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Francisco de Assis Parcerias: “Cada filme precisa de nascer de dentro de mim.”

Francisco de Assis Parcerias é licenciado em Cinema pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa no Porto. O seu filme Valsas na Lua foi distinguido em vários festivais, entre eles o New York Portuguese Short Film Festival e o Cinalfama. Fascinado pelo cinema desde criança, na Escola das Artes, sentiu-se “imediatamente em casa”.

 

Porquê estudar Cinema?

Segui aquilo que acreditava que me faria mais feliz. Desde muito novo que adorava ver filmes. Obviamente, o meu fascínio não começou com filmes do Bergman ou do Kubrick, mas com a Guerra das Estrelas, que via com o meu pai.  Com cerca de doze anos disse à minha mãe que queria ser realizador, apesar de não saber o que um realizador fazia. Desde aí que não mudei de ideias.

 

“Na Escola das Artes, senti-me imediatamente em casa”

 

De onde surge a sua ligação ao mundo das Artes?

Foi precisamente na Escola das Artes da Católica. Antes disso, fui um estudante de humanidades, muito tímido e todos os meus amigos da altura eram os meus colegas de turma. Por isso mesmo, o ambiente da Escola das Artes e, em particular, o ambiente da minha turma foi bastante fascinante. Até aí, não tinha ninguém (ou muito pouca gente) com quem partilhar o meu interesse pelo Cinema. Senti-me imediatamente em casa, rodeado dos meus pares.

 

Que aprendizagens mais o marcaram na Escola das Artes?

Principalmente as cadeiras de projeto, com a discussão crítica entre alunos e professores. Foi ainda muito marcante o envolvimento de professores convidados nos nossos projetos. Destaco, particularmente, o Sandro Aguilar e o João Canijo - além de terem filmes impressionantes, foram professores admiráveis. O que também me marcou na Escola das Artes foi a pluralidade entre as diferentes cadeiras e anos. Creio ser impossível sair-se da Licenciatura com uma visão fechada do Cinema.

 

“Cada filme precisa de nascer de dentro de mim, com tanta força que não o possa evitar.”

 

Durante os 3 anos de licenciatura, desenvolveu diferentes projetos...

Um dos projetos que mais me marcou foi o primeiro de todos. Foi a primeira vez que realizei alguma coisa. Ficou horroroso, hoje não deixo ninguém ver aquilo. Olho para trás e vejo que ninguém teve culpa do resultado - éramos novatos. No segundo semestre, fui “obrigado” a realizar outra vez. Fiz aquilo contrariado, com medo que algum outro professor pusesse olhos nas asneiras que estava a fazer. Contudo, os professores foram muito elogiosos e saí de lá muito orgulhoso.
Quando comecei o segundo ano, via-me como um Midas, ou o Goldfinger. Mas percebi que isso estava a léguas de ser verdade. Percebi mais ainda que fazer um filme não era seguir um livrinho de receitas. Que cada filme precisava de nascer de dentro de mim, com tanta força que não o possa evitar. E que se o forçar, não é uma ideia, mas sim fanfarronice. Foi entre o segundo e o terceiro ano, quando comecei a escrever o Valsas na Lua, que percebi que tinha de mudar de atitude.

 

O filme Valsas na Lua foi selecionado para vários festivais de Cinema.

Cada seleção foi sempre uma surpresa. No início da “vida” do projeto recebemos tantos “nãos” que quando um “sim” apareceu fiquei completamente atarantado. Ainda por cima no New York Portuguese Short Film Festival. A única Nova Iorque que conheço é a dos filmes do Scorsese. Mas um filme que realizei passou no Lincoln Center e isso fez-me imensamente feliz. Quando recebemos a notícia de que o filme fora selecionado e que tinha ganho uma categoria no Cinalfama foi novamente uma surpresa enorme. Esse festival foi muito bonito. Foi a nossa estreia em Portugal e uma boa parte da equipa foi até Lisboa para assistir. Acho que não houve momento da minha vida em que me sentisse tão realizado. Foi maravilhoso.
Este mês, dia 20, o filme vai ser exibido pela primeira vez numa sala de Cinema em Portugal, no Festival Caminhos do Cinema Português. Estou muito ansioso para ver como vai correr.

 

Como foi o processo criativo e de produção do filme Valsas na Lua?

O processo criativo do projeto foi muito natural, principalmente com a orientação do João Canijo. Tratou-se de procurar como esta história exigia ser contada e, de certa forma, procurar também os filmes que mais me influenciam. Apesar de se tratar de uma autoficção, naturalmente que este projeto nascia de uma mixórdia entre os meus filmes favoritos e a minha experiência de vida. Para além disto, contei com a colaboração do Matias Ferreira (diretor de fotografia, montador e amigo) e com quem tenho muitas ideias e inspirações partilhadas, como o Aftersun, da Charlotte Wells.

 

Ao longo da licenciatura, colaborou em vários projetos com colegas. Qual a importância da colaboração?

Pelo menos para mim, é muito comum e muito valioso. Muitas vezes, é difícil sairmos das nossas cabeças por um bocado. A colaboração permite-nos perceber, muitas vezes, que as nossas ideias são verdadeiramente bastante parvas. Talvez seja por isso que muita gente gosta de trabalhar o mais sozinho possível e rotular as suas ideias de “demasiado particulares”. Não há nada de particular numa ideia. Se houvesse, não eram partilhadas e entendidas fora da cabeça do autor.

 

Qual o segredo para contar uma história em 17 minutos?

Não há segredos, é particularmente simples. Há histórias que têm 17 minutos, outras 7 e outras 70. O primeiro bruto do projeto tinha 23 minutos. Complicado foi perceber que 6 minutos estavam a mais. Apesar de tudo, esta questão foi uma discussão longa durante a produção e depois da produção do projeto. Mas esta história tem 17 minutos.

 

“Ambiciono poder contar as minhas histórias, exatamente como elas são”

 

O que ambiciona para o seu futuro profissional?

Ambiciono poder contar as minhas histórias, exatamente como elas são. Também ambiciono vir a dar aulas, quase tanto quanto fazer filmes.

 

Tem novos projetos em vista?

Estou a projetar, no mestrado, uma longa-metragem que partilha uma parte da história do Valsas. Também é sobre uma criança que perde o pai muito nova.
Para além disso tenho uma curta-metragem em mãos, para a qual estou à espera de vir a conseguir financiamento, e é sobre dois amigos que, carentes e miseráveis, se desejam mutuamente. Quero eventualmente debruçar-me mais em histórias sobre amizades, tal como esta. Os amigos são a família que nos acolhe, não deve haver nada mais bonito que isto.

 

Que filme recomenda para quem está a dar os primeiros passos no cinema?

Qualquer coisa do Rosselini. São filmes do mais profundo humanismo, bastante comoventes. Talvez seja apenas quando vejo os seus filmes que sinto alguma esperança num futuro melhor. Na mesma vertente, também recomendo o It’s a Wonderful Life, do Capra. É impossível ver-se algum destes filmes e não querer fazer um que seja nosso.

 

20-11-2025

Membro da Comissão Europeia para a Bioeconomia e Sistemas Alimentares visita Escola Superior de Biotecnologia

A Escola Superior de Biotecnologia e o Centro de Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica Portuguesa receberam a visita de Rosalinda Scalia, Deputy Head of Unit para a Bioeconomia e Sistemas Alimentares na Direção-Geral de Investigação e Inovação da Comissão Europeia.

Durante a visita, Rosalinda Scalia teve a oportunidade de conhecer os projetos de investigação do CBQF nas áreas da Bioeconomia e dos Sistemas Alimentares e, também, o ambiente de cocriação que caracteriza o centro e a Faculdade.

A visita decorreu, a 19 de novembro, em simultâneo com a reunião anual da rede de investigação FoodForce, este ano organizada pela Escola Superior de Biotecnologia. Neste contexto, Rosalinda Scalia realizou uma apresentação intitulada "R&I central to EU's competitiveness: fostering innovation in food systems and life sciences. Updates on EU collaborative research and upcoming policy initiatives" para todos os membros e países envolvidos na rede, tendo também discutido o futuro financiamento do sistema agroalimentar.

Rosalinda Scalia tem uma vasta experiência em políticas alimentares e agrícolas, tendo trabalhado anteriormente na Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar como responsável por políticas de sanidade vegetal. Antes de integrar as instituições europeias em Bruxelas, desempenhou funções como Inspetora Alimentar no Ministério da Agricultura italiano durante quase uma década e na Agência Espanhola de Segurança Alimentar, com foco na investigação de fraudes e irregularidades no mercado alimentar. Tem um Doutoramento em Agronomia Ambiental pela Universidade de Palermo e foi investigadora visitante na Universidade da Califórnia (Davis) e na Universidade do Alabama.

 

20-11-2025

Voluntariado na Católica: estudantes assumem compromisso com a comunidade

Cerca de 200 estudantes da Católica assumiram o compromisso com o voluntariado regular para o ano letivo 25/26. A já habitual Cerimónia de Compromisso da CAtólica SOlidária (CASO) é um dos momentos mais significativos do ano letivo, porque marca o início formal do percurso dos voluntários. Sob o tema “Educar na Esperança, formar para a vida”, a sessão destacou que o voluntariado é muito mais do que uma atividade extracurricular, é uma expressão viva da esperança e um compromisso com um mundo mais justo e fraterno.

Os cerca de 200 novos voluntários vão estar distribuídos por 37 instituições da cidade, um sinal claro do envolvimento da comunidade académica na construção de pontes de solidariedade.

A cerimónia, que decorreu a 19 de novembro, contou com as palavras de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Católica, que sublinhou que cada gesto de serviço é uma semente lançada para um futuro melhor. Seguiram-se, também, três testemunhos inspiradores de antigos voluntários: Benedita Gonçalves, Catarina Almeida e José Veiga.

Foram também anunciadas pela CASO duas iniciativas: um concurso de fotografia para voluntários, com exposição no Dia Internacional do Voluntariado (5 de dezembro); um desafio de Natal: preparar cabazes solidários para sete instituições parceiras, levando esperança a quem mais precisa.

A cada voluntário que realizou o compromisso foi entregue a Esperancitina, uma caixa especial que imita um medicamento e traz consigo uma bula inspiradora.

 

O que é a Esperancitina?

Segundo a “bula”, cada dose contém Solidariedade concentrada (30%), Empatia pura (25%), Escuta ativa (15%), Alegria no serviço (15%) e Perseverança e compromisso (15%). É indicada para tratar indiferença social, apatia cívica e falta de sentido, com efeitos secundários altamente desejáveis: sorrisos espontâneos, sensação de propósito, gratidão intensificada e criação de laços duradouros. A posologia é simples: uma dose diária ou sempre que faltar motivação, com duração ilimitada. E, como diz a bula, “os efeitos são potencializados quando partilhados em grupo”.

A Esperancitina não é apenas um símbolo, mas, também, um convite para que cada voluntário viva a esperança todos os dias, com alegria e compromisso.

20-11-2025

RUMO Advocacia leva centenas de estudantes a contactar com Sociedades e Escritórios de Advogados

O campus do Porto da Católica voltou a receber o RUMO Advocacia, o evento de empregabilidade dedicado exclusivamente à área da Advocacia, que aproxima os estudantes e alumni aos profissionais da área do setor. A 8.ª edição voltou a contar com a Hora do Sócio, com a presença dos mais destacados elementos de algumas das mais reputadas sociedades do país.

De acordo com Inês Thabet, estudante do 4.º ano de Direito, a iniciativa incentiva os estudantes a serem mais pró-ativos e permite “fazer a ponte entre o mercado de trabalho jurídico e o conhecimento adquirido na Faculdade”. Para si, a oportunidade de falar abertamente com Sócios e antigos estudantes é “uma mais-valia para perceber o que queremos e as oportunidades que temos, sem medo de arriscar”.

Do lado das Sociedades, o interesse pelos estudantes da Escola do Porto continua a ser evidente. Miguel Rua, sócio da Deloitte Legal no Porto e antigo aluno, destaca que “a qualidade do ensino da Escola do Porto é muito boa”. “São pessoas onde nós reconhecemos qualidades de base”, essenciais para crescer profissionalmente e consolidar conhecimentos ao longo da carreira.

Este contacto próximo mostrou-se também importante para os estudantes da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão, que procuraram compreender a valorização do seu curso. Inês Gomes, do 5.º ano, veio ao Rumo para ouvir quem já se encontra no terreno: “Começamos a conhecer algumas pessoas que estão do lado de lá e a conhecer um pouco das suas experiências e o que nos têm para contar”. Matilde Alves, também estudante da Dupla Licenciatura, procurou compreender “o que é que as nossas valências, enquanto alunas da Dupla, têm de único e o que pode ser aproveitado pelas Sociedades”. Diogo Mota, alumni da Dupla, afirmou que “as sociedades não fazem distinção entre os perfis; a maior parte dos estágios são rotativos, o que nos permite explorar várias áreas do Direito antes de decidir qual o rumo mais especializado que queremos seguir”.

A edição deste ano contou com a presença de 29 sociedades e escritórios de Advogados: Abreu Advogados; AdC Advogados; Andreia Lima Carneiro & Associados; Antas da Cunha Ecija & Associados; Caiado Guerreiro; Cavaleiro & Associados; Cerejeira Namora, Marinho Falcão; Cruz, Roque, Semião Advogados; Cuatrecasas; Deloitte Legal; Eversheds Sutherland; Fieldfisher Portugal; Garrigues; Linklaters; Miranda & Associados; Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados; Nuno Fonseca Alves, Fabiana Azevedo & Associados; Pérez-Llorca; PLMJ; PRA - Raposo, Sá Miranda & Associados; Pacheco de Amorim, Miranda Blom & Associados; PwC Legal; RBMS - Rodrigues Bastos, Magalhães e Silva & Associados; SRS Legal; TELLES; Uría Menéndez; Vieira de Almeida; Vieira Rocha Advogados; Yolanda Busse, Oehen Mendes & Associados.

19-11-2025

Filmes com participação da Escola das Artes conquistam prémios em festivais nacionais e internacionais

Os últimos dias ficaram marcados por distinções atribuídas a filmes com forte ligação à Escola das Artes. Entre o Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho e o PÖFF Shorts, três obras destacaram-se pelo reconhecimento do público, da crítica e dos júris.

A curta-metragem “Porque Hoje é Sábado”, realizada por Alice Eça Guimarães, alumna de Som e Imagem da EA, cuja mistura de som foi realizada na EA pelo professor José Vasco Carvalho, foi um dos grandes destaques da edição deste ano do Cinanima, recebendo o Prémio do Público e a distinção de Melhor Argumento. O filme recebeu ainda, no mesmo dia, o prémio de Melhor Curta-Metragem de Animação no Festival PÖFF Shorts, em Tallinn, na Estónia. Esta distinção qualifica automaticamente o filme para a corrida aos Óscares.

Por outro lado, o filme “Cão Sozinho”, realizado por Marta Reis Andrade, vence o Grande Prémio Cinanima. A mistura de som foi realizada na Escola das Artes, pelo Coordenador do Mestrado em SI José Vasco Carvalho, e a equipa técnica contou com vários antigos alunos envolvidos em diferentes fases da produção, com edição de som a cargo de Bernardo Bento, professor de Sound Design da EA . Esta distinção garante ao filme o acesso à pré-seleção para os Óscares na categoria de animação.

Ainda no durante o Festival Cinanima, destacamos a obra de Carina Pierro Corso, antiga aluna do Mestrado em Animação da EA, “Wildflower” foi distinguido como Melhor Curta Nacional, recebendo o Prémio António Gaio. O júri descreveu a obra como uma “meditação experimental e harmoniosa sobre as decisões que tomamos ao longo das nossas vidas fazendo-nos refletir sobre o que realmente devemos levar connosco”.

Mais informações sobre estes prémios nas páginas oficiais dos festivais.

19-11-2025

Universidade Católica no Porto promove mostra que aproxima estudantes do mercado de trabalho

A Universidade Católica Portuguesa no Porto voltou a abrir as portas ao futuro profissional dos seus estudantes com mais uma edição do RUMO, uma mostra de empregabilidade que, este ano, reuniu 68 empresas nacionais e internacionais no campus.

“Este é um evento que nos enche de orgulho e que já vai fazendo história na nossa universidade”, partilhou Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa para o campus do Porto. Enquanto espaço de diálogo e proximidade, acrescenta, o RUMO reforça “o compromisso da Católica em preparar os seus alunos para contextos de trabalho cada vez mais transversais e interdisciplinares, desafiando-os a integrar diferentes saberes e competências.”

Um espaço de encontro entre talentos e oportunidades

Conhecer as empresas, conseguir alguns contactos e fazer networking” são os objetivos que levam estudantes como Laura Damha a participar no RUMO. A aluna, que fez questão de trazer o currículo para entregar em mão, sublinhou “a importância do contacto com as empresas, pessoa para pessoa, olho no olho”. Já Margarida Leite, prestes a concluir a licenciatura, valoriza a mostra para procurar estágios e experiências práticas que enriqueçam o seu percurso, revelando-se “motivada, e mais orientada sobre o que seguir e que oportunidades procurar”.

Do lado das empresas, o entusiasmo é recíproco. Para Sofia Ganchas, da Deloitte, o RUMO é “uma ótima oportunidade para conhecer os talentos da Católica” e para aproximar os estudantes do contexto real do trabalho. Ricardo Ribeiro, da PwC, destaca o caráter formativo do evento: “é uma oportunidade para os estudantes conhecerem os colaboradores das empresas, perceberem o dia a dia e o que podem esperar ao entrar no mercado de trabalho”. Dirigindo-se aos alunos, Catarina Meireles, da Infineon, aconselha: “não tenham medo de arriscar - candidatem-se às vagas que vos interessam e invistam no networking desde o início”.

Num total de 76 stands, durante dois dias, 68 empresas marcaram presença no RUMO 2025: Adecco Recruitment; Amcor; Ascendi; BA Glass; Banco de Portugal; BPI; Brasmar; Câmara Municipal do Porto; Century21; Danone; Domus Social; Engel & Volkers; Exército Português; EY; FORVIA; Frulact; Fundação da Juventude; GKN Automotive; Grupo JAP; Hays; Instituto Diplomático - Ministério dos Negócios Estrangeiros; KPMG; Lactogal; LGG Advisors; NORS; Onegs, Unipessoal Lda; Ordem dos Notários; Real Vida Seguros; Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde; Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde - Programa Incorpora; SBM Offshore; Sonae MC; Talent Portugal; Valor T (Santa Casa da Misericórdia Lisboa); Voltalia Portugal, S.A.; Wall Street English; Worten; Adritem - Associação de Desenvolvimento Regional Integrado das Terras de Santa Maria; Caetano Automotive Portugal Distribution, Salvador Caetano África & Caetano Mobility; Caixa Geral de Depósitos; Continental Mabor; Decskill – Tecnologias de Informação, Lda.; Deloitte; EB Consultores; Eurofirms / Claire Joster; Forvis Mazars; Good4life; HB Fuller; Hitachi Solutions Portugal; Hôma; Hotel Infante Sagres; Infineon Technologies; Inova+ - Innovation Services, S.A; InterContinental Porto; Job Impulse; Living Tours; Lusíadas Saúde; Optiwisers; Parfois; PwC; Randstad Portugal; Rangel Logistics Solutions; Ryan Portugal; Schneider Electric Portugal; Sodexo; START Esposende; TekPrivacy; The Fladgate Partnership.

O RUMO 2025 realizou-se nos dias 12 e 13 de novembro, assinalando a 15.ª edição de um evento que continua a afirmar-se como espaço onde as ambições profissionais ganham força. No dia 18 de novembro, a Universidade Católica no Porto acolheu também o RUMO Advocacia, onde marcaram presença mais de duas dezenas de Sociedades de Advogados.

 

19-11-2025

Universidade Católica Portuguesa assina acordo com a Harvard Summer School Global Partner Program

No dia 13 de novembro, a Universidade Católica Portuguesa assinou um acordo de colaboração com a Harvard Summer School – através da Harvard Division of Continuing Education (DCE), tornando-se membro oficial da DCE Global Partner Program. Esta parceria proporciona aos alunos da Católica oportunidades de estudarem na Universidade de Harvard a partir do verão de 2026.

Com este acordo, os alunos elegíveis da Católica terão acesso às prestigiadas ofertas académicas da Harvard Summer School, através de programas académicos de três ou quatro semanas, juntando-se a estudantes de universidades de renome de todo o mundo. Os participantes terão hipótese de frequentar cursos de grande exigência, ganhando exposição ao ambiente de aprendizagem dinâmico e inclusivo de Harvard.

A Harvard Summer School recebe milhares de alunos todos os anos, provenientes de mais de 100 países. Como parte do Global Partner Program, os alunos da Católica receberão apoio na inscrição, aconselhamento e acesso a eventos exclusivos para parceiros, concebidos para promover o intercâmbio cultural e o networking global.

De acordo com a Reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, «esta nova parceria está alinhada com a estratégia da Católica de proporcionar aos alunos experiências de aprendizagem que os capacitem para se tornarem líderes globais nas suas áreas».

No âmbito do lançamento desta parceria, representantes da Harvard Division of Continuing Education farão apresentações aos estudantes na sede da Católica, em Lisboa, no dia 20 de novembro, às 13h15, na sala 131, e estarão no campus do Porto a 21 de novembro, às 13h, na sala EAA002, para descreverem o programa e fornecerem informações sobre o ciclo de candidaturas para o Verão de 2026.

Mais detalhes sobre o Harvard Summer School’s Global Partner Program disponíveis aqui.

 

Consulte o documento

 

18-11-2025

Comitiva da Católica visita universidades na Arábia Saudita

Uma comitiva da Universidade Católica deslocou-se à Arábia Saudita para visitar e estabelecer contactos com várias universidades e reunir com elementos de entidades governativas e de investigação.

Formada pela Reitora, Isabel Capeloa Gil, o Vice-reitor Nelson Ribeiro, a diretora da Escola Superior de Biotecnologia, Paula de Castro, o Vice-diretor da Faculdade de Medicina, Paulo Oom, e a docente do Instituto de Estudos Políticos, Ana Martinho, a comitiva esteve em Jeddah, onde reuniu com o presidente e a liderança da King Abdulaziz University, e visitou também à Jeddah University, a mais recente da Arábia Saudita.

No âmbito desta deslocação, a comitiva já tinha estado na Alfaisal University, em Riade, onde decorreu também um encontro com o presidente, Mohammed Al Hayaza, e a vice-presidente da instituição, a princesa Maha bint Mishari AlSaud.

Na capital saudita, o périplo incluiu também a Princess Nourah bint Abdulrahman University, que é a maior universidade do mundo exclusivamente feminina. Fundada em 1970, é uma instituição académica pública, com mais de 21 mil alunas e 1 700 colaboradoras, com uma forte componente de formação em saúde e ciências médicas. O campus conta com uma ‘cidade médica’ de alta tecnologia, que inclui um hospital com 1 400 camas, serviços de saúde, centros de investigação e clínicas especializadas. Além disso, o seu sistema interno de transportes integra uma rede ferroviária sem condutor, existindo um comboio que liga as várias zonas da universidade.

Em Riade, a delegação da Católica reuniu ainda com representantes do departamento de Ciências da Saúde da King Saud bin Abdulaziz University, com elementos do Conselho dos Assuntos Universitários do Ministério da Educação e com membros do Gulf Research Center, um think tank e entidade consultiva e de investigação académica, especializado em temas do Golfo.

17-11-2025

Startups criadas por alumni da Católica mais do que triplicam em 4 anos

Entre 2022 e 2025, o número de antigos alunos da Universidade Católica Portuguesa que a cada ano criam startups mais do que triplicou, subindo de 231 alumni, em 2022, para 807, este ano.

Os dados são da Startup Portugal que, há quatro anos, começou a apresentar anualmente o Portugal’s Entrepreneurial Universities Ranking, uma análise do empreendedorismo nas instituições de ensino superior nacionais.

Efetivamente, esse indicador tem vindo a crescer consistentemente, contabilizando-se 263 startups fundadas por antigos estudantes da Católica em 2023 e 409 em 2024.

Analisando mais em detalhe o ranking de 2025, divulgado na Web Summit, a Católica surge como uma das universidades mais empreendedoras em Portugal e com mais startups criadas por alumni relativamente à dimensão da universidade.

Ainda de acordo com o Portugal’s Entrepreneurial Universities Ranking 2025 – que se baseia em dados até outubro da Plataforma de Mapeamento do Ecossistema da Startup Portugal, em parceria com a Dealroom –, as 807 startups de alumni da Católica representam um valor empresarial combinado de 13 mil milhões de euros, sendo que 188 conseguiram angariar um investimento global de 2,3 mil milhões.

Este ano, a Universidade Católica Portuguesa já tinha sido considerada a mais empreendedora em Portugal pelo Redstone University Startup Index de 2025, que a coloca no 1.º lugar nacional e na 74.ª posição a nível europeu, entre as 360 incluídas na categoria das universidades da Europa com orçamento entre 100 milhões e 500 milhões de euros.

A presença destacada da Católica nestes rankings evidencia a sua capacidade em promover o espírito empreendedor ao longo do percurso académico, proporcionando um ambiente que estimula a iniciativa, a inovação e a criação de valor. Reflete ainda a sua competência em formar e inspirar futuros empreendedores, bem como o seu compromisso com a transferência de conhecimento e o impacto económico e social.

14-11-2025

Marta Henriques Pereira: “O meu motor é a res publica: a vontade de contribuir para a causa pública, de servir e de criar impacto positivo.”

Madeirense de origem e cidadã do mundo por vocação, Marta Henriques Pereira estudou Direito na Universidade Católica no Porto e construiu uma carreira internacional de mais de duas décadas nas Nações Unidas, União Europeia e programas bilaterais com o Governo australiano. Trabalhou em ambientes de conflito e pós-conflito, em contextos de governação frágil e transições políticas complexas, em mais de duas dezenas de países. Jurista de formação, doutoranda em Ciência Política e fundadora das associações Resposta Luso e REDE de Portugueses em Organizações Internacionais, acredita que o verdadeiro sucesso está em transformar a adversidade em propósito e em partilhar o conhecimento para servir a humanidade.

 

Quais são as suas principais memórias de infância?

Cresci na Madeira, num ambiente onde a comunidade era muito presente. As minhas memórias estão cheias de mar, natureza, liberdade e imaginação, mas também do sentido de responsabilidade com os outros e para com a sociedade. Desde cedo percebi que não só tinha -mas também queria- contribuir da melhor forma possível para a humanidade e por isso o serviço público atraía-me. A Madeira deu-me esse equilíbrio entre o local e o global: raízes fortes, mas também asas para sonhar longe.

 

Porquê estudar Direito?

Escolhi estudar Direito porque sempre me fascinou o conceito de justiça, entendido não apenas como a aplicação rígida de normas — dura lex, sed lex — mas como um instrumento para organizar a vida em sociedade, permitindo a coexistência pacífica e digna entre os seres humanos. Para mim, o Direito sempre foi mais do que códigos e artigos: foi uma forma de compreender como as regras, quando justas, podem criar pontes entre pessoas e comunidades. Ao mesmo tempo, via no curso de Direito a oportunidade de construir uma base académica sólida, capaz de abrir caminhos para áreas que me atraíam desde cedo - a diplomacia, a governação e a mediação internacional. O Direito deu-me não apenas o rigor analítico e a estrutura de pensamento crítico, mas também a capacidade de dialogar entre diferentes sistemas culturais e institucionais, algo que se tornaria essencial no meu percurso internacional em contextos de paz, segurança e desenvolvimento.

 

“Na Católica aprendi a valorizar o espírito crítico, a amizade e a coragem de arriscar - qualidades essenciais em qualquer missão internacional.”

 

Quando é que surge o interesse por uma carreira internacional?

Depois de fazer o programa Erasmus em Itália. Sempre tive curiosidade pelo mundo e vontade de ir além das fronteiras de Portugal e essa experiência foi a alavanca. Na Católica, aprendi a arriscar e a pensar global e nas Nações Unidas percebi que era esse o meu caminho: contribuir para soluções que fazem diferença à escala mundial. Portugal deu-me a resiliência e a genica, e a identidade portuguesa revelou-se uma força única, ajudando-me a ser mediadora, a criar consensos e a dialogar em cenários de enorme diversidade.

 

No seu discurso na cerimónia de Abertura do Ano Letivo na Católica disse: “A universidade não é só técnica. É espírito crítico, criatividade, amizade e coragem para arriscar.” Como é que isso se refletiu no seu percurso?

Na Católica aprendi muito além da técnica. Aprendi a valorizar a amizade, o espírito crítico e a criatividade. Foi na Tuna da Católica que encontrei a minha voz. E encontrei também camaradagem, alegria, disciplina e trabalho em equipa que depois foi essencial na minha vida internacional. Foi uma experiência que me deu coragem para arriscar e abrir caminhos novos, mesmo em contextos difíceis.

 

Tem mais de 20 anos de carreira internacional em diplomacia, governação, desenvolvimento, paz e segurança. O que é mais desafiante?

O mais difícil é manter a motivação em ambientes hostis e solitários, mas é aí que a resiliência se transforma em força e propósito. Mas os desfechos não dependem - quase nunca- de nós. Enfrentei muitas derrotas, dificuldades e fracassos e agradeço tudo o que a vida me trouxe, porque foram esses setbacks que geraram a necessidade de continuar a lutar, a olhar para a frente e a refletir de forma criativa sobre como me reposicionar, como fazer melhor. Foi nessas horas que aprendi mais sobre resiliência e sobre a importância de nunca desistir.

 

“O mais difícil é manter a motivação em ambientes hostis, mas é aí que a resiliência se transforma em propósito.”

 

Como consultora internacional, como é o seu dia-a-dia de trabalho atualmente?

Sou consultora para organizações internacionais, atividade que alterno com outras iniciativas: sou empreendedora social - fundadora e presidente de duas associações (Resposta Luso e REDE) -, autora de um livro e de um podcast sobre carreiras internacionais, doutoranda e empresária. E depois tenho a família que está dispersa pela Austrália, por Portugal e agora, também, na Arábia Saudita. A vida podia ser mais fácil - e na verdade é uma loucura - mas não seria tão plena de sentido.

 

Que conselho daria a estudantes que aspiram a uma carreira internacional?

O mais importante é a automotivação. Os mentores e tutores ajudam, mas ninguém pode substituir a chama interior de querer aprender e contribuir. O que posso dizer e que sejam fiéis aos vossos princípios e valores cristãos, sejam curiosos, criem redes humanas, mas, sobretudo, não tenham medo de arriscar e de falhar. Eu falhei e errei muitas mais vezes do que tive sucesso, e por isso é que aprendi tanto!  Uma carreira internacional não é uma linha reta: é feita de desafios pessoais, para ultrapassar fronteiras locais que se abrem para horizontes globais.

 

“A vida internacional não é linear: é feita de quedas, recomeços e da capacidade de transformar falhas em aprendizagem.”

 

Quais os países onde já viveu e qual é que a marcou de forma particular?

Timor-Leste marcou-me profundamente, tanto a nível pessoal como profissional. Foi lá que conheci o meu marido - que é australiano- e onde tive a oportunidade de lidar com abordagens diferentes entre a cooperação bilateral (Portugal e Austrália) e a multilateral — as Nações Unidas - muitas vezes com visões e posições e interesses diversos sobre o desenvolvimento. Trabalhando para um programa do governo australiano, tive de aprender a calibrar e manobrar essas diferenças, encontrando pontos de encontro e construindo soluções práticas apesar das tensões. Essa experiência ensinou-me muito sobre a importância do bom senso, da diplomacia, da capacidade de adaptação e resiliência da importância de saber negociar para gerar consensos.

 

É bom regressar a casa?

Saí da Madeira há mais de 30 anos, mas é nessa ilha que estão as minhas raízes e o conforto das coisas e pessoas de sempre: o cheiro do mar, as cores, os afetos. Regressar é sempre bom, porque é aqui que recarrego forças e recordo de onde vim. A Madeira é a energia que me dá coragem para partir e também para voltar.

 

O que é que a move?

Move-me a necessidade de contribuir para a causa pública — a res publica. Esse é o motor de todas as minhas iniciativas profissionais e filantrópicas, da diplomacia à mediação, das associações que fundei aos projetos que desenvolvo para criar impacto e servir os outros. E, acima de tudo, espero que o meu percurso e as minhas ações possam, de alguma forma, contribuir para tornar o mundo em que vivemos num lugar com mais valor, sentido e humanidade.

 

13-11-2025

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