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Novidades

Universidade Católica no Porto dá as boas-vindas aos estudantes internacionais na Semana de Acolhimento

A Universidade Católica Portuguesa no Porto promoveu uma Semana de Acolhimento para Estudantes Internacionais que marcou o início da integração dos novos estudantes. Atualmente, a Universidade Católica no Porto acolhe 557 estudantes internacionais de cerca de 66 nacionalidades, que encontram na Católica um ambiente académico exigente, multicultural e acolhedor.

Ao longo de três dias, de 3 a 5 de setembro, os estudantes internacionais, vindos para um período de mobilidade ou para completar o seu grau na Católica Porto, tiveram a oportunidade de explorar o campus, descobrir a cidade e conhecer os seus novos colegas. Para além das sessões informativas sobre a vida académica e quotidiana no Porto, as atividades incluíram momentos de convívio e experiências culturais, que permitiram aos estudantes criar amizades e sentir-se parte da comunidade desde o primeiro dia.

O acolhimento contou com o apoio dos alunos Buddies e da associação de estudantes Il@C (International Life at Católica), que, com entusiasmo e dedicação, asseguraram que cada atividade fosse envolvente e memorável, facilitando a integração plena dos estudantes internacionais no campus e na cidade.

O número de estudantes internacionais que escolhe a Católica Porto continua a crescer, refletindo o prestígio e a atratividade da Universidade.

16-09-2025

Panorama #25: exposições, cinema e concertos dos alunos da escola das artes

O Panorama #25 terminou neste fim de semana com casa cheia e espaços completamente preenchidos por imagens, palavras e sons que ficarão na memória.

Durante três dias foram vários os espaços da Universidade Católica que se preencheram de Arte, nas suas diversas formas, num momento de homenagem aos finalistas da Escola das Artes.

Mais uma vez, o parque de estacionamento tornou-se numa galeria dedicada às instalações das diferentes áreas de Cinema, Som e Imagem, Conservação e Restauro, New Media Art, Design de Som, Animação, com propostas ecléticas e diversificadas. O Auditório Ilídio Pinho acolheu duas sessões de cinema, com um total de 12 filmes. E, para terminar em chave de ouro, o Pátio das Artes e a Blackbox encheram-se de música com vários concertos ao vivo.

No ar ficou um sentimento de realização daqueles que terminam agora uma jornada na Escola das Artes. Para os novos estudantes que ingressam este ano nos diferentes ciclos, o evento representou uma oportunidade de descobrir o ambiente criativo da escola, conhecer colegas e professores, e começar a traçar seus próprios caminhos nesta nova jornada artística.

15-09-2025

Escola Superior de Biotecnologia integra projeto europeu de 2,2 milhões de euros para acelerar a adoção de alimentos de origem vegetal

A Universidade Católica Portuguesa (UCP), através da Escola Superior de Biotecnologia e do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), vai participar no projeto europeu ISAAP – Innovative Strategies to Accelerate Adoption and Consumption of Plant-Based Food, que recebeu um financiamento de 2,2 milhões de euros da União Europeia.

O projeto, oficialmente lançado a 3 de setembro de 2025, é promovido no âmbito do EIT Food Impact Funding Framework e decorrerá até agosto de 2027, envolvendo parceiros de Portugal, Dinamarca e Chéquia.

O objetivo central passa por acelerar a transição para sistemas alimentares mais sustentáveis e saudáveis, incentivando a adoção e consumo de alimentos de origem vegetal. Para tal, o ISAAP irá apoiar a criação e disseminação de estratégias inovadoras, inspiradas no Plano de Ação Nacional para os Alimentos de Origem Vegetal da Dinamarca, e adaptá-las a outros países europeus.

Em Portugal, a ProVeg Portugal será responsável pela disseminação da informação junto dos media e da comunicação social, trabalhando em estreita colaboração com organizações do setor agrícola, como a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a CERPRO.

A Universidade Católica Portuguesa terá um papel determinante no desenvolvimento de novos produtos inovadores à base de leguminosas, reforçando a ligação entre agricultura, investigação e indústria.

Na Chéquia, o projeto contará com a participação da ProVeg Czechia, que irá apostar na expansão da oferta de refeições vegetais no setor da restauração, em articulação com parceiros como a Catering Zdravě e através da dinamização do New Food Forum, evento de referência no setor.

Com esta iniciativa, a UCP e os seus parceiros europeus reforçam o compromisso em promover sistemas alimentares mais resilientes, saudáveis e sustentáveis, alinhados com os objetivos do Pacto Ecológico Europeu e da Estratégia do Prado ao Prato.

12-09-2025

Católica Nursing Welcome Week: integração, inovação e espírito de equipa no arranque do ano letivo dos novos estudantes de Enfermagem

Setembro marcou o início de uma nova etapa para os estudantes da Licenciatura em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. Entre os dias 4 e 12, os recém- foram recebidos com um programa diversificado de atividades, pensado para os motivar e integrar desde o primeiro dia.

A abertura ficou marcada por momentos de simbolismo. Após o check-in, os novos alunos ouviram testemunhos de enfermeiros na sessão “À conversa com enfermeiros: histórias com impacto”. Seguiu-se o almoço de curso, a primeira oportunidade para criar laços, e uma visita guiada pelos espaços da Católica. O dia terminou com as sessões oficiais de boas-vindas, conduzidas pelo diretor da Escola de Enfermagem, Prof. Doutor Paulo Alves, e pela Pró-Reitora, Prof.ª Doutora Isabel Braga da Cruz.

Nos dias seguintes, o programa foi além da vertente académica, com atividades que reforçaram o espírito de equipa e o contacto direto com a profissão. Entre os momentos mais aguardados estiveram o “Task Nursing” um conjunto de desafios que testou a criatividade e cooperação dos alunos e o “Nursing Escape Room”, que simulou uma primeira missão no mundo da enfermagem. Houve ainda iniciativas ligadas ao voluntariado e apresentações dos serviços centrais da Universidade.

Houve também espaço para partilha de experiências entre gerações. Na sessão “À conversa com colegas: o que eu gostava que me tivessem dito no 1.º ano”, os novos alunos tiveram oportunidade de esclarecer dúvidas, antecipar desafios e ouvir conselhos práticos de quem já passou pelo mesmo caminho. A atividade “Vida Académica” deu ainda a conhecer as associações e grupos que os novos alunos poderão integrar.

A semana terminou em ambiente de celebração e pertença, espelhando o compromisso da Escola de Enfermagem do Porto em acolher cada estudante de forma próxima e em cultivar, desde o primeiro dia, um verdadeiro espírito de comunidade.

12-09-2025

Catarina Ribeiro: “Os psicólogos não devem dessensibilizar-se perante o sofrimento humano.”

Catarina Ribeiro é docente na Faculdade de Educação e Psicologia, Psicóloga Clínica/Saúde e Perita em Avaliação Psicológica Forense. Tem dedicado a sua carreira à área da Clínica e da Justiça e do Comportamento Desviante. Porquê a Psicologia? A resposta está nas “pessoas”: “Tenho uma enorme curiosidade pelo ser humano.” Nesta entrevista, fala-nos dos desafios da sua profissão, da importância da empatia e da tolerância, e explica porque é que o descanso é tão fundamental.

 

É especialista na área da Justiça e do Comportamento Desviante. O que caracteriza esta área da Psicologia?

A Psicologia da Justiça e do Comportamento Desviante é uma área aplicada da Psicologia num contexto muito específico: o da compreensão e interpretação do comportamento desviante e da sua relação com a lei. É uma área fascinante porque exige que tenhamos conhecimentos muito sólidos de Psicologia para podermos contribuir para decisões legais mais justas. O Direito regula o comportamento através da lei. A Psicologia ajuda o Direito a compreender esse comportamento. Não se trata de justificar, mas de auxiliar o sistema de justiça a compreender melhor as motivações, dinâmicas e limites das pessoas, de forma a garantir julgamentos mais informados. Por exemplo, se alguém comete um crime, mas tem uma psicopatologia que o impede de compreender as suas ações, o julgamento não pode ser igual ao de alguém que age com plena consciência. A Psicologia tem um papel importante ao trazer esse enquadramento científico do comportamento humano.

 

É Perita em Avaliação Forense. Em que consiste a função?

Sou Perita Forense no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, que é onde se realizam estas avaliações. A avaliação forense cruza a Psicologia Clínica com a Psicologia da justiça. As perícias psicológicas são meios de prova importantes no sistema legal. As pessoas são avaliadas com base no tipo de processo em que estão envolvidas. Pode tratar-se de alguém que cometeu um crime, de uma vítima, de uma criança envolvida num processo de regulação das responsabilidades parentais, ou de promoção e proteção, por exemplo. Avaliamos, muito frequentemente, dinâmicas familiares, manipulação, vinculação aos progenitores, competências parentais, o que é, especialmente, importante em casos de negligência e maus-tratos, elevado conflito parental, entre muitas outras situações. Também avaliamos o impacto de acidentes, danos neuropsicológicos e a sua implicação no dia a dia das pessoas. Tudo isso faz parte do trabalho forense que realizo. É um trabalho muito variado, porque, embora existam padrões de comportamento, cada pessoa tem características únicas. O contexto em que tudo acontece também é distinto.

 

Também tem atividade clínica …

Sim. Sempre tive dois grandes interesses: a avaliação forense e a clínica. Gosto especialmente de intervir em situações de elevada adversidade e transições de vida que são sentidas com sofrimento. Falo de estados de depressão, ansiedade, angústia, dificuldades de adaptação, luto.

 

Perante tantas situações difíceis que acompanha no seu dia-a-dia, como consegue manter o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal? Como evita levar consigo o peso de todas essas histórias?

Sim, tenho uma atividade profissional com uma carga emocionalmente pesada. Trabalho com muitas pessoas e, normalmente, em situações emocionalmente complexas. Lido com isso com empatia, nunca com indiferença. Os psicólogos não devem dessensibilizar-se perante o sofrimento humano. Devem, sim, saber distanciar-se e diferenciar contextos. As ferramentas que desenvolvemos, o conhecimento científico, a formação que vamos adquirindo ajudam-nos a olhar para as situações com um olhar clínico, e não apenas pessoal. Competências como a escuta, a comunicação, a empatia e capacidade de transmitir segurança são essenciais.

 

Como é que lida com a frustração?

Tenho uma profissão que exige uma grande capacidade de lidar com a frustração, porque mudar comportamentos é difícil e nem sempre conseguimos transformar a vida das pessoas para que fiquem mais funcionais. Eu mesma faço psicoterapia há muitos anos, ou seja, tenho o meu próprio espaço psicoterapêutico, tenho um grupo de supervisão onde partilho dúvidas técnicas e questões pessoais. Isto é fundamental nesta atividade, continuar a estudar, ter supervisão contínua. É fundamental não trabalharmos sozinhos, não absorvermos tudo sozinhos. E, claro, procuro contextos gratificantes na vida pessoal que me ajudam a aliviar algum peso emocional das pessoas e das histórias que acompanho profissionalmente.

 

Em Psicologia, há casos perdidos ou qualquer situação tem alguma margem de melhoria, mesmo que pequena?

Existem situações com grande resistência à mudança. É importante sabermos reconhecer isso. São exemplo disso, casos com psicopatologia grave, perturbações de personalidade graves, comportamentos antissociais, entre outras. Contudo, há sempre uma margem, nem que seja para diminuir danos. Nem todos têm potencial para grandes mudanças, é importante perceber o   grau de flexibilidade, e ajustar expectativas.

 

É docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica, desde 2007. Que desafios lhe tem colocado a nova geração de alunos?

O maior desafio atualmente é lidar com a baixa tolerância à frustração, elevada ansiedade por parte dos alunos. Há uma enorme necessidade de gratificação imediata.

 

Como é que se ensina empatia aos alunos?

Não é fácil … A empatia está muito ligada à estrutura de personalidade, aos significados individuais, à história de vida de cada pessoa, à forma como foram acolhidos os seus estados emocionais. Existe a empatia afetiva do eu sinto o que o outro está a sentir” e a empatia cognitiva do “eu compreendo o que o outro está a sentir”. A empatia cognitiva é mais fácil de trabalhar, por exemplo através do contacto com situações reais, exemplos práticos, estimular a reflexão pessoal, pedir que se coloquem no lugar do outro. Até nas interações em sala de aula, entre colegas uso exemplos para despertar a consciência empática.

 

E no caso da tolerância, como se promove uma verdadeira capacidade de lidar com a diferença?

A tolerância exige antes de tudo o reconhecimento da liberdade. Só em sociedades livres existe tolerância. E é importante distinguir entre tolerância e permissividade. Há comportamentos que não podem ser tolerados, por violarem direitos fundamentais. Dentro do que é aceitável, precisamos de flexibilidade para lidar com a diferença, para nos ajustarmos a nós próprios e aos outros. Isso exige saber gerir relações sem nos destruirmos e sem ferirmos o outro. Só existe tolerância porque existem limites. Essa é a base da convivência saudável entre as pessoas.

 

Como olha para a inteligência artificial?

A inteligência artificial trouxe novos desafios. Não a demonizo, estamos a tentar integrá-la, mas muda a forma como ensinamos e avaliamos. Exige, por isso, adaptação. Mas a minha missão, enquanto professora, mantém-se, apesar dos novos desafios que vão surgindo. O meu maior esforço é despertar a curiosidade para que os alunos queiram aprender mais do que aquilo que será avaliado, saberem usar a IA como um aliado para o seu desenvolvimento e não como um fator bloqueador.

 

O que a trouxe para a Psicologia foram as pessoas. Continuam a ser as pessoas que a mantêm fascinada por esta área?

Sem dúvida. Tenho uma enorme curiosidade pelo ser humano. Mesmo que, às vezes, traga surpresas desagradáveis, estou disposta a correr esse risco. A curiosidade tem esse lado imprevisível. Quando somos curiosos estamos dispostos a descobrir qualquer realidade, ainda que seja difícil. Tenho a vida profissional que quero ter. Trabalho numa universidade onde me sinto realizada, gosto mesmo muito de dar aulas, de estudar, e tenho a minha prática clínica e forense. A minha carreira assenta nestas três áreas que me apaixonam muito, e que se completam entre si.

 

O que gosta de fazer nos tempos livres?

Vou a concertos sempre que posso, gosto muito de ler, de estar com a minha cadela, fazer sestas, estar com os meus amigos e família, preciso muito de estar em contacto com a natureza, adoro fazer caminhadas. São coisas mesmo simples, mas que me fazem bem. Também preciso muito de momentos sozinha…o silêncio é importante.

 

Num mundo com cada vez mais estímulos, qual a importância dos tempos verdadeiramente livres?

Tem toda a importância, porque o descanso é essencial, até para podermos ajudar os outros. É-nos cada vez mais difícil descansar. Temos dificuldade em estar sem fazer nada, mas é tão importante. É fundamental estarmos sem estímulos à nossa volta, porque é nesse tempo que damos espaço ao aborrecimento, ao vazio, e é muitas vezes desse aborrecimento que surge a criatividade e que surge a oportunidade para nos encontrarmos connosco mesmos, com os nossos próprios fracassos e limitações, mas também com novas descobertas

 

É por isso que o silêncio é tão importante?

Sim, o silêncio quer sempre dizer alguma coisa. Tem de haver espaço para o silêncio. Por exemplo, os silêncios são muito importantes na psicoterapia. Porque a seguir ao silêncio, vem sempre alguma coisa. Temos de saber estar no silêncio, respeitar os silêncios, e saber o seu significado.

 

11-09-2025

Depois do sucesso da 1.ª edição, o projeto Peer2Peer volta a juntar estudantes e jovens com deficiência

Depois do sucesso da primeira edição, a Universidade Católica Portuguesa no Porto volta a acolher o Peer2Peer, um programa inovador que promove a inclusão de pessoas com deficiência. A 2.ª edição arranca já este mês, com inscrições a decorrer, reforçando o compromisso da Católica com a diversidade, a igualdade de oportunidades e a preparação para o mercado de trabalho.

O projeto, que demonstrou ter um impacto transformador nos participantes, volta agora a juntar estudantes universitários e jovens com deficiência em pares, num percurso de 11 semanas que aposta no autoconhecimento e no desenvolvimento de competências para o mercado de trabalho.

É a Universidade Católica Portuguesa no Porto que acolhe este projeto no Norte - através do financiamento do programa Parcerias para a Inovação Social - em parceria com o Inclusive Community Forum da Nova SBE. Nos próximos três anos, o objetivo é implementar o Peer2Peer nos cinco distritos da região Norte, tornando-o um projeto autónomo, de estudantes para estudantes.

 

Por uma sociedade mais inclusiva

Na 1.ª edição, que decorreu entre fevereiro e maio deste ano, as inscrições esgotaram logo na abertura. Foram formados dois grupos com 10 pares cada. Ao longo das 11 semanas, 21 estudantes e 22 jovens com deficiência ou neurodiversidade exploraram temas como o autoconhecimento, o desenvolvimento de competências para o mercado de trabalho e a simulação de entrevistas com profissionais de recursos humanos.

Os resultados foram claros: notou-se uma maior sensibilização para os temas da diversidade e inclusão, os participantes saíram mais preparados para a entrada no mercado de trabalho, criaram-se laços de amizade e entreajuda entre os participantes, e estabeleceram-se vínculos que ainda hoje permanecem ativos.

O Peer2Peer demonstra ter impacto real, permitindo aos estudantes construir relações que ultrapassam barreiras e, enquanto líderes do futuro, contribuir para uma sociedade mais inclusiva.

O programa conta com a colaboração do Gabinete de Estudantes e Empregabilidade da UCP no Porto, do Career and Development Office da Católica Porto Business School, de empresas de recrutamento e seleção, bem como do testemunho de profissionais com deficiência já integrados no mercado de trabalho e de empresas empregadoras.

A 2.ª edição arranca já em setembro. Qualquer estudante universitário motivado para fazer a diferença e aprender com uma nova realidade pode participar nesta experiência, que já transformou centenas de vidas em Lisboa e no Porto.

As inscrições estão a decorrer até 16 de setembro. Está, também, agendada uma sessão de apresentação para o dia 12 de setembro.  

10-09-2025

Novo projeto da Universidade Católica impulsiona transferência de conhecimento nas áreas da Saúde, Agroalimentar e Tecnologias

DeepTech Transfer – Transferência e valorização de DeepTech em Agroalimentar, Saúde e Tecnologias de Informação é o novo projeto da Universidade Católica Portuguesa (UCP), cofinanciado pelo programa PORTUGAL2030, que envolve investigadores e docentes dos campi do Porto, de Braga e de Viseu.

Coordenado pelo Research and Innovation Office (RIO) da Universidade Católica Portuguesa, tem como objetivo acelerar a transferência de conhecimento científico e tecnológico nas áreas da Biotecnologia Agroalimentar, Saúde e Tecnologias de Informação, com impacto direto nas regiões Norte e Centro.

O DeepTech Transfer irá reforçar a articulação entre academia e empresas, promovendo a valorização económica de resultados de I&D e o desenvolvimento de soluções de alto valor acrescentado, através de ações de promoção, apoio à prototipagem, scale-up, e criação de ferramentas de validação tecnológica, de patenteabilidade e de negócio.

Para João Cortez, diretor do RIO, "o DeepTech Transfer é um passo estratégico na missão da Universidade Católica de transformar conhecimento em impacto, uma vez que este projeto permite não só criar condições mais sólidas para a valorização de resultados científicos, como também promover uma cultura de inovação e empreendedorismo orientada para os desafios reais das regiões Norte e Centro."

O projeto mobiliza vários centros de investigação da Universidade Católica, nomeadamente o Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), o Centro de Estudos em Gestão e Economia (CEGE), o Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) e o Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos (CEFH), tirando partido da forte presença da Universidade no tecido académico e empresarial regional.

Entre as atividades estruturantes destacam-se a promoção de conhecimento: ações para aproximar investigadores e empresas, facilitando o alinhamento entre inovação e necessidades do mercado; o apoio à transferência de tecnologia: desenvolvimento de metodologias para melhorar os processos de valorização económica de resultados de investigação; a prototipagem e Scale-Up: apoio à conceção e aceleração de soluções inovadoras com potencial de entrada no mercado; a criação de toolbox para validação de modelos de negócio e tecnologia: ferramentas para acelerar o percurso de inovação até à aplicação prática; e um concurso de transferência de conhecimento: iniciativa que apoiará projetos de base tecnológica e social, tanto internos à UCP como oriundos de outras entidades das regiões Norte e Centro.

Com foco nos domínios estratégicos definidos pela Estratégia Nacional de Especialização Inteligente (ENEI) e pelas RIS3 das regiões Norte e Centro, o DeepTech Transfer contribuirá para responder a desafios económicos e societais nas áreas da saúde, biotecnologia, alimentação, transição verde e digital.

O projeto alinha-se ainda com os princípios da economia circular, sustentabilidade, digitalização e Indústria 4.0, promovendo a capacitação de novas gerações de profissionais com competências robustas e espírito empreendedor.

A reunião de kick-off do projeto, que teve início em setembro de 2025 e estende durante dois anos, decorreu a 9 de setembro, no campus do Porto da Universidade Católica Portuguesa.

 

 

10-09-2025

Investigadora do CBQF participa no programa europeu Empowering Women in Agrifood (EWA) 2025 com projeto inovador AgriDerma

Teve início em Lisboa o programa de inovação e empreendedorismo Empowering Women in Agrifood (EWA) 2025, promovido pelo EIT – European Institute of Technology, com a realização da sessão de Matchmaking. Este programa, com duração de seis meses, integra formação especializada, mentoring e apoio ao desenvolvimento de negócio, tendo como missão capacitar mulheres empreendedoras para transformar o setor agroalimentar.

A investigadora Viviana Ribeiro, do grupo Biomaterials and Biomedical Technology do CBQF – Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, foi selecionada como uma das 10 finalistas portuguesas do programa, com o projeto AgriDerma.

O AgriDerma consiste na criação de uma matriz dérmica a partir de subprodutos da indústria agroalimentar, oferecendo uma alternativa sustentável e ética para testes laboratoriais e investigação biomédica. Esta inovação procura reduzir a necessidade de utilização de materiais de origem animal, estabelecendo uma ponte entre o setor agroalimentar e a biotecnologia.

Este reconhecimento reflete a relevância do trabalho desenvolvido no CBQF na promoção de soluções sustentáveis e inovadoras para o setor agroalimentar.

O programa EWA, uma iniciativa do EIT Food, é implementado em Portugal pela BGI – Building Global Innovators, e visa apoiar mulheres empreendedoras através de mentoring, formação e acesso a oportunidades de financiamento.

Saiba mais sobre o programa EWA 2025 aqui.

 

 

10-09-2025

Ainda a celebrar a energia de Madrid: Faculdade de Educação e Psicologia regressa de mais um Blended Intensive Programme

A Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP) ainda está a celebrar as experiências de Madrid. Antes das férias de verão, um grupo de dezoito estudantes da FEP-UCP, dos três ciclos de estudos, participou em mais um Blended Intensive Programme (BIP), uma iniciativa europeia de curta duração que desafia os estudantes a mergulharem em experiências académicas e interculturais intensas e desafiantes.

Nesta edição, que decorreu na Universidad CEU San Pablo, em Madrid, em colaboração com a Facultatea de Psihologie si Stiinte ale Educatiei da Universitatea Babeș-Bolyai, na Roménia, e com a FEP-UCP, o tema escolhido não podia ser mais atual: Digital Addiction in Minors: A Deep Overview. Durante cinco dias, estudantes e docentes de várias nacionalidades refletiram sobre os impactos da adição digital em menores, cruzando contributos da psicologia, das neurociências, da educação e da medicina.

Em representação do Human Neurobehavioral Laboratory (The HNL), Patrícia Oliveira-Silva, Vice-Diretora para o Posicionamento Global da FEP-UCP, participou no painel “Tech, Teens, Trouble? An International and Neuropsychological Perspective”, onde falou sobre os impactos neuropsicológicos da adição digital.

 

Três aprendizagens que ficam para a vida

Da experiência vivida em Madrid, os estudantes da FEP-UCP trouxeram aprendizagens que ultrapassam a sala de aula. Para muitos, esta foi a primeira oportunidade de compreender a adição digital numa perspetiva verdadeiramente interdisciplinar, onde várias áreas do conhecimento se encontraram para debater em conjunto um dos grandes desafios contemporâneos.

Também destacaram o desenvolvimento de competências interculturais, fruto da colaboração com colegas de diferentes países e percursos académicos, aprendendo na prática o valor da diversidade.

A dimensão aplicada foi igualmente realçada: workshops, debates e exercícios colaborativos colocaram os estudantes perante cenários concretos, levando-os a refletir sobre os efeitos reais do uso excessivo da tecnologia na vida de crianças e adolescentes.

 

O encerramento como momento marcante

Um dos momentos mais especiais deste BIP foi o encerramento, na Aula Magna. Ali, cada estudante apresentou o seu trabalho perante docentes e colegas de várias nacionalidades. Para muitos foi a primeira experiência a falar em público em inglês, um desafio que rapidamente se transformou em conquista pessoal e em prova do próprio potencial.

“Esse momento mostrou de forma clara o verdadeiro valor destas experiências internacionais. Não se trata apenas de acumular conhecimento, mas de formar indivíduos mais empáticos, mais seguros e mais confiantes, capazes de ir mais além quando se colocam no mundo”, sublinha Patrícia Oliveira-Silva.

 

Internacionalização que se vive no terreno

A participação em cursos intensivos internacionais como os BIPs está no coração da estratégia de internacionalização da FEP-UCP. Não nos interessa apenas enviar estudantes para fora. Queremos que vivam experiências que os desafiem, que ampliem as competências académicas e interculturais e que se sintam parte de uma comunidade que ultrapassa fronteiras. Só assim a internacionalização se torna real e deixa de ser um conceito abstrato”, acrescenta a Vice-Diretora para o Posicionamento Global da faculdade.

O formato concentrado dos BIPs é, em si mesmo, um desafio. Durante uma semana, não há tempo para dispersão: tudo acontece num ritmo acelerado, o que exige entrega total. É precisamente essa intensidade que faz com que os estudantes regressem mais confiantes, mais preparados e mais conscientes do seu papel enquanto cidadãos globais.

 

Uma rede que faz a diferença

Projetos desta natureza só se tornam possíveis através da partilha. Em Madrid, a hospitalidade dos Professores Esther Rincón e Amable Muñoz, da CEU San Pablo, fez sentir a comitiva da FEP-UCP em casa desde o primeiro momento. Da Roménia chegou não apenas um grupo de estudantes, mas também o entusiasmo e a abertura de Daniel Andronache, parceiro de longa data, que fortaleceu a ligação entre as instituições.

“Foi esta rede de cumplicidade e energia partilhada que deu vida ao BIP e o transformou numa experiência inesquecível para todos os nossos estudantes”, conclui Patrícia Oliveira-Silva.

Ainda este ano, a FEP-UCP voltará a integrar novas edições internacionais do BIP, cujas datas serão anunciadas em breve. Até lá, permanece viva a energia do encontro em Madrid e a certeza de que a internacionalização é feita de experiências que marcam trajetórias pessoais e académicas para a vida.

09-09-2025

“Estão a abraçar uma nova profissão: a de estudante universitário”: sessão de boas vindas 25/26 da Faculdade de Direito - Escola do Porto

O Auditório Carvalho Guerra acolheu ontem a Sessão de Boas-Vindas aos novos estudantes da Licenciatura em Direito. O momento contou com a presença de Marta Portocarrero, Diretora-Adjunta da Escola do Porto da Faculdade de Direito, de Ana Teresa Ribeiro, Coordenadora da Licenciatura, e de Mateus Pessanha da Costa, alumno do 1.º ciclo de estudos.

Na abertura da sessão, Marta Portocarrero deu as boas-vindas aos novos estudantes: “Estão a iniciar uma nova etapa que traz toda uma nova vivência académica”. A docente sublinhou ainda que “o que retiram do curso depende de cada um” e que “o que estiverem dispostos a investir agora terá provavelmente influência sobre o que irão fazer no futuro”. “A Universidade vai obrigar-vos a questionar.” “É isso que faz a diferença; é nisso que têm de apostar: continuar a pensar”. “A procura do conhecimento não vai ficar por aqui”, concluiu.

Por sua vez, Ana Teresa Ribeiro reconheceu a exigência do curso, lembrando que “ao longo dos quatro anos esse esforço trará frutos”. Destacou também “a existência dos vários programas que poderão auxiliar num curso que é trabalhoso” e a importância de adquirir uma nova forma de estudo e de optar pela avaliação contínua.

Coube a Mateus Pessanha da Costa trazer o testemunho da experiência vivida enquanto estudante. “A partir de agora a responsabilidade recai sobre todos vocês; aqui, quem gere a vossa vida, já não são os vossos pais. Já não têm estas almofadas”. Aconselhou os novos alunos a ambientar-se rapidamente, a tentarem conhecer o esqueleto da Faculdade e a falar com os alunos mais velhos do curso. “Perguntem, perguntem, perguntem; nunca deixem uma coisa por saber. ”. Incentivou ainda à participação nos grupos académicos, que considerou “das melhores coisas que a Universidade tem para oferecer; tentem experimentar tudo”. E deixou uma nota de motivação: “O vosso mérito vai ser sempre recompensado da forma que vocês não estavam à espera”.

08-09-2025

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