva. 

Patrocinadores do Fórum de Ética:

21-11-2025

Universidade Católica homenageada pela APICCAPS

A Universidade Católica Portuguesa no Porto foi uma das entidades distinguidas no âmbito das comemorações do 50.º aniversário da APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos), cuja colaboração tem sido fundamental na definição estratégica do setor e na produção de conhecimento científico e no desenvolvimento de competências para as empresas do cluster do calçado.

A relação entre as duas entidades tem permitido impulsionar projetos de investigação, programas de qualificação e iniciativas de aproximação entre a academia e a indústria, criando pontes para a modernização do setor. Esta homenagem permitiu reconhecer não apenas o passado, mas sobretudo o papel estruturante que estas instituições têm desempenhado na construção de uma indústria mais moderna, sustentável e orientada para o futuro.

O Jantar Comemorativo dos 50 Anos da APICCAPS, que se realizou a 18 de novembro no Palácio da Bolsa, no Porto, homenageou um conjunto de parceiros institucionais que desempenharam um papel determinante na afirmação da indústria portuguesa de calçado.

 

20-11-2025

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