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Novidades

Universidade Católica no Porto acolhe voluntários espanhóis em programa internacional de voluntariado

A Universidade Católica Portuguesa no Porto acolheu 32 voluntários espanhóis no âmbito do FLY, o programa internacional de voluntariado. No Porto, foram desenvolvidos 2 projetos com 3 instituições parceiras da CASO. O projeto “Porto de Esperança” contou com 6 voluntários e foi desenvolvido em parceria com a Cáritas Diocesana do Porto, onde os voluntários classificaram, selecionaram e organizaram roupas, realizaram o inventário de calçados e a informatização de medicamentos. Já na Porta Solidária, os voluntários apoiaram na confeção e serviço de refeições, assim como na limpeza da loiça e dos espaços. O projeto “Porto com futuro” contou com 4 voluntários que participaram em duas semanas lúdicas no Centro António Cândido, onde realizaram atividades como cozinha pedagógica, piscina, minigolfe, passeio de barco e muitas atividades lúdicas e de trabalho inter-relacional.

Nas palavras da voluntária Laura Velasco, aluna de direito e relações internacionais na Universidade Pontifícia Comillas: “A minha experiência de voluntariado na Cáritas e na Porta Solidária foi profundamente enriquecedora, tanto a nível pessoal quanto humano. Na Cáritas, colaborei organizando roupas e remédios e ajudando famílias em situação de vulnerabilidade. Na Porta Solidária, preparamos kits de alimentos e servimos jantares para moradores de rua. O contacto direto com realidades muito diferentes da minha permitiu que eu visse em primeira mão a dureza da pobreza, mas também a generosidade e a dignidade daqueles que têm muito pouco. Um gesto particularmente marcante foi o de um homem que, sem ter nada, quis dar-me o seu único euro como prova da sua gratidão. Ambas as organizações partilham a mesma missão: ajudar sem julgar e tratar todos com igualdade e respeito. Aprendi que a inclusão social depende tanto do compromisso individual quanto do apoio da comunidade, do acesso a recursos e da eliminação de preconceitos.”

Em Fornos de Algodres, Ansião, Estremoz, Sabrosa e Arraiolos, 22 voluntários integram 5 campos de trabalho de reabilitação de casas com o Just a Change até ao final do mês de agosto.

O programa FLY, que reforça o compromisso das universidades participantes com o desenvolvimento sustentável, pretende, sobretudo, sensibilizar as comunidades universitárias para os problemas de migração e dos refugiados e das pessoas em risco de exclusão social e realçar projetos de cuidados às pessoas e à comunidade.  O FLY é um programa de voluntariado internacional promovido pelas Universidades Jesuítas de Espanha: Comillas (Madrid), Deusto (Bilbao) e ESADE (Barcelona), Loyola (Andaluzia), IQS (Barcelona) e a Universidade Católica Portuguesa.

24-07-2025

Sol Menor vence Competição Nacional no Curtas Vila do Conde 2025

No passado fim de semana, foram revelados os vencedores da 33.ª edição do festival Curtas Vila do Conde numa cerimónia no Teatro Municipal de Vila do Conde. Entre os filmes distinguidos, “Sol Menor”, realizado por André Silva Santos, foi o grande vencedor da Competição Nacional.

O júri destacou a obra pela sua 'sensibilidade rara e construção emocional subtil'. Sol Menor, a primeira curta-metragem do realizador, conquistou o Prémio da Competição Nacional, atribuído pela Escola das Artes.

A par dos filmes de estudantes e professores da Escola das Artes que têm vindo a integrar a programação do festival, a Escola participa anualmente no Festival enquanto parceira, ao apoiar o prémio da Competição Nacional, atribuindo o Prémio Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa no valor de 1500€, que distingue o melhor filme nacional.

Mais informações sobre os vencedores desta edição no site oficial do Festival.

23-07-2025

Académicos e profissionais do setor jurídico debateram nova Proposta de Lei da Nacionalidade

A Escola do Porto da Faculdade de Direito acolheu, na passada sexta-feira, a conferência “A Nova Proposta de Lei da Nacionalidade: Princípios, Problemas e Perspetivas”, que reuniu académicos para uma análise crítica e transversal à proposta de alteração à Lei da Nacionalidade (Proposta de Lei n.º 1/XVII/1.ª), atualmente em discussão na Assembleia da República.

Na sessão de abertura, o diretor da Faculdade destacou a relevância do tema, sublinhando que “quando se discute a Lei da Nacionalidade, falamos, nem mais nem menos, do que da questão de saber quem somos, enquanto povo e, também, de quem queremos ser enquanto povo”. Alertou ainda para o peso das decisões nesta matéria, afirmando que “tudo isto exige especial cuidado e, talvez, especial exigência, na concessão da nacionalidade, mas também especial cuidado na sua retirada”.

Em representação do Governo, o Secretário de Estado Adjunto da Presidência, Rui Armindo Freitas, alumni da Católica Porto Business School, defendeu a proposta como uma resposta à necessidade de aprimorar a definição de quem é cidadão nacional, assegurando a sua “integração na comunidade política, e a participação ativa na condução dos seus destinos”. “Trata-se assim de uma matéria da maior relevância pelo que bem se compreende que a sociedade civil, nomeadamente a Academia, local por excelência de troca informada e livre de argumentos, esteja tão empenhada em escrutinar as decisões politico-legislativas nesta matéria”, concluiu.

Para avaliar a proposta sobre o seu fundamento do ponto de vista político e jurídico, em diálogo com o Direito Constitucional, Europeu e Internacional, intervieram os docentes Jorge Pereira da Silva, Marta Vicente e Patrícia Jerónimo. O Professor da Escola de Lisboa, Jorge Pereira da Silva, recordou que, embora a definição de quem é cidadão pertença aos Estados, “o Direito Internacional exige que a nacionalidade corresponda a uma conexão efetiva e genuína, razoavelmente forte e não adquirida de forma fraudulenta”. Já Marta Vicente, docente da Escola do Porto, abordou em detalhe a questão da aplicação da nova proposta de alteração à Lei da Nacionalidade no tempo, nomeadamente o seu regime transitório e a retroatividade ou retrospetividade das suas regras. Referiu que, apesar do legislador ter a liberdade para mudar a política de nacionalidade, essas mudanças não podem desconsiderar os direitos dos requerentes que já submeteram pedidos sob a lei vigente. A Professora Patrícia Jerónimo, docente da Universidade do Minho, lembrou que o regime atual é considerado um “modelo a nível mundial em termos de cidadania”, e criticou o argumento de que o Direito da União Europeia exigiria maior restrição no acesso à nacionalidade. Quanto à proposta da perda da nacionalidade configurar como sanção acessória aplicável a certos crimes, considera que seria preferível “se fosse adicionado algo à norma mais do que a indicação genérica de que a prática de crimes é, de um modo geral, contrária aos interesses do Estado” sugerindo que deveria existir uma conexão entre o crime praticado e uma lesão efetiva de interesses fundamentais do Estado.

No plano mais prático, Vitória Andrade e Silva, Conservadora de Registos e Diretora Adjunta da Conservatória do Registo Civil do Porto, apresentou dados estatísticos do IRN que comprovam a acumulação de um número elevado de pendências e que, em última análise, “podem ser desfavoráveis ao utente”, apelando assim à simplificação e à clareza no tratamento dos processos.

No painel dedicado aos impactos penais da proposta, a Professora Conceição Cunha expressou sérias dúvidas quanto à conformidade da proposta de pena acessória com o nosso quadro constitucional: “Faz sentido um nacional originário não poder perder a nacionalidade, e um naturalizado poder? Isto é necessário na situação atual?” Considerou que a proposta do Governo levanta “problemas com o princípio da proporcionalidade, da igualdade e da não discriminação”.

A conferência encerrou com a intervenção de Rui Moura Ramos, Professor da Universidade de Coimbra e ex-presidente do Tribunal Constitucional Português, que manifestou reservas quanto à retroatividade e à previsão de perda de nacionalidade. Sublinhou que esses aspetos exigem uma avaliação cuidadosa à luz da Constituição e alertou para os riscos de desequilíbrio entre os objetivos políticos e os princípios estruturantes do Estado de Direito.

23-07-2025

Transform4Europe revoluciona oferta educativa com Metacampus

Os estudantes de licenciatura da Universidade Católica Portuguesa já podem inscrever-se nas disciplinas optativas da Transform4Europe (T4EU) para o ano letivo de 2025/2026. Nesta edição, a Transform4Europe apresenta a oferta educativa com uma nova plataforma digital - o Metacampus

Os estudantes podem escolher um percurso especializado de acordo com as suas necessidades e interesses, entre três áreas disponíveis: Transformação Digital e Regiões Inteligentes; Transformação Ambiental e Sustentabilidade; ou Transformação Social, Construção de Comunidades e Inclusão. Dentro de cada percurso, existem várias disciplinas disponíveis lecionadas online.

As disciplinas são reconhecidas pela Católica e conferem ECTS. (Todos os créditos obtidos são considerados extracurriculares no âmbito do respetivo Plano de Estudos. A UCP reconhecerá os ECTS no âmbito do Suplemento ao Diploma.)

Em caso de dúvidas, contacte, por favor, t4eu@ucp.pt

 

Explore o Metacampus

 

O Metacampus da T4EU fornece um serviço centralizado para a publicação das ofertas educativas da aliança. O objetivo é criar um campus europeu multilingue comum, sem fronteiras, para cuidar do futuro das regiões, países e de toda a Europa.

O catálogo permite a aplicação de cursos e facilita o acesso direto a ambientes locais de e-learning, e é dirigido tanto a estudantes como a docentes.

23-07-2025

Workshops em Literacia em Saúde Mental e Primeiros Socorros Psicológicos envolveu mais de 900 estudantes da Católica

No âmbito do UCP2 Mental Health - Sistema Integrado de Atividades e Serviços de Saúde Mental e Bem-estar da Universidade Católica Portuguesa – e inserido no Programa para a Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior (financiado pela Direção-Geral do Ensino Superior), decorreu, ao longo do 2.º semestre do ano letivo, a 1.ª Edição do Ciclo de Workshops em Literacia em Saúde Mental e Primeiros Socorros Psicológicos.  

Esta iniciativa integrou um dos três grandes eixos do UCP2 Mental Health: a promoção do bem-estar dos estudantes e a prevenção de problemas de saúde mental.

Uma iniciativa para todos os estudantes da Católica

Destinado a todos os estudantes da Católica, o Ciclo desenvolveu-se presencialmente em Braga, Lisboa, Porto e Viseu – com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre questões e problemas de saúde mental, estratégias de autocuidado e de primeiros socorros psicológicos, bem como fomentar a identificação precoce de sinais de alerta, incentivando à procura de ajuda atempada.

4 Workshops com ferramentas práticas para cuidar da saúde mental

Foram dinamizados quatro Workshops, num total de seis sessões independentes, que abordaram problemáticas de saúde mental atualmente mais prevalentes entre os estudantes do ensino superior, como a ansiedade, a depressão e o stress:

Workshop 1 – Faz upload à tua saúde mental

Workshop 2 – Dá reset à ansiedade

Workshop 3 – Freeze or Fight? – Primeiros socorros psicológicos nos ataques de pânico

Workshop 4 – Dá ghost aos blue Mondays (depressão)

Adotou-se uma metodologia ativa e prática, que proporcionou uma experiência imersiva e facilitadora de aprendizagem. Destacou-se a forte participação dos estudantes nas diversas dinâmicas propostas, o que favoreceu a reflexão individual e coletiva.

Catarina Matias, estudante da Católica que participou neste Ciclo de Workshops, destacou a importância de “participar num projeto tão significativo, profundamente alinhado com as necessidades e desafios que os jovens enfrentam atualmente no que respeita à saúde mental. A pertinência do tema, aliada à sensibilidade e dedicação com que foi abordado, tornou esta experiência não apenas gratificante, mas verdadeiramente transformadora.”

Participação expressiva dos estudantes da Católica

O balanço da 1.ª Edição foi muito positivo, com a participação de 920 estudantes dos três campi da Universidade e da Sede, distribuídos da seguinte forma:

  • Braga: 210 estudantes
  • Lisboa: 328 estudantes
  • Porto: 329 estudantes
  • Viseu: 53 estudantes

No final das sessões, os estudantes destacaram como mais relevante:  

  • o dinamismo dos Workshops
  • as estratégias práticas e aplicáveis
  • os roleplays e exercícios de reflexão pessoal e em grupo
  • a pertinência das temáticas abordadas

Com base na sua experiência enquanto participante nos Workshops, a estudante Isabel Pereira reforçou que “foram sem dúvida fundamentais para nós, estudantes… Deram-nos voz! Fizeram-nos sentir aconchegados(as) e forneceram-nos, de forma dinâmica e ativa, uma bagagem de ferramentas úteis para reconhecer, cuidar e ajudar a nossa (e a de todos/as) Saúde Mental!”.

A Equipa UCP2 Mental Health, que organizou e dinamizou este 1.º Ciclo de Workshops junto dos estudantes, considerou esta experiência extremamente gratificante, enriquecedora e promotora de mudança. Reforçou ainda o “papel ativo e o interesse genuíno dos estudantes na construção do seu bem-estar, através da partilha de conhecimento, experiências e estratégias práticas para cuidar de si e dos outros”. Ouvir e atender às necessidades e preocupações dos nossos estudantes foi fundamental para a construção de uma comunidade académica mais resiliente, empática e atenta à Saúde Mental!

Próximas edições já em preparação

Considerando o compromisso do projeto, a importância e o sucesso desta iniciativa, foram lançados os preparativos para novos Ciclos de Workshops em Literacia em Saúde Mental e Primeiros Socorros Psicológicos do UCP2 Mental Health no próximo ano letivo.

 

23-07-2025

Nova edição da formação “Tecnologias para a Transformação Digital” continua a reforçar competências digitais


A Católica Porto Business School anuncia a abertura da segunda edição da formação “Tecnologias para a Transformação Digital”, no âmbito da iniciativa Training for Digital Transformation da Universidade Católica Portuguesa, financiada pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência. 

A formação, com início previsto para outubro de 2025, é uma das dez oferecidas pela universidade, e foi criada para responder às exigências de um mercado de trabalho em constante evolução. 

Destina-se a jovens e adultos com formação universitária em áreas não CTEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), que procurem reforçar competências digitais orientadas para os desafios da transformação digital. As candidaturas decorrem até 12 de setembro

O mercado de trabalho é cada vez mais exigente, em permanente, acelerada e profunda mudança, intensificando a digitalização do ambiente de trabalho e ambicionando a inovação e a transformação digital”, destaca António Andrade, docente da Católica Porto Business School e coordenador nacional do programa, explicando a necessidade do programa. 

Sendo este um dos dois cursos integrados na iniciativa organizados pela Católica Porto Business School, Tecnologias para a Transformação Digital aposta na requalificação e reforço de competências digitais com aplicação direta no contexto profissional – desde a cibersegurança à inteligência artificial, passando pelo business intelligence e pela automação. 

A formação será lecionada em regime online, com duas sessões por semana, das 17h30 às 19h30, permitindo conciliar o percurso académico com a vida profissional. 

Candidaturas com acesso a bolsa de estudo 

No âmbito do programa Impulso Mais Digital e da submedida Reforço das Competências Digitais, financiado pelo PRR, serão atribuídas Bolsas de Estudo de acordo com as regras e os critérios constantes em regulamento específico

Para mais informações e candidaturas à formação “Tecnologias para a Transformação Digital”, consulte: página curso.

Digital Office para Juristas, com início previsto para janeiro de 2026, é o segundo curso organizado pela Católica Porto Business School no âmbito da iniciativa Training for Digital Transformation. 



A iniciativa - Training For Digital Transformation contempla cursos não conferentes de grau, de duração variável, com atribuição de ECTS, que permitem desenvolver as competências digitais dos grupos-alvo. O Training For Digital Transformation decorre no âmbito da iniciativa do Governo Português Impulso Mais Digital e da submedida Reforço das Competências Digitais. 

 

22-07-2025

CLIL promove práticas inovadoras no ensino superior no Congresso Nacional de Práticas Pedagógicas no Ensino Superior

A 11.ª edição do Congresso Nacional de Práticas Pedagógicas no Ensino Superior (CNaPPEs) decorreu nos dias 10 e 11 de julho, na Universidade de Évora, reunindo 191 participantes de várias instituições do país. O evento afirmou-se como um espaço de encontro, reflexão e partilha de metodologias pedagógicas inovadoras no ensino superior.

Este ano, o congresso contou com a presença do consórcio INOV-NORTE — Centro de Excelência de Inovação Pedagógica na Região Norte, constituído por seis instituições de ensino superior que se unem para promover a descentralização das iniciativas de inovação e modernização pedagógica no ensino superior português. A Universidade Católica Portuguesa (UCP), que integra este consórcio e se faz representar pelo CLIL – Católica Learning Innovation Lab, reafirma assim o seu compromisso com a qualidade do ensino e a inovação pedagógica.
Nesta participação, o CLIL deu a conhecer duas iniciativas que evidenciam diferentes formas de promover o desenvolvimento profissional de docentes do ensino superior.

A primeira, intitulada Comunidades de Aprendizagem e Prática no Desenvolvimento Profissional de Docentes do Ensino Superior: relatos de uma experiência com foco na ‘agência’, foi apresentada por Diana Soares, coordenadora do CLIL e docente da Faculdade de Educação e Psicologia (FEP). Esta comunicação destacou o trabalho das Comunidades de Aprendizagem e Prática (CAP), que funcionam como espaços colaborativos onde os docentes podem planear, aplicar e refletir sobre práticas pedagógicas inovadoras, reforçando a sua capacidade de agir de forma autónoma e sustentada.

A segunda apresentação deu a conhecer a iniciativa Católica TIPS – Teaching Innovation Partnerships, dinamizada por Rita Tavares de Sousa, especialista em Educação e Desenvolvimento Profissional Docente do CLIL, e por Inês Monteiro, especialista em Inovação Pedagógica do CLIL. Esta iniciativa cria um ambiente informal de partilha e debate entre docentes e investigadores, utilizando como ponto de partida estímulos culturais não académicos, como excertos literários, filmes ou podcasts, para refletir sobre desafios e práticas no ensino superior.

A participação do CLIL no CNaPPEs 2025 reforça assim o papel da UCP e do consórcio INOV-NORTE na promoção de uma cultura de inovação, reflexão e melhoria contínua no ensino superior em Portugal.

 

 

18-07-2025

Luís Tavares: “No Mestrado comecei a ter as minhas primeiras ideias de negócio.”

Luís Tavares é mestre em Gestão, com a especialização em Gestão de Serviços, pela Católica Porto Business School e consultor imobiliário. Dos anos passados na Católica, destaca a disciplina e o método de trabalho como bases fundamentais para qualquer negócio. O contacto com professores que marcaram e a oportunidade de desenvolver a tese em colaboração com a Porsche foram marcos decisivos no seu percurso. Hoje, vê na consultoria imobiliária um setor desafiante, com uma grande margem para profissionalização. Um livro? “A única coisa”, um livro “obrigatório para consultores”.

 

Quais são os maiores desafios de trabalhar na área da consultoria imobiliária?

A consultoria imobiliária é uma área muito pouco profissionalizada em Portugal. Infelizmente, é um negócio de recurso e não de opção. Muitas pessoas escolhem a área em períodos em que o mercado está em alta pois é criada uma sensação de facilidade em fazer negócios que faz com que muita gente pouco preparada e especialmente pouco qualificada ingresse na mesma. Como é óbvio isto também só acontece pois não existem quaisquer barreiras à entrada. Numa área onde se lida com centenas de milhares de euros ou até milhões, era expectável que existisse um controlo superior, mas a realidade é que é esta mesma situação que faz com que atualmente a área se apresente como uma enorme oportunidade para verdadeiros profissionais que se destaquem. Considero, também, que é uma área muito difícil de gerir ao nível psicológico. Todos os dias começamos do “zero”. Acordamos sem negócios fechados e não sabemos se os fecharemos até ao final do dia. E sem negócios fechados não há faturação. Dependemos apenas de nós mesmos, da nossa resiliência e motivação, para fazer funcionar toda uma estrutura.

 

Como avalia o atual momento do mercado imobiliário em Portugal? Que tendências considera mais relevantes?

Diria que exigente. Vamos ser honestos… o mercado só é fácil ou difícil para quem nele ingressa pela primeira vez. Vejo quem já tem casa própria há bastantes anos e se queixa do mercado atual pois não consegue comprar. Não nos podemos esquecer que se está “caro” para comprar, também venderemos caro, e vice-versa. Para quem agora ingressa no mercado, especialmente os jovens, sim, considero exigente e não considero as medidas atuais de “apoio” benéficas. Regular o mercado imobiliário na situação atual tem de passar por medidas que visem a oferta e nunca a procura.

 

É mestre em Gestão de Serviços pela Católica Porto Business School. Quais as principais competências que adquiriu durante o Mestrado?

Disciplina e método de trabalho, sem dúvida! São, literalmente, a base para qualquer negócio.

 

Como descreve a experiência vivida ao longo do Mestrado?

O meu período de Mestrado foi realmente interessante. Foi aí que comecei a pensar mais ativamente na vida profissional e que comecei a ter as minhas primeiras ideias de negócio. Foi um período de muita aprendizagem, especialmente devido aos professores que nos acompanharam. Foi, também, um período de algumas “lutas” pessoais com muitas dúvidas sobre qual seria o caminho mais acertado a seguir quando terminasse os estudos.

 

Houve alguma disciplina ou projeto que o tenha marcado de forma especial?

A minha tese de mestrado. Quando tive de escolher uma opção para efetuar o meu estágio profissional decidi que queria algo fora da caixa. Foi aí que iniciei a relação com a Porsche, onde pude fazer um trabalho final de mercado que realmente acrescentou valor, a mim e à própria entidade.

 

Em 2024, foi destacado na lista de 30 under 30 da Forbes. O que significou esta distinção?

Um sonho que nunca sequer existiu! Nunca imaginei ser destacado numa lista tão prestigiada como esta. As 30 pessoas com menos de 30 anos em Portugal que mais se destacaram nas suas respetivas áreas, foram destacadas pela FORBES Portugal e eu fui um dos escolhidos…Parece-me completamente irreal apesar de já ter passado um ano. É um orgulho imenso e, mais do que isso, é a perceção de que o meu trabalho se destaca também fora do setor imobiliário.

 

Qual a importância e a pertinência do estudo da Gestão de Serviços?

O futuro são os serviços… mais ou menos digitais, mas são os serviços. As pessoas procuram cada vez mais “serviço” e qualidade no mesmo. Mesmo as empresas que antigamente se focavam em produtos, hoje em dia procuram associar serviços a esses mesmos produtos. Gestão de serviços é das áreas mais abrangentes da atualidade.

 

De que forma a formação em Gestão de Serviços ajuda a responder às exigências de um sector tão competitivo como o imobiliário?

O meu trabalho de consultor não é nada mais que gestão de clientes. Gerimos clientes e expectativas diariamente e é aí que nos podemos destacar da concorrência. Profissionalismo, conhecimento, mas principalmente uma boa capacidade de adaptação e ligação a pessoas são os fatores principais.

 

Como é que se lida com as expectativas e exigências dos clientes num contexto económico incerto?

Uma vez mais, a gestão de clientes é mesmo o mais importante. Atualmente, para mim é, sem dúvida, mais fácil, pois, felizmente, já tenho provas dadas no mercado o que ajuda a estabelecer uma relação de confiança, mas é sempre um percurso que tem de ser percorrido por quem entra na área. A confiança não se pode exigir, tem de se merecer.

 

Um livro e um filme que recomende?

“A única coisa” é um livro associado à empresa Keller Williams e é, sem dúvida, uma leitura obrigatória para consultores e não só. Mostra-nos a importância de priorizar tarefas no negócio. A série “Suits” foi o que me fez apaixonar pelo mundo empresarial.

 

17-07-2025

Estudantes da Universidade Católica partem em missão para Cabo Verde

Quatro estudantes da Universidade Católica Portuguesa no Porto partiram em missão de voluntariado para Cabo Verde. Prontos para partir para a Ilha de Santiago, levam consigo não apenas a experiência adquirida, mas também os quatro pilares que sustentam o GAS África: simplicidade, oração, serviço e comunidade.

Em Santiago, os voluntários irão participar na formação de crianças e adolescentes, abordando áreas como o autoconhecimento, valores, saúde e higiene. Com os adultos, a formação será centrada nas relações interpessoais e na interação em grupo. Já com os idosos, o foco estará no apoio nas unidades de saúde, promovendo atividades físicas, cognitivas, criativas, lúdicas e culturais, bem como ações terapêuticas e relaxantes que visam o bem-estar integral.

“Ano após ano, o GAS’África parte em missão. Surgem novos passos, novos rostos, novos sorrisos, olhares curiosos pela descoberta, pela dúvida. Iniciamos um novo ciclo, simbolizado pela força inconfundível da melodia que ecoa no peito de cada novo membro do GAS África: partir!”, afirma Constança Barbosa, coordenadora da CAtólica SOlidária (CASO), o núcleo de voluntariado da Universidade Católica Portuguesa no Porto, e acrescenta “Sente-se a ânsia de viver, o desejo de compreender o que está por vir, o entusiasmo perante um horizonte desconhecido.”

No dia 15 de julho, a capela da Católica no Porto acolheu a Missa de Envio dos missionários do GAS África, presidida pelo capelão Padre José Pedro Azevedo. Este foi um momento de reflexão e celebração.

O GAS’África nasceu em 1989 e é o Grupo de Ação Social em África do Centro Regional do Porto, integrado na UDIP (Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa).

17-07-2025

Estudantes do Secundário vivem uma experiência imersiva em ambiente universitário

Estudantes do ensino secundário de todo o país viveram uma experiência transformadora na edição de 2025 da Católica Porto Teen Academy. Ao longo de duas semanas intensas, os jovens foram desafiados a explorar as suas vocações e a experimentar diferentes áreas do saber, num ambiente universitário estimulante, dinâmico e criativo.

A edição de 2025 contou com oito programas distintos, promovidos pelas várias faculdades da Universidade Católica Portuguesa no Porto – Católica Porto Business School, Escola das Artes, Faculdade de Direito – Escola do Porto, Escola Superior de Biotecnologia, Faculdade de Educação e Psicologia e Escola de Enfermagem (Porto).

 

Muitas visitas, simulações e workshops em diferentes áreas do conhecimento

Durante a Teen Academy, os estudantes tiveram acesso a aulas práticas, workshops, simulações, visitas a instituições parceiras e momentos de convívio que potenciaram o espírito de grupo e o entusiasmo pela aprendizagem.

Na área do Direito, a simulação de julgamentos e os debates jurídicos marcaram o programa “À Descoberta do Direito” e no curso “Voo com destino a Psicologia”, os participantes ficaram a conhecer o papel do psicólogo em diferentes contextos.

No curso Experimenta com Ciência”, os participantes tiveram a oportunidade de explorar as áreas da bioengenharia, microbiologia, química, informática, biologia e nutrição e outras. O programa “Nursing Academy: Best Way to Choose a Future” desafiou os jovens com experiências práticas em laboratórios de simulação clínica e com uma visita ao Hospital Pedro Hispano – ULS de Matosinhos, onde conheceram o Serviço de Medicina Hiperbárica e a VMER.

No mundo das Artes, os estudantes viveram uma experiência imersiva, por meio da experimentação artística e tecnológica, através dos cursos “Short Film Project”, “Oficina de Conservação e Restauro” e “Atelier de Som e Imagem”.

Já na área da Gestão e Economia, o programa “Young Enterprise” proporcionou a cada participante a possibilidade de assumir o papel de um profissional, trabalhar numa equipa multidisciplinar e aprender como se cria e executa uma ideia de negócio.

A Católica Porto Teen Academy representa uma oportunidade privilegiada de aproximação à Universidade. Para muitos, foi o primeiro contacto com o ensino superior e com as áreas profissionais que ambicionam seguir.

Regressamos em 2026!

 

 

16-07-2025

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