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Novidades

Estudantes da Faculdade de Educação e Psicologia participam em “Speed Interviews” e ajudam alunos do ensino profissional a preparar o futuro

Colocar em prática o que se aprende em sala de aula e, ao mesmo tempo, ajudar outros jovens a dar os primeiros passos no mundo profissional. Foi este o duplo desafio que Maria Carreira e Adriana Madureira Leitão, estudantes do Mestrado em Psicologia e Desenvolvimento de Recursos Humanos da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, abraçaram ao participar nas “Speed Interviews”, na Escola Secundária Augusto Gomes, no âmbito do evento “Desenhar Horizontes e Traçar Rumos no Ensino Profissional”.

A iniciativa desafiou os alunos do ensino profissional a viver uma experiência próxima de uma entrevista de emprego real. Após um breve momento de conversa individual, cada participante recebeu feedback personalizado, o que os ajudou a reconhecer as suas competências e a identificar oportunidades de melhoria.

Para Maria Carreira, a atividade foi “uma experiência enriquecedora, que permitiu aos alunos colocarem-se à prova em contexto semelhante ao de uma entrevista real, preparando-os para o estágio e para o futuro ingresso no mercado de trabalho”. A estudante considera que esta oportunidade teve um impacto visível nos jovens: “Foi um momento que os ajudou a desenvolver competências de comunicação, autoconfiança e gestão emocional, aspetos fundamentais para o seu percurso profissional.”

Também Adriana Madureira Leitão destaca o valor da experiência, tanto para os alunos como para as próprias estudantes do mestrado. “Senti que consegui contribuir para que os alunos refletissem sobre o seu percurso e percebessem o que fazem bem e o que ainda podem melhorar. Foi muito gratificante ver o quanto estavam recetivos ao feedback e o quanto valorizavam esta troca”, explica.

Aprendizagem prática e impacto real

Para além do impacto nos alunos, as “Speed Interviews” foram também uma oportunidade para aplicar, num contexto real, o que se aprende nas aulas do mestrado. “Pude colocar em prática conhecimentos de Recrutamento, Seleção e Onboarding, desde a forma de conduzir uma entrevista até à maneira de dar feedback construtivo”, refere Adriana. “Ao mesmo tempo, foi um exercício de autoconhecimento, que me ajudou a preparar-me melhor para as minhas próprias entrevistas de estágio.

Maria Carreira partilha da mesma perspetiva: “Este tipo de experiências permite-nos testar o que aprendemos na teoria e perceber até que ponto conseguimos mobilizar essas competências em situações reais. É uma aprendizagem dinâmica e significativa, que nos aproxima daquilo que iremos fazer no futuro.

A participação das estudantes resulta do incentivo de Filipa Sobral, coordenadora do Mestrado em Psicologia e Desenvolvimento de Recursos Humanos, que destaca o papel fundamental destas iniciativas no percurso formativo dos alunos da Católica.

“Queremos que os nossos estudantes tenham contacto com contextos reais desde cedo. Só assim conseguem consolidar o que aprendem e compreender o impacto que o seu trabalho pode ter nas pessoas e nas organizações. Estas experiências fortalecem a sua preparação e tornam-nos profissionais mais conscientes e completos.”, afirma.

A iniciativa teve lugar no dia 24 de outubro de 2025.

27-11-2025

Investigadora da ESB/CBQF vence 1.º prémio Empowering Women in Agrifood

Viviana Pinto Ribeiro, investigadora do grupo Biomaterials and Biomedical Technology do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, foi distinguida com o 1.º prémio do programa Empowering Women in Agrifood (EWA), promovido pelo EIT (European Institute of Technology) Food. 

AgriDerma: transformar um subproduto em inovação biomédica

A investigadora foi premiada com o projeto AgriDerma -  uma inovação que transforma um subproduto agroindustrial, a pele de coelho, num substrato dérmico de elevado valor para investigação, testes pré-clínicos e futura regeneração de feridas complexas. Este reconhecimento representa um marco importante na trajetória do projeto, que está atualmente a atingir novos níveis de maturidade tecnológica, posicionando-se como uma solução disruptiva para três grandes desafios globais: a falta de modelos de pele realmente representativos, a necessidade de alternativas ao uso de animais em testes laboratoriais e a procura de substitutos dérmicos mais eficazes, éticos e sustentáveis.

“Esta conquista só foi possível graças ao apoio da mentora Margarida Mota (HUBEL VERDE) cujo empenho e dedicação ao programa foram decisivos.”, sublinha Viviana Ribeiro, agradecendo ainda a todos os profissionais do EWA, organizadores, formadores, oradores e colegas empreendedoras, que afirma “tornaram esta jornada verdadeiramente transformadora”. O sucesso do AgriDerma reflete também o trabalho de toda a equipa: Ana Leite Oliveira, Marta Rosadas, Alda Sousa, Ricardo Figueiredo e Patrícia Gomes, cujo trabalho contribuiu para transformar um resíduo da indústria, promovida pela cortadoria, num biomaterial sustentável e cientificamente avançado.

Com esta distinção, o projeto ganha não só visibilidade, mas também impulso para a próxima fase: validação e escalabilidade de uma matriz biológica de alta performance, acelerando o caminho para soluções clínicas inovadoras, éticas e acessíveis, que podem transformar o tratamento de feridas crónicas e o futuro da biotecnologia sustentável.
 

26-11-2025

Universidade Católica Portuguesa licencia tecnologia pioneira para produção sustentável de bromelaína

Nascido no âmbito do doutoramento de Débora Campos, atualmente CEO da AgroGrIN Tech (AGT), o método sustentável de extração de bromelaína desenvolvido no Centro de Biotecnologia e Química Fina foi agora licenciado em exclusivo à start-up. O acordo reforça a ligação estratégica entre academia e indústria, permitindo à empresa avançar para a fase de escalabilidade industrial da enzima.

Em que consiste o método patenteado e o que o torna inovador?

O método patenteado consiste num processo verde e altamente eficiente para a precipitação e recuperação de enzimas, em específico, bromelaína a partir de subprodutos de ananás. É uma metodologia inovadora porque utiliza condições suaves, sustentáveis e escaláveis, permitindo obter uma bromelaína de elevada pureza sem recurso a solventes agressivos. Esta abordagem representa uma alternativa mais segura, económica e ambientalmente responsável face às técnicas convencionais, abrindo caminho para a separação e extração de proteínas de forma sustentável e aplicável à produção industrial de ingredientes naturais e clean label.

Embora exista bromelaína disponível no mercado para aplicações alimentares e funcionais, ainda não há produtos claramente posicionados como “bromelaína clean label”. A maioria surge apenas como ingrediente natural ou enzima de origem vegetal, sem evidenciar o processo produtivo ou compromissos de sustentabilidade. Este vazio reforça a natureza diferenciadora da tecnologia desenvolvida na Universidade Católica e aplicada pela AgroGrIN Tech, que introduz um processo verdadeiramente verde e alinhado com as exigências atuais de transparência, naturalidade e redução de aditivos.

Ao disponibilizar uma bromelaína genuinamente ajustada aos princípios clean label — não apenas pela sua origem vegetal, mas pela forma como é produzida — a AGT posiciona-se a par de uma tendência global ainda pouco explorada no segmento das enzimas proteolíticas. Este movimento acompanha o que os principais atores mundiais, como Novozymes e DSM-Firmenich, entre outros, têm demonstrado nos últimos anos: as enzimas são hoje uma via essencial para soluções clean label, capazes de melhorar textura em alternativas vegetais e substituir emulsificantes, estabilizantes e outros aditivos artificiais. Esta evolução confirma o potencial desta tecnologia que sempre esteve na vanguarda, antecipando as tendências internacionais e alinhando-se, desde cedo, com a direção estratégica dos líderes do setor dos ingredientes naturais e funcionais.

Como surgiu a colaboração com a AgroGrIN Tech?

A colaboração nasceu no âmbito do meu doutoramento, durante o qual foi desenvolvido o método patenteado em coautoria com a Professora Manuela Pintado. A visão de transformar esta tecnologia em impacto real levou à criação da AgroGrIN Tech em 2017, com o objetivo claro de escalar e comercializar ingredientes naturais produzidos através de processos biotecnológicos sustentáveis. Desde 2020, o CBQF e a AGT têm colaborado em diversos projetos de I&D que foram decisivos para o crescimento da empresa, consolidando o CBQF como um parceiro estratégico desde o primeiro dia. Este percurso demonstra como a ligação entre centros de investigação e empresas é essencial para gerar inovação, competitividade e valor económico — não apenas para as organizações envolvidas, mas também para o posicionamento da região e do país no panorama internacional. Sem uma visão partilhada, espírito colaborativo e alinhamento estratégico entre ciência e indústria, avanços como este simplesmente não aconteceriam.

 

Que impacto consideram que este licenciamento poderá ter?

Este licenciamento exclusivo representa um marco estratégico para ambas as instituições, traduzindo a concretização de valor económico a partir de conhecimento científico. Para a UCP, o acordo reforça o compromisso com a transferência de tecnologia, demonstrando que a investigação produzida no ecossistema académico pode transformar-se em soluções de mercado com impacto real. Ao licenciar uma patente para uma start-up, a Universidade valida a sua capacidade de gerar know-how competitivo, cria novas fontes de sustentabilidade financeira para a investigação e consolida a sua posição como referência nacional na valorização da ciência.

Para a AgroGrIN Tech, o licenciamento oferece a segurança jurídica e tecnológica necessária para avançar para a fase de otimização produtiva, escalando a tecnologia em ambiente industrial e aproximando a bromelaína da sua entrada no mercado. Nove anos após a submissão da patente, este passo permite transformar resultados científicos em produtos comerciais, gerando valor económico, criando emprego qualificado e contribuindo ativamente para o crescimento do ecossistema de biotecnologia em Portugal. O acordo demonstra como a colaboração entre ciência e indústria acelera a inovação e torna a transferência de conhecimento um pilar do desenvolvimento sustentável do país.

Atualmente, a AgroGrIN Tech está a escalar esta tecnologia através de uma unidade piloto financiada pelo PRR, no âmbito do Pacto da Bioeconomia Azul, no Vertical Feed, que integra não só a start-up e a Universidade Católica, bem como outros parceiros nacionais estratégicos, na investigação de topo, na indústria, fomentando a colaboração ativa, e a criação de soluções biotecnológicas de elevado impacto. Este investimento estratégico está a acelerar a transição da investigação para a produção em ambiente industrial, permitindo validar e otimizar o processo inovador de recuperação de bromelaína e aproximá-lo da sua entrada no mercado. Para a AgroGrIN Tech, esta unidade piloto representa um passo decisivo para transformar ciência em produto, reforçar a competitividade da empresa e consolidar Portugal como referência no desenvolvimento de ingredientes naturais, funcionais e sustentáveis.

Quem foram os principais investigadores envolvidos?

Os principais autores do método somos eu e a Professora Manuela Pintado, ambas do CBQF. Este know-how nasceu no âmbito de um doutoramento financiado pela FCT, incluindo períodos de mobilidade internacional que permitiram aprofundar competências científicas e contactar com outros mercados — uma demonstração clara da importância do investimento público em ciência e da formação avançada como motores de inovação. A visão dos orientadores, com forte ligação à indústria e sensibilidade para a aplicação prática do conhecimento, foi determinante para transformar resultados académicos em tecnologia com potencial de mercado. Num momento posterior, os investigadores Ricardo Garcia e Ana juntaram-se ao projeto, tornando-se cofundadores da AgroGrIN Tech. Este percurso evidencia o papel do CBQF como catalisador de empreendedorismo científico e a visão estratégica da direção da Escola em apoiar projetos que convertem investigação de excelência em inovação com real impacto económico e societal.

25-11-2025

Universidade Católica no Porto entrega diplomas e celebra os seus novos mestres

Centenas de novos mestres da Universidade Católica Portuguesa no Porto receberam os seus diplomas. A Cerimónia de Bênção e Entrega de Diplomas de Mestrado do ano letivo 24/25, que decorreu a 20 e 21 de novembro, reuniu no Auditório Ilídio Pinho os novos mestres, rodeados de família, amigos, juntamente com os diretores e docentes de todas as faculdades.

“A Católica é uma instituição inquieta que vos prepara para o inesperado, mas com a segurança do conhecimento. Inquieta é justamente o que uma Universidade deve ser. Falo de uma inquietude boa que radica na busca insaciável da razão própria das coisas e que, faço votos, acompanhe os novos mestres e vos inspire a ser protagonistas do futuro, contribuindo para uma sociedade coesa, justa, democrática, respeitadora das diferenças e criando soluções que melhorem as condições de vida no planeta.”, afirmou Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica.

“Cada um de vós carrega agora uma responsabilidade e um privilégio, que é o de usar o conhecimento recebido para gerar impacto positivo”, disse Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Católica. “Não esperem por condições ideais para fazer a diferença, sejam vocês o início da mudança! O mundo não precisa somente de profissionais tecnicamente competentes, mas sim de cidadãos comprometidos com o bem comum, movidos por valores e guiados pela integridade e pela bondade”, acrescentou.

“A Católica soube acompanhar-nos nesta procura por mais”, apontou Mariana Craveiro, da Faculdade de Educação e Psicologia, em representação dos novos mestres. “Aqui encontrei muitas, mesmo muitas, oportunidades para me desafiar. Foram estes encontros fora da sala de aula e o apoio que soubemos procurar junto de alguns professores que nos permitiram ser mais e melhor”, acrescentou.

Rúben Correia da Cunha, da Faculdade de Teologia, também em representação dos diplomados, afirmou “Hoje é um dia de celebração e esperança. Celebra-se a conquista dos que terminam uma etapa do seu percurso e coloca-se um olhar de esperança no futuro.”

O bispo auxiliar do Porto, D. Joaquim Dionísio, deixou o desafio aos novos diplomados de protagonizarem “a simplicidade e prudência”. “Ser prudente não é ser desconfiado. Ser prudente significa ter o cuidado de querer discernir. Ser simples não é a mesma coisa que ser simplista. Saber quem somos contribui para tornar a nossa vida mais simples. Se a prudência nos liga à terra, a simplicidade não afasta o olhar do céu”, afirmou.

D. Roberto Mariz, bispo auxiliar do Porto, partilhou com os diplomados a importância da “esperança” e da “confiança”: “Um peregrino não está quieto, um peregrino caminha. Chegados aqui, há um caminho que fizeram. Olhem o percurso feito, olhem para as esperanças que colocaram ao iniciarem esta formação. Olhem para este percurso na perspetiva da esperança e da confiança.”

Durante a cerimónia, decorreu, também, o momento de entrega de prémios de mérito e bolsas das faculdades e das instituições parceiras: Prémio Professor João Baptista Machado, Prémio da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem – Porto, Prémio Cerejeira Namora, Marinho Falcão, em Direito Fiscal, Prémio Garrigues, Prémio Rainha Santa Isabel, Prémio Fundação Amélia de Mello e Prémio Comendador Arménio Miranda.

Parabéns a todos os novos mestres da Católica! 

24-11-2025

Filmes da Escola das Artes vencem Prémios nos Caminhos do Cinema Português e no La Femme Independent Film Festival

Filmes de alunos do Mestrado em Cinema e do Mestrado em Som e Imagem - Animação venceram prémios em festivais nacionais e internacionais.

O filme "Supervadios", de Ricardo Salgado (mestrado em Cinema), recebeu o Prémio para Melhor Ensaio Nacional da 31.ª edição dos Caminhos do Cinema Português. Já "O Pássaro de Dentro" de Laura Anahory (Mestrado em Som e Imagem - Animação) venceu o Prémio de Melhor Filme de Animação Estrangeiro no La Femme Independent Film Festival" (Paris).

Sobre "Supervadios", o júri do Caminhos do Cinema Português, constituído por Alexandra Ferraz, Edgar Morais e Vítor Hugo Costa, destacou:

“Esta escolha nasce da convicção de que a arte é, na sua essência, um ato de amor. O cinema é muito mais do que a soma dos seus recursos técnicos, e este filme exemplifica-o de uma forma admirável. Contar uma história com criatividade e verdade, tocando-nos profundamente, é um feito raro. Armado apenas de um telemóvel, o realizador partilha fragmentos íntimos da relação com a sua tia. A obra cativa-nos pela sua honestidade bruta e beleza de uma narrativa que sugere mais do que mostra, que nos faz ver para além do visível”.

Relembre-se que este filme foi uma das 6 produções da Escola das Artes selecionadas para a 31ª Edição do Caminhos.

Mais informações sobre estes prémios nas páginas oficiais dos festivais.

 

24-11-2025

Católica Porto Business School assinala 10 anos do Fórum de Ética com reflexão profunda sobre liderança ética

A Católica Porto Business School assinalou ontem o 10.º aniversário do seu Fórum de Ética com a conferência “Liderança Ética: Individual e Organizacional”, um momento marcante de reflexão e partilha que reforçou o papel da Escola como referência nacional no debate e promoção da ética nas organizações. 

Realizado no Dia Mundial da Filosofia, o encontro reuniu académicos, líderes empresariais e especialistas para analisar os desafios contemporâneos da liderança ética, bem como para apresentar os resultados do mais recente Inquérito de Liderança Ética, desenvolvido no âmbito do estudo anual do Fórum. 

Na sessão de abertura, o diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, sublinhou a importância da ética como pilar estruturante da formação de gestores e líderes, destacando o compromisso da Escola na criação de uma cultura organizacional baseada na responsabilidade, transparência e consciência social. 

O programa incluiu ainda um momento musical protagonizado por Eduardo Sorte, aluno da Licenciatura em Som e Imagem da Escola das Artes da UCP, que introduziu uma dimensão artística à reflexão ética do encontro. 

Ao longo da conferência, Helena Gonçalves, coordenadora do Fórum de Ética, fez uma retrospetiva dos “10 momentos, 10 anos” desta iniciativa, evidenciando o seu impacto crescente no pensamento e na prática do governo e gestão da ética em Portugal. Foram igualmente partilhados os principais resultados do Inquérito de Liderança Ética, que revelam a convergência entre líderes e liderados na perceção de que os líderes evidenciam comportamentos que visam comunicar expectativas claras, tomar decisões éticas e demonstrar que a ética é uma prioridade organizacional, embora persistam desafios no apoio concreto aos programas formais de ética. 

Um dos momentos centrais da conferência foi a intervenção de José Teixeira, CEO do Grupo DST, que trouxe uma perspetiva singular sobre a relação entre liderança, ética, arte e filosofia. A sua participação destacou a importância do pensamento crítico, da leitura e da formação humanista na construção de líderes mais conscientes e responsáveis, defendendo que “devemos ensinar a fazer perguntas” e que o progresso só é verdadeiro quando todos partem de condições equitativas. 

Esta reflexão foi aprofundada numa conversa que reuniu José Teixeira, Raquel Campos Franco, docente na Católica Porto Business School, e Susana Magalhães, Research integrity officer do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, promovendo um diálogo interdisciplinar sobre liderança ética. 

Seguiu-se uma mesa-redonda dedicada às vozes de gestores portugueses, moderada por Sofia Salgado, docente da Católica Porto Business School, que contou com as intervenções de Ana Vasconcelos, General Manager da Belcinto, Pedro Pinto de Almeida, CEO e Co-Founder da Teach For Portugal, e Luís Silva Santos, CEO da Ascendi. Os participantes partilharam exemplos concretos de como a ética influencia decisões estratégicas, políticas internas e práticas de liderança, reforçando a ideia de que liderar é, acima de tudo, um ato de serviço e responsabilidade. 

O evento incluiu ainda a apresentação do mais recente livro coletivo “Ética e Compliance: Vozes (e Histórias) de Gestores”, feita por Susana Magalhães, que reúne contributos práticos e reflexivos sobre ética no contexto empresarial português. 

O encerramento esteve a cargo da pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Braga da Cruz, que sublinhou a relevância do Fórum de Ética enquanto espaço privilegiado de reflexão e construção coletiva. 

Patrocinadores do Fórum de Ética:

21-11-2025

Universidade Católica homenageada pela APICCAPS

A Universidade Católica Portuguesa no Porto foi uma das entidades distinguidas no âmbito das comemorações do 50.º aniversário da APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos), cuja colaboração tem sido fundamental na definição estratégica do setor e na produção de conhecimento científico e no desenvolvimento de competências para as empresas do cluster do calçado.

A relação entre as duas entidades tem permitido impulsionar projetos de investigação, programas de qualificação e iniciativas de aproximação entre a academia e a indústria, criando pontes para a modernização do setor. Esta homenagem permitiu reconhecer não apenas o passado, mas sobretudo o papel estruturante que estas instituições têm desempenhado na construção de uma indústria mais moderna, sustentável e orientada para o futuro.

O Jantar Comemorativo dos 50 Anos da APICCAPS, que se realizou a 18 de novembro no Palácio da Bolsa, no Porto, homenageou um conjunto de parceiros institucionais que desempenharam um papel determinante na afirmação da indústria portuguesa de calçado.

 

20-11-2025

Francisco de Assis Parcerias: “Cada filme precisa de nascer de dentro de mim.”

Francisco de Assis Parcerias é licenciado em Cinema pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa no Porto. O seu filme Valsas na Lua foi distinguido em vários festivais, entre eles o New York Portuguese Short Film Festival e o Cinalfama. Fascinado pelo cinema desde criança, na Escola das Artes, sentiu-se “imediatamente em casa”.

 

Porquê estudar Cinema?

Segui aquilo que acreditava que me faria mais feliz. Desde muito novo que adorava ver filmes. Obviamente, o meu fascínio não começou com filmes do Bergman ou do Kubrick, mas com a Guerra das Estrelas, que via com o meu pai.  Com cerca de doze anos disse à minha mãe que queria ser realizador, apesar de não saber o que um realizador fazia. Desde aí que não mudei de ideias.

 

“Na Escola das Artes, senti-me imediatamente em casa”

 

De onde surge a sua ligação ao mundo das Artes?

Foi precisamente na Escola das Artes da Católica. Antes disso, fui um estudante de humanidades, muito tímido e todos os meus amigos da altura eram os meus colegas de turma. Por isso mesmo, o ambiente da Escola das Artes e, em particular, o ambiente da minha turma foi bastante fascinante. Até aí, não tinha ninguém (ou muito pouca gente) com quem partilhar o meu interesse pelo Cinema. Senti-me imediatamente em casa, rodeado dos meus pares.

 

Que aprendizagens mais o marcaram na Escola das Artes?

Principalmente as cadeiras de projeto, com a discussão crítica entre alunos e professores. Foi ainda muito marcante o envolvimento de professores convidados nos nossos projetos. Destaco, particularmente, o Sandro Aguilar e o João Canijo - além de terem filmes impressionantes, foram professores admiráveis. O que também me marcou na Escola das Artes foi a pluralidade entre as diferentes cadeiras e anos. Creio ser impossível sair-se da Licenciatura com uma visão fechada do Cinema.

 

“Cada filme precisa de nascer de dentro de mim, com tanta força que não o possa evitar.”

 

Durante os 3 anos de licenciatura, desenvolveu diferentes projetos...

Um dos projetos que mais me marcou foi o primeiro de todos. Foi a primeira vez que realizei alguma coisa. Ficou horroroso, hoje não deixo ninguém ver aquilo. Olho para trás e vejo que ninguém teve culpa do resultado - éramos novatos. No segundo semestre, fui “obrigado” a realizar outra vez. Fiz aquilo contrariado, com medo que algum outro professor pusesse olhos nas asneiras que estava a fazer. Contudo, os professores foram muito elogiosos e saí de lá muito orgulhoso.
Quando comecei o segundo ano, via-me como um Midas, ou o Goldfinger. Mas percebi que isso estava a léguas de ser verdade. Percebi mais ainda que fazer um filme não era seguir um livrinho de receitas. Que cada filme precisava de nascer de dentro de mim, com tanta força que não o possa evitar. E que se o forçar, não é uma ideia, mas sim fanfarronice. Foi entre o segundo e o terceiro ano, quando comecei a escrever o Valsas na Lua, que percebi que tinha de mudar de atitude.

 

O filme Valsas na Lua foi selecionado para vários festivais de Cinema.

Cada seleção foi sempre uma surpresa. No início da “vida” do projeto recebemos tantos “nãos” que quando um “sim” apareceu fiquei completamente atarantado. Ainda por cima no New York Portuguese Short Film Festival. A única Nova Iorque que conheço é a dos filmes do Scorsese. Mas um filme que realizei passou no Lincoln Center e isso fez-me imensamente feliz. Quando recebemos a notícia de que o filme fora selecionado e que tinha ganho uma categoria no Cinalfama foi novamente uma surpresa enorme. Esse festival foi muito bonito. Foi a nossa estreia em Portugal e uma boa parte da equipa foi até Lisboa para assistir. Acho que não houve momento da minha vida em que me sentisse tão realizado. Foi maravilhoso.
Este mês, dia 20, o filme vai ser exibido pela primeira vez numa sala de Cinema em Portugal, no Festival Caminhos do Cinema Português. Estou muito ansioso para ver como vai correr.

 

Como foi o processo criativo e de produção do filme Valsas na Lua?

O processo criativo do projeto foi muito natural, principalmente com a orientação do João Canijo. Tratou-se de procurar como esta história exigia ser contada e, de certa forma, procurar também os filmes que mais me influenciam. Apesar de se tratar de uma autoficção, naturalmente que este projeto nascia de uma mixórdia entre os meus filmes favoritos e a minha experiência de vida. Para além disto, contei com a colaboração do Matias Ferreira (diretor de fotografia, montador e amigo) e com quem tenho muitas ideias e inspirações partilhadas, como o Aftersun, da Charlotte Wells.

 

Ao longo da licenciatura, colaborou em vários projetos com colegas. Qual a importância da colaboração?

Pelo menos para mim, é muito comum e muito valioso. Muitas vezes, é difícil sairmos das nossas cabeças por um bocado. A colaboração permite-nos perceber, muitas vezes, que as nossas ideias são verdadeiramente bastante parvas. Talvez seja por isso que muita gente gosta de trabalhar o mais sozinho possível e rotular as suas ideias de “demasiado particulares”. Não há nada de particular numa ideia. Se houvesse, não eram partilhadas e entendidas fora da cabeça do autor.

 

Qual o segredo para contar uma história em 17 minutos?

Não há segredos, é particularmente simples. Há histórias que têm 17 minutos, outras 7 e outras 70. O primeiro bruto do projeto tinha 23 minutos. Complicado foi perceber que 6 minutos estavam a mais. Apesar de tudo, esta questão foi uma discussão longa durante a produção e depois da produção do projeto. Mas esta história tem 17 minutos.

 

“Ambiciono poder contar as minhas histórias, exatamente como elas são”

 

O que ambiciona para o seu futuro profissional?

Ambiciono poder contar as minhas histórias, exatamente como elas são. Também ambiciono vir a dar aulas, quase tanto quanto fazer filmes.

 

Tem novos projetos em vista?

Estou a projetar, no mestrado, uma longa-metragem que partilha uma parte da história do Valsas. Também é sobre uma criança que perde o pai muito nova.
Para além disso tenho uma curta-metragem em mãos, para a qual estou à espera de vir a conseguir financiamento, e é sobre dois amigos que, carentes e miseráveis, se desejam mutuamente. Quero eventualmente debruçar-me mais em histórias sobre amizades, tal como esta. Os amigos são a família que nos acolhe, não deve haver nada mais bonito que isto.

 

Que filme recomenda para quem está a dar os primeiros passos no cinema?

Qualquer coisa do Rosselini. São filmes do mais profundo humanismo, bastante comoventes. Talvez seja apenas quando vejo os seus filmes que sinto alguma esperança num futuro melhor. Na mesma vertente, também recomendo o It’s a Wonderful Life, do Capra. É impossível ver-se algum destes filmes e não querer fazer um que seja nosso.

 

20-11-2025

Membro da Comissão Europeia para a Bioeconomia e Sistemas Alimentares visita Escola Superior de Biotecnologia

A Escola Superior de Biotecnologia e o Centro de Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica Portuguesa receberam a visita de Rosalinda Scalia, Deputy Head of Unit para a Bioeconomia e Sistemas Alimentares na Direção-Geral de Investigação e Inovação da Comissão Europeia.

Durante a visita, Rosalinda Scalia teve a oportunidade de conhecer os projetos de investigação do CBQF nas áreas da Bioeconomia e dos Sistemas Alimentares e, também, o ambiente de cocriação que caracteriza o centro e a Faculdade.

A visita decorreu, a 19 de novembro, em simultâneo com a reunião anual da rede de investigação FoodForce, este ano organizada pela Escola Superior de Biotecnologia. Neste contexto, Rosalinda Scalia realizou uma apresentação intitulada "R&I central to EU's competitiveness: fostering innovation in food systems and life sciences. Updates on EU collaborative research and upcoming policy initiatives" para todos os membros e países envolvidos na rede, tendo também discutido o futuro financiamento do sistema agroalimentar.

Rosalinda Scalia tem uma vasta experiência em políticas alimentares e agrícolas, tendo trabalhado anteriormente na Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar como responsável por políticas de sanidade vegetal. Antes de integrar as instituições europeias em Bruxelas, desempenhou funções como Inspetora Alimentar no Ministério da Agricultura italiano durante quase uma década e na Agência Espanhola de Segurança Alimentar, com foco na investigação de fraudes e irregularidades no mercado alimentar. Tem um Doutoramento em Agronomia Ambiental pela Universidade de Palermo e foi investigadora visitante na Universidade da Califórnia (Davis) e na Universidade do Alabama.

 

20-11-2025

Voluntariado na Católica: estudantes assumem compromisso com a comunidade

Cerca de 200 estudantes da Católica assumiram o compromisso com o voluntariado regular para o ano letivo 25/26. A já habitual Cerimónia de Compromisso da CAtólica SOlidária (CASO) é um dos momentos mais significativos do ano letivo, porque marca o início formal do percurso dos voluntários. Sob o tema “Educar na Esperança, formar para a vida”, a sessão destacou que o voluntariado é muito mais do que uma atividade extracurricular, é uma expressão viva da esperança e um compromisso com um mundo mais justo e fraterno.

Os cerca de 200 novos voluntários vão estar distribuídos por 37 instituições da cidade, um sinal claro do envolvimento da comunidade académica na construção de pontes de solidariedade.

A cerimónia, que decorreu a 19 de novembro, contou com as palavras de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Católica, que sublinhou que cada gesto de serviço é uma semente lançada para um futuro melhor. Seguiram-se, também, três testemunhos inspiradores de antigos voluntários: Benedita Gonçalves, Catarina Almeida e José Veiga.

Foram também anunciadas pela CASO duas iniciativas: um concurso de fotografia para voluntários, com exposição no Dia Internacional do Voluntariado (5 de dezembro); um desafio de Natal: preparar cabazes solidários para sete instituições parceiras, levando esperança a quem mais precisa.

A cada voluntário que realizou o compromisso foi entregue a Esperancitina, uma caixa especial que imita um medicamento e traz consigo uma bula inspiradora.

 

O que é a Esperancitina?

Segundo a “bula”, cada dose contém Solidariedade concentrada (30%), Empatia pura (25%), Escuta ativa (15%), Alegria no serviço (15%) e Perseverança e compromisso (15%). É indicada para tratar indiferença social, apatia cívica e falta de sentido, com efeitos secundários altamente desejáveis: sorrisos espontâneos, sensação de propósito, gratidão intensificada e criação de laços duradouros. A posologia é simples: uma dose diária ou sempre que faltar motivação, com duração ilimitada. E, como diz a bula, “os efeitos são potencializados quando partilhados em grupo”.

A Esperancitina não é apenas um símbolo, mas, também, um convite para que cada voluntário viva a esperança todos os dias, com alegria e compromisso.

20-11-2025

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