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Hackathon “Inovação em Ação” desafiou a comunidade académica a criar soluções tecnológicas em tempo recorde

Cinco horas intensivas para transformar ideias em soluções tecnológicas funcionais, em equipa – foi este o desafio lançado pelo Fast Paced Hackathon “Inovação em Ação – Criar Soluções com Eletrónica e Instrumentação”, promovido na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Participantes de diferentes áreas da Universidade Católica Portuguesa, com interesse em eletrónica, instrumentação e inovação tecnológica reuniram-se no Edifício de Biotecnologia para trabalhar na melhor resposta. Revelado apenas no início do evento, o problema colocou à prova a capacidade de adaptação, o pensamento crítico e a criatividade dos participantes, que trabalharam em equipa para conceber, planear e implementar um sistema eletrónico funcional.

Ao longo do hackathon, os estudantes recorreram a diferentes ferramentas e tecnologias para desenvolver soluções originais, posteriormente apresentadas a um painel de avaliação. A iniciativa promoveu a aplicação prática de conhecimentos técnicos, bem como o desenvolvimento de competências transversais, como o trabalho em equipa, a comunicação e a resolução criativa de problemas.

“O Hackathon mostrou que quando a criatividade, a colaboração e a tecnologia se unem, as ideias transformam-se em soluções que impactam.”, apontou Pedro Rodrigues, docente da Escola Superior de Biotecnologia “Em apenas cinco horas, vimos estudantes criarem protótipos com sensores, sistemas de medição e dispositivos inteligentes, prova de que a inovação é ação. É por isso que acredito tanto no poder da educação, ela é a faísca que acende a chama da transformação!”, acrescentou.

No final do evento, foram distinguidas as equipas vencedoras, reconhecendo o mérito, a criatividade e a qualidade das soluções apresentadas. Os vencedores foram Martin Matejčík, Viliam Podbrežný, João Barrote Vaz e Rodrigo Estima Ribeiro, do Mestrado em Engenharia Biomédica.

A iniciativa “Inovação em Ação” reforçou, assim, o compromisso da Universidade Católica Portuguesa e da Escola Superior de Biotecnologia com a aprendizagem experiencial, a inovação tecnológica e a preparação dos estudantes para os desafios do mercado e da sociedade.
 

15-12-2025

Candidaturas para a Harvard Summer School abertas até 6 de janeiro para alunos da Católica

As candidaturas para participação na Harvard Summer School ao abrigo da parceria entre a Universidade Católica Portuguesa (UCP) e a Harvard Division of Continuing Education (DCE) já se encontram abertas e decorrem até ao dia 6 de janeiroOs estudantes elegíveis da Católica podem, assim, candidatar-se a integrar os programas académicos intensivos que terão lugar no verão de 2026.

A oportunidade surge no seguimento do acordo de colaboração que a UCP assinou a 13 de novembro com a Harvard University’s Division of Continuing Education, através do qual se tornou membro oficial do DCE Global Partner Program. Esta parceria permite aos alunos da Católica o acesso privilegiado às ofertas da Harvard Summer School, uma das mais prestigiadas iniciativas académicas internacionais.

Com este acordo, os alunos elegíveis da Católica terão acesso às prestigiadas ofertas académicas da Harvard Summer School, através de programas académicos de três ou quatro semanas, juntando-se a estudantes de universidades de renome de todo o mundo. Os participantes terão hipótese de frequentar cursos de grande exigência, ganhando acesso ao ambiente de aprendizagem dinâmico e inclusivo de Harvard.

A Harvard Summer School recebe milhares de alunos todos os anos, provenientes de mais de 100 países. Como parte do Global Partner Program, os alunos da Católica receberão apoio na inscrição, aconselhamento e acesso a eventos exclusivos para parceiros, concebidos para promover o intercâmbio cultural e o networking global.

Segundo a Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, esta parceria “está alinhada com a estratégia da Católica de proporcionar aos alunos experiências de aprendizagem que os capacitem para se tornarem líderes globais nas suas áreas”.

As sessões de apresentação do programa já foram realizadas pelos representantes da Harvard Division of Continuing Education, que visitaram os campi de Lisboa e Porto nos dias 20 e 21 de novembro, respetivamente.

 

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12-12-2025

Pedro Miguel Rodrigues: “A minha motivação é ensinar aos alunos que o mundo não termina no laboratório”

Pedro Miguel Rodrigues é docente e investigador, co-coordenador da licenciatura em Bioengenharia na área da Engenharia Biomédica e membro da direção da Escola Superior de Biotecnologia. Entre investigação e ensino, dedica-se sobretudo ao diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas. O que o move? “O impacto real que podemos ter na vida das pessoas”. Nesta entrevista, fala sobre os desafios da inteligência artificial, a importância de cultivar o empreendedorismo científico e o valor de um ensino de proximidade, marca distintiva da Escola Superior de Biotecnologia.

 

Nasceu em Seia, na Serra da Estrela. Quais são as suas memórias de infância?

Nasci num interior por vezes esquecido… Talvez por isso tivesse a possibilidade, ao contrário das grandes cidades, de em criança estar na rua até muito tarde, a jogar com os amigos, até os meus pais me virem “buscar por uma orelha”. Foram tempos muito bons. Fui muito feliz. Não trocava por nada.

 

Quais eram as disciplinas que o entusiasmavam na escola?

Sempre gostei de matemática, é a base da engenharia. A lógica por trás das coisas e os números sempre foram um fascínio. Hoje em dia, trabalho com programação aplicada ao desenvolvimento de tecnologias para a saúde e também na área alimentar. Teria gostado de ter sido professor de matemática, ainda que por diversas razões não tenha surgido. Foi quando cheguei à faculdade que achei que a engenharia aplicada à saúde faria sentido, porque também gosto muito de criar soluções para as pessoas.

 

Quando se forma em Engenharia Biomédica, era uma área ainda pouco conhecida …

Foi desafiante! Naquela altura, a Biomédica ainda era pouco visível; não tinha grande repercussão a nível nacional e mesmo internacional. Foram as primeiras “fornadas” que saíram desse curso. Claro que um curso novo é sempre mais difícil de se afirmar no mercado, mas, por outro lado, também abre outras portas.
Foi um curso que correspondeu às minhas expectativas e até as superou. A formação que recebi deu-me os alicerces necessários para, hoje, atuar em diversas áreas. E é isso que queremos ver num curso: que nos forme para, no fundo, sermos empreendedores e criarmos novas ferramentas, seja ou não dentro da área de especialidade. Depois da licenciatura, segui para o mestrado, onde me especializei no tratamento de dados inteligentes e na criação de soluções tecnológicas.

 

Quando é que surge a ideia de seguir a carreira académica?

Tive uma experiência de aproximadamente um ano em Valladolid, em Espanha. O trabalho diário com aqueles investigadores foi muito gratificante e permitiu-me crescer muito.
Essa experiência fez-me perceber que queria formar alunos para o mercado, colocar o meu conhecimento ao dispor deles e ajudá-los a crescer, tal como outros fizeram comigo. O meu orientador da tese de mestrado foi muito proativo e deu-me todas as oportunidades. Estive na China com ele; mostrou-me um pouco do mundo.  Essa possibilidade de disseminar conhecimento e partilhá-lo com outras pessoas foi importante para o meu crescimento. Por conseguinte, parti para o doutoramento! A minha motivação é ensinar os alunos a perceberem que o mundo não termina no laboratório, porque existe um mundo lá fora e temos de partilhar o que sabemos. Só assim há crescimento, pessoal e científico, numa comunidade cada vez mais em ebulição e mais competitiva.

 

“O que me fascina na Biomédica é o impacto real que podemos ter na vida das pessoas”

 

O que é que o fascina na área da Biomédica?

O que me fascina é o impacto real que podemos ter na vida das pessoas. Durante o meu doutoramento, vi pacientes em estágios iniciais de Alzheimer que, em dois ou três anos, já estavam em fases muito avançadas, incapazes de realizar tarefas simples do dia a dia. É marcante ver o declínio cognitivo e motor destes pacientes. Se posso fazer algo que minimize este declínio, acho que é a minha missão.
Trabalho muito em diagnóstico e soluções que permitem detetar patologias numa fase muito inicial, o que possibilita aplicar fármacos que reduzem o sofrimento e os sintomas. Atualmente, lidero uma equipa de investigação responsável por desenvolver soluções de apoio ao diagnóstico de Alzheimer, mas também para outras patologias neurodegenerativas. Quase todos nós conhecemos alguém com uma patologia neurológica. Os alunos que passam por mim - em mestrados, trabalhos finais ou doutoramentos - também lidam com estes casos, e isso marca-os. Trabalhar nesta área permite-nos deixar uma marca positiva e útil. E isso é exatamente o que os alunos também procuram: fazer algo relevante e deixar o seu contributo.

 

“Ao contrário da inteligência artificial, que recria, tentamos motivar os alunos a criar.”

 

O que é que distingue o ensino da Escola Superior de Biotecnologia?

Temos um ensino muito prático, muito focado no “fazer”, ao contrário de um ensino puramente teórico. Aqui na ESB tentamos motivar os alunos através de experiências que os façam pensar e, acima de tudo, criar novas coisas. Ao contrário da inteligência artificial, que recria, tentamos motivar os alunos a criar. Isso ajuda a prepará-los para o mundo do trabalho. Lá fora, precisamos de ser cada vez melhores e só vendo casos de estudo práticos e percebendo os problemas na prática é que os alunos entendem verdadeiramente os conceitos, que muitas vezes são abstratos. É importante formar alunos com capacidade criativa, pró-ativos e com espírito crítico.

 

Antes de começarmos a ouvir falar em inteligência artificial, já há muito tempo que se debruçava sobre essa matéria …

Desde a licenciatura! O meu trabalho final já foi sobre a aplicação de redes neuronais artificiais, numa altura em que ainda passávamos muito tempo à frente do computador à espera dos resultados. Era até eletrizante: quando aparecia um número no ecrã, pensávamos “aprendeu!”. O sistema tinha aprendido. Naquela altura, e estamos a falar de quase há 20 anos, o poder computacional era muito menor. Era preciso ter alguma resiliência, esperar bastante até surgirem resultados. Atualmente, isto demora alguns segundos, a evolução foi enorme.

 

Como lida com os desafios da inteligência artificial generativa?

Eu trabalho diariamente com IA a nível de laboratório. É uma inteligência artificial preditiva, que precisa de ser programada e treinada, e, por isso, diferente da inteligência artificial generativa que gera novos dados. Sou cético quanto a esta última vingar, pelo menos nos moldes como foi criada. O problema é que a IA atual se alimenta de tudo e pode dar respostas subjetivas ou inconsistentes. Acredito numa IA generativa 2.0, mais direcionada e especializada, cujos dados sejam catalogados por especialistas. Só assim podemos ter certezas sobre o que a IA nos diz.
A IA deve ser usada como ferramenta, tal como a calculadora simplificou a nossa vida para fazer contas. Deve ser usada com espírito crítico: ajuda, mas quem decide, cria, executa - ou manda executar - a solução somos nós. Portanto, encorajo os alunos a usar a IA para acelerar processos, mas mantendo sempre a responsabilidade sobre o que fazem.

 

“Uma ideia não deve ficar apenas no laboratório, precisa de chegar à sociedade para que possamos evoluir.”

 

Como é que desafia os seus alunos?

Tento incutir-lhes este espírito empreendedor: criar o próprio negócio, levar ideias ao mercado. Uma ideia não deve ficar apenas no laboratório, precisa de chegar à sociedade, direta ou indiretamente, para que possamos evoluir. Resultados brilhantes que não chegam ao mundo exterior são conhecimento perdido. Por isso, incentivo os alunos a fazerem as ideias florescer e a torná-las acessíveis.

 

E o que é que aprende com os seus alunos?

Aprendo muito com os alunos, muitas vezes em situações adversas. Os alunos trazem novas perspetivas e, às vezes, soluções mais simples que não tínhamos considerado. Eles ajudam-nos a “voltar à Terra” e a ver o que realmente importa.

 

11-12-2025

Católica procura estudantes para representar a Universidade a nível europeu

Estão abertas as candidaturas para um representante no Conselho de Estudantes do Transform4Europe (T4EU). O candidato selecionado representará os estudantes da Universidade Católica Portuguesa neste órgão do T4EU, que é responsável pela promoção dos interesses, necessidades e opiniões dos estudantes da Aliança.

O Conselho de Estudantes é composto por estudantes de todas as universidades membros da T4EU e tem como objetivo discutir questões relevantes e desenvolver medidas para melhorar as experiências académicas e sociais de todos os estudantes europeus.

Até 14 de dezembro, são aceites candidaturas de estudantes que frequentem qualquer curso de licenciatura da Universidade Católica Portuguesa, em qualquer campi.

O candidato aceite exercerá a função durante um período mínimo de dois anos (com inscrição académica ativa).

Cada instituição T4EU tem na sua constituição dois membros ativos e um membro suplente. O novo membro será inicialmente considerado um membro suplente e, quando um membro sair, será considerado um membro ativo do Conselho de Estudantes.

O novo membro tem como objetivo apoiar todas as necessidades do Conselho de Estudantes, com participação ativa nas reuniões e pacotes de trabalho relacionados com o projeto T4EU. Durante o período enquanto membro suplente pode ir conhecendo o trabalho do Conselho de Estudantes. Internamente, na Universidade Católica, todos os membros são considerados iguais e trabalham permanentemente em equipa.

Para se candidatar, o estudante deve enviar um e-mail para t4eu@ucp.pt com o assunto “T4EU_SC_ (nome e apelido)”. O e-mail deve incluir o curriculum vitae (CV): nome completo; licenciatura; ano de licenciatura; campus da Universidade Católica Portuguesa; e atividades desenvolvidas durante a licenciatura. Para além do CV, os candidatos devem enviar uma breve declaração pessoal sobre o valor que podem trazer à T4EU.

Saiba mais sobre esta aliança europeia, no site da Transform4Europe.

10-12-2025

Mensagem de Natal da Reitora da Universidade Católica Portuguesa

Caros colegas, docentes e investigadores, estudantes e colaboradores da Universidade Católica Portuguesa,

No tempo luminoso do Natal, dirijo-me a toda a comunidade académica com profunda gratidão e apreço. Ao longo deste ano, o labor competente, rigoroso e dedicado de cada um tornou possível que a UCP continuasse a afirmar-se como um espaço de excelência, humanismo e responsabilidade social.

O reconhecimento internacional alcançado pelos nossos investigadores e docentes — com mais  vinte por cento reconhecidos no top 2% dos cientistas mais influentes do mundo — é expressão objetiva dessa proficiência. 

Agradeço, pois, a cada membro da nossa comunidade o seu contributo para o conhecimento, para a formação integral dos nossos estudantes e para o serviço ao bem comum.

Em 2025 aprofundámos também o compromisso da UCP com o impacto social e a sustentabilidade, materializado em iniciativas como a Semana da Sustentabilidade, que reforçou a consciência coletiva do papel transformador que a Universidade é chamada a desempenhar no país e no mundo.

Olhando para o futuro próximo, 2026 marcará um momento decisivo no caminho da Universidade, com o início da construção do novo Campus Veritati.

Este projeto abre novas possibilidades de crescimento e renovação, mas exige igualmente coragem para fazer diferente. A transformação curricular que estamos a lançar — UCP Nova Geração — convida-nos a pensar e agir de forma ousada, criativa e, por vezes, desafiante. Contamos com todos: com o compromisso dos docentes, com a competência dos colaboradores e, de modo muito especial, com a capacidade dos nossos estudantes de pensar para além das fronteiras disciplinares para se abrirem ao mundo com curiosidade e sentido crítico.

Vivemos, contudo, tempos globais marcados pela guerra, pela polarização e pela incerteza. Torna-se urgente  promover a paz não apenas como ideal, mas como prática quotidiana: uma paz ativa, enfática, feita de gestos concretos de diálogo, compreensão e reconciliação. O consenso, longe de ser fraqueza, é — como tão bem nos lembra a tradição cristã — um ato de coragem.

A carta apostólica do Papa Leão XIV,  Desenhar novos mapas de esperança, recorda-nos a responsabilidade de olhar a educação inspirada pelo humanismo católico como  obra de comunhão entre professores e estudantes. Este é um processo de co-criação, porque ninguém educa, nem aprende,  sozinho. O nosso modelo é o de uma educação intelectualmente rigorosa, moralmente responsável e profundamente humana. E olhando de forma crítica para o presente, a educação não existe fora do tempo real da vida comum. E neste nosso tempo, o Papa Leão convoca-nos a educar para uma “paz desarmada e desarmante”, livre de retóricas polarizantes e geradora de encontro.

Que este Natal seja, portanto, um Natal de paz — paz interior para cada membro da nossa comunidade, paz social para aqueles que enfrentam dificuldades económicas e humanas, e paz também para a nossa Universidade, para que continue a ser lugar de diálogo, de esperança e de construção de futuro.

Com estima profunda e votos de um Santo Natal e de um novo ano marcado pela luz, pela coragem e pela confiança,

A Reitora,
Isabel Capeloa Gil

10-12-2025

MBA Executivo da Católica Porto Business School iniciou ano letivo com iniciativas de forte componente prática e internacional

O início do ano letivo do MBA Executivo da Católica Porto Business School tem sido marcado por um conjunto de iniciativas que reforçam a aprendizagem experiencial, a proximidade ao tecido empresarial e a dimensão internacional do programa. Ao longo das últimas semanas, três edições do MBA estiveram envolvidas em atividades diferenciadoras, que traduzem a missão da Escola em formar líderes capazes de agir, inovar e transformar.

IMPACT BOOTCAMP
Em parceria com o IES – Social Business School, os alunos da 19.ª edição do MBA Executivo desenvolveram novas iniciativas de Empreendedorismo de Impacto. O Bootcamp desafiou as equipas a conceber e estruturar projetos, definir modelos de negócio, delinear planos de implementação e preparar comunicações eficazes. O grupo participou de forma plena numa experiência imersiva de desconstrução e reconstrução, adquirindo ferramentas e perspectivas que poderão aplicar nas suas organizações, no desenvolvimento contínuo do projeto criado durante o programa ou em futuras iniciativas empreendedoras.

Semana Internacional na ESADE Business School
Esta semana marcou um dos momentos mais significativos da 19.ª edição, reunindo os alunos numa simulação de gestão intensiva que colocou à prova competências estratégicas, analíticas e de tomada de decisão em cenários empresariais complexos. A experiência reforçou a visão global dos participantes e consolidou aprendizagens essenciais para liderar em ambientes competitivos. Assinalou, também, o encerramento simbólico de mais uma edição, refletindo um espírito de superação, colaboração e crescimento.

Projeto Empresa no Centro Porsche Porto 
Os alunos da 20.ª edição apresentaram no Centro Porsche Porto as soluções desenvolvidas para o desafio proposto pela XRS Motor. Num contexto empresarial real, aplicaram conhecimentos, testaram abordagens inovadoras e desenvolveram competências de tomada de decisão orientadas para resultados.

Semana Internacional na Luiss Business School – Roma 
A Semana Internacional da Luiss Business School, em Roma, associada à Birra Peroni, proporcionou aos alunos uma experiência verdadeiramente multicultural, partilhada com participantes de diversas escolas internacionais. Ao longo da semana, as equipas foram desafiadas a desenvolver um projeto de marketing real, aplicando conhecimentos estratégicos, criativos e analíticos num ambiente competitivo e global. A iniciativa reforçou a integração internacional, o trabalho em equipa e o pensamento inovador, sublinhando a importância da colaboração intercultural e da capacidade de resposta aos desafios das organizações contemporâneas.

Para a aluna Inês Teló Monteiro, “a experiência provou que a diversidade é a maior alavanca para a inovação. Reuniu 24 alunos dos cinco continentes para criar soluções para a Peroni e resultou em perspetivas que jamais conseguiríamos isoladamente. O valor aqui não está apenas no produto final, mas na gestão desse processo multicultural. Esta semana é um must-do para qualquer aluno de MBA, especialmente para quem ambiciona liderar no mercado global. Oferece crescimento pessoal, soluções criativas e um poderoso networking internacional.”

Integração da 21.ª edição do MBA Executivo
As atividades de acolhimento da nova edição incluíram uma dinâmica “Taskmaster”, realizada com a MapaZero – Teambuilding e Eventos, focada no desenvolvimento de competências como pensamento crítico, colaboração e criatividade. Seguiu-se a experiência “batismo de vela”, em parceria com a BBDouro Group, durante a qual os alunos trabalharam liderança, gestão de equipas e negociação num ambiente desafiante e colaborativo.

No MBA Executivo da Católica Porto Business School, a aprendizagem constrói-se por meio de experiências reais, exigentes e transformadoras. Saiba mais aqui.

09-12-2025

Construir uma escola para todos: Faculdade de Educação e Psicologia leva reflexão sobre inclusão às escolas

Docente Marisa Carvalho apresentou estratégias inovadoras para construir escolas mais inclusivas, envolvendo contextos, recursos e processos.

A inclusão educativa foi o tema central das Jornadas de Educação do Agrupamento de Escolas de Arouca. O evento, que reuniu mais de duas centenas de professores, educadores e terapeutas, contou com a participação da docente e investigadora da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP), Marisa Simões Carvalho, que dinamizou a formação intitulada “Para uma escola mais inclusiva: contextos, recursos e processos”.

Um encontro para partilhar práticas e promover a inclusão

As Jornadas de Educação são um espaço anual de reflexão e partilha de boas práticas pedagógicas, com o objetivo de capacitar os profissionais para promover o sucesso escolar e a inclusão. Este ano, o tema da inclusão assumiu especial relevância, refletindo um dos maiores desafios da educação contemporânea.

Na sua intervenção, Marisa Carvalho apresentou uma abordagem prática e inovadora, centrada no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), que procura alinhar processos de aprendizagem e participação com recursos humanos e materiais, em contextos que abrangem a sala de aula, a escola e a comunidade.

“O Desenho Universal para a Aprendizagem constitui um modelo de suporte ao planeamento e ação pedagógica que considera a diversidade de estudantes bem como as barreiras à aprendizagem. Estes aspetos são essenciais quando pretendemos pensar as nossas aulas de forma mais inclusiva, respondendo a questões como: ‘Quem são os meus estudantes?’, Quais as barreiras que dificultam a sua aprendizagem e participação na sala de aula?’ ou ‘O que posso fazer para eliminar essas mesmas barreiras?’", afirma.

Estratégias para uma escola inclusiva

A docente, que também é coordenadora do Serviço de Apoio à Melhoria da Educação (SAME), destacou princípios orientadores para uma escola inclusiva, sublinhando a importância de promover alunos motivados, informados e estratégicos. Entre as propostas apresentadas, salientam-se seis pistas para a construção contínua de ambientes educativos inclusivos: Conhecer, Diversificar, Valorizar, Colaborar, Errar e Aprender, Acreditar e Inspirar.

Estas orientações pretendem apoiar os profissionais na criação de práticas pedagógicas que respeitem a diversidade e fomentem a participação de todos.

Para Marisa Carvalho: “a inclusão efetiva parte da valorização da diversidade. Perceber a diferença entre as pessoas e reconhecê-la como uma oportunidade de aprendizagem e de crescimento interpessoais é um fator crítico na criação de ambientes mais inclusivos.”

As Jornadas aconteceram no dia 11 de novembro de 2025, na Loja Interativa de Turismo de Arouca.

09-12-2025

No Dia International do Voluntariado Católica celebra 24 700 horas de serviço voluntário

No Dia Internacional do Voluntariado, assinalado a 5 de dezembro, a Universidade Católica Portuguesa celebra o valor do serviço aos outros como parte essencial da sua missão educativa e social.

Em cada um dos quatro campi, o voluntariado oferece a estudantes, staff, docentes e investigadores a oportunidade de contribuir para uma sociedade mais justa e solidária, participando ativamente em projetos que respondem às necessidades das comunidades locais.

Durante o ano de 2024, a Universidade Católica contou com mais de 1200 voluntários, que dedicaram mais de 24 700 horas de serviço em iniciativas nacionais e internacionais.

Em Lisboa, Porto, Braga e Viseu, os programas VIDA – Voluntariado na Católica, CASO – Católica Solidária, Voluntaria*Te e Ready to Help promovem iniciativas que abrangem áreas como pobreza e exclusão social, apoio a migrantes e refugiados, educação, saúde e sustentabilidade. Estes programas aproximam a academia das comunidades envolventes e contam, ano após ano, com uma vasta rede de parceiros sociais que acolhem e desafiam os voluntários da Católica.

Em 2024, este compromisso voltou a ser reconhecido com a atribuição do Selo de Qualidade Academia Voluntária da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, distinção que destacou a Católica entre as 16 instituições premiadas, ao ser uma das três a receber a Distinção de Mérito.

Neste dia, a Católica sublinha o valor transformador do voluntariado, reconhecendo o impacto das ações desenvolvidas e reforçando o convite a toda a comunidade académica para participar nos programas de voluntariado da UCP e assumir um compromisso ativo com uma sociedade mais solidária, inclusiva e humana.

05-12-2025

Recorde a 1.ª Semana da Sustentabilidade da Católica

A primeira Semana da Sustentabilidade da Universidade Católica, que decorreu de 24 a 28 de novembro em simultâneo nos quatro campi, registou uma forte adesão dos estudantes, que elogiaram as mais de 60 atividades desenvolvidas e valorizaram as experiências e aprendizagens proporcionadas.

“Participar na Semana da Sustentabilidade foi uma experiência muito enriquecedora. Os workshops e conferências, especialmente Loving the Planet e a inauguração do Students’ Garden, mostraram-me que a sustentabilidade não é só uma questão ambiental, mas também ética e social. Foi inspirador ver a comunidade académica tão envolvida e perceber que pequenas ações coletivas podem ter um grande impacto. Saio desta semana com novas ideias e muita motivação para aplicar estes princípios no dia a dia”, conta Dinis Lapyuk, estudante de Ciências da Comunicação, em Braga.

“A Semana da Sustentabilidade permitiu-me perceber a importância de combinar reflexão e ação. A conferência Integral Ecology in Action e o workshop sobre bioeconomia na indústria têxtil deram-me ferramentas práticas e inspiradoras para pensar soluções sustentáveis, mesmo em áreas técnicas. Além disso, conhecer os resultados do estudo ‘Como estamos de Sustentabilidade?’ (sobre como construir um campus mais sustentável) fez-me sentir parte de um campus que realmente quer evoluir. Foi uma semana que me desafiou a repensar hábitos e a contribuir ativamente para um futuro mais sustentável”, concorda Joana Lourenço, mestranda em Psicologia Clínica e da Saúde, também em Braga.

No Porto, as diversas propostas da Semana da Sustentabilidade também cativaram os alunos. Para Rafaela Geraldo “foi uma experiência muito enriquecedora”. A estudante participou em várias palestas e atividades que a “ajudaram a perceber melhor o impacto que as nossas escolhas têm no planeta e na sociedade”. “Aprendi que pequenas ações do dia a dia podem fazer a diferença e senti que a universidade está verdadeiramente comprometida com um futuro mais responsável”, acrescenta.

Neste campus, realizaram-se, por exemplo, a caminhada solidária com a participação de Rosa Mota, o torneio solidário de padel, a feira de troca de roupa e um concurso de ideias sustentáveis, bem como workshops sobre alimentação baseada em vegetais, ginástica laboral sustentável, aproveitamento de alimentos, burnout académico e upcycling têxtil.

“A Semana da Sustentabilidade fez-me ver como pequenas ações podem ter um grande impacto. Saio desta semana mais consciente e motivada a continuar a agir de forma sustentável no dia a dia”, comenta por sua vez Sofia Sousa, também aluna da Católica no Porto. No mesmo sentido aponta Juliana Aguiar, outra das participantes, ao frisar que “a sustentabilidade não é uma tendência, é mesmo uma necessidade”. Já Ana Curado, também a estudar no Porto, lembra que “principalmente no mundo da ciência, é muito importante termos estas noções para podermos criar uma ética mais sustentável em laboratório e nas nossas vidas enquanto cientistas”.

Em Viseu, a Semana da Sustentabilidade incluiu o mercadinho de trocas e doações, rastreios de dislexia, plantação de árvores, um seminário sobre inclusão e intervenção junto de pessoas em situação de sem-abrigo, recolha de livros infantojuvenis e o concurso “SustentaArte”, que desafiou a criar esculturas artísticas com materiais considerados desperdício.

Para os alunos de Medicina Dentária que estiveram nalgumas destas atividades, ficaram várias lições e recomendações. Para Rodrigo Giroto e Francisco Alves “sustentabilidade é cuidar do presente sem comprometer o futuro” porque “o futuro nasce do que fazemos hoje”. Para Serigne Sylla e Sidonie Bernard é essencial evitar o desperdício de água, fazer reciclagem e atuar de forma conjunta na proteção do ambiente. “A sustentabilidade começa com pequenas coisas que fazem grande diferença”, sublinha também Alice Figueiredo.

Já na sede da Católica, em Lisboa, o workshop Behind the Music: Building Sustainable Festivals foi um dos mais concorridos. “Interesso-me por festivais e não sei muito sobre sustentabilidade, por isso achei que seria uma ótima combinação”, explica Elisa, estudante alemã, a frequentar um mestrado em Marketing Estratégico. “Acho muito interessante e bom que também ensinem isso aqui na universidade, porque é algo que interessa aos jovens estudantes”, corrobora Leticia, aluna de Gestão Internacional e também alemã. Maya, outra das participantes, afirma ter ficado a conhecer melhor a “enorme infraestrutura” que suporta um festival e o trabalho de todos para que seja mais sustentável.

Com a primeira Semana da Sustentabilidade, a Universidade Católica pretendeu incentivar toda a comunidade académica a transformar intenções em ações concretas. Através de um programa diversificado, que abordou os vários pilares da sustentabilidade, o objetivo foi criar momentos de reflexão e de partilha de conhecimento, baseados numa visão holística e integrada deste tema, considerando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

 

05-12-2025

Docentes da Escola Superior de Biotecnologia vencem Prémio de Melhor Publicação da Acta Portuguesa de Nutrição 2022

O artigo “Analysis of the supply of micronutrient-fortified foods in Portugal”, com co-autoria de Ana Pimenta e Ana Gomes, docentes e investigadoras da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa e do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), recebeu o Prémio de Melhor Publicação de 2022 da Acta Portuguesa de Nutrição.

O estudo pioneiro compõe o primeiro levantamento nacional sobre a presença de alimentos fortificados no mercado português, analisando 5704 rótulos recolhidos pelo IAN-AF 2015-2016, coordenado pelos docentos da Universidade do Porto Carla Lopes e Duarte Torres, também co-autores do artigo.

Os resultados identificaram 911 produtos fortificados, o equivalente a 16% dos alimentos consumidos pelos portugueses, sobretudo nas categorias dos cereais de pequeno-almoço, bolachas e doces, laticínios, bebidas não alcoólicas e substitutos de leite. Vitaminas do complexo B, vitamina D, ferro e cálcio destacam-se entre os componentes/micronutrientes adicionados. Estes dados oferecem, pela primeira vez, um retrato claro da fortificação voluntária em Portugal, que, segundo a equipa autora, “constitui a base necessária para compreender o verdadeiro impacto da fortificação na dieta dos portugueses e orientar investigadores, indústria e decisores públicos para uma abordagem mais integrada e sustentável à nutrição da população portuguesa”.

A distinção foi atribuída no âmbito do V Seminário “Da escrita à publicação: o impacto da inteligência artificial”, realizado a 3 de dezembro na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. O evento distinguiu as melhores publicações de 2022, 2023 e 2024 e decorreu num ano particularmente simbólico para a Acta Portuguesa de Nutrição, que celebra o seu 10.º aniversário.

A investigação reconhecida reforça a estratégia cientifica da área de Alimentação, Nutrição e Saúde da ESB-CBQF, que integra investigação e ensino através de projetos dedicados à melhoria da qualidade nutricional e funcional dos alimentos, avaliação de práticas de reformulação, avaliação de padrões alimentares em Portugal e o desenvolvimento de ferramentas para melhorar a literacia alimentar dos consumidores -  recursos frequentemente utilizados como casos de estudo no ensino da Licenciatura em Ciências da Nutrição da ESB.

05-12-2025

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