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Novidades

Comunidade da Universidade Católica Portuguesa no Porto celebrou o Dia da Universidade na Sé do Porto

A Universidade Católica Portuguesa no Porto reuniu a sua comunidade académica na Sé do Porto para celebrar o Dia da Universidade. A celebração eucarística, que decorreu a 1 de fevereiro, foi presidida pelo capelão da Católica no Porto, Padre José Pedro Azevedo.

O momento congregou diversos membros da comunidade académica, incluindo colaboradores, corpo docente e antigos alunos, contando ainda com a presença de Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa.

“Este é um momento privilegiado para darmos graças pelo caminho percorrido e para reforçarmos o nosso compromisso com a excelência académica e o serviço ao bem comum, sempre em estreita união com a cidade e com a diocese do Porto”, referiu Isabel Braga da Cruz.

Este momento de celebração foi um ponto de encontro, união e partilha entre os diversos membros da comunidade universitária, num dos locais mais significativos do património portuense.
 

 

02-02-2026

Católica promove Encontro Interinstitucional sobre Inovação Pedagógica no Ensino Superior

Docentes, investigadores e responsáveis institucionais de diversas Instituições de Ensino Superior estiveram reunidos no Encontro Interinstitucional de Práticas Pedagógicas no Ensino Superior | Conexões Pedagógicas, uma iniciativa organizada pelo Católica Learning Innovation Lab (CLIL), no âmbito do projeto INOV-NORTE – Centro de Excelência para a Inovação Pedagógica na Região Norte.

O evento decorreu nos dias 15 e 16 de janeiro e teve como objetivo promover a partilha, a reflexão e o diálogo em torno da inovação pedagógica e da valorização da dimensão pedagógica da função docente, enquanto eixo estratégico para a qualidade do ensino superior.

A jornada inaugural teve início com um painel dedicado ao Mapeamento de Práticas Pedagógicas, no qual foram apresentados os resultados da segunda fase da aplicação do questionário relativos à Universidade Católica Portuguesa. Seguiu-se um workshop sobre aprendizagem colaborativa, centrado em estratégias para potenciar o trabalho em equipa e o envolvimento ativo dos estudantes no processo de ensino-aprendizagem.

Durante a tarde, realizou-se a sessão de abertura oficial, que contou com as intervenções de Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, de Sónia Valente Rodrigues, Coordenadora do Consórcio INOV-NORTE, e de Diana Soares, Coordenadora do CLIL.

O programa prosseguiu com um painel temático dedicado à dimensão pedagógica na função docente no ensino superior, que reuniu responsáveis institucionais e especialistas nacionais. O debate contou com a participação de Joaquim Mourato, Diretor-Geral do Ensino Superior, de Patrícia Rosado Pinto, do CNIPES, e de Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa, sob a moderação de Diana Mesquita.

Neste painel, foi sublinhada a urgência de encarar a inovação pedagógica não como um elemento acessório, mas como um pilar estratégico, que deve estar integrado no núcleo das políticas e práticas institucionais. Reforçou-se ainda a necessidade de incentivar os docentes a transitar de modelos tradicionais para abordagens mais dinâmicas e centradas no estudante, reconhecendo o desenvolvimento profissional docente como condição essencial para a excelência no ensino, em paridade com a valorização da investigação.

A reflexão apresentada articulou-se com as recomendações recolhidas pelo CNIPES no âmbito das suas missões internacionais, evidenciando que o sucesso académico dos estudantes depende de uma colaboração efetiva entre diferentes estruturas e organismos institucionais. Foi igualmente destacado que a implementação de estratégias pedagógicas eficazes exige tempo dedicado e apoio institucional à formação contínua dos docentes, permitindo-lhes conceber experiências de aprendizagem ajustadas à diversidade de perfis e necessidades dos estudantes contemporâneos.

O primeiro dia culminou com uma conferência internacional proferida por Alexandra Mihai, da Maastricht University, seguida de um momento de convívio e porto de honra.

O segundo dia foi marcado por dinâmicas de trabalho colaborativo e aprofundamento prático, destacando-se o pequeno-almoço em comunidade, as sessões de partilha de práticas pedagógicas das Comunidades em Ação e a mesa-redonda “Facilitadores em Rede”, que reforçou a importância da cooperação interinstitucional na promoção da inovação pedagógica.

O encontro encerrou com a conferência de encerramento, proferida por Linda Evans, da University of Manchester, seguida da sessão de encerramento institucional, com a intervenção de Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa.

O Encontro Interinstitucional de Práticas Pedagógicas no Ensino Superior | Conexões Pedagógicas reafirmou a importância da construção de uma rede sólida de partilha de boas práticas, assumindo-se como um catalisador de futuras ações orientadas para um ensino superior mais inclusivo, inovador e centrado no sucesso e bem-estar dos estudantes.

29-01-2026

Intervenção no Arquivo Histórico da Paróquia de S. Lourenço em curso na Escola das Artes

Encontra-se, atualmente, em curso nas Oficinas de Conservação e Restauro uma intervenção ao espólio do Arquivo da Paróquia de S. Lourenço -Macau. O trabalho decorre sob a orientação técnica e científica de Adriana Ferreira, professora convidada da EA, e incide sobre 33 livros datados dos séculos XVIII e XIX, que incluem assentos de batismos, casamentos e óbitos. Estes registos constituem uma fonte essencial para o conhecimento da história social, religiosa e genealógica da comunidade, refletindo a sua evolução ao longo de várias gerações.

A intervenção em curso tem como principal objetivo assegurar a preservação da integridade física e informativa deste acervo.

Podes conhecer mais trabalhos desenvolvidos nesta área aqui

29-01-2026

UCP2Be termina com sucesso e impacto positivo na saúde mental dos estudantes

Terminou com sucesso a fase piloto da Unidade Curricular UCP2Be, lançada pelo UCP2 Mental Health. Implementada este semestre na Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), da Universidade Católica Portuguesa, a iniciativa envolveu 53 estudantes do 1.º ano da Licenciatura em Psicologia, focando-se no desenvolvimento de competências socioemocionais reconhecidas como essenciais ao bem-estar, sucesso académico e a saúde mental. Competências essas como a regulação emocional, a resiliência, o autoconhecimento, comunicação interpessoal e a tomada de decisão responsável. 

Ao longo de 11 sessões com a duração de 1h15, os participantes exploraram dinâmicas de grupo e metodologias ativas que visaram facilitar a transição para o Ensino Superior, um período frequentemente marcado por elevados níveis de stress e ansiedade.   

O percurso dos estudantes foi acompanhado de perto pela equipa de Monitorização & Avaliação do UCP2 Mental Health. Os dados preliminares apontam para uma melhoria nos indicadores de bem-estar e uma maior coesão entre grupos de pares. 

A Unidade Curricular inovadora e focada no desenvolvimento de competências socioemocionais, prepara agora a sua expansão para toda a Universidade Católica após balanço positivo por parte dos estudantes da FEP, do campus do Porto.   

A avaliação global da iniciativa foi bastante positiva, tanto por parte dos estudantes como da comunidade académica da FEP, no campus do Porto. Perante este balanço, a UCP2Be prepara agora a sua expansão a toda a Universidade Católica, afirmando-se como uma unidade curricular inovadora e focada no desenvolvimento integral dos estudantes. 

A eficácia do projeto reflete-se também nos testemunhos dos participantes, que destacam o sentimento de pertença, conforto e segurança proporcionado pelas sessões, bem como a importância da continuidade da unidade curricular.  

Daniela Silva, estudante do 1.º ano de Psicologia, partilhou a sua visão sobre o impacto da UC: “Não foi apenas mais uma UC, mais uns créditos, tornou-se um pedaço da nossa rotina onde conseguíamos genuinamente aprender e evoluir como pessoas”.   

“É um ambiente seguro para aprender e partilhar em comunidade de forma próxima, quase uma mistura entre as sessões habituais e os Workshops de Literacia em Saúde Mental e de Primeiros Socorros Psicológicos do UCP2 Mental Health. Acho que faria muito sentido dar continuidade a este tipo de iniciativa, e acredito que muitos estudantes beneficiariam se continuasse”, partilhou Francisco, também estudante do 1º ano de Psicologia.

Com o encerramento desta etapa na FEP, o UCP2 Mental Health pretende estender a UCP2Be a todos os cursos da Universidade Católica, reforçando o seu compromisso com uma educação integral, provando que o sucesso académico é indissociável do equilíbrio psicológico e do desenvolvimento humano. 

29-01-2026

João Bebiano e Costa: “A medicina está a evoluir cada vez mais no sentido da personalização.”

João Bebiano e Costa é investigador e gestor de tecnologia e inovação no Centro de Biotecnologia e Química Fina e docente na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica. O entusiasmo pela descoberta e o gosto pela “magia” de partilhar conhecimento marcam o seu percurso de ensino e investigação nas áreas da engenharia de tecidos e da biofabricação. Nesta entrevista, fala sobre a importância da personalização na inovação em saúde, e sobre as oportunidades e desafios na colaboração entre investigação e indústria. Aos seus alunos, procura transmitir uma visão multidisciplinar, fazendo-os “pensar além do laboratório”, e sensibilizando-os para a normalidade e o valor dos resultados inesperados. A sua recomendação para quem está a começar? “Procurem uma área que vos motive e vos faça querer levantar todos os dias para serem melhores investigadores.”

 

Enquanto investigador e docente, o que é que mais o entusiasma quando chega ao laboratório ou à sala de aula?

No laboratório, o que mais me motiva é a busca pela descoberta e a possibilidade de, num determinado momento, se confirmar a hipótese científica que está na base de um projeto de investigação. Atualmente, desempenho sobretudo o papel de orientador, o que me permite acompanhar de perto novos investigadores e celebrar com eles as suas experiências bem-sucedidas, o que torna o meu trabalho ainda mais gratificante.
Na sala de aula, entusiasma-me a partilha de conhecimento. Quando encontro alunos genuinamente curiosos, torna-se particularmente estimulante poder ajudá-los a saciar essa curiosidade em áreas pelas quais sou profundamente apaixonado, como a biofabricação e a engenharia de tecidos.

 

Em que momento percebeu que queria seguir a carreira académica e científica?

Foi um caminho que começou a desenhar-se desde cedo, mas o momento decisivo aconteceu durante a minha tese de mestrado, que desenvolvi num ambiente fortemente voltado para a investigação, com orientadores que me desafiavam diariamente. A procura do desconhecido, a necessidade constante de resolver problemas e a satisfação de ver o meu trabalho culminar numa tese ou num artigo científico foram determinantes para querer prosseguir para o doutoramento.
Paralelamente, sempre tive o objetivo de ser professor universitário. Os meus pais são professores e, desde muito novo, cresci rodeado pela “magia” de ensinar. Sabia que, para isso, teria de seguir uma carreira académica sólida - e, felizmente, esse percurso acabou por se concretizar.

 

Como descreveria um dia “normal” de trabalho de um investigador?

A primeira coisa a esclarecer é que um investigador raramente tem um dia “normal”. O nosso trabalho é altamente dinâmico e, muitas vezes, imprevisível. Os resultados das experiências que realizamos podem ditar completamente como o resto do dia - ou da semana - vai decorrer. Se estamos à procura do desconhecido, também o nosso dia a dia é, em grande parte, desconhecido.
Este dinamismo é simultaneamente um fator de atração, pelo desafio intelectual constante, e um fator de afastamento, já que nem todos lidam bem com a incerteza.
Mas o trabalho de um investigador não se resume ao laboratório. Divido o meu tempo entre orientação de estudantes, reuniões, revisão de relatórios, teses e artigos científicos, escrita de projetos para captação de financiamento, gestão científica e financeira de projetos em curso, e ainda participação em conferências e atividades de networking. Menos imprevisível, mas extremamente estimulante - e é precisamente isso que me motiva nesta carreira.

 

O que distingue a Escola Superior de Biotecnologia e o Centro de Biotecnologia e Química Fina como espaço para fazer investigação e formar estudantes nestas áreas?

A Escola Superior de Biotecnologia distingue-se pela grande proximidade que é criada, desde muito cedo, entre os estudantes de licenciatura e mestrado e a investigação científica. Os alunos, docentes e investigadores partilham os mesmos espaços, o que facilita o contacto direto com a investigação e contribui decisivamente para a formação e motivação dos estudantes.
Outro fator distintivo é a forte ligação da ESB e do CBQF ao tecido empresarial português. Esta proximidade permite o desenvolvimento frequente de projetos de investigação translacional com elevado valor científico, tecnológico e impacto real na sociedade.

 

 

“Para que os resultados ultrapassem o contexto do laboratório, é essencial que a investigação seja desenvolvida em contacto permanente com os principais stakeholders”

 

 

A sua investigação centra-se na medicina regenerativa, em engenharia de tecidos e na biofabricação, com especial foco em implantes ortopédicos personalizados. Porque é que a personalização é hoje um elemento-chave na inovação em saúde?

A medicina está, de facto, a evoluir cada vez mais no sentido da personalização. Se não existem dois seres humanos iguais, é lógico concluir que os tratamentos também não deveriam ser iguais.
No caso dos implantes ortopédicos, esta questão torna-se particularmente relevante, uma vez que a anatomia de cada pessoa é um fator determinante. Costumo ilustrar isto junto dos meus alunos perguntando: “Acham que o meu joelho é igual ao vosso? Acham que um implante para o meu joelho deveria ser igual ao vosso?” A resposta é sempre negativa e a importância da personalização torna-se imediatamente evidente.
Do ponto de vista técnico, a personalização de implantes ou tratamentos tem o potencial de aumentar a taxa de sucesso e acelerar a recuperação. Esta é a nossa hipótese científica, que ainda precisa de ser comprovada, mas que representa um dos grandes desafios - e também uma das grandes oportunidades - da inovação em saúde.

 

Para isso, trabalha com tecnologias avançadas, como impressão 3D e desenvolvimento de novos bioinks (materiais biológicos para bioimpressão). Quais são hoje os principais desafios quando se tenta levar estas soluções do laboratório para a prática clínica?

Por um lado, estas tecnologias ainda apresentam um baixo grau de maturação. Apesar de o seu enorme potencial já ter sido demonstrado, a eficácia clínica exige tempo, validação rigorosa e um investimento financeiro muito significativo para avançar para ensaios clínicos.
Acresce o facto de os custos tecnológicos serem elevados e de a carga regulamentar associada à aprovação para uso em humanos ser particularmente complexa.
Por último, existe uma necessidade de standardização, tanto no recurso às tecnologias de impressão 3D como no desenvolvimento e aplicação de bioinks, através da definição de protocolos robustos e reprodutíveis.

 

Para além da investigação, tem um papel ativo na transferência de tecnologia e valorização do conhecimento no CBQF. O que mudou, nos últimos anos, na relação entre a academia e a indústria - e o que ainda falta fazer para garantir que a investigação tenha impacto para além do laboratório?

A ligação à indústria e, na minha área, também aos hospitais, tem de ser contínua. A investigação científica procura responder a problemas reais da sociedade ou melhorar processos com impacto direto nas pessoas. Para que os resultados ultrapassem o contexto do laboratório, é essencial que a investigação seja desenvolvida em contacto permanente com os principais stakeholders, nomeadamente empresas, profissionais de saúde, consumidores e pacientes.
Os casos de sucesso desempenham também um papel fundamental - à medida que aumentarem os exemplos bem-sucedidos de colaboração entre academia e indústria, torna-se mais fácil acelerar a transferência do conhecimento científico para a sociedade.

 

O seu percurso inclui outras experiências: na indústria, na gestão de projetos, e ainda uma formação em gestão hospitalar. De que forma esta visão multidisciplinar influência a forma como pensa, ensina e desenvolve ciência?

A multidisciplinaridade é absolutamente essencial: é importante conseguirmos ver várias perspetivas sobre um mesmo problema, para conseguirmos identificar soluções e os principais desafios às mesmas.
A forma de pensar de um investigador é muito diferente da de um CEO, de um investidor de capital de risco, de um médico ou de um paciente. O investigador procura descobrir, o CEO procura robustez e viabilidade económica, o investidor quer retorno, o médico valoriza a eficácia e a facilidade de aplicação, e o paciente quer soluções que funcionem e sejam acessíveis. Todas estas perspetivas são cruciais para desenvolver ciência aplicada e aumentar a probabilidade de transferência da investigação para a sociedade. No ensino, tento transmitir esta visão aos meus alunos, preparando-os para pensar além do laboratório.

 

 

“Tentem sempre olhar para o problema como uma página em branco, alargando constantemente o vosso leque de perspetivas.”

 

 

Como lida com os momentos em que os resultados não surgem como esperado?

Quando trabalhamos em inovação, é natural que muitos resultados não correspondam às expectativas iniciais. Se isso não acontecer, provavelmente não estamos a ser suficientemente ambiciosos.
É importante não classificar resultados inesperados como “maus”, mas sim como informação valiosa - perceber que uma determinada abordagem não funciona é, por si só, um avanço.
A partir daí, torna-se essencial definir rapidamente um “plano B”, reorganizar a estratégia experimental e voltar a focar no próximo passo. Admito que aprender a lidar com esta realidade levou tempo e hoje procuro educar os meus alunos para esta forma de encarar a investigação. Este processo ajuda a aliviar a frustração e a manter a motivação.

 

Que conselho deixaria a jovens investigadores que ambicionam uma carreira científica com impacto real na saúde, na inovação e na sociedade?

Acredito genuinamente que tudo começa com a paixão. Procurem uma área que vos motive e vos faça querer levantar todos os dias para serem melhores investigadores.
Tentem sempre olhar para o problema como uma página em branco, alargando constantemente o vosso leque de perspetivas. Nunca assumam que já sabem o suficiente e mantenham-se sempre em busca de novo conhecimento. Construam um portefólio diversificado de competências, incluindo as competências técnicas, científicas, mas também financeiras, sociais e de gestão, porque a ciência com impacto faz-se cada vez mais em equipa e em contextos multidisciplinares.

 

29-01-2026

CIGMA nasce na Católica Porto Business School para reforçar a liderança e o impacto empresarial

A Católica Porto Business School lançou ontem, 27 de janeiro de 2026, o CIGMA – Centre for Impact in Global Management, um novo centro de conhecimento criado com a missão de reforçar as capacidades de gestão global das organizações, com especial atenção às empresas de base familiar e às PME, aproximando o rigor da investigação académica das exigências reais do negócio e promovendo decisões de topo mais consistentes e orientadas para a criação de valor sustentável no longo prazo.
 
O lançamento do CIGMA resulta de uma parceria com a Fundação Ilídio Pinho e a KPMG Portugal, contando ainda com o apoio da AEP – Associação Empresarial de Portugal, da AEMinho – Associação Empresarial do Minho e da Associação de Empresas Familiares. O centro irá apoiar-se no conhecimento e na experiência da Católica Porto Business School, mobilizando também as competências interdisciplinares das escolas que integram a Universidade Católica Portuguesa – Porto.
 
As boas-vindas foram dadas pela pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Braga da Cruz, que agradeceu a presença de todos os convidados que aceitaram partilhar experiências e visões sobre temas como inovação, cultura, legado, ambição e risco. Interveio também o diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, que sublinhou a ambição do novo centro: “O CIGMA nasce hoje com uma ambição clara de formar melhores líderes para um mundo melhor.”
 
O momento contou com a intervenção do fundador e presidente da Fundação Ilídio Pinho, Ilídio Pinho, enquanto keynote speaker, que destacou a importância da capacidade de resposta das empresas aos desafios da inovação: “Quem não responder just in time empresarial aos novos desafios inovadores do mercado vai à falência, é uma questão de tempo.” Sublinhou ainda que “a criação do CIGMA é extremamente importante na formação académica e tecnológica de que as empresas precisam hoje e cada vez mais no futuro.”
 
As co-diretoras do CIGMA, Ana Salomé Martins, Industry Fellow da Católica Porto Business School, e Susana Costa e Silva, docente da Escola, apresentaram o conceito do novo centro, bem como as suas principais iniciativas, sempre em torno do desenvolvimento das capacidades da gestão de topo que determina o desempenho coletivo e a criação de valor no longo prazo. A atuação do CIGMA pretende aproximar o melhor da investigação académica dos desafios reais dos gestores e das empresas, reunindo decisores de topo em torno da exploração de temas fundamentais que definem a complexidade e a interdependência dos desafios da gestão atual, numa verdadeira comunidade de prática e partilha entre pares.
 
Seguiu-se o primeiro painel de debate, subordinado ao tema “O Sistema Operativo da Empresa: Disciplina, Cultura e Inovação”, com a participação do chairman da HFA, Carlos Alves, da COO da Inductiva, Clara Gonçalves, e do CEO da WEGHO, Carlos Magalhães, com moderação de Ana Salomé Martins.
 
A segunda mesa redonda teve como tema “Liderança, Legado e Ambição Global”, com moderação do Head of Tax da KPMG, Luís Magalhães, e contou com a participação da CEO da TMG Automotive, Isabel Furtado, do CEO da Bial, António Portela, do CEO da Mota-Engil, Carlos Mota Santos, e do presidente da Associação das Empresas Familiares, José Germano de Sousa.
 
O encerramento do evento esteve a cargo do Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, que destacou a importância da ligação entre conhecimento e economia real: “Pretendemos que o conhecimento, seja da investigação fundamental ou aplicada, seja transferido para a economia real, para as empresas, e possa ser transformado em valor e em crescimento económico. É isso que queremos, e é isso que hoje vejo aqui a acontecer com o lançamento do CIGMA.”

28-01-2026

Aluno da Católica Porto Business School distinguido com prémio do Banco de Portugal

Um estudante da Católica Porto Business School voltou a ver o seu mérito académico reconhecido pelo Banco de Portugal. Tiago Sousa Duarte Neves foi distinguido com o Prémio Professor Jacinto Nunes, atribuído ao melhor aluno da Licenciatura em Economia no ano letivo de 2024/2025, entre as instituições de ensino superior com notas de entrada mais elevadas. 

A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no passado dia 21 de janeiro de 2026, na Nave do Museu do Dinheiro, em Lisboa, e contou com a presença do Governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, dos Vice-Governadores Luís Máximo dos Santos e Clara Raposo, bem como dos administradores Helena Adegas, Rui Pinto e Francisca Guedes de Oliveira, também docente da Católica Porto Business School. A diretora adjunta para as licenciaturas da Escola, Helena Correia, também esteve presente na cerimónia. 

O Prémio Professor Jacinto Nunes distingue os estudantes que obtiveram a melhor média final na Licenciatura em Economia, entre os estabelecimentos de ensino superior cuja nota do último candidato admitido foi igual ou superior a 140 pontos. Com esta iniciativa, o Banco de Portugal pretende reconhecer o mérito académico numa área de estudos central para a sua missão institucional. 

Para além do prémio monetário no valor de 2.000 euros, o melhor aluno de cada faculdade tem ainda a oportunidade de realizar um estágio no Banco de Portugal, contribuindo para o enriquecimento do seu percurso académico e profissional.  

Tiago escolheu a Católica Porto Business School por reconhecer a Escola como uma das referências no ensino da Economia em Portugal. Ao longo do seu percurso académico, foi distinguido com a bolsa de mérito da Católica Porto Business School no 2.º e 3.º anos da licenciatura, refletindo um desempenho académico consistente e de excelência. 

Para Tiago, “receber o Prémio Professor Jacinto Nunes representa o culminar de uma etapa marcada por grande dedicação e empenho. Mais do que um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo do meu percurso académico, esta distinção assume um significado especial por acontecer numa fase de preparação para o meu doutoramento em Economia”. 

Esta distinção reforça o compromisso da Católica Porto Business School com a excelência académica e com a formação de estudantes altamente qualificados, preparados para responder aos desafios da economia e do sistema financeiro. 

28-01-2026

FLY 2026 - Candidaturas abertas para voluntariado internacional

Programa FLY está de volta em 2026, oferecendo aos estudantes dos quatro campi da Universidade Católica Portuguesa a oportunidade de participar em experiências de voluntariado internacional, integradas em projetos nas áreas da migração, exclusão social e cuidados à comunidade. As candidaturas decorrem de 28 janeiro a 17 fevereiro.

Com mais de 40 projetos em 16 países, o FLY promove o compromisso cívico, a solidariedade e o contacto com realidades sociais diversas. As edições anteriores têm demonstrado o impacto transformador deste programa, tanto nas comunidades envolvidas como no percurso pessoal e académico dos estudantes participantes. Carolina Salgado, estudante do campus do Porto, participou na edição de 2025 e refere que a experiência na Cáritas Madrid “superou todas as suas expetativas iniciais”, tendo desenvolvido “relações muito especiais com outros voluntários e com a comunidade local”.  

Este programa contempla um conjunto de formações prévias, acompanhamento por organizações locais e uma forte componente de cooperação internacional, sendo promovido pelas Universidades Jesuítas de Espanha em parceria com a Universidade Católica Portuguesa. 

Participar no FLY é uma oportunidade única para colocar o conhecimento ao serviço dos outros e viver uma experiência internacional com sentido.

 

Saiba Mais | Candidate-se

 

27-01-2026

Inês Azeredo Caeiro: “O voluntariado é um exercício de vulnerabilidade que nos torna mais humanos.”

Inês Azeredo Caeiro é diretora executiva da Fundação Vasco Vieira de Almeida. Licenciada e mestre em Psicologia pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, tem um percurso fortemente ligado à intervenção social e ao voluntariado. Depois de nove anos de trabalho no terreno, na Vida Norte, integrou o universo corporativo, criando pontes entre investidores, voluntários e organizações sociais através da Fundação Vasco Vieira de Almeida. Nesta entrevista, fala sobre escolhas profissionais nem sempre óbvias, responsabilidade social corporativa e o papel profundamente transformador do voluntariado na construção pessoal e profissional.

 

O que a levou a escolher Psicologia e que áreas a marcaram durante a licenciatura?

Na altura, a escolha não foi muito intencional. Sabia que queria trabalhar numa área com contacto próximo com as pessoas e cheguei a ponderar áreas da saúde e o serviço social. A Psicologia acabou por combinar essa vontade de trabalhar com pessoas com a possibilidade de conhecer a mente humana, perceber a dinâmica das relações e compreender o impacto que estas têm na nossa forma de estar, pensar e sentir.

Durante a licenciatura, marcaram-me principalmente as disciplinas ligadas à psicoterapia de crianças e adultos e à saúde mental, sobretudo a ênfase na prevenção. Por ter uma família grande e muitos amigos, nunca tinha refletido verdadeiramente sobre o impacto que a rede de apoio tem no tratamento, na cura e no prognóstico de uma doença mental.

O estágio curricular num centro de saúde e em projetos de prevenção mostrou-me que um problema de saúde mental não se resolve isoladamente: ao trabalhar, por exemplo, com uma criança, é essencial envolver toda a comunidade - escola, educadores, colegas, pais -, e compreender todos os contextos em que essa pessoa está inserida.

 

 

“A Católica mostrou-nos que existiam outras formas de aprender fora das salas de aula e de nos desenvolvermos enquanto pessoas"

 

 

Quando é que se cruza com a área social?

Depois de terminar o mestrado, comecei a trabalhar na Vida Norte, uma associação de apoio a grávidas e famílias em situação de fragilidade. Foi na Vida Norte que descobri o fascínio pela intervenção social. Durante o curso, já tinha desenvolvido esse interesse através do voluntariado (através da CASO - Católica Solidária e do Serviço Comunitário) e, na Vida Norte, pude concretizá-lo profissionalmente. O meu trabalho consistia em acompanhar mulheres grávidas e famílias. Começávamos por fazer uma avaliação das necessidades, identificávamos os recursos disponíveis e estabelecíamos um plano de acompanhamento com várias vertentes: apoio psicológico, apoio social, capacitação, disponibilização de bens materiais, visitas domiciliárias e ativação da rede de suporte. Estive nove anos dedicada ao acompanhamento próximo das famílias. Foi um trabalho que me marcou muito porque, apesar de lidar diariamente com fragilidade humana, também era possível ser um veículo de esperança e ânimo, ajudando a transformar histórias difíceis em trajetórias de suporte e crescimento.

 

Nove anos depois integra a Fundação Vasco Vieira de Almeida, onde é, atualmente, diretora executiva.

Depois de nove anos na Vida Norte, onde me sentia muito realizada, surgiu a oportunidade de integrar a Fundação Vasco Vieira de Almeida (fundação corporativa instituída pela VdA), onde atualmente sou diretora executiva. Sentia que precisava de um desafio profissional. Na Fundação, mergulhei no setor corporativo e, em particular, na área da responsabilidade social corporativa. Percebi que, além de conhecer profundamente as necessidades das organizações sociais no terreno, podia também atuar do lado dos investidores e das empresas, continuando a apoiar o setor social a partir dessa perspetiva. O meu trabalho na Fundação consiste essencialmente em criar e fortalecer pontes entre os investidores (VdA e Fundação Vasco Vieira de Almeida), quem quer ajudar (colaboradores e voluntários) e as organizações sociais que estão na linha da frente e que vivem, muitas vezes, com recursos muito limitados.

 

Quais são as áreas de atuação da Fundação?

Atuamos principalmente em quatro áreas: educação, justiça e direitos humanos, conhecimento e ciência, e cultura. O nosso papel fundamental é apoiar organizações sociais que atuam nestes domínios. A visão e missão da Fundação sempre estiveram orientadas para educar para a cidadania e promover oportunidades para que os colaboradores da Vieira de Almeida exerçam a sua responsabilidade cívica no âmbito profissional. Promovemos a educação para a cidadania dentro do escritório e facilitamos oportunidades para que os nossos colaboradores se envolvam diretamente nos projetos que apoiamos. O nosso apoio às organizações inclui tanto investimento financeiro - fundamental para garantir a continuidade dos projetos nas comunidades - como investimento não financeiro, que engloba ações de voluntariado, formação e capacitação, programas de mentoria e campanhas de angariação de fundos.

 

Que projetos apoia a Fundação Vasco Vieira de Almeida?

A maioria dos projetos que apoiamos e nos quais atuamos enquanto investidores e parceiros, desenvolvem a sua ação em Portugal, mas também apoiamos alguns projetos que têm deixado uma grande marca em Angola, em S. Tomé e Príncipe e em Moçambique.

Por exemplo, colaboramos com organizações como a Teach for Portugal, o Upfarming, Stand4Good, a Comunidade Vida e Paz, a Junior Achievement Portugal ou a Girl MOVE Academy.

Ao nível internacional, destaco a Girl Move Academy, que promove a liderança e o empreendedorismo entre jovens moçambicanas, particularmente em Nampula. Todos os anos, recebemos duas jovens para um estágio intensivo na VdA, no qual, durante cinco semanas, os colaboradores atuam como mentores, proporcionando experiências de crescimento pessoal e profissional bem como o contacto direto com o mercado de trabalho. Este projeto cria um impacto muito grande tanto nas girl movers, que adquirem ferramentas e inspiração para enfrentar novos desafios, como nos colaboradores, que são contagiados por novas ideias e por um espírito muito marcado de inovação e empreendedorismo social. A Fundação também promove projetos próprios, como o InclusivaMente, que lançámos em 2019, em parceria com a EAPN Portugal - Rede Europeia Anti-Pobreza, e que incide nas áreas da saúde mental e dos direitos humanos no envelhecimento e na saúde mental. Com a entrada em vigor do novo Estatuto do Maior Acompanhado, percebemos que existia muito desconhecimento por parte das organizações sociais acerca das implicações deste estatuto e criámos então um programa de formação dirigido a técnicos, dirigentes, familiares e beneficiários, abordando temas como direitos e deveres das pessoas em situação de maior vulnerabilidade, testamento vital e preparação para a longevidade.

Para além destes projetos continuados, também promovemos ações pontuais no escritório. Acreditamos que a mudança social exige o esforço conjunto de pessoas, empresas e organizações e, sendo uma fundação associada a uma firma que atualmente tem mais de 500 colaboradores, reconhecemos a nossa responsabilidade acrescida nesse processo.

 

 

"O meu fascínio e compromisso com a área social, esta paixão por fazer a diferença, nasceram das experiências de voluntariado"

 

 

Esteve sempre ligada a iniciativas de voluntariado. De que forma é que o voluntariado fez parte da sua formação e como contribuiu para a profissional que é hoje?

O voluntariado foi um fator decisivo na minha formação. A importância de cuidarmos uns dos outros, sobretudo das pessoas que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, sempre me foi transmitida pela família, mas só quando comecei a envolver-me diretamente em projetos de voluntariado através da Católica percebi o impacto real que esse tipo de experiência tem, tanto em quem ajuda como em quem é ajudado.

A Católica teve um papel fundamental: mostrou-nos que, para além das disciplinas essenciais do curso, existiam outras formas de aprender fora das salas de aula e de nos desenvolvermos enquanto pessoas. O voluntariado trouxe-me muito desse crescimento e ajudou-me a perceber a forma como queria posicionar-me no mundo.

Depois de terminar o mestrado, integrei o Grão, um grupo de voluntariado ligado aos Jesuítas, e fiz uma missão de dois meses em São Tomé e Príncipe. Todas estas experiências de voluntariado aproximaram-me da fragilidade humana, tornando-me mais sensível, empática, prática e ajudando-me a sair do meu próprio umbigo. Percebi como a fronteira entre a estabilidade e a vulnerabilidade pode ser muito ténue.

 

Que competências é que o voluntariado lhe trouxe?

Tornou-me uma pessoa mais próxima, empática e capaz de comunicar com diferentes perfis. Esta capacidade de proximidade e comunicação é fundamental no mercado de trabalho. Além disso, estar em situações de desconforto permite-nos reconhecer a sorte que temos e valorizar mais a nossa realidade. Sem dúvida, o meu fascínio e compromisso com a área social, esta paixão por fazer a diferença, nasceram dessas experiências de voluntariado. Elas ensinaram-me a valorizar o trabalho das equipas sociais e dos voluntários que lidam diariamente com a fragilidade humana. E, sobretudo, mostraram-me que só conseguimos lidar melhor com a fragilidade dos outros quando também nos permitimos vivê-la: o voluntariado é, em si, um exercício de vulnerabilidade que nos torna mais humanos.

 

 

"Se antes a responsabilidade social era um nice to have, hoje é um must have.
As empresas que não se envolvem ficam “fora da corrida"

 

 

Como avalia o panorama da responsabilidade social corporativa em Portugal?

Olho com esperança. A jornada para a sustentabilidade é longa e cada empresa parte de um contexto diferente: há aquelas que já se preocupam com responsabilidade social há muitos anos e outras que estão apenas a começar. Apesar disso, vejo progressos importantes. Se antes a responsabilidade social era um nice to have, hoje é um must have. As empresas que não se envolvem nestas áreas acabam por ficar “fora da corrida”. Além disso, a responsabilidade social tornou-se um fator de retenção de talento. Se um colaborador tiver de escolher entre duas empresas onde o salário é equivalente, provavelmente optará por aquela com a qual se identifica em termos de propósito e valores. Por isso, vejo este compromisso como um elemento de competitividade. Noto também que algumas empresas, que até agora não tinham intervenção relevante nestas áreas, estão cada vez mais empenhadas em desenvolver programas de voluntariado corporativo, projetos de investimento de impacto, inovação social e protocolos de longo prazo com organizações sociais. Não se trata apenas de caridade ou de donativos ocasionais: há uma estratégia mais consciente e estruturada para gerar impacto duradouro nas comunidades e promover a sustentabilidade.

Que conselho daria a estudantes que se preparam para seguir uma carreira na área social?

O meu conselho é que se envolvam no terreno. Uma experiência de voluntariado ou de trabalho direto com organizações sociais é essencial para quem quer trabalhar em impacto social. No meu caso, os nove anos que passei na Vida Norte foram determinantes quando integrei a Fundação: já conhecia as necessidades das organizações, tinha adquirido competências e conseguia antecipar desafios. O voluntariado é uma excelente preparação. Sejam voluntários de forma genuína, envolvendo-se de corpo e alma. Não se trata apenas de “fazer” voluntariado - ir um dia e voltar para casa -, mas de ser voluntário, incorporando esse espírito de serviço na forma de estar e colocando-se realmente à disposição de quem precisa.

 

22-01-2026

Ana Lourenço integra comissão governamental para reforçar a independência das entidades reguladoras

Foi formalmente constituída, por despacho publicado em Diário da República a 22 de dezembro de 2025, a comissão criada pelo Governo para estudar o reforço da independência das entidades reguladoras em Portugal. Entre os membros designados encontra-se Ana Lourenço, docente e diretora adjunta da Católica Porto Business School para a área da docência. 

A comissão tem como missão avaliar o atual enquadramento institucional das entidades reguladoras e propor medidas que reforcem a sua independência, quer ao nível do modelo de designação dos membros dos conselhos de administração, quer no plano orçamental e financeiro, de forma a garantir maior autonomia face ao poder político e aos ciclos governativos. 

Entre os objetivos definidos no despacho de criação da comissão estão ainda a garantia de maior uniformidade e especialização no controlo jurisdicional das entidades reguladoras, nomeadamente no âmbito do regime contraordenacional e da intervenção do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, bem como a promoção de mecanismos de divulgação e participação informada dos cidadãos, reforçando a defesa da concorrência e dos direitos dos consumidores. 

A comissão é presidida por Jorge Vasconcelos, primeiro presidente da ERSE e atualmente administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian. Integram ainda este grupo de trabalho Margarida Matos Rosa, ex-presidente da Autoridade da Concorrência, João Calvão da Silva, vice-reitor da Universidade de Coimbra, e Tiago Duarte, docente da Católica Global School of Law, bem como representantes dos gabinetes do Ministro da Presidência, do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, do Ministro Adjunto e da Reforma do Estado e do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças. 

A comissão deverá apresentar um relatório com propostas concretas até maio de 2026, contribuindo para um debate estruturante sobre o papel das entidades reguladoras no funcionamento da economia e na proteção do interesse público. 

A nomeação de Ana Lourenço surge na sequência de um percurso académico e de investigação consolidado na área da regulação. Em 2022, a docente coordenou o estudo “O Estado Regulador em Portugal: Evolução e Desempenho”, desenvolvido para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, no qual participaram vários docentes da Católica Porto Business School, nomeadamente Ricardo Gonçalves, Vasco Rodrigues, Filipa Mota, Mariana Cunha, Rafael Dias e Sandra Coelho. O estudo analisou o funcionamento das entidades reguladoras em Portugal e o modo como o Estado delega a supervisão de mercados a estas instituições. 

A integração de Ana Lourenço nesta comissão reforça a presença da Católica Porto Business School no debate público sobre políticas económicas, regulação e governação, sublinhando o contributo da Escola para a reflexão informada sobre temas centrais para o futuro da economia e das instituições. 

 

21-01-2026

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