X

Novidades

Católica Porto Business School lança dois novos programas de dupla licenciatura internacional para a licenciatura em Gestão

A Católica Porto Business School vai oferecer, já no próximo ano letivo, dois novos programas de dupla licenciatura internacional, para os alunos da licenciatura em Gestão, em parceria com instituições de prestígio mundial: a WU Vienna University of Economics and Business (Áustria) e a KEDGE Business School (França). 

Os novos programas permitem aos estudantes da licenciatura em Gestão obter dois diplomas em apenas três anos – um da Católica Porto Business School e outro da universidade parceira – reforçando competências académicas, culturais e profissionais num contexto global. 

“Estes novos programas refletem a estratégia da Católica Porto Business School de reforçar a sua dimensão internacional e oferecer experiências académicas transformadoras aos seus estudantes, através de parcerias com instituições de excelência”, destaca o diretor da Católica Porto Business School, João Pinto

Formação internacional com foco na empregabilidade 

Entre os principais benefícios para os estudantes está a possibilidade de reforçar a ligação ao mundo empresarial e ampliando as oportunidades de carreira, especialmente em empresas multinacionais. No caso do programa com a KEDGE Business School existe a possibildiade e realizar um estágio internacional, e na WU os alunos terão uma ampla variedade de especializações e disciplinas eletivas num campus moderno e um ambiente de aprendizagem internacional. 

Os alunos que se encontram no primeiro ano da Licenciatura em Gestão já vão poder optar por integrar este modelo. Para a diretora adjunta para as Licenciaturas da Católica Porto Business School, Helena Correia, a iniciativa é mais um passo na formação de gestores preparados para um mercado global: “Através desta dupla licenciatura internacional em Gestão com outra universidade parceira, os nossos alunos vão ter acesso a contextos de aprendizagem diferenciadores, que potenciam ainda mais a sua empregabilidade e a sua capacidade de atuar em ambientes multiculturais e complexos”. A docente recorda ainda que a Católica Porto Business School foi pioneira, juntamente com a Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, no lançamento da dupla licenciatura em Direito e em Gestão. 

 Passo natural na internacionalização

Segundo a diretora adjunta para a Global Education, Rita Ribeiro, “este é um passo natural para uma faculdade que já tem experiência reconhecida com os seus double degrees de mestrado. Para a Católica Porto Business School, estas novas parcerias representam um passo estratégico no reforço da reputação internacional e na consolidação da cooperação académica global, confirmando o reconhecimento da qualidade do ensino por parte de escolas de referência à escala mundial”, conclui.  

Parceiros de excelência 

A Vienna University of Economics and Business é uma das principais Business Schools da Europa, detentora do reconhecimento “triple crown” (AACSB, EQUIS e AMBA), à semelhança da Católica Porto Business School – distinção alcançada por um número muito limitado de escolas em todo o mundo. A colaboração entre a Católica Porto Business School e a WU abrange programas de mobilidade de estudantes e docentes, bem como iniciativas conjuntas de curta duração (Summer Schools), proporcionando uma experiência de aprendizagem global e interdisciplinar. 

A KEDGE Business School (França), igualmente distinguida com o “triple crown”, é uma instituição de referência no ensino da gestão em França, com forte foco na inovação, sustentabilidade e empregabilidade. A parceria com a Católica Porto Business School inclui já programas de mobilidade e Double Degrees ao nível de mestrado, agora alargada à Licenciatura em Gestão, reforçando o compromisso das duas instituições com uma formação global e orientada para o futuro. 

Uma experiência global no Porto 

Os novos programas distinguem-se pela reputação internacional das universidades parceiras, pela integração de estágios internacionais e por uma experiência académica intensiva e multicultural, que promove o desenvolvimento de competências interculturais e amplia as redes de contacto internacionais. 

Os programas de Double Degree da Católica Porto Business School funcionam em dois sentidos: além de enviar estudantes para completar o último ano da licenciatura nas universidades parceiras, a Católica Porto Business School irá também acolher estudantes da WU e da KEDGE no campus do Porto. Esta dinâmica cria um ambiente académico multicultural, promove a troca de experiências e fortalece a rede global de contactos, enriquecendo a vida académica e profissional de todos os alunos envolvidos. 

 

27-10-2025

Rui Armindo Freitas: “A universidade é um lugar de liberdade.”

Rui Armindo Freitas é Secretário de Estado Adjunto da Presidência e Imigração e licenciado em Economia pela Católica Porto Business School. Sobre o cargo que atualmente desempenha no XXV Governo Constitucional, afirma: “Quando somos chamados a servir o país, é difícil dizer que não.” Natural de Guimarães e deputado municipal há 20 anos, defende uma política próxima das pessoas: “Faço sempre questão de conhecer o terreno, qualquer que seja a função.” Nesta entrevista, fala sobre o papel das universidades, a importância de governar com visão de futuro e deixa ainda uma mensagem para os estudantes que agora iniciam o seu percurso no Ensino Superior.

 

Quais as suas memórias de infância?

Tenho uma memória bastante viva desde muito cedo. A minha infância foi feliz, cheia de brincadeiras. Desde pequeno que comecei a gostar, ou talvez a gostar ainda mais, das coisas que hoje me interessam. Era uma criança muito curiosa, especialmente por tudo o que dizia respeito à política, ao ativismo e até à atividade empresarial. Acompanhava muito de perto o meu pai, que estava ligado ao setor têxtil no Vale do Ave, e isso deu-me um contacto muito precoce com o mundo do trabalho.  Desde cedo tive também interesse pela política e pelo que se passava à minha volta. Lembro-me, por exemplo, de ter sido muito ativo, em 1991, na resposta ao massacre de Santa Cruz, em Timor-Leste. Também sempre tive uma ligação muito forte à minha cidade, Guimarães. Quem é de Guimarães costuma ter esse orgulho bairrista e eu cultivei-o desde sempre.

 

É licenciado em Economia. Porquê escolher a Universidade Católica para estudar?

A escolha da Católica foi natural porque, na altura, era uma Escola que já se destacava no Norte na área da Gestão, com uma visão muito contemporânea. A empregabilidade dos cursos da Faculdade de Economia e Gestão, atual Católica Porto Business School, era muito alta, e existia um serviço de apoio ao aluno e às carreiras que fazia realmente a diferença. Ao longo do percurso académico, há sempre professores que nos marcam, nem sempre são os mais óbvios ou os das cadeiras mais centrais, mas aqueles com quem criamos ligações especiais e memórias que ficam. Na Católica, sentia-se um ambiente de grande proximidade. Havia uma relação muito humana com toda a estrutura da Universidade. O Sr. Américo, por exemplo, que trabalhava na Secretaria, conhecia os alunos todos pelo nome. O Professor Carvalho Guerra também é uma pessoa muito marcante e com uma relação próxima com os alunos. Era um ambiente muito próximo e muito familiar.

 

Ao longo da sua vida profissional passou por vários setores de atividade e também esteve sempre ligado ao associativismo. O que é que o move?

Sempre estive ligado ao mundo associativo, talvez por feitio. Essa ligação levou-me, naturalmente, a envolver-me também na política, sempre numa perspetiva de participação cívica. Nunca tive cargos executivos na política, a não ser agora, numa fase da minha vida em que tenho a independência necessária para o fazer com sentido de missão. É isso que me move hoje: um verdadeiro sentido de missão. Servi o XXIV Governo Constitucional e agora o XXV e parei tudo na minha vida para aceitar esse desafio. Quando somos chamados a servir o país, é difícil dizer que não. Mesmo durante os meus anos na Católica, participei na associação de estudantes e estive ligado à juventude partidária do partido em que milito desde muito novo. Fui convidado a filiar-me ainda jovem, e senti esse chamamento. No fundo, o mais importante nos negócios, na política e no associativismo são sempre as relações pessoais, a forma como gerimos as pessoas e nos relacionamos com elas. Os diferentes setores por onde tenho passado têm desafios específicos, mas o essencial é comum: as relações humanas. Os problemas resolvem-se mais facilmente se conseguirmos estabelecer boas relações e encontrar soluções em conjunto.

 

Quando o desafiam é difícil dizer que não?

Sim, muito difícil. Tenho essa dificuldade, porque, quando alguém nos pede ajuda, sinto naturalmente esse chamamento. Quando assumi funções em exclusividade, tive de renunciar a 16 entidades onde colaborava, irmandades, associações e outras organizações. Sempre tive esse impulso: “É preciso ajudar? Então vamos lá.” Foi sempre um traço do meu carácter.

 

Enquanto Secretário de Estado, toma decisões com impacto nacional. Como encara essa responsabilidade no seu dia a dia?

Sou católico e tendo, também, passado pela Universidade Católica, carrego uma matriz que vai além da fé, uma matriz social, ideológica e filosófica, que tem muito a ver com a doutrina social da Igreja. Essa tradição cristã está na base da nossa cultura ocidental, do nosso Direito, da nossa Economia. Mas acredito que uma visão sólida da sociedade, assente em valores claros, ajuda-nos a tomar decisões. Muitas vezes são decisões difíceis e devemos ter sempre consciência de que, no fim da cadeia de decisão, está uma pessoa. E essa decisão pode ter impacto profundo na vida dessa pessoa. Por isso, o objetivo deve ser gerar o maior impacto positivo possível para o maior número de pessoas possível. Claro que nunca se consegue agradar a todos, não existe uma solução perfeita. Mas devemos procurar otimizar, encontrar um equilíbrio que beneficie o máximo número de pessoas. Essa é a grande dificuldade da política: manter os olhos no futuro, mesmo enquanto resolvemos os problemas do presente. Governar é também lançar as bases do que virá.

 

Governar para o presente e para o futuro…

Sem dúvida e não há um manual para ser membro do Governo. De tudo o que fiz na vida, esta é a função mais desafiante. Não há um playbook. Olhamos para o nosso percurso e é ele que nos dá a visão para o futuro. O governante tem de olhar para o dia de hoje, mas sem nunca esquecer que tem de lançar as bases para o futuro.

 

Que papel tem a política de proximidade na sua visão de serviço público?

Hoje sou Secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração. E não há forma de tomar decisões difíceis sem contacto direto com a realidade. Faço sempre questão de conhecer o terreno, qualquer que seja a função. É fundamental perceber a realidade concreta que estamos a tentar regular ou transformar. Por vezes, recebemos críticas de quem olha para os assuntos de forma superficial, como se tivesse o mesmo grau de certeza de quem se debruça verdadeiramente sobre as questões. A política tem de ser feita com proximidade, com conhecimento real dos problemas. Sabemos que não conseguimos resolver tudo para todos, mas temos de tentar resolver o máximo possível, com responsabilidade.
No meu caso em particular, continuo, também, a intervir na política local. Sou deputado municipal em Guimarães há 20 anos. Continuo atento a tudo: desde a taxa da água ao orçamento autárquico, à requalificação de uma estrada que pode dinamizar a economia local. Sempre o fiz com paixão. Sou profundamente ligado à minha terra, ao Vale do Ave e à história da indústria têxtil, que é uma das bases da nossa economia e identidade.

 

O que é que a região tem de especial?

São as pessoas e a sua capacidade de trabalho. Eu acho que, no fundo, são sempre as pessoas. As pessoas são sempre um fator determinante em tudo. O espaço não é nada se não for habitado. São as pessoas que lhe dão a sua característica. Mais do que as pessoas que estão agora, são as pessoas que nos antecederam. São as pessoas que foram construindo a História antes de nós, que foram moldando a nossa forma de ver o mundo. Olhando para o Vale do Ave, olhando para Guimarães, é uma região e uma terra de gente que trabalha, de gente que nunca vira a cara à luta. Nesse chão comum do trabalho, os que não viram a cara à luta têm uma forma muito aguerrida de estar em tudo, na forma como se apresentam ao país, sempre com muito bairrismo e muita força. Ninguém fica indiferente. É, de facto, uma cidade que foi Capital Europeia da Cultura em 2012 e continua a marcar claramente aquilo que é Portugal. Toda a gente tem noção daquilo que ali está. O Vale do Ave foi o berço da revolução industrial em Portugal, no século XIX. Uma revolução industrial tardia, mas que parte dali. E foi dali que muito do que é hoje a economia portuguesa acabou por nascer.

 

Como é que olha para o papel das universidades em Portugal?

Há um desafio que ainda temos de ultrapassar, que é o dos contágios entre o mundo universitário e o tecido económico. Já muito foi feito. Nos últimos vinte anos, a realidade mudou completamente. A academia era uma coisa e os agentes económicos outra. Felizmente, hoje já não é assim. Ainda assim, acho que devia existir um contágio maior. As universidades nunca devem perder o que às vezes se perde com a aceleração da comunicação, das redes sociais e dos muitos interesses. A universidade nunca se pode esquecer que é um espaço de debate, um espaço livre de opinião, um espaço onde deve existir capacidade crítica para poder ajudar a construir a sociedade. Esse, sim, é um papel fundamental das universidades. Do ponto de vista político, a universidade é um lugar de liberdade, mas deve ser também um polo de evolução e de contestação. As universidades devem pôr tudo em causa. Temos de questionar mais. Gostava que não existisse uma diferenciação entre aqueles que bebem da primeira água do conhecimento científico e depois outros que só vão ler o que vem de livros produzidos noutro sítio qualquer. Queria que todos questionassem. Olhe-se, por exemplo, para o caso da Católica, tem uma academia com pessoas extraordinárias. Essa massa crítica tem de ser aproveitada pela sociedade no seu potencial. É aí que eu vejo o futuro da universidade, na capacidade de refletir a sociedade e as soluções. Não ter medo de inovar. Não ter medo de falhar e voltar a fazer. Não ter medo de pensar em conjunto.

 

O que é que ambiciona para Portugal?

Depois de um ano em funções, vejo dificuldades que talvez no primeiro dia não imaginasse que existissem. Contudo, venho trabalhar todos os dias com a mesma energia do primeiro dia. E não vou esmorecer. Desde logo, sou de Guimarães (risos). O que é que eu quero e ambiciono? Fundamentalmente, quero deixar aos meus filhos um Portugal melhor do que aquele que recebi. Com mais rendimento, mais poder de compra, uma economia mais desenvolvida, mais produção científica, melhor qualidade de vida, mais crescimento. Vejo em Portugal características de um país extraordinário. Nós somos um povo extraordinário. Portugal é um país com uma força que tem de ser mais despertada. Nós conseguimos provar que temos dos melhores em todas as áreas. Temos sempre o melhor. Mas o que seria ótimo era que todos fôssemos muito bons em média. Ou seja, o desafio é elevar a média: a média das competências, a média da qualidade, a média daquilo que fazemos. Os muito bons nós já os temos. Já nos inspiram. E, de facto, somos um país que, pela sua posição estratégica, pela sua história multicultural, pela sua ligação ao mundo (fomos sempre um país globalista, aberto ao mundo) temos um papel fundamental.

 

É otimista?

Sempre otimista. Nós somos extraordinários. Estive na Católica há duas semanas e pude ver que aquilo que fazem é extraordinário. Mas, felizmente, não são os únicos extraordinários. Há mais extraordinários. Há muitos extraordinários em Portugal e por isso não posso não ser otimista quanto ao nosso país. Saibamos pegar no potencial de Portugal e convertê-lo. Também não podemos viver só de potencial, só de esperança, só de orgulho. O grande desafio é converter esse potencial em algo concreto.

 

Milhares de jovens acabaram de ingressar no Ensino Superior. Que conselho daria a estes jovens que agora começam a sua vida universitária?

Vão iniciar a etapa mais extraordinária da vida deles. É uma etapa que vai moldar aquilo que eles vão ser. O primeiro dia da universidade ninguém esquece. Ninguém se esquece da noite anterior ao primeiro dia. Aquelas borboletas na barriga (risos). Que vivam este percurso universitário com a certeza de que, quando saírem, serão muito melhores. Assim haja esforço e dedicação, tudo se vai alinhar para uma vida que tem tudo para ter sucesso.

 

23-10-2025

Universidade Católica integra projeto europeu para melhorar o conforto e a dignidade de pessoas com demência avançada

A Universidade Católica Portuguesa, através do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS), é parceira nacional de um projeto europeu que visa implementar e sustentar um programa de intervenção centrado na pessoa, destinado a melhorar o conforto, a comunicação e a dignidade no fim de vida de pessoas com demência avançada residentes em lares de idosos.

Financiado pelo programa Horizon Europe, o projeto In-Touch – Improving Comfort and Dignity for People with Advanced Dementia in Long-Term Care reúne equipas de investigação de sete países europeus — Irlanda, Portugal, Itália, Países Baixos, Polónia, Eslovénia e República Checa — e conta ainda com parceiros associados no Canadá e no Reino Unido. O projeto tem uma duração de cinco anos, decorrendo entre janeiro de 2024 e dezembro de 2028.

Para Paulo Alves, investigador do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) e coordenador nacional do projeto, “o In-Touch representa uma oportunidade única para promover práticas de cuidado mais humanas e baseadas em evidência científica, num contexto em que o conforto e a dignidade devem ser prioridades absolutas”.

Já Carla Pais-Vieira, também investigadora do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) e co-coordenadora do projeto, destaca que “esta iniciativa procura não apenas melhorar o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas com demência, mas também apoiar e capacitar as equipas que cuidam delas, fortalecendo uma cultura de cuidado ético e centrado na pessoa.”

Com coordenação internacional da University College Cork (Irlanda), o In-Touch integra-se na missão da Universidade Católica Portuguesa de promover cuidados éticos, centrados na pessoa e baseados em evidência científica, contribuindo para uma transformação sustentada dos cuidados em demência avançada nos lares portugueses e europeus.

 


Financiado pela União Europeia – Horizon Europe, Grant Agreement nº 101137270.

Os pontos de vista e opiniões expressos são da exclusiva responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente os da União Europeia ou da Comissão Europeia. Nem a União Europeia nem a Comissão Europeia podem ser responsabilizadas por eles.

Mais informações sobre o projeto In-Touch (site oficial – University College Cork)

 

23-10-2025

UCP2Be promove competências socioemocionais e bem-estar nos estudantes do 1.º ano

O UCP2 Mental Health deu início, este semestre, à fase piloto da Unidade Curricular UCP2Be, uma iniciativa inovadora que pretende contribuir para o desenvolvimento de competências socioemocionais nos estudantes do 1.º ano de licenciatura, de forma a promover uma adaptação mais ajustada e promotora de saúde mental.

O projeto está a ser implementado na Faculdade de Educação e Psicologia (FEP), no campus do Porto, com a participação de 63 estudantes do 1.º ano da Licenciatura em Psicologia, e procura estimular competências associadas ao autoconhecimento, empatia, regulação emocional, comunicação interpessoal e resiliência – competências reconhecidas como fundamentais para o bem-estar, o sucesso académico e a saúde mental.

Com uma duração de 12 sessões semanais de 1h30, a UCP2Be recorre a metodologias ativas e experienciais, promovendo a aprendizagem, a partilha entre pares e o desenvolvimento pessoal.

“A transição para o ensino superior é um momento de grandes desafios. Investir em competências socioemocionais desde o início do percurso académico é investir na saúde mental, na integração e no sucesso dos nossos estudantes”, sublinha Lurdes Veríssimo, docente e membro da Equipa UCP2 Mental Health no Porto.

A fase piloto está a ser monitorizada e avaliada pela equipa de Monitorização & Avaliação do UCP2 Mental Health, com o objetivo de compreender o impacto da UCP2Be em indicadores como a saúde mental e o desenvolvimento das competências socioemocionais.

Com base nos resultados desta fase inicial, o UCP2 Mental Health pretende que a UCP2Be se torne uma unidade curricular transversal a todos os cursos.

Com esta iniciativa, a Católica reforça o seu compromisso com uma educação integral, centrada na pessoa, no bem-estar psicológico e no desenvolvimento humano, respondendo aos desafios da vida universitária e profissional.

21-10-2025

Católica lança webinars para facilitar a integração e impulsionar o sucesso académico

O UCP4SUCCESS anuncia o começo do novo ciclo de webinars “Descomplicar a Universidade: Rumo ao Sucesso” pensado para apoiar a jornada dos estudantes da Universidade Católica Portuguesa, oferecendo ferramentas práticas para facilitar a integração e impulsionar o sucesso académico. 

Ao longo de três sessões vão ser abordados temas essenciais para a vida académica: a Transição para o Ensino Superior: Explorar, Aprender e Adaptar-se; Estudo em Ação: Aprender a Gerir, Motivar e Persistir; e Integração e Comunidade: Cultivar Relações Positivas na Universidade.

Este novo ciclo, a decorrer de 28 de outubro a 3 de dezembro, pretende aproximar os estudantes tanto de licenciatura como de mestrado, promover competências académicas e descomplicar os desafios da Universidade.

Mais informações sobre as sessões podem ser encontradas no formulário.

 

Inscreva-se aqui

 

 

21-10-2025

Universidade Católica celebra os seus novos licenciados 24/25

A Universidade Católica Portuguesa no Porto celebrou, nos dias 17 e 18 de outubro, a cerimónia de bênção e entrega de diplomas aos seus novos licenciados. O Auditório Ilídio Pinho voltou a encher-se de estudantes para um momento de reconhecimento e celebração, que marca o fim de uma etapa e o início de novos percursos pessoais e profissionais.

Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP, dirigiu-se aos novos diplomados com uma mensagem de grande confiança: “A sociedade conta convosco para contribuírem para um futuro melhor. A UCP continuará ao vosso lado para vos acompanhar neste processo.” Sublinhou ainda o papel da universidade como espaço de inquietação e inspiração: “A Católica é uma instituição inquieta. Que o espírito de inquietude humanista da Católica vos inspire.”

Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP, destacou o valor simbólico do diploma agora recebido: “O diploma que hoje recebem é muito mais do que um simples documento: é símbolo de uma trajetória de resiliência, de superação, de desenvolvimento de competências, de descoberta de talentos e de edificação de laços de amizade que perdurarão para além das salas de aula.” Acrescentou ainda: “Levam convosco esta marca distintiva, a de unir excelência académica à vivência dos valores. Este é talvez o vosso maior diploma. Espero que continuem a aprender, a questionar e a servir.”

Em representação dos diplomados, Mateus Leite Costa, da Escola Superior de Biotecnologia, partilhou que “O dia de hoje significa a conclusão de uma etapa, o culminar de vários anos de esforço, mas, também, de memórias, amigos, colegas, professores. Todas estas pessoas levamos para a vida.”

Diogo Mota, da Dupla Licenciatura em Direito e em Gestão, deixou uma mensagem de agradecimento, em especial aos professores pela “exigência e paciência”. “O diploma é um ponto de partida. Da Católica, levamos o melhor uns dos outros”, acrescentou.

O bispo auxiliar do Porto, D. Joaquim Dionísio, afirmou “Que a vossa vida seja vivida com paixão. Que a carreira profissional que ides iniciar seja também preenchida com a vossa paixão.” Já D. Vitorino Soares partilhou com os diplomados a importância da condição de “soldado”. “Precisamos de soldados animados, soldados que sonham, soldados aventureiros e que estão dispostos a dar a sua vida. Que no vosso futuro, mesmo que cheguem a ser generais, nunca esqueçam a condição de soldado.”

Durante a cerimónia decorreu, também, o momento de entrega de prémios de mérito e bolsas das faculdades e das instituições parceiras: Prémio Escola Superior de Biotecnologia, Prémio Francisco Carvalho Guerra, Bolsa D. Júlio Tavares Rebimbas, Prémio S. Francisco de Assis e Prémio Sociedade Portuguesa de História da Enfermagem.

A cerimónia constituiu um momento marcante de celebração académica e reforçou o compromisso da Universidade Católica Portuguesa com a proximidade e a valorização do percurso dos seus estudantes.

20-10-2025

ESB/CBQF integra projeto europeu para desenvolver sistemas agrícolas de estufas mais sustentáveis

A produção em estufa é uma das soluções mais utilizadas pelos agricultores para aumentar o rendimento por unidade e minimizar os efeitos negativos das condições externas sobre o conforto das plantas. No entanto, a sustentabilidade destes sistemas de produção é hoje um dos maiores desafios da agricultura, exigindo respostas que conciliem produtividade, viabilidade económica e eficiência no uso de recursos e energia.

É neste contexto que arranca o projeto Sun2Fork – Sustainable greenhouse farming systems: from Sun to Fork, que conta com a participação da Escola Superior de Biotecnologia e do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica Portuguesa. O projeto tem como objetivo desenvolver um sistema integrado de produção agrícola em estufas, recorrendo a abordagens tecnológicas e inovadoras e ao uso de recursos sustentáveis. Através da integração de painéis solares, sistemas de irrigação inteligentes, substratos otimizados e inoculantes microbianos, o Sun2Fork pretende reduzir os custos de produção e melhorar a resiliência e sustentabilidade dos sistemas de estufas tradicionais da região Mediterrânica.

Liderado pela University of Messina, o consórcio inclui ainda a University of Rome Tor Vergata (Itália), a Agricultural Research Organization of Israel, a Ege University (Turquia), a University Sultan Moulay Slimane (Marrocos), a Aston University (Reino Unido) e a Universidad de Almería (Espanha).

A eficácia deste novo modelo será avaliada em diferentes zonas geográficas do Mediterrâneo, tendo em conta o aumento da produtividade, a redução de custos e os impactos positivos na adaptação às alterações climáticas.

 

20-10-2025

Católica Porto Business School recebeu especialistas para debater o Orçamento do Estado para 2026

A Católica Porto Business School, em parceria com a PwC, promoveu mais uma edição da sua conferência anual dedicada ao Orçamento do Estado para 2026 (OE26), que já se afirma como uma referência nacional no debate das grandes questões fiscais e económicas. O evento decorreu no Auditório Ilídio Pinho, na Universidade Católica Portuguesa no Porto, e contou com a presença de representantes do Governo, do setor empresarial e do meio académico. 

A sessão de abertura esteve a cargo da pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Braga da Cruz, que destacou o papel consolidado desta iniciativa: “É com grande entusiasmo que a Universidade Católica Portuguesa no Porto vos dá as boas-vindas à 15.ª edição da Conferência do Orçamento do Estado, uma perspetiva que, desde 2011, se afirmou como uma referência no debate das grandes questões fiscais e económicas em Portugal.” 

Seguiu-se a intervenção da secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, que apresentou as principais linhas orientadoras da proposta do Orçamento do Estado para 2026. “A proposta do OE para 2026 é uma proposta que olha para o futuro com ambição e com responsabilidade, dá continuidade ao caminho iniciado com o orçamento anterior, aprofundando o compromisso com a responsabilidade orçamental, o investimento público e a modernização da gestão financeira do Estado”, afirmou. 

O programa incluiu dois painéis de discussão. O primeiro, “OE26: Motor para o crescimento económico?”, abordou o impacto macroeconómico do orçamento e contou com as intervenções de Gonçalo Regalado (CEO do Banco Português de Fomento), João Bento (CEO dos CTT) e Vera Rodrigues (Head of People da Sonae MC), com moderação de Luísa Anacoreta, docente e coordenadora da Dupla Licenciatura em Direito e Gestão da Católica Porto Business School. 

O segundo painel, dedicado às alterações fiscais mais relevantes do Orçamento do Estado para 2026, contou com a participação de Cristina Pinto (docente da Católica Porto Business School) e Hugo Salgueirinho Maia (Tax Partner – Indirect Tax, PwC). A moderação esteve a cargo de Maria Antónia Torres (Tax Partner – Deals Tax, PwC). Foram abordados temas como as alterações ao IRC, IRS, IMT e impostos indiretos, bem como medidas anunciadas que não constam na proposta de orçamento.  

O encerramento esteve a cargo do diretor da Católica Porto Business School, João Pinto, que destacou a importância do debate público e informado sobre as políticas orçamentais: “O OE26 não pode ser apenas um exercício de equilíbrio orçamental. Tem de ser, acima de tudo, uma alavanca para o futuro. Contém medidas importantes, mas que, na sua maioria, representam continuidade e ajustamento mais do que transformação estrutural”. Agradeceu ainda a presença dos participantes e oradores, porque “a Católica Porto Business School tem o papel de ser um espaço de encontro entre a academia, as empresas e os decisores públicos, contribuindo para construir um futuro mais competitivo, justo e sustentável”.  

Com cerca de 400 participantes, entre presença física e online, esta conferência reforçou a missão da Escola de partilha de conhecimento e de ligação entre o mundo académico e o tecido empresarial, oferecendo também aos estudantes das áreas de Finanças, Economia, Gestão e Fiscalidade uma oportunidade de aprofundar temas de grande relevância prática e atualidade. 

20-10-2025

ESB lança a 4.ª edição do concurso “Inventar a Alimentação do Futuro”

A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa lança a 4.ª edição do concurso “Inventar a Alimentação do Futuro”, um desafio dirigido a alunos do 9.º ano e do ensino secundário de todo o país, convidando-os a refletir sobre o papel da alimentação na sustentabilidade, na economia e na saúde.

Num contexto global marcado pelas alterações climáticas, conflitos e escassez de recursos, o direito à alimentação continua longe de ser uma realidade universal. Em conformidade com o mote das Nações Unidas para o Dia Mundial da Alimentação 2025 — “Fome Zero” — este desafio visa sensibilizar as novas gerações para a urgência de garantir alimentação saudável, acessível e sustentável para todos.

Cada equipa, composta por um professor responsável e entre um a quatro estudantes, deve conceber e justificar uma receita que seja simultaneamente saudável, económica e ambientalmente sustentável. Os participantes devem documentar o processo de preparação com fotografias e vídeos, apresentando o resultado final e explicando as suas escolhas no formulário de candidatura.

As receitas serão avaliadas por um júri composto por professores e especialistas das áreas da nutrição, tecnologia alimentar e sustentabilidade, que atribuirão os prémios principais: Receita do Ano (250€ para o ensino secundário e 100€ para o 9.º ano) e, as distinções nas quatro subcategorias:

  • Sabor a Mar
  • Street Food
  • Plantas Silvestres Comestíveis
  • Leguminosas Luminosas

Os trabalhos podem ser submetidos até 1 de dezembro de 2025, e os finalistas serão anunciados a 7 de janeiro de 2026. A final nacional terá lugar a 13 de fevereiro de 2026, na Escola Superior de Biotecnologia, no Porto, com a participação do chef Hélio Loureiro no júri.

 

Formulário de inscrição

 

16-10-2025

Abertura do ano letivo 2025-26: “a universidade cultiva a esperança no futuro”

Foi no dia em que a Universidade Católica Portuguesa celebrava o seu 58.º aniversário que decorreu, no Porto, a cerimónia nacional de abertura do ano letivo 2025-26. “Celebramos 58 anos de uma História de ambição, de autonomia, de serviço à igreja e ao País”, começou por assinalar no discurso de abertura a Reitora, Isabel Capeloa Gil, lembrando o Decreto Lusitanorum Nobilissima Gens, de 13 de outubro de 1967.

Após dar as boas-vindas aos novos alunos e de manifestar “sincera admiração” pelos recém-graduados que, neste evento, receberam os seus diplomas, a Reitora recorreu à tela ‘Metáfora Bianco’, do artista brasileiro e frade franciscano Sidival Fila, para refletir sobre a ideia e a função atual das universidades.

“A universidade é uma instituição enraizada na tradição, mas perpetuamente aberta à transformação e que tem de avançar através de uma orientação contínua para a esperança, que dá aos seus alunos e às partes interessadas com quem labora. É muito mais do que o espaço da euforia otimista da tecnologia. É a instituição que cultiva a esperança no futuro”, observou Isabel Capeloa Gil. É também, acrescentou “local de busca permanente, espaço heterogéneo, recetivo a vozes diversas, onde a história é preservada e transmitida”.

Na sua intervenção, a Reitora apontou ainda alguns dos principais projetos a desenvolver este ano letivo, como o ‘UCP Nova Geração’, um “projeto pedagógico de transformação ambiciosa, exigente, dos mais difíceis que a Universidade encetou”. Direcionado para os cursos de primeiro ciclo, “abarca modelos e metodologias de ensino, um reequacionar dos perfis de competências exigidas em quadros profissionais, culturais e sociais complexos exigentes e a integração de um currículo partilhado obrigatório”, com três eixos que incluem disciplinas de identidade e missão, as novas humanidades as tecnologias emergentes como a Inteligência Artificial e a programação. Referiu também os projetos de capacitação no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência e a continuidade da transformação infraestrutural nos 4 campi, incluindo o novo Campus Veritati, em Lisboa.

Isabel Capeloa Gil concluiu, reforçando a “dimensão ética e da liderança moral que as instituições educativas, como as universidades, devem afirmar”, para “desenvolver o país, capacitar as pessoas e promover a investigação e a ciência sempre orientadas para o bem-comum”.

Convidada a falar da sua experiência, a alumna Raquel Seabra, hoje administradora executiva da Sogrape, referiu-se à Católica como “mais do que uma escola, é uma família, comungam-se e transmitem-se valores, criam-se pontes e ensina-se o diálogo, partilha-se um sentido maior que nos transcende, faz crescer o indivíduo como parte de um coletivo”.

“É uma comunidade de impacto, uma rede de partilha e de amparo entre os seus membros, é um lugar seguro onde se continuarão a discutir ideias, a promover sem medos o conhecimento, a inovação e a ciência. É a casa, a casa onde todos e cada um de nós aqui nesta sala encontrará o conforto e a segurança para ser e fazer-se ouvir de corpo inteiro”, sublinhou ainda a gestora, formada pela Católica-Lisbon.

Nesta ocasião, foram também entregues os Prémios UCP/Caixa Geral de Depósitos, os Prémios Inovação Pedagógica e a Bolsa UCP4Success. E os docentes com 24 e 40 anos de carreira foram distinguidos com Medalhas de Mérito.

A encerrar a cerimónia, o bispo do Porto, D. Manuel Linda, deixou uma mensagem aos alunos e aos docentes: “caros alunos, há um diamante dentro de cada um de vós e a educação nesta Universidade Católica ajuda a poli-lo e a fazê-lo brilhar num mundo que não necessita de escuridão, mas de luzes que nos iluminem. Senhores professores, ajudem os vossos alunos a lapidar esse mesmo diamante. Sejam luz”.

 

15-10-2025

Pages