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Novidades

Universidade Católica associa-se à FAP na criação de novas respostas sociais para estudantes bolseiros

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto assinou um protocolo de colaboração com a Federação Académica do Porto (FAP) que permitirá reforçar a resposta social destinada a estudantes bolseiros. No âmbito deste acordo, 24 camas da nova residência “Academia 24”, situada no Marquês, serão atribuídas a estudantes com dificuldades económicas, somando-se às 40 já existentes na residência da Bainharia, no centro histórico do Porto.

Através desta colaboração, a Universidade Católica reforça o seu compromisso com a promoção da igualdade de oportunidades no acesso ao Ensino Superior. Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica, afirma que “é prioridade da Universidade Católica encontrar soluções que responsam aos desafios que muitos estudantes enfrentam.”

A assinatura do protocolo teve lugar no dia 8 de julho, durante a cerimónia de comemoração do 36.º aniversário da FAP, que decorreu no Palácio da Bolsa. O evento contou com a presença da pró-reitora da UCP, Isabel Braga da Cruz, do diretor da Faculdade de Direito – Escola do Porto da UCP, Manuel Fontaine, do Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, representantes das 26 associações de estudantes federadas, ex-dirigentes, parceiros, órgãos de gestão das diversas Instituições de Ensino Superior e outros convidados.

10-07-2025

Alumni Fest 2025 reúne antigos alunos no campus da Católica no Porto

O campus da Universidade Católica Portuguesa (UCP) no Porto voltou a ser palco de reencontros e celebração com mais uma edição do Alumni Fest. O evento reuniu mais de 250 antigos alunos das várias faculdades, num ambiente descontraído e de forte ligação à alma mater.

O evento, que decorreu a 5 de julho, permitiu reencontrar colegas e professores, partilhar memórias e reforçar os laços com a Universidade. O ambiente descontraído e o espírito de comunidade marcaram mais uma edição de um evento que pretende manter viva a ligação entre os antigos alunos e a Universidade, na certeza de que os Alumni são parte da sua identidade.

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP, afirma que “São os Alumni que, com os seus percursos pessoais e profissionais, continuam a enriquecer a Universidade e a projetar os seus valores na sociedade” e sublinha que “o seu exemplo é uma extensão viva da missão da Universidade no mundo.”

Tal como nas edições anteriores, o Alumni Fest contou também com uma vertente solidária. No momento do check-in, todos os participantes foram convidados a deixar um contributo, no valor que entenderam, a favor de uma IPSS parceira da Universidade.

Promovido pela Universidade em colaboração com as Associações Alumni da Escola Superior de Biotecnologia, da Faculdade de Direito – Porto e da Faculdade de Educação e Psicologia, e com as diferentes dinâmicas alumni da Católica Porto Business School, Escola das Artes, Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem e Faculdade de Teologia no Porto, o evento reforça o compromisso da Católica em continuar a promover o diálogo, o encontro e a pertença entre todos os que, em diferentes tempos e contextos, fizeram parte da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

09-07-2025

Estudantes da Universidade Católica no Porto recebem o Crisma

Realizou-se na Sé Catedral do Porto, no dia 5 de julho, o Crisma de 60 estudantes, ligados a movimentos e grupos da Diocese, numa cerimónia emotiva presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Linda. Concelebraram o Padre José Pedro Azevedo, responsável da pastoral universitária do Porto (CIMT) e capelão da Universidade Católica no Porto, o Padre Luís Lencastre também ligado à Pastoral Universitária, o Padre José Paulo, capelão da Universidade Lusíada, os Padres António Pamplona e Gonçalo Castro Fonseca do Centro Universitário dos Jesuítas (CREU). Na mesma cerimónia fez ainda a primeira comunhão, uma estudante da Universidade Católica.

Para a Universidade Católica no Porto, foi um dia muito especial pelo culminar de mais um caminho de preparação para o Crisma de 11 dos seus estudantes, reforçando assim a sua identidade e missão católica. No fim do dia vários estudantes partilharam e agradeceram a experiência inesquecível que tinham vivido.

Ilda Raimundo, da Licenciatura em Gestão,referiu que “Sou muito grata por ter tido a oportunidade de ter recebido o Crisma e também a minha Primeira Comunhão. Ter me inscrito no programa de crisma foi sem dúvida a melhor coisa que fiz, para alguém que tinha perdido a fé em Deus tive a oportunidade de o conhecer e me reconectar com Deus outra vez e isso foi bastante importante dar esse passo significativo. E aprendi muito com as sessões do crisma, para a minha caminhada nessa nova etapa da minha vida cristã.

Beatriz Sottomayor, do Mestrado em Engenharia Biomédica, destacou que “O Crisma marcou um novo começo na minha relação com Deus, ajudando-me a reconstruí-la com mais verdade e profundidade. Senti uma alegria contagiante que se espalhou pelos meus dias e me deu força interior. Esta celebração foi um passo firme na minha caminhada de fé, cheio de luz e sentido!”.

Inês Sereno, da Licenciatura em Gestão, referiu que “O passado sábado foi de grande alegria. E que graça a minha de ter tido a oportunidade de receber o Espírito Santo! Cada um percorreu um caminho diferente, mas neste dia, unimo-nos todos pela fé. E numa cerimónia acolhedora, o Bispo D. Manuel fez nos sentir mais uma vez em casa. Uma verdadeira bênção!".

Mariana Nóbrega, da Licenciatura em Direito, também destacou que “Ter feito o Crisma para mim foi sinónimo de descoberta, coragem e fé no que já sentia interiormente.”

O caminho de preparação dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa de diferentes faculdades foi organizado pela Unidade para o Desenvolvimento Integral da Pessoa (UDIP) com a colaboração de Tomás Cantista, docente da Escola do Porto da Faculdade Direito. Os estudantes foram convidados a conhecer e a aprofundar as temáticas centrais da fé e da vida cristã: a Igreja, a Fé, a Esperança, o Amor a Deus e ao próximo, Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, o Espírito Santo e os Seus dons, a Oração, o Compromisso, a Missa, a Reconciliação, entre outros temas.

Ficou a promessa de novos encontros no próximo ano letivo, quer para os já crismados, quer para novos estudantes que queiram iniciar o caminho de preparação

08-07-2025

Escola das Artes marca presença no Curtas Vila do Conde 2025

A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa volta a afirmar a sua presença em mais uma edição do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, que decorre entre 12 e 20 de julho. Este ano, a participação da escola estende-se às competições Take One, Nacional e Internacional, com filmes de estudantes e de um professor.

Na Competição Take One, dedicada a obras realizadas em contexto académico, estão selecionados dois filmes de alumni de mestrado da Escola das Artes:

- “O Pássaro de Dentro”, de Laura Anahory, antiga aluna de mestrado em Som e Imagem – especialização em Animação, uma obra que esteve em destaque no Festival de Cannes, tendo sido nomeada para La Cinef, secção oficial do Festival de Cannes dedicada a revelar novos talentos do cinema internacional. +info

- “Uma Crosta de Ferro", de Vasco Barbedo alumno do Mestrado em Cinema, um filme que reflete sobre o trabalho fabril, a indústria, o esforço do trabalhador, a poluição e o papel do imigrante na nossa sociedade. +info 

A presença da Escola das Artes estende-se ainda às principais competições do festival com “Ofélia”, o mais recente filme de Carlos Lobo, professor da EA. A obra foi selecionada para a Competição Nacional e Internacional, tendo sido produzida pela Produtora Olhar de Ulisses e pela Cimbalino Filmes, com o apoio da Escola das Artes. +info

Mais informações no site oficial do Festival.

07-07-2025

Transform4Europe lança financiamento para projetos conjuntos

Já estão abertas as candidaturas para o Seed Funding Programme, um programa da Transform4Europe (T4EU) cujo objetivo é financiar e promover projetos de investigação entre duas ou mais instituições membro da Aliança.

De 30 de junho a 30 de setembro, investigadores, docentes, e investigadores de pós-doutoramento da Universidade Católica Portuguesa podem candidatar-se a este financiamento. É uma oportunidade para colaborar com outras instituições europeias e desenvolver projetos conjuntos, partilhando conhecimento e recursos.

As oportunidades de financiamento começam nos 3 mil euros e podem chegar aos 30 mil euros. O tipo de iniciativas que podem ser financiadas são, por exemplo:

  • Criação de "seamless mobility schemes".
  • Esforços com o objetivo de melhorar a mobilidade vertical.
  • Desenvolvimento de novas ofertas de estudos conjuntos.
  • Desenvolvimento/criação de microcredenciais.
  • Desenvolvimento/criação de programas de doutoramento conjuntos.
  • Desenvolvimento/criação de percursos de doutoramento.
  • Desenvolvimento/criação de ofertas de aprendizagem ao longo da vida.
  • Outras iniciativas e projectos conjuntos (por exemplo, iniciados por um laboratório de transformação T4EU).

A T4EU valoriza projetos relacionados com os seguintes temas: ambiente, inclusão e diversidade; multilinguismo; cooperação entre universidades e setor cultural; transformação digital; transformação da sociedade.

Para facilitar esta candidatura, a T4EU disponibiliza uma ferramenta de parceria, onde é possível encontrar e comunicar com outros investigadores das áreas de estudo e temas em que trabalham.

A T4EU organiza duas sessões de esclarecimento, nos dias 23 de julho de 2025 e 20 de agosto de 2025. Para participar, envie um e-mail para t4eu-seedfunding@uni-saarland.de.

 

MAIS INFORMAÇÃO | Conheça a Connect4Research

 

07-07-2025

Docente reflete sobre inovação pedagógica e aprendizagem ao longo da vida na Bienal de Educação da Universidade do Minho

Diana Soares, docente da Faculdade de Psicologia e de Educação da Universidade Católica Portuguesa, coordenadora do Católica Learning Innovation Lab (CLIL) e investigadora no Centro de Investigação para o Desenvolvimento Humano (CEDH), participou na Bienal de Educação organizada pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho, que decorreu entre 16 e 20 de junho de 2025, em Braga, sob o tema “O Futuro é Educação. As Pessoas, a Vida e a Escola”.

Este encontro reuniu especialistas, docentes e investigadores para debater os principais desafios e oportunidades do sistema educativo atual.

No âmbito do Simpósio “Ensino Superior em Transformação: Inovação e Desafios da Inclusão”, Diana Soares apresentou a comunicação intitulada “Ready to work or ready to learn? Da inovação pedagógica à aprendizagem ao longo da vida”.

A sua intervenção baseou-se em dados recentes que evidenciam a urgência da mudança: até 2030, estima-se a criação de 170 milhões de novas funções e o desaparecimento de cerca de 92 milhões de empregos, sendo que 63% dos empregadores apontam a lacuna de competências como a principal barreira à transformação dos negócios (World Economic Forum, 2025).

Este cenário coloca uma pressão crescente sobre as Instituições de Ensino Superior: como preparar os estudantes para profissões que ainda não existem? Como potenciar o desenvolvimento de competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida?

Diana Soares destacou que, num contexto de elevada volatilidade, a inovação pedagógica e curricular tem vindo a assumir um papel cada vez mais relevante, não só como resposta imediata às exigências do mercado de trabalho, mas também como uma estratégia estruturante para o desenvolvimento de competências transformadoras e para a promoção de uma aprendizagem ativa.

A comunicação problematizou o papel do Ensino Superior na formação de profissionais críticos e reflexivos, realçando a importância do desenvolvimento pedagógico e profissional dos docentes, assim como da sua agência, como motores essenciais na transformação dos modelos de ensino-aprendizagem.

Como exemplo concreto, apresentou o Católica Learning Innovation Lab (CLIL), um laboratório interdisciplinar de inovação pedagógica da Universidade Católica Portuguesa. Assente nos princípios do Scholarship of Teaching and Learning (SoTL), o CLIL promove um conjunto diversificado de iniciativas de capacitação pedagógica que apoiam os docentes na transformação das suas práticas, criando ambientes de aprendizagem mais flexíveis, inovadores e estimulantes, potenciando o desenvolvimento de competências para a aprendizagem ao longo da vida.

A participação de Diana Soares contribuiu para reforçar a reflexão crítica sobre o papel transformador da inovação pedagógica no Ensino Superior, alinhando as práticas institucionais com os desafios globais de um futuro cada vez mais incerto, mas repleto de oportunidades.

 

04-07-2025

Tiago Braga: “A tolerância, a cooperação e a bondade foram valores que aprendi na Universidade Católica.”

Tiago Braga é licenciado pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e ocupa atualmente o cargo de presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto. Dos anos passados na Católica, destaca os valores de “tolerância, bondade e cooperação”, que continua a transportar para a vida profissional. Tem, desde a sua infância, um grande interesse pelo mundo natural e pelas questões do ambiente e foi no curso que encontrou “estrutura para transformar inquietações em soluções”. Sobre a necessidade de mudar mentalidades e hábitos no que à mobilidade sustentável diz respeito: “Ainda há um longo caminho a percorrer.”

 

Quando era criança, que ideias tinha para o seu futuro profissional?

Tive aqueles sonhos habituais das crianças. Sonhava ser piloto da Força Aérea, jogador de futebol e até quis ser bombeiro. Mas, desde muito cedo, comecei a sentir um fascínio muito grande pelo mundo natural. Lembro-me de passar horas a observar girinos, rãs, tudo o que tivesse a ver com o mundo animal. Ainda miúdo, tornei-me membro da Greenpeace. Recordo-me bem da discussão sobre energia nuclear em Portugal, dos autocolantes antinucleares com os smileys amarelos, e do impacto que esses temas já tinham em mim, apesar de ser ainda muito jovem. No 9.º ano, na Escola Secundária de Valadares, tive um professor que marcou bastante o meu percurso. Com ele e outros colegas, formámos um grupo ligado à questão ambiental. Montámos um sistema de suporte de vida para peixes, uma estrutura mais próxima de um pequeno ecossistema do que de um aquário comum. Já naquela altura, percebia que a minha curiosidade estava muito ligada às ciências da natureza e ao ambiente e, de forma especial, ao meio aquático.

 

Porquê esse fascínio pela área do ambiente?

Não tive propriamente referências familiares e de amigos nesta área. Foi uma área que fui explorando e que me inquietava. Naquela altura, o ambiente não era um tema “da moda”. Mas, para mim, já tinha importância. Sentia que havia uma relação emocional forte com a natureza, um impulso para querer compreender e proteger. Não conhecia os conceitos que hoje usamos, como “economia circular”, mas já intuía que não era possível mantermos uma lógica predatória sobre os recursos naturais.

 

É na sequência desse seu interesse que se candidata à licenciatura em Engenharia do Ambiente da Escola Superior de Biotecnologia.

Cheguei a estar muito inclinado para o curso de Ciências do Meio Aquático no ICBAS, mas acabou por não acontecer, porque um primo meu, que estudava Direito na Universidade Católica, falou-me de um curso novo que ia abrir em Engenharia do Ambiente da Escola Superior de Biotecnologia. A proposta pareceu-me interessante e acabei por me candidatar ao ano zero.

 

De que forma é que a licenciatura foi ao encontro do seu entusiasmo e inquietação pelas questões do Ambiente?

O curso veio dar estrutura e racionalidade a uma inquietação que era, até então, sobretudo emocional. A Engenharia ensinou-me a pensar em soluções, ensinou-me a colocar-me diante de problemas e procurar como os resolver. Começávamos a viver uma fase em que a União Europeia desenvolvia legislação ambiental relevante: na área da água, dos resíduos, das emissões… Não se falava ainda de clima com a intensidade de hoje, mas o tema das alterações climáticas e do aquecimento global começava a ganhar terreno. Como o curso era da Escola Superior de Biotecnologia, tinha uma abordagem multidisciplinar e diferenciada. Estávamos rodeados de alunos e professores das áreas da Microbiologia e da Engenharia Alimentar, e isso obrigava-nos a pensar de forma mais aberta e articulada.

 

O que é que foi mais marcante para si no seu percurso na Universidade Católica?

A tolerância, a cooperação e a bondade foram valores que aprendi na Universidade Católica e que me marcaram profundamente até hoje. Éramos poucos alunos e isso criou um ambiente muito próximo. Entre alunos, havia uma ligação forte, quase como uma grande turma. Entre alunos e professores, havia proximidade e respeito. A autoridade não se exercia de forma autoritária, mas sim pelo exemplo. Nunca assisti a conflitos ou tensões, nem dentro nem fora das aulas. Ao contrário de outras universidades onde se falava de contextos mais agressivos, na Católica vivia-se um ambiente profundamente bom, onde imperava a tolerância, a cooperação e a bondade. O bar da Escola, por exemplo, era frequentado por alunos de outras instituições, precisamente porque ali se sentia um ambiente diferente, mais saudável e respeitador.

 

De que forma é que esse ambiente o influenciou?

O ambiente da Católica não foi apenas um contexto favorável. A Católica influenciou o que sou hoje e todos os colegas daquela geração partilham, de certa forma, essa marca. Aprendemos a pensar de forma holística, a integrar diferentes áreas do saber. Até ao terceiro ano, tínhamos várias cadeiras em comum com os outros cursos. Isso obrigava-nos a discutir problemas em conjunto, a encontrar soluções a partir de olhares complementares.

 

Como aplica essa visão enquanto presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto?

Vivemos num mundo cada vez mais instável, volátil e ansioso. As relações de força mudam de um dia para o outro, as decisões são contraditórias, os cenários imprevisíveis. Neste contexto, é fundamental manter a consistência e a clareza de propósito. E isso só se consegue com pensamento coletivo, empatia, tolerância, uma visão integrada e humanista.

A Metro do Porto é uma infraestrutura absolutamente transformadora. É a espinha dorsal da mobilidade da região. Estamos num momento de grande expansão com novos investimentos, novas linhas, maior cobertura. Estamos a chegar a territórios onde não havia transporte público estruturado e a melhorar o serviço onde já existia. É uma operação com um investimento global de cerca de dois mil milhões de euros, com enorme impacto na vida quotidiana das pessoas. Liderar esta organização significa estar permanentemente a gerir múltiplas dimensões. A motivação nasce da clareza do propósito e da perceção do impacto do nosso trabalho. Gosto de lembrar a quem trabalha comigo que estamos do lado certo da história. Que aquilo que fazemos tem um efeito que se sente todos os dias: na redução do tempo de deslocações, na coesão territorial, na criação de oportunidades para quem vive longe dos centros urbanos. Na Metro, trabalhamos muito sob pressão. Os projetos são complexos, os prazos apertados, os interesses múltiplos. Há momentos de tensão, é inevitável. Mas é exatamente nesses momentos que é preciso recordar a missão maior: estamos a ajudar a transformar a cidade e a melhorar e transformar a vida das pessoas.

 

Acha que a sociedade está, hoje, mais desperta para a importância da mobilidade sustentável?

Gostava de dizer que sim, mas temo que ainda haja um longo caminho. Em alguns contextos, até parece que estamos a andar para trás. Veja-se o debate atual nos Estados Unidos sobre o fim dos incentivos aos veículos elétricos. Até podemos discutir se a eletrificação é a única solução, mas o essencial é reconhecer que as alterações climáticas existem e que as emissões de carbono contribuem para esse fenómeno. Mas mesmo para quem insiste em negar estas evidências, há factos que se impõem na nossa realidade, como são exemplo os congestionamentos. Um estudo do Tribunal de Contas Europeu de 2021 apontava que os congestionamentos urbanos custam à Europa 280 mil milhões de euros por ano. Na Área Metropolitana do Porto, um cidadão passa em média 70 minutos por dia no trânsito. Isso dá cerca de 30 dias por ano. Ou seja, estamos mais tempo no trânsito do que em férias. Será que as pessoas já pensaram verdadeiramente nisto? Mas, por agora, o essencial é garantir mais e melhor oferta de transporte público: com mais frequência, mais conforto, mais pontualidade e mais regularidade. Só assim se consegue que a escolha pelo metro, pelo autocarro ou pelo comboio seja uma escolha racional e vantajosa. É, também, preciso que o serviço exista, que funcione e que responda às necessidades das pessoas. É preciso oferecer mais conforto, frequência, pontualidade. O transporte público tem de competir com o carro, que tem a seu favor um enorme investimento publicitário. Mas claro que só a oferta não é suficiente, é mesmo necessário uma mudança de hábitos e sabemos bem como é difícil mudá-los.

 

O que é que o move?

Desde a minha juventude, o propósito é o mesmo – o ambiente. A mobilidade está no centro das questões ambientais. Quando falamos de mobilidade, o impacto é mais do que apenas ambiente. Estamos a falar de impacto social, económico e humano. Quando expandimos uma linha, damos acesso a novos mercados de trabalho, reduzimos desigualdades, melhoramos a qualidade de vida das pessoas. Por isso, estamos a falar de dar às pessoas a possibilidade de uma vida melhor e isso é o mais importante. Que, no fundo, entronca com o espírito da Universidade Católica, o tal espírito de tolerância, bondade e cooperação que acaba por motivar e dar propósito à minha vida.

 

03-07-2025

Artista plástico Pedro Huet expõe "Karle: Cartas" na Escola das Artes

"Karle: Cartas", do artista portuense Pedro Huet (n. 1993) e com curadoria de Nuno Crespo, é a nova exposição da Escola das Artes. O trabalho apresentado propõe um diálogo entre objetos fílmicos, fotográficos e escultóricos, cruzando estruturas narrativas com imaginários fragmentados.

Karle é o nome de uma personagem, cuja forma é desconhecida, destinatária de uma série de cartas onde se reflete sobre os dias guiados por máquinas, intersecções entre natureza e tecnologia, entre capitalismo e trabalho e os animais que nos acompanham. Ao longo de uma hora, estes textos vão-se desvendando, acompanhados por imagens vertiginosas onde diferentes locais se cruzam para questionar a forma como os construímos e habitamos - entre natureza e zonas residenciais, empresarias ou industriais.

Em "Karle: Cartas", o espectador pode viajar por estes lugares, como se estivesse numa dimensão virtual, ou como se os seus olhos fossem a câmara que permite captar essas imagens e pudessem ser transportados de um para outro ambiente.

Artista plástico a viver e trabalhar no Porto, a prática artística de Pedro Huet tem-se desenvolvido em torno de teias narrativas que se servem de objetos fílmicos, fotográficos ou escultóricos para refletirem sobre estruturas, discursos ou imagéticas que têm vindo a moldar a forma como vivemos e nos organizamos.

Esta exposição integra o programa Porto Summer School on Art & Cinema "Technology/Transformation", que se realiza de 30 de junho a 4 de julho de 2025, na cidade do Porto, e que inclui conferências, cinema e um concerto. Com curadoria de Daniel Ribas, Inês Grosso, João Laia, José Alberto Gomes e Nuno Crespo, a Porto Summer School on Art & Cinema reforça a ligação entre a academia e o tecido cultural do Porto, trazendo à cidade nomes incontornáveis da arte contemporânea nacional e internacional.

A exposição "Karle: Cartas"  estará patente até setembro no Porto, na Sala de Exposições do Católica Art Center que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

03-07-2025

Projeto do CBQF entre os cinco finalistas do Prémio Bolsa Jorge de Mello Indústria e Inovação

O projeto “RECELDERMIS – Advancing 3D Skin Models with Rabbit Derived Dermis for scalable in vitro screening”, do grupo de Biomateriais e Tecnologia Biomédica do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), foi selecionado como um dos cinco finalistas do Prémio Bolsa Jorge de Mello Indústria e Inovação, entre 55 propostas elegíveis.

A iniciativa resulta de uma colaboração entre as investigadoras Ana Leite Oliveira, Viviana Pinto Ribeiro e Marta Rosadas (CBQF), Alda Sousa (Cortadoria Nacional do Pêlo) e Brigitte Onteniente (Phenocell AXOL, França), e tem como objetivo o desenvolvimento de modelos de pele 3D mais éticos e escaláveis para testes in vitro.

Para Ana Leite Oliveira, “esta distinção reflete não só a qualidade da investigação no CBQF, mas também o valor das parcerias com a indústria para criar soluções com impacto real”.

A nomeação do projeto como finalista reforça o compromisso da Escola Superior de Biotecnologia e do Centro de Biotecnologia e Química Fina com a inovação colaborativa, a ciência aplicada e a promoção de práticas mais sustentáveis e éticas no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.

A Bolsa Jorge de Mello – Indústria e Inovação afirma-se como um estímulo à investigação aplicada em Portugal, promovendo a colaboração direta entre o meio académico e o setor empresarial.

02-07-2025

Escola de Enfermagem dinamiza formação em Suporte Básico de Vida com escuteiros

Docentes e alunos da Licenciatura e do Mestrado em Enfermagem da Escola de Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa promoveram recentemente uma ação formativa em Suporte Básico de Vida (SBV) dirigida ao Agrupamento de Escuteiros 521 – Senhora da Hora, reforçando o compromisso com a capacitação da comunidade para agir em situações de emergência.

A formação contou com a participação de 18 escuteiros, de diferentes idades, e foi conduzida pelas docentes Constança Festas e Clara Braga, com o apoio das estudantes do 4ºano de Enfermagem, Maria João Costa Leite, Inês Rodrigo e Ana Beatriz Mayer.

Segundo um dirigente do Agrupamento de Escuteiros 521 da Senhora da Hora, “momentos formativos como os de hoje são de extrema importância para o nosso Agrupamento de Escuteiros e para a nossa associação. Enquanto educadores não formais dos nossos jovens, é necessário prepará-los para a vida futura, dando-lhes ferramentas que lhes permitam atuar em caso de emergência, bem como nas atividades com as suas particularidades da vida em campo. Estas ações formativas ensinam práticas que salvam vidas.”

02-07-2025

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