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Novidades

Católica procura estudantes para representar a Universidade a nível europeu

Estão abertas as candidaturas para um representante no Conselho de Estudantes do Transform4Europe (T4EU). O candidato selecionado representará os estudantes da Universidade Católica Portuguesa neste órgão do T4EU, que é responsável pela promoção dos interesses, necessidades e opiniões dos estudantes da Aliança.

O Conselho de Estudantes é composto por estudantes de todas as universidades membros da T4EU e tem como objetivo discutir questões relevantes e desenvolver medidas para melhorar as experiências académicas e sociais de todos os estudantes europeus.

Até 14 de dezembro, são aceites candidaturas de estudantes que frequentem qualquer curso de licenciatura da Universidade Católica Portuguesa, em qualquer campi.

O candidato aceite exercerá a função durante um período mínimo de dois anos (com inscrição académica ativa).

Cada instituição T4EU tem na sua constituição dois membros ativos e um membro suplente. O novo membro será inicialmente considerado um membro suplente e, quando um membro sair, será considerado um membro ativo do Conselho de Estudantes.

O novo membro tem como objetivo apoiar todas as necessidades do Conselho de Estudantes, com participação ativa nas reuniões e pacotes de trabalho relacionados com o projeto T4EU. Durante o período enquanto membro suplente pode ir conhecendo o trabalho do Conselho de Estudantes. Internamente, na Universidade Católica, todos os membros são considerados iguais e trabalham permanentemente em equipa.

Para se candidatar, o estudante deve enviar um e-mail para t4eu@ucp.pt com o assunto “T4EU_SC_ (nome e apelido)”. O e-mail deve incluir o curriculum vitae (CV): nome completo; licenciatura; ano de licenciatura; campus da Universidade Católica Portuguesa; e atividades desenvolvidas durante a licenciatura. Para além do CV, os candidatos devem enviar uma breve declaração pessoal sobre o valor que podem trazer à T4EU.

Saiba mais sobre esta aliança europeia, no site da Transform4Europe.

10-12-2025

Mensagem de Natal da Reitora da Universidade Católica Portuguesa

Caros colegas, docentes e investigadores, estudantes e colaboradores da Universidade Católica Portuguesa,

No tempo luminoso do Natal, dirijo-me a toda a comunidade académica com profunda gratidão e apreço. Ao longo deste ano, o labor competente, rigoroso e dedicado de cada um tornou possível que a UCP continuasse a afirmar-se como um espaço de excelência, humanismo e responsabilidade social.

O reconhecimento internacional alcançado pelos nossos investigadores e docentes — com mais  vinte por cento reconhecidos no top 2% dos cientistas mais influentes do mundo — é expressão objetiva dessa proficiência. 

Agradeço, pois, a cada membro da nossa comunidade o seu contributo para o conhecimento, para a formação integral dos nossos estudantes e para o serviço ao bem comum.

Em 2025 aprofundámos também o compromisso da UCP com o impacto social e a sustentabilidade, materializado em iniciativas como a Semana da Sustentabilidade, que reforçou a consciência coletiva do papel transformador que a Universidade é chamada a desempenhar no país e no mundo.

Olhando para o futuro próximo, 2026 marcará um momento decisivo no caminho da Universidade, com o início da construção do novo Campus Veritati.

Este projeto abre novas possibilidades de crescimento e renovação, mas exige igualmente coragem para fazer diferente. A transformação curricular que estamos a lançar — UCP Nova Geração — convida-nos a pensar e agir de forma ousada, criativa e, por vezes, desafiante. Contamos com todos: com o compromisso dos docentes, com a competência dos colaboradores e, de modo muito especial, com a capacidade dos nossos estudantes de pensar para além das fronteiras disciplinares para se abrirem ao mundo com curiosidade e sentido crítico.

Vivemos, contudo, tempos globais marcados pela guerra, pela polarização e pela incerteza. Torna-se urgente  promover a paz não apenas como ideal, mas como prática quotidiana: uma paz ativa, enfática, feita de gestos concretos de diálogo, compreensão e reconciliação. O consenso, longe de ser fraqueza, é — como tão bem nos lembra a tradição cristã — um ato de coragem.

A carta apostólica do Papa Leão XIV,  Desenhar novos mapas de esperança, recorda-nos a responsabilidade de olhar a educação inspirada pelo humanismo católico como  obra de comunhão entre professores e estudantes. Este é um processo de co-criação, porque ninguém educa, nem aprende,  sozinho. O nosso modelo é o de uma educação intelectualmente rigorosa, moralmente responsável e profundamente humana. E olhando de forma crítica para o presente, a educação não existe fora do tempo real da vida comum. E neste nosso tempo, o Papa Leão convoca-nos a educar para uma “paz desarmada e desarmante”, livre de retóricas polarizantes e geradora de encontro.

Que este Natal seja, portanto, um Natal de paz — paz interior para cada membro da nossa comunidade, paz social para aqueles que enfrentam dificuldades económicas e humanas, e paz também para a nossa Universidade, para que continue a ser lugar de diálogo, de esperança e de construção de futuro.

Com estima profunda e votos de um Santo Natal e de um novo ano marcado pela luz, pela coragem e pela confiança,

A Reitora,
Isabel Capeloa Gil

10-12-2025

MBA Executivo da Católica Porto Business School iniciou ano letivo com iniciativas de forte componente prática e internacional

O início do ano letivo do MBA Executivo da Católica Porto Business School tem sido marcado por um conjunto de iniciativas que reforçam a aprendizagem experiencial, a proximidade ao tecido empresarial e a dimensão internacional do programa. Ao longo das últimas semanas, três edições do MBA estiveram envolvidas em atividades diferenciadoras, que traduzem a missão da Escola em formar líderes capazes de agir, inovar e transformar.

IMPACT BOOTCAMP
Em parceria com o IES – Social Business School, os alunos da 19.ª edição do MBA Executivo desenvolveram novas iniciativas de Empreendedorismo de Impacto. O Bootcamp desafiou as equipas a conceber e estruturar projetos, definir modelos de negócio, delinear planos de implementação e preparar comunicações eficazes. O grupo participou de forma plena numa experiência imersiva de desconstrução e reconstrução, adquirindo ferramentas e perspectivas que poderão aplicar nas suas organizações, no desenvolvimento contínuo do projeto criado durante o programa ou em futuras iniciativas empreendedoras.

Semana Internacional na ESADE Business School
Esta semana marcou um dos momentos mais significativos da 19.ª edição, reunindo os alunos numa simulação de gestão intensiva que colocou à prova competências estratégicas, analíticas e de tomada de decisão em cenários empresariais complexos. A experiência reforçou a visão global dos participantes e consolidou aprendizagens essenciais para liderar em ambientes competitivos. Assinalou, também, o encerramento simbólico de mais uma edição, refletindo um espírito de superação, colaboração e crescimento.

Projeto Empresa no Centro Porsche Porto 
Os alunos da 20.ª edição apresentaram no Centro Porsche Porto as soluções desenvolvidas para o desafio proposto pela XRS Motor. Num contexto empresarial real, aplicaram conhecimentos, testaram abordagens inovadoras e desenvolveram competências de tomada de decisão orientadas para resultados.

Semana Internacional na Luiss Business School – Roma 
A Semana Internacional da Luiss Business School, em Roma, associada à Birra Peroni, proporcionou aos alunos uma experiência verdadeiramente multicultural, partilhada com participantes de diversas escolas internacionais. Ao longo da semana, as equipas foram desafiadas a desenvolver um projeto de marketing real, aplicando conhecimentos estratégicos, criativos e analíticos num ambiente competitivo e global. A iniciativa reforçou a integração internacional, o trabalho em equipa e o pensamento inovador, sublinhando a importância da colaboração intercultural e da capacidade de resposta aos desafios das organizações contemporâneas.

Para a aluna Inês Teló Monteiro, “a experiência provou que a diversidade é a maior alavanca para a inovação. Reuniu 24 alunos dos cinco continentes para criar soluções para a Peroni e resultou em perspetivas que jamais conseguiríamos isoladamente. O valor aqui não está apenas no produto final, mas na gestão desse processo multicultural. Esta semana é um must-do para qualquer aluno de MBA, especialmente para quem ambiciona liderar no mercado global. Oferece crescimento pessoal, soluções criativas e um poderoso networking internacional.”

Integração da 21.ª edição do MBA Executivo
As atividades de acolhimento da nova edição incluíram uma dinâmica “Taskmaster”, realizada com a MapaZero – Teambuilding e Eventos, focada no desenvolvimento de competências como pensamento crítico, colaboração e criatividade. Seguiu-se a experiência “batismo de vela”, em parceria com a BBDouro Group, durante a qual os alunos trabalharam liderança, gestão de equipas e negociação num ambiente desafiante e colaborativo.

No MBA Executivo da Católica Porto Business School, a aprendizagem constrói-se por meio de experiências reais, exigentes e transformadoras. Saiba mais aqui.

09-12-2025

Construir uma escola para todos: Faculdade de Educação e Psicologia leva reflexão sobre inclusão às escolas

Docente Marisa Carvalho apresentou estratégias inovadoras para construir escolas mais inclusivas, envolvendo contextos, recursos e processos.

A inclusão educativa foi o tema central das Jornadas de Educação do Agrupamento de Escolas de Arouca. O evento, que reuniu mais de duas centenas de professores, educadores e terapeutas, contou com a participação da docente e investigadora da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP), Marisa Simões Carvalho, que dinamizou a formação intitulada “Para uma escola mais inclusiva: contextos, recursos e processos”.

Um encontro para partilhar práticas e promover a inclusão

As Jornadas de Educação são um espaço anual de reflexão e partilha de boas práticas pedagógicas, com o objetivo de capacitar os profissionais para promover o sucesso escolar e a inclusão. Este ano, o tema da inclusão assumiu especial relevância, refletindo um dos maiores desafios da educação contemporânea.

Na sua intervenção, Marisa Carvalho apresentou uma abordagem prática e inovadora, centrada no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), que procura alinhar processos de aprendizagem e participação com recursos humanos e materiais, em contextos que abrangem a sala de aula, a escola e a comunidade.

“O Desenho Universal para a Aprendizagem constitui um modelo de suporte ao planeamento e ação pedagógica que considera a diversidade de estudantes bem como as barreiras à aprendizagem. Estes aspetos são essenciais quando pretendemos pensar as nossas aulas de forma mais inclusiva, respondendo a questões como: ‘Quem são os meus estudantes?’, Quais as barreiras que dificultam a sua aprendizagem e participação na sala de aula?’ ou ‘O que posso fazer para eliminar essas mesmas barreiras?’", afirma.

Estratégias para uma escola inclusiva

A docente, que também é coordenadora do Serviço de Apoio à Melhoria da Educação (SAME), destacou princípios orientadores para uma escola inclusiva, sublinhando a importância de promover alunos motivados, informados e estratégicos. Entre as propostas apresentadas, salientam-se seis pistas para a construção contínua de ambientes educativos inclusivos: Conhecer, Diversificar, Valorizar, Colaborar, Errar e Aprender, Acreditar e Inspirar.

Estas orientações pretendem apoiar os profissionais na criação de práticas pedagógicas que respeitem a diversidade e fomentem a participação de todos.

Para Marisa Carvalho: “a inclusão efetiva parte da valorização da diversidade. Perceber a diferença entre as pessoas e reconhecê-la como uma oportunidade de aprendizagem e de crescimento interpessoais é um fator crítico na criação de ambientes mais inclusivos.”

As Jornadas aconteceram no dia 11 de novembro de 2025, na Loja Interativa de Turismo de Arouca.

09-12-2025

No Dia International do Voluntariado Católica celebra 24 700 horas de serviço voluntário

No Dia Internacional do Voluntariado, assinalado a 5 de dezembro, a Universidade Católica Portuguesa celebra o valor do serviço aos outros como parte essencial da sua missão educativa e social.

Em cada um dos quatro campi, o voluntariado oferece a estudantes, staff, docentes e investigadores a oportunidade de contribuir para uma sociedade mais justa e solidária, participando ativamente em projetos que respondem às necessidades das comunidades locais.

Durante o ano de 2024, a Universidade Católica contou com mais de 1200 voluntários, que dedicaram mais de 24 700 horas de serviço em iniciativas nacionais e internacionais.

Em Lisboa, Porto, Braga e Viseu, os programas VIDA – Voluntariado na Católica, CASO – Católica Solidária, Voluntaria*Te e Ready to Help promovem iniciativas que abrangem áreas como pobreza e exclusão social, apoio a migrantes e refugiados, educação, saúde e sustentabilidade. Estes programas aproximam a academia das comunidades envolventes e contam, ano após ano, com uma vasta rede de parceiros sociais que acolhem e desafiam os voluntários da Católica.

Em 2024, este compromisso voltou a ser reconhecido com a atribuição do Selo de Qualidade Academia Voluntária da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, distinção que destacou a Católica entre as 16 instituições premiadas, ao ser uma das três a receber a Distinção de Mérito.

Neste dia, a Católica sublinha o valor transformador do voluntariado, reconhecendo o impacto das ações desenvolvidas e reforçando o convite a toda a comunidade académica para participar nos programas de voluntariado da UCP e assumir um compromisso ativo com uma sociedade mais solidária, inclusiva e humana.

05-12-2025

Recorde a 1.ª Semana da Sustentabilidade da Católica

A primeira Semana da Sustentabilidade da Universidade Católica, que decorreu de 24 a 28 de novembro em simultâneo nos quatro campi, registou uma forte adesão dos estudantes, que elogiaram as mais de 60 atividades desenvolvidas e valorizaram as experiências e aprendizagens proporcionadas.

“Participar na Semana da Sustentabilidade foi uma experiência muito enriquecedora. Os workshops e conferências, especialmente Loving the Planet e a inauguração do Students’ Garden, mostraram-me que a sustentabilidade não é só uma questão ambiental, mas também ética e social. Foi inspirador ver a comunidade académica tão envolvida e perceber que pequenas ações coletivas podem ter um grande impacto. Saio desta semana com novas ideias e muita motivação para aplicar estes princípios no dia a dia”, conta Dinis Lapyuk, estudante de Ciências da Comunicação, em Braga.

“A Semana da Sustentabilidade permitiu-me perceber a importância de combinar reflexão e ação. A conferência Integral Ecology in Action e o workshop sobre bioeconomia na indústria têxtil deram-me ferramentas práticas e inspiradoras para pensar soluções sustentáveis, mesmo em áreas técnicas. Além disso, conhecer os resultados do estudo ‘Como estamos de Sustentabilidade?’ (sobre como construir um campus mais sustentável) fez-me sentir parte de um campus que realmente quer evoluir. Foi uma semana que me desafiou a repensar hábitos e a contribuir ativamente para um futuro mais sustentável”, concorda Joana Lourenço, mestranda em Psicologia Clínica e da Saúde, também em Braga.

No Porto, as diversas propostas da Semana da Sustentabilidade também cativaram os alunos. Para Rafaela Geraldo “foi uma experiência muito enriquecedora”. A estudante participou em várias palestas e atividades que a “ajudaram a perceber melhor o impacto que as nossas escolhas têm no planeta e na sociedade”. “Aprendi que pequenas ações do dia a dia podem fazer a diferença e senti que a universidade está verdadeiramente comprometida com um futuro mais responsável”, acrescenta.

Neste campus, realizaram-se, por exemplo, a caminhada solidária com a participação de Rosa Mota, o torneio solidário de padel, a feira de troca de roupa e um concurso de ideias sustentáveis, bem como workshops sobre alimentação baseada em vegetais, ginástica laboral sustentável, aproveitamento de alimentos, burnout académico e upcycling têxtil.

“A Semana da Sustentabilidade fez-me ver como pequenas ações podem ter um grande impacto. Saio desta semana mais consciente e motivada a continuar a agir de forma sustentável no dia a dia”, comenta por sua vez Sofia Sousa, também aluna da Católica no Porto. No mesmo sentido aponta Juliana Aguiar, outra das participantes, ao frisar que “a sustentabilidade não é uma tendência, é mesmo uma necessidade”. Já Ana Curado, também a estudar no Porto, lembra que “principalmente no mundo da ciência, é muito importante termos estas noções para podermos criar uma ética mais sustentável em laboratório e nas nossas vidas enquanto cientistas”.

Em Viseu, a Semana da Sustentabilidade incluiu o mercadinho de trocas e doações, rastreios de dislexia, plantação de árvores, um seminário sobre inclusão e intervenção junto de pessoas em situação de sem-abrigo, recolha de livros infantojuvenis e o concurso “SustentaArte”, que desafiou a criar esculturas artísticas com materiais considerados desperdício.

Para os alunos de Medicina Dentária que estiveram nalgumas destas atividades, ficaram várias lições e recomendações. Para Rodrigo Giroto e Francisco Alves “sustentabilidade é cuidar do presente sem comprometer o futuro” porque “o futuro nasce do que fazemos hoje”. Para Serigne Sylla e Sidonie Bernard é essencial evitar o desperdício de água, fazer reciclagem e atuar de forma conjunta na proteção do ambiente. “A sustentabilidade começa com pequenas coisas que fazem grande diferença”, sublinha também Alice Figueiredo.

Já na sede da Católica, em Lisboa, o workshop Behind the Music: Building Sustainable Festivals foi um dos mais concorridos. “Interesso-me por festivais e não sei muito sobre sustentabilidade, por isso achei que seria uma ótima combinação”, explica Elisa, estudante alemã, a frequentar um mestrado em Marketing Estratégico. “Acho muito interessante e bom que também ensinem isso aqui na universidade, porque é algo que interessa aos jovens estudantes”, corrobora Leticia, aluna de Gestão Internacional e também alemã. Maya, outra das participantes, afirma ter ficado a conhecer melhor a “enorme infraestrutura” que suporta um festival e o trabalho de todos para que seja mais sustentável.

Com a primeira Semana da Sustentabilidade, a Universidade Católica pretendeu incentivar toda a comunidade académica a transformar intenções em ações concretas. Através de um programa diversificado, que abordou os vários pilares da sustentabilidade, o objetivo foi criar momentos de reflexão e de partilha de conhecimento, baseados numa visão holística e integrada deste tema, considerando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

 

05-12-2025

Docentes da Escola Superior de Biotecnologia vencem Prémio de Melhor Publicação da Acta Portuguesa de Nutrição 2022

O artigo “Analysis of the supply of micronutrient-fortified foods in Portugal”, com co-autoria de Ana Pimenta e Ana Gomes, docentes e investigadoras da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa e do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), recebeu o Prémio de Melhor Publicação de 2022 da Acta Portuguesa de Nutrição.

O estudo pioneiro compõe o primeiro levantamento nacional sobre a presença de alimentos fortificados no mercado português, analisando 5704 rótulos recolhidos pelo IAN-AF 2015-2016, coordenado pelos docentos da Universidade do Porto Carla Lopes e Duarte Torres, também co-autores do artigo.

Os resultados identificaram 911 produtos fortificados, o equivalente a 16% dos alimentos consumidos pelos portugueses, sobretudo nas categorias dos cereais de pequeno-almoço, bolachas e doces, laticínios, bebidas não alcoólicas e substitutos de leite. Vitaminas do complexo B, vitamina D, ferro e cálcio destacam-se entre os componentes/micronutrientes adicionados. Estes dados oferecem, pela primeira vez, um retrato claro da fortificação voluntária em Portugal, que, segundo a equipa autora, “constitui a base necessária para compreender o verdadeiro impacto da fortificação na dieta dos portugueses e orientar investigadores, indústria e decisores públicos para uma abordagem mais integrada e sustentável à nutrição da população portuguesa”.

A distinção foi atribuída no âmbito do V Seminário “Da escrita à publicação: o impacto da inteligência artificial”, realizado a 3 de dezembro na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. O evento distinguiu as melhores publicações de 2022, 2023 e 2024 e decorreu num ano particularmente simbólico para a Acta Portuguesa de Nutrição, que celebra o seu 10.º aniversário.

A investigação reconhecida reforça a estratégia cientifica da área de Alimentação, Nutrição e Saúde da ESB-CBQF, que integra investigação e ensino através de projetos dedicados à melhoria da qualidade nutricional e funcional dos alimentos, avaliação de práticas de reformulação, avaliação de padrões alimentares em Portugal e o desenvolvimento de ferramentas para melhorar a literacia alimentar dos consumidores -  recursos frequentemente utilizados como casos de estudo no ensino da Licenciatura em Ciências da Nutrição da ESB.

05-12-2025

Visita à Wageningen University & Research reforça colaboração internacional do projeto CROSSPATHS

Rui Magalhães e Manuela Machado, investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) e da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa (ESB-UCP), visitaram a Wageningen University & Research (WUR), na Holanda, no âmbito do projeto CROSSPATHS, com o objetivo de reforçar a colaboração científica.

"A nossa visita à Wageningen University & Research foi extremamente valiosa e apoiou diretamente o objetivo do CROSSPATHS de reforçar a prestação de serviços de investigação”, afirmam Rui Magalhães e Manuela Machado.

Durante a visita, os investigadores tiveram a oportunidade de conhecer em detalhe várias infraestruturas de investigação da WUR, e de compreender como os diferentes serviços colaboram, apontando que “o ambiente dinâmico do campus, onde equipas diversas apoiam a educação e a investigação de forma integrada, foi impressionante”.

As reuniões, as visitas aos laboratórios e o contacto com equipas multidisciplinares proporcionaram momentos significativos de troca de experiências. “Apesar das diferenças de escala, as discussões com investigadores da WUR destacaram questões e desafios comuns a diferentes ambientes de investigação“, acrescentam os investigadores da ESB/CBQF. Esta interação permitiu-lhes construir uma visão mais abrangente sobre a organização e gestão de serviços de investigação em contextos de grande dimensão: “Estas perspetivas ajudar-nos-ão a melhorar a forma como organizamos e prestámos serviços de investigação na nossa própria instituição.”

A visita, que decorreu entre os dias 12 e 14 de novembro, reforça o compromisso da ESB-UCP e do CBQF com a cooperação internacional e a excelência científica, promovendo oportunidades de aprendizagem e troca de boas práticas entre instituições de referência.
 

04-12-2025

Susana Costa e Silva: “O mestrado em Gestão da Católica Porto Business School está entre os 100 melhores do mundo.”

Susana Costa e Silva é alumna da Católica e, para além de co-diretora do novo Doutoramento em Gestão, é também diretora do Mestrado em Gestão na Católica Porto Business School, que integra, atualmente, o ranking do Financial Times. Natural do Porto, conta uma infância feliz e partilha que sempre teve uma grande vontade de aprender. É doutorada em Marketing pela University College Dublin e tem-se dedicado profundamente à investigação desta área: “Marketing é compreender o mercado, perceber o que ele valoriza e conseguir levar até lá um produto ou serviço que faça sentido.” Nesta entrevista, fala-nos sobre a escolha pela carreira académica, a sua investigação, e partilha ainda uma visão sobre o ensino de gestão e a importância da internacionalização.

 

É diretora do mestrado em Gestão, que entrou, este ano, para o ranking do Financial Times. Qual é a importância desta distinção?

É um reconhecimento internacional que nos coloca entre os 100 melhores programas de gestão do mundo. Trabalhámos muito para alcançar este resultado, com a produção de investigação de qualidade e, sobretudo, com impacto. A transferência de conhecimento é fundamental e foi um dos pilares que nos levou a ser reconhecidos pelo Financial Times. Mas a internacionalização é onde temos traçado mais caminho. O nosso corpo docente é praticamente todo doutorado e com provas dadas em termos de ensino, quer em Portugal quer fora. É uma equipa com uma pegada e uma experiência internacional muito significativa. Temos colegas que lecionam regularmente fora do país e docentes recrutados em concursos internacionais. No meu caso em concreto, integro o corpo docente da Universidade de São José, em Macau, há já vários anos e tenho experiência de ensino no Brasil, na Europa e, mais recentemente, no Dubai, no Institute of Management Technology. Resultado desta internacionalização de docentes e da oferta de 3 das especializações do programa totalmente em inglês, é a procura do programa por cada vez mais alunos estrangeiros.

Muitos dos alunos que chegam até nós não vêm em mobilidade Erasmus, mas sim para realizar o mestrado completo. Procuram programas com reconhecimento internacional e o ranking do Financial Times ajuda a aumentar essa visibilidade. Neste momento, já temos uma percentagem expressiva de estudantes internacionais. A classificação no Financial Times vem premiar o trabalho que temos desenvolvido e, ao mesmo tempo, abre portas a novos públicos, que antes não consideravam o nosso mestrado precisamente por não constar desse ranking. Já éramos uma escola com a Triple Crown, que é por si só um selo de qualidade, e este reconhecimento vem consolidar ainda mais o nosso posicionamento internacional.

Temos também resultados muito positivos que refletem o sucesso dos nossos alunos: bons níveis salariais e um indicador acima da média em value for money. O investimento que os estudantes fazem no mestrado é rapidamente compensado após a conclusão do curso, o que demonstra um retorno muito positivo. Outro aspeto que nos orgulha é o equilíbrio de género. Temos uma presença muito significativa de mulheres no corpo docente e também entre os estudantes, algo que já se verificava nas licenciaturas. É um indicador de diversidade e equilíbrio que valorizamos bastante.

 

“Os momentos vividos na escola não eram apenas de brincadeira, eram também oportunidades de descoberta.”

 

Quais são as suas principais memórias de infância?

Nasci no Porto, mas vivi sempre em Gaia. Ultimamente, até tenho pesquisado um pouco sobre o fundador da escola que frequentei, Diogo Cassels, e sobre a marca que deixou na zona onde cresci. Fui sempre uma boa aluna e tinha um enorme gosto por aprender. Vibrava com os dias de escola e gostava muito de lá estar. As minhas memórias dessa época são muito positivas. Os momentos vividos na escola não eram apenas de brincadeira, eram também oportunidades de descoberta. Era uma miúda muito curiosa. Descobri há pouco tempo que ainda guardo o cartão da Biblioteca de Gaia, feito em 1984, quando tinha 11 anos. Passava lá muito tempo a ler tudo o que encontrava, tanto na biblioteca como na escola.

 

De onde vem essa tão grande vontade de aprender?

A minha família próxima não é muito grande e talvez eu tenha sido das primeiras pessoas doutoradas. Os meus pais aperceberam-se cedo de que eu tinha vontade de ir mais além. Perceberam que valia a pena investir em livros. Por isso, diria que essa vontade de aprender foi, sobretudo, estimulada.

 

É licenciada em Gestão pela Universidade Católica. Quando é que começou a idealizar o seu futuro profissional?

Foi na universidade que comecei a pensar mais seriamente no meu futuro. Fiz o curso na Católica, entre 1991 e 1996, com o apoio de uma bolsa de estudo, e numa altura considerada os “Golden Years” da Gestão. As empresas iam às universidades à procura dos melhores alunos finalistas, e tive o privilégio de fazer parte desse grupo que recebeu várias propostas de trabalho. Comecei a trabalhar com a sensação de ter conseguido o emprego ideal. No entanto, pouco tempo depois percebi que me sentiria mais realizada na Academia. Um grande impulsionador dessa decisão foi o Professor Alberto Castro, diretor da faculdade, que já me conhecia e sabia do meu percurso. Quando percebi que o mundo académico me atraía mais, decidi aceitar o desafio. Entrei em 1997, lecionando Economia Internacional, uma das áreas que mais me interessava, relacionada com a internacionalização das empresas.

 

O que a motivou foi o querer continuar a estudar, a investigar e a ensinar …

Sim, exatamente. Eu queria continuar a estudar e percebi logo que, se optasse por essa via, teria de fazer um mestrado e, depois, um doutoramento. Comecei por fazer um mestrado em Economia até porque trabalhava mais nesta área. A Economia e a Gestão são como duas ferramentas essenciais para entender o mundo dos negócios. A Economia dá-nos o mapa geral: os modelos teóricos, as forças de mercado e os princípios que explicam o porquê por detrás dos fenómenos. A Gestão, por sua vez, dá-nos o kit de navegação para percorrer o terreno: as técnicas e decisões práticas do como operar uma empresa. Uma sem a outra fica incompleta… Foi um desafio que impus a mim própria: compreender melhor o funcionamento da economia dado que me tinha licenciado em Gestão. Na altura conclui que a gestão é mais prática, mais próxima da realidade das empresas, e por isso também, muito aliciante. Depois do mestrado, segui para um doutoramento em Marketing e Negócio Internacional. Foi aí que voltei ao lado mais prático e aplicado das empresas que atuavam internacionalmente, quer através de exportações, quer através de contratos ou investimento estrangeiro. Fiz o doutoramento na Irlanda, uma experiência fantástica.

 

Que memórias guarda dos seus tempos de aluna na Católica?

Guardo muito boas memórias. Por exemplo, estive recentemente em Joanesburgo com colegas do curso, e estamos a preparar a comemoração dos 30 anos desde que nos formámos, em maio de 2026. Fiz muitos amigos e é curioso porque com alguns colegas criei mais amizade depois de terminar o curso do que durante. Eramos muitos e ainda mantenho ligação com praticamente todos. Alguns já cá tiveram os filhos a estudar. Tenho também excelentes recordações dos professores, muitos dos quais são agora meus colegas, como o Professor Vasco Rodrigues, o Professor Alberto Castro, o Professor Luís Pacheco ou o Professor Rui Sousa e muitos outros. Hoje tratamo-nos por “tu”, mas na altura foram professores que me marcaram muito pela sua qualidade e exigência. Recordo ainda com carinho os momentos passados na Universidade e também fora dela, em convívio e confraternização com os colegas. Foram anos muito felizes.

 

“A classificação no Financial Times vem premiar o trabalho que temos desenvolvido e, ao mesmo tempo, abre portas a novos públicos.”

 

O que é que acha que distingue o ensino da Católica Porto Business School?

Sem dúvida, a proximidade. A proximidade com os professores sempre foi uma marca distintiva. Na altura, havia uma verdadeira política de porta aberta, que ainda hoje mantemos com os nossos alunos. Esse espírito vem dos tempos em que a escola era mais pequena. Éramos muitos por turma, mas havia menos cursos (não existia ainda a licenciatura em Economia, nem os mestrados) e, por isso, todos nos conhecíamos bem, tanto entre alunos como com os docentes.
Lembro-me de praticamente todos os professores que tive, alguns já reformados. Recordo, por exemplo, o engenheiro Pinto Santos, uma figura marcante na nossa formação. Lembro-me de entrar no gabinete dele para conversar sobre o meu futuro profissional, estava dividida entre seguir a docência ou aceitar uma proposta de trabalho, e ele ouviu-me com toda a atenção. Nunca mais esqueci as suas palavras. Mais tarde, quando fiz as minhas provas de agregação, tive oportunidade de agradecer a todos os professores que me acompanharam e que sempre se disponibilizaram a ouvir-me. Guardo, portanto, excelentes memórias desse tempo e um grande reconhecimento por todos eles.

 

“Marketing é compreender o mercado.”

 

A sua área de especialização é o Marketing. O que é que torna essa área fascinante?

Curiosamente, o Marketing não era a minha área de eleição quando terminei a licenciatura. Nessa altura, o meu interesse estava na internacionalização, que foi, aliás, o tema da minha tese de mestrado e do meu primeiro livro. Só quando tive de decidir o tema do doutoramento é que comecei a considerar o Marketing.

Em Portugal ainda há uma perceção errada do marketing. Muitas vezes ouvimos dizer “isso é só marketing”, como se fosse algo enganador. Isso deixa-me triste, porque o verdadeiro sentido da palavra é justamente “levar ao mercado”. Muitos alunos chegam ao curso de marketing com a ideia de que é uma área puramente comunicacional e saem com uma visão muito diferente. Percebem que o marketing é também raciocínio estratégico, planeamento e criação de valor e passa por auscultar o mercado mesmo antes de se criarem os produtos. Há uma frase de Henry Ford que gosto muito e que ilustra bem esta ideia. Ele dizia: “Se eu tivesse produzido aquilo que o meu cliente queria, teria feito cavalos que corressem mais depressa.” Isto significa que não basta ouvir o consumidor nem basta ouvir os engenheiros; é preciso um diálogo constante entre os dois lados. O verdadeiro marketing acontece nesse equilíbrio: perceber quão capazes somos de desenvolver propostas de valor, mas também reconhecer o que é que o mercado precisa mesmo que ainda disso não tenha consciência.

Marketing é compreender o mercado, perceber o que se valoriza e conseguir levar até lá um produto ou serviço que faça sentido - para consumidores e para a empresa. E foi neste seguimento que percebi que o Marketing é essencial, não apenas para o consumo individual, mas também para as indústrias e para o contexto empresarial mais alargado. Juntar essa dimensão internacional ao Marketing acabou por ser um caminho de investigação natural para mim.

 

“O marketing social ajuda a orientar comportamentos em benefício do bem comum.”

 

Em que temas tem centrado a sua investigação?

No início, investigava sobretudo as relações que as empresas estabelecem entre si para se internacionalizarem, como alianças internacionais, joint ventures, consórcios, motivos para o investimento direto estrangeiro ou para as exportações. Tudo isso faz parte do processo de “ir ao mercado”, mas a um nível mais macro. Ainda hoje mantenho esta linha de trabalho. Mas mais recentemente, tenho investigado o comportamento do consumidor. Interessa-me perceber de que forma a investigação pode ajudar as empresas a compreender melhor as intenções dos consumidores, como por exemplo, quando utilizam o self-checkout no supermercado ou devices de inteligência artificial, ou como interagem com as empresas através de uma página web, de chatbots ou assistentes de voz. Se um banco cria um assistente virtual, por exemplo, é importante perceber como é que o consumidor reage a essa experiência e como isso influencia a sua satisfação e confiança na marca e no prestador. Procuro compreender o que leva um consumidor a preferir um produto em detrimento de outro num site de e-commerce, e qual o impacto de certos estímulos, como pop-ups, jogos, descontos, ou outras mensagens de apelo ao consumo, na intenção de compra. Estes mecanismos podem aumentar o envolvimento, mas também gerar irritação ou sensação de intrusão. Atualmente, estudo também no âmbito da Psicologia do Consumidor, recorrendo não só a questionários, mas a métodos das neurociências. Por exemplo, utilizamos eletroencefalogramas para medir as reações cerebrais e perceber o que provoca mais stress ou alegria no consumidor, sem precisar de o perguntar diretamente. Resumindo, podemos dizer que a minha investigação cruza, por isso, duas grandes áreas: o Marketing e os Negócios Internacionais.

 

Tem, também, trabalho desenvolvido na área do marketing social. Em que consiste?

Desde 2010 que faço investigação na área do Marketing Social e tudo começou depois de uma estada marcante na Guiné-Bissau em 2010, que repeti em 2011, e onde percebi que o Marketing pode ser usado para promover comportamentos benéficos para a sociedade. O Marketing Social serve, por exemplo, para incentivar ações positivas, como fazer exercício, doar sangue, ou beber mais água, ou para reduzir comportamentos negativos, como a violência doméstica ou a mutilação genital feminina, que é um problema grave na Guiné-Bissau. Em qualquer um dos casos, o Marketing ajuda a orientar comportamentos em benefício do bem comum. Muitas vezes as pessoas associam o marketing a algo negativo, mas ele pode ter um papel profundamente positivo. O marketing social mostra precisamente isso: que é possível aplicar as mesmas ferramentas usadas para vender produtos a causas sociais e comportamentais que melhoram a vida em sociedade. É por isso que o Marketing social é muitas vezes descrito como o Marketing da mudança de comportamentos.

 

É uma área pouco desenvolvida e estudada em Portugal?

Acho que não é tão pouco desenvolvida como muitas pessoas pensam. O que existe, isso sim, é uma grande falta de consciência sobre a importância que o Marketing tem nas alterações de comportamento. Há muito trabalho social feito em Portugal. Eu estou neste momento, por exemplo, no Board da Cruz Vermelha de Gaia. Há imensas pessoas e instituições a intervir neste campo, mas poucas reconhecem o papel decisivo que o Marketing pode ter na concretização dessas iniciativas. No âmbito das formações na Área Transversal de Economia Social em que colaboro há cerca de 15 anos, tenho tido a oportunidade de ajudar a formar pessoas que nos procuram para aumentarem os seus conhecimentos neste domínio, o que é uma mudança que registo com satisfação.

No âmbito destas formações, tenho tido a oportunidade de conhecer muitas organizações com missões muito específicas: ajudar imigrantes a adaptarem-se à condução em Portugal, estimular as visitas a lares de 3ª idade, promover o uso da bicicleta, incentivar a reciclagem ou até ensinar português. São respostas sociais muito diversas, mas quase nenhuma tem especialistas de Marketing envolvidos. E isso faz falta, porque o Marketing é precisamente a área que permite estruturar um plano de ação - análise, planeamento, implementação e controlo - que transforma boas intenções em resultados concretos. Lembro-me de um caso estudado numa conferência no Porto, sobre jovens no País de Gales que ateavam incêndios por tradição. Criou-se uma task force para perceber o que estava na origem desse comportamento. Quando se aplicou uma metodologia de Marketing - compreender causas, definir estratégias, medir resultados -, percebeu-se que o problema estava ligado à falta de alternativas de lazer. Criaram-se essas alternativas e o número de incêndios diminuiu. Este exemplo mostra bem como o Marketing pode ajudar a resolver problemas sociais de forma estruturada, desde que se faça uma correta análise, o que invariavelmente carece de envolvimento local. Esta capacidade de nos colocarmos no lugar do outro é tão útil no marketing social, como o é na nossa forma de estar em sociedade.

 

04-12-2025

Universidade Católica no Porto promove Campanha Solidária de Natal

A Universidade Católica Portuguesa no Porto celebra o espírito natalício com uma ampla Campanha Solidária de Natal, que mobiliza toda a comunidade académica em ações de solidariedade e partilha. A campanha inclui a preparação de cabazes de Natal, recolha de alimentos e atividades que envolvem instituições parceiras e famílias carenciadas.

Os cerca de 200 voluntários da CAtólica SOlidária (CASO) vão estar empenhados na preparação de cabazes para diferentes instituições parceiras, incluindo a AFUA, Ajudaris, Casa Mãe Clara, Casa Ronald McDonald, Centro António Cândido, Centro Comunitário São Cirilo e Compassio. Paralelamente, também todas as faculdades e serviços da Católica no Porto foram desafiados a criar cabazes de Natal destinados a famílias apoiadas pela Cáritas Diocesana do Porto.

Será no dia 10 de dezembro, às 18h30, a celebração da Missa de Natal, presidida por D. Vitorino Soares, Bispo Auxiliar do Porto. A celebração, aberta a toda a comunidade académica, será seguida de um jantar para colaboradores e docentes.

No átrio central do campus do Porto, decorre, também, uma recolha de bens (televisões, rádios, chaleiras, leitores de DVDs), que se destina a apoiar o Estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo, bem como uma recolha de bens alimentares para a Associação Porto Solidário. Todos estão convidados a passar pelo ponto de recolha e a deixar o seu contributo.

As ações de Natal no campus do Porto da Católica arrancaram ainda em novembro, com a associação da Universidade à Campanha de Recolha do Banco Alimentar contra a Fome, que decorreu a 29 e 30 de novembro. Diversos voluntários da comunidade académica participaram ativamente na grande recolha nacional de alimentos, contribuindo para apoiar milhares de famílias portuguesas em situação de carência.

Já decorreu, também, um mercado de Natal solidário e um bingo especial, que reuniu a comunidade da Católica e utentes da associação Somos Nós – Associação para a Autonomia e Integração de Jovens Deficientes e da e da Santa Casa da Misericórdia do Porto. A atividade promoveu momentos de convívio e inclusão através de equipas mistas entre utentes das associações e membros da comunidade académica.

 

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04-12-2025

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