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Ricardo Costa: “Não existem empresas extraordinárias sem pessoas extraordinárias.”

Ricardo Costa é presidente do Grupo Bernardo da Costa e autor do livro “A Felicidade é lucrativa”. Natural de Braga, fez o MBA da Católica Porto Business School, entre 2010 e 2012, experiência que descreve como um “grande desafio” e como uma oportunidade especialmente marcante pelas pessoas com quem se cruzou. Tem assumido os temas da felicidade no trabalho e da liderança humanizada como uma missão: “O que quero é que os empresários percebam que quanto mais investimos nas nossas pessoas, mais produtividade e mais rentabilidade temos.” Nesta entrevista, fala do desafio da requalificação motivado pelo desenvolvimento exponencial da inteligência artificial e confessa-se, também, um “defensor acérrimo da criação da Área Metropolitana do Minho”.

 

É Presidente do Grupo Bernardo da Costa. Que dimensão tem, atualmente, o grupo?

Somos um grupo que nasceu em 1957 e que hoje conta com 11 empresas em áreas muito diversas. A principal é a segurança eletrónica com presença em Portugal, Espanha, Brasil e Marrocos. Depois temos empresas em diferentes áreas como as casas inteligentes, áudio e vídeo profissional, Marketplace, a formação, consultoria, intermediação de crédito e literacia financeira... empregamos cerca de 380 pessoas e, em 2024, tivemos um volume de negócios superioe a 82 milhões de euros.

 

Quais são as suas principais referências?

A minha família. O meu avô, o meu pai e o meu tio, que conduziram o Grupo Bernardo da Costa, na altura ainda era só empresa, sempre tiveram uma cultura de valorização das pessoas. Sempre quiseram que os colaboradores se sentissem parte da família. Valores como o respeito, a solidariedade, a partilha, a segurança, a confiança e a cooperação já são praticados há 68 anos.

 

Qual é o maior desafio da posição que ocupa?

Ter as pessoas certas nos lugares certos, no momento certo. É isso que faço todos os dias. Procurar essas pessoas, motivá-las individualmente e em equipa. Este é o meu maior desafio. E, claro, contribuir com uma estratégia que permita antecipar tendências. Se não for possível antecipar, pelo menos não ficar atrás. Mas o segredo está mesmo em antecipar.

 

É autor do livro “A Felicidade é Lucrativa” e um dos conceitos centrais do livro é a liderança humanizada. De que forma é que o Grupo Bernardo da Costa aplica este conceito?

Aí está um tema onde conseguimos antecipar uma tendência. Porque nós não falamos de liderança humanizada em 2025, mas já há muitos anos. Em 2017, criámos o nosso Departamento da Felicidade que foi o primeiro em Portugal. Temos colhido os frutos de termos antecipado esta tendência e necessidade, tanto ao nível da rotatividade como, acima de tudo, da nossa capacidade de atrair os melhores talentos. Porque não existem empresas extraordinárias sem pessoas extraordinárias.

 

Portugal está no bom caminho? Há cada vez mais pessoas a praticar uma liderança humanizada?

Acredito que há mais líderes a apostar nisto, até porque é incontornável. Ou as empresas adotam este caminho, ou acabam por perder as pessoas para outras geografias, que é o que infelizmente já acontece em larga escala. Precisamos do bom talento, aquele que as nossas universidades formam tão bem e a Católica é um excelente exemplo disso. Felizmente, está a fazer-se esse caminho. Cada vez há mais líderes a defender esta liderança empática e humanizada e eu estou convencido de que vai mesmo ser incontornável. O mercado vai encarregar-se de demonstrar que, a não ser que atuem em nichos muito específicos, em setores altamente rentáveis, as empresas vão precisar das melhores pessoas para competir. E para ter as melhores pessoas, é preciso tratá-las bem.

 

Que características considera imprescindíveis para uma liderança humanizada?

Coerência, consistência, bom senso e empatia. A inteligência emocional é fundamental. É preciso saber o que é realmente relevante, é preciso colocar-se no lugar do outro quando se analisa uma situação, um comportamento ou uma atitude.
É preciso, também, saber tolerar e até fomentar o erro. Não podemos mais criminalizar o erro. O erro faz parte do crescimento. Não há inovação nem disrupção sem erro. Claro que se for o mesmo erro duas ou três vezes, já não é erro, é uma decisão. O bom líder também tem de ser um facilitador, um agente da mudança. A mudança é o novo normal. Nunca como hoje aquela frase de Darwin foi tão importante – “Não é o mais forte nem o mais inteligente que sobrevive, mas o que melhor se adapta à mudança.” Ao mesmo tempo, é fundamental que o líder perceber o propósito das pessoas com quem trabalha e fomentar a criação de relações em contexto de trabalho, está mais que demonstrado que relações de amizade criadas em contexto profissional aumentam até sete vezes o comprometimento das pessoas com a organização. Acima de tudo, o líder tem de dar o exemplo, com empatia, com capacidade de inspirar e motivar.

 

Há uma expressão que sei que não gosta particularmente – “reter talento”. Porquê?

Não gosto e até me causa urticária. Já mudei cartazes de conferências por causa disso. Não podemos falar em retenção de talento, mas em atração de talento. Devemos atrair quem queremos contratar e continuar a atrair quem já está connosco. É como num casamento: a mulher não retém o marido ou o marido a mulher. Eles têm de se atrair constantemente para que nenhum queira desistir ou deixar a relação. Nas empresas é igual.

 

A questão da felicidade no trabalho já não é apenas um objetivo profissional, mas assume-a também como uma causa na sua vida …

Interessa-me verdadeiramente transformar a forma como se pensa o trabalho. A maioria das pessoas encara o trabalho como um sacrifício necessário para ganhar um ordenado e comprar coisas que supostamente trazem felicidade. Mas está mais do que provado que essa felicidade, baseada em bens materiais, é muito efémera. Passamos a maior parte do nosso tempo acordado a trabalhar e, por isso, se o trabalho não for um momento de felicidade, toda a nossa vida deixa de fazer sentido. É esta a minha causa. Acredito profundamente nisto. Não faz sentido que tanto tempo da nossa vida seja passado em ambientes tóxicos e infelizes. Por isso, o que quero é fazer com que os empresários percebam que quanto mais investimos nas nossas pessoas, mais produtividade e mais rentabilidade temos. Mas há também uma missão: proporcionar às pessoas que trabalham connosco um ambiente saudável, seguro, que respeite o bem-estar e o equilíbrio entre vida pessoal, profissional e familiar.

 

Em 2010, vem fazer o MBA à Católica Porto Business School. Qual foi a sua motivação?

Vim pelo desafio pessoal e porque, naturalmente, valorizo sempre a formação e a qualificação ao longo da vida. Portugal é o segundo pior país da OCDE nesse aspeto. Eu quero contrariar esta tendência e procuro, regularmente, fazer formação.

 

O que é que mais o marcou?

Sem dúvida, as pessoas que conheci: os colegas e os professores, muitos dos quais ainda mantenho contacto. A partilha com todas essas pessoas foi mesmo o mais importante e marcante. As semanas internacionais também foram muito importantes, tanto em São Paulo como em Barcelona. Foi uma experiência que valeu muito a pena e que me permitiu reforçar e consolidar conhecimentos que já tinha e adquirir muitos outros novos. Mas foi um grande desafio, porque o MBA era mesmo muito intenso, tínhamos aulas semanalmente e havia sempre muitos trabalhos e solicitações e, para além disso, também tínhamos de ter tempo para estudar as matérias e realizar os trabalhos.

 

Como é que olha para o desenvolvimento exponencial da tecnologia e da inteligência artificial?

O que a inteligência artificial e o desenvolvimento tecnológico não conseguem substituir são as pessoas e a partilha genuína das experiências. Olho para estes avanços tecnológicos como uma ótima oportunidade para nos requalificarmos e realizarmos tarefas cada vez mais produtivas e prazerosas. E deixar as tarefas mais aborrecidas para as máquinas.

 

Considera que, de alguma forma, a inteligência artificial pode contribuir positivamente para a felicidade no trabalho e para a realização profissional?

Acho que sim. No sentido em que permite que algumas funções, que são de facto muito monótonas, sejam automatizadas. Assim, essas pessoas poderão dedicar-se a algo mais prazeroso, que exija competências mais desenvolvidas e inatas. Mas isto traz-nos o grande desafio da requalificação. Basta ver o que dizem pessoas como o Bill Gates: entre 30% a 40% das funções atuais vão ser desempenhadas por inteligência artificial nos próximos 10 anos. Isto não significa que 30% a 40% das pessoas vão ficar sem trabalho, mas sim que essas pessoas terão de se requalificar para fazerem outras coisas.

 

Uma viagem especialmente marcante?

A Lapónia foi, sem dúvida, marcante. Já com mais de 40 anos voltei a sentir-me um menino, quase a acreditar no Pai Natal (risos). Toda a experiência com as renas, os huskies, a aldeia do Pai Natal, as auroras boreais… marcou-me muito.
Também gosto muito do Brasil. Temos negócios lá, por isso vou com alguma frequência. O Brasil conquista-me pelas pessoas, que nos fazem sentir em casa.

 

Apesar de viajar muito, sabe bem voltar a Braga …

Sabe muito bem-estar em Braga. Acabei de vir do Vietname, Laos e Camboja, viagem que gostei muito, mas entrar em casa, dormir na minha cama… não há nada que pague isso. Sou um defensor acérrimo de Braga e do Minho, e da criação de uma área metropolitana do Minho. Entre 2021 e 2024 fui presidente da Associação Empresarial do Minho. Hoje sou presidente do Conselho Geral. Em 2016, fui nomeado embaixador empresarial de Braga. A Associação foi a primeira a propor a ideia da criação de uma área metropolitana do Minho, agora adotada por vários candidatos às autárquicas. O antigo Ministro da Economia, António Costa e Silva, dizia que este polígono – composto por Braga, Guimarães, Famalicão, Barcelos e Viana - era o motor da economia nacional. E é verdade: pela capacidade industrial, pela inovação tecnológica, pelas indústrias têxteis, pela metalomecânica, pela construção civil e, também, pelas tecnologias da informação. Infelizmente, não recebemos do Governo central o mesmo que contribuímos para o país – em criação de riqueza, emprego e exportações. Está na hora dos autarcas da região se unirem para mostrar a força em conjunto. O problema é que cada um tem falado por si, com uma visão ainda muito minifundiária. Temos de perceber que juntos somos muito mais fortes e que a cooperação é fundamental.

 

12-06-2025

Pedro Abrunhosa e José Azeredo Lopes debatem os novos sentidos da Soberania na Escola Superior de Biotecnologia

O que é (hoje) a Soberania? Este foi o mote para mais uma Conversa sobre Ciências & Sociedade que contou com a participação de José Azeredo Lopes, docente e coordenador do International Studies Programme da Faculdade de Direito da Universidade Católica, e do músico Pedro Abrunhosa.

O conceito de soberania deixou de estar exclusivamente ligado ao poder dos Estados sobre o seu território físico e passou a abranger dimensões tão diversas como a cultura, a tecnologia, a ciência, a energia ou a própria identidade individual. Num diálogo vivo e multidisciplinar, moderado por Tim Hogg, docente e coordenador da Licenciatura em Ciências e Sociedade da Escola Superior de Biotecnologia, discutiu-se como, num mundo global e interdependente, a soberania se fragmenta, reinventa e ganha novos sentidos.

Sem uma afirmação no plano cultural e digital, um dia não poderemos dizer que somos soberanosafirmou Pedro Abrunhosa, sublinhando a necessidade de afirmação ativa na cultura e no espaço digital para garantir autonomia.

Se perdermos a língua estamos a liquidar parte da nossa soberania, sem que percamos o território. Quem se identifica junta-se, quem se junta tem um território, quem tem um território tem uma estrutura de poder: esta é a construção de soberania que cada vez mais se afasta de uma noção territorial,”, destacou José Azeredo Lopes.

A conversa, que decorreu no dia 5 de junho no Auditório Comendador Arménio Miranda, no Edifício de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, integra o ciclo Conversas sobre Ciências & Sociedade que pretende destacar a importância da multidisciplinaridade e do cruzamento de saberes para se dar resposta aos desafios do mundo atual.

 

12-06-2025

Universidade Católica acolheu seminário para pensar e praticar a Transparência no setor da Economia Social

Vamos Cozinhar a Transparência? — Um roteiro pela Prestação de Contas Transparente na Economia Social” foi o nome do seminário promovido pela Área Transversal para a Economia Social (ATES) da Universidade Católica Portuguesa com o objetivo de cultivar, de forma coletiva e crítica, novas formas de pensar e praticar a Transparência no setor da Economia Social. A iniciativa, que decorreu a 4 de junho, reuniu oradores e participantes de várias geografias, territoriais e de saberes, num encontro que combinou reflexão crítica, partilha de experiências e práticas colaborativas em torno de um tema central para o setor: a Prestação de Contas transparente.

Partindo da metáfora em torno do verbo “cozinhar” — associado ao cuidado, à partilha e à transformação —, o Seminário assentou num roteiro sensorial e participativo: da escuta atenta à partilha de ferramentas, passando por conversas entre viajantes e hortas metafóricas onde se semearam ideias para o futuro.

O encontro teve início com a intervenção de Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da UCP, e Bruno Coutinho, em representação do BPI/Fundação "la Caixa", seguindo-se a apresentação do roteiro percorrido no âmbito do Projeto “Transparência nas Organizações de Economia Social Portuguesas”e a exploração de um menu para uma Prestação de Contas mais transparente porAnabel Cruz, do Instituto de Comunicación y Desarrollo (ICD — Uruguai).

Durante a manhã, os participantes puderam escolher entre três sessões paralelas — dedicadas aos temas da Governação, da Comunicação e do Impacto —, onde tiveram lugar diálogos críticos e participados. Na parte da tarde, o encontro desenrolou-se em torno de três hortas temáticas — espaços de conversa e experimentação em que se discutiram Impacto e Prestação de Contas Descendente e Ascendente. O Seminário terminou com a apresentação do “Kit de Jardinagem”, composto por três ferramentas — a Norma ONG Calidad, do Instituto para la Calidad de las ONG (ICONG); o Código de Conduta da Plataforma Portuguesa das ONGD; e o Mecanismo de Prestação de Contas Transparente criado pela ATES/UCP —, pensadas para apoiar as organizações na construção de práticas gestionárias mais claras, cuidadas e participadas.

Mais do que um evento pontual, este Seminário foi um encontro movido por uma vontade genuína de “cozinhar” em conjunto, possibilidades para uma Prestação de Contas mais consciente e transformadora, interpelando e implicando cada participante numa reflexão aprofundada sobre formas de pensar, comunicar e legitimar o trabalho no setor da Economia Social.

O projeto “Transparência nas Organizações da Economia Social portuguesas” é promovido pela ATES/UCP – Porto e apoiado pela Fundação Porticus e pelo BPI/Fundação "la Caixa".

 

Mais informação aqui

12-06-2025

CASO celebra ano de voluntariado e impacto na comunidade

Chegou ao fim mais um ano de voluntariado da CAtólica SOlidária (CASO) que contou com 400 estudantes voluntários em experiências regulares, pontuais e internacionais em diferentes instituições parceiras.

Carmo Themudo, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Integral da Pessoa da UCP, destaca que "É com grande satisfação e orgulho que encerramos mais um ano repleto de aprendizagens, parcerias consolidadas e impacto social, gratas por cada momento partilhado e motivadas a continuar a construir pontes entre a academia e a comunidade através do voluntariado que tanto nos move.”

“É com alegria que vejo o voluntariado a crescer, este ano o número de voluntários regulares aumentou 40%, o que demonstra um maior envolvimento dos alunos em ações de voluntariado e o seu compromisso em contribuir ativamente para Comunidade”, refere Constança Barbosa, coordenadora da CASO.

Para encerrar o ano e permitir a reflexão sobre a importância do voluntariado, a CASO, o núcleo de voluntariado da Católica no Porto, organizou dois eventos para voluntários e instituições parceiras.

Os voluntários estiveram reunidos no Encontro Final, no dia 20 de maio, para um peddy paper pela Universidade. Através de palavras cruzadas, de um quizz e de diferentes dinâmicas de equipa, os voluntários puderam refletir sobre os momentos mais felizes e desafiantes no voluntariado e, também, puderam discutir sugestões e dinâmicas para o futuro. Um encontro que reforçou os laços entre voluntários e que permitiu a partilha de experiências.

“A experiência de voluntariado na CASO teve um grande impacto em mim, tanto a nível pessoal como académico. Aprendi a valorizar mais o trabalho em equipa e a escuta ativa, desenvolvi empatia pelas diferentes realidades sociais e ganhei uma maior consciência do meu papel enquanto cidadã. Além disso, ajudou-me a crescer em responsabilidade e a sentir que posso contribuir de forma concreta para a mudança na comunidade”, partilhou Joana Mariano, estudante da Católica Porto Business School e voluntária da área Ser + Especial.

Já no dia 5 de junho, decorreu a sessão de encerramento do ano com as instituições parceiras. A sessão contou com um momento informal com o Professor Robert Bringel, especialista na metodologia Aprendizagem-Serviço, para refletir sobre os desafios e oportunidades desta metodologia. Já Filipe Pinto, docente da Universidade Católica e responsável da Área Transversal de Economia Social, conduziu uma apresentação intitulada “Avaliar para Crescer: O Impacto Social como Motor de Desenvolvimento”, com o objetivo de ajudar os parceiros a entender melhor como avaliar o impacto das atividades que realizam.

Durante o encontro com as instituições parceiras, foram, também, destacados os principais números, as principais atividades desenvolvidas, e a avaliação do trabalho voluntário realizado pelos estudantes voluntários. Marcaram, também, presença no evento Isabel Braga da Cruz, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, e Marta Vasconcelos, membro da Equipa Executiva do Centro Regional do Porto.

Com esta iniciativa, a CASO encerra formalmente o seu ano letivo de atividades, embora prossiga com os preparativos para o envio de voluntários aos programas de voluntariado internacional FLY e GAS’África, que terão lugar nos meses de julho e agosto.

11-06-2025

RUMO à Saúde abre portas a oportunidades internacionais para estudantes de Enfermagem

A Universidade Católica Portuguesa no Porto promoveu a 3.ª edição do RUMO à Saúde – Oportunidades Internacionais, um evento dedicado à empregabilidade e mobilidade internacional na área da Saúde. Dirigida sobretudo a estudantes finalistas da Licenciatura em Enfermagem, esta iniciativa visou dar a conhecer possibilidades concretas de trabalho fora de Portugal, num setor com forte procura de profissionais qualificados a nível europeu.

Realizado em formato online, o evento reuniu um hospital universitário – o Centro Hospitalar Universitário de Liège – e seis empresas internacionais de recrutamento - Amplia Talents, Holalemania, Moving People, Temporales Group (Care Talent), Ventimiguis e Vitae Professionals.

A apresentação das empresas esteve a cargo de Tânia Costa, docente e coordenadora das Relações Internacionais e Mobilidade da Escola de Enfermagem (Porto) da UCP. A sessão contou com a presença de cerca de 100 estudantes finalistas, refletindo o interesse crescente pelas oportunidades de internacionalização no início de carreira.

A iniciativa, que decorreu a 2 de junho, integra a estratégia da Universidade Católica no apoio à empregabilidade dos seus estudantes, levada a cabo pelo Serviço de Estudantes e Empregabilidade, que tem a seu cargo a organização de eventos e feiras de empregabilidade, oficinas de empregabilidade, portal de emprego, apoio a estágios e apoio aos estudantes nesta temática.

11-06-2025

Nuno Pinheiro Torres nomeado secretário de Estado Adjunto da Política da Defesa Nacional

Docente da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa, Nuno Pinheiro Torres, integra o XXV Governo Constitucional como secretário de Estado Adjunto da Política da Defesa Nacional. A cerimónia oficial de tomada de posse teve lugar a 6 de junho, pelas 12h00, no Palácio Nacional da Ajuda.

Com uma carreira consolidada na área do Direito Internacional, Nuno Pinheiro Torres faz parte do corpo docente do International Studies Programme da Universidade Católica Portuguesa. Em novembro de 2024, foi nomeado membro executivo do Conselho de Administração da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).

Ao longo do seu percurso profissional, acumulou vasta experiência em organismos nacionais e internacionais, tendo desempenhado funções como diretor-geral de Política de Defesa no Ministério da Defesa Nacional entre 2012 e 2020. Participou, ainda, na missão das Nações Unidas para a investigação de crimes cometidos pelo Da’esh/ISIL no Iraque (UNITAD), bem como na Administração Transitória das Nações Unidas em Timor-Leste (UNTAET).

Refira-se que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, são antigos alunos da Faculdade de Direito – Escola do Porto da Universidade Católica Portuguesa, sendo este último também docente convidado na área de Ciência Política.

09-06-2025

Católica Porto Business School e Universidade dos Açores lançam Pós-Graduação em Gestão Sustentável

Resultado de uma parceria entre a Universidade Católica Portuguesa (Católica Porto Business School e Escola Superior de Biotecnologia) e a Universidade dos Açores (Faculdade de Ciências Agrárias e do Ambiente e Faculdade de Economia e Gestão), a Pós-Graduação em Gestão Sustentável pretende capacitar profissionais para integrar a sustentabilidade no centro das decisões estratégicas e operacionais das organizações. Com início previsto para setembro de 2025, as aulas vão ter lugar no Campus de Angra do Heroísmo, na Terceira. 

O programa tem uma abordagem multidisciplinar e prática, cruzando a sustentabilidade com áreas como as finanças, o marketing, a liderança ou a estratégia corporativa. Ao longo do curso, os participantes vão desenvolver um plano de ação para a sustentabilidade, adaptado à realidade das suas empresas ou áreas de intervenção. 

“Precisamos de líderes que saibam criar valor sem comprometer o futuro”, afirma o diretor da Católica Porto Business School, e um dos diretores da pós-graduação, João Pinto. “Esta formação responde à urgência de preparar profissionais capazes de tomar decisões informadas, éticas e alinhadas com os desafios ambientais e sociais que enfrentamos”. 

Também Nuno Martins, professor catedrático da Católica Porto Business School e outro dos diretores da pós-graduação, sublinha a atualidade do programa: “os problemas complexos que atravessamos exigem soluções integradas. A Pós-Graduação em Gestão Sustentável cruza pensamento estratégico com sustentabilidade, e dá resposta a uma necessidade real das organizações”. 

A parceria com a Universidade dos Açores confere ao programa uma dimensão territorial e ambiental relevante. Para João Carlos Teixeira, diretor da pós-graduação e docente da Faculdade de Economia e Gestão da instituição açoriana, “esta formação representa uma oportunidade para preparar quadros que compreendam o valor da sustentabilidade em contextos reais e periféricos, com impacto direto nas comunidades e nos ecossistemas locais”. 

 

As candidaturas já se encontram abertas, e os interessados podem obter mais informações na página oficial da pós-graduação: catolicabs.porto.ucp.pt/gestao-sustentavel 

Sobre a Católica Porto Business School  

A Católica Porto Business School está entre as melhores escolas de negócios do mundo, fazendo parte de um grupo muito restrito, a nível global, de 1% de escolas com distinções de acreditação EQUIS, AMBA e AACSB. Integra também o Top100 do Financial Times European Business School Rankings – 2024. Este reconhecimento atesta a excelência de toda a atividade, incluindo Ensino, Investigação e Impacto na Sociedade. A Católica Porto Business School é uma faculdade da Universidade Católica Portuguesa reconhecida internacionalmente pelo desenvolvimento integral de profissionais para uma sociedade sustentável e global, assim como pela produção de conhecimento nas áreas da Gestão e da Economia. https://catolicabs.porto.ucp.pt 

06-06-2025

Investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina reforçam cooperação em biofabricação para a saúde

A cidade de Vigo acolheu a IV Conferência IBEROS+, um encontro que reuniu os 17 grupos de investigação que integram o Instituto de Biofabricação em Rede para o Envelhecimento Saudável (IBEROS+), bem como representantes de empresas e centros de inovação da Galiza e do Norte de Portugal, nomeadamente do Centro de Biotecnologia e Química Fina. O objetivo: partilhar avanços científicos, identificar sinergias e potenciar novas colaborações na área da biofabricação.

Ana Leite Oliveira, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF) da Escola Superior de Biotecnologia, destacou a importância desta rede para a investigação em curso: A rede IBEROS+ tem sido fundamental para o grupo de Biomateriais e Tecnologia Biomédica criar parcerias estratégicas em áreas técnicas complementares à nossa, completando o ciclo de desenvolvimento dos materiais e tecnologias que temos proposto. Por exemplo, a validação da resposta imune, dos materiais que estamos a desenvolver, com vista a garantir a segurança e eficácia dos mesmos, tem sido possível graças à colaboração com o grupo da investigadora África González da Universidade de Vigo, dada a sua reconhecida experiência na área.

Ao longo da conferência, foram apresentadas as competências e linhas de investigação dos diferentes membros do consórcio, com especial destaque para o desenvolvimento de terapias avançadas, a bioimpressão 3D e a engenharia de tecidos e órgãos.

A sessão de abertura esteve a cargo de Lorena Boquete, em representação do Centro de Fabrico de Terapias Avançadas da Galiza (Galaria), que destacou a importância de transformar os avanços em biofabrico em soluções clínicas concretas, com impacto direto na saúde pública.

Daniel Nieto apresentou os projetos do Laboratório de Biofabricação Avançada do CICA (Universidade da Corunha), centrados na bioengenharia translacional e na inovação em bioimpressão. Já María Gloria Álvarez deu a conhecer o trabalho da plataforma de impressão 3D do Instituto de Investigação Biomédica da Corunha (INIBIC), com foco na prototipagem de dispositivos médicos e participação em redes internacionais.

A componente empresarial foi sublinhada por Loli Pereiro, diretora do Bioga – Cluster Galego das Ciências da Vida –, que salientou o papel das empresas e centros de I&D na transferência de tecnologia nas áreas do agroalimentar, biomateriais, bioprocessos e biomedicina.

Durante a conferência, os membros do consórcio IBEROS+ apresentaram ainda os progressos dos projetos colaborativos em curso, assim como os primeiros contributos para o Livro Branco sobre Biofabricação. Este documento estratégico procurará antecipar tendências e apoiar a tomada de decisão por parte de investigadores, decisores políticos e empresas da Eurorregião Galiza–Norte de Portugal, face a um mercado em forte expansão.

O evento, que se realizou a 30 de maio, reforçou, mais uma vez, o valor das redes de colaboração transfronteiriça para acelerar a inovação e posicionar a Eurorregião como uma referência na medicina regenerativa, bioimpressão e bioengenharia ao nível europeu.

05-06-2025

Chukwuemeka Gerald Ugwuanyi: “Recomendo vivamente estudarem na Universidade Católica Portuguesa no Porto!”

Chukwuemeka Gerald Ugwuanyi tem 38 anos e é nigeriano. É estudante do Mestrado em Engenharia Biomédica da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Entusiasmado pelo currículo do curso, Chukwuemeka Gerald Ugwuanyi veio atrás do desejo de aprofundar o seu conhecimento nesta área para poder seguir para investigação. Planos para o futuro? Voltar para a Nigéria para poder contribuir para o desenvolvimento da área da Engenharia Biomédica. Lugar preferido do Porto? A praia!

 

É estudante do Mestrado em Engenharia Biomédica da Escola Superior de Biotecnologia. Porquê a escolha deste mestrado?

Na Nigéria, estudei Engenharia Eletrónica. Antes de vir para o Porto, trabalhava como engenheiro de software na área da tecnologia para a saúde. Na área da Engenharia Biomédica, tenho especial interesse em Engenharia de Tecidos e Neuro próteses. Escolhi este mestrado porque o plano curricular me motivou muito. A Engenharia Biomédica é uma área muito ampla e, consoante a instituição, pode ter uma vertente mais focada na física ou na engenharia eletrónica, ficando a parte clínica e biológica mais como complemento. No caso da Católica, como o mestrado é oferecido pela Escola Superior de Biotecnologia, o foco está na componente biotecnológica. É um mestrado único. Claro que também há conteúdos da área da engenharia, mas a estrutura curricular tem uma abordagem muito centrada na biotecnologia, com muitos professores e investigadores da área.

 

Como é que descobriu a Universidade Católica Portuguesa no Porto e o mestrado que frequenta?

Descobri sobretudo através do website. A informação estava muito clara, tanto sobre o currículo como sobre os professores. Havia também detalhes práticos sobre propinas e calendário, o que ajudou muito na decisão. Além disso, troquei alguns e-mails com os serviços académicos, que foram muito prestáveis e esclareceram todas as minhas dúvidas. Acabou por ser tudo uma surpresa agradável para mim. Eu nem conhecia a cidade do Porto. Conhecia Lisboa e o Algarve, mas não o Porto. Foi o interesse pela Católica que me levou a conhecer o Porto.

 

Como decorreu o processo de adaptação?

Adaptei-me bem e tive uma surpresa muito positiva: houve sempre uma grande quantidade de pessoas dispostas a ajudar. Para quem acaba de chegar sozinho a um país novo, é muito reconfortante saber que há pessoas que nos podem dar apoio e que podem ajudar no processo de integração.

 

Como descreve o ambiente académico da Universidade Católica?

A Universidade Católica no Porto tem-me proporcionado, até agora, um ambiente de aprendizagem muito positivo. É revigorante poder conviver com um grupo tão vasto de pessoas intelectualmente curiosas, reunidas numa só comunidade. A minha relação com os colegas e professores é calorosa e motivadora. Todos demonstram entusiasmo em apoiar-se mutuamente nas explorações académicas. Através da Católica, também já tive a oportunidade de me envolver noutras causas, como é exemplo o voluntariado que fiz na cantina da Porta Solidária. Foi uma experiência muito boa. Outro aspeto importante de destacar é o facto de o horário das aulas ser compatível com a vida profissional e permite que os estudantes mantenham a sua atividade profissional em paralelo, se necessário.

 

Como é a relação com os professores?

Há uma proximidade grande com os professores e há uma grande vontade para nos ajudarem em tudo o que precisamos. Quando algum aluno tem dúvidas, os professoras não hesitam em dar-nos todo o apoio necessário. Outro elemento importante de destacar é o facto de os professores não estarem exclusivamente preocupados em darem a matéria que lhes compete. A preocupação dos professores é genuína e o que mais querem é acompanhar-nos no nosso percurso académico. É um tipo de postura que não é habitual, é rara e, por isso, é de grande valor para todos os que estudam na Católica. É um aspeto muito diferenciador.

 

De que forma considera que estudar na Universidade Católica vai impactar o seu futuro profissional?

Desde já, os professores mostram-nos como aquilo que estamos a aprender se aplica na indústria. Em algumas cadeiras, chegam a convidar profissionais do setor para nos explicarem como usam esses conhecimentos no dia a dia. Isso ajuda-nos a perceber qual pode ser o nosso caminho. Acredito que estudar na Católica vai ter um impacto muito positivo na minha vida profissional.

 

Quais os planos que tem para o seu futuro profissional?

O meu objetivo, a curto prazo, é seguir para investigação. Idealmente, gostaria de fazer isso na Nigéria, porque é a minha casa e porque a área da Engenharia Biomédica ainda está pouco desenvolvida lá. Há muito a fazer. Mas o problema no meu país é mesmo a falta de oportunidades: quase não há empregabilidade nesta área. Por isso, é provável que os primeiros anos da minha carreira não possam ser passados na Nigéria, mas se possível, gostaria de regressar mais tarde e ajudar a criar e desenvolver esta área.

 

Porque é que é importante investir em investigação?

A investigação é um investimento a longo prazo. É como perguntar “Vale a pena mandar uma criança para a escola ou pô-la, desde nova, a trabalhar no campo?” Pode não haver retorno imediato, mas o impacto transforma gerações. A investigação responde às grandes questões, permite-nos melhorar vidas, desenvolver soluções - seja na saúde, na tecnologia, no ambiente. A investigação devia ser mais valorizada e apoiada, tanto pelos governos como pelas empresas.

 

E sobre viver no Porto… Como tem sido a hospitalidade?

Surpreendentemente acolhedora. As pessoas fazem questão de garantir que se percebe bem as indicações que se pede e fazem-no com entusiasmo!

 

Qual a maior diferença cultural sentida?

A comida, claro.

 

Qual o seu local preferido da Cidade do Porto?

A praia.

 

Que conselho daria a outros estudantes internacionais que estejam a considerar estudar na Universidade Católica no Porto?

Não hesitaria em dizer que é um bom local para estudar. Aqui terão todas as oportunidades para aprenderem a fundo a área que escolherem. Recomendo vivamente estudarem na Universidade Católica Portuguesa no Porto!

 

05-06-2025

Escola das Artes lança mestrado inovador em Criatividade Digital com parcerias Europeias

A Escola das Artes abre no próximo ano letivo um programa inovador na área da criatividade digital, uma área que combina arte, tecnologia e inovação, desenvolvido em colaboração com duas instituições parceiras.

Com foco na interdisciplinaridade, o programa Digicréa é oferecido por um consórcio de três instituições europeias: Universidade Católica Portuguesa (Portugal), Universidade Jean Monnet Saint-Étienne (França) e University of Silesia in Katowice (Polônia).

O Mestrado, com duração de dois anos, proporciona uma formação interdisciplinar e internacional, preparando os estudantes para os desafios do mercado global.  O programa é estruturado de forma que os estudantes passem um semestre em cada uma das universidades, sendo que o local do último semestre de estudos é escolhido pelo próprio estudante. 

O objetivo deste mestrado europeu é que os alunos se tornem na próxima geração de criadores nas diversas áreas artísticas, desenvolvendo competências multidisciplinares em imagem, som, música, vídeo, cinema, informática e arte digital

A primeira edição do Digicréa teve todas as suas vagas preenchidas, evidenciando o interesse crescente por formações que combinam criatividade e tecnologia. Foram aceites 23 alunos entre 136 candidatos de países como Polónia, EUA, Colômbia, Ucrânia, França, Geórgia, Taiwan, Rússia, Cazaquistão, Grécia, Argentina, Brasil, Turquia, México, Nigéria e Irão.

Para este curso, a União Europeia financiou 16 bolsas Erasmus Mundus e garantiu ainda a isenção de propinas para os outros 7 participantes.

Descobre mais informações sobre o programa aqui.

05-06-2025

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