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Novidades

Escola das Artes apresenta “Alô?”, de Yuli Yamagata

De 9 de outubro a 13 de dezembro de 2025 no Católica Art Center no Porto

A artista brasileira Yuli Yamagata traz ao Porto a exposição Alô?, um universo de tecidos, cores sintéticas e figuras grotescas que oscilam entre o belo e o inquietante. Com curadoria de João Mourão, Luís Silvae Nuno Crespo, a exposição resulta de uma residência artística no Católica Art Center e é uma co-produção da Escola das Artes e da Kunsthalle Lissabon. A exposição pode ser visitada entre 9 de outubro e 13 de dezembro de 2025, com entrada livre, de segunda a sábado, entre as 14h00 e as 19h00.

Yuli Yamagata nasceu em São Paulo, em 1989. Licenciada em Belas Artes, especialização em Escultura pela Universidade de São Paulo, expõe regularmente desde 2015. O seu trabalho tem sido apresentado em instituições e galerias de referência, como a Anton Kern Gallery (Nova Iorque), o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (Brasil), o Denver Art Museum (EUA) e no Art Basel Parcours (Suíça).

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No cruzamento entre o belo e o grotesco, o humor e a inquietação, Yuli afirma-se como uma das vozes mais singulares da arte contemporânea.
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“Na obra de Yuli Yamagata, o familiar transforma-se em estranho. Tecidos comuns, cores artificiais e objetos banais ganham vida própria e confrontam-nos com o grotesco, o fantástico e o humor que habitam o nosso quotidiano”, indica Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. O também curador da exposição acrescenta: “Yuli, ao deslocar objetos e imagens para contextos inesperados, revela como o excesso, o artifício e a ficção moldam a nossa experiência contemporânea.”

De descendência japonesa, desenvolveu interesse por diversos aspetos da cultura, como o shibori, uma técnica manual de tie-dye, ikebana e mangá. Para criar as suas peças, Yuli Yamagata trabalha, essencialmente, com tecidos, sobrepondo diferentes têxteis, texturas e padrões - da seda ao veludo, incorporando materiais como resina e tinta, bem como objetos de natureza distintas, sejam eles orgânicos ou artificiais.

A costura desempenha um papel central, funcionando como gesto de justaposição e aglutinação que dá forma a corpos fragmentados, membros postiços e volumes estofados. As suas obras, de cores vibrantes e sintéticas, projetam-se no espaço expositivo como personagens saídas de mangás, ficção científica ou filmes de terror, cruzando o grotesco e o fantástico.

Yuli descreve o seu processo criativo como algo que parte da fisicalidade do material em si ou de uma narrativa previamente escolhida. Os seus trabalhos, sempre cheios de camadas, referências e sobreposições, convidam o público a decifrar e a interpretar as formas e origens dos seus objetos, dando origem a um jogo intenso com o seu recetor.

Nos últimos anos, Yamagata tem expandido a sua prática para a imagem em movimento e a animação, dando continuidade às suas figuras em ambientes dinâmicos, onde estas parecem ganhar uma espécie de “pós-vida”. No Porto, desenvolveu um novo trabalho em vídeo, recorrendo à infraestrutura técnica do Católica Art Center, enquanto se integrou no meio artístico local através de colaborações e diálogos com outros criadores.

A exposição Alô? reúne trabalhos recentes e apresenta o resultado do processo de residência da artista. Entre camadas de tecidos, resina, objetos do quotidiano e imagens em movimento, Yamagata propõe um jogo de perceção intenso, no qual o público é convidado a decifrar formas, narrativas e referências. No cruzamento entre o belo e o grotesco, o humor e a inquietação, Yuli afirma-se como uma das vozes mais singulares da arte contemporânea.

A exposição “Alô?”, que é uma co-produção da Escola das Artes e da Kunsthalle Lissabon, vai estar patente ao público na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa até 13 de dezembro de 2025. A Sala de Exposições da Escola das Artes faz parte do Católica Art Center que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a nível nacional. De referir que além da Sala de Exposições, o Católica Art Center inclui mais dois espaços: o Auditório Ilídio Pinho, que tem programação semanal de cinema e encontros com artistas; e a Blackbox mais vocacionada para as artes performativas.

 

Mais informações

 


Exposição: “Alô?”
Artista: Yuli Yamagata
Curadoria: João Mourão, Luís Silva e Nuno Crespo
Patente ao público de 9 de outubro a 13 de dezembro de 2025
Entrada Livre
Horário: segunda a sábado, 14h00-19h00
Local: Sala de Exposições da Escola das Artes
Universidade Católica Portuguesa - Porto
Rua de Diogo Botelho, 1327, 4169-005 Porto

 

08-10-2025

Bolsa Margarida Vieira distingue o mérito e incentiva a formação avançada em Enfermagem

No âmbito das comemorações dos 20 anos do Doutoramento em Enfermagem, a Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (FCSE) assinala um marco significativo: a renomeação da Bolsa de Mérito em Enfermagem para Bolsa Margarida Vieira, em homenagem à Professora Margarida Vieira, fundadora e impulsionadora desta distinção.

Criada em parceria entre as Escolas de Enfermagem e a FCSE, esta bolsa de mérito tem como objetivo reconhecer a excelência académica dos estudantes dos Mestrados em Enfermagem e promover a continuidade dos percursos académicos e científicos, no âmbito do Doutoramento.

Bolsa Margarida Vieira é atribuída aos dois melhores estudantes dos mestrados em Enfermagem, possibilitando-lhes a frequência do Doutoramento em Enfermagem com uma redução de 50% na mensalidade do 1.º ano.

Esta distinção simboliza não apenas o reconhecimento do mérito individual, mas também o compromisso institucional com a formação avançada, a investigação e a inovação em Enfermagem — áreas nas quais a Professora Margarida Vieira deixou uma marca profunda e duradoura.

Ao dar o seu nome a esta bolsa, a FCSE presta homenagem ao legado académico e humano da professora, cuja visão e dedicação continuam a inspirar novas gerações de enfermeiros e investigadores.

08-10-2025

Docentes da Faculdade de Direito nomeados vogais da Comissão Nacional de Estágio e Formação da Ordem dos Advogados

Paula Ponces Camanho e Luís Correia Araújo, docentes da Escola do Porto da Faculdade de Direito, foram empossados como vogais da Comissão Nacional de Estágio e Formação (CNEF), órgão da Ordem dos Advogados, responsável pela supervisão e desenvolvimento da formação de novos advogados.

Durante o triénio 2025-2027, irão contribuir com os seus conhecimentos e experiências para o desenvolvimento e aprimoramento do estágio e da formação na Ordem dos Advogados

A nomeação demonstra a confiança da Ordem dos Advogados perante os nossos.

06-10-2025

Escola Superior de Biotecnologia reforça compromisso com a transferência de conhecimento científico para a indústria

No passado dia 19 de Setembro, a Universidade Católica Portuguesa (UCP) esteve presente na inauguração da nova unidade ETSA PROHY, resultante um investimento de cerca de 20 milhões de euros apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito do Pacto para a Bioeconomia Azul, coordenado pela Inovamar.

A parceria entre a UCP e a ETSA teve início em 2017, com o projeto MOREPEP, realizado em colaboração entre as duas entidades. Neste contexto, investigadores da UCP desenvolveram novas metodologias de hidrólise aplicadas a subprodutos animais de categoria 3, transformando-os em ingredientes e produtos de elevado valor acrescentado. Desde então, diversos projetos têm sido conduzidos em estreita articulação, que visam explorar o potencial destes ingredientes em aplicações para petfood e aquacultura, entre outras áreas relevantes.

Este trabalho colaborativo abriu caminho à criação de uma unidade industrial inovadora, que hoje emprega 14 trabalhadores especializados e integra tecnologia alinhada com os princípios da Indústria 4.0.  Trata-se de um marco no avanço da biotecnologia e da química fina em Portugal, contribuindo ativamente para a economia circular, a descarbonização e para a afirmação de um setor mais sustentável.

A presença da UCP neste percurso reflete o compromisso da Universidade com a transferência de conhecimento científico para a indústria, reforçando o seu papel enquanto parceira estratégica na promoção da inovação e da bioeconomia em Portugal.

06-10-2025

Católica Porto Business School organizou conferência sobre Geoestratégia e Gestão

O diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, e o diretor do MBA Executivo, Luís Marques, abriram o evento de terça-feira que reuniu líderes empresariais, políticos e académicos para debater o impacto das tensões geopolíticas globais nas estratégias das organizações. O encontro, organizado no âmbito do MBA Executivo, contou com a participação do CEO da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, Pedro Siza Vieira, partner da PLMJ, e gestores de topo como Sandra Santos (CEO da Logoplaste), Pedro Vasconcelos (CEO da EDP Iberia e administrador da EDP) e Pedro Moreira da Silva (CEO da i-charging). 

"Hoje, não vivemos uma época de mudança, mas uma mudança de época", começou por citar Paulo Macedo, recuperando palavras do Papa Francisco para enquadrar o momento que atravessamos - “vivemos o ambiente internacional mais complexo dos últimos 80 anos”. O líder da CGD apresentou dados que ilustram a escalada da incerteza: o índice de incerteza da política comercial atingiu máximos históricos em 2025, impulsionado por conflitos no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e tensões entre grandes potências. 

Paulo Macedo dedicou parte da sua intervenção a fazer um balanço do Relatório Draghi, apresentado há um ano. As recomendações do ex-presidente do Banco Central Europeu apontavam para a necessidade de 1,2 biliões de euros anuais de investimento entre 2025 e 2031, mas a execução tem sido lenta. 

"A velocidade de decisão é insuficiente. Há frustração de cidadãos e empresas perante a lentidão da União Europeia", afirmou Macedo, identificando a burocracia e a falta de escala como obstáculos críticos. O CEO da CGD sublinhou que a Europa precisa de fechar o gap de inovação em tecnologias avançadas como inteligência artificial, cloud computing e cibersegurança, enquanto concretiza a descarbonização. 

Entre as áreas críticas identificadas está a energia, cujos preços elevados ameaçam a competitividade europeia. "A energia é um fator crítico que pode determinar o sucesso ou o fracasso da transição digital", alertou. 

Seguiu-se uma conversa sobre "uma visão política e económica sobre o impacto da geoestratégia em Portugal", moderada por Alberto Castro, docente da Católica Porto Business School, e que contou com a participação de Pedro Siza Vieira, que trouxe a perspetiva jurídica e política das transformações em curso. Para o antigo governante, “nos últimos dez anos, do ponto de vista de inserção económica internacional de Portugal, o parceiro comercial e de investimento que mais cresceu foi os Estados Unidos”, o que faz com que o atual contexto se torne complexo, fruto de todas as alterações que surgem numa base regular do outro lado do Atlântico. 

O segundo painel, dedicado ao "Impacto da geoestratégia na gestão das empresas", reuniu três CEO que partilharam as suas experiências na primeira linha da gestão em tempos turbulentos. Sandra Santos, Pedro Vasconcelos e Pedro Moreira da Silva debateram estratégias corporativas, riscos e oportunidades que a nova ordem geopolítica coloca às organizações portuguesas, num debate moderado por Sofia Salgado, docente da Católica Porto Business School. 

A conferência terminou com um cocktail onde os participantes puderam aprofundar as discussões num ambiente de networking.  O evento reforça o posicionamento da Católica Porto Business School como espaço de reflexão estratégica sobre os grandes desafios contemporâneos, que liga o mundo académico com a realidade empresarial e política, e marca o início, ainda durante o mês de outubro, da 21ª do MBA Executivo, um dos programas de formação para executivos mais prestigiados da Escola. 

06-10-2025

UCP2 Mental Health lança Open Call “UCP Students Voices” para promover a saúde mental na Católica

O UCP2 Mental Health está à procura de estudantes motivados para integrar o seu painel consultivo e contribuir para a promoção da saúde mental na comunidade académica da Universidade Católica Portuguesa.

Esta é uma oportunidade para todos os que desejam dar voz às suas ideias e participar ativamente na criação de um ambiente universitário mais saudável, solidário e atento ao bem-estar de todos.

Os estudantes podem escolher integrar uma das três equipas, consoante os seus interesses e perfis.

A Influencers Squad é o espaço ideal para quem gosta de redes sociais, comunicação e criatividade, ajudando a criar conteúdos e a dar visibilidade ao projeto e representar o UCP2 Mental Health no mundo digital.

Já a equipa dos Brainstormers é dirigida a mentes curiosas, que adoram pensar em novas formas de fazer acontecer e sugerir melhorias para as atividades do projeto.

Por fim, os ChangeMakers destinam-se a quem quer fazer a diferença de forma concreta, colaborando na criação de iniciativas ligadas à saúde mental e ao bem-estar dos colegas.

As inscrições estão abertas até ao dia 15 de outubro.

Se queres fazer parte desta missão e contribuir para um ambiente universitário mais saudável e consciente, inscreve-te e junta-te ao UCP2 Mental Health!

 

Inscrições

 

06-10-2025

UCP reforça compromisso com a saúde mental e o bem-estar da comunidade académica

No campus do Porto, da Universidade Católica Portuguesa, estudantes, professores, especialistas, membros da Equipa Reitoral, diretores de unidades académicas e parceiros reuniram-se no encontro “UCP2 Mental Health: o que está a mudar na saúde mental e no bem-estar na Universidade Católica?”.

Sob o mote “O que podemos fazer agora?”, Margarida Gaspar de Matos, professora da Faculdade de Ciências Humanas, reforçou que cuidar da saúde mental é prevenir, promover e agir em comunidade. Na sua comunicação, deixou recomendações concretas - da criação de ecossistemas mais saudáveis à aposta nas competências socioemocionais.

A conversa que se seguiu trouxe ao palco três vozes de dirigentes estudantis: Carolina Mano (FCH-UCP Lisboa), Inês Reis (FEP-UCP Porto) e Afonso Oliveira (FD-UCP Porto). Cada um partilhou a sua experiência e preocupações, mostrando que falar de saúde mental é, acima de tudo, dar espaço aos desafios reais dos estudantes.

No painel UCP Students’ Voices, Matilde Marques (FEP-UCP Porto) e Leonor Esteves (IGOS-UCP Viseu) reforçaram que “os estudantes não são apenas destinatários, mas parte ativa na construção das soluções”, demonstrando a importância de envolver os estudantes.

Durante o encontro, foram ainda apresentadas novas iniciativas de promoção da saúde mental e do bem-estar, a implementar já neste semestre:

O encontro encerrou com a assinatura de protocolos com a Santa Casa da Misericórdia do Porto, a Casa de Saúde da Boavista e a Associação Recovery IPSS, reforçando a rede de parceiros que se associa à Universidade Católica para promover a saúde mental dos estudantes. Fazem ainda parte desta rede o Centro de Solidariedade de Braga/Projeto Homem e a JS Clínica Médica.

 

Saiba mais sobre o UCP2 Mental Health

06-10-2025

Equipa da Escola Superior de Biotecnologia na final do Ecotrophelia Europa 2025

A equipa de estudantes da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, constituída por Rita Vedor e Inês Soares, vai representar o país na final europeia do Ecotrophelia Europa 2025, considerada a “Liga dos Campeões da inovação alimentar”. A competição decorre a 7 e 8 de outubro, na Feira Internacional ANUGA, na Alemanha, reunindo 18 equipas vencedoras das fases nacionais dos países participantes.

A Universidade Católica Portuguesa estará em destaque com o Snack-a-Tummy, um snack funcionalizado e sustentável desenvolvido por estudantes da Escola Superior de Biotecnologia, que alia inovação tecnológica a uma forte preocupação ambiental e nutricional.

O produto consiste num snack pensado para crianças, mas apreciado por todas as idades, apresentado em dois compartimentos:

  • um leite fermentado enriquecido com L. rhamnosus GG tindalizado e o seu concentrado pósbiótico, com benefícios para a manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal;
  • palitos mastigáveis de maçã de Alcobaça IGP e a sua farinha de bagaço, exemplo de valorização de subprodutos da indústria alimentar.

Com classificação Nutri-Score A, o Snack-a-Tummy é fonte de cálcio, rico em fibra e proteína e isento de glúten. O projeto combina conveniência, valor nutricional e sustentabilidade, incorporando inovação desde a sua formulação até à sua embalagem.

“O Snack-a-Tummy não é apenas um snack saudável e prático, é um produto com propósito: ‘nurturing kids and nature, one snack at a time’,” sublinha a equipa.

Além de Portugal, participam no Ecotrophelia Europa 2025 equipas de mais 17 países, incluindo a estreia da Coreia do Sul e o regresso da Áustria e da Suíça.

 

03-10-2025

Maria Barros: “O Direito tem o lado humanista que eu procurava.”

Maria Barros é estudante do 4º ano da licenciatura de Direito da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Participou em programas internacionais como o Erasmus em Madrid e esteve envolvida em vários projetos de voluntariado e inclusão social. O Direito não foi uma escolha imediata, mas depressa se tornou um caminho claro, sobretudo pelo seu lado humanista e pelo potencial de transformar vidas. Nesta entrevista, fala-nos do que a motiva no Direito, das experiências que marcaram o seu percurso académico e da importância do voluntariado na sua vida.

 

É estudante do 4º ano de Direito. Porquê a escolha deste curso?

A minha escolha pelo curso de Direito não foi imediata. Comecei a considerar o Direito porque percebi, após alguma pesquisa e reflexão, que era uma opção abrangente, com várias saídas profissionais. Rapidamente percebi também que o Direito tem o lado humanista que eu procurava.

 

É esse lado humanista que mais a fascina no Direito?

Precisamente. Interessa-me, sobretudo, a forma como o Direito pode ser uma ferramenta de proteção dos direitos humanos e de promoção da dignidade das pessoas, tanto a nível nacional como internacional.

 

Quais são os seus planos para o futuro?

O meu objetivo para um futuro próximo é fazer um mestrado em Direito Internacional e Direito Europeu. Gostava também de ter a oportunidade de estagiar numa ONG ou numa organização internacional, como o ACNUR ou a União Europeia, ou até em instituições ligadas à diplomacia, como o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Interessa-me, acima de tudo, a interseção entre o Direito, os direitos humanos e as relações internacionais. É nessa área que me imagino a trabalhar, contribuindo para projetos com impacto real.

 

Como descreve o ambiente vivido na Universidade Católica?

A Católica é uma ótima universidade para estudar. Não só pelo ensino de excelência, que justifica o prestígio da instituição, mas também pelo bom ambiente que se sente no dia a dia. Além disso, a Universidade proporciona-nos a oportunidade de integrar várias organizações e viver experiências que tornam a licenciatura muito mais completa.

 

“A sociedade percebe que o impacto da ação social não se vê apenas nas vidas que são ajudadas, mas também, e talvez sobretudo, nas vidas de quem ajuda.”

 

No 3.º ano participou no programa Erasmus, em Madrid. Que recordações guarda dessa experiência?

Foi uma experiência muito marcante. Estive quatro meses a viver e a estudar em Madrid. A Universidad Carlos III, onde estudei, é atualmente uma das melhores faculdades de Direito da cidade, e eu tive oportunidade de o comprovar. Quanto à cidade, Madrid surpreendeu-me do início ao fim da estadia. É uma cidade vibrante, cheia de coisas para fazer e visitar, com um ambiente fantástico tanto de dia como de noite. Conheci pessoas incríveis, algumas das quais continuam a fazer parte da minha vida. Tive momentos inesquecíveis e cresci muito como pessoa.

 

Ao longo do seu percurso académico tem estado envolvida em várias iniciativas de voluntariado. Que importância tem o voluntariado na sua vida?

O voluntariado sempre esteve presente na minha vida, mas desde que entrei para a Universidade tornou-se muito mais consistente. No primeiro ano comecei na CASO, a fazer voluntariado no Centro Social da Foz, onde apoiava nas aulas de música para pessoas mais velhas. Mais tarde, passei para a Somos Nós, uma associação que trabalha com pessoas com deficiências cognitivas e de desenvolvimento, e desde então nunca mais saí. Para mim são já uma família — sempre que lá vou, sinto-me recebida como em mais nenhum lugar. No verão de 2023, participei, através do projeto FLY, num programa de voluntariado em Bilbao, na Fundación Fidias. Apoiei as atividades de férias de verão das crianças da comunidade, através das artes e do desporto. Foi uma experiência intensa, mas que me deu muitas ferramentas para a vida. O voluntariado é, sem dúvida, indispensável para mim.

 

De que forma é que a CASO tem marcado a sua formação?

A CASO foi muito importante na minha integração na faculdade. Permitiu-me conhecer várias pessoas e foi uma verdadeira alavanca para o voluntariado universitário. Tenho a certeza de que, sem a CASO, não teria vivido metade das experiências que tive. Acredito que, cada vez mais, a sociedade percebe que o impacto da ação social não se vê apenas nas vidas que são ajudadas, mas também, e talvez sobretudo, nas vidas de quem ajuda. É exatamente isso que sinto sempre que faço voluntariado.

 

“A universidade é uma fase determinante no nosso desenvolvimento.”

 

Integra o projeto Peer2Peer. Em que consiste e qual é o seu papel?

O Peer2Peer é um projeto de preparação para o mercado de trabalho dirigido a estudantes universitários e a pessoas com deficiência. Funciona em pares — um aluno e um candidato — e inclui workshops, em grupo, e sessões one-to-one. O objetivo é disponibilizar ferramentas para um maior autoconhecimento e para a preparação para o mercado de trabalho, tanto para os alunos como para as pessoas com deficiência. Queremos motivar, abrir portas e contribuir para uma sociedade mais inclusiva, ao mesmo tempo que sensibilizamos as gerações mais novas para esta realidade. Participei na primeira edição do projeto e, este ano, voltei a integrar a equipa, agora com o dobro da responsabilidade, no papel de project manager da edição de Direito. Recomendo vivamente! Se ainda não ouviram falar do Peer2Peer: venham experimentar!

 

Que papel acredita que os jovens universitários devem ter na construção de uma sociedade mais justa e solidária?

A universidade é uma fase determinante no nosso desenvolvimento. É um tempo de aprendizagens e de primeiros contactos com a vida adulta. Por isso, é fundamental envolvermo-nos na sociedade, para ganharmos uma visão completa do mundo que nos rodeia. Temos de aprender a canalizar a nossa energia em prol do bem comum. Nós somos os “líderes do futuro” e é essencial que esses líderes saibam reconhecer injustiças, perceber que nem todos têm as mesmas oportunidades ou condições de partida, e, a partir daí, serem solidários com quem os rodeia. O objetivo deve ser sempre deixar o mundo um pouco melhor do que aquele que encontrámos.

 

“Tento aproveitar ao máximo cada momento para cada tarefa.”

 

Entre aulas, CASO, Peer2Peer e outros projetos, como consegue gerir o seu tempo?

Acredito que, quando se tem vontade, tudo se consegue - é uma questão de saber gerir bem o tempo. Tento aproveitar ao máximo cada momento para cada tarefa. Durante oito anos fui atleta federada de voleibol, com treinos quase diários e jogos aos fins de semana, e isso obrigou-me a aprender a organizar a minha vida. Claro que abdiquei de algumas coisas, mas percebi que era possível manter o essencial da vida académica e social e, ao mesmo tempo, dedicar-me ao que mais gostava. Quando entrei para a faculdade, deixei o voleibol, mas senti necessidade de me manter ativa. Foi então que canalizei essa energia para os projetos em que hoje participo.

 

 

02-10-2025

Investigadores da Universidade Católica no Top mundial dos investigadores mais citados, segundo a Universidade de Stanford

O número de investigadores da Universidade Católica Portuguesa (UCP) reconhecidos no ranking mundial dos cientistas mais citados registou um crescimento de 40% face ao ano anterior. São, agora, 14 os investigadores distinguidos na edição de 2025 do “World’s Top 2% Scientists” — elaborado pela Universidade de Stanford (EUA) em colaboração com o grupo editorial Elsevier.

Este resultado é um reconhecimento internacional da qualidade e relevância da investigação desenvolvida na Universidade Católica Portuguesa. É um orgulho ver os nossos investigadores no topo mundial da ciência, contribuindo para a inovação e para o avanço das suas áreas de especialidade” destaca Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa.

A Escola Superior de Biotecnologia (ESB) assume particular destaque, representando 57% dos investigadores distinguidos. Seguem-se as áreas da Gestão e Economia com 21% (Católica Lisbon School of Business and Economics e Católica Porto Business School), da Saúde com 14% (Faculdade de Medicina e Faculdade de Medicina Dentária) e a Faculdade de Direito com 7%.

Do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia integram a lista: Ana Leite Oliveira (Engenharia Biomédica), Ana Raquel Madureira (Ciência dos Alimentos), Célia Manaia (Microbiologia), João Botelho (Microbiologia), João Fernandes (Ciência dos Alimentos), Manuela Pintado (Ciência dos Alimentos), Marta Vasconcelos (Biologia das Plantas e Botânica) e Paula Teixeira (Ciência dos Alimentos).

Na área da Gestão e Economia, foram distinguidos Arménio Rego (Negócios e Gestão), do Centro de Estudos de Gestão e Economia (CEGE) da Católica Porto Business School, e Filipe Santos e Ilídio Barreto (Negócios e Gestão), ambos do CUBE – Católica Lisbon Research Unit in Business and Economics.

Na área da Saúde, destacam-se Paula Ravasco (Nutrição e Dietética), da Faculdade de Medicina, e Júlio C. M. Souza (Engenharia Biomédica), da Faculdade de Medicina Dentária, ambos investigadores do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde.

Já no Direito, integra a lista Giovanni De Gregorio (Direito), do Centro de Estudos em Direito (CEID) da Faculdade de Direito da Católica.

Além da distinção anual, oito investigadores da Universidade Católica Portuguesa foram também reconhecidos pelo impacto da sua produção científica ao longo da carreira: Célia Manaia (CBQF/ESB), Paula Teixeira (CBQF/ESB), Paula Castro (CBQF/ESB), Manuela Pintado (CBQF/ESB), Marta Vasconcelos (CBQF/ESB), Ana Maria Gomes (CBQF/ESB), João Fernandes (CBQF/ESB) e Paula Ravasco (CIIS/FM).

A “World’s Top 2% Scientists List” inclui mais de 100 mil cientistas de todo o mundo, provenientes de 22 áreas científicas e 174 subáreas. O ranking reúne os investigadores cujos trabalhos publicados mais contribuíram para o progresso científico e maior impacto geraram junto da comunidade académica.

30-09-2025

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